A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.
O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.
Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.
Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano.
“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.
O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.
“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.
As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.
Iniciam, esta sexta-feira, os trabalhos para a construção da ponte-cais. na Ilha de Inhaca, em Maputo. O projecto foi lançado esta quinta-feira pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala.
Os ilhéus de Inhaca anseiam pela ponte desde 2013, quando o uso foi interditado devido ao elevado estado de degradação. Segundo reclamam, é impossível entrar e sair da Ilha sem se molhar. Isso acontece porque, para chegar à terra firme ou chegar ao barco é preciso caminhar dentro da água, devido à falta de uma ponte-cais, como contou, Thembi Almina, residente da ilha.
“Agora estou molhada. Vinha levar uma encomenda que acaba de chegar do centro da Cidade de Maputo e tive que entrar na água para chegar ao barco. Daqui vou ao trabalho, vou ter que chegar e trabalhar assim… Toda molhada! Estamos a sofrer e precisamos urgente de uma ponte”, reivindicou a residente de Inhaca.
É por isso que, para minorar o sofrimento da população, esta sexta-feira, iniciam os trabalhos para a construção da ponte, que terá quatro fases, segundo Mateus Magala, ministro dos transportes e comunicações.
“A primeira etapa, refere-se aos estudos para o entendimento das águas, sua profundidade e comportamento, e vai levar uma semana. A segunda fase, que vai começar logo após a conclusão da primeira, vai debruçar sobre as características geográficas do terreno, os solos onde a ponta será implantada, a qualidade e os tipos de solos, o que vai determinar a sua resistência”, explicou Magala.
A segunda fase vai levar três meses, e, depois, passar-se-á para o desenho da ponte. Espera-se que, na verdade, vai decorrer à medida em que o estudo do solo for feito, e ainda este ano seja concluído, validado e aprovado. A construção da ponte será a quarta-fase.
O governante não avançou, entretanto, datas prováveis em que a infra-estrutura estará pronta. Disse que o importante é ter uma ponte de qualidade e resiliente, mas exigiu celeridade nos trabalhos.
“Amanhã, o presidente do Instituto de Transportes Marítimos começa a fazer os trabalhos aqui. Não queremos ouvir que uma semana não tem sete dias, mas sim 14. Uma semana tem sete dias e este é o trabalho que esperamos, e pedimos ao vereador para que seja os nossos olhos para que as coisas saiam como combinamos”, recomendou o ministro dos Transportes e Comunicações.
Eneas Comiche, o edil de Maputo, disse que a construção da ponte em Inhaca vai tornar a ilha mais próxima do continente e reduzir o elevado custo de vida.
“De certeza que será incrementado o movimento de pessoas e bens, o movimento turístico do continente para esta bela ilha que hoje integra o Parque Nacional de Maputo, elevando a qualidade de polo de atracção turística nacional e internacional de KaNyaka”, referiu.
Já o vereador, Roberto Chitsondzo, acrescentou que será um ganho para a área do turismo e na actividade pesqueira, pois os pescadores poderão com facilidade vender o marisco e também facilitar o comércio no mercado de peixe, que actualmente não tem tido muito movimento.
O Ministro da Saúde, Armindo Tiago, prometeu, ontem, no parlamento, a construção de quatro hospitais distritais. Segundo disse, a medida insere-se no quadro da iniciativa presidencial Um distrito, um hospital. Tiago destaca a importância da iniciativa dado que apenas 46 dos 154 distritos do país têm unidades sanitárias.
O segundo e último dia do Governo, no Parlamento, foi reservado às perguntas de insistência dos deputados. O Ministro da Saúde foi o único chamado a regressar ao pódio.
O debate iniciou esta quarta-feira, mas as bancadas parlamentares concluíram que ficaram questões por esclarecer. Perguntas relacionadas à localização geográfica e o número de hospitais construídos, em construção e por iniciar a construção foram colocadas pelos deputados.
Ao pedido dos deputados, esta quinta-feira, Armindo Tiago tomou o microfone e detalhou sobre a construção de hospitais no quadro da iniciativa presidencial Um Distrito, Um Hospital.
A iniciativa lançada pelo Presidente da República, em 2019, previa a construção de 90 infra-estruturas, mas, segundo o governante, dos 154 distritos do país, só 46 têm hospitais distritais.
