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O País – A verdade como notícia

A Administração Regional das águas do Sul, (ARA-Sul), apela a retirada urgente da população que reside exerce suas actividades nas zonas baixas do Rio Umbelúzi, no distrito de Boane, província de Maputo.

Trata-se de um alerta que surge na sequência da previsão da ocorrência de inundações, devido ao incremento das descargas na barragem dos Pequenos Libombos.

Ontem a Administração Regional das águas do Sul, incrementou os níveis de descargas na barragem dos Pequenos lLibombos, de 50 para 100 metros cúbicos de água por segundo, visando criar capacidade de encaixe na albufeira.

O facto é que neste momento a barragem dos Pequenos Libombos, está com cerca de 96 por cento do nível de armazenamento, numa altura em que há registo de fortes precipitações na zona de afluência do rio Umbelúzi.

Com as descargas que estão a ser feitas desde ontem na Barragem dos Pequenos Libombos, espera-se que para além das inundações nas zonas baixas do Rio Umbelúzi, haja registo de condicionamento na travessia dos drifts de Umpala e Mazambanine, tal como explicou a chefe do Departamento de Recursos Hidricos, na Ara-Sul, Lizete Dias.

Nas últimas 24h00, a província de Maputo registou fortes precipitações em quase todos os distritos, o que está a provocar situações de inundações e intransitabilidade.

Município da Matola apoia vítimas das indundações

Na cidade da Matola, província de Maputo, o Conselho Municipal acaba de disponibilizar centros de acolhimento em três postos administrativos, para acolher famílias fortemente afectadas pelas chuvas intensas que continuam a cair.

Trata-se de centros localizados no Instituto Industrial da Matola no posto administrativos Matola-Sede, Igreja Assembleia de Deus, Escola Primária Muchisso e Escola Primária Completa 8 de Marco, na Machava, Comité de Círculo de Nkobe e Escola Primária Completa do Intaka no posto administrativo de Infulene.

Chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas, poderão cair nas regiões norte e centro do país nas próximas 24 horas. Enquanto isso, chuvas fracas vão continuar a cair na região sul do país.

São chuvas que poderão cair em todo o país nas próximas 24 horas, com intensidades diferentes.

No norte e centro, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuva moderada a forte, acompanhada por trovoadas e vento com rajadas.

O alerta vai, principalmente, para grande parte dos distritos de Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

“O Instituto Nacional de Meteorologia prevê a ocorrência de chuva moderada a forte (30 a 50 milímetros em 24 horas), localmente forte (mais de 50 milímetros em 24 horas) acompanhadas de trovoadas e vento com rajadas”.

Já na região sul do país, o mau tempo tenderá a abrandar a partir desta segunda-feira, prevendo-se chuvas fracas a partir de terça-feira.

Devido ao alerta de mau-tempo, o INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança.

Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique vão retomar a greve a partir desta quinta-feira e a paralisação será mediante a resposta das exigências que constam do caderno reivindicativo entregue ao Governo em Junho de 2023.
Os profissionais de saúde que se viram obrigados a paralisar a manifestação em Agosto do ano passado, acusam o Governo de usar o silêncio como resposta às inquietações, com destaque para falta de medicamentos, más condições das unidades sanitárias e falta de alimentação para os doentes.
Segundo o porta-voz da APSUM, Anselmo Muchave, que fala esta segunda-feira em conferência de imprensa, a situação está mais grave nas unidades sanitárias.
“Decidimos regressar à greve a cem por cento mesmo com a actual situação do país para pressionar uma vez mais o Governo a responder as nossas inquietações, mas como tem sido habitual os nossos colegas sempre prestaram os serviços mínimos” disse Muchave.
A greve vai abranger 71 mil profissionais de saúde a escala nacional.

A chuva que cai na província e Cidade de Maputo, avaliada entre 50 e 130 milímetros, deixou várias casas, ruas e avenidas alagadas e intransitáveis. O INAM prevê que as chuvas continuem, o que poderá agravar as inundações.

