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O País – A verdade como notícia

O Capitão-Tenente na reserva, Abdul Machava, disse, em entrevista ao Noite Informativa, que a retirada das Forças Estrangeiras da SADC, SAMIM, podem ter ocasionado o ataque terrorista, no distrito de Macomia, em Cabo Delgado.

Machava explicou que a retirada de tropas num território em guerra faz com que o adversário entenda que existe um espaço para atacar. “Várias vezes foi dito que era preciso que as tropas moçambicanas e o Estado moçambicano, de forma cuidadosa, previssem que a retirada das tropas estrangeiras, pelo know how e pela capacidade logística que carregam, pudesse traduzir-se nalguma fraqueza das nossas forças”.

A fonte expressou ainda preocupação em relação as declarações do Chefe de Estado sobre o facto de ataque terrorista ser previsível e sobre o ataque ter sido realizado em duas fases.

“Numa primeira fase, os terroristas foram repelidos pelas nossas forças de Defesa e Segurança, e, depois de cinquenta minutos, voltaram a atacar, isso representa uma fraqueza no tipo de treinamento que as nossas forças têm”.

Geralmente, continuou o Capitão Tentente na reserva, quando se sofre um ataque e o inimigo foge, porque está a sofrer resistência das Forças Armadas, é preciso sair da defensiva para a ofensiva, imediatamente, quando isso não acontece, revela “alguma falha no treinamento militar”.

Abdul Machava condenou também a apaerição do Presoidente da República para dar informções técnicas sobre a situação de Macomia, justificando que poderia ocasionar certa desinformação.

“O Presidente da República tem que se acostumar a delegar funções de porta-voz e aparecer apenas para dar informações meramente políticas obre o assunto, para as questões técnicas deve-se delegar ao porta-voz do Ministério da Defesa Nacional”.

A ministra da Administração Estatal e Função Pública, Ana Comoana, diz que a demora no pagamento das horas extras se deve às confirmações que estão a ser feitas para aferir se as reclamações dos profissionais são ou não verídicas, visto que há informações partilhadas que não são verdadeiras. 

Ana Comoana disse, por exemplo, que houve ocasiões em que se constatou que  alguns profissionais cobravam o pagamento de horas extras de feriados e fins-de-semana, enquanto a contabilização das horas extras nesses dias é diferente das horas normais de expediente.

Segundo a ministra, quando isso acontece, há necessidade de, primeiro, aferir a veracidade da informação, visto que quem paga precisa de justificar, uma vez que o valor sai dos fundos do Estado.

“Os ministérios da Educação e das Finanças estão a trabalhar no apuramento da informação, uma vez que qualquer pagamento na função pública requer confirmação. Até onde nós acompanhámos, há informações que são realistas mas outras precisam de ser cruzadas”, explicou a governante.

Ainda assim, a ministra disse que os pagamentos já se iniciaram e apelou à calma e serenidade dos visados. Apesar de entender que a espera é difícil, disse não haver necessidade de se chegar ao extremismo, como o caso de se optar pelas greves.

Ana como Ana falava à margem do II workshop da mulher na função pública, onde referiu que o número de mulheres no sector tem aumentado a cada dia.

“A representatividade das funcionárias públicas situa-se, actualmente, nos 44%, bem como pela média de representatividade de 40% para cargos de  direcção, chefia e confiança ao nível central, 35% ao nível das entidades descentralizadas e 30% ao nível dos órgãos locais do estado”, informou Comoana.

O workshop é financiado pela Embaixada da Alemanha em Moçambique, que entende que investir na mulher deve ser prioridade.

Este é o segundo workshop da mulher na função pública onde foram feitos apelos para que este grupo social dê o seu apoio no combate à corrupção.

O Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, confirmou, há instantes, que o grupo de terroristas atacou o distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado. Nyusi disse que, desde cedo, está em comunicação com as Forças de Defesa e Segurança, com a Unidade de Intervenção Rápida e outras forças que combatem o terrorismo no norte do país.
De acordo com o Presidente, as Forças de Defesa e Segurança estão a responder positivamente aos ataques terroristas.

