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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

O Presidente da República, Filipe Nyusi, é esperado amanhã, terça-feira, em Sochi na Rússia onde deverá participar no Fórum Econômico Rússia e continente africano. À margem da cimeira, Filipe Nyusi deverá reunir-se com o seu homólogo russo Vladimir Putin, um encontro que será o segundo em dois meses, tendo os dois se reunido em Agosto passado aquando da visita de Estado realizada por Nyusi a Moscovo.

Igualmente espera-se que o Chefe de Estado moçambicano mantenha encontros bilaterais com outros líderes africanos presentes na cimeira, mas também com homens de negócios russos com especial interesse em Moçambique.

A cimeira deverá debruçar-se sobre três temas principais, a manutenção da paz em África, a segurança e o desenvolvimento, pois, a Rússia quer ter um papel mais activo no continente depois de ter ficado mais de 30 anos fechado para questões internas e pouco interesse para África logo a seguir à queda do muro de Berlim que pôs fim à sua hegemonia socialista no mundo.

Há que ressaltar que quase um mês após a visita de Filipe Nyusi à Moscovo que tinha praticamente os mesmos temas que vão ser discutidos em Sochi, os russos mostraram ser mais pragmáticos e reforçaram as acções de combate aos insurgentes em Cabo Delgado com especialistas militares e material bélico o que tem estado a dar resultados positivos no combate à insurgência.

Segundo o Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Augusto de Sousa Fernando, o Governo moçambicano tem interesse em incrementar a cooperação na pesquisa e exploração do gás natural, onde a Rússia tem a sua maior empresa do sector envolvido em pesquisas na bacia de Angoche e no Delta do Zambeze. Por outro lado quer a experiência russa para concluir o processo de certificação Kimberley para que se possa vender os diamantes a serem explorados no país, concretamente na Província de Gaza, no mercado internacional.

Por outro lado, há empresas russas interessadas em construir três centrais termoelétricas em Cuamba e Nacala que vão funcionar a carvão mineral e linhas se transporte de energia para Angoche e Salamanga.

Nesta deslocação o Presidente Nyusi faz-se acompanhar pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco; Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita; Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Augusto Fernando; Embaixador de Moçambique junto à Federação da Rússia, Mário Ngwenya; quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

 

O partido Frelimo e o seu candidato às presidenciais, Filipe Nyusi, venceram as eleições do passado dia 15, na província de Sofala, onde foram votar pouco mais de metade dos eleitores inscritos, de acordo com os resultados divulgados ontem na cidade da Beira, pela Comissão Provincial de Eleições,

A comissão provincial de eleições de Sofala convocou a imprensa na noite deste sábado para apresentar publicamente os resultados intermédios desta região do país. O evento estava marcado para as 18 horas num dos estabelecimentos hoteleiros da cidade da Beira. Mas até cerca das 20 horas o presidente da Comissão Provincial de Eleições, não tinha chegado no local. A sala onde decorreria a cerimónia da divulgação de resultados estava repleta de membros da Frelimo. Perto das 20 horas e 15 minutos, um quadro sénior da Frelimo pediu aos membros do seu partido que estava trajados a rigor para abandonarem a sala, alegando que a lei não permite tal facto. Inconformados com a situação, abandonaram a sala, mas foram aguardando na parte exterior de forma animada pois tudo indicava uma vitória clara da Frelimo.

Cerca das 21 horas chegou finalmente o presidente da Comissão Provincial de Eleições, que começou por anunciar que em Sofala foram inscritos um milhão e vinte e nove mil eleitores e que destes cerca de  594 mil  que foram votar no passado dia 15.   Vamos aos votos obtidos por cada candidato:

Nas presidenciais, Filipe Nyusi obteve 377 902, correspondente a 67, 78 por cento votos; Ossufo Momade teve 111 925, correspondente a 20,08 por cento; Daviz Simango teve 65 066, correspondente a 11,67 por cento; e Mário Albino somou 2 612, correspondente a 0,47 por cento.  

Nas eleições para a eleição de Deputados para Assembleia da República, a acta da CPE indica que a Frelimo ficou em primeiro lugar, a Renamo em segundo e  o MDM ocupa a terceira posição.   

Nas eleições provinciais, a Frelimo também ganhou em todos os distritos da província de Sofala, incluindo na cidade da Beira.

