Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Professores pedem a valorização da classe

O Presidente da República admite dificuldades no exercício da função do professor e prometeu reformas para a melhoria das condições de trabalho. Daniel Chapo recebeu

Professores pedem a valorização da classe

O Presidente da República admite dificuldades no exercício da função do professor e prometeu reformas para a melhoria das condições de trabalho. Daniel Chapo recebeu

Vários cidadãos encontram-se posicionados na Avenida Joaquim Chissano, Cidade de Maputo, no local onde foram assassinados Elvino Dias e Paulo Guambe, passada sexta-feira.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), em suas diversas especialidades, também se encontra no local com o intuito de dispersar a população.

Enquanto em vários pontos da cidade de Maputo estão “às moscas” e com escassez de transporte, a avenida Joaquim Chissano já apresenta manifestantes que dizem que a polícia disparou gás lacrimogéneo para dispersar a população. Ainda assim, os manifestantes recusam-se a abandonar o local.

Ângelo, um dos manifestantes, diz que está no local para reivindicar melhores condições de vida, principalmente para os jovens. “Nós queremos mudar a situação, não só para nós, mas para a melhoria das condições da geração vindoura”, acrescentou.

Por volta das 10h04, de facto, as câmaras dos jornalistas presentes no local captaram o momento em que a Polícia da República de Moçambique disparou gás lacrimogéneo contra os manifestantes.

No local, pelo menos uma pessoa foi ferida.

Dezenas de vendedores do mercado Guiua, no distrito de Jangamo, em Inhambane, exercem a actividade há cerca de um metro da estrada sob risco de atropelamentos. Os mesmos dizem que estão na rua por falta de espaço e de clientes dentro do mercado.

O cenário que se vive do lado de fora do famoso Mercado de Guiua, no distrito de Jangamo, é exposição a um cenário de risco de atropelamento.

São pessoas que correm atrás do seu sustento, vendendo um pouco de tudo, há cerca de um metro da EN5, a via que dá acesso à Cidade de Inhambane e dizem que estão ali por falta de espaço.

Tentam sobreviver a qualquer custo, mas foi nesta busca por melhores condições de vida que alguns acabaram encontrando a morte.

“Já aconteceu de até mesmo 5 pessoas serem atropeladas neste mercado, umas foram atropeladas deste lado e outras ali naquela parte do mercado” contou um comerciante.

O mercado de Guiua existe há mais de 25 anos, sendo este um dos principais entrepostos comerciais que junta vendedores de vários distritos da província.

Uma ambulância foi totalmente consumida por fogo após embater-se contra uma viatura ligeira que estava estacionada ao longo da Av. Joaquim Chissano, na cidade de Maputo. Não houve vítimas humanas, mas há registo de danos avultados. 

Foi logo pela manhã deste domingo, concretamente no bairro de Inhagoia B, ao longo da Avenida Joaquim Chissano, que um estrundo denunciava o acidente de viação. 

Trata-se de uma ambulância pertencente a uma empresa chinesa responsável pelas obras de requalificação do sistema de drenagem das águas pluviais no Município de Maputo. 

O condutor vinha no sentido Machava Jardim, e ao longo encontro um veículo ligeiro estacionado por um dos fiscais da obra, tendo embatido até aqui por razões que não sabe explicar.  

“Eu estava a vir numa velocidade moderada, mas quando cheguei aqui, local do acidente, explodiu um dos pneus e senti o carro a inclinar e tentei controlar mas já não havia condições porque havia uma cova doutro lado”  explicou ainda assustado o condutor. 

O motorista desconhece as condições mecânicas da ambulância, mas garante que fez tudo para evitar que o pior acontecesse. 

“Tentei regular a viatura mas não consegui. Não sei se o carro tinha algum problema mecânico. Se eu tivesse insistido mais, batia, igualmente, num outro carro. Por sorte eu estava sozinho” explicou. 

A empresa até mobilizou um carro tanque para tentar debelar as chamas, mas o fogo já tinha consumido a ambulância. 

O condutor foi, inclusive, submetido a um teste para aferir se estava sob efeito de álcool, mas o resultado deu negativo.   

A ambulância não transportava nenhum doente, e não houve registo de feridos no local, porém aponta-se para ocorrência de danos extremamente avultados. 

A Ordem dos Advogados condena a morte do advogado Elvino Dias e do mandatário do PODEMOS Paulo Guambe e exige uma investigação célere para esclarecer o caso.     

A Ordem dos Advogados de Moçambique chamou a  imprensa este sábado para mostrar o seu profundo pesar pela morte trágica do advogado do candidato presidencial Venâncio Mondlane, Elvino Dias, e do mandatário do partido PODEMOS, Paulo Guambe.

A classe diz que não há como dissociar estes dois assassinatos do actual cenário político.

A Ordem garante não ficar indiferente a este crime e promete acompanhar todas as investigações.   

Os advogados marcharam até ao local do crime onde prestaram solidariedade ao malogrado.

Esteva também na mesma ocasião o activista social Adriano Nuvunga.