A vila sede do distrito de Macomia, no centro da província de Cabo Delgado, foi atacada pelos terroristas na madrugada de hoje, 10 de Maio. Há troca de tiros nas matas de Macomia entre os militares e os terroristas. A informação foi confirmada por um sobrevivente.

O grupo terrorista que assola a província de Cabo Delgado voltou a entrar em acção. Desta vez foi no distrito de Macomia.

“Eles entraram por volta das cinco horas e, até agora, ninguém sabe de nada porque continuamos escondidos aqui no mato”, contou um sobrevivente do mais recente ataque terrorista à vila de Macomia, onde está instalado um dos acampamentos militares dos países da África Austral, que desde 2021 ajudam  Moçambique no combate ao terrorismo.

Com este ataque, a circulação na estrada N380 que liga a zona norte de Cabo Delgado e a República da Tanzânia foi interrompida.

As autoridades continuam no silêncio e pouco ou quase nada se sabe sobre as consequências deste ataque que ocorreu há quase 200 quilómetros de Pemba, a capital da província.

Macomia já foi alvo de ataques terroristas por várias vezes, e o penúltimo ocorreu em Maio de 2020, quando o grupo armado deixou a vila parcialmente em ruínas, depois de ter ocupado por quase uma semana.

O presidente da República, Filipe Nyusi vai inaugurar, dentro de horas, a subestação de Beleluane, no distrito de Boane, província de Maputo, no âmbito da iniciativa presidencial de acesso universal à energia elétrica.

De acordo com a Eletricidade de Moçambique, a subestação vai garantir maior disponibilidade e qualidade de fornecimento de energia eléctrica ao parque industrial de Beleluane, bem como atrair mais indústrias a fixarem seus investimentos na província.

Ainda hoje, Nyusi vai inaugurar a Subestação de Mahoche, uma infra-estrutura que se pretende reforçar a extensão da rede elétrica e massificação de mais ligações nos distritos de Moamba, Vila de Ressano-Garcia e a região à volta.

As duas infra-estruturas foram financiadas pelo Governo da Alemanha, através da KFW, orçadas em 20.7 mil milhões de Euros, cerca de .

Pelo menos um moçambicano está entre as vítimas hospitalizadas depois de ter sido resgatado dos escombros do prédio que desabou no município de George, na província sul-africana do Cabo Ocidental.

A informação foi avançada por responsáveis de Gestão de Desastres de George, num contacto mantido na noite de ontem com as autoridades consulares de Moçambique na cidade do Cabo.

Em curso estão diligências para a confirmação de uma segunda vítima, também hospitalizada, que se presume ser moçambicana. No entanto, informações avançadas por líderes comunitários, familiares e amigos das vítimas, também num contacto com a Cônsul de Moçambique na cidade do Cabo, indicam a existência de moçambicanos entre as vítimas mortais e entre os 39 trabalhadores que continuam entre os escombros.

Esta contradição dos dados das autoridades sul-africanas e dos familiares pode estar associada ao facto de muitos imigrantes ocultarem a sua real identidade, para conseguir emprego ou escapar de actos de xenofobia.

A polícia de George comprometeu-se a fornecer a lista de todas as vítimas. A Cônsul de Moçambique na cidade do Cabo, Ivete Uqueio, garante que a haver vítimas moçambicanas, vão receber apoio.

Dados actualizados apontam que, até as primeiras horas desta quinta-feira, o número de mortes deste incidente subiu para oito. Estes fazem parte do total de 37 trabalhadores que foram resgatados.

Dos que estão internados 14 estão em estado crítico.À entrada do quarto dia, as equipes de resgate continuam a vasculhar os escombros do prédio que colapsou, na tentativa de encontrar com vida os 38 trabalhadores ainda desaparecidos. O prédio de 5 andares desabou na última segunda-feira. As causas não são conhecidas.

É um grito de revolta! Esta quarta-feira, as associações estudantis moçambicanas, nomeadamente a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação dos Estudantes Finalistas Universitários de Moçambique (AEFUM) manifestaram o seu descontentamento em relação à subida das tarifas de dados e chamadas apresentadas pelas operadoras de telefonia móvel.