As restantes formações políticas que concorreram para as eleições para a Assembleia da República  e Assembleia provincial em Sofala, não obtiveram  votos suficientes para atingir a fasquia de um por cento.

“Camaradas” também vencem em Cabo Delgado

A Comissão Provincial de Eleições de Cabo Delgado divulgou, hoje, os resultados das eleições gerais e provinciais de 15 de Outubro último, onde o partido Frelimo e seu candidatado Filipe Nyusi saíram vencedores.

A Renamo recusou se a assinar o edital de apuramento provincial, por alegada fraude.

Em relação às Assembleias Provinciais, a Frelimo obteve 371 430 votos, contra 17 737 do MDM, 106 281 da Renamo e 3 873 do PAHUMO.

 

 

 

Coube ao Presidente da Comissão de Eleições da Cidade de Maputo, Ana Chemane, a divulgação dos resultados parciais da votação de 15 de Outubro. Para as presidenciais, Filipe Nyusi conseguiu 276 086 votos, o que correspondente a 69.2% dos votos. O Candidato da Renamo, Ossufo Momade, foi segundo mais votado com 22.9% dos votos, enquanto Daviz Simango conseguiu apenas 7.3% dos votos. Mário Albino do AMUSI não foi para além 0.40% dos votos na cidade de Maputo.

Na eleição para Assembleia da República, Frelimo obteve 242 105 votos, correspondente a 61.5%, tendo a Renamo obtido 27.8% dos votos e o MDM 7.8%. O partido AMUSI não foi para além de 0.22% dos votos na cidade de Maputo.

A emoção tomou conta dos camaradas logo após o anúncio dos resultados parciais da votação na cidade de Maputo.

Os outros partidos não se fizeram representar na cerimónia de divulgação dos resultados na cidade de Maputo.

A abstenção na capital do país situou-se nos 41%.  

Presidenciais – quadro geral
Mesas processadas: 13,690 – (66.61%)
Filipe Nyusi: 3,318,908 Votos – (74.56%)
Daviz Simango: 199,883 Votos – (4.49%)
Ossufo Momade: 903,394 Votos – (20.29%)
Mário Albino: 19,987 Votos – (0.78%)

Legislativas – quadro geral
Mesas processadas:  10,673 – (51.93%)
Frelimo: 2,597,668 Votos – (76.19%)
MDM : 162,318 Votos – (4.76%)
Renamo: 579,973 Votos – (17.01%)
AMUSI: 8,228 Votos – (0,24%)

Processamento provinciais

Província de Niassa
Total de eleitores: 678,360

Mesas: 1,198
Mesas processadas: 680 (57,76%)
Frelimo : 113,033 Votos – (73,61%)
Renamo: 26,205 Votos – (17,07%)
MDM: 12,189 Votos – (7,94%)

Província de Cabo Delgado
Total de eleitores: 1,181,359
Mesas: 1,860
Mesas processadas: 237 (12.74%)
Frelimo : 49,105 Votos – (66.05%)
Renamo: 21,216 Votos – (28.54%)
MDM: 2,956 Votos – (3.98%)
AMUSI: 300 Votos – (0.40%)

Província da Zambézia
Total de eleitores: 2,129,960
Mesas: 3,219
Mesas processadas: 1,197 (37.19%)
Frelimo : 188,129 Votos – (71.51%)
Renamo: 63,524 Votos – (21,15%)
MDM: 7,788 Votos – (2,96%)

Província de Manica
Mesas processadas: 1,079 (80.95%)
Frelimo : 303,787 Votos – (75,10%)
Renamo: 80,707 Votos – (19,95%)
MDM: 10,312 Votos – (2,55%)

Província de Gaza
Mesas processadas: 1,812 (98.21%)
Frelimo : 642,736 Votos – (93,43%)
Renamo: 18,145 Votos – (2,64%)
MDM: 11,944 Votos – (1,74%)

Total das mesas em todo o país: 20.554

 

 

 

 

Depois do silêncio após as eleições e o início do anúncio dos resultados preliminares que até aqui dão vitória a Filipe Nyusi e o partido Frelimo, a Renamo falou este sábado.

O secretário-geral, André Magibiri, disse que o partido “se distancia dos resultados que estão sendo anunciados, por não corresponderem a vontade do eleitorado”.

