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Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo Foi com palavras simples e profundamente humanas que o Presidente da República, Daniel Chapo, explicou nesta sexta-feira(16.10.26), em Gorongosa, o que significa para uma família a chegada da água potável. Ao inaugurar o sistema de abastecimento de

O Presidente da República, Filipe Nyusi, falou hoje telefonicamente com o Secretário de Estado dos Estados Unidos de América (EUA), Antony J. Blinken, segundo comunicou o Departamento do Estado norte-americano.

Na conversa, foi reafirmada a força e importância das relações EUA-Moçambique e o compromisso conjunto de combater o Estado Islâmico.

Segundo um comunicado de imprensa da Presidência da República, o Secretário de Estado norte-americano destacou o apoio dos EUA aos esforços de Moçambique na luta contra a COVID-19 e o desejo de maior colaboração na promoção do desenvolvimento económico e boa governação.

O Presidente da República, filipe Nyusi, dirige amanhã, na Escola Prática Penitenciária de Ihembe, no distrito de Moamba, província de Maputo, a cerimónia de encerramento do XVII curso da Guarda Penitenciária.

De acordo com uma nota da Presidência a República, “os finalistas saem com preparação específica para exercer atribuições gerais de um guarda penitenciário, com destaque para a contenção de reclusos, domínios de massas, direitos humanos, assim como ética e moral profissionais”.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu, esta quarta-feira, em audiência, a embaixadora do Reino da Noruega em Moçambique, para a apresentação de cumprimento de despedida.

Dois anos depois como embaixadora da Noruega em Moçambique, Marit Wiig despediu-se do Presidente da República hoje, tendo tido a oportunidade de passar em revista os avanços alcançados durante o seu trabalho que iniciou em 2019.

Marit Wiig afirmou que deixa o país com o sentimento de dever cumprido e que tem a certeza de que o próximo titular da pasta dará continuidade aos vários assuntos que fazem parte da cooperação entre Moçambique e o seu país.

“Deixo o país com pesar, mas fico feliz, porque a cooperação entre os nossos países vai continuar. Nos dois anos em que estive a trabalhar, vários avanços foram alcançados, para além da fortalecimento das nossas relações”, referiu Marit Wiig.

Sobre o avanço da cooperação, Marit Wiig reafirmou a entrega do seu país no desenvolvimento de Moçambique, em várias áreas, principalmente no que concerne à luta contra a pandemia da COVID-19, na criação de condições para obtenção de vacinas e diversos materiais de prevenção.

“O sector no qual a Noruega é mais activo em Moçambique é a energia. Trabalhamos bastante no programa Energia para Todos, como parceiro estratégico, bem como na criação de postos de emprego, na agricultura e outras áreas”, concluiu.

A cooperação entre Moçambique e Noruega dura há mais de quatro décadas, com maior enfoque nas áreas de energia limpa e à base de gás, bem como na área de exploração de petróleo.

O investigador de relações internacionais, João de Barros, defende que um possível recuo da justiça sul-africana em relação à detenção de Zuma seria o fracasso do Estado sul-africano. O académico avança ainda que as sucessivas crises na África do Sul poderão ter efeitos negativos em Moçambique.

Em entrevista exclusiva ao “O País”, o Director do Centro dos Estudos Estratégicos Internacionais da Universidade Joaquim Chissano disse acreditar que mais do que contestar a detenção de Zuma, os manifestantes estão nas ruas para reclamar exclusão na distribuição da riqueza naquele país.

“O que está a acontecer na África do Sul é complexo. Ao que estamos a assistir são pilhagens, roubos, assaltos e destruições, o que nos mostra que um crescimento considerável que não se reflecte nas pessoas tem o condão de fracassar. E a África do Sul é um país que cresceu bastante, mas desenvolveu muito pouco particularmente nas comunidades negras. Esse estrato social procura, a todo custo, um escape para exteriorizar o que vai no seu coração”, defendeu.

Para o académico, as questões tribais ainda continuam presentes na vida dos sul-africanos e têm grande influência na vida política do país. João de Barros defendeu, por isso, a aposta na educação e em políticas para acabar com o ciclo de violência.

“Como disse o Presidente Chissano, quando há episódios de xenofobia, o Governo sul-africano deve educar a sua população. É sua obrigação fazer reformas para que o estado de direito se sobreponha às lideranças tradicionais, porque ao que estamos a assistir é que desde o fim do apartheid, até hoje, essas lideranças têm um grande peso nas decisões daquele país”.

Com as sucessivas crises na vizinha África do Sul, o investigador avançou que Moçambique pode sofrer impactos severos nos próximos tempos. Por isso, o país deve reinventar-se para acabar com a dependência em relação àquele país.

“Não devemos pensar que os nossos amigos de hoje serão os nossos amigos amanhã. Da mesma forma que a geração de 25 de Setembro está a passar, a geração de Thabo Mbeki e outros líderes que governaram a África do Sul estão a passar. Temos que procurar reinventar-nos e não pensar numa África do Sul sempre dominada pelo ANC. Os laços históricos são importantes, mas eles mudam, sofrem transformações e, quando o testemunho não é bem passado às novas gerações, isso pode criar problemas”, explicou.

João de Barros disse, ainda, que um possível recuo da justiça seria catastrófico para o Estado sul-africano.

“Espero que não haja recuo da justiça sul-africana. Isso seria o fracasso total do Estado sul-africano. Seria o nascer de uma bola de neve e que poderia reflectir-se pelo mundo fora. Quero acreditar que não haverá mudança na decisão, o que pode acontecer é que haja negociações para reduzir os meses de prisão, mas não necessariamente a saída dele da prisão”, concluiu o académico.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou Isac Mamudo Massamby para o cargo de embaixador extraordinário e plenipotenciário da República de Moçambique junto ao Estado de Qatar.

