A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.
O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.
Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.
Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano.
“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.
O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.
“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.
As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.
Diversas empresas expuseram, hoje, os seus serviços e suas inovações tecnológicas na feira Moztech. Da exposição, o maior destaque vai para aplicação da tecnologia nos sectores da educação, saúde e segurança cibernética.
A Moztech não só é uma plataforma de discussão de ideias sobre tecnologia, mas é, também, um espaço para que as empresas exponham os seus serviços e inovações tecnológicas.
É por isso que, na décima edição da maior feira de tecnologia, houve exposição e foi o ministro dos Transportes e Comunicações que “deu o primeiro passo”, para que os demais presentes se aproximassem e tirassem as suas curiosidades no que à tecnologia diz respeito.
Na companhia do PCA da DHD e do INCM e do embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, Mateus Magala interagiu com os expositores stand em stand.
Na interacção, o governante ficou a saber como é que a tecnologia está ao serviço da saúde. “Nós, como ICOR, viemos mostrar aquelas tecnologias que nós temos, não só no âmbito do diagnóstico, mas também em termos de tratamento. Nós temos exames como tomografia axial computorizada em 64 slides; temos mamografia com capacidade de 2D e 3D; temos a sala de cateterismo que serve para o diagnóstico como para o tratamento. Vamos expor também outras formas de tratamento de patologia cardíaca e não só”, explicou Artur Júnior, médico generalista do Instituto de Coração.
Para que a tecnologia esteja ao serviço da saúde, é preciso criar sequência de dados para armazenar informações. A PHC está na Moztch para mostrar como é que faz.
“Estamos a falar de soluções de gestão de empresas, contabilidade, de capital humano. Estamos a falar de soluções que ajudam as empresas a decidir melhor e a melhorar os seus processos. Estamos a falar de empresas que precisam de automatização de processos. Então, isto é o que o nosso software traz às empresas”, expôs Jennifer Cau, da PHC.
Na feira tecnológica, há também soluções para a segurança cibernética e para aqueles problemas frequentes em instituições pública, como o conhecido “não há sistema”. “Nós fornecemos uma maior consistência e uma maior resiliência na protecção de dados. Por exemplo, nós deparamo-nos com situações em que, mesmo na administração pública e bancos, dizem sempre que não há sistema. Então, a RAXIO Moçambique vem eliminar esse tipo de problemas, oferecendo uma maior interacção com mais resiliência, facilidade entre a internet e o consumidor”, indicou Rosemera Faite, representante da RAXIO Moçambique.
E o consumidor vai ter, a partir do dia 1 de Julho, um serviço alternativo, rápido e seguro de internet via satélite com a entrada para o mercado da VivaNet. “Nós estamos a fazer uma redução em cerca de 50 por cento daquilo que são os preços aplicados no mercado e acreditamos que isso vai ser mais-valia para a população. Nós temos uma forma única de subscrição. A pessoa pega a mensalidade e tem um custo mínimo de instalação que varia um pouco em relação à localização do local da instalação”, detalhou Igor Frechaith, director da Interactive.
Mais-valia terão, também, os municípios que têm, à sua disposição, uma plataforma electrónica para, por exemplo, pagamento de alguns serviços. “A principal novidade que nós trazemos para Moztech deste ano são os sistemas integrados de gestão dos municípios”, revelou Énia Dedé, representante da MCNET, detalhando que “sabemos nós que os municípios têm vários serviços e várias taxas que cobram e, com um sistema de gestão integrada, vai ser possível fazer esta cobrança ou colecta de forma eficiente”.
Com esta plataforma apresentada na décima edição da Moztech, eficientes serão também os estudos das crianças, porque junta diversão e ensino. “Nós estamos a expor uma plataforma de jogos digitais para crianças. Nós somos uma start up de desenvolvimento de jogos digitais para crianças. O nosso foco é tornar o serviço de ensino e aprendizagem mais dinâmico, envolvente porque permite uma interação entre professores alunos e os pais”, descreveu Shally Gossolo, da plataforma Dondza.
