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Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo Foi com palavras simples e profundamente humanas que o Presidente da República, Daniel Chapo, explicou nesta sexta-feira(16.10.26), em Gorongosa, o que significa para uma família a chegada da água potável. Ao inaugurar o sistema de abastecimento de

Mais 360 guerrilheiros da Renamo foram desarmados, em Zóbuè, província de Tete, no âmbito do processo de Desmilitarização Desmobilização e Reintegração (DDR). Na sequência, mais uma base foi encerrada.

“Com isto, assinalamos um marco significativo na implementação do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo (Acordo de Maputo), com mais de metade (52%) dos 5.221 beneficiários do DDR agora desmobilizados e na sua jornada para a reintegração económica e social na vida civil”, diz Mirko Manzoni, enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas e presidente do grupo de contacto, em comunicado de imprensa.

A base de Zóbuè constitui a décima já encerrada, de um total de 16.

Mirko Manzoni explica que “este progresso constante realça a natureza irreversível do processo de paz e sublinha o empenho de ambas as partes na conquista da paz definitiva”.

No comunicado a que temos vindo a citar, o enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas apela a todos os actores do processo de DDR “para que se associem activamente e mantenham o seu pleno compromisso na causa da paz definitiva em Moçambique”.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, confirmou sexta-feira, em Cabo Delgado a chegada, à Moçambique, de tropas militares vindas do Ruanda para apoiar no combate aos ataques terroristas que assolam alguns distritos, daquela província, desde Outubro de 2017.

Mas a vinda ao país de 1000 homens ruandeses, antes do posicionamento no teatro operacional da Força em estado de alerta da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), não é bem vista pelo Executivo da África do Sul.

Em entrevista a cadeia de televisão sul-africana, SABC, a Ministra da Defesa sul-africana, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, revelou que não foi acordado com os Chefes de Estado da região que o apoio do país liderado por Paul Kagame chegasse antes do apoio regional.

“A questão do envio de Tropas do Ruanda é um assunto bilateral entre Ruanda e Moçambique”, introduziu a governante, considerado que “é lamentável que este envio aconteça antes do posicionamento das tropas da SADC, porque quaisquer que sejam as relações bilaterais entre o Ruanda e Moçambique, seria de esperar que o Ruanda fosse para Moçambique no contexto de um mandato que fosse conferido pelos chefes de estado da região da SADC”.

Mas, conforme reconhece a titular da Defesa no Governo de Cyril Ramaphosa, trata-se de uma questão bilateral, “uma situação sobre a qual não temos controlo. Significa que Moçambique acordou com os ruandeses que as forças militares de Ruanda possam entrar no país, entretanto não é assim que como os nossos chefes de Estado decidiram”.

Lembre-se que a chegada da força em estado de alerta da SADC está prevista para quinta-feira, dia 15 de Julho, de acordo com a informação avançada numa carta escrita pela Secretária-executiva da organização regional e dirigida ao Secretário-geral das Nações Unidas e confirmada sexta-feira pelo Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

NQAKULA ESTÁ EQUIVOCADA

O Ministro da Defesa Nacional Jaime Neto, reagindo aos pronunciamentos da África do Sul, assegurou, neste domingo na cidade da Beira, que as relações entre Moçambique e a SADC estão a atravessar o melhor momento e que a Ministra da Defesa sul africana, Mapisa-Nqakula está equivocada, em relação a chegada de tropas ruandesas no país.

“Os Chefes do Estado da SADC abordam com frequência a questão de terrorismo em Cabo-Delgado e ao nível ministerial muitas vezes podemos não ter informações concretas daquilo que tenha sido tratado. Obviamente ao nosso nível cabe-nos tomar decisões na base das concertações que são feitas pelos presidentes” reagiu o ministro.

Jaime Neto recordou que em finais de Junho passado, aquando da realização da cimeira extraordinária da SADC em Maputo, ficou decidido

que para além da intervenção das forças do estado de alerta da SADC, Moçambique era livre de contactar outras nações africanas, para pedir apoio. “E foi neste âmbito que Ruanda começou a trazer a sua força desde o dia 9 deste mês. Portanto esta tudo acautelado ao nível do comando da SADC. Alias no fim do dia do passado sábado, aterrou um avião do Botswana em Pemba que levava a bordo oficiais quatro militares daquele país vizinho, que vao criar condições para que a força da SADC possa se instalar a partir do dia 15 deste mês. Portanto como vê, a instalação da forca da SADC não vem antecedida da força do Ruanda.

