A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.
O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.
Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.
Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano.
“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.
O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.
“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.
As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.
É, decerto, um dos grandes atractivos do 2.° Grande Prémio Picanto Cup, evento a realizar-se no sábado, 20 de Maio, no Autódromo Internacional de Maputo: “drift”.
Os amantes do desporto motorizado terão a oportunidade de testemunhar momentos recheados de muita adrenalina, nesta modalidade em que os pilotos evidenciam a sua técnica de direcção, que consiste em fazer as curvas em alta velocidade de modo a que os pneus traseiros derrapem, fazendo com que o carro, praticamente, ande de lado. Os pilotos alinhados, esses, estão supermotivados para as batalhas, em que não basta apenas ser o mais rápido.
A primeira sessão de exibição de “drift” está marcada para as 15h00, pouco depois do término da Manga A do Super Grande Prémio Picanto Cup com uma grelha e/ou alinhamento de dez voltas.
Depois, às 17h15, os pilotos que irão exibir-se nesta modalidade voltarão a pisar no acelerador para fazer subir a adrenalina dos espectadores que se espera que venham a marcar presença em peso no Autódromo Internacional de Maputo.
Em termos de alinhamento do Super Grande Prémio Picanto Cup, há a destacar a sessão de treinos livres às 7h30 e 8h20. Às 9h40, está prevista a qualificação da Manga A, sendo que às 10h30 haverá espaço para a Manga B.
Naquele que já é um momento tradicional, às 11h30 será entoado o hino nacional na cerimónia de abertura do evento.
Às 12h15, a “pit line” vai abrir-se para os pilotos formarem a grelha de partida e disputarem a Manga de resistência, uma das mais duras da prova.
As Manga A e B estão alinhadas para às 14h30 e 16h30, respectivamente, com dez voltas. O 1º Super Grande Prémio Picanto Cup, realizado a 20 de Abril, contou com a presença especial do edil de Maputo, Eneas Comiche, que fez a largada para a formação da grelha da Manga A.
A primeira prova movimentou muito público, que preencheu as bancadas do Autódromo Internacional de Maputo, testemunhando a consagração da Moztek Pro 31 (Remi Guigue e Pedro Oliveira), que ficou em primeiro lugar com um total de 71 pontos ao longo das quatro mangas. Na segunda posição, tivemos a equipa da Prodata 23 (Manuel Barbosa e André Almeida) com um total de 66 pontos. A fechar os lugares de pódio, tivemos a Fivestar 05 (Paulo Collinson e Nico Banze) com 61 pontos.
Destaque para o piloto Nico Banze, da Fivestar, que teve a proeza de fazer a volta mais rápida com o tempo de 01.49.567.
A Renamo critica o facto de o Fundo Soberano ser só para as receitas provenientes do petróleo e gás da Bacia do Rovuma. Os deputados do partido da perdiz reiteram que a proposta de lei do Fundo não garante transparência e querem a criação de uma entidade autónoma para a gestão da “conta”.
A proposta de lei que cria o Fundo Soberano já está depositada na Assembleia da República, entretanto o debate foi adiado no início do mês de Abril passado, por não reunir consensos entre os deputados. Esta quarta-feira, a bancada parlamentar da Renamo convocou a imprensa para dizer que não concorda com algumas questões que são propostas na lei.
Por exemplo, no seu artigo 5, diz a proposta de lei que “são receitas do Fundo Soberano as provenientes da produção de gás natural liquefeito das áreas 1 e 4 offshore da Bacia do Rovuma e futuros projectos de desenvolvimento de produção de petróleo e gás natural”.
E é esta disposição que a Renamo contesta: “A proposta diz que serão apenas as receitas que derivam do petróleo e gás natural da Bacia do Rovuma, mas, pelas informações disponíveis, o país tem muitos recursos naturais, tem para além do gás natural e petróleo em Inhambane, tem os rubis, tem os diamantes, tem o ouro, tem o carvão. A proposta da Renamo é que essas receitas todas que derivam da exploração dos recursos naturais possam ser sistematicamente canalizados para o Fundo Soberano”, disse Alfredo Magumisse, de acordo com o vice-presidente da Bancada daquela formação política,
Outra contestação tem a ver com a criação de uma conta na qual se vai depositar o dinheiro. “A proposta diz que o dinheiro ou as receitas são uma conta, estamos a criar um Fundo Soberano que apenas terá uma conta no Banco de Moçambique. A posição da Renamo é que as receitas que derivam sejam constituídas em forma de uma entidade que tenha autonomia administrativa, patrimonial e financeira.”
A Renamo não quer, também, que o Fundo Soberano seja gerido pelo Banco de Moçambique. O partido sugere uma gestão autónoma, com inclusão da sociedade civil.
“Todos nós lembramo-nos das dívidas ocultas. O Banco de Moçambique neste momento não representa fiabilidade para que os moçambicanos possam confiar o depósito do dinheiro para as gerações vindouras de moçambicanos.”
Enquanto continuam as divergências sobre a proposta de lei que cria o Fundo Soberano, o debate em plenária continua adiado e sem data para a sessão.
A actriz e gestora cultural Maria Pinto de Sá é a próxima convidada da Associação Kulemba para conversar sobre “Tradição e modernidade na arte moçambicana: um diálogo possível?”. A sessão com a artista vai realizar-se na Livraria Fundza, Cidade da Beira, às 18 horas desta quinta-feira.
Segundo avança a Associação Kulemba, numa nota de imprensa, durante a conversa, a artista moçambicana vai debruçar-se sobre a possibilidade ou não da existência de um diálogo entre a tradição e a modernidade nas artes nacionais, baseando-se, para o efeito, na sua longa experiência de vida e na cultura.
A conversa com Maria Pinto de Sá insere-se nas celebrações do mês em que se comemora o Dia de África, 25 de Maio, e será moderada pelo académico Fernando Chicumule.
Maria Pinto de Sá nasceu em Maputo, a 11 de Fevereiro de 1952. É membro da Comissão de Honra da Fundação Fernando Leite Couto, Membro do “Conselho Universitário da Universidade Licungo e Presidente da Associação Cultural “Casa do Artista”, na Beira, onde também foi coordenadora de Arte do projecto de construção do Parque Urbano do Chiveve. Entre tantas outras actividades por si desempenhadas, foi responsável da Biblioteca da Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, sócia fundadora, actriz e encenadora de Teatro da Associação Cultural “Tchova Xita Duma”, em Maputo, Repórter da célebre Revista Tempo. Em 2021, a actriz foi outorgada Medalha de Mérito de Artes e Letras, pelo Presidente da República de Moçambique.
Após a elaboração da revisão do plano de auxílio ao Sudão, que em Dezembro do ano passado referia que seriam necessários 1,75 mil milhões de dólares, as Nações Unidas dizem que precisam de três mil milhões de dólares para atender às necessidades humanitárias de emergência do Sudão.
Para os refugiados que abandonaram o país por causa dos combates que surgiram em Abril, a ONU aponta para a necessidade de 407,4 milhões de dólares.
A situação agravou-se no país depois do início dos confrontos entre o Exército e o grupo paramilitar Forças de Reacção Rápida.
A ONU prevê que até ao fim do ano mais de um milhão de pessoas abandonem o país por causa da situação militar.
Um barco de pesca chinês a operar no Oceano Índico afundou e todos os 39 tripulantes a bordo estão desaparecidos. A informação foi divulgada pela imprensa estatal da China, CCTV, citada pelo Correio da Manhã.
Segundo o Correio da Manhã, a CCTV noticiou que a embarcação, chamada Lu Peng Yuan Yu 028, de propriedade da Penglai Jinglu Fishery Co, virou por volta das 3h00 (horário de Pequim), na terça-feira. A tripulação era constituída por 17 chineses, 17 indonésios e cinco filipinos.
O Presidente chinês, Xi Jinping, ordenou que os diplomatas chineses no exterior, assim como os ministérios da Agricultura e dos Transporte apoiem nos trabalhos de busca e resgate.
Equipes de busca e resgate da Austrália e de vários outros países chegaram ao local, e a China enviou dois navios para apoiar a operação, segundo a CCTV.
O Ministério das Relações Exteriores da China ativou um “mecanismo de emergência para proteção consular” envolvendo embaixadas e consulados na Austrália, Sri Lanka, Maldivas, Indonésia, Filipinas e outros países.
Falta de rampas e de intérprete de línguas de sinais e outras condições dificultam o recenseamento de pessoas com deficiência em alguns postos. O jurista Guilherme Mbilana diz que os membros do STAE podem ser responsabilizados por tais situações. Já a CNE diz que sempre orientou o STAE a ser inclusivo.
Uma escada pode ser, para uns, um meio de acesso rápido a um local, mas, para outros, é sinónimo de inacessibilidade. Tal acontece com pessoas com deficiência nos postos de recenseamento.
Foi o caso de Miguel Chambal quando pretendia recensear-se na Escola Primária Completa 24 de Julho, na Cidade de Maputo.
Miguel usa carinha de rodas para se locomover e para chegar ao posto de recenseamento, que fica na parte de trás do edifício da escola em alusão; teve de passar por uma escada com cerca de dezasseis degraus divididos em duas partes. Um exercício que não podia fazer sozinho, por isso a ajuda de pessoas que se comoviam com a situação foi fundamental, para chegar e sair do recinto escolar.
“As escadas são bem altas, são suicidas. As pessoas que me apoiam correm o risco de tropeçar e todos cairmos. A partir do momento que há obstáculo para se fazer aos postos de recenseamento, praticamente, as pessoas são deixadas de fora”, desabafou.
O mesmo exercício é feito por todas as pessoas com deficiência para se recensear naquele posto de recenseamento e em vários outros no país.
O Fórum das Associações da Pessoa com Deficiência (FAMOD) tem estado a observar e a monitorar a acessibilidade aos postos de recenseamento desde o início do processo. Através de seus observadores, tem notado várias irregularidades. A falta de rampas para o acesso de pessoas que usam carinhas de rodas e de intérpretes de línguas de sinais para deficientes auditivos são algumas delas.
“Até aqui, fizemos monitoria de acessibilidade em três províncias, aqui em Maputo, Niassa e Manica. Em cada uma dessas províncias, cobrimos 10% dos postos de recenseamento. Em termos de barreiras de acessibilidade, encontramos postos, que têm graves barreiras, alguns com mínimas condições e alguns acessíveis a pessoas com deficiência”, disse Crodoaldo Castiano, director-executivo da FAMOD.
Mas, quando colocados à balança, houve mais postos de difícil acesso que outros, tal como explica um observador da FAMOD.
“Oitenta por cento dos espaços observados não são acessíveis. Além deste processo aqui, vamos entrar para o processo de campanha eleitoral, que também não será inclusivo. Haverá pessoas surdas que não vão ouvir o que será dito, mas, no dia da votação, terão de ir votar”, lamentou Zeca Chauque.
A FAMOD entende que falta vontade para se ultrapassar o problema e alerta para o risco de exclusão deste grupo social no dia de votação para as autárquicas, a 11 de Outubro próximo.
“Com um pouco de atenção, era possível evitar termos este tipo de postos de recenseamento com graves problemas de acessibilidade. Esses postos podiam estar localizados na parte frontal da escola ou noutra parte mais acessível”, disse o director-executivo.
O artigo 125 da Constituição da República, no seu quarto número, alínea d, sobre os portadores de deficiência, determina que “o Estado promove, em cooperação com as associações de portadores de deficiência e entidades privadas, uma política que garanta a facilidade de acesso a locais públicos.”
O jurista Guilherme Mbilana diz que, neste caso, o Estado deve ser entendido como Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, que se subordina à Comissão Nacional de Eleições.
“Isso significa que o Estado é representado pelo STAE a nível distrital, de cidade, de província, e pelo órgão central”, explicou.
A Lei da Eleição de Autarquias Locais, a lei 7/2018 de 3 de Agosto, vai mais além:“Aquele que impedir qualquer eleitor de exercer o seu direito de voto é punido com pena de prisão de até três meses e multa de quatro a seis salários mínimos da Função Pública.”
Guilherme Mbilana alerta que os membros do STAE podem ser responsabilizados: “Quem deve ser penalizado por conta disto são os agentes eleitorais ou autoridade que tem esta responsável; pode ser na pessoa do próprio director do STAE a nível do distrito, ou o seu representante ou então a autoridade, como tal ”, esclareceu.
O presidente da Comissão Nacional de Eleições reconhece o problema e diz que sempre houve orientação para que haja a inclusão de pessoas com deficiências quer no acto de recenseamento quer na votação.
“Antes de iniciarmos o processo de recenseamento eleitoral, encorajamos todas as brigadas a localizarem-se em posições a que mais gente pudesse aceder, particularmente a pessoas com deficiência. Nós queremos apelar aos brigadistas, revisores e directores do STAE para corrigir a situação”, disse Carlos Matsinhe.
O processo de recenseamento iniciou no dia 20 de Abril e tem sido marcado por denúncia de várias irregularidades.
O Fundo Global acaba de disponibilizar um milhão de dólares para apoiar Moçambique no combate à malária no contexto do impacto do ciclone Freddy. O valor é de disponibilidade imediata. O que será disponibilizado nos próximos três anos são 770 milhões para combater o HIV, a tuberculose e a malária.
Há ainda águas paradas em resultado das enxurradas do ciclone Freddy, que afectou o país em Março. Isso favorece a vida do mosquito transmissor da malária. É para combater esses focos que o Fundo Global de Combate ao SIDA, Tuberculose e Malária disponibiliza um milhão de dólares.
Segundo o director-executivo do Fundo, Peter Sands, “esse está imediatamente disponível e é para mitigar o impacto da malária provocada por águas estagnadas que ainda existem no país”, sendo Zambézia uma das províncias mais afectadas.
Essa alocação é extraordinária. O que é regra são os 744 milhões de dólares de que o país se beneficia desde 2021 até o final deste ano. A partir do próximo, será outro investimento, no âmbito do combate ao HIV/SIDA, tuberculose e malária.
O Fundo tem subvenções que disponibiliza aos países para combater as três doenças e, para tal, “o Fundo Global dá alocações por país numa base trienal; o próximo triénio começa no dia 01 de Janeiro de 2024 e a alocação para Moçambique será de USD 770 milhões. Na realidade, nós daremos mais do que isso”, disse Sands.
Entre os grandes investidores do Fundo Global está a Grã-Bretanha, na terceira posição. É de lá que veio, de visita ao país, o ministro para o Desenvolvimento e África, Andrew Mitchell, o qual destacou os progressos que Moçambique está a registar no combate, tanto à malária, à tuberculose, assim como ao HIV/SIDA.
“Recentemente, vimos uma redução, em Moçambique, de cerca de 34 ou 35% na tuberculose e HIV/SIDA e, até este ano, uma redução de 50% ao nível da Malária”, disse o governante.
Na sua visita a Moçambique, o ministro britânico deverá também dar acompanhamento das relações comerciais entre os dois países, com maior destaque para o sector da energia.
O treinador do Ferroviário da Beira, Luis Lopes Hernandez, reconhece que o jogo de domingo diante da Association Sportive Douanes do Senegal, na “BK Arena de Kigali”, a contar para os quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol (BAL), será complicado para sua equipa. Os campeões nacionais ambicionam chegar às meias-finais da Liga Africana de Basquetebol.
O sonho de agigantar-se em África, contrariando potências do basquetebol continental, mantém-se vivo no Ferroviário da Beira que, esta terça-feira, seguiu viagem para Kigali, Ruanda, palco da fase final – elite 8 – da Liga Africana de Basquetebol (BAL).
Os “locomotivas” do Chiveve escalaram, hoje, Adis Abeba, Etiópia, onde pernoitaram e depois vão seguir na manhã desta quarta-feira para a capital do Ruanda.
Na bagagem, os campeões nacionais carregam a esperança de contrariar as adversidades no processo de preparação – bastante curto e sem jogos de controlo com equipas fortes que pudessem aferir o seu real nível competitivo – e fazer história na competição. Fazer história, pois, passa primeiro por ultrapassar o AS Douane que ocupou a 2ª posição na Conferência Sahara.
Mas não se pense que será fácil, porquanto os senegaleses apresentam uma estrutura bem montada com um forte jogo interior e exterior, para além de apresentarem maior rodagem competitiva quando comparado ao seu adversário dos “quartos”.
Nem mesmo o facto de, na última edição da BAL, o Ferroviário da Beira ter vencido o Dakar University Clube do Senegal (98-92), em jogo da 2.ª jornada da competição, faz os campeões nacionais embandeirarem em arco.
Há que colocar os pés bem assentes no chão, abordar o jogo com elevados índices de concentração e estar muito forte a defensiva e ofensivamente.
“Vamos jogar com uma equipa muito forte. Não vai ser fácil. Temos que estar concentrados, procurando condicionar o nosso adversário que tem uma boa estrutura. Não terminamos o nosso trabalho. É uma equipa que joga muito bem dentro e fora, pelo que temos que ser mais agressivos na abordagem do jogo”, disse Luiz Lopes Hernandez, quando abordado pela “Stv”, momentos antes da partida para Adis Abeba, Etiópia.
Recuperar a cem por cento os activos que, recentemente, abandonaram o boletim clínico é prioridade nos três dias em equipa verde-e-branca que deve cumprir unidades de treino na Arena de Kigali. O “coach” espanhol espera, neste tempo curto, “ter todos os jogadores em condições para se apresentarem a bom nível no domingo”.
O jogo entre o Ferroviário da Beira e AS Douanes está agendado para domingo, às 16h00 do Ruanda, sendo que os bicampeões nacionais procuram estar entre as melhores quatro equipas continentais. “O grupo está bastante motivado. Passamos para esta fase e queremos continuar a ter boa prestação. Vamos dar o nosso melhor no jogo de domingo”, assegurou Ismael “Timo” Nurmamad.
Tal como na Conferência Nilo, disputada no Egipto, o Ferroviário da Beira não poderá contar com os préstimos de Helton Ubisse, valoroso poste que se encontra a recuperar-se de uma operação a que foi submetido recentemente.
PETRO DE LUANDA RENOVA AMBIÇÃO DE CHEGAR AO TÍTULO NA BAL
Depois do segundo lugar na edição passada, o objectivo é melhorarem a classificação, mas estão cientes que devem estar ao melhor nível e fazer o máximo para não defraudar as expectativas, embora o técnico reconheça que todos os adversários estão à altura uns dos outros, escreve o Jornal de Angola.
O embaixador angolano encerrou a fase preliminar na primeira posição, com cinco vitórias em igual número de partidas, na Conferência Nilo, e entra em acção na competição, no dia 21, contra o Abidjan Basketball Club (ABC) Fithers da Costa do Marfim, conjunto que terminou na quarta e última posição da etapa Sahara.
No entanto, o treinador principal do campeão nacional de basquetebol sénior masculino de Angola, José Neto, disse que os feitos da fase anterior já não contam, apesar de ter feito o pleno. Fez saber que o pensamento do grupo deve estar voltado para o trabalho a ser feito para garantir a presença na final do dia 27, na Arena Kigali.
Nos dias que restam antes do arranque dos quartos-de-final, a equipa vai procurar limar as últimas arestas com a consolidação e entrosamento táctico para aquilo que a equipa técnica definiu para superar cada um dos adversários.
Para o primeiro duelo diante do ABC, o campeão nacional não vai às cegas. Recordou que os costa-marfinenses eram tidos como favoritos, mas acabaram por terminar na quarta posição do grupo, o que mostra a imprevisibilidade da competição.
No entanto, o treinador alerta que todas as equipas se reforçaram e certamente, nessa altura, têm mais argumentos tácticos para atingirem os seus intentos, por isso o ABC não é diferente.
“Se formos para a próxima fase ainda a pensar no que fizemos no Cairo, vamos correr um risco muito grande de cometer erros. A partir de agora, cada jogo é uma final, porque ou vencemos ou voltamos para casa. Nós pretendemos vencer e estamos talhados para isso”, sublinhou Neto.
A Renamo diz que a instalação desigual de postos de recenseamento eleitoral no país é propositada e visa provocar enchentes e desmotivar as pessoas. A CNE reconhece as desigualdades, mas o STAE diz que não há problema algum.
Depois do Movimento Democrático de Moçambique, na segunda-feira, esta terça-feira foi a vez do partido Renamo reunir-se com a liderança da Comissão Nacional de Eleições.
O objectivo era o mesmo: pedir explicações sobre as alegadas inúmeras irregularidades detectadas no recenseamento eleitoral para as eleições autárquicas, que se realizam daqui a cinco meses.
A distribuição desigual dos postos de recenseamento eleitoral no país é, também, uma das preocupações da Renamo, que acredita tratar-se de uma acção premeditada.
“Em 2019, apesar de a província da Zambézia ter tido quase o dobro da taxa de crescimento populacional que Gaza, tem apenas 8%, mas a província de Gaza teve 35 por cento de aumento de postos de recenseamento. Este problema volta a acontecer justamente neste ciclo eleitoral que inicia. Se forem a ver, verão a desproporção que existe na disposição dos postos de recenseamento”, disse Venâncio Mondlane, membro da Renamo, após o encontro mantido com a CNE, à porta fechada.
No seu discurso, Mondlane acrescentou tratar-se de uma das causas do registo de enchentes em alguns postos da província da Zambézia.
Este problema foi também apresentado, segunda-feira (15), pelo MDM, tendo o presidente da CNE reconhecido e prometido analisar o assunto, com base nos dados apresentados em sede do encontro com a delegação do partido.
Contrariamente a Carlos Matsinhe, o director de Operações do STAE diz que não existe disparidade na distribuição dos postos de recenseamento. Prince Wataia diz que a avaliação das condições e necessidades das autarquias parte dos comités do distrito e só depois são apresentados aos órgãos centrais.
“Esta questão dos postos é aprovada ao nível das comissões distritais, depois, submete-se à comissão provincial que também aprova e, por fim, submete-se à CNE, que também aprova e foi publicada no Boletim da República. Em relação a aprovação dos postos, a nível do país, devo dizer que, em todas as províncias e distritos com autarquias, pode verificar-se que o número de postos de recenseamento não é o mesmo em relação ao que tínhamos em 2019. Houve um aumento em todos os locais onde há votação”, disse Prince Wataia, director de Operações do STAE.
Sobre os ilícitos eleitorais de que os partidos da oposição se queixam em Chiúre, Gurúè e Ribáuè, Venâncio Mondlane apela à CNE para ser mais actuante.
“Os casos arrolados tiveram tratamentos diferentes. Em Ribáuè, os órgãos eleitorais administrativamente tomaram algumas decisões e uma delas foi a suspensão imediata do director distrital envolvido naquele crime eleitoral. Mas já não acontece o mesmo em Gurúè, mesmo em Chiúre”, disse Venâncio Mondlane.
Apesar de a Renamo ter remetido a queixa às entidades judiciais, tratando-se de um crime, Mondlane apelou à CNE para tomar iniciativa e accionar mecanismos, para além da acção administrativa.
O STAE garante que acolheu as preocupações dos partidos políticos e vai reunir-se, nos próximos dias, de modo a buscar soluções para ultrapassar as irregularidades apresentadas.