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Professores pedem a valorização da classe

O Presidente da República admite dificuldades no exercício da função do professor e prometeu reformas para a melhoria das condições de trabalho. Daniel Chapo recebeu

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O anúncio de uma greve geral provocou cenários de agitação no bairro de Maxaquene e algumas pessoas ficaram feridas. Nos arredores da Cidade de Maputo, o comércio esteve fechado e várias instituições também.

Tiros atrás de tiros, chamas e fumo, muito fumo. Um verdadeiro confronto entre a Polícia da Republica de Mocambique e os moradores do bairro Maxaquene, na Capital do país. Ao longo da via pública, na noite desta segunda-feira, viu-se a Avenida Vladimir Lenine, depois da esquina do “Compone”, bloqueada. Esse foi um dos palcos de confrontos entre a polícia e alguns moradores.

Ao contrário do que tem sido habitual, em outras manifestações que aconteceram na Cidade de Maputo, os confrontos chegaram ao interior do bairro Maxaquene, onde, algumas pessoas, não escaparam aos disparos da polícia. Inclusive, houve feridos levados ao hospital.

Sem gravar entrevista, a Direcção do Hospital Geral Polana Caniço confirmou a entrada de duas pessoas feridas.

No Hospital Geral de Mavalane, constatamos a mesma realidade, pessoas que buscavam socorro depois de sofrerem baleamentos.

Enquanto os moradores de Maxaquene continuavam com os ânimos exaltados, em alguns bairros como Micanjuine e Mafalala, o cenário era calmo e de aparente normalidade.

Face à situação, várias escolas da Cidade de Maputo decidiram fechar as portas devido a temores de vandalização, ou seja, o processo de ensino e aprendizagem também ficou comprometido. Foi assim na Escola Secundária Eduardo Mondlane, Escola Primária de Maguiguana e Escola Secundária Noroeste 2.

A zona baixa da Cidade de Maputo amanheceu com ruas e avenidas praticamente desertas, comércio fechado e uma fraca movimentação de pessoas, numa segunda-feira em que as Forças de Defesa e Segurança estavam em alerta máximo.

Com o negócio paralizado, restaurantes e instituições fechadas, houve quem ficou mais de duas horas à espera de transporte.

Até às últimas horas do dia, apesar da pouca movimentação de pessoas, tomar o transporte para casa continuava a ser tarefa difícil.

 

Pouco mais 130 mil pessoas enfrentam fome extrema, na Província de Gaza. Famílias do extremo norte da província descrevem dias difíceis e que chegam a passar dias sem uma única refeição, das três recomendadas. 

A população nos distritos em situação crítica clama por uma resposta alimentar urgente, incluindo apoio em insumos agrários após fracasso registado na primeira época agrária.

Recentemente, o Governo, através do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, gastou cerca de 11 milhões de meticais para a aquisição de sete viaturas. 

Lourenço Lindonde, Secretário de Estado de Gaza, diz que as mesmas serão usadas no reforço da produção e produtividade agrária.

Os distritos de Mapai, Chicualacuala, Massangena, Chigubo, Mabalane, Massingir, Guijá e Chibuto são os mais abalados pela seca extrema na província de Gaza.

Dezenas de jovens residentes nos bairros da Munhava e Vaz, na cidade da Beira, incendiaram, esta segunda-feira, pneus na Estrada Nacional Número 6, no âmbito das manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane

O dia de manifestações populares, na cidade da Beira, convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, para repudiar os resultados eleitorais divulgados ao nível provincial, foi marcado por acções que culminaram com queima de pneus no populoso bairro da Munhava.

A acção condicionou o trânsito na Estrada Nacional Número 6, criando transtornos aos automobilistas.

No bairro da Massamba, populares incendiaram pneus no principal mercado.

A Polícia da República de Moçambique deslocou, para o local, alguns agentes para repor a ordem. Os agentes, aliás, foram obrigados a disparar para repor a ordem.

Tirando os dois bairros, a situação revelou-se calma em quase toda a cidade da Beira.

Grande parte dos beirenses não se fizeram às ruas no dia da greve geral convocada por Venâncio Mondlane. Outrossim, registou-se um cenário em que as instituições publicas e privadas estiveram encerradas.
Para se precaver a situação, os encarregados de educação não mandaram os seus filhos para as escolas que, regra geral, estiveram encerradas. O comércio esteve, literalmente, encerrado ao público.

