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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

Em sessão ordinária da comissão política do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), este sábado, na cidade de Maputo, o partido esteve a analisar um ponto de agenda: os resultados das eleições gerais.

Na abertura do encontro, o presidente, Daviz Simango, atentou ser importante reflectir alguns aspectos a volta do processo que considerou ter assistido uma “fraude sofisticada”.

Daviz “atacou” a Frelimo ao achar que “refugiaram-se em tudo e a todo custo usando as Forças de Defesa e Segurança, os lambe-botas e os ‘yes man’, com rótula de observadores nacionais”.

“Para completar a este lote, alguns agentes das Forças de Defesa e Segurança, tiveram o privilégio de nos brindar com a violação do princípio de forças republicanas”, lamentou o presidente do MDM, em notas introdutórias ao encontro que juntou parte da “nata” da formação política.

Com todas essas observações, o MDM acredita que os órgãos de gestão eleitoral são os maiores culpados, tornando-se deste modo a “fonte de conflitos pós-eleitorais.”

“Nas mesas de votação não faltaram de nos violentar. Foi chancelada a teoria de que o ladrão rouba e a polícia protege. O STAE anuncia que tudo é ordeiro, justo livre e transparente. Hipotecaram o direito de um homem um voto”, acrescentou Daviz, às lamúrias.

“Desafio ao presidente da CNE e ao Director-geral do STAE, a explicarem como foi possível em todos distritos existirem boletins nas mãos de estranhos à gestão eleitoral. Expliquem a nós os moçambicanos, como os nossos camaradas conseguiram perfilar a sua classe de ‘bons pastores da fraude’”, afirmou o líder do partido que tem galo como símbolo, concluindo assim, que “os resultados anunciados não são o desejo da população. São de nulidade”.

Este é o segundo partido a reunir a sua comissão política e a manifestar publicamente a sua oposição contra os resultados das eleições de 15 de Outubro. Primeiro foi a Renamo.

A comissão política do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) diz que os órgãos de administração eleitoral manipularam e desorganizaram o processo, desde o recenseamento, até a votação, incluindo o apuramento. Estes factos foram levantados hoje na sessão ordinária da comissão política do MDM.
 
O órgão diz constatar igualmente, que foram usados boletins de voto pré-votados, fora do circuito dos órgãos de administração eleitoral; houve enchimento de urnas e emissão de boletins de votos não classificados; houve falsificação de editais, bem como a presença de observadores fantasma.
 
Pelas alegações, a Comissão Política do MDM deliberou "solicitar uma auditoria ao fornecedor do material eleitoral, bem como ao STAE; instar a PGR  para a investigação e responsabilização dos implicados".

Assim, o partido considerou nulo e sem efeitos, os resultados do presente pleito.

Terminou hoje em Sóchi a primeira cimeira Rússia-África que contou com a participação de 43 Chefes de Estado e de Governo africanos, incluindo o de Moçambique, Filipe Nyusi. Ao longo dos dois dias, o Presidente moçambicano reuniu-se à margem da cimeira com empresas russas interessadas em investir em Moçambique e com os outros líderes africanos e o anfitrião, Vladimir Putin.

Na hora do balanço da sua viagem a Rússia, Filipe Nyusi anunciou que do encontro que manteve com o Presidente do Conselho de Administração da empresa Kamaz que se dedica ao fabrico de viaturas e equipamentos ligeiros e pesados de uso civil e militar, ficou manifestado o interesse daquela entidade instalar uma unidade de montagem dessas viaturas em Moçambique de olho no mercado da SADC. Ainda antes do ano terminar uma equipa daquela empresa deverá deslocar-se a Maputo para inteirar-se das condições e facilidades que o Governo de Moçambique oferece para que a mesma possa materializar o seu projecto.

Outra empresa gigante russa que pretende se instalar em Moçambique é a líder mundial em mineração, processamento e comercialização de diamantes. Para já deverá fazer pesquisas para apurar a ocorrência daquele minério no país, mas depois quer instalar uma fábrica para o seu processamento, tendo como objectivo alinhar-se com a perspectiva do Governo de acrescentar valor aos recursos naturais moçambicanos.

Filipe Nyusi falou ainda do encontro que manteve com a direcção de uma fábrica de fertilizantes, mas também do banco russo VTB que deverá enviar uma missão a Moçambique ainda este ano para negociar com o Governo áreas para as quais deverá canalizar financiamentos, mas também aquela instituição financeira predispôs-se a analisar a proposta feita pelo executivo em relação a reestruturação da dívida contraída no âmbito do escândalo das chamadas “dívidas ocultas. No entanto, Filipe Nyusi esclareceu que a proposta apresentada tem em vista o acórdão do Conselho Constitucional que considerou nulas as garantias soberanas emitidas para a emissão da referida dívida e todo o processo inconstitucional.