“É por isso que, no âmbito da iniciativa presidencial Um distrito, um hospital, a visão é garantir que seja acelerado o processo da construção de unidades sanitárias do tipo distritais no país”, explicou Armindo Tiago, que acrescentou os ganhos do projecto.
“Foi concluída a construção dos hospitais distritais de Mulevala, Machaze, Jangamo e Bilene. Estão em construção os hospitais de Meconta, Mopeia, Massinga e está em requalificação o Hospital de Ulónguè. Temos a previsão, para este ano, o início da construção dos hospitais de Larde, Chitima, Marara e Inhassoro”, disse.
Sobre o Hospital Psiquiátrico de Infulene, em Maputo, o único desta especialidade no país, o ministro disse que está em reabilitação. Por outro lado, insistiu, sem avançar datas, que os hospitais provinciais terão máquinas de Tomografia Computadorizada, ou seja, máquinas que recolhem informação detalhada sobre inúmeras partes do corpo humano, incluindo pulmões, ossos, coração e vasos sanguíneos, auxiliando, assim, no disgnóstico de várias doenças.
“O Plano Quinquenal do Governo indica que o Governo deve colocar TAC apenas no Hospital Provincial de Tete, mas o que estamos a dizer é que o Governo vai colocar TAC em todos os Hospitais Distritais”, prometeu, sem dar prazos.
A fechar a presença do Executivo na Casa do Povo, o Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, reconheceu que deputados mostraram interesse em buscar soluções para melhoria das condições de vida dos moçambicanos.
O Primeiro-Ministro apelou, por outro lado, a não politização do recenseamento eleitoral.
“No recenseamento, em princípio, não pode haver questões de politização. É um acto muito importante e temos que estimular a todos a se recensear e, depois, vamos para fase seguinte”, disse.
Adriano Maleiane terminou referindo que o sucesso no combate à criminalidade depende da colaboração dos cidadãos.
Donald Trump foi condenado, esta terça-feira, por abusos sexuais e difamação. O júri do tribunal de Nova Iorque determinou que o antigo Presidente-norte-americano vai ter que pagar uma indeminização de mais de 300 milhões de meticais à uma escritora e jornalista, que se disse ofendida.
Foram só precisas três horas para que o júri de Nova Iorque chegasse a um veredito, por unanimidade.
Donald Trump foi absolvido das suspeitas de violação, mas condenado por abusos sexuais e por difamação à uma escritora e jornalista, num caso que remonta à década de 90. O júri decidiu que Trump deve pagar uma indeminização de cerca de 5 milhões de dólares, o equivalente a mais de 300 milhões de meticais, escreve a RTP Notícias.
O ex-Presidente foi acusado de violação da escritora e jornalista durante um encontro casual, em Nova Iorque. A jornalista escreveu depois um livro de memórias, em 2019, no qual conta a história.
Donald Trump já respondeu e diz que o veredito é uma caça às bruxas. Trump acusou, por outro lado, a vítima de ter inventado o caso para aumentar as vendas do livro. Por isso, para além de abusos sexuais, foi condenado por difamação.
Trump nunca compareceu em tribunal, os seus depoimentos foram sempre prestados à distância.
O antigo Presidente é também arguido num caso de financiamento ilegal, que envolve uma actriz pornográfica. Espera julgamento e foi proibido pelo juiz de divulgar provas nas redes socias.
A fome e morte são realidades cada vez mais presentes no Sudão. De acordo com informações avançadas à Antena 1 pelo Programa Alimentar Mundial, o problema da fome atinge cerca de dois milhões e meio de pessoas.
A porta-voz do Programa Alimentar Mundial no Sudão, Leni Kinzli, citada pela RTP, informou que 40 por cento da população não consegue ter uma refeição por dia.
Segundo Leni Kinzli, a fome é um problema antigo no país, mas o conflito armado veio agravar ainda mais a crise alimentar.
A capital sudanesa, Cartum, continua a ser palco de violência entre as forças militares e paramilitares.
Mais de 600 pessoas já morrera e cerca de cinco mil ficaram feridas desde o início dos combates no país.
O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) querem melhorias na gestão dos recursos canalizados ao Orçamento do Estado moçambicano. Para tal, sugerem a aprovação de uma nova lei de gestão da administração pública.
Para o efeito, uma missão das duas instituições financeiras internacionais esteve, hoje, na Assembleia da República, para discutir reformas que visem a melhoria da gestão dos recursos canalizados ao Orçamento de Estado.