Os meios de transporte, particularmente os transportes semi-colectivo de passageiros, praticamente não circularam na cidade da Beira.

A polícia posicionou-se para restabelecer a ordem, sendo que depois se instalou a calma.

Na manhã desta segunda-feira, na Cidade de Maputo, alguns jornalistas e repórteres de imagem foram atingidos por gás lacrimogéno (e respectivas capsulas) disparado pela Polícia da República de Moçambique, enquanto exerciam o seu trabalho. O MISA Moçambique repudia ataque propositado pela Polícia contra jornalistas.

O repórter de imagem da STV, Gaspar Chirinda, foi um dos feridos, na manhã desta segunda-feira, após ser atingido por cápsulas do gás lacrimogéneo lançado pela polícia, para repelir a manifestação na Cidade de Maputo.

Tal como os seus colegas, de Moçambique e do estrangeiro, o repórter captava imagens da entrevista ao candidato presidencial, Venâncio Mondlane, que acontecia na Praça da OMM, no cruzamento entre as avenidas Joaquim Chissano e Vladimir Lenine. Como consequência, Gaspar Chirinda teve ferimentos nas pernas.

Segundo o director do Serviço de Urgências do Hospital Central de Maputo, Dino Lopes, o paciente encontra-se estável.

“Vamos fazer um penso, vacinas e outras medidas, as feridas são ulcerativas. A ferida da coxa esquerda, que é mais larga, vamos fazer um raio-x para ver se não houve fractura”, explicou.

Além do repórter de imagem da STV, outras quatro pessoas ficaram feridas, nas pernas, braços e no couro cabeludo.

O médico garantiu que todos estão estáveis e terão alta, excepto um que teve uma fractura do osso (Tíbia).

MISA Moçambique repudia ataque propositado pela Polícia contra jornalistas

Ainda hoje, o MISA Moçambique repudiou o acto e apelou, através de uma publicação no seu site, às Forças de Defesa e Segurança a terem uma actuação profissional. “Mesmo reconhecendo que a sua actuação pode requerer o uso de gás lacrimogéneo, tal não deve ser indevidamente feito e restringido o direito das liberdades de expressão e de imprensa. A Polícia deve, além de fazer dos jornalistas alvos, reconhecer a importância do seu trabalho de reportar os acontecimentos caóticos que estão a marcar o período pós eleitoral para o País e o mundo, sendo, por isso, necessário garantir a sua protecção”, avança MISA Moçambique, desejando que as autoridades evitem o uso indevido da força.

Na sua publicação, o MISA avança que vai ainda usar a sua posição de defensor dos jornalistas para tudo fazer para esclarecer e responsabilizar, caso seja aplicável, os agentes da polícia que estiveram por detrás do grave ataque contra jornalistas.

Venâncio Mondlane nega ter havido desalinhamento entre si e o presidente do PODEMOS, no tocante à marcha de repúdio desta segunda-feira. O candidato presidencial diz ter havido apenas falta de informação.

Diante de dúvidas sobre ir ou não à rua manifestar-se em repúdio aos assassinatos bárbaros do advogado Elvino Dias e e Paulo Guambe, num contexto de eleições gerais, o candidato presidencial Venâncio Mondlane diz não haver desalinhamento entre si e o presidente do PODEMOS.

“O presidente do PODEMOS consertou comigo antes do acontecimento do Elvino Dias. De facto, o que ele disse antes do assassinato do Elvino Dias, eu também havia dito em público. Depois do assassinato, exactamente no local do crime, é que eu disse que havia uma medida acrescida. Então, ele não teve acesso à medida acrescida. Portanto, não há nenhuma disparidade, o único problema foi o acesso à informação”, explicou Venâncio Mondlane.

Tais dúvidas surgiram após o presidente do PODEMOS ter anunciado uma greve que consistia em toda a gente ficar em casa, ao passo que Venâncio Mondlane  convocava as pessoas para o local dos assassinatos, em Maputo, e noutras províncias para locais por determinar.

“Nós, neste momento, estamos a fazer o processo de impugnações distritais dos resultados. Depois vamos passar para a impugnação geral e, neste momento, a greve que se fala é de alguém ficar em casa a fazer os seus afazeres de casa e não da rua. O partido PODEMOS não anunciou uma greve para a rua, até coordenado com o próprio candidato”, disse Albino Forquilha.