Ainda em Sóchi, Filipe Nyusi reuniu-se com o seu homólogo Vladimir Putin. Na mesa das conversações esteve o processo eleitoral mas também os esforços conjuntos entre Moçambique e Rússia no combate aos insurgentes em Cabo Delgado. Mas também houve garantias de que Putin pessoalmente ajudaria Moçambique a captar mais investimento de empresas russas.

Nyusi reuniu-se ainda com Cyril Ramaphosa com que falaram sobre as eleições e a segurança no país e transfronteiriça. O Presidente Sul-africano, segundo o Chefe de Estado moçambicano, deu garantias de que as autoridades do seu país estão a envidar esforços para prover segurança aos moçambicanos residentes naquele país para que não voltem a ser alvos de ataques xenófobos. E em breve, Ramaphosa deverá ir a Maputo com sua equipa para dar mais detalhes à sua contraparte sobre os esforços em curso para assegurar tranquilidade à diáspora moçambicana no seu país.

Outro encontro mantido por Filipe Nyusi foi com o Presidente do Ruanda, Paul Kagamé, cujo assunto foi o recente assassinato de um cidadão ruandês na Matola. Os dois presidentes concordaram em aguardar pelos resultados da investigação em curso para explicar o crime. Ainda em Sóchi, Filipe Nyusi manteve encontros bilaterais com os seus homólogos do Quénia, Malawi, Namíbia e do Zimbabwe. Em relação a este ultimo, a conversa incidiu sobre a crescente necessidade do país vizinho incrementar o uso dos portos moçambicanos para o seu comércio externo, com maior incidência na importação de combustível e futuramente do gás natural.

 

Putin elogia Nyusi

A cimeira Rússia-África teve o seu ponto mais alto com a realização da sessão plenária co-dirigida pelo anfitrião Vladimir Putin e pelo Presidente em Exercício da União Africana, no caso o do Egipto Abdel Fatah Al-Sisi. Nessa sessão todos os Chefes de Estado e de Governo presentes em ordem alfabética e durante três minutos tiveram a oportunidade de falar sobre como deve ser feita a cooperação com a Rússia nas áreas de defesa e segurança e na economia.

Quando chegou a vez de Filipe Nyusi, que foi o penúltimo, Vladimir Putin quebrou o protocolo e na hora de convidar o Chefe de Estado moçambicano a falar. Fez uma breve introdução para elogiar o seu homólogo que em Agosto passado convidou-o para Kremlin e foi nestes termos: “queremos felicitá-lo pela vitória nas eleições e também ele mostrou como é que se pode lutar contra bandidos no seu país” disse Vladimir Putin, certamente a se referir aos insurgentes que têm protagonizado ataques na província de Cabo Delgado. Salientar que depois da visita de Estado de Filipe Nyusi a Rússia em Agosto passado, a Rússia enviou peritos e equipamento militar que tem estado a apoiar as Forças de Defesa e Segurança no ataque aos insurgentes e tal já permitiu o retorno de algumas comunidades que antes haviam se deslocado para outras regiões nos distritos de Macomia e Mocímboa da Praia.

Depois de tomar a palavra Filipe Nyusi deixou ficar a sua opinião sobre o tema em debate. “Senhor Presidente Putin, a pujança económica e empresarial e acumulada experiência técnico-científica da Rússia constituem uma base sólida para a promoção de parcerias mutuamente vantajosas em diferentes campos. Com as empresas russas apoiadas pelo seu Governo podemos explorar a elevada demanda de serviços para dinamizar a diversificação das nossas economias e o processo de transferência de tecnologias. Queremos que os nossos recursos sirvam efectivamente as nossas populações e não façamos parte de um modelo económico deliberadamente constituído para perpetuar a transferência de matérias primas e capitais” disse Nyusi.

Após terminar o seu discurso Putin voltou a comentar “tem razão porque as relações económicas entre Moçambique e a Rússia tem raízes muito profundas e desejamos êxito ainda melhor” terminou o Presidente russo.

 

 

A maior empresa do mundo de mineração, processamento e comercialização do diamante acredita que Moçambique é um país rico em diamantes. Esta foi uma afirmação do Presidente da Comissão Executiva da Alrosa, a empresa pública russa de diamantes, Sergey Ivanov depois de ter sido recebido em audiência pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, à margem da cimeira Rússia-África. O executivo disse na ocasião que ainda este ano, a sua empresa vai enviar uma equipa de geólogos que deverão iniciar pesquisas daquele minério na fronteira com o Zimbabwe, país onde já opera a alguns anos.