Magibiri considerou que o processo foi “brutal e bárbaro, com violência total, prisões arbitrárias, enchimento de urnas, e demais irregularidades”.

Para o partido, “a Frelimo está a demonstrar que não quer a paz, aliás, violou a alínea h) do n° 3 do Acordo de Cessão Definitiva das Hostilidades Militares, assinado a 1 de Agosto de 2019, entre Ossufo Momade e Filipe Nyusi”, cujo expressa:

“Não praticar actos de violência e intimidação na prossecução de objectivos políticos”, fim da citação”, disse Magibiri.

Sem explicar como é que se traduz esse “distanciamento dos resultados”, o secretário-geral garantiu que o partido é pela paz, mas que pela forma como decorreram as eleições, a mesma fica minada.

Nesse sentido, a recomendação da perdiz é “que se anulem as eleições de 15 de Outubro e se prepare um novo pleito, com supervisão de pessoas idóneas”.

Na próxima segunda-feira, a comissão política da RENAMO estará reunida, para tomar uma decisão sobre a forma como vai agir, face ao que contesta.

 

 

A Embaixada norte-americana em Maputo felicitou esta sexta-feira, o processo de votação e diz que o povo moçambicano, em última análise, irá determinar a credibilidade do escrutínio de 15 de Outubro.

“Com excepção de alguns incidentes reportados, o processo de votação no dia das eleições pareceu ter sido conduzido pacificamente e num ambiente ordeiro e seguro. As nossas equipas de observação constataram que os postos de votação em geral abriram a tempo e que a maioria do pessoal que operava as assembleias de voto trabalhava incansavelmente para levar a cabo os procedimentos de votação estabelecidos pela Comissão Nacional de Eleições”, refere a nota de imprensa enviada à nossa redacção.

Embora reconhecendo estes aspectos positivos, a Embaixada dos Estados Unidos relata que vários incidentes de violência e intimidação graves, incluindo o assassinato de um líder da sociedade civil no período que antecedeu o dia das eleições, foram preocupantes e podem ter contribuído para as dúvidas do público sobre um ambiente eleitoral seguro e justo. A incapacidade de inúmeras organizações de observadores nacionais, independentes e reputadas, obterem credenciais também suscitou preocupações de transparência. Além disso, o desembolso tardio do financiamento da campanha colocou os pequenos partidos políticos em desvantagem significativa”.

Os observadores eleitorais da Embaixada norte-americana dizem ainda que testemunharam diversas irregularidades e vulnerabilidades durante o processo de votação e as primeiras fases de apuramento, bem como a falta de rigor aplicado ao processo de apuramento a nível distrital, em flagrante contraste com o processo de votação estruturado e deliberado que foi geralmente observado nas mesas de votação no dia das eleições.  

Os observadores norte-americanos também relataram a ausência de qualquer cadeia de custódia evidente para os materiais de votação durante a transferência das assembleias de voto para os centros de apuramento distrital, tornando difícil confirmar a integridade dos documentos de apuramento dos votos, desorganização e falta de supervisão no processo de apuramento.

 

 

Dados avançados no site da Comissão Nacional de eleições (CNE), às 8h20, indicam que já foram processadas  371 das 20.554 mesas existentes, que corresponde a 1,81 por cento.

Os resultados dão vantagem ao candidato presidencial da Frelimo, Filipe Nyusi, com 70.37%, seguido de Ossufo Momade, da Renamo, com 24.80%. David Simango, candidato do MDM, segue na terceira posição com 3.71%, e Mário Albino, do AMUSI, com 1.12%.

A CNE avança ainda que 108,562 eleitores votaram em 371 mesas até aqui processadas.

O STAE em Manica chamou a imprensa esta sexta-feira para falar do balanço do processo de votação havido no passado dia 15 de Outubro. Luciano José, director provincial daquele órgão de administração eleitoral, revelou que 47 por cento dos cerca de 900 mil eleitores inscritos não votaram.

“Para este processo tivemos uma participação de 53 por cento dos eleitores inscritos ao nível da nossa província e cerca de 47 por cento abstiveram-se de participar no processo eleitoral”, referiu, acrescentando que “essa participação é boa, a avaliar pelo historial dos processos eleitorais no país em que nalguns nem se chegou a atingir a fasquia de 50 por cento de participação de eleitores inscritos.

