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O País – A verdade como notícia

Governo aprova regulamento do Banco de Desenvolvimento de Moçambique

O Conselho de Ministros reuniu-se, hoje, em Chimoio, e tomou três decisões com impacto directo na economia, no desenvolvimento local e na integração regional: a aprovação do regulamento do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), o balanço do primeiro ciclo do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) e a concessão

Académicos consideram que houve grandes avanços na democracia em Moçambique, nos últimos 30 anos. No entanto, alertam que, actualmente, o país enfrenta desafios que podem minar o seu desenvolvimento.

Na lista dos desafios, académicos fazem menção às frequentes proibições de manifestações pacíficas, perseguições, desigualdades políticas e outros que, segundo Régio Conrado, mancham a implantação de um regime político democrático.

Segundo Conrado, Moçambique é um reflexo do que se assiste, um pouco por todo o mundo, onde a implantação da democracia foi um autêntico fracasso.

“O processo de transição democrática, particularmente em África, foi uma decepção para os seus povos, pois a sua vida se degradou, a pobreza aprofundou-se, o nível de exercício das liberdades ficou profundamente vulgarizado, igualmente para o espaço cívico, os defensores dos direitos humanos ficaram em perigo, ou seja, passados todos estes anos, a democracia não se instituiu enquanto uma cultura desses países”, explicou.

Olhando para a realidade de cada país africano, Conrado diz que a cultura política que institucionaliza o diálogo como elemento fundamental para a democracia ainda está insuficientemente implantada no contexto moçambicano, apesar de reconhecer que a democracia é fruto de processo construtivo.

O também analista político avança outros desafios: “Implantação de uma política suficientemente aberta para a participação capaz de instituir o diálogo; as instituições políticas que deviam constituir elementos fundamentais para a democracia moçambicana estão fragilizados, falo da Assembleia da República, por não haver separação de poder; e a falta de qualidade das intervenções do cidadão, devido à fraca qualidade da educação”.

Apesar disso, o país registou avanços significativos: “Temos um quadro legal que, se fosse respeitado, seria útil para o aprofundamento da nossa democracia. Nos 32 anos de democracia, houve determinados avanços que permitem, mesmo com fechamento pouco persuasivo que vai acontecendo nos últimos anos, as pessoas ainda participam no espaço público, contestam, criticam”.

Sérgio Chichava, também pesquisador, reconhece os ganhos da democracia, porém diz que a situação poderia estar melhor. Para ele, o facto de sempre haver conflitos após as eleições, por se considerar injustas, muitas vezes com o partido no poder a ser acusado de deturpar o processo, mancha as três décadas da democracia moçambicana.

Chichava dá exemplo de eventos de pelo menos três anos, em que analistas políticos, membros da sociedade civil, até jornalistas eram raptados, ameaçados, até mortos, por apresentarem posições contrárias ou até que se assuma serem “perigosas” para o regime.

Segundo a fonte, estas situações tendem a reduzir, o que é positivo para a nossa democracia, porém marcaram negativamente.

“A verdade é que houve muita melhoria, senão, não estaríamos aqui a falar deste assunto, não expressaríamos a nossa opinião, não haveria tantas organizações não-governamentais, ou seja, há desafios, mas há que destacar e reconhecer os avanços”, defendeu.

A recente aprovação, pelo Governo, da proposta de lei  que regula a criação, organização e funcionamento das organizações sem fins lucrativos, é tida, pelos académicos, como uma tentativa para controlar a sua liberdade.

Os académicos falavam por ocasião da passagem do Dia Mundial da Democracia, assinalado a 15 de Setembro.

O presidente da Frelimo diz que é preciso continuar a reflectir sobre a descentralização a nível distrital, não apenas em relação às despesas financeiras. Filipe Nyusi diz que esta reflexão não é recuo do que foi decidido, mas trata-se de uma governação racional.

Uma vez mais, Filipe Nyusi volta a apelar para reflexão sobre a descentralização, num contexto em que o país vai às eleições distritais em 2024. Quer que esta reflexão seja feita de forma profunda no 12º Congresso da Frelimo, “na perspectiva de aprofundar o seu alcance e extensão territorial para o distrito e a clarificação de competências dos diferentes órgãos, tendo em conta a realidade do país, não apenas em termos de recursos disponíveis, mas também na perspectiva de construção do Estado unitário que ainda estamos a edificar”. Mas, desta vez, Filipe Nyusi fez questão de alertar que não há pretensão de recuo sobre o processo.