A zona Sul do país acordou debaixo de intensas chuvas neste domingo. O rescaldo é preliminar, mas é certo que o fenómeno causou danos.

Só para citar alguns exemplos, pelo menos um posto de transformação de energia eléctrica caiu e uma motorizada desligou-se no meio da água, onde outros veículos, no caso carros, ficaram imobilizados. 

A água da chuva arrastou tanques de água, sem contar que inundou vários locais, um dos quais é a igreja São Joaquim, em que se esperava pelo culto dominical.

Aliás, quase toda a avenida 25 de Setembro esteve alagada. Instituições como Banco de Moçambique, bancos comerciais, INATRO e outras estiveram inacessíveis.

Emelina Lucas saiu da Moamba para a Cidade de Maputo a fim de adquirir produtos e faltou-lhe transporte para regressar.

“Saí de Moamba enquanto chovia lá e vinha adquirir produtos aqui, na Malanga, e já estou de regresso, mas não há autocarro. Só posso fazer ligações até Malhampsene.”

O Instituto Nacional de Meteorologia diz que caiu muita chuva e o cenário vai prolongar-se.

“Este cenário vai fazer com que nesta região Sul do país o volume de precipitação, ou seja chuva, continue a ocorrer nas próximas 24 horas. Portanto, esperamos melhoria a partir da segunda metade da terça-feira. Deste modo, o Instituto Nacional de Meteorologia recomenda que as populações tomem medidas de precaução e segurança face ao elevado volume de precipitação que pode ser acompanhado de trovoadas severas. O volume de precipitação que caiu esteve em torno de 50 a 75 milímetros em Gaza e Inhambane, e só na Província de Maputo a precipitação chegou aos 130 milímetros”, avançou o meteorologista Telmo Sumila.

O meteorologista acrescenta que formou, no nordeste de Madagáscar,  um sistema de baixa pressão, que pode evoluir para ciclone.

“Este sistema tende a evoluir para a categoria de ciclone tropical, entretanto ainda não constitui perigo para o nosso país, apesar de que a interação entre o sistema e a zona convergência intertropical poder criar instabilidade sobre a zona Norte do país, criando precipitação com volumes muito elevados sobre o extremo norte de Niassa e Cabo Delgado.”

A chuva que está a cair veio, mais uma vez, demonstrar a fragilidade existente nos sistemas de escoamento de águas pluviais.

Estão a aumentar os casos de conjuntivite hemorrágica na província de Maputo, que fechou a semana com mais de 1200 casos diagnosticados e submetidos a tratamento. A cidade da Matola é a mais afectada.

Um pouco por todo país estão a ser reportados casos de conjuntivite hemorrágica, o que está a causar preocupação nas populações e nas autoridades sanitárias. E o cenário que vem da província de Maputo não é animador, segundo avançou a responsável do sector de saúde na província , Iolanda Tchamo.

“Nós temos cerca de 1266 casos e a faixa etária mais acometida incide para os maiores de 15 anos de idade, com cerca de 60% dos casos e o distrito mais afectado é o da Matola, com mais de 70% dos casos. Temos vindo a trabalhar com a comunidades e diferentes sectores, especialmente o sector da Educação, de modo a prevenir a transmissão dentro das escolas, assim como na comunidade em geral”, explicou.

Iolanda Tchamo, diz ainda que a província regista uma média diária de acima de 100 casos de  conjuntivite hemorrágica.

“A tendência é de aumento. De quarta para quinta-feira, tivemos cerca de 200 casos, por isso, as actividades de prevenção devem ser intensificadas. Nós apelamos para a população em geral observar as medidas de prevenção, especialmente a questão da lavagem das mãos, higiene individual e colectiva”, afirmou a fonte.

Os principais sintomas e sinais da conjuntivite são inflamação conjuntival e palpebral, olho vermelho, lacrimejo, dor ocular, sensação de areia nos olhos, fotofobia e secreção abundante.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral aponta fenômenos naturais e insegurança em Cabo Delgado como situações que limitam o decurso do processo de recenseamento eleitoral. Porém, faz uma avaliação positiva da primeira semana.

