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O País – A verdade como notícia

As obras de reposição da ponte metálica sobre o rio Muririmue, que liga Nametil e Chalaua, em Nampula, danificada a 5 de Janeiro passado, estão atrasadas devido às intensas chuvas que caem na região. A Administração Nacional de Estradas (ANE) promete reposição da transitabilidade para finais de Abril e não para o mês de Março. 

A 5 de Janeiro passado, um camião que transportava carga pesada destruiu a ponte metálica sobre o rio Murririmue, que liga Nametil e Chalaua, na província de Nampula, interrompendo assim a circulação. 

Em comunicado, a ANE prometeu que as obras de reposição da ponte durariam apenas o mês de Março, no entanto houve mudanças, devido às intensas chuvas na região.

“…As obras em curso de reposição da ponte metálica sobre o rio Muririmue, inicialmente previstas para para durar um mês, serão prolongadas até o final do mês de  Abril próximo, caso as condições climatéricas sejam favoraveis”, refere o comunicado.

De acordo com a ANE, já foi concluída a estrutura da ponte, estando em curso trabalhos do aterro dos acessos que têm sido limitados pela elevada umidade dos solos. 

Devido à chuva que continua a cair, o desvio feito para permitir a transitabilidade ficou inundado, obrigando os automobilistas a usarem a estrada N104, Nampula/Nametil/Boila, uma volta que encarrece a vida das populações e prejudica o transporte de pessoas e bens.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, garante que até esta sexta-feira será reposta a rede de fornecimento de energia eléctrica, que foi danificada pelas chuvas intensas registadas esta semana, no Sul do país.

Carlos Zacarias refere que, neste momento, decorrem trabalhos de reparação dos danos causados pelo mau tempo.

“Desde a primeira hora, decorrem trabalhos com vista a reposição. Nos locais onde o fornecimento de energia foi afectado, o sistema foi desligado na maior parte das vezes devido a questões de segurança. Uma vez que tínhamos postos de transformação tombados, alagados e por forma a evitar que houvesse choques eléctricos e outras consequências, o sistema foi desligado. Por força disso, somente 150 famílias foram afectadas mas espera-se que tudo seja reposto ”, disse o ministro dos Recursos Minerais e Energia, citado pela Rádio Moçambique.

A fonte explica que, para a reposição das infra-estruturas danificadas, a empresa Electricidade de Moçambique (EDM) está a investir pouco mais de seis milhões de meticais.

O Governo do Japão disponibilizou cerca de 1,7 milhões de dólares para ajuda humanitária aos afectados pelos ataques terroristas e mau tempo na província de Cabo Delgado.

Falando durante o lançamento do projecto de apoio aos meios de subsistência para retornados na província de Cabo Delgado, o embaixador do Japão referiu que “prevê-se que o projecto de financiamento beneficie 16.750 pessoas vulneráveis que fugiram à violência armada na província”, sobretudo nos distritos de Quissanga, Mocímboa da Praia e Palma, entre os mais atingidos pelas incursões terroristas que desde 2017 têm assolado aquela província do norte do país.

O apoio de Japão visa garantir que as pessoas tenham novos meios de subsistência baseados na agricultura e melhorar a segurança alimentar e nutricional e será implementado por três agências das Nações Unidas, nomeadamente a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

“O apoio do Japão permite abordar directamente as necessidades urgentes dos retornados em Cabo Delgado, com o objectivo de reconstruir e melhorar os meios de subsistência baseados na agricultura, com enfoque na produção de culturas e pescas, melhorando a segurança alimentar e nutricional destas comunidades, especialmente entre mulheres e crianças”, destacou Keiji Hamada.

A comunidade ruandesa diz que se sente ameaçada, já que poderia haver o risco de opositores irem para a lista de extradição, sem critérios legais objectivos. Cleophas Habiyareme, presidente da Associação dos Ruandeses Refugiados em Moçambique, disse, em entrevista à DW, que a comunidade ruandesa se sente ameaçada, já que poderia haver o risco de opositores irem para a lista de extradição, sem critérios legais objectivos. Também defende que organizações de direitos humanos, como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), deveriam estar atentas a estes acordos.