Num breve encontro com a Comissão Parlamentar do Plano e Orçamento, sem a presença de jornalistas, as partes debateram os caminhos a serem seguidos pelo Estado para a melhoria das políticas de administração pública.
“O objectivo final é que Moçambique tenha um quadro fiscal cada vez mais forte, no âmbito dos melhoramentos que já vêm sendo levados a cabo, como a aprovação de uma nova lei de gestão da administração pública, a melhoria do quadro de gestão do investimento público e toda uma série de gestão de risco público”, disse Fernanda Massarongo, analista de pesquisas do Banco Mundial.
Segundo Fernanda Massarongo, o papel das instituições financeiras internacionais é dar assistência. No tocante ao Fundo Soberano, a economista diz que é preciso que este torne sustentável a dívida pública de Moçambique.
“O objectivo final da assistência que se tem feito ao Governo é, essencialmente, garantir que a política fiscal é sustentável, que o quadro de política fiscal garanta que Moçambique, por exemplo, retorne para níveis de dívida cada vez mais sustentáveis, com menos risco e possa mandar para o mercado uma ideia de uma política fiscal mais responsável, mais credível e disciplinada”, disse a analista de pesquisas do Banco Mundial, em representação da missão conjunta.
Em relação ao debate sobre a proposta do Fundo Soberano no Parlamento, o presidente da Comissão do Plano e Orçamento, António Niquice, está optimista.
“Estamos a finalizar, para colhermos e vermos em que medida os aspetos que foram levantados em sede da interação que fizemos com a sociedade civil, com os demais actores das forças vivas da sociedade possam acrescentar valor no documento final que se pretende que seja a lei sobre o Fundo Soberano de Moçambique”, afirmou Niquice, presidente da Comissão do Plano e Orçamento.
No geral, a expectativa da Comissão do Plano e Orçamento é que, ao longo da sessão em curso na Assembleia da República, a lei do Fundo Soberano ultrapasse as discórdias, seja aprovada e entre em vigor.
A garantia foi dada, hoje, pela ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, na Assembleia da República, durante a sessão de perguntas ao Governo. Na mesma sessão, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, disse que o terrorismo, a COVID-19 e os desastres naturais condicionaram a iniciativa “Um Distrito, Um Hospital”.
Os erros nos livros escolares do ensino primário público foram tema de discussão, esta terça-feira, no Parlamento. Não foi a primeira vez que a bancada parlamentar do MDM exigiu da ministra do pelouro da Educação explicações sobre o assunto.
Em resposta, Carmelita Namashulua assegurou que a revisão dos manuais da 1ª e 6ª classes será constante para evitar mais erros.
“O Ministério [da Educação e Desenvolvimento Humano] procedeu à revisão do livro de Ciências Sociais da 6ª classe e, para conferir a qualidade científica, metodológica e linguística no tratamento dos conteúdos, fizemos a revisão de todos os livros da 1ª e 6ª classes e outros materiais didácticos em vigor no ensino primário, de 2004 a 2022. Estas revisões, assumimos o compromisso, serão feitas constantemente, para conferir maior qualidade a esses materiais”, garantiu Carmelita Namashulua, ministra da Educação e Desenvolvimento Humano.
Sobre os atrasos na distribuição do livro escolar, a governante apontou a impressão dos manuais no exterior como uma das causas, e avançou soluções: “A demora na distribuição do livro escolar prende-se, por um lado, com a chegada tardia e em fases do livro ao país e, por outro, aos efeitos dos desastres naturais que afectam as vias de acesso dentro do nosso país. O processo de provisão do livro escolar é complexo e, neste contexto, o Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano está a iniciar um processo de mudança de provisão do livro, de uma base anual para um processo plurianual, de modo a permitir que o livro chegue atempadamente às nossas escolas”.
No dia em que alguns ministros estiveram em prova oral no Parlamento, Armindo Tiago também subiu ao pódio para explicar que a iniciativa “Um Distrito, Um Hospital” não anda conforme o desejado.
“Claramente, a implantação do nosso PQG e a da iniciativa presidencial ‘Um Distrito, Um Hospital’ terão sofrido um impacto negativo do terrorismo, da pandemia da COVID-19 e dos eventos climáticos extremos que afectaram o nosso país, incluindo a cólera que nos afectou há pouco tempo. Estes fenómenos, no seu conjunto, causaram a destruição total ou parcial de 370 unidades sanitárias. A missão do Governo é alocar recursos para que estas unidades voltem a funcionar. Há uma requalificação e um redimensionamento de recursos para estas finalidades.”