O recenseamento eleitoral que iniciou a 15 de Março e com o término previsto para o dia 28 de Abril deste ano, está a ser manchado por várias irregularidades, com destaque para demora no atendimento tal como deu a conhecer o Director Nacional do Gabinete Jurídico do STAE, Lucas José.

“Durante este período, considera-se que as brigadas estão a funcionar com normalidade, salvo algumas brigadas que ainda não entraram em funcionamento. Importa referir que no território nacional os equipamentos e os materiais foram distribuidos usando meios tais como viaturas, barcos, tractores, veículos motorizados entre outros tendo em conta a especifidade o terreno. Os primeiros cinco dias de registo foram caracterizados pela morosidade na captação de dados, situação que gradualmente está sendo sanada no decurso do processo”, pronunciamentos do Director jurídico do STAE, Lucas José.

A disse na ocasião que, para além das dificuldades de natureza técnica, os fenômenos climáticos e a insegurança na província de Cabo Delgado são outros cenários que contribuem para o decurso normal do processo.

“O STAE ainda não conseguiu colocar as brigadas e os equipamentos nos distritos de Quissanga e Ibo, estando neste momento a ser equacionada a possibilidade de se recorrer a meios áereos e marítimos. Na Província de Inhambane, a tempestade deixou rastro de destruição nos distritos de Vilankulo, Inhassoro, Mabote, Funhalouro, Massinga Murrombene, Homoíne e nas cidade de Inhambane e Maxixe. Face a esta situação haverá necessidade da reformulação do plano logístico, quer para as operações de colocação das brigadas nos postos de recenseamento eleitoral, quer para o incremento e aquisição de tendas para albergar as brigadas.” garantiu a fonte durante o evento.

Limitações de ordem financeira para abastecimento de viaturas e pagamento de subsídios aos brigadistas e educadores cívicos são impasses que mancham o processo.

Entretanto, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral conseguiu nessa primeira semana inscrever 943.731 eleitores em todo o território nacional, o que representa 12.59 por cento da previsão de eleitores para as presentes eleições.

Foram hoje a enterrar os restos mortais de Simião Ponguane, jornalista da TVM. Durante o velório decorrido no salão nobre do Município de Maputo, foram destacadas as qualidades humanas e profissionais de Simião Ponguane.

A urna com os restos mortais de Simião Ponguane esteve em câmara ardente no Paços do Município de Maputo, onde familiares, amigos, colegas de profissão, admiradores e dirigentes marcaram presença para renderem a última homenagem. Élio Manuel Jonasse, presidente do Conselho de Administração da TVM, considera Ponguane um verdadeiro mestre.

“Honrado e batalhador, Ponguane era um mestre sempre pronto a partilhar os conhecimentos que tinha e passar a sua experiência. Era também um discípulo sempre disposto a aprender de todos, e era com esse sentido de curiosidade que fazia as suas entrevistas, perguntas de quem realmente questionava para saber. Hoje, visivelmente consternados com a morte, estamos aqui, neste átrio, para dizer ao mestre Ponguane ‘muito obrigado’.”

O percurso profissional de Simião Ponguane iniciou-se nos finais do anos 1988, altura em que chegou à então Televisão Experimental como estagiário. Depois foi enquadrado e trabalhou até quase à reforma. Os antigos colegas recordam-no como um profissional exemplar.

“Simião Ponguane, tu detestas os rótulos políticos, eras apartidário, mas um grande patriota. O teu amor à pátria moçambicana era efervescente e inabalável, por isso viemos aqui com profunda mágoa homenagear-te, homenagear o colega, o irmão, o amigo Simião Augusto Ponguane”, era Felizardo Massingue em representação da Associação dos Aposentados da TVM.

Quem também se recordou de Ponguane foram os ex-colegas de escola.

“Desde a escola pré-universitária de Nwachicoluane, em Chókwè, província de Gaza, tive o privilégio de juntos frequentamos a escola de jornalismo e, depois, na TVE, onde te revelaste uma pessoa com sentido de compromisso e de missão para com o trabalho e uma paixão inabalável pela profissão jornalística.”