A comunidade ruandesa em Moçambique sente-se mais ameaçada com o acordo de extradição?

Sim, a comunidade ruandesa se sente ameaçada, porque o Governo pode aproveitar-se deste acordo para pôr na lista todos os que ele considera opositores em Moçambique.

O Governo de Moçambique justifica que o acordo visa, por exemplo, impedir que o país acolha pessoas desonestas ou criminosas. Concorda com a justificação?

Não posso fazer comentários sobre uma decisão do Governo, do ministro, ou de membros do Governo. Mas os governos de Chissano de Guebuza negaram-se a assinar este acordo. Hoje, o Governo de Nyusi, sim, assinou este acordo. Nesse caso, para não haver abuso, pedimos que o mesmo instaure um mecanismo objectivo. Antes de entregar uma pessoa, ele deve ter conhecimento de que essa pessoa que está a entregar não está na lista porque é opositor, mas sim porque realmente cometeu este crime de que está a ser acusado.

De que forma a comunidade ruandesa pretende proteger-se de uma possível perseguição, no contexto deste acordo?

Em qualquer país do mundo, a protecção do refugiado tem de ser assumida pelo país que o recebeu. Nós fomos recebidos pelo Governo de Moçambique. Isso significa que esse deveria ser o primeiro a assumir a nossa protecção. Hoje, assinar um acordo para começar a entregar os refugiados… fugimos [do nosso Governo] por questões de segurança. Nesse caso, acho que só podemos gritar para a comunidade internacional, à sociedade civil, para exigir que não haja a entrega dos refugiados ao Governo que está a pedir para assinar este acordo.

Acha que o Governo moçambicano traiu a comunidade ruandesa?

Eu não posso afirmar que traiu. Até que ponto, até hoje, o Governo de Moçambique ainda não entregou nenhum refugiado, se o acordo aprovado… O acordo foi aprovado, mas Moçambique ainda não entregou refugiados. Vamos esperar para ver como esse país tratará [o tema] quando chegar o tempo de entregar os refugiados ao Governo de Kigali.

Ponderam apelar para a intervenção de algum organismo internacional de protecção ao refugiado ou exilado, como o  ACNUR, por exemplo?

Nem é preciso pedir. Eu penso que é um dever da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) ficar atenta a estes acordos. E não apenas essa organização, mas todas as demais instituições de [defesa] dos direitos humanos. Elas precisam ficar atentas para ver como Moçambique porá em prática este acordo.

A antiga primeira-ministra, Luísa Diogo, diz que os ataques terroristas protagonizados em Cabo Delgado podem colocar em causa a integridade territorial, assim como  a  unidade nacional. Luísa Diogo defende, ainda, investimento na mulher e nos jovens para a consolidação da unidade nacional.

Luísa Diogo foi convidada pela Universidade Joaquim Chissano, antigo Instituto Superior de Relações Internacionais, para proferir a aula inaugural de abertura do ano lectivo 2024. Perante uma plateia repleta de estudantes, docentes e outros convidados,  a antiga primeira-ministra falou sobre “subsídios para a consolidação da unidade nacional.”

Na sua alocução, Diogo, que também já foi ministra das Finanças, disse que Moçambique não existe sem a unidade nacional.
“Quem fomenta a desunião em Moçambique está a fomentar a extinção de Moçambique como país, como povo. Então, Moçambique é unidade nacional. Sem unidade nacional, não existe Moçambique”, defendeu Diogo.

Luísa Diogo entende, também, que há desafios que podem colocar em causa este bem comum.