A fonte disse que durante a votação, três indivíduos foram detidos pelas autoridades policiais nos distritos de Chimoio e Vandúzi.

“Tivemos um caso na cidade de Chimoio, em que um eleitor foi detido por tirar imagem na cabine de voto e a lei não permite. No distrito de Vandúzi, indivíduos identificados agrediram um funcionário dos órgãos eleitorais, e estes indivíduos estão a contas com as autoridades para responderem pelas suas ilicitudes”, explicou o director do STAE em Manica.

O número de observadores nas eleições do dia 15 aumentou. Ainda assim, para o CESC, uma das organizações da sociedade civil que íntegra a Plataforma de Transparência Eleitoral, a tarefa dos mesmos esteve muitas vezes limitada no terreno, o que dificulta apurar o impacto das irregularidades do processo eleitoral ao longo do recenseamento, da campanha e da votação.

Ainda assim, estas sextas eleições gerais podem ter sido viciadas em dimensões sérias, diz o CESC, acrescentando que no dia das eleições houve uma forte onda de ilícitos eleitorais nas províncias de Gaza, Zambézia e Nampula. Os ilícitos vão desde a intimidação aos observadores pela polícia, expulsão dos mesmos observadores das assembleias de voto até a tentativas de enchimento das urnas por eleitores encontrados com vários boletins originais.

O CESC denuncia ainda supostas ameaças aos observadores e a sua expulsão das assembleias de voto, acompanhadas por violência física e confiscação de material de trabalho. Em alguns casos, a polícia usou gás lacrimogéneo para expulsar os observadores, segundo denúncia feita esta tarde na conferência de imprensa da Plataforma de Transparência Eleitoral.

 

 

A missão de observadores da União Europeia (UE) fez hoje, na cidade de Maputo, a sua declaração preliminar sobre as eleições gerais e provinciais da última terça-feira. O grupo composto por 150 membros apresentou a avaliação, em três etapas que até aqui marcaram o processo eleitoral.

Começando pelo recenseamento, o eurodeputado Nancho Amor, que chefia a missão, disse que constataram “um aumento do número de eleitores em todas as províncias, com um aumento substancial em Gaza, onde o número de eleitores recenseados quase duplicou desde as eleições de 2014”, e, de seguida, deplorou igualmente, “deficiências técnicas e prazos apertados” que terão levado “à existência de um número desconhecido de múltiplos registos de eleitores, coadjuvados pela fraca acção das instituições responsáveis”, o que, no entender dos observadores, “afectou negativamente a qualidade do processo”.

Amor apresentou também, a leitura da missão da UE, sobre a campanha eleitoral. Um processo, que para a missão, ficou manchado por alguns focos de violência.

“As actividades de campanha tiveram lugar em ambiente tenso com regulares incidentes de natureza violenta, envolvendo membros e apoiantes dos partidos políticos; limitações às liberdades de reunião e de circulação dos partidos da oposição foram regularmente relatadas”, afirmou, acrescentando: “a desigualdade de oportunidades foi evidente durante toda a campanha. O partido no poder dominou a campanha em todas as províncias e foi observada uma falta de confiança por parte do público em relação à imparcialidade das forças policiais moçambicanas, frequentemente, vistas como sendo mais favoráveis ao partido no poder e não gerindo adequadamente incidentes e queixas”.

Entretanto, de um modo geral, no que respeita ao dia de votação, a missão dos observadores classificou de forma positiva.

“As preparações logísticas para o dia da votação foram adequadas e, em geral, atempadas. A abertura e votação foram bem implementadas e de forma transparente. As mesas de voto abriram a tempo pelo país”, disse.

“O dia da votação foi bem organizado com relativamente poucos incidentes. Apesar de grupos de observadores nacionais já estabelecidos terem dificuldades com a sua acreditação, frustrando os seus esforços para ter uma extensa cobertura nacional e para implementar a sua contagem paralela de votos”, declarou o chefe da missão de observadores da UE, que na apresentação da avaliação preliminar repudiou o assassinato de Anastácio Matavel, Director do Fórum das Organizações Não-governamentais de Gaza, morto a tiro, por agentes especiais da Polícia.

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