O Governo volta, esta quinta-feira, à Assembleia da República para responder às perguntas de insistência.
Na sua última visita a Manica, o Presidente da República inaugurou, na cidade de Chimoio, um condomínio de 12 residências para magistrados judiciais. O objectivo, segundo avançou na ocasião, era conferir maior dignidade e segurança aos juízes. Nyusi enfatizou a necessidade de os juízes não tolerarem ou minimizarem casos de roubo, que são frequentes na província de Manica e não só.
“Ficam premiados os ladrões. Lógico, não estou aqui a dizer que basta suspeitar de alguém, logo é essa pessoa que roubou; não é isso. Mas se é em flagrante – às vezes, até, as pessoas são confessas – o julgador deve saber qual é o impacto do furto de uma bicicleta”, alertou Nyusi.
Não tardou para que, oito meses depois, o teste de roubo acontecesse na própria casa dos juízes ora desafiados pelo Presidente da República a aplicar a moldura penal que desencoraja casos de roubo.
Dois indivíduos introduziram-se no interior de três residências de magistrados onde se apoderaram de dinheiro, electrodomésticos, telemóveis, impressoras e computadores.
A Polícia apresentou-os à imprensa esta segunda-feira. Os mesmos dizem ter-se introduzido no interior das residências após constatarem fragilidades no sistema de segurança. Um dos suspeitos disse que recebeu o “convite” para roubar de um amigo seu que faz serviços de táxi na cidade de Chimoio.
“Ele foi lá deixar arroz em casa de um dos juízes. Veio dizer-me que é fácil roubar e voltamos mesmo já à noite e conseguimos tirar plasmas, telefones, computadores e impressoras”, contou.
O condomínio dos magistrados é protegido por elementos da Polícia, fortemente armados. Mouzinho Manasse, chefe do Departamento das Relações Públicas no comando provincial da PRM em Manica, admitiu ter havido negligência por parte dos seus colegas escalados naquele dia.
“Estavam lá escalados os membros da PRM. Há suspeita que tenha havido uma negligência. Para tal, foi constituída uma equipa de inquérito que vai averiguar esta situação”, explicou Mouzinho, referindo que, a ser provado que houve negligência, serão instaurados, em simultâneo, processos-crime e disciplinar.
O roubo no condomínio de juízes vem reacender o debate sobre a segurança dos magistrados que, na sua actuação, tomam decisões que colocam em risco a sua integridade física.
O conflito no Sudão poderá levar a insegurança alimentar no país a atingir níveis recorde, com mais de 19 milhões de pessoas afectadas, ou seja, dois quintos da população, alertou ontem o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas.
A agência prevê que entre 2 a 2,5 milhões de pessoas passem fome nos próximos meses, como resultado da violência que continua a assolar o país, segundo um comunicado do PAM.
“Os maiores picos de insegurança alimentar são esperados nos estados de Darfur Ocidental, Kordofan Ocidental, Nilo Azul, Mar Vermelho e Darfur do Norte. Entretanto, o custo dos alimentos está a subir em todo o país e prevê-se que o preço dos produtos básicos aumente 25 por cento nos próximos três a seis meses”, acrescentou o PAM na nota.
Além disso, a insegurança e a violência forçaram o PAM a suspender temporariamente as suas operações no Sudão, porém estas foram retomadas na semana passada e conseguiram chegar a mais de 35 000 pessoas.
As operações centram-se na assistência a um total de 384 000 pessoas, incluindo famílias que fugiram recentemente do conflito, refugiados e deslocados internos preexistentes e as comunidades vulneráveis que os acolhem nos Estados de Gedaref, Gezira, Kassala e Nilo Branco.
Nos próximos meses, o PAM alargará a sua ajuda de emergência para apoiar 4,9 milhões de pessoas vulneráveis em zonas onde a situação de segurança o permita, para além de prevenir e tratar a desnutrição aguda moderada em 600 000 crianças com menos de cinco anos e mulheres grávidas e lactantes.
Mais de 40 000 pessoas já atravessaram para o Sudão do Sul, onde a agência está a fornecer refeições quentes todos os dias nos centros de trânsito, bem como avaliações nutricionais para crianças e mulheres grávidas ou lactantes.