Elvino Dias e Paulo Guambe foram assassinados minutos antes do dia 19 de Outubro, o mesmo em que Samora Machel e outras 34 pessoas foram assassinadas, há 38 anos. Mais do que prestar condolências às famílias, Graça Machel disse que há coincidências que não são coincidências.

“Acontece que a partir de agora temos mais duas famílias que vão chorar connosco. Nós ainda não sabemos as razões mas uma perda é uma perda e a perda é igual, cada um vai sentir da sua maneira mas é igual. E, nós, aqui neste evento público não podemos fazer de contas que não aconteceu nada. Aconteceu sim e toca-nos a nós, aquelas pessoas que nunca mais vão passar o 19 de outubro em plena alegria”, disse Graça Machel.

O Presidente do MDM, Lutero Simango diz que as autoridades devem investigar bem e explicar aos moçambicanos o que pode ter acontecido e não se precipitar e dar justificações pouco prováveis, mas acredita que houve motivações políticas .

“Eu não acredito que seja possível em menos de 24 horas mas se o fizeram têm a obrigação moral de explicar aos moçambicanos com todos os detalhes e pormenores e se não o fizerem isso vai nos obrigar a tirar uma conclusão primária de que foi um crime político.”

Já Manuel Guilherme Júnior, reitor da UEM diz que nada justifica a violência. “Todas as mortes e aquilo que não preserva a vida é mal para qualquer sociedade e a sociedade moçambicana é conhecida como uma sociedade pacífica e capacidade de resolução de problemas com diálogo”, disse.

As reacções chegam de todos os lados, desde a manhã deste sábado. A União Europeia apela às autoridades nacionais competentes a investigarem rapidamente o assassinato para a devida responsabilizaçao.

“Em uma democracia, não há lugar para assassinatos com motivação política. A União Europeia apela a uma investigação imediata, exaustiva e transparente que leve à justiça os responsáveis por este crime ultrajante, esclareça as circunstâncias em que ocorreu e aguarde as reações do Governo moçambicano lê-se no documento a que tivemos acesso.

A Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique também reagiu, condenou a ação e pediu o esclarecimento rápido do crime.

As redes sociais, também, estão desde a madrugada deste sábado inundadas de mensagens de repúdio, condolências e exigência de justiça.

O assassinato de Elvino Dias e Pualo Guambe deve ser esclarecido com celeridade. O apelo foi feito pelo ministro do Interior, Pascoal Ronda, que também pediu que se evite a desinformação, devido, sobretudo, ao contexto eleitoral que considera “sensível”.

Crime passional e “encomenda política”, são até ao momento as duas hipoteses apontadas como as razões que levaram ao assassinato do advogado Elvino Dias e do mandatário do PODEMOS, Paulo Guambe, entretanto, o ministro do Interior diz que não é o momento para a desinformação.

“Estes crimes ocorrem num momento político o que nos torna a várias interpretações, considerando o facto de que, as duas vítimas eram membros dum partido político”, por isso, Pascoal ronda, “pede a colaboração de quem detenha informação relevante, que contribuam para o esclarecimento do sucedido, devendo se evitar a desinformação”, referiu. 

Em representação do Governo, Pascoal Ronda apelou para a celeridade no esclarecimento do crime. 

“O governo insta o Sernic e a Polícia para o esclarecimento célere destes casos e que os seus actores sejam levados à barra da justiça e sejam responsabilizados.”

Os apelos foram feitos esta noite em uma mensagem de condolências às famílias enlutadas.

Venâncio Mondlane diz que há provas de que foram as Forças de Defesa e Segurança que assassinaram Elvino Dias e Paulo Guambe. Segundo Venâncio os autores do crime voltaram ao local para recolher as provas que incluem telemóveis de quem “filmou”.  O candidato presidencial garantiu que a morte “desses dois jovens é o início de uma vingança que começa com a greve marcada para segunda-feira”.

A “greve nacional”, inicialmente marcada para segunda-feira, continua e será pacífica. A mensagem foi reafirmada pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane que diz que a greve é “o primeiro passo para honrar a morte de Elvino Dias e Paulo Guambe. Também Venâncio Mondlane diz que tem provas de que os responsáveis pelo crime macabro são as Forças de Defesa e Segurança a serviço do partido no poder”. 

Em uma mensagem de solidariedade, Venâncio Mondlane, começou por confortar a família do advogado Elvino Dias e do mandatário do partido que o apoia, Paulo Guambe, que foram assassinados na madrugada de hoje. Mondlane não só solidarizou-se como também encorajou as famílias, referindo que “é assim que nascem os mártires”.

“Estamos tristes, mas, porque sempre que é escrita uma nova página de um país houve sangue. Há sangue para ser um mártir.”

E, Venâncio Mondlane, considera-os “mártires” cujo sangue “foi derramado pelo regime”, mas diz que os não mataram os “os seus ideais que ferveu nas veias da juventude”.

Mondlane acusou o partido e disse, “os valores genuínos da Frelimo são de fazer jorrar sangue, de matar, de humilhar. ” e, também, mencionou os antigos chefes de estado como responsáveis do crime, “mamã Graça Machel, papá Armando Guebuza, papá Joaquim Chissano, o sangue desses jovens também está nas vossas mãos”. 