Esta interação pode ser feita através do inglês e, em caso de dificuldades, é possível aprender a língua através da internet. “Wise Up, como o próprio nome já diz, significa “sabe” e é para quem quer aprender inglês da vida real. Então, é um inglês mais profissional, virado para vida adulta. Então, quem quer desenvolver as suas habilidades, o Wise Up online está habilitado a capacitar a pessoa a engrenar no mercado com mais facilidade e é digital”, promoveu Starleny Banze, da Wise Up.
O ministro dos Transportes e Comunicações teve a oportunidade de viajar na tecnologia 5G da Vodacom.
MOZTECH É PLATAFORMA DISCUTE INCLUSÃO DIGITAL NO PAÍS
Além das empresas, estiveram presentes na 10ª edição da Moztech, a feira contou com a presença de várias pessoas que amantes, apreciados e que trabalham com a tecnologia. Todas elas ficaram impressionadas com o que viram e ouviram.
“Estando na Moztech, colho uma boa experiência. Assim como o ministro dos Transportes e Comunicações disse, esta é uma iniciativa que deve permanecer porque impulsiona o negócio, a tecnologia. Então, é de louvar esta iniciativa e espero participar mais vezes”, afirmou Lucas Gamboa, participante da Moztech.
E há quem faz questão de sempre de estar na Moztech. Aliás, já lá estive por mais de cinco vezes. “Vim ver as melhores práticas que são feitas a nível de tecnologia em Moçambique e também lá fora que nós possamos aproveitar e também fazer networking, conhecer outras pessoas, empresas e trocar experiências, indicou Ricardo Manuel, que estive no primeiro da Moztech.
Também assíduo da Moztech, o advogado Tomás Timbana descreve a feira como plataforma de discussão de ideias para a inclusão digital no país.
“Creio que é uma boa plataforma para o desenvolvimento tecnológico de Moçambique. Acho que o país só fica a ganhar se acompanhar o que melhores faz aqui e o que os vários empreendedores têm estado aqui. Está de parabéns a promoção por cada vez mais, todos os anos, trazer-nos melhores produtos e melhores referências. Creio que todos nós saímos a ganhar e o país, também”, observou Tomás Timbana, antigo bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique e participante da 10ª edição da Moztech.
Os participantes dedicaram o dia para, também, apreciar a exposição, o melhor dos serviços e das inovações tecnológicas que o país oferece. Amanhã, há mais.
O valor faz parte de um total de pouco mais de 1,5 biliões de dólares que o Estado deverá reembolsar, este ano, aos serviços de dívida, segundo o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, que garantiu que o Governo tem condições para cumprir a meta até Dezembro deste ano.
O Estado tem uma dívida de 14,4 mil milhões de dólares norte-americanos, sendo 70% externa e 30% interna.
Até ao momento, nenhum esclarecimento sobre o estágio actual do endividamento público havia sido dado pelo Estado.
Esta terça-feira, em conferência de imprensa para a qual apenas foram convidados jornalistas de órgãos estrangeiros, o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, deu algumas explicações sobre este e outros assuntos atinentes à economia nacional.
O jornal O País teve acesso a uma gravação de áudio, em que o ministro informa que o Estado já pagou cerca de 48% dos encargos da dívida pública projectados para este ano.
“Para este ano, nós temos, do ponto de vista do reembolso do capital e dos juros, quer com a dívida interna, quer com a dívida externa, recursos avaliados em um bilião, quinhentos e setenta e um milhões de dólares americanos e, até a este momento, foram já pagos pelo Estado 764 milhões de dólares americanos, cerca de 48% do serviço de dívida pública projectado para este ano e o Governo tem todas as condições para continuar a cumprir”, desvendou o ministro.
Segundo o dirigente, tais condições reflectem-se nas decisões tomadas pelo Governo, como a Tabela Salarial Única. “As outras têm a ver com a diversificação de fontes de receitas”, esclareceu Max Tonela.