No entanto, da conversa com o Presidente da República a empresa foi aconselhada a alargar o raio da sua pesquisa para além da fronteira “pensamos que vamos nos focar mais nas áreas que estão na fronteira com o Zimbabwe, mas o Presidente aconselhou-nos a ir além dessas áreas e a nossa equipa vai viajar para Moçambique ainda este ano, e os nossos geólogos vão discutir com o Ministério das Minas das possíveis áreas de cooperação. Temos a certeza de que Moçambique pode vir a ser rico em diamantes e estes diamantes podem ser vendidos e trazer benefícios para a população de Moçambique” disse convicto Ivanov.

Por outro lado, Moçambique quer o apoio russo para aderir ao processo de Kimberley que permite a comercialização do diamante no mercado internacional e esse apoio está praticamente garantido.

“Tenho certeza que mesmo que Alrosa não vá a Moçambique e mesmo se não achar nada, Moçambique pode vir a ser membro do Processo de Kimberley, porque outras companhias trabalham lá e é importante para negociar e vender os diamantes. E isso é uma questão de tempo. E a Federação Russa irá presidir, no próximo ano, o Processo de Kimberley e estaremos prontos para fazer o nosso melhor para que Moçambique venha a ser também membro do processo” acrescentou.

A Alrosa é respnsável por 27% do mercado de diamantes a nível mundial, conta com 40 mil trabalhadores e vale cerca de 7 mil milhões de dólares e é controlado pelo Estado Russo.

 

Para os russos o futuro está em África

Vladimir Putin está convencido de que até 2050 qualquer nação que quer continuar próspera deverá fazer negócios com o continente africano. Pois segundo peritos russos citados por Putin a economia do continente deverá estar avaliada em 29 trilhões de dólares. Esta foi a justificação apresentada pelo líder russo para a cimeira que hoje iniciou em Sóchi e que reúne 43 Chefes de Estado e de Governo africanos, entre eles o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi e o Presidente Russo. Os outros 11 países africanos estão representados a níveis abaixo de Chefes de Estado e de Governo.

O evento iniciou com o Fórum Económico que reuniu os Chefes de Estado com mais de 2 mil empresários russos e africanos. Foi nessa ocasião que Vladimir Putin e Abdel Fatah Al-Sisi, presidente do Egipto e da União Africana discursaram pela primeira vez. Putin disse que o seu país está neste momento a diversificar o leque de produtos que comercializa com a África.

Se antes o negócio era dominado pela venda de equipamento bélico, hoje em dia há diversos tipos de produtos com principal destaque para os alimentares.
Segundo Vladimir Putin, nos últimos anos a Rússia exportou mais de 15 biliões de dólares em armamento e em produtos alimentares. A cifra anda a volta de 25 biliões de dólares. Daí que esse é o grande potencial da economia do seu país. E o Egipto tem sido nos últimos anos o principal destino das exportações de produtos alimentares russos, mas o desafio agora é alcançar novos mercados.

O comércio entre o continente africano e a Rússia, nos últimos 5 anos, rendeu 20 biliões de dólares, entretanto, quer os africanos, quer os russos acham que é pouco e pode ir um pouco além disso. E para tal, o Presidente do Egipto e em exercício na União Africana, Al-Sisi disse ser fundamental investir-se no capital humano em África, onde mais de 60% da mão-de-obra são jovens com menos de 29 anos de idade, mas também nas mulheres. Só assim é que o continente negro vai alcançar as metas definidas pela Agenda 2069 que tirar o continente da pobreza.

A cimeira de Sóchi tem como lema Paz, Segurança e Desenvolvimento. Por isso, para além de discursos, diplomacia e negociações as empresas russas expõem no centro de conferências seus produtos, com especial destaque para máquinas pesadas civis e militares que usam tecnologia de ponta.

Podem ser visto nas exposições locomotivas de variados tipos, viaturas ligeiras e pesadas para variadas utilidades civis, mas há também equipamento militar entre eles aeronaves como caças-bombardeiros Migs da nova geração, helicópteros de combate e de passageiros, viaturas blindadas e sistemas de comunicações avançadas. Este é um dos locais visitados pelo Presidente da República, Filipe Nyusi que na ocasião deixou claro que o seu objectivo não era comprar mas apenas ver que soluções existem no mundo para equipar forças de defesa e segurança e garantir com eficácia e integridade e soberania de Moçambique, um dos grandes desafios do nosso país.