Ela vem justamente no período acordado. O Ruanda preparou-se muito rapidamente e é por isso que também foi a primeira a chegar e não vai ter um comando isolado. Esta tudo articulado dentro da SADC. Os chefes de Estado estão confortáveis com os ruandeses e eles sabem do que estou a falar”, garantiu Jaime Neto.

O Presidente da República confirma o apoio da SADC no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, mas reitera que a defesa primária do país é dos moçambicanos. Filipe Nyusi sublinhou ainda que o apoio do bloco não impede a ajuda de outros países.

Filipe Nyusi, falava esta sexta-feira, na vila de Mueda, onde teve um encontro com combatentes e visitou posições das Forças de Defesa e Segurança, tendo pedido uma convivência sã com as tropas estrangeiras.

“Já escreveram a carta para as Nações Unidas para dizer que a partir de dia 15 vão ajudar Moçambique. Vão trabalhar connosco, mas não são eles que mandam. Vão se organizar e trabalhar com estes comandantes. O combate aos grupos rebeldes vai ser organizado pelos chefes moçambicanos. Os nossos comandantes vão dividir áreas, para não irem todos para o mesmo sítio. A defesa do país depende de nós”, referiu.

Nyusi  anunciou a chegada de apoio militar do Ruanda.

“Foi a SADC que autorizou que Moçambique pode pedir apoio de outro amigo que esteja disponível. Também pedimos apoio aos nossos amigos de Ruanda. Levamos muito tempo a pensar, a nos organizar e a planificar”, disse.

Nyusi sublinhou que Moçambique nunca se recusou em receber apoio militar de qualquer natureza, sublinhando que era necessário criar as devidas condições.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se na segunda-feira, em Bruxelas, para aprovar uma missão de formação militar em Moçambique.

Após, em 30 de Junho, os representantes permanentes dos Estados-membros junto da UE terem endossado o conceito de gestão de crise, da futura missão de formação militar, em Moçambique, os chefes das diplomacias europeias deverão dar agora a aprovação final à missão EUTM Moçambique, escreve o Notícias ao Minuto.

Tratando-se da primeira missão a ser financiada através do novo Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, composto por 5 mil milhões de euros, o objectivo da EUTM Moçambique será, segundo fontes europeias, o de “treinar as companhias de forças especiais moçambicanas, para que desenvolvam uma reacção de força rápida, que permita mudar a situação em Cabo Delgado”.

Além da aprovação da missão de formação militar em Moçambique, os chefes das diplomacias europeias, também, irão ter um almoço de trabalho com o recém-empossado ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Yair Lapid, que se deslocará a Bruxelas na segunda-feira.

O encontro servirá para inaugurar as relações bilaterais com o novo Governo israelita, que tomou posse em Junho, e perceber quais são as suas intenções no que se refere ao processo de paz no Médio Oriente e a questões de interesse mútuo, como a situação síria, iraniana e libanesa.

Quinze de Julho é a data prevista para a instalação em Cabo Delgado da força tarefa em estado de alerta aprovada pela SADC para ajudar Moçambique a combater o terrorismo. A informação consta de uma carta do da Secretária Executiva da SADC, Stergomena Tax, dirigida ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

Na missiva datada de 07 de Junho, a Secretária executiva da SADC informa às Nações Unidas que: “A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) aprovou a implatação de uma força tarefa em estado de alerta no cenário 6 para a República de Moçambique. A implantação deverá produzir efeitos a partir de 15 de julho de 2021, por um período inicial de três meses, podendo ser prorrogada dependendo da evolução da situação”, lê-se.

Além de combater os actos terroristas, no geral, a presença da força em Estado de alerta em Cabo Delgado tem por objectivo reestabelecer a ordem nas zonas assoladas pela violência.

“A missão da SADC em Moçambique visa, entre outros, apoiar a República de Moçambique no combate a actos de terrorismo e extremismo violento, bem como ajudar a República de Moçambique no restabelecimento da lei e da ordem nas áreas afectadas da província de Cabo Delgado”, termina a Secretária Executiva pedido a António Guterrs para informar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os desdobramentos da organização regional.

O Ruanda anunciou hoje o envio de tropas para integrarem a linha da frente de combate ao terrorismo em Cabo Delgado. Segundo fontes oficiais, o primeiro contigente chegou hoje a Cabo Delgado.