O ministro da Economia e Finanças também explicou porquê a agência de notação financeira Standard and Poors classificou, recentemente, como mais arriscada a posição do país em termos de emissões de dívida comercial em moeda local.
Max Tonela justificou que tal se deveu às bases que o estudo tomou como base. “Houve uma avaliação recente, de rating do país, que se baseou num quadro retroactivo, sobretudo nos primeiros meses do ano, num período em que o impacto da reforma salarial, implementada pelo Estado, no ano passado, era muito elevado do ponto de vista financeiro.”
Para resolver esta questão, “o Governo tomou medidas, de forma sucessiva, e mais recentemente, através da revisão da lei que estabeleceu a reforma para assegurar que, a partir de Julho, as contas estejam nos carris, de acordo com as projecções estabelecidas e com o orçamento do ano”.
Max Tonela explica que o país poderá receber, em média, 750 milhões de dólares do gás natural por ano, durante 25 anos, e 100 milhões de dólares nos primeiros anos, números que, “de forma escalonada, vão depois crescer para 300/500 até chegar a mais de um bilião por ano”.
Segundo Max Tonela, a economia nacional poderá crescer, este ano, 5%, um nível que poderá aumentar para 7% nos próximos dois anos.
Um incêndio de grandes proporções consumiu, na noite de quarta-feira, pelo menos onze bancas no mercado Cambinde, na cidade de Tete. Presume se que o incidente terá sido causado por uma beata de cigarro deixada por um dos vendedores. No local, era visível a aflição dos vendedores que perderam quase todas suas mercadorias. “O incêndio destruiu as nossas barracas. Quando chegámos para tentar tirar os nossos produtos, estes já haviam sido destruídos pelo fogo. Conseguimos tirar poucas coisas”, contou Carla Américo, uma das vendedeiras.
Por sua vez, Isabel Fernando, igualmente vendedeira no mercado Cabinde, disse que começou na minha barraca e perdi quase tudo. Estamos a pedir ajuda”.
O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), em Tete, que prontamente se fez ao local para debelar as chamas, não descarta a possibilidade de o incêndio ter sido provocado por uma beata de cigarro.
“Há um hábito errado de algumas pessoas. Talvez até seja por parte dos vendedores. Quando falámos de mau hábito, falamos de pessoas que fumam cigarro e lançam a beata de qualquer maneira, isto em forma de sabotagem. Este é um mau comportamento”, observou o Comandante do Serviço Nacional de Salvação Pública em Tete, Lemos Supuleta.
A edilidade, que igualmente esteve no local para se inteirar do ocorrido, prometeu apoiar as vítimas que ficaram sem os seus produtos. “Esta situação preocupa-nos. É por isso mesmo que estamos aqui para apoiar porque eles são vendedores que trabalham connosco. São nossos filhos de casa. Quando um filho está triste, o país não pode ficar contente”, notou a vereadora de Mercados e Feiras no Município de Tete.
Refira-se que esta é a terceira vez que se regista um incêndio de grande dimensão e destruição de dezenas de bancas e mercadorias no mesmo mercado.
Em 2021, um incêndio de grandes proporções destruiu o mercado Municipal 1º de Maio, na cidade de Tete. Apesar dos danos, ninguém ficou ferido e as autoridades afirmaram, na altura, não saber as reais causas do incêndio.
Na sequência deste incidente, 400 vendedores, que exerciam actividades no mercado municipal 1º de Maio, no centro da cidade de Tete, viram a maior parte de seus produtos serem consumidos pelas chamas, tudo porque as bancas ficaram completamente destruídas.
O Serviço Nacional de Salvação Pública fez-se ao local e enfrentou, como sempre, dificuldades para extinguir o fogo.
O conflito no Sudão está a intensificar-se na região do Darfur, o alerta é Organização das Nações Unidas (ONU).
