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O País – A verdade como notícia

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, assegurou, na quarta-feira, que dispõe de 500 mil dólares norte-americanos para reconstruir o mercado central da urbe.

De Araújo, que falava à margem das cerimónias de celebração dos 82 anos da elevação de Quelimane à categoria de cidade, disse que “nós já conseguimos 500 mil dólares”, garantido, desta forma, que uma das formas de sobrevivência do município é a capacidade de manter parcerias com outras entidades, neste caso com o Governo americano.

Manuel de Araújo garantiu, ainda, que o orçamento total inclui um financiamento da embaixada da Noruega e a contribuição do município com fundos próprios.

“O projecto já foi traçado, o concurso já foi lançado e o empreiteiro já foi seleccionado. Dentro de dias, vamos lançar a primeira pedra”, assegurou o edil.

O edil de Quelimane prometeu que o mercado será transformado numa infra-estrutura de referência para a província da Zambézia e, se calhar, para todo o Moçambique, por se tratar de uma obra que terá, entre outras beneficiações, um espaço de lazer.

O Mercado Central de Quelimane foi destruído, no ano passado, por um incêndio de grandes proporções, que fez um morto, 38 feridos, e destruiu mais de cinco mil barracas e bancas.

Setenta advogados estão a responder em processos disciplinares em todo o país, por cometimento de várias infracções. Burlas, corrupção activa, associada a cobranças ilícitas, são infracções cometidas pelos visados.

O presidente do Conselho Jurisdicional, Hermenegildo Guilasse, pediu aos membros desta classe para se distanciarem da corrupção no exercício das suas actividades.

A fonte disse que o advogado deve pautar pela observância da ética e deontologia profissionais na prestação de serviços ao cidadão.

São informações tornadas públicas nesta quarta-feira, em Lichinga, numa palestra sobre a Ética e Deontologia Profissionais.

Por seu turno, a secretária de Estado na Província de Niassa, Lina Portugal, disse que chega de ouvir reclamações da população sobre a má qualidade de serviços e outros comportamentos desviantes dos advogados na região.

O Comandante geral da PRM diz que a polícia nunca pensou em atentar contra a vida de algum candidato às eleições e afirma que não se pode dramatizar a segurança. Bernardino Rafael fez estes pronunciamentos dias depois do candidato presidencial, Venâncio Mondlane, afirmar que um agente da polícia atentou contra a sua vida.

A união e comunicação são aspectos importantes, segundo Bernardino Rafael, para a garantia de um protocolo eficaz de segurança durante o escrutínio.

“Vamos nos unir para podermos garantir que este processo de eleições deste ano corram com sucesso, cujo dia mais fulcral é o dia 9 de outubro” sensibilizou Bernardino Rafael.

Aliás, o comandante geral da PRM diz que a corporação está à inteira disposição para assegurar tranquilidade no processo com ou sem condições, isto, depois de ter afirmado que a PRM não tinha condições logísticas para garantir segurança nas eleições.

O comandante geral da PRM falava, esta quinta-feira, na Cidade de Maputo, na cerimónia de lançamento do plano operativo para a campanha eleitoral, onde também patenteou vários oficiais.

Depois de ficar internada por 10 dias com queimaduras graves, a mulher que foi incendiada pelo marido não resistiu aos ferimentos e perdeu a vida. O marido está também internado e, segundo os médicos, o seu estado continua estável.

A vítima tinha 25 anos de idade. Ficou internada por dez dias após o marido ter jogado gasolina  e ateado fogo contra si durante uma briga motivada por ciúmes. Depois de ficar em cuidados intensivos não resistiu aos ferimentos graves e perdeu a vida, na passada terça-feira, depois de complicações em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.

O homem acusado de jogar gasolina e atear fogo  na mulher, também ficou internado no mesmo dia após ter sido atingido por chamas durante a briga. A directora clínica do hospital provincial de Tete, Julieta Agy, referiu que o estado clínico do paciente é estável e goza de boa saúde. Acrescenta que o mesmo poderá receber alta hospitalar ainda nesta semana.

Foi aberto um processo crime contra o indiciado na semana passada  e remetido ao ministério público.

A cidade de Nampula comemora, hoje, 68 anos de elevação para  a categoria de cidade, no entanto, munícipes reclamam de desafios relacionados à criminalidade e as vias de acesso.