O Sindicato Nacional de Jornalistas, no seu elogio fúnebre, destaca o legado de Simião Ponguane.

“Afável, mas aguerrido, às vezes, até podia criar calafrios aos entrevistados diante das câmaras, em directo. Ponguane não deixava em mãos alheias a velha máxima do jornalismo: perguntar, perguntar, perguntar sempre.”

O edil de Maputo, Rasaque Manhique, referiu que a cidade está de luto pela perda de mais um notável munícipe, que foi um jornalista exemplar.

“Hoje, reunimo-nos para honrar a vida e o legado de um jornalista verdadeiramente notável e ensinador de todas as gerações. Simião Ponguane foi muito mais do que um simples repórter. Ele foi um guardião da verdade, exímio contador de histórias e defensor incansável da liberdade de imprensa.”

A família Ponguane menciona, no elogio fúnebre, que o jornalista, em casa, era um homem de valores nobres e que soube guiar a família para o bem.

“Foi um verdadeiro herói em todas as frentes de combate na nossa família. Ensinou-nos a honestidade, a convivência harmoniosa, a prática do bem, a dedicação ao trabalho, o respeito pelo próximo e o sacrifício pelo bem-estar de todos.”

A urna com os restos mortais de Simião Ponguane saiu do salão nobre para o carro fúnebre acompanhada de salva de palmas de todos os presentes na cerimónia.

Várias personalidades presentes no velório destacaram qualidades raras em Simião Ponguane, um jornalista que foi fiel aos seus princípios de integridade e verticalidade profissional. O desafio, agora, é manter seu legado.

Emília Moiane, antiga jornalista da TVM e directora do Gabinete de Informação, GABINFO, disse que o Ponguane marcou gerações e sentiu nele uma grande responsabilidade profissional.

“Foram dois ou três anos de trabalho árduo de entradas e saídas com muita responsabilidade. Penso que todos nós aprendemos bastante com Simião Ponguane. Deixa legado, deixa muito conhecimento e, acima de tudo, a sua humildade e verticalidade, para que os profissionais possam seguir.”

Fernando Bismarque, jornalista e deputado da Assembleia da República, diz que Ponguane exerceu o jornalismo de forma diferente.

“A morte de Simião Ponguane deixa um grande vazio. Como se sabe, Simião Ponguane destacou-se num jornalismo de grande confronto, num jornalismo, digamos, de cidadania. Este tipo de jornalismo ajuda a construir a nossa jovem  democracia.”

António Muchanga, deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo, testemunhou que várias vezes foi entrevistado por Simião Ponguane.

“Como jornalista, foi um jornalista fogoso, pujante, persistente e consistente. Recordo-me de algumas entrevistas que me fez durante a guerra, quando eu era porta-voz e, depois, a última entrevista que me fez em Johanesburgo durante o julgamento de Manuel Chang.”

Fernando Lima, jornalista e amigo de Simião Ponguane, diz ter orgulho do percurso do falecido.

“Eu tenho orgulho de ter sido colega de Simião ponguane, não são palavras de circunstâncias, é uma questão que sinto com grande profundidade. Outra coisa muito importante é que Simião Ponguane levou a sério aquilo que está escrito na constituição da república em relação a imprensa pública, a imprensa pública não deve ser só servida por lambe-botas e por seguidistas e Simião Ponguane não foi isto, foi um excelente jornalista.”

Rogério Sitoe, jornalista e antigo director do Jornal Notícias, diz que Simião Ponguane foi um profissional de valores e virtudes.

“Mas há coisas que acho que são muito importantes para Simião Ponguane: são valores. há três valores fundamentais que ele preservou integridade, ética e deontologia.”

Algumas brigadas de recenseamento eleitoral na província de Cabo Delgado estão sem equipamento desde o início do processo, o que pode comprometer o alcance das metas previstas, diz a Renamo. O porta-voz do partido, José Manteigas denuncia ainda várias irregularidades verificadas durante o processo, incluindo a manipulação de dados para alegado favorecimento ao partido Frelimo.