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) está cada vez mais alarmado com as crescentes necessidades humanitárias das pessoas afectadas pela crise no Sudão, uma vez que o número de deslocados continua a aumentar e a prestação de ajuda continua a ser severamente limitada pela insegurança e pela falta de acesso e financiamento.
Raouf Mazou, alto-comissário adjunto do ACNUR, citado pelo Notícias ao Minuto, disse aos jornalistas em Genebra que a situação no Darfur é provavelmente “a que mais nos preocupa”.
“Há uma intensificação do conflito em Darfur. A dimensão étnica que vimos no passado, infelizmente, está a voltar”, alertou o alto-comissário adjunto do ACNUR disse Mazou.
O responsável do ACNUR referiu que um número crescente de refugiados fogem também para o Chade e muitos chegam com feridos.
Até agora, o ACNUR estimou que estes confrontos mortais deixariam um milhão de refugiados em seis meses.
“Infelizmente, dadas as tendências e a situação em Darfur, é provável que ultrapassemos um milhão”, disse Mazou.
Enquanto a Agência das Nações Unidas para os Refugiados estimou que 100.000 pessoas chegariam ao Chade em seis meses, este número é agora estimado em 245.000. No entanto, o ACNUR ainda não actualizou todas as suas projecções para a região.
Esta quinta-feira, às 18:30, na Fortaleza de Maputo, terá lugar o concerto de lançamento do vídeo musical da campanha “A paz é nossa cultura”, uma iniciativa do Secretariado para o Processo da Paz (PPS). A apresentação pública do vídeo musical da campanha “A paz é nossa cultura” acontece numa altura em que o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo, Ossufo Momade, encerraram, no dia 15 de Junho, a última base da antiga guerrilha em Vanduzi, distrito da Gorongosa, na província de Sofala, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).
A música e o vídeo da campanha tiveram a coordenação e direção artística de Stewart Sukuma, na qualidade de embaixador do movimento. A canção conta com a participação dos autores: Massukos (Niassa), Dama Ija (Nampula), Júlia Mwitu (Cabo Delgado), Radjha Ally (Nampula), Euridse Jeque (Zambézia), Yolanda Kakana (Maputo), Wazimbo (Maputo), Twenty Fingers (Sofala) e Stewart Sukuma (Maputo).
Os participantes do projecto vão animar a sessão de lançamento oficial do videoclipe.
Segundo uma nota de imprensa, tendo em conta a diversidade nacional, de ritmos, de instrumentos, de culturas, a música bem como o vídeo-clipe procuraram uma abordagem representativa. “Sabíamos que não seria possível termos todas as línguas, todas as províncias ou mesmo todos os artistas que gostaríamos. Ainda assim, criámos uma música riquíssima, destacando instrumentos moçambicanos, vozes nacionais com grande reconhecimento nas suas províncias de origem, ritmos tradicionais e uma forte mensagem de paz, de tolerância, de irmandade”, diz Stewart Sukuma.
A música da presente campanha tem por base as línguas locais, ligadas entre si através de um refrão em língua portuguesa.
O vídeo-clipe foi gravado em vários pontos do país, num conjunto de locais com forte impacto visual e potencial de divulgação de Moçambique no estrangeiro, transmitindo uma imagem de beleza e paz, nomeadamente: Reserva Especial de Maputo e Distrito de Marracuene (Maputo), Lago Niassa (Niassa), Ilha de Moçambique (Nampula), Baia de Pemba (Cabo Delgado), entre outros pontos urbanos de interesse.
A campanha “A paz é nossa cultura” tem como objectivo colocar a arte, e a música de modo particular, ao serviço da Paz, influenciando um debate mais abrangente na sociedade moçambicana.
As vítimas deram entrada no Hospital Central de Maputo, na sequência de dois acidentes de viação que ocorreram durante o fim-de-semana longo. De acordo com a direcção do hospital, os feridos não eram graves e todos tiveram alta.