O académico Guedes Caetano diz que foram feitos grandes avanços, mas é preciso que se tenha atenção a alguns aspectos,  como o desperdício de água e a  questão da erosão.  Caetano explica que a Universidade UniRovuma está a desenvolver uma pesquisa para o levantamento de soluções para travar a erosão. Além disso, a universidade apresentou uma pesquisa sobre desperdício de água ao município.

Uma das munícipes que se fez à praça para as festividades disse que está feliz, mas queixa-se da criminalidade ao longo das estradas.

 

As autoridades sul-africanas dizem que estão a investigar a origem de 32 passaportes moçambicanos e dois angolanos, encontrados na posse de um indivíduo detido no posto fronteiriço de Lebombo, que separa Moçambique da África do Sul, escreve a Rádio Moçambique.

De acordo com a Autoridade sul-africana de Gestão de Fronteira, na última segunda-feira, durante uma inspecção de rotina, no posto de Lebombo, foi detido um indivíduo que trazia consigo 34 passaportes.

Para além de passaportes de cidadãos moçambicanos e angolanos, o referido indivíduo, cujo nome e nacionalidade não foram revelados, tinha, também, na sua posse uma quantidade não revelada de dinheiro, em meticais e em rands.

A Autoridade sul-africana de Gestão de Fronteira diz que vai indiciar o detido de posse de propriedade suspeita de roubo, enquanto decorrem investigações.

Não está posta de lado a possibilidade de agregar mais acusações ao indivíduo detido, como por exemplo os crimes de auxílio e cumplicidade.
O director da Autoridade de Gestão de Fronteiras, Michael Masiapato, disse a jornalistas que a sua instituição vai permanecer firme na protecção dos setenta e um pontos de entrada e a garantir a segurança de todos os cidadãos que se encontram na África do Sul.

Masiapato acrescentou que a autoridade vai continuar a colaborar com as agências de aplicação da lei para prevenir e combater crimes transfronteiriços.

Na semana passada, o tribunal de Barberton, na província de Mpumalanga, ordenou a deportação de 16 moçambicanas, consideradas culpadas de violar a Lei de Imigração. Elas foram sentenciadas a pagar uma multa de dois mil rands ou pena de prisão de seis meses, totalmente suspensa, por cinco anos.

Estas compatriotas faziam parte de um grupo de 41 moçambicanos detidos pelas autoridades sul-africanas, no passado dia 8, quando tentavam entrar ilegalmente na terra do rand.

Na terça-feira, estava prevista a audição dos 15 homens que faziam parte do grupo que caiu nas mãos da polícia sul-africana. De entre os homens detidos, três são tidos como os recrutadores.

A polícia sul-africana chegou a suspeitar que se trata de um caso de tráfico humano.

O novo ministro do Interior, do Governo de Unidade Nacional, tem colocado o fim da imigração ilegal no topo das prioridades.

Quatro indivíduos estão detidos na província de Sofala, no centro do país, indiciados de terem abusado sexualmente de uma mulher e assassinado a mesma porque a família não pagou o valor de resgate exigido. A vítima, que residia em Tete, foi aliciada por um dos indiciados através do “Facebook”.

É uma história triste que abalou o país. O caso começou no passado dia 15 deste mês, quando um indivíduo, através da rede social “Facebook”, onde exibia uma falsa vida luxuosa, conquistou uma mulher que em vida respondia pelo nome de Matilde Anselmo.

No contacto virtual, acordaram que, no dia seguinte, a mulher viajaria de Tete, onde residia e trabalhava, no sector do meio ambiente, viajaria para o distrito de Dondo, em Sofala, onde ele vive, para o primeiro encontro físico.

No Dondo, o falso namorado que estava na companhia de três amigos, recebeu a vítima e entraram numa viatura. Depois, seguiram para uma mata, onde amararam a vítima e a abusaram sexualmente. De seguida, tiraram fotos da mesma ainda amarrada e sem vestes. Os detidos exigiram 100 mil meticais aos familiares da vítima, mas o valor foi negociado para 80 mil. A mulher efectuou um contacto telefónico a pedir ajuda. Os malfeitores enviaram as fotos que tinham tirado a vítima pra reforçarem o pedido de resgate. Como o dinheiro não foi disponibilizado, os indiciados mataram a mulher.