De acordo com um comunicado de imprensa emitido pelo governo de Kigali, o primeiro contigente das tropas ruandesa começou a chegar nesta sexta-feira ao país. O contingente, que vai totalizar 1.000 homens, é composto por elementos das Forças Armadas e da Polícia Nacional e chegará a Cabo Delgado, em resposta a um pedido do Governo moçambicano, indica a nota.

As tropas ruandesas vão trabalhar directamente com as Forças de Defesa e Segurança e o contingente da SADC.

O comunicado do governo de Kigali indica que as tropas ruandesas vão apoiar os esforços do restabelecimento da autoridade do Estado moçambicano nos distritos afectados pelas acções terroristas, através de acções de segurança e combate, bem como a estabilização e reformas do sector de segurança.

Segundo as autoridades do Ruanda, o envio de tropas é baseado nas boas relações bilaterais com Moçambique e surge no seguimento de vários acordos assinados em 2018.

O Secretário-geral do partido Frelimo defende que o combate à COVID-19 e acidentes de viação que estão a dizimar vidas no país deve ser intensificado.

Roque Silva precisou que, tal como não faz sentido as pessoas continuarem a não observar medidas de prevenção da pandemia, as estradas não podem, também, continuar a ser passaporte para morte.

Roque Silva está na Zambézia para trabalhar com as bases do seu partido. Logo à sua chegada, recordou que o país já observa a terceira vaga da pandemia da COVID-19.

 “Não se pode aceitar que continuemos a observar situação de desrespeito às regras de prevenção do novo Coronavírus. Festas, aglomerados, enchentes em diversas ocasiões devem ser eliminados por todos nós para evitarmos situações de cada vez mais propagação da pandemia”.

O Secretário-geral da Frelimo falou, também, dos últimos acidentes de viação que causaram morte de moçambicanos. “Os acidentes estão a preocupar todos nós. Não podemos sair de casa para o autocarro sem sabermos se chegaremos ou não com vida ao nosso destino. Queremos responsabilidade por parte dia automobilistas que se fazem à estrada. As estradas não podem ser passaporte para a morte”, finalizou o político que, esta sexta-feira, vai trabalhar no distrito de Chinde, sul da província da Zambézia.

O presidente do partido Frelimo e da República de Moçambique, Filipe Nyusi, defende a construção de um mundo mais cooperativo para permitir o desenvolvimento integral das nações.

“Estamos a testemunhar hoje a trajectória de um povo iniciada em Xangai em 1921 com transformações a nível mundial jamais vistas na história da humanidade. A presença da pandemia da COVID-19 reforçou cada vez mais a visão de que todos vivemos na mesma aldeia e só juntos podemos vencer esta pandemia, através do fortalecimento de um mundo mais cooperativo, partilhado e solidário podemos reerguer renovando a esperança e a reafirmação da confiança de um futuro, onde cristalizamos o nosso desejo de ver os nossos países e povos cada vez mais unidos, prósperos e em harmonia”, disse.

Filipe Nyusi falava, esta terça-feira em Maputo, na cimeira virtual de líderes mundiais e de partidos políticos por ocasião da celebração dos 100 anos do partido comunista da China.

O Presidente do partido Frelimo e da República de Moçambique frisou que a história da China inspira muitas nações do mundo, que almejam o progresso e o bem-estar dos seus povos.

O Antigo Presidente da República de Moçambique e Presidente do Fórum dos Antigos Chefes de Estado e de Governo Africanos, Joaquim Chissano, participa, hoje, em Lusaka, Zâmbia, na cerimónia fúnebre de Kenneth Kaunda, antigo Presidente da República da Zâmbia, falecido a 17 de Junho do ano em curso.

A informação foi avançada através de um comunicado enviado a nossa redacção, que refere que a cerimónia fúnebre terá lugar no Panteão Nacional (National Monument) em Lusaka reservado para a sepultura de altos dignatários daquele País.

De acordo com a nota, o programa da cerimónia contempla uma missa de corpo presente na Catedral Anglicana da Cruz Sagrada (Anglican Cathedral of the Holy Cross), que irá anteceder a cerimónia solene do funeral daquele que foi o Presidente Fundador da República da Zâmbia e que dedicou a sua vida à causa da luta contra o domínio colonial e discriminação racial em África.

Participarão da cerimónia, o Presidente em exercício da Zâmbia, Edgar Lungu e o antigo Presidente da Zâmbia, Rupiah Banda.

Kenneth Kaunda, que faleceu aos 97 anos, dirigiu a Zâmbia desde a independência em 1964 até 1991.

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