“Esta reflexão, ainda sem desfecho, não se entenda como recuo do que foi decidido, mas sim é governação racional do país”, afirma o também Presidente da República.

A criação de novas autarquias é outro tema que deverá ser debatido no congresso da Frelimo a decorrer a partir da próxima semana. No sector da Defesa e Segurança, Nyusi lembra que os recursos energéticos impõem novos desafios: “o reforço da capacidade de defesa nacional, face à crescente ameaça à soberania e estabilidade nacional”.

O combate ao terrorismo, a continuidade da implementação do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração dos homens da Renamo, incluindo a prevenção de futuros conflitos, são também parte dos temas que vão a debate no 12º congresso do partido no poder.

Nyusi referiu-se, igualmente, à implementação da Tabela Salarial Única, reiterando que não se vai recuar.

Sobre a liderança partidária, o presidente da Frelimo agradece aos membros do Comité Central e diz que, quando assumiu a direcção, a Frelimo estava bem e poderá entregá-la melhor.

Filipe Nyusi falava no encerramento da segunda Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo, evento que decorreu esta quinta-feira na Cidade de Maputo e que visava, entre outros pontos, desenhar a agenda do congresso que decorre entre 23 e 28 de Setembro corrente.

Preocupante! É como governantes e antigos dirigentes reagem ao alastramento do terrorismo no país. Pedem, por isso, vigilância total da sociedade e dos pais, para que os jovens não sejam enganados por terroristas.

Dias depois de o Presidente da República ter dito que os terroristas estão a recrutar jovens um pouco por todo o país, dirigentes defendem que o mal só pode ser travado com vigilância.

“Temos que estar vigilantes, o terrorismo não existe só para Cabo Delgado, este fenómeno pode aparecer em qualquer canto do país. Por isso, cada moçambicano deve estar atento ao que acontece ao seu redor para denunciar acções estranhas”, defendeu Roque Silva, uma visão que também é partilhada por Aires Ali que acrescenta que o terrorismo é fruto da cobiça existente em relação às riquezas do país.

“O país está a crescer, está a conhecer novos ritmos de desenvolvimento, tem novas perspectivas, há sinais encorajadores para a descoberta de riqueza. Há uma série de oportunidades no país e isso aguça o interesse dos nossos adversários, dos nossos inimigos. Por isso, dizemos que a vigilância é extremamente importante. Hoje estamos num novo contexto de avanço tecnológico, mas as palavras unidade, trabalho e vigilância continuam actuais. Temos que estar vigilantes para proteger a nossa riqueza, para assegurar o nosso bem-estar”, reiterou o antigo Primeiro-ministro.

O papel dos pais é também chamado para que os jovens não sejam enganados por pessoas mal-intencionadas. “Deixar os filhos sem controlo pode influenciar para que estes caiam nas mãos dos terroristas. Estes recrutamentos que estão a surgir não ajudam no processo de pacificação do país”, disse Raimundo Diomba, antigo governador da Província de Maputo, para quem os jovens acabam por cair nesse mal, porque “qualquer jovem que se encontra carente, quando aparece uma oportunidade, tende a abraçar, por isso aconselhamos aos jovens para que não aceitem ofertas sem saber de onde vêm”.

Já Verónica Macamo, ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, defendeu uma melhor planificação e diálogo com os jovens. “O terrorismo é uma acção cujo combate tem que se planificar a todo o momento. Tem que se estar atento a todo o momento e temos que nos organizar rapidamente para fazer face a esse alastramento. Temos que trabalhar com os nossos filhos, para lhes mostrar que aquele é o caminho errado”, terminou.

Os intervenientes falavam, esta quinta-feira, em Maputo, à margem da II Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo.

O líder da Renamo, Ossufo Momade, diz que o salário mínimo na Função Pública devia ser de 14 mil Meticais. O líder da Renamo afirmou que a falta de salários justos continua a contribuir para aumentar a corrupção no Estado.

O salário mínimo na Função Pública passou a ser de oito mil Meticais, com o reajuste feito pelo Governo no âmbito da Tabela Salarial Única (TSU). Entretanto, para o presidente da Renamo, o valor ainda não satisfaz o alto custo de vida.