Depois de um fim-de-semana longo, tem sido comum ouvir sobre mortos e feridos, sobretudo vítimas de acidentes de viação. Desta vez, houve apenas feridos em resultado de dois acidentes de viação que ocorreram na capital do país, entre os dias 23 e 26 deste mês.
“Foram dois acidentes, um ocorreu de manhã e outro no período da noite, e foram observados 19 pacientes. Todos foram tratados e receberam alta”, disse a direcção do Hospital Central de Maputo.
Nestas festividades do Dia da Independência, o HCM registou ainda mais de 800 entradas, um número maior, se comparado ao igual período do ano passado, em que foram observados pouco mais de 700 pacientes.
Ainda neste fim-de-semana, quatro pessoas morreram por doença, no maior hospital do país, e outras quatro deram entrada com queimaduras.
A direcção do hospital ressente-se da falta de bolsas de sangue e apela aos voluntários para a doação.
“Hoje, temos, por exemplo, 176 unidades de sangue, e o hospital usa, por dia, 100 unidades. Gostaríamos de apelar a toda a comunidade [para doar sangue], porque o sangue não é fabricado, não se vende e é primordial para tratarmos os doentes”, disse o director do hospital, António Assis.
Já o Hospital Central de Nampula registou 78 casos de acidentes de viação, cuja maioria foi de motorizadas. Neste caso, também não houve vítimas com gravidade. Mais de 700 pacientes deram entrada naquele hospital, “dos quais sessenta e seis foram internados, tivemos dois óbitos por doenças gerais, que não têm nada a ver com acidentes de viação, quarenta e nove casos de agressão física e dois casos de violação sexual e cinco doentes com diarreia”, disse a direcção do hospital.
Realiza-se, sexta-feira, às 10h00, na sede social da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), o sorteio dos oitavos-de-final da fase regional da Taça de Moçambique ZAP edição 2023.
Esta fase contará com a participação de 18 formações, sendo de destacar a cidade de Maputo com oito equipas, seguida da zona centro com seis e, finalmente, a norte com quatro conjuntos a entrarem em acção.
De acordo com o regulamento da prova, ao nível da zona norte, serão necessárias duas eliminatórias na fase zonal para se encontrar o clube que transita para a fase regional.
A disputa da fase provincial foi concluída, sendo que a partir do mês de Julho começa a fase regional da segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano. A fase final, essa, está agendada para os meses de Novembro e Dezembro.
Ao nível da capital do país, transitaram para a fase regional as formações do Costa do Sol, Ferroviário de Maputo e Black Bulls, do Moçambola, Liga Desportiva de Maputo e Desportivo Maputo.
Já na zona norte teremos o Ferroviário de Nacala, Ferroviário de Nampula, Baía de Pemba e Ferroviário de Lichinga. Por sua vez, a zona centro apurou Ferroviário da Beira, Matchedje da Beira, Ferroviário de Moatize e Matchedje de Mocuba.
O Ferroviário de Maputo é o actual detentor do troféu. Os “locomotivas” da capital derrotaram, em Dezembro do ano passado, a União Desportiva do Songo por 1-0 com um tento solitário de Jeitoso.
Esta foi, de resto, a sexta Taça de Moçambique conquistada pelo Ferroviário de Maputo, clube, por sinal, que já não erguia o troféu desde 2011.
O internacional moçambicano poderá estrear-se diante do Ferroviário de Nampula, em jogo inserido na 11ª jornada do Moçambola-2023.
É mais um reforço de vulto para à União Desportiva do Songo, campeã nacional de futebol. Os “hidroeléctricos” asseguraram, há dias, a contratação do internacional moçambicano Reginaldo Faite, avançado que até ao passado dia 31 de Maio estava contratualmente ligado ao Kastrioti Kruje da Albânia.
Com a contratação, a UD Songo pretende reforçar o seu sector ofensivo para atacar à Liga dos Campeões Africanos, competição na qual pretende atingir à fase de grupos.