Contudo, a manifestação popular teve lugar nas principais capitais provinciais a nível nacional e muitos empreendimentos ficaram encerrados.

A primeira-dama, Isaura Nyusi, repudia o assassinato do advogado de Venâncio Mondlane, Elvino Dias, e do mandatário do PODEMOS, Paulo Guambe. Reagindo através das suas redes sociais, Isaura Nyusi endereçou condolências às famílias enlutadas.

Dois dias depois do assassinato a tiros de Elvino Dias e Paulo Guambe, Isaura Nyusi reagiu ao crime na sua página do Facebook.

“Venho, por este meio, juntar-me às vozes que repudiam, veementemente, o assassinato do jovem advogado Elvino Dias e do mandatário Paulo Guambe, ocorrido no dia 19 de Outubro, na Cidade de Maputo”, disse a primeira-dama de Moçambique, lembrando que estes actos contrariam as normas de uma sociedade. 

“Estes actos macabros constituem a destruição do amor e da fraternidade, valores e virtudes que devemos transmitir às gerações vindouras. Endereço as minhas mais sentidas condolências às famílias enlutadas e que as almas dos perdidos descansem em paz.”

 

A capital da Zambézia, Quelimane, esteve, durante a manhã desta segunda-feira, vazia. Na cidade, os membros do PODEMOS e apoiantes de Venâncio Mondlane foram impedidos pela Polícia daRepública de Moçambique de marchar. Alguns serviços estiveram encerrados.

Devido à greve geral anunciada pelo partido PODEMOS e o respectivo candidato presidencial, Venâncio Mondlane, alguns serviços estiveram encerrados na Cidade de Quelimane e muita gente esteve em casa.

A cidade esteve toda manhã com pouco movimento de pessoas. No bairro Sinacura, onde se situa a delegação do PODEMOS, jovens, membros daquel partido e apoiantes de Venâncio Monadlane, tinham consigo dísticos prontos para marchar, mas a robusta força policial, que esteve nos dois lados da via, impediu o andamento da marcha.

Um grupo até procurou negociar com a polícia, mas em vão. Por isso, abandonou a negociação e preferiram entrar nos bairros.

 

Por volta das 11 horas desta segunda-feira, no momento em que o candidato presidencial do PODEMOS, concedia uma entrevista à imprensa moçambicana e estrangeira, a Polícia da República de Moçambique (PRM) disparou gás lacrimogeo contra Venâncio Mondlane, os seus apoiantes e imprensa que se encontrava no local.

A partir do momento em que o gás foi disparado, Venâncio Mondlane, os jornalistas e os civis que pretendiam se manifestar na Praça da OMM, abandonaram o local a correr. De seguida, Venâncio Mondlane entrou numa viatura, que parou nas proximidades para o levar, e partiu.

Os disparos do gás lacrimogéneo aconteceram minutos depois de Venâncio Mondlane ter apelado aos manifestantes para regressarem a casa, pois o grande objectivo do dia estava alcançado.

O candidato presidencial do PODEMOS prometeu intervir ainda hoje, pelas redes sociais, de modo a daro ponto de situação sobre os próximos passos da manifestação.

Segundo relatos, há feridos.

O candidato presidencial, Venâncio Mondlane, apelou aos manifestantes que terminem a marcha e voltem para as suas casas. Mondlane diz que o objectivo para hoje foi alcançado e que mais acções poderão ser anunciadas nos próximos dias.

Venâncio Mondlane escalou, hoje, o local marcado para o início da greve por si anunciada, uma hora depois da hora marcada. O candidato diz que tal aconteceu porque sua residência estava cercada por agentes das Forças de Defesa e Segurança.

Falando aos vários órgãos de comunicação social presentes no local, Mondlane condenou, uma vez mais, a acção da polícia que, segundo ele, demonstrou ser partidarizada.

Ainda assim, garantiu ter sido alcançado o propósito pelo qual foi convocada a marcha.

“Estamos a prever quatro etapas, esta foi a primeira e faltam três”, disse Mondlane.

Segundo avançou, as manifestações estão a acontecer um pouco por todo o país. Venâncio Mondlane disse não entender a razão da actuação da polícia, uma vez que a marcha deveria ser pacífica, não havendo, por isso, a necessidade de disparar gás lacrimogêneo.

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