No Egipto, que regista o maior afluxo de refugiados, o PAM está a trabalhar com o Governo e o Crescente Vermelho Egípcio (ERC) para prestar assistência alimentar às pessoas que fogem da crise no Sudão. Mais de 20 toneladas métricas de alimentos fortificados foram entregues nos dois pontos de entrada e estão actualmente a ser distribuídas pela ERC.
Na República Centro-Africana, cerca de 9 700 pessoas atravessaram a fronteira do Sudão e chegaram a Amdafock, na prefeitura de Vakaga. O PAM está a responder e planeia ajudar cerca de 25.000 recém-chegados esperados nos próximos dias.
“O PAM continua comprometido com o povo do Sudão e apela a todas as partes em conflito para que tomem medidas imediatas para pôr fim aos combates e facilitar o acesso humanitário, para que possamos expandir as nossas operações num país com algumas das mais altas taxas de insegurança alimentar do mundo”, acrescentou a agência da ONU.
COMISSÃO EUROPEIA ANUNCIA PONTE AÉREA PARA FACILITAR AJUDA NO SUDÃO
A Comissão Europeia anunciou, ontem, que vai criar uma ponte aérea com o Sudão para facilitar o transporte e a entrega de material humanitário da União Europeia (UE) e das organizações humanitárias ao país mergulhado em violência.
UE já entregou, através desta iniciativa, 30 toneladas de bens de primeira necessidade, incluindo água, saneamento e material de higiene, bem como equipamento para ajudar os refugiados, afirmou a Comissão através de um comunicado.
Todo este material foi transportado dos armazéns da ONU no Dubai para Porto Sudão, o principal porto do país no Mar Vermelho. Uma vez no Sudão, este material foi entregue ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e ao Programa Alimentar Mundial (PAM), que canalizarão a assistência.
A ponte aérea humanitária é organizada no âmbito da Capacidade Europeia de Resposta Humanitária, que reúne a reacção do bloco aos riscos naturais, conflitos e crises.
Até à data, a UE atribuiu este ano 73 milhões de euros de financiamento humanitário e a sua primeira resposta à crise foi uma ajuda suplementar de 200 000 euros para ajudar as pessoas diretamente afetadas pelos combates na capital sudanesa, Cartum, entre o exército sudanês e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (RSF, sigla em inglês).
A diplomacia da UE estima que a maior parte dos cerca de 1700 cidadãos da UE que se encontravam no Sudão quando o conflito eclodiu já foram retirados e congratulou-se com a solidariedade entre os Estados-membros na organização de voos de evacuação que abrangeram várias nacionalidades da UE e cidadãos de outros continentes.
Relativamente à situação no Sudão, mais de 500 pessoas foram mortas e 6000 ficaram feridas desde o início do conflito, de acordo com as estimativas da UE, que também tem alertado para a situação dramática na região de Darfur.
O secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, acompanhado pelo presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, e quadros das duas instituições, encontra-se no Reino de Marrocos, desde a passada segunda-feira, para uma visita de trabalho quatro dias com vista a buscar parcerias e apoios para o desenvolvimento do futebol e do desporto moçambicano.
Os dirigentes moçambicanos iniciaram esta digressão na semana passada, em Portugal, onde estiveram na assembleia-geral extraordinária da recém-criada União das Federações de Futebol de Língua Oficial Portuguesa.
Na referida reunião magna, onde esteve presente Gelson Fernandes, Director para as Associações-Membros de África na FIFA, em representação do organismo máximo do futebol mundial, os presentes debateram assuntos relacionados a aspectos administrativos e projectos, bem como as melhorias, visando a consolidação dos aspectos funcionais da agremiação.
Em Portugal, a delegação reuniu-se ainda com o seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, já a preparar a jornada de Junho de qualificação para o Campeonato Africano das Nações, CAN 2023, onde o combinado nacional se desloca a Kigali, onde defronta o Ruanda para a quinta jornada do grupo L.
De Cascais e Lisboa, a delegação moçambicana, que integra ainda o inspector-geral do Desporto, Sidónio Chavisse, a directora-geral do Fundo de Promoção Desportiva, Amélia Chavana, e o vice-presidente para Alta-Competição da FMF, Amir Gafur, partiu para o Reino do Marrocos, onde também busca parcerias e apoios para o desenvolvimento do futebol moçambicano, em particular, e do desporto, no geral.
Na agenda, houve um encontro de trabalho com o Ministro do Desporto Marroquino, Chakib Benmoussa, com quem houve o estreitamento dos laços de cooperação entre os dois países, no ramo do desporto.