Reginaldo, de 33 anos, deve-se juntar a Elias Gaspar Pelembe, ou simplesmente Domingues, jogador que também é dado como certo na União Desportiva do Songo.
É objetivo dos campeões nacionais e actuais segundo classificados que Reginaldo Faite se estreie na 11ª jornada do Moçambola-2023, quando a União Desportiva de Songo receber o Ferroviário de Nampula.
Nascido a 14 de Junho de 1990, em Quelimane, Reginaldo evoluiu no Maxaquene e Liga Desportiva de Maputo (antigamente designada por Liga Muçulmana) entre 2009 e 2013, passando também pelo futebol de Portugal, onde representou o Nacional da Madeira e Santa Clara.
Em Setembro de 2016, o internacional moçambicano rubricou contrato com o Luftëtari Gjirokastër da Albânia, tendo, nesta colectividade, efectuando 32 jogos com a camisola do clube e com um saldo de 8 golos e quatro assistências.
Já em 2017, Reginaldo foi contratado sem custos pelo Laçi marcando 19 golos em 34 jogos realizados por esta formação. Conta-se, igualmente, uma passagem pelo Kukësi na temporada 2018–19 (43 jogos e 20 golos) e Shakhter Karagandy, um dos principais clubes do Cazaquistão onde assinou três tentos em 14 partidas.
FERROVIÁRIO DA BEIRA NÃO CONTA COM QUARTETO
O Ferroviário da Beira anunciou, nas suas plataformas digitais, a dispensa de quatro jogadores, nomeadamente os moçambicanos Jafete e Bonera, assim como os estrangeiros Poso Bionick (da República Democrática do Congo) e Elvis Sakiyi (dos Gana). Os atletas não terminaram a sua ligação com os “locomotivas” do Chiveve orientados por Hélder Duarte. Destaque para Poso que chegou mesmo a assumir o estatuto de capitão do Ferroviário da Beira. Lembre-se que o Ferroviário da Beira anunciou, recentemente, a contratação do defesa Salomão, jogador que estava ligado à Black Bulls após passagem pelo Costa do Sol.
A equipa Feminina de voleibol de 4 por 4 que disputa os Jogos Africanos de Praia se qualificou para as meias-finais da prova depois de ter vencido o Níger por 2-0. Já a equipa masculina falhou o acesso aos lugares do pódio depois de perder nos quartos-de-final diante da Tunísia por 2-0.
O sucesso feminino do voleibol de praia continua em alta nos Jogos Africanos de Praia que decorrem na Tunísia, e já concorrem para as medalhas da competição.
As meninas moçambicanas, que começaram a prova vencendo por falta de comparência à Zâmbia, depois perderam diante do Marrocos, no sábado. Este domingo, teve um dia de alegria, ao vencer Burundi na 3ª jornada da fase de grupos, por dois a zero, voltando a vencer nos quartos-de-final, desta feita o Níger, pelo mesmo resultado, com parciais de 23-21 e 21-13, qualificando-se, assim para as meias-finais da prova.
A equipa feminina é composta por Ana Paula Sinaportar, Vanessa Muianga e Joana Simone. Para a equipa masculina, foi o fim da linha na luta pelo pódio e pelas medalhas dos Jogos Africanos de Praia.
Depois de ter vencido por falta de comparência, o primeiro jogo e perdido o segundo este sábado, a equipa masculina de 4 por 4 venceu este domingo o Tchad por 2-1 e assegurou lugar nos quartos-de-final.
Nas eliminatórias, o combinado moçambicano composto por Ainadino Martinho, Jorge Monjane, José Mondlane e Osvaldo Mungoi vergou diante da equipa anfitriã por 2-0 com parciais de 19-21 e 17-21.
Assim, aos moçambicanos resta lutar pelas melhores posições, do quinto ao oitavo lugares.
As duas equipas contam ainda com Ângela Tembe e Natália Intego, em femininos, e Aldevino Nguvo e Alírio Mandlate, em masculinos, como suplentes.