“São riscos que têm a ver,  primeiro,  com segurança e ordem públicas, têm a ver com a integridade territorial, que são os aspectos visíveis que podem ser postos em causa quando nós temos guerras e ataques. Isso faz estremecer  a unidade nacional. Em segundo lugar, a maneira como nós pensamos. Precisamos de consolidar como nós pensamos, como moçambicanos e onde estivermos e sabermos quem somos.”

Para a  antiga governante, a juventude e a mulher são essenciais para a consolidação da  unidade nacional, porque, segundo o seu entendimento, se a mulher for deixada na periferia de desenvolvimento, a unidade nacional será frágil.

“Se nós abordarmos a mulher de uma determinada maneira, ela, sendo mais de 50% da população, se hoje abordamos de determinada maneira, deixando-a na periferia do desenvolvimento, então a nossa unidade nacional será precária, porque não investimos em mais de 50% da nossa população, independentemente do género”, considerou Diogo.

E, tendo sido candidata vencida nas eleições internas do partido Frelimo, em 2014,  para candidato a Presidente da República, não perdemos a oportunidade para questionar se este ano voltará a candidatar-se. Diogo manteve-se no silêncio, dirigindo-se à sua viatura protocolar.

Para a Universidade Joaquim Chissano, a palestra atingiu os resultados que se esperavam, tal  como fez  questão de sublinhar o respectivo reitor, José Magode.

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, concede tolerância de ponto a todos os trabalhadores, funcionários públicos, e aos cidadãos de todo o país, que professam a religião cristã, no dia 29 de Março (todo o dia), por ocasião da Sexta-Feira Santa.

Um comunicado indica que a tolerância de ponto não abrange os trabalhadores cuja natureza da sua actividade não permite interrupção no interesse público.

 

CINQUENTA MINEIROS MOÇAMBICANOS ESCALAM O PAÍS POR VIA AÉREA NA PÁSCOA

Pelo menos 50 mineiros moçambicanos seguem, esta manhã, para o país por via aérea, no âmbito da iniciativa governamental de flexibilizar as viagens neste período da Páscoa.

O voo da companhia de bandeira parte do Aeroporto privado de Lanseria, a nordeste de Joanesburgo, às 11 horas, devendo aterrar, uma hora depois, no Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, em Chongoene, na província de Gaza.

O voo de regresso está marcado para a próxima segunda-feira.

O administrador comercial da empresa Aeroportos de Moçambique, Saíde Júnior, sublinhou que, para além de flexibilizar a viagem de mineiros, neste período da páscoa, a disponibilização deste voo visa rentabilizar a infra-estrutura aeroportuária de Chongoene e a companhia de bandeira.

Saíde Júnior assegurou que a Associação dos Transportadores da província de Gaza vai criar condições para transportar os mineiros do Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi para os diversos destinos. Esta era, aliás, a grande preocupação dos mineiros, apresentada em Fevereiro aquando do lançamento da iniciativa.

Saíde Júnior acrescentou que continua em carteira o estabelecimento de uma rota definitiva e permanente no percurso Joanesburgo-Chongoene para facilitar a movimentação de mineiros em qualquer período do ano.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, anunciou, em Gaza, a mobilização de fundos, junto do Governo Chinês, para financiar as obras de reabilitação e ampliação da Estrada Nacional Número Um, no troço Marracuene-Xai-Xai.

Carlos Mesquita, citado pela Rádio Moçambique, diz que, para a execução daquela empreitada, incluindo a reabilitação das pontes, ao longo deste troço, o Governo moçambicano necessita de cerca de 150 milhões de dólares norte-americanos.

Mesquita anotou que, naquele projecto, o Governo pretende reabilitar e ampliar as duas faixas de rodagem no troço Marracuene-Xai-Xai, com uma extensão de cerca de 190 quilómetros.

O governante disse que o ideal seria construir uma estrada com quatro faixas de rodagem, mas, dada a falta de fundos, numa primeira fase, serão reabilitadas e ampliadas as actuais duas faixas, num projecto evolutivo.