Referiu que há provas. “Foram as Forças de Defesa e Segurança que fizeram isto e voltaram para recolher as provas e telemóveis das pessoas que filmaram, mas o sangue deste jovem  é o início da vingança e segunda-feira será o início de uma nova etapa. Vão se arrepender disso”.

Venâncio Mondlane, finalizou em garantir que a greve que está marcada para segunda-feira (21), vai ser realizada a nível nacional, de forma pacífica, ao que, no entanto, adverte a população não criar razões para ser compreendida pelas autoridades como “vandalismo”.

“Em face desse acontecimento vamos manter a greve para a segunda-feira e não ficaremos de braços cruzados. Não vamos pedir autorização e não há trabalho nem público nem privado. Vamos levantar os nossos cartazes pacificamente, vamos caminhar e vamos mostrar o nosso repúdio (…). E, o comandante adjunto disse que está pronto para responder a desordem e nós não vamos fazer desordem”, referiu. 

Apelando para a realização de uma greve pacífica, também o candidato presidencial suportado pelo PODEMOS, em reação à antecipação da PRM que disse que não vai tolerar a desordem, exigiu que a Polícia respeite a greve “como um direito constitucional”. “Não se aproveitem para fazer  o que querem fazer, nós é que conferimos a competência da ordem e da lei, o senhor não vai nos obrigar a revirar o país de um dia para o outro”.

O candidato presidencial reafirmou que a greve nacional anunciada para segunda-feira “está mais firme do que nunca” e que agora, não vai implicar apenas paralisar tudo. Mondlane convida a todos a se fazerem à rua com cartazes de repúdio ao regime do dia. Isto poderá ser feito através de uma marcha pacífica, que se prevê que comece às 10h, no local onde Elvino Dias e Paulo Guambe foram assassinados. A concentração está para as 09h. 

Venâncio Mondlane finalizou dizendo que caso se registe  afirma que se fará presente e apela à Polícia para que não responda com violência, “sob pena de se verem algo jamais visto no país”.

O Presidente do Partido PODEMOS, Albino Forquilha está convecido de que o assassinato Elvino Dias e Paulo Guambe teve motivações políticas. A mesma opinião é compartilhada pelo irmão de Paulo Guambe,  que rebate a alegação da PRM, de que as vítimas teriam sido assassinadas por motivos passionais.

Reagindo à morte de Elvino Dias e Paulo Guambe, o presidente do partido PODEMOS dizer que as vítimas eram elementos chave para os vários processos que o partido está a mover sobre ilícitos eleitorais e desvios de voto. Aliado a isso, Forquilha partilhou, que uma das vítimas revelou que vinha a receber convites para conversa por parte de alguns membros do partido no poder.

“Há três dias, o Guambe disse que estava a ser convidado por conhecidos do partido Frelimo para um bate-papo e troca de copos”, referiu. 

Por essas razões, supeitam  presidente do partido que apoia Venâncio Mondlane, acredita que foi um assassinato encomendado e com motivações políticas. 

O irmão de Paulo Guambe também confirma que uma das vítimas terá recebido um convite de membros do partido Frelimo, mas nega que seu irmão se tenha envolvido em discussões por motivos passionais conjugais.

“O que a Polícia disse é uma pura mentira, porque meu irmão não tem esse tipo de comportamento”, defende. 

A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirma o assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe. Segundo a PRM, uma discussão “derivada de assuntos conjugais” ocorreu momentos antes do crime. O porta-voz da PRM a nível da Cidade de Maputo, Leonel Muchina, apela que todos os mandatários dos partidos políticos, cabeças-de-lista e outras figuras a evitarem locais expostos e susceptíveis a ocorrência de crimes.

Leonel Muchina, Porta-voz da PRM, a nível da cidade de Maputo, confirma que, por volta das 23 horas do dia de ontem, a polícia tomou conhecimento do homicídio de Elvino Dias e Paulo Guambe e os ferimentos nos membros superiores da cidadã.

O crime, segundo avança a polícia, ocorreu no cruzamento entre a avenida Joaquim Chissano e a Rua da Resistência. “O crime ocorre quando as vítimas, fazendo-se transportar numa viatura de marca BMW, modelo X6…teriam sido abordadas e bloqueadas por duas viaturas ligeiras, de onde desembarcaram indivíduos, até o momento, não identificados, que com recurso a armas de fogo, efectuaram vários disparos, ocasionando a morte e ferimentos dos cidadãos acima identificados”, explicou. 

Muchina avançou ainda que momentos antes do ocorrido, em momento de confraternização, teria havido uma discussão que está por detrás do ocorrido. “As vítimas estiveram, momentos antes do sucedido, a confraternizar no mercado conhecido como Pulmão, na zona de Malhangalene, onde supostamente houve uma discussão derivada de assuntos conjugais, de onde,posteriormente, teriam sido seguidos”. 

A PRM disse condenar o crime hediondo e garantiu que estarem em curso todas as medidas investigativas conducentes ao esclarecimento do caso. 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE