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O País – A verdade como notícia

Centenas de migrantes interceptados perto da fronteira de Marrocos com Ceuta

No sábado, dezenas de potenciais migrantes, na sua maioria oriundos da África subsaariana, foram interceptados no norte de Marrocos, perto da fronteira com o enclave espanhol de Ceuta, segundo apurou um correspondente da AFP. A operação ocorreu duas semanas depois de milhares de migrantes terem entrado em massa no pequeno território espanhol.

O portal de notícias marroquino Le360 informou que 294 pessoas foram detidas, das quais 46 eram marroquinas e as restantes provenientes da África subsaariana.

As florestas situadas nas proximidades das cidades fronteiriças de Ceuta e Melilla, outro enclave espanhol, localizado mais a leste, servem como pontos de encontro para migrantes da África subsaariana que procuram alcançar estes territórios, sobretudo durante o Verão.

As autoridades marroquinas anunciaram, na quarta-feira, medidas destinadas a combater um possível novo fluxo de migrantes para Ceuta, na sequência de uma nova vaga de desinformação nas redes sociais que dava conta de que a fronteira estaria aberta.

O Le360 e o site Hespress noticiaram que, nos últimos dias, as autoridades detiveram mais de 60 pessoas acusadas de incitar ou promover a migração irregular através das redes sociais.

Há duas semanas, cerca de 72.000 pessoas, na sua maioria marroquinas, entraram em Ceuta, território com cerca de 84.000 habitantes, ao longo de vários dias, embora a grande maioria já tenha sido devolvida a Marrocos.

As autoridades marroquinas recuperaram os restos mortais de 11 pessoas que morreram no meio do caos, enquanto a Espanha afirmou que pelo menos 80 pessoas perderam a vida.

A Associação Marroquina para os Direitos Humanos, uma organização não governamental, estima, contudo, que o número de mortos seja de pelo menos 141.

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