 

 

 

 

O Instituto Eleitoral para a Democracia Sustentável em África (EISA), na sigla inglesa, implementou uma iniciativa com vista a transparência eleitoral.

Desde o dia 15 de Outubro, a organização junto de outros grupos da sociedade civil, tem acompanhado as incidências que marcaram o processo.

Apesar de considerarem, de um modo geral, que o processo de observação decorreu de forma aceitável, a organização lamenta o impedimento que seus observadores sofreram em alguns pontos do país.

“Durante a votação, alguns observadores foram impedidos de assistir ao processo de observação nas províncias de Gaza, Tete, Nampula e Zambézia”, lastimou Domingos do Rosário, que integra a organização.

Outro aspecto que os observadores relataram, é a “não afixação de ditais”, o que influenciou a recolha de dados.

Entretanto, do que recolheram, em termos de resultados da contagem paralela, no relatório preliminar do EISA, os dados apontam para a Frelimo e o candidato, Filipe Nyusi, em vantagem, sendo que nas presidenciais, Filipe Nyusi amealha 70,9%, Ossufo Momade 21,4%, Daviz Simango 6,9% e Mário Albino 0,7% dos votos.

Destaque vai para abstenção que quase se fixou em 48%.

Já nas legislativas, a Frelimo lidera a contagem com 62,4%, o MDM com 3,0%, a Renamo com 24,9%, e os outros nem aos 2% chegaram.
Nesta eleição, de acordo com o relatório do EISA, a abstenção atinge 55%.

Estes dados foram resultantes de uma amostra representativa de cinco mil mesas de voto, escolhidas aleatoriamente em todo país.

Para as eleições provinciais, os dados do EISA apontam também para a Frelimo, e Filipe Nyusi, em larga vantagem.

Na próxima semana, o EISA vai publicar o relatório final, da contagem paralela.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, chegou na manhã de hoje a Sóchi na Rússia para participar da cimeira Rússia-África que se realiza na quarta-ta e quinta-feira naquela cidade. À sua chegada reuniu-se com a sua delegação mas também com executivos de três empresas russas. Uma delas é o banco russo VTB um dos co-financiadores das chamadas dívidas ocultas.

O encontro com o Presidente do Conselho de Administração daquele banco, Andrey Kostin, aconteceu no início da noite. No final do encontro, o banqueiro falou à imprensa moçambicana que acompanha a visita de Nyusi a Rússia e negou ter dado qualquer ultimato ao Governo de Moçambique sobre as dívidas ocultas cujo respectivo pagamento está suspenso. Essa informação foi posta a circular em Agosto por alguma imprensa nacional e estrangeira, mas Kostin diz ser falsa “nunca podemos dar um ultimato ao nosso amigo que é o Governo de Moçambique, não há como, não há como. De facto, tivemos uma boa discussão, não há nenhum ultimato de ambas partes, estamos disponíveis para cooperar e a ideia é trabalhar juntos e nunca dar ultimatos” esclareceu.

Em relação ao encontro disse que era sobre o futuro e não muito sobre o passado. O VTB quer entrar no mercado moçambicano e financiar alguns projectos estruturantes em parceria com outras empresas russas e por isso foi pedir apoio do Governo. “Pedi ao Presidente para nos ajudar e o Governo pode nos dar algumas sugestões de oportunidades, particularmente nas áreas da indústria de gás, indústria do carvão mineral, LNG, agricultura entre outras, que podemos investir conjuntamente com empresas russas. Combinamos que devemos visitar Moçambique antes do final do ano para continuarmos a discutir estas matérias com o Governo de Moçambique. Também falamos sobre a questão das dívidas e decidimos que vamos continuar a discutir esta matéria tentando buscar a melhor solução para isto” disse Kostin.

Filipe Nyusi reuniu-se ainda com o director geral da empresa Rosoboronexport e mais tarde com o PCA da Urakali. Todas empresas russas com interesse em investir em Moçambique. No final do encontro com a Urakali falou à impresa russa sobre a sua expectativa em relação à cimeira que amanhã inicia em Sóchi “esta é uma oportunidade para nós vendermos a imagem de Moçambique aqui na Rússia e aproveitarmos a plataforma para juntamente com outros países africanos encontrarmos mais oportunidades, agora por exemplo, acabamos de ter um encontro com a empresa de fertilizantes é extremamente importante isso porque significa que a nossa grande prioridade que é a agricultura pode ser alavancada. E durante a nossa presença aqui vamos nos encontrar com mais empresas com o objectivo de alavancar a nossa economia na base de mútuas vantagens entre Moçambique e a Rússia” disse o Governante.