Enquanto o Governo não consegue fundos para a reabilitação e ampliação do troço Marracuene-Xai-Xai, neste momento, estão no terreno dois empreiteiros a executarem obras de tapamento de buracos ao longo da via.

Carlos Mesquita vai visitar a estrada que dá acesso à Praia de Xai-Xai e a estrada terraplena Ndonga-Dindiza, ligando os distritos de Guijá e Chigubo.

Em Janeiro último, o Governo confirmou que estavam assegurados pelo menos 400 milhões de dólares norte-americanos, mobilizados junto do Banco Mundial, para a primeira fase do projecto, concretamente nos troços Inchope-Nicoadala e Pemba-Metoro, correspondentes a 508 quilómetros.

Citado pelo matutino “Notícias”, Carlos Mesquita disse que tinham sido concluídas todas as negociações e assinado o contrato com o consultor que vai trabalhar no projecto conceptual da obra.

 

SECÇÕES DA EN1 COM PLATAFORMAS DANIFICADAS PELAS ENXURRADAS

Sector de estradas em Inhambane alerta sobre o perigo provocado pela chuva em alguns pontos, ao longo da EN1, troço que atravessa a província.

Em algumas secções, a fúria da água criou crateras nas bermas e na plataforma da rodovia, situação que põe em causa a circulação normal das viaturas.

A chuva provocou o arrastamento de solos acumulados na plataforma.

O delegado da Administração Nacional de Estradas em Inhambane apela à tomada de medidas, como, por exemplo, a moderação da velocidade e a não circulação sem iluminação suficiente.

Dady Mendes acrescentou que o nível dos danos devido à chuva afecta outras vias asfaltadas que interligam algumas sedes de vilas distritais à chamada espinha dorsal do país.

O delegado da Administração Nacional de Estradas em Inhambane referiu que a força da água da chuva também arrastou solos e criou alagamento em vias terraplanadas, dificultando a circulação normal de viaturas.

Um comboio, que fazia o sentido Machipanda a Beira, chocou, na manhã desta quinta-feira, com uma carrinha escolar, resultando em três feridos graves. 

Segundo testemunhas no local, os três ocupantes que seguiam na carrinha escolar eram o director da escola comunitária local, a esposa e um aluno de 9 anos.

Jonasse Elias, maquinista da locomotiva envolvida no sinistro, disse que o mesmo ocorreu na passagem de nível sem guarda, na via que dá acesso ao hospital distrital de Gondola.

“Vinha uma viatura. O condutor não conseguiu controlar a viatura. Primeiro hesitou, chegou e queria entrar, depois voltou a hesitar. E quando tentou acelerar, nós chegamos (de comboio) e batemos a viatura”, contou.

O médico-chefe distrital de Gondola disse que, dada a gravidade dos feridos, tiveram de ser transferidos para o Hospital Provincial de Chimoio.

“Tivemos um paciente adulto com traumatismo encefálico grave e dois pacientes, dos quais um pediátrico com traumatismo toráxico fechado e uma contusão do pulmão”, explicou Arnaldo Miguel.

Este é o segundo acidente ferroviário que ocorre em Manica em menos de um mês. O primeiro ocorreu na cidade de Chimoio, quando um indivíduo foi trucidado quando se encontrava a atravessar a linha férrea. 

Familiares, amigos e colegas despedem-se, hoje, de Manuel Tomé, Membro da Comissão Política da Frelimo, que perdeu a vida na segunda-feira, vítima de doença.

De acordo com um comunicado de imprensa do partido Frelimo, o velório vai decorrer às 10 horas, no Salão Nobre do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Nascido a 20 de Novembro de 1952, em Chimoio, província de Manica, Manuel Tomé foi director-Geral da Rádio Moçambique, Chefe da Redacção do Jornal Notícias, secretário-Geral da então Organização Nacional de Jornalistas, e administrador não executivo da Hidroeléctrica de Cahora bassa, entre outros cargos.

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