No encontro, discutiu-se a possibilidade de as diversas selecções nacionais utilizarem o Centro de Alto Rendimento de Marrocos no quadro da preparação e qualificação para a próxima edição dos Jogos Olímpicos, Paris 2024, com destaque para as modalidades individuais, onde residem as esperanças de Moçambique estar representado na prova interplanetária.
As duas partes analisaram a viabilidade de os atletas olímpicos moçambicanos se beneficiarem de bolsas de estudo, bem como a realização de acções de formação e de capacitação de agentes desportivos nacionais, segundo escreve o Olho Clínico.
Na mesma ocasião, a Federação Moçambicana de Futebol assinou um memorando de entendimento com a contraparte Marroquina, visando a materialização da construção do Centro de Excelência e um Centro Técnico Nacional de Futebol nas imediações do Estádio Nacional do Zimpeto, no espaço disponibilizado pela Secretaria de Estado do Desporto no âmbito da troca de instalações de uso com a Academia Mário Coluna, em Namaacha.
O memorando foi alcançado numa reunião conjunta mantida na manhã desta quarta-feira com o presidente da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF), Fouzi Lekjaa, na presença dos representantes do Ministério das Finanças daquele Reino, quadros seniores da Secretaria de Estado do Desporto (SED) e da Federação Moçambicana de Futebol (FMF).
Entretanto, não foram anunciados os valores envolvidos, mas o financiamento das obras daquela importante infraestrutura para o futebol nacional está assegurado, segundo disse Carlos Gilberto Mendes, citado pelo Olho Clinico, como também garantiu a ida, para dentro de dias a Maputo, dos arquitectos responsáveis pela implantação do Centro Técnico de Futebol de Marrocos, que é por sinal de referência a nível continental.
A delegação regressa esta quinta-feira ao país para permitir que o secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, possa participar na reunião do Conselho do Desporto da União Africana da Região 5, AUSC-R5, entre esta sexta-feira e domingo.
TREINADORES DO CENTRO DO PAÍS FORMADOS COM NÍVEL DE CAF “B”
A capital da província de Sofala, Beira, é desde a manhã de segunda-feira a sede do Curso de Treinadores candidatos à Licença “B” da Confederação de Árbitros de Futebol (CAF). A formação, promovida pela Federação Moçambicana de Futebol junta um total de 25 participantes oriundos de clubes da província anfitriã bem como das províncias de Tete, Manica e Zambézia.
De acordo com uma nota da Federação Moçambicana de Futebol, o curso é realizado em três módulos com a duração de uma semana cada. O primeiro módulo vai até 14 de Maio, o segundo de 5 a 11 de Junho, e o terceiro de 10 a 17 de Julho, com uma carga horária de 190 horas distribuídas por 12 disciplinas, que serão precedidas pela realização de exames finais nas componentes teórica e prática.
Esta formação tem em vista afinar a componente prática de aprendizagem, uma vez que durante as interrupções dos módulos cada formando deverá cumprir, com carácter avaliativo, um estágio pedagógico de 30 horas num clube que participe no Campeonato Nacional da Primeira Divisão, o Moçambola, ou no Campeonato Provincial na província de origem.
A mesma terá como instrutor o moçambicano Abdul Abdulá, quadro da Federação Moçambicana de Futebol e instrutor CAF, que vai contar com outros profissionais convidados de diversas áreas para acrescentar valor em temas específicos e complementares ao treino desportivo.
A cerimónia de abertura oficial do curso que decorre nas instalações do Clube Ferroviário da Beira contou com a presença do Governo de Sofala, representado pelo Director Provincial da Juventude, Emprego e Desporto, Zeferino História, o qual enalteceu o amor da sua província pelo futebol e saudou a iniciativa da FMF em levar o curso àquela parcela do país.
Por seu turno, o Presidente da Associação Provincial de Futebol de Sofala, Joaquim Mateus Manguaiana, exortou os participantes a explorarem ao máximo a oportunidade de aquisição de novos conhecimentos com quadros reconhecidos em matéria de futebol, pois reconhece que só com conhecimento técnico aplicado na prática é possível elevar a qualidade do futebol local.
Lembre-se que este é o segundo curso de treinadores CAF “B” para o presente ano, depois do recentemente terminado na capital do país. Sabe-se que ainda este ano a zona norte também o mesmo curso para treinadores das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa.