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Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo Foi com palavras simples e profundamente humanas que o Presidente da República, Daniel Chapo, explicou nesta sexta-feira(16.10.26), em Gorongosa, o que significa para uma família a chegada da água potável. Ao inaugurar o sistema de abastecimento de

O intercâmbio económico e a mobilidade dos cidadãos na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ainda são insatisfatórios, considera o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano. O ex-estadista defende, ainda, que a comunidade foi criada com o propósito de apoiar e potenciar os projectos dos estados-membros.

O antigo estadista moçambicano entende que os 25 anos da CPLP foram de muitas realizações, contudo defende a necessidade de se melhorarem alguns aspectos, destacando a questão da mobilidade dos cidadãos.

“Em 1996, fizemos o lançamento de um pensamento e de ideais, foram surgindo realizações e debates e houve progressos, mas é preciso trabalhar-se mais, pois falta a liberdade de movimento. Fico sem saber porquê até hoje estamos a falar desta questão; penso que levamos muito tempo e este foi um dos primeiros assuntos a ser posto à mesa”, explicou Chissano.

O antigo dirigente avançou, ainda, que “para chamarmos de comunidade, é preciso que haja esse símbolo de comunidade que pressupõe liberdade de movimento. É preciso avançarmos com isto com cautela, fazendo um estudo profundo”.

A cooperação económica no espaço lusófono é outro aspecto que o antigo estadista considera insatisfatório.

Para Joaquim Chissano, os países deste bloco precisam estabelecer intercâmbio entre si. “É preciso empoderar os países e alavancar o seu potencial empresarial. Os empresários devem melhorar as suas capacidades para poderem fazer uso das riquezas que existem na região e encontrar formas de estabelecer uma cadeia de valores que os une a outros países desenvolvidos”.

Uma das alternativas de solução, defendidas pelo antigo Presidente da República para os projectos conjuntos dos países da lusofonia, é a criação de um fundo comum da CPLP, para potenciar a cooperação entre os países da organização.

“Eu creio que vale a pena se debater para se encontrar uma forma de criar e definir um fundo comum da CPLP para potenciar a cooperação entre os países-membros”, frisou Chissano, explicando que “a cooperação não pode ser ajuda de um lado para outro; é preciso que a força empresarial existente em cada país seja desenvolvida e, para isso, é necessário esse fundo”.

Joaquim Chissano postula, ainda, que os países devem promover a paz e a solidariedade na região.

O antigo Secretário-Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Domingos Simões Pereira, considera que se deve ter a coragem de identificar os países que colocam entraves no projecto de livre circulação de pessoas ao nível dos estados membros. Para o político guineense, actual Presidente do PAIGC, a tão aguardada mobilidade depende de vontade política e de determinação.

A Cidade de Luanda, capital angolana, recebe a 13ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Nesta edição, sob fortes medidas de biossegurança por causa da pandemia da COVID-19. Convidado a falar sobre esse evento, no programa Noite informativa, da Stv Notícias, o antigo Secretário-Executivo da CPLP foi concreto ao defender que a organização com 25 anos de existência será o que os estados membros quiserem que seja.

Durante o programa emitido esta sexta-feira à noite, Domingos Simões Pereira referiu-se à implementação do tão aguardado projecto de livre circulação de pessoas e bens. Lembrando que se trata de uma iniciativa que norteou os fundadores da CPLP desde o princípio, no entanto, reforçou que tarda ter resultados concretos. Por isso mesmo, o político guineense afirmou: “Temos de ter a coragem de identificar, caso a caso, os países que colocam mais entraves [na questão livre circulação de pessoas e bens] e as razões de colocarem tais entraves. Quando nos dizem que é porque pertencem a espaços sub-regionais, essa é uma desculpa que não pega porque, quando aderiram ao espaço comunitário da CPLP sabiam que teriam um conjunto de obrigações regionais”.

No entendimento de Domingos Simões Pereira, a mobilidade no espaço da CPLP só pode favorecer aos estados membros, até porque se tratam de países que estão localizados em quatro continentes África, Ásia, Europa e América). Mesmo visualizando vantagens sobre aspectos de orde, sociopolítica, económica e cultural, o Presidente do PAIGC lamentou o adiamento de um projecto que pode contribuir para o desenvolvimento da comunidade. Segundo entende Domingos Simões Pereira, essa livre circulação tarda por falta de vontade política e de determinação. Se houvesse essa vontade política e determinação, o secretariado-executivo da CPLP teria dos chefes do Estado competências para superar dificuldades.

Para Domingos Simões Pereira, a CPLP deve funcionar como um factor de desenvolvimento e não como uma agenda política a cumprir. O que o político tem constatado é que em cimeiras da organização há muitos acordos assinados que não passam de fotografia. Ainda assim, o político afirmou que a presidência de Angola será um sucesso. “Eu acredito que Angola irá mobilizar todas as valências nacionais e internacionais para facultar uma maior possibilidade de realização de expectativas da comunidade”.

Além de livre circulação e economia, outro tema da Cimeira da CPLP de Luanda é a Guine-Equatorial. Simões Pereira disse que não é normal que, passados quatro anos, volte-se a falar da pena de morte ainda em vigor naquele país.

Domingos Simões Pereira foi Primeiro-Ministro guineense e, actualmente, exerce a função de Presidente do Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

A Renamo apoia as medidas recém-anunciadas pelo Presidente República para evitar a propagação da COVID-19. O líder do partido, Ossufo Momade, diz que não poderia estar contra as mesmas decisões porque visam salvar vidas, e apela para a celeridade na aquisição de vacinas para abranger toda a população.

O maior partido da oposição no país diz que as medidas de prevenção da COVID 19, anunciadas na última quinta-feira pelo Chefe de Estado, visam controlar a rápida propagação da pandemia no país.

As declarações de Ossufo Momade, foram feitas na cidade de Lichinga, capital da província do Niassa, onde está em visita de trabalho.

Num outro desenvolvimento, o líder da Renamo falou do desaparecimento físico do general na reserva, Mateus Ngonhamo, um quadro sénior da Renamo, que perdeu a vida vítima de doença. Para Ossufo Momade, o malogrado deixou um vazio para o partido e para o país.

Segundo a agenda do partido, depois de Lichinga, Ossufo Momade vai escalar Cuamba, onde termina a sua visita à província do Niassa.

O Presidente da SADC está preocupado com a violência na África do Sul que está a causar mortes e destruição de propriedades. Filipe Nyusi diz que os ataques podem afectar a economia da região cuja previsão de crescimento é de dois por cento em 2021 e 3,2 por cento em 2022.

Através de um comunicado datado de 15 de Julho de 2021, o Presidente da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, Filipe Nyusi, começa por expressar sua preocupação com a situação que se vive na vizinha África do Sul que já causou muito luto nas famílias e destruição de propriedades.

“A SADC apresenta as suas condolências às famílias das vítimas da violência; e muitas outras cujos meios de subsistência foram destruídos como resultado da pilhagem de infra-estruturas públicas. Os protestos violentos constituem não apenas uma ameaça, à vida humana, mas também geram instabilidade, asfixiam o crescimento económico, amplificam os riscos e impedem o tão necessário retorno do investimento. Portanto, a SADC condena veementemente estes ataques a propriedades, negócios e pessoas”, escreve.

São ataques que, segundo lê-se no comunicado do Presidente da SADC, caso não sejam controlados, podem ter impactos negativos nos restantes países da bloco.

“Dada a posição estratégica da África do Sul na economia regional, se a actual a agitação não for controlada, a mesma terá um impacto negativo na cadeia de abastecimento de bens essenciais da região, abrandará as principais rotas comerciais, reduzirá as oportunidades de emprego e ameaçará as infra-estruturas vitais, não só da África do Sul, mas também da região da SADC, no seu todo”, disse Nyusi.

O Chefe de Estado moçambicano acrescenta, ainda que “a SADC observa que se a violência persistir, a recuperação projectada para a região e o crescimento previsto em 2 por cento, em 2021 e 3,2% em 2022, pode não ser alcançável. Estes danos irão, sem dúvida, aumentar, o que irá constituir um grande revés para os esforços da região de reconstruir as economias após a pandemia do Coronavírus”.

Para ultrapassar esta situação, a SADC insta as lideranças e os cidadãos a primarem pelo diálogo construtivo com vista a resolver a crise actual. A comunidade reafirma ainda a sua solidariedade e o seu apoio ao povo assim como ao Governo da África do Sul nos seus esforços contínuos para restaurar o Estado de Direito, a paz e a estabilidade.

O actual secretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), José Domingos, e o chefe da bancada do partido na Assembleia da República (AR), Lutero Simango, dizem que têm sido contactados pelos membros do seu partido para concorreram ao cargo de presidente do “galo”, mas não confirmaram se aceitam ou não o desafio.

Desde a realização do Conselho Nacional do MDM, que tinha em vista definir as datas para a realização do congresso extraordinário deste partido para eleição do novo presidente, que deverá substituir Daviz Simango, no meio deste partido, têm sido apontados dois potenciais candidatos, nomeadamente José Domingos, actual SG, e Lutero Simango, chefe da bancada do MDM na AR, que, por sinal, é irmão do falecido presidente. Os dois potenciais candidatos, que são deputados na AR, confirmaram que têm sido pressionados pelos seus membros.

“De facto, tenho sido contactado há várias semanas pelos membros, tanto em Sofala, assim como de outras províncias, no sentido de concorrer ao cargo do presidente do partido. É um grupo muito forte. Eu preciso de analisar com muita cautela esta pressão, pois gerir um partido como o MDM não é tarefa fácil. Sou SG há já algum tempo e tenho noção do que estou a falar e qual será a minha responsabilidade, por isso tenho pedido calma aos que querem suportar a minha candidatura. Precisamos de avaliar se o apoio é nacional. Para além disso, eu tenho família e ser presidente do “galo” significa relegar a família para o segundo plano. Todos estes aspectos devem ser conjugados de modo a poder servir fielmente o MDM. Em tempo oportuno, partilharei a minha decisão”, garantiu José Domingos.

Por seu turno, Lutero Simango garantiu, igualmente, que muitos membros do seu partido o têm solicitado para concorrer ao cargo de presidente do MDM.

“Eu e eles estamos a equacionar vários factores e acredito que, quando forem criadas todas as condições, teremos uma resposta definitiva, ou seja, não gostaria de que a minha candidatura fosse nominal, ou suportada por um grupinho de membros. Deve ser uma candidatura de base. Uma candidatura suportada a nível nacional pelos militantes do partido, porque sempre foi o meu lema de que sozinho não chego à parte nenhuma, sem as bases do partido. Portanto, se a minha candidatura deve avançar, avançará só e somente com o apoio das bases do partido”, explicou Simango.

O “O País” soube que, até esta quinta-feira, não tinha sido ainda submetida nenhuma candidatura. Refira-se que 30 de Setembro é a data limite para a submissão de candidaturas e que o congresso está agendado para a primeira semana de Dezembro próximo na cidade da Beira.

O Presidente da República quer respeito e dignidade no tratamento do recluso. No encerramento do 17º Curso de Formação de Guardas Prisionais, Filipe Nyusi exigiu dos agentes penitenciários um comportamento que não dê espaço para questionamentos, tal como aconteceu no “Caso Ndlavela”.

É no Centro de Formação Básica dos guardas penitenciários de Lhembe, situado no distrito da Moamba, província de Maputo, onde, nesta quarta-feira, se realizou a cerimónia de fim do curso dos novos agentes.

Após meses de formação, os 1.028 guardas prisionais que resultam do 17º curso serão distribuídos por cerca de 140 estabelecimentos penitenciários existentes ao longo do país.

A graduação foi dirigida pelo Presidente da República na sua qualidade de Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança. Filipe Nyusi exigiu comportamento exemplar, criticando o episódio de abusos sexuais de reclusas em Ndlavela. “Não queremos que haja espaço para especulações sobre o comportamento do nosso guarda, como é o caso do Estabelecimento Penitenciário Especial para as Mulheres desta província. Verdade ou não, mas não deve haver nenhum espaço para questionamentos.”

Filipe Nyusi sabe da existência de corrupção no sistema prisional, pelo que deixou um alerta aos novos agentes. “Na vossa missão, devem pautar sempre pela honestidade, evitem ser corruptos, corruptores e nunca aceitem ser corrompidos. É melhor me encararem, não olhem para baixo, olhem para mim. Não permitam que sejam corrompidos, vão ganhar pouco, sim, mas é o que o país consegue dar neste momento, mas não procurem ganhar de outra forma, caso não, trocam o espaço com o recluso.”

Face ao desafio do terrorismo em Cabo Delgado, estes 1.028 homens e mulheres devem estar em prontidão, pois, se a situação evoluir, podem ser solicitados. “Saibam, estamos a enfrentar uma agressão do extremismo violento do terrorismo e as suas consequências atingem todos, por isso apelamos para a vossa permanente preparação e prontidão. As missões podem alterar, vocês podem ser incumbidas a missões diferentes destas ou para aliviar ou para reforçar o caudal do combate ao terrorismo”.

Em mensagem, os novos guardas penitenciários garantiram estar prontos para servir na garantia da ordem, bem como na reabilitação e reinserção do recluso.

Morreu, na madrugada de hoje, vítima de doença, o Tenente-General da Renamo, Mateus Ngonhamo. Depois de ter assumido várias missões no seu partido, foi indigitado Vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Moçambique, no âmbito da implementação do Acordo Geral de Paz de Roma.

Mateus Ngonhamo ingressou nas fileiras da Renamo em 1979, tendo ocupado várias funções, entre as quais a de Chefe de Inteligência Militar do então movimento. Depois do fim da guerra, no âmbito da implementação do Acordo Geral de Paz de Roma, foi integrado no Exército unificado como Vice-chefe de Estado Maior General das Forças Armadas de Moçambique.

Ao lado de Lagos Lidimo, o então Chefe do Estado-Maior General liderou o exército por mais de 10 anos, tendo sido exonerado em 2008 pelo então presidente Armando Guebuza.

Em comunicado de imprensa, o Presidente da Renamo, Ossufo Momade manifestou, em nome do partido, condolências à família enlutada.

A Renamo descreve Ngonhama como uma figura que lutou para a despartidarização do exército.

“Na Renamo, desempenhou várias funções, tendo ocupado várias patentes, até chegar a de Tenente-General. Desempenhou um grande papel na formação do novo exército. Ele esteve na comissão que formou as actuais Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Graças ao seu empenho, foi-lhe confiada a tarefa de ser o Vice-chefe do Estado-Maior General, em resultado do Acordo Geral. Era uma pessoa engajada na defesa da pátria e sempre defendeu a despartidarização do nosso exército”, descreveu André Majibire.

Em 2017, na mesma cerimónia em que o Presidente da República, Filipe Nyusi, foi condecorado com a medalha Liderança Militar Grau de Ouro, Ngonhamo recebeu a medalha de liderança Militar Grau de Prata pelo seu papel na liderança do exército depois do Acordo de Paz.

Através da sua página no facebook, o Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou Mateus Ngonhamo como tendo sido “uma figura incontornável da história das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, pelo seu contributo na pacificação do país e na consolidação da instituição militar moçambicana.

Filipe Nyusi considerou ainda que a “sua memória perdurará nas actuais e futuras gerações de militares do país”.

Ainda na sua mensagem de condolências, o Chefe de Estado disse: “curvo-me em memória do malogrado, em meu nome pessoal e das Forças de Defesa e Segurança e endereço as minhas mais sentidas condolências à família enlutada e que a sua alma descanse em paz”.

 

“UMA FIGURA INCONTORNÁVEL DA HISTÓRIA DAS FDS”, FILIPE NYUSI

O Presidente da República, Filipe Nyusi, destaca Mateus Ngonhamo como “uma figura incontornável da história das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, pelo seu contributo na pacificação do país e na consolidação da instituição militar moçambicana.

Filipe Nyusi considera que a “sua memória perdurará nas actuais e futuras gerações de militares do país”,

Numa mensagem de condolências divulgada na sua página oficial da rede social Facebook, Nyusi escreve: “Curvo-me em memória do malogrado e em meu nome pessoal e das Forças de Defesa e Segurança endereço as minhas mais sentidas condolências à família enlutada e que a sua alma descanse em paz”.

O ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, diz que está tudo apostos para a recepção das tropas da SADC que vêm ao país para ajudar no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

Jaime Neto desmente informações que dão conta do adiamento da chegada das tropas regionais, devido a alegadas questões processuais por parte de Moçambique.

“Já há oficiais em Moçambique que estão a tratar da vinda dessa força de intervenção da SADC”, garante o ministro da Defesa Nacional.

Jaime Neto refere, ainda, que Moçambique está expectante para a chegada da força da SADC e explicou que, caso haja uma razão que impossibilite a chegada da intervenção militar, “já não está na nossa responsabilidade, mas nós estamos preparados”.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, profere, esta quinta-feira, pelas 20 horas, uma comunicação à Nação no contexto da Situação de Calamidade Pública.

Horas antes da comunicação, o Chefe de Estado vai dirigir uma reunião de balanço sobre a situação da COVID-19 no país, volvidos 15 dias depois da entrada em vigor do actual Decreto.

Participam no encontro membros do Governo, governadores provinciais e o presidente do Município de Maputo.

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