Um mês depois da última revolta, cerca de 400 famílias de quatro comunidades de Chibuto voltaram a manifestar-se e ameaçam ocupar a área de exploração de areias pesadas, caso o Governo e a empresa chinesa Dingsheng Minerals não encontrem uma solução para as compensações e outras reivindicações que se arrastam desde 2016.Um mês depois da última revolta, a tensão voltou a tomar conta do distrito de Chibuto. Desde o fim da tarde de terça-feira, famílias de quatro comunidades desencadearam uma nova onda de protestos, que chegou à sede do Governo distrital, exigindo respostas concretas sobre o pagamento das compensações decorrentes da instalação do projecto de exploração de areias pesadas.
As famílias dizem que continuam sem receber, na totalidade, os valores referentes às árvores cortadas nas áreas ocupadas pelo projecto, além de denunciarem o incumprimento de responsabilidades sociais assumidas no processo de reassentamento.
“Queremos o nosso dinheiro, que foi cortado pela empresa chinesa, no valor de 6.800 meticais por árvore”, reclamam os manifestantes.
A administradora de Chibuto, Cacilda Banze, confirma ter recebido o novo caderno reivindicativo apresentado pelos reassentados, mas diz haver elementos estranhos ao movimento, o que, na sua leitura, dificulta a resolução do conflito.
“Confirmo ter recebido o documento, mas há infiltrados que apresentam novas reivindicações e, assim, fica difícil resolver o problema”, afirma Cacilda Banze, administradora de Chibuto.
A revolta, entretanto, já não se limita aos valores que as famílias dizem estar por receber. Os reassentados acusam o Governo de não pressionar a empresa de capitais chineses responsável pelo projecto a cumprir as responsabilidades sociais assumidas no âmbito do reassentamento.
“Não recebemos todo o dinheiro por cada árvore. Governo, pedimos o nosso dinheiro. Se a empresa chinesa recebeu, que seja orientada a pagar o que é nosso e a cuidar das populações”, exige Litosl, residente em Mutsikuane.
Nos locais de reassentamento, as famílias denunciam condições precárias de habitação e falta de infra-estruturas básicas. Dizem que, apesar das sucessivas reivindicações, continuam sem respostas concretas e, por isso, ameaçam regressar às antigas terras, actualmente ocupadas pela actividade mineira.
“Queremos que saiam. Queremos voltar para as nossas terras”, afirma Anal, representante do grupo de reassentados.
Perante a pressão das comunidades, a administradora diz que existem processos em curso para tentar resolver um problema que se arrasta há cerca de uma década. Segundo Cacilda Banze, seriam necessários três milhões de dólares para responder às reivindicações apresentadas.
“São necessários três milhões de dólares para resolver o problema todo. E exigimos o cumprimento da responsabilidade social”, explica Banze.
As organizações da sociedade civil consideram urgente corrigir as falhas no processo de reassentamento iniciado em 2016 e alertam que a tensão poderá agravar-se enquanto as obrigações sociais e as reivindicações das comunidades não forem efectivamente atendidas.
“É urgente resolver as falhas graves que existem no processo de reassentamento. Enquanto as comunidades continuarem sem respostas, a tensão vai continuar”, alerta Gisela Zunguze, da sociedade civil em Chibuto.
E, desta vez, as famílias dizem estar dispostas a prolongar os protestos. Ameaçam permanecer nas ruas durante os próximos 30 dias e admitem avançar para a ocupação da área de exploração mineira, caso não sejam encontradas soluções para o conflito.
O Partido Revolução Democrática submeteu, ontem, a candidatura às sextas eleições autárquicas, depois de ter sido rejeitada pela Comissão Nacional de Eleições. O partido submeteu documentação incompleta ao STAE e tem até amanhã para regularizar.
Em resposta ao acórdão do Conselho Constitucional, que anulou a decisão da Comissão Nacional de Eleições, de rejeitar a candidatura do partido Revolução Democrática, alegadamente por submeter os documentos depois do horário normal de expediente, o CNE recebeu o RD, na tarde desta quinta-feira.
No entanto, foi depois de uma espera de mais de cinco horas, isto porque a submissão da candidatura da Revolução Democrática estava inicialmente marcada para as 10h, mas só aconteceu quando faltavam 10 minutos para o encerramento das actividades