“É uma vergonha para Moçambique, porque nem aquilo que aumentaram de três para oito é uma vergonha”, lamentou Ossufo Momade durante o comício realizado na província da Zambézia.

Momade diz que a expectativa do partido era de que pelo menos o valor fosse duplicado. “Nós pensávamos que seriam 14 mil Meticais no salário mínimo. Como é que um funcionário vai ter moral de trabalhar?”, questionou.

O líder da Renamo salienta que o Estado deve adoptar salários justos para combater a corrupção na Função Pública.

“Como é que o enfermeiro vai ter moral para tratar os nossos filhos e nós próprios? Isso é o que origina à corrupção que está em todos os órgãos do Estado.”

O presidente da segunda maior força política do país está de visita à província da Zambézia.

Moçambique vai, até ao fim de Outubro, receber mais um lote de equipamento militar não bélico da União Europeia, para reforçar o combate ao terrorismo. A informação foi avançada, quarta-feira última, pelo comandante da Missão de Treino da União Europeia.

Depois de, na semana passada, Moçambique ter recebido equipamentos militares não bélicos da União Europeia, através do chefe da Diplomacia, Josep Borrell, a organização avança que mais um lote vai chegar ao país.

A novidade vem do novo comandante da Missão do bloco europeu que treina militares moçambicanos.

“Até ao fim de Outubro deste ano, vai chegar o último equipamento das medidas urgentes”. Relativamente ao outro material, Rogério Martins de Brito diz que vai chegar ao longo dos dois anos, limite máximo para a entrega do material às Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

A Missão de Treino da União Europeia diz ainda que o pacote de apoio material é de quase 90 milhões de euros e “um hospital de campanha (hospital móvel) para poder ser projectado para a província de Cabo Delgado”.

Rogério Martins de Brito falava, quarta-feira última, depois de uma palestra sobre o papel da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa para a segurança e defesa internacional, realizada no Centro de Análise Estratégica em Maputo.

A partilha de informações entre os países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) é crucial para o combate ao terrorismo, considera o Presidente da República, que falava, esta quinta-feira, na abertura do seminário dos Ministérios Públicos e da Polícia de Investigação Criminal da SADC.

Neste encontro, Os Ministérios Públicos e Polícia de Investigação Criminal de 15 países da SADC debatem, na Cidade de Maputo, mecanismos de combate aos crimes como terrorismo e suas formas de financiamento.

O Presidente da República espera que o encontro possibilite um intercâmbio de todas as informações pertinentes para o combate à criminalidade organizada e transnacional, com destaque para o terrorismo.

“Os terroristas são recrutados, treinados, formados, equipados e financiados, muitas vezes por pessoas desconhecidas, que não estão no local onde actuam, o que significa que a circulação das informações e a elevação da capacidade de investigação são fundamentais, por se tratar de um crime global. Só assim que é possível combater, com rigor e com sucesso, o terrorismo e o extremismo violento”, disse Filipe Nyusi.

Segundo o Chefe de Estado, Moçambique tem instrumentos legais capazes de fazer face aos crimes transnacionais, com destaque para a Lei de Combate ao Financiamento ao Terrorismo e Branqueamento de Capitais e a mais recente proposta de lei que regula a criação, organização e funcionamento das organizações sem fins lucrativos de capitais.

“O terrorismo, o extremismo violento, o financiamento ao terrorismo e outros tipos de crime, fazem parte da criminalidade organizada, podendo conter alguns elementos transacionais, e as vezes exigem a realização de diligências no estrangeiro, para a responsabilização dos seus actores. Este tipo de deliberações só podem acontecer com recurso à cooperação jurídica e judiciária em matéria penal”, explicou Nyusi.

Para isso, o Presidente da República diz que é urgente que os países da SADC e outros encontrem formas e estratégias, no sector judicial que permitam a adopção de mecanismos céleres e menos desburocratizados, para que a justiça seja feita.

“É urgente que o judiciário adopte uma nova forma de se organizar e cooperar para o reforço de medidas mais arrojadas e flexíveis na prevenção e combate à criminalidade transnacional, com enfoque para o terrorismo e o extremismo violento”, defende.

Nyusi concluiu o seu discurso exigindo dos presentes muito empenho e partilha de ideias, estratégias e soluções, para que se ultrapasse a crise que se vive em Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

Por seu turno, a Procuradora-geral da República, Beatriz Buchili, defende que é preciso que os que sofrem directamente com o problema dêem o seu contributo, denunciando actos estranhos.

“O combate à criminalidade organizada e transnacional que afecta os nossos Estados só pode ser efectivado com a colaboração de todos os  extractos da sociedade e, sobretudo, com a cooperação jurídica e judiciária entre os países, através de partilha de informações, assistência mútua legal, extradição, entre outros”, defendeu Beatriz Buchili, tendo apelado para que os Estados estejam mais coesos e organizados para enfrentar o fenómeno.

Buchili disse ainda que o encontro será usado, também, para reflectir sobre a criação de redes de procuradores da República e investigadores criminais, bem como a adopção de mecanismos de cooperação informal.

“Ao longo dos nossos trabalhos, vamos assinar memorandos de entendimento com as nossas congéneres das Repúblicas do Malawi, Quénia e do eSwatini, com vista ao reforço dos mecanismos formais de cooperação que temos estado a efectuar através de acordos bilaterais e multilaterais.”

O encontro regional sobre o “Combate ao Terrorismo, Extremismo Violento e seu Financiamento”, que decorre entre esta quinta e sexta-feiras, visa à partilha de reflexões e experiências sobre a investigação criminal, boas práticas de cooperação jurídica e judiciária para o combate ao terrorismo, bem como o debate em torno da criação de um formulário electrónico para flexibilizar os pedidos de cooperação jurídica e judiciária para o combate à criminalidade organizada e transnacional na região da SADC.

O Presidente da República disse, hoje, que já há condições de segurança para que os mega-projectos retomem as suas actividades em Cabo Delgado. Segundo Filipe Nyusi, a situação está melhor do que antes do ataque de Março de 2021.

Neste momento, o Consórcio que explora gás natural liquefeito no alto mar, na Área 4, é o único que continua a operar. Os outros paralisaram. Para ser concreto, a Total invocou “Força-maior” e a ExxonMobil ainda não fez a Decisão Final de Investimentos.

A paralisação aconteceu depois do violento ataque que teve como alvo a vila de Palma, onde o rasto de destruição ficou indisfarçável. No discurso de abertura de uma cimeira de gás e energia, Filipe Nyusi recordou que “antes do ataque de Palma, havia episódios de ataques terroristas, mas as actividades de gás não tinham sido paralisadas, pararam quando houve esse ataque”.

Segundo o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, o cenário mudou muito nos últimos tempos. “As condições de segurança em Palma, onde se localizam os projectos de gás, estão a um nível superior do que a situação antes do ataque à vila de Palma.”

Tais condições fazem o Presidente entender que esta é a altura certa para que haja retoma dos projectos de exploração de hidrocarbonetos.

“Tendo com base os níveis de segurança e linha de defesa existente de Pemba a Mocímboa da Praia, consideramos pertinente que seja ponderada a possibilidade de retoma de desenvolvimento de trabalhos da construção em terra para as primeiras unidades de liquefação da Área 1 e das infra-estruturas partilhadas com a Área 4, nomeadamente, o cais de recebimento de material pesado e o cais de exportação de gás natural liquefeito”. Sobre isto, o Presidente disse que vai ter encontro com as respectivas empresas para melhores acertos.

Para o futuro, há uma garantia: “neste momento, as nossas Forças de Defesa e Segurança estabilizam a situação em todos os distritos afectados com o regresso das populações, sendo de salientar o restabelecimento de todos os órgãos de soberania, em simultâneo, com a reconstrução das infra-estruturas”.

Outra exigência do Presidente da República tem a ver com a ExxonMobil, a quem Nyusi exigiu que faça, o mais rápido possível, a Decisão Final de Investimentos.

Outra coisa que o Presidente entende ser urgente que se acelere é a pesquisa de novas áreas para a exploração comercial, para que Moçambique marque espaço no mercado internacional.

“Isto é fundamental. É verdade que o combustível, a nível internacional, está em alta e este é o momento certo e nem sempre vai estar em alta e, como se não bastasse, estamos todos a marchar para energias limpas e, se é transição, transitemos agora”, explica o Chefe de Estado.  

Ainda no mesmo discurso, o Presidente da República apelou à ENH para comprar gás, de modo a massificar ainda mais o uso doméstico desta mercadoria.

Nyusi diz que “em relação ao aumento da capacidade de produção de gás de cozinha para o mercado doméstico, no geral, já começámos este projecto e já há enchimentos em Nampula. Isso quer dizer que a zona Norte vai ter vantagens para a recepção do gás”. 

O Primeiro-ministro desafiou o Banco de Moçambique a acelerar a digitalização dos serviços financeiros e a reduzir o risco de ataques cibernéticos. O desafio foi lançado, ontem, por Adriano Maleiane no empossamento da nova administradora do Banco Central.

Maria Majimeja é a nova administradora do Banco de Moçambique. O novo membro do Conselho de Administração do banco regulador do sistema financeiro desempenhou, nos últimos 30 anos, diferentes funções dentro da instituição, e a sua experiência contribuiu para a nomeação.

O Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, lançou desafios, entre os quais, fazer o aprimoramento contínuo dos instrumentos de política monetária, tendo em conta as dinâmicas a nível nacional e internacional.

“Delineamento de estratégias para a contínua promoção da bancarização da economia e aumento dos níveis de inclusão financeira no país, por forma a promover o maior acesso dos serviços financeiros a todos os segmentos da população”, desafiou Adriano Maleiane.

Maria Majimeja é também chamada a encontrar soluções inovadoras nas instituições de crédito e financeiras, em particular o Banco de Moçambique, “o nosso Banco Central, para encontrar soluções inovadoras para a consolidação da estabilidade macro-económica e financeira, condições fundamentais para a melhoria do ambiente de negócios e, consequentemente, concorrer para o estímulo ao investimento nacional e estrangeiro”, reiterou o Primeiro-ministro.

A nova administradora do Banco Central disse estar comprometida com os desafios colocados e espera a colaboração dos restantes membros do Conselho de Administração com vista a concretizar-se os objectivos.

Maria Majimeja é a quarta mulher a integrar o Conselho de Administração do Banco de Moçambique, instituição que está sem vice-governador há nove meses.

A Frelimo elegeu, no fim-de-semana, parte dos membros do Comité Central que serão confirmados no 12º congresso que se realiza este mês. Não conseguiram eleição figuras como Eduardo Nihia, Rosário Mualeia e Agostinho Vuma.

A menos de duas semanas para a realização do 12º congresso, o partido Frelimo elegeu, em todas as províncias, os membros para o Comité Central que serão homologados naquela reunião magna a ter lugar na Matola, de 23 a 28 de Setembro corrente.

Nampula foi a província com maior número de concorrentes. Foram 38 para apenas 14 vagas. Mety Gondola, actual secretário de Estado, Manuel Rodrigues, governador provincial, e Faizal António conseguiram eleição.

Não tiveram a mesma sorte figuras como Rosário Mualeia e o general Eduardo Nihia.

Eduardo Nihia caiu no debate público recentemente, depois dos seus pronunciamentos, segundo os quais “os macuas de Nampula são falsos”, mas Eneas Comiche, chefe da brigada central de assistência à província de Nampula, disse que esse assunto nem sequer fez parte dos debates. “Nenhum delegado se referiu a isso. Portanto, como disse, é um ambiente de unidade e coesão.”

Cabo Delgado elegeu 17 membros para o Comité Central. E a província do Niassa tinha 11 vagas. Dos que conseguiram ser eleitos em Niassa, consta Mateus Kida.

Já na província da Zambézia, havia 16 vagas disponíveis. Hélder Injojo, primeiro vice-presidente da Assembleia da República, e Caifadine Manasse, porta-voz do partido, tiveram voto de confiança e seguem para o congresso mais tranquilos.

Ainda no Centro do país, na província de Sofala, foram eleitos 14 membros, com destaque para Lourenço Bulha, Stella Zeca e Abdul Razak. Não conseguiram votos suficientes em Sofala personalidades como Paulo Veríssimo.

Em Manica, foram 11 eleitos. Dos que concorriam nesta província, não conseguiram eleição Eusébio Lambo, antigo ministro dos Combatentes, e o edil de Chimoio, João Ferreira.

Na zona Sul, a província de Inhambane elegeu 12 pessoas. Daniel Chapo, governador provincial, e Ludmila Maguni, secretária de Estado, estão entre os eleitos.

Em Gaza, havia 13 vagas. Agostinho Vuma era um dos concorrentes e não teve votos suficientes. Já na província de Maputo, foram eleitos 12 membros e, na Cidade de Maputo, 10.

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