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O País – A verdade como notícia

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo Foi com palavras simples e profundamente humanas que o Presidente da República, Daniel Chapo, explicou nesta sexta-feira(16.10.26), em Gorongosa, o que significa para uma família a chegada da água potável. Ao inaugurar o sistema de abastecimento de

Há cerca de duas semanas, a Renamo acusou o executivo de não estar a honrar parte do acordo de paz definitivo, nomeadamente, no que diz respeito à integração dos seus combatentes nas Forças de Defesa e Segurança (FDS). O alarme soou e o Governo movimentou o processo.

No topo das reivindicações da Renamo, estava uma lista de 36 guerrilheiros entregue ao Governo, para serem integrados nas FDS para, posteriormente, serem enquadrados como seguranças da liderança da perdiz e noutras unidades do exército nacional.

Nesta segunda-feira, a Renamo, através do seu Secretário-geral, garantiu que o processo registou avanços, com a chegada na capital do país, na passada sexta-feira, de um grupo dos 36 combatentes da Renamo, que, dentro de dias, serão submetidos a uma formação, para se adaptarem aos padrões das FDS.

“Este grupo vai ser integrado na polícia e, sobretudo, na unidade de protecção de altas individualidades. Este grupo irá proteger as lideranças da Renamo assim como o seu património”, explicou Magibire, em contacto com a imprensa, nesta segunda-feira.

Por outro lado, Magibire disse desconhecer para quando o arranque da segunda fase, nomeadamente, a integração dos outros combatentes da Renamo, em maior número.

“É muito difícil prever prazos em situações como estas. O nosso desejo, como Renamo, é que este processo terminasse amanhã, Mas, infelizmente, trata-se de um processo delicado e o objectivo não é que o mesmo termine com urgência, mas sim que corra bem, por isso temos que admitir a aceleração e desaceleração deste processo para garantir uma paz duradoura”, salientou.

O secretário-geral da Renamo falava aos jornalistas na cidade da Beira onde orientou uma reunião da Liga Feminina da Renamo, que tem como objectivo eleger uma nova presidente, tendo em conta que a actual assumiu a liderança do partido em Sofala. Concorreram ao cargo seis candidatas e, até ao fecho desta nota de reportagem, ainda decorria o processo de eleição.

O primeiro lote da ajuda humanitária da União Europeia para as vítimas do terrorismo em Cabo Delgado chegou, ontem, à cidade de Pemba, num avião que partiu da Itália directo para Moçambique.

O donativo, composto por bens de primeira necessidade e medicamentos, foi recebido pelo secretário de Estado da província e pelos representantes de várias organizações humanitárias.

“É um esforço coordenado entre os países da União Europeia, no caso, Portugal e Itália, para fazer chegar bens da primeira necessidade e equipamento médico às populações mais necessitadas de Cabo Delgado”, disse Carolina Lopes, em representação da União Europeia em Moçambique.

O Governo agradeceu o gesto, mas, devido ao elevado número de deslocados, deixou um apelo ao mundo para se solidarizar com as vítimas do terrorismo.

“Este apoio pode parecer muito, mas não vai suprir as necessidades actuais e futuras da população de Cabo Delgado, vítima do terrorismo, por isso apelamos a todas as organizações e outras forças vivas da sociedade para seguirem este exemplo da União Europeia”, alertou António Supeia, secretário de Estado em Cabo Delgado.

Nos próximos dias, de acordo com a União Europeia, está prevista a chegada de mais dois aviões com bens e medicamentos para os deslocados de Cabo Delgado.

Desde que iniciaram os ataques terroristas em 2017, mais de 800 mil pessoas estão deslocadas e precisam de ajuda em alimentação, vestuário, abrigo e outras formas que permitam às famílias recomeçarem a suas vidas em locais considerados seguros.

O Ministro do Interior garantiu, este sábado, na cidade da Beira, que a Junta Militar da Renamo está confinada e em defesa passiva e notificou que parte dos seus integrantes continuam a juntar-se ao processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR).