A indicação decorre à luz a alínea c) do artigo 161 da Constituição da República.

O Presidente da República reiterou ontem que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) abriu espaço para que o país recebesse apoios bilaterais no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, considerando que o país é soberano.

“Nós somos um país soberano e a SADC respeita isso”, declarou Filipe Nyusi, falando durante uma visita a unidades militares posicionadas na província de Sofala.

No seu discurso, Nyusi esclareceu que a SADC aceitou que Moçambique trabalhasse de forma bilateral nos esforços para travar o terrorismo em Cabo Delgado na mesma cimeira em que foi aprovada a intervenção daquela organização regional.

“Vamos trabalhar com os nossos irmãos do Ruanda e a SADC também está a chegar”, afirmou o PR, frisando, no entanto, que quem vai liderar o combate contra os grupos rebeldes em Cabo Delgado são os moçambicanos, que bem conhecem o terreno.

Entretanto, a chegada, primeiro, de tropas ruandesas foi criticada pela ministra da Defesa da África do Sul, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, que disse, no sábado, “lamentar” que “aconteça antes de a SADC ter destacado a sua força”.

O presidente da Renamo classificou ontem a entrada de militares ruandeses no país como ilegal, considerando que o parlamento e os países da região deviam ter sido avisados.

“Os militares ruandeses estão no país de forma ilegal na medida em que a Assembleia da República não teve conhecimento e os próprios países que fazem parte da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) foram apanhados de surpresa”, declarou à imprensa Ossufo Momade, no final de uma visita a Cabo Delgado.

Para o líder do principal partido de oposição , o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, violou a Constituição por não ter colocado o assunto em debate no parlamento.

“O Presidente deve respeitar a constituição e levar este assunto à Assembleia da República”, declarou Momade, frisando que a SADC também foi apanhada de surpresa.

“O que nós pensávamos que iria acontecer era que a SADC viria com a sua força a partir do dia 15, mas ficarmos surpreendidos quando percebemos que primeiro chegou a força ruandesa, o que preocupa aos moçambicanos”, concluiu o presidente da Renamo.

A visita do líder da Renamo a província de Cabo Delgado teve a duração de quase uma semana, e tinha como principal objectivo, preparar quadros do partido para as próximas eleições.

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) aprovaram, hoje, a criação da Missão de Formação Militar da União Europeia em Moçambique (EUTM Moçambique), com o objectivo de formar e apoiar as Forças Armadas de Moçambique, na protecção da população civil e no restabelecimento da segurança e protecção na província de Cabo Delgado.

De acordo com um comunicado de imprensa recebido na nossa redacção, “a decisão do Conselho Europeu é a resposta da União Europeia ao pedido das autoridades moçambicanas de um reforço da UE nas áreas da paz e segurança”.

Segundo a nota, o mandato da missão será de dois anos, período durante o qual irá, como objectivo estratégico, apoiar a capacitação das unidades das forças armadas moçambicanas que farão parte de uma futura Força de Reacção Rápida. Em particular, a missão vai assegurar treinamento militar, incluindo preparação operacional, treinamento especializado em contra-terrorismo, treinamento e educação sobre a protecção de civis; o cumprimento do Direito Internacional Humanitário e os direitos humanos.

“O Comandante do EUTM Moçambique será o Director de Planeamento e Condução Militar (MPCC), o Vice-Almirante Hervé Bléjean. O Brigadeiro-General português Nuno Lemos Pires, com mais de 38 anos de experiência em posições de comando, incluindo muitas em missões internacionais, irá liderar a missão no terreno como Comandante da força”, indica o comunicado.

A nota recorda que “a situação de segurança e humanitária na província de Cabo Delgado se tem deteriorado continuamente desde 2017. A escalada de violência levou ao deslocamento interno de mais de 700.000 pessoas. Estima-se que pelo menos 1,3 milhão de pessoas em Cabo Delgado e nas províncias de Niassa e Nampula necessitem de assistência humanitária imediata e protecção”.

“A nova missão da PCSD será uma das ferramentas da abordagem integrada da UE à crise em Cabo Delgado, incluindo o apoio à construção da paz, prevenção de conflitos e apoio ao diálogo, assistência humanitária e cooperação para o desenvolvimento, e a promoção da Agenda da Mulher, Paz e Segurança”, concluiu.

A propósito do aniversário da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), Joaquim Chissano sugeriu estudos para a criação de um fundo da CPLP, que se pode dirigir ao combate à pobreza, ainda presente de diferentes formas em todos os países membros. A informação é avançada pelo Notícias ao Minuto, que cita uma entrevista à Lusa.

” A CPLP ainda não é conhecida pelas populações, não se sente a sua presença e os povos têm de aparecer como participantes em alguma coisa. A CPLP tem de ser mesmo uma comunidade, não só para intelectuais, elites, diplomatas, mas uma comunidade para os povos”, sublinhou Chissano.

Joaquim Chissano reconhece que não tem fórmulas e que essa tarefa requer estudo, mas sublinha que, “é preciso ver quais podem ser os programas da CPLP a levá-los para o terreno, encontrar uma forma de a organização se tornar mais visível, mais sentida pelas populações, algo de que elas se sintam parte”.

E o antigo chefe de Estado diz que há temas que podem ser agarrados como oportunidades pela CPLP, tais como o combate à pandemia da COVID-19 usando a língua como plataforma para iniciativas comuns, ou a reposta ao terrorismo em Cabo Delgado, norte de Moçambique, como mobilização da opinião pública internacional.

Chissano mostra-se confiante em relação à capacidade das novas gerações em dar continuidade ao projecto da CPLP.

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