Durante as diligências, o SERNIC descobriu que, afinal, o grupo de malfeitores já actuava nos mesmos moldes desde finais do ano passado e que seis mulheres já foram vítimas dos mesmos, em conluio com uma outra senhora.

Mia Couto sente que houve desleixo do Governo na resposta aos raptos. Em “Grande Entrevista” à STV, o escritor classifica como vergonhosas as promessas não cumpridas de apresentar publicamente os mandantes dos crimes. Considera, ainda, que se perdeu a vergonha de mostrar riqueza num país com muita pobreza.

Um dos gigantes da literatura de língua portuguesa, António Emílio Leite Couto, foi o convidado desta semana do programa Grande Entrevista, da STV.

Em 60 minutos, o escritor, vencedor da 25ª edição do Prémio Camões, em 2013, partilhou o seu pensamento sobre diferentes temas da actualidade, entre os quais os raptos. O fenómeno ganhou contornos alarmantes nos últimos anos, com alguns empresários a abandonarem o país por temerem ser raptados. Ademais, há relatos de vítimas que chegaram a morrer em cativeiros.

“Acho que houve um certo desleixo, exactamente porque parece que é uma coisa que está ali e está confinada a um certo tipo de comunidade, mas é uma vergonha, no sentido de como é que a reacção parece pouco displicente. Não há promessa de que se vai exibir os mandantes. Essa promessa vai como o resto: apanha-se aquilo que é peixe miúdo, mas o peixe graúdo não é visível”, disse Mia Couto.

A visão crítica de Mia Couto estende-se para a governação e os governantes em Moçambique.

“É preciso que a governação se faça pelo exemplo e que os dirigentes deste país, através da sua própria vida e vivência pública, mostrem que são servidores e que optaram por uma vida, não diria de sacrifício, mas se pedem sacrifício aos outros eles devem ser os primeiros.”

Couto fala ainda sobre pobreza e desigualdades e condena a sociedade que considera que tem cada vez menos empatia com aqueles que pouco ou nada tem. “Parece que se perdeu a vergonha de mostrar que eu sou muito rico num país de gente muito pobre e essa minha riqueza nem sempre terá vindo… Desde que me lembre, eu trabalho, e não tenho possibilidades dessa riqueza. Se a tivesse, eu gostaria de ter. Teria um certo pudor em exibir de maneira como se exibe. E criou-se a ideia de que só se é cidadão se for assim, se for rico”, criticou o autor de “Vozes Anoitecidas”, livro de contos com que se estreou na ficção, a que se sucedeu “Cada Homem é uma Raça”, “Estórias Abensonhadas”, “Contos do Nascer da Terra”, entre outras obras.

Homem da literatura, da escrita e das palavras, Mia Couto diz também, nesta entrevista, o que pensa sobre os problemas da educação.
Aliás, quando questionado sobre o que lhe vai na mente quando se fala da educação, o autor de uma vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade, não hesitou em dizer: “Vem-me a palavra deseducação, porque eu acho que o problema da educação não é só a falta de qualidade deste modelo que é patente e enorme, quer dizer, talvez o factor que mais compromete o nosso futuro é a má qualidade da educação”, frisou.

Finanças públicas, situação da oposição e a vida literária de Mia Couto foram outros temas abordados na entrevista.

Nascido na Beira (Moçambique) em 1955 , Mia Couto também escreveu peças de teatro e é actualmente o autor mais lido dos países de língua oficial portuguesa em África.

Um agente de saúde foi detido, na província de Inhambane, indiciado de roubo de sete computadores e outro material do Hospital Provincial de Inhambane. O Serviço Nacional de Investigação Criminal , SERNIC, diz que há outros funcionários daquela unidade sanitária envolvidos no esquema.

A maior unidade sanitária da província de Inhambane tem sido alvo, nos últimos tempos, de roubo de vários bens, incluindo sete computadores.

O SERNIC  diz que, no caso dos computadores, um jovem, agora a contas com as autoridades, é responsável pela subtracção dos bens.

Além de computadores, o SERNIC apreendeu bens de uso hospitalar, tal como lençóis e material médico cirúrgico.

O SERNIC diz ainda acreditar que,  pelo “modus operandi”, há mais funcionários daquela unidade sanitária envolvidos no esquema.

O indiciado, por sua vez, nega qualquer envolvimento no caso.

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