“Eu palmilhei, nos últimos dias, a estrada nacional número um aqui, em Sofala, assim como as zonas que, outrora, foram atacadas várias vezes pela dita Junta Militar da Renamo, tendo tido a oportunidade de dialogar com várias unidades especiais ali estacionadas. Constatei, com muita felicidade, que a vida já retornou à normalidade, havendo circulação de pessoas e bens. É uma prova de que as acções que estamos a realizar confinaram os elementos da chamada Junta Militar, estando, pois, numa defensiva passiva. Este sucesso conta com a colaboração da população”.

Miquidade que, nos últimos cinco dias, trabalhou em Sofala, afiançou, igualmente, que o Governo tem estado a articular, de forma contínua e pacífica, com os elementos da Junta Militar que se mostram disponíveis para aderir ao DDR.

“Estamos a ter bons resultados. É o que nós queremos. Juntar todos os moçambicanos no sentido de convivermos sem armas na mão. Eles devem juntar-se ao DDR e juntos construirmos uma paz sólida”.

O Ministro do Interior falava à imprensa depois de proceder ao lançamento da primeira pedra para a construção de uma infra-estrutura de raiz e resiliente de dois andares dos Serviços Provinciais de Identificação Civil de Sofala, que, desde independência nacional, têm funcionado em edifícios arrendados. As obras estão orçadas em cerca de 74 milhões de meticais, fundos disponibilizados pelo Governo e deverão terminar em meados do próximo ano.

Ainda este sábado, Miquidade entregou meios circulantes a diversas unidades e sub-unidades da sua corporação.

 

Decorre de 02 a 05 de Dezembro o V congresso da Organização da Mulher Moçambicana (OMM).

A informação foi avançada, hoje, durante a reunião de Oficialização do V congresso, onde estiveram reunidos membros da Comissão Política, do comité central do partido e outros membros da organização.

Segundo a presidente da organização, Isaura Nyusi, no congresso serão debatidas estratégias para vitória das próximas eleições.

“Deste encontro sairemos com orientações claras e precisas sobre os caminhos que nos conduzirão para as novas vitórias”, disse.

Para que o congresso seja produtivo, Isaura Nyusi apelou a união entre os membros da organização, durante o processo de preparação.

“Exortamos, igualmente, aos jovens em particular, para emprestarem o seu dinamismo e vitalidade para que o V congresso não seja memorável apenas pela qualidade do debate, mas também pelo seu nível de organização”, apelou.

O IV Congresso teve lugar em 2016.

O Presidente da República, e Presidente em Exercício da SADC, Filipe Nyusi, disse, esta sexta-feira, em Lusaka, capital da Zâmbia, durante as exéquias de Kenneth David Kaunda, fundador da República da Zâmbia, que a sua contribuição como estadista e o exemplo da sua vida pessoal serão sempre marcas indeléveis na história da libertação da África Austral e da África em geral.

“O povo da África Austral está de luto. A voz do pai da Zâmbia e de um dos percursores da SADC ficou em silêncio para sempre”, disse Nyusi.

Filipe Nyusi considera Kenneth Kaunda “um homem de Estado que queria acabar com a exploração dos povos pelo colonizador e por isso, trabalhou arduamente para legitimar e apoiar os movimentos de libertação dos países que estavam ainda colonizados após a independência do seu país”.

Para Nyusi, a forma como Kaunda conduziu a independência da Zâmbia inspirou outros países a lutar pela sua liberdade, citando os exemplos do Malawi, Maurícias, entre outros, que viram nele um exemplo de libertador no qual se podiam inspirar.

O Presidente da República destacou, em particular, a contribuição de Kaunda para a independência de Moçambique, tendo apontado que foi em Lusaka onde foram assinados os acordos que conduziram à proclamação da Independência de Moçambique.

“O Presidente Kaunda devotou a sua vida para a libertação da África e por isso se ofereceu como anfitrião para que Portugal e a FRELIMO assinassem os acordos que conduziram à proclamação da Independência de Moçambique e a vitória do povo moçambicano”, disse.

Para além de Filipe Nyusi, estiveram na cerimónia, que decorreu no recinto principal de feiras de Lusaka, outros oito Chefes de Estado e de Governo africanos, nomeadamente, do Quênia, Namíbia, Gana, Zimbábue, África do Sul, Botswana, Malawi e Reino do Lesoto.

De acordo com a Presidência da República, estiveram, ainda, dignitários em representação da Tanzânia, Angola, Etiópia, Nigéria, República Democrática do Congo, Reino Unido e Sérvia, bem como a mais alta representação da Comissão da União Africana, do Secretariado da Commonwealth e do Secretariado do COMESA.

Os restos mortais de Kenneth Kaunda vão a enterrar no dia 7 de Julho, no cemitério Presidencial.

Em homenagem ao Presidente Kaunda, o dia 2 de Julho, dia das cerimónias oficiais e o dia 7 de Julho, dia em que será sepultado, foram declarados tolerância de ponto naquele país.

A União Europeia diz não se opor à intervenção da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) no combate ao terrorismo em Moçambique, mas espera que haja abertura para que outras organizações internacionais ajudem na resolução do conflito em Cabo Delgado.

“O importante aqui é termos uma boa coordenação e uma boa complementaridade das diferentes intervenções. Há coisas que a União Europeia pode fazer, pois tem uma larga experiência. Não há espaço para conflitos, porque todas as acções são dirigidas para o mesmo objectivo, que é combater esta situação do terrorismo e ajudar as pessoas que estão a sofrer as consequências”, esclareceu Antonio Gaspar, embaixador da União Europeia em Moçambique.

Segundo o representante, além do apoio directo na luta contra o terrorismo, a União Europeia continua disponível para ajudar Moçambique na área de ajuda humanitária aos deslocados que vivem em condições consideradas desumanas.

“A pedido do Presidente da República, a União Europeia vai trabalhar na capacitação, na formação e na disponibilização de equipamento não letal às Forças de Defesa e Segurança de Moçambique. Para dizer que a missão da União Europeia não vai ser desfeita em Cabo Delgado. Ela vai trabalhar nos locais de treino das Forças de Defesa moçambicanas, mas também vamos continuar a dar apoio às pessoas afectadas”, disse Gaspar para depois anunciar mais acções de ajuda de países europeus.

“Está prevista a chegada, dentro de dias, de dois aviões com ajuda humanitária, com donativos de Portugal e Itália”, esperançou.

O Embaixador da União Europeia em Moçambique esteve de visita a Cabo Delgado para avaliar o apoio direccionado pela organização às vítimas do terrorismo.

Depois de ter visitado o terreno, o dirigente disse ter saído da província com uma visão realista da situação, sendo que agora será mais fácil arranjar soluções para mitigar os efeitos dos problemas vividos pelos deslocados.

Carlos Agostinho do Rosário entende que Moçambique tem um vasto potencial na área agrícola, entretanto, aponta o reforço de reformas e políticas como solução para que o país produza mais e evite perdas. O governante falava, hoje, durante um encontro virtual sobre sistemas alimentares.

As mudanças climáticas constituem um desafio permanente para a produção de comida em países do terceiro mundo, como Moçambique. Com maior parte da sua população dependente da agricultura de subsistência, o país tem vindo a enfrentar vários desafios que contribuem para que haja baixa produção e produtividade.

Caraterizada por fraco uso de insumos melhorados e elevadas perdas pós-colheita, Moçambique continua a registar focos de insegurança alimentar e nutricional, situação reconhecida pelo Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que defende a necessidade de mais investimentos em políticas que concorram para um sistema alimentar sustentável, resiliente, equilibrado e equitativo.

“Com vista a se ultrapassar estes desafios e outros que inibem o desenvolvimento dos sistemas alimentares, temos que reforçar a implementação de reformas e políticas para o aumento de produção e produtividade, da capacidade de processamento, da inclusão e facilidade no acesso ao financiamento, da melhoria das vias para assegurar a eficiência nas trocas comerciais e na protecção dos ecossistemas”, defendeu o governante.

Do Rosário reafirmou a necessidade de acções conjuntas entre os vários intervenientes do sector para acelerar a transformação dos processos de produção, colheita, processamento e desperdício, para o alcance dos objectivos de desenvolvimento sustentável e de “fome zero”, até 2030.

“É nossa convicção que o sucesso da transformação dos sistemas alimentares requere envolvimento, coordenação e interligação entre os diferentes actores estatais e não estatais, a nível interno e internacional”, disse.

Carlos Agostinho do Rosário falava, ontem durante uma reunião preparatória virtual que foi encabeçada pelo Presidente da República do Malawi, Lázaro Chakwera, que contou com a participação dos chefes de Estado e de Governo do Zimbabwe, Ruanda, Gana, Namíbia e Congo.

A reunião virtual designada Diálogo pré-Cimeira sobre Sistemas Alimentares, vai culminar com a participação de Moçambique na cimeira global de sistemas alimentares, a ter lugar em Outubro deste ano, em Nova Iorque.

O analista político, Simão Nhambe, defendeu, na manhã desta quinta-feira, que o reino de eSwatini precisa de uma reforma política profunda, que vai permitir que sejam os cidadãos a decidirem em quem votar e que tenham direito de ser votados.

Simão Nhambe diz que já é tempo de os cidadãos daquele país vizinho conhecerem outras formas políticas, diferentes das que vivem, porque, nos últimos anos, tendem a piorar.

“O rei Mswati tem de saber que o tempo do seu bisavô já passou. É preciso que se inicie uma nova era, em que o rei é apenas uma figura simbólica, como acontece no Reino Unido, e que se possa permitir que cada cidadão goze do direito de votar e ser votado”.

O especialista advoga que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) devia intervir ainda cedo para a solução da situação conflituosa que se vive naquele país e que esteja ao lado do povo que, como se vê, exige mudanças.

“Externamente, a SADC devia já se posicionar e encorajar estas reformas, pois são uma exigência do povo. Entretanto, como sabemos, a SADC não reage enquanto não houver uma crise, por isso pode esperar-se muito pouco deste órgão”.

Simão Nhambe defende, ainda, que devia ser aproveitado o respeito e a consideração que o povo nutre pelo Rei Mswati, para se iniciarem conversações que possam acomodar o anseio do povo.

O especialista vê na reforma política um caminho para reduzir a pobreza e os índices de desigualdades sociais que assolam aquele país vizinho.

“O povo eSwati adora o seu rei, porém reconhece que é momento de reformas. Então, é preciso que se aproveite esse afecto, para que haja diálogo entre os promotores das manifestações, o rei e seu elenco, de forma a dar oportunidade ao povo de escolher o seu dirigente e, com isso, ter a possibilidade de exigir, caso não se cumpram as promessas”.

A separação voluntária do poder no reino, segundo Nhambe, devia ter acompanhado a democratização das políticas dos vários países da região Austral, como a África do Sul e Moçambique, para evitar o que se vive hoje.

A violência nas principais cidades parece estar controlada durante o dia, porém, à noite, os manifestantes fazem-se à rua, em total violação do recolher obrigatório.

Refira-se que o rei Swati III está no poder desde 1986, tendo, recentemente, declarado a proibição de manifestação no país, o que agudizou a insatisfação dos populares, que culminou em escaramuças.

O Presidente da República inaugurou, hoje, na localidade de Chissassa, sede do distrito de Macate, na província de Manica, um sistema de fornecimento de energia eléctrica.

Assim, com as 250 novas ligações a serem efectuadas no distrito, o país passa a contar com 115 mil beneficiários de energia da rede nacional, desde que se eliminou a taxa de ligação.

O corte de fita pelo Presidente da República marcou a chegada da rede nacional de energia eléctrica a Chissassa, nova sede do distrito de Macate, que tem um potencial agrícola e é considerado o celeiro da província de Manica.

Para Filipe Nyusi a energia eléctrica, no recém-criado distrito de Macate, irá impulsionar o desenvolvimento daquele ponto do país.

O Presidente da República quer que o sistema de abastecimento de energia eléctrica beneficie a todos moradores da região, daí que chamou atenção aos funcionários da Eletricidade de Moçambique a não se envolverem em esquemas de corrupção, alegadamente para facilitar as ligações.

Para os residentes de Chissassa a chegada de energia eléctrica, representa a concretização de um sonho.

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