Em conferência de imprensa o porta-voz do partido, José Manteigas, que fez menção a algumas brigadas que não entram em funcionamento a tempo e hora.

“Infelizmente, sem muitas surpresas, um pouco por todo o país, esse recenseamento eleitoral está a ser caracterizado por irregularidades que põem em causa a sua transparência e por conseguinte, a votação que terá lugar em Outubro próximo. No distrito de Marromeu, na Escola Primária Samora Machel, no dia 20 de Março houve pretensão de recensear um menor de 14 anos, a mando do Secretário da zona. No distrito de Magude, até o dia 18 de Março os mobiles encontravam- se o operacionais.” afirmou o porta-voz da Renamo.

Na província de Cabo Delgado o cenário é ainda mais preocupante. Há brigadas encerradas por conta da violência, o que pode condicionar o alcance da meta do recenseamento eleitoral prevista, relatou Manteigas
“Em Mocimboa da Praia, no posto administrativo de Mbau, 7 brigadas ainda não se fizeram aos postos de recenseamento eleitoral;

Em Mueda, posto administrativo, no posto adminiistrativo de Mgauma e outras zonas de dificil acesso aguarda-se por 20 brigadas para proceder ao recenseamento.” relatou José Manteigas durante a conferência de imprensa, em Maputo.

Diante dessa realidade, a Renamo insta a Comissão Nacional de Eleições e seus vogais, bem como ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral para corrigirem todas as irregularidades e a pautarem pelo respeito escrupuloso da Lei, em salvaguarda das Eleições Livres, Justas e Transparentes.

As obras de construção do aterro de Matlemele, na província de Maputo, vão arrancar em Outubro próximo. A garantia é da ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibasse. A lixeira de Hulene continua a receber descarregamento de resíduos sólidos. Apesar dos sinais de saturação, ainda não certeza sobre até quando tal deixará de acontecer.

Segundo Ivete Maibasse, o encerramento da lixeira de Hulene depende da construção e identificação de uma nova área para que se possam depositar os resíduos sólidos. A governante diz que há um esforço que está sendo feito pelo Executivo, numa operação conjunta com outros sectores como é o caso do Ministério da Economia e Finaças. Ainda que não haja uma solução à vista, garante Maibaisse, decorre a conlusão dos estudos para a implantação do novo aterro.

“Estamos a trabalhar agora com o financiador deste projecto para que até segundo semestre deste ano, concretamente em Outubro deste, possamos lançar a obra de construção das novas infra-estruturas”, anota Ivete Maibasse.

Nesse sentido, o encerramento da lixeira de Hulene só poderá acontecer depois da conclusão do novo aterro, de modo a evitar, tal como defende Ivete Maibasse, outros constrangimentos.
Ivete Maibasse falava à margem das celebrações do Dia Internacional das Florestas, que se assinalou esta quinta-feira. Na ocasião, o Ministério da Terra e Ambiente procedeu à entrega de viaturas às delegações provinciais da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental.

Os meios circulantes vão beneficiar as províncias de Maputo, Tete, Niassa, Nampula e ao Parque Nacional de Magóé, assim como para a recém-criada Área de Conservação Comunitária do Zumbo e vão servir para garantir a fiscalização florestal e ambiental nas áreas fronteiriças e portuárias.

“Estes meios devem garantir que cada metro quadrado da nossa floresta, da terra e das nossas áreas de conservação sejam fiscalizados e auditados”, disse a ministra da Terra e Ambiente.
Os meios circulantes foram adquiridos com o apoio financeiro do Banco Mundial, através dos projectos Moz Rural e Moz Norte.

As obras de construção do aterro de Matlemele, na província de Maputo, vão arrancar em Outubro próximo. A garantia é da ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibasse. A lixeira de Hulene continua a receber descarregamento de resíduos sólidos. Apesar dos sinais de saturação, ainda não certeza sobre até quando tal deixará de acontecer.

 

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