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Chuvas condicionam processo de recenseamento eleitoral no país

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral diz que as chuvas que caíram nos últimos dias, na capital do país, forçaram o encerramento de algumas brigadas de recenseamento. Quanto a Cabo Delgado, o STAE continua a enfrentar dificuldades na alocação do equipamento, particularmente à Ilha de Ibo e a Quissanga, devido à insegurança causada pelos ataques terroristas.

A chuva, que fustigou, desde a madrugada de domingo até à tarde de terça-feira, a Cidade e a Província de Maputo, está a condicionar o decurso normal do processo de recenseamento eleitoral, que vai para a sua segunda semana, depois do lançamento ocorrido no passado dia 15 de Março em todo o país.

A informação sobre as limitações existentes no processo que tem em vista as eleições de 9 de Outubro foi avançada esta quarta-feira ao “O País” pela porta-voz do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), Regina Matsinhe.

“No Distrito Municipal Nlhamankulu, tivemos quatro postos alagados, um dos quais está fechado. No Distrito Municipal KaMavota, temos a informação de cinco postos alagados e igual número fechados. Em relação ao Distrito Municipal KaMubukwana, temos cinco postos alagados, dois dos quais estão encerrados”, precisou a porta-voz do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, Regina Matsinhe.

Nos restantes distritos municipais, apesar da intensa chuva, não houve obrigação de se fecharem os postos.

Relativamente ao equipamento de recenseamento eleitoral em postos afectados pela fúria das águas, Matsinhe garante ter havido a reposição imediata do mesmo e que não há dados afectados de potenciais eleitores já inseridos nessas brigadas.

Quanto à província de Cabo Delgado, onde os órgãos eleitorais tinham como meta fixar 512 brigas, até agora o número não foi alcançado por conta da insegurança.

“Na ilha de Ibo, está a ser feito todo o trabalho para a colocação do material eleitoral, por via de barcos, estando a decorrer o processo de capacitação de agentes para se poder arrancar com o recenseamento eleitoral. Em Quissanga, ainda não há segurança”, disse Regina Matsinhe.

Para além da insegurança, a província de Cabo Delgado depara-se com situação de chuvas que estão a colocar em causa o andamento do processo eleitoral, sobretudo dada a degradação das vias de acesso. Tal é o caso da estrada número 698, que liga Montepuez a Mueda, especificamente no troço entre rio Muirite e Mueda.

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