Nesta missão, Filipe Nyusi faz-se acompanhar por 12 empresários liderados pelo Presidente da CTA, Agostinho Vuma. Os mesmos deverão participar no fórum de negócios Rússia-África que vai reunir empresários daquele país e africanos. Os empresários que integram a missão são os que já estão em contacto com a sua contraparte russo desde a visita de Estado de Filipe Nyusi realizada em Agosto, segundo deu a conhecer o presidente da CTA.

 

Em reunião extraordinária desde a manhã de hoje, em Maputo, a Comissão política da Renamo que busca por uma decisão face aos resultados das eleições de 15 de Outubro, cujo considera “frutos de tamanha fraude”, o Presidente do partido considerou que urge chegar a um consenso no partido, sobre os resultados.

“O desejo dos moçambicanos e da comunidade internacional era de que estas eleições, antecedidas pela assinatura do Acordo de Paz (Definitiva) e Reconciliação Nacional, e da visita do Papa Francisco ao nosso país, fossem livres justas e transparentes. Contrariamente a essa vontade comum e genuína, todos tivemos vergonhosamente, eleições fraudulentas, jamais vistas no nosso país e no mundo inteiro”, disse Ossufo Momade, em discurso de abertura, na reunião alargada a outros quadros.

Ainda esta tarde, será conhecida a decisão do partido.
“O País” está posicionado para acompanhar as incidências.

 

Renamo está reunida para tomar uma decisão face aos resultados anunciados

12h24 A Comissão Política da Renamo está reunida, desde a manhã de hoje, para tomar uma decisão face aos resultados das eleições que consideram de "frutos de tamanha fraude".

O presidente do partido, Ossufo Momade, e o cabeça-de-lista pela província de Maputo, António Muchanga, consideram que o processo foi vergonhoso.

Trata-se de candidatos a Membros de Mesa de Voto (MMVs) mandatados pelo partido Renamo, no distrito de Panda em Inhambane, que para preencherem as vagas de MMVs falsificaram certificados da 7ª classe.

Juma Dauto, porta-voz da PRM em Inhambane, diz que os indiciados usaram um certificado autêntico, copiaram-no e procederam com a alteração dos dados, sendo que as notas de aprovação bem como a data de validade era a mesma.

Feitas as investigações, a polícia concluiu que havia mais duas pessoas envolvidas no caso. Trata-se do delegado político distrital e o chefe da campanha, também daquele partido. Por conta disso, os dois dirigentes políticos foram detidos e deverão responder criminalmente por falsificação de documento.

O porta-voz esclarece que o trabalho da polícia não tem que ver com a cor partidária, pois a missão, é levar a justiça a todos os envolvidos neste crime.

A Comissão Política da Renamo aprovou esta tarde, uma directiva que reflecte o posicionamento do partido sobre as eleições gerais da passada terça-feira. A directiva, adotada pelo mais alto órgão de deliberação da Renamo, no intervalo dos congressos, frisa o não reconhecimento dos resultados eleitorais que, ainda que na fase de apuramento intermédio, dá vitória esmagadora à Frelimo e ao seu candidato presidencial, Filipe Nyusi.

A Comissão Política da Renamo determina “não aceitar nem reconhecer os resultados da votação realizada no dia 15 de Outubro de 2019 e por consequência exigir a reposição da verdade eleitoral negada ao povo moçambicano em virtude das graves irregularidades que mancharam o processo na sua plenitude” indica a directaiva.

Os resultados eleitorais em projecção dão uma maioria absoluta à Frelimo no parlamento e, ao nível das Assembleias Provinciais, mostra o partido no poder a eleger todos os governadores.

A Renamo contesta os resultados justificando com a ocorrência de fraude eleitoral. Através da directiva, o maior partido da oposição insta “a todos os moçambicanos a não aceitarem a mega fraude eleitoral” mas também deixa um desafio ao Chefe de Estado.

“Que o Presidente da República, na sua qualidade de Chefe de Estado, garante da Constituição da República e Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança esclareça publicamente a proveniência dos votos e urnas na posse dos membros da Frelimo, seu partido, fora do circuito dos órgãos eleitorais e esclareça igualmente a quem servem as Forças de Defesa e Segurança que ostensivamente e com fundos públicos se posicionaram em prejuízo da vontade popular”.

À Comissão Nacional de Eleições (CNE) a Renamo exige que “esclareça publicamente a circulação de boletins de voto fora do circuito dos órgãos eleitorais”.

A reunião da Comissão Política da Renamo foi dirigida por Ossufo Momade, presidente do partido e teve a duração de todo o dia.

 

 

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