Com efeito, submeteram um documento ao Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique, a Autoridade Reguladora das Comunicações, no qual referem que “o País recebeu, no dia 4 de Maio de 2024, novas tarifas de telefonias móveis ajustadas no âmbito do processo de regulamentação dos critérios e princípios de afixação das tarifas de telecomunicações, resultando na aprovação da Resolução n° 1_BR/CA/INCM/2024, de 19 de fevereiro, aprovado pelo Decreto n° 62/2019, de 29 de junho, fazendo jus ao artigo 8 do Decreto n° 46/2019, de 23 de Maio, que atribui ao INCM a responsabilidade de análise de mercado para a determinação dos operadores com posição significativa (OPS)”.

Os estudantes congratulam, na carta, o Executivo pela iniciativa de regular as tarifas de telefonias móveis e a pretensão de acabar com tarifas anticoncorrenciais e a concorrência desleal entre os OPS, resultantes da análise feita pelo INCM, na qual “verificou a existência de tarifas anticoncorrenciais ou acto de concorrência desleal, pelo facto de as mesmas não serem justas, razoáveis, serem discriminatórias, agravado pelo facto de não reflectirem o custo associado à sua prestação”, referem os estudantes.

No entanto, sublinham os estudantes, “feita análise das novas tarifas, baseando-se no elevado custo de vida de Moçambique e no baixo poder de compra, particularmente na classe estudantil e juvenil, na sua maioria consumidores activos dos dados móveis para diversas actividades, entre elas pesquisas académicas, promoção de serviços, trocas de experiências entre estudantes e jovens de diversos cantos do mundo, partilha de opiniões e saberes por meio de redes sociais (…), as novas tarifas colocam o país na lista dos 10 países com a internet mais cara de África, ao mesmo tempo em que reduzem o poder de conexão entre os moçambicanos, o poder de pesquisa entre os estudantes (…)”.

Foi aumentado o número de fiscais no ponto de chegada e partida de embarcações em Lunga, depois do naufrágio que matou 98 pessoas há mais de um mês. Por outro lado, a equipa da comissão de inquérito já terminou o trabalho de recolha de dados no terreno.

Passam-se trinta e dois dias depois do naufrágio de 7 de Abril, que matou 98 pessoas em Lunga, ao largo da Ilha de Moçambique. Antes da tragédia, a Administração Marítima tinha apenas um fiscal para toda a orla marítima, e agora o número foi reforçado para evitar embarque e desembarque de passageiros fora do controlo.

“Em Lunga, já temos fiscais permanentes, e aqui, na Ilha de Moçambique, também, para evitar que as pessoas se façam às embarcações superlotadas e sem coletes. Está tudo assegurado. Antes, tínhamos apenas um fiscal, e hoje temos cinco, porque temos duas estações de embarque por semana. As embarcações de Lunga para a Ilha de Moçambique são duas vezes por semana”, explicou Sahara Luís, administradora marítima.

Dias depois da tragédia, o Governo criou uma comissão de inquérito para apurar as causas do acidente e produzir recomendações sobre as medidas a serem adoptadas para evitar situações similares no futuro. O tempo estipulado de trabalho terminou semana passada e aguarda-se a divulgação dos resultados desse inquérito. A nível local não se avança qualquer informação.
“Ainda não, porque o relatório já foi enviado. Qualquer coisa irão saber do INAMAR”.
O naufrágio aconteceu em pleno feriado, por volta das 13h30, e a informação só chegou às autoridades três horas depois.

O bebé do sexo masculino abandonado há mais de um mês numa mata, nos arredores da cidade de Quelimane, goza de boa saúde e aguarda por adopção no Hospital Central de Quelimane.

No berçário desta unidade sanitária, o recém-nascido recebeu o nome de Pascoal, mesmo nome do cidadão que o acompanhou ao hospital.
Segundo uma funcionária afecta ao berçário do Hospital Central de Quelimane, a criança goza de boa saúde e está com sinais vitais normais.
“O bebé  tem boa sucção e, por outro lado, apresenta bom desenvolvimento psicomotor para a sua idade. Neste momento, aguarda adopção de pessoas de boa vontade”, explicou.

O bebé tem uma idade estimada em um mês e meio, sendo que o seu peso é, agora, de 3,300 gramas.
Este é o primeiro caso de recém-nascido abandonado a dar entrada no Hospital Central de Quelimane desde a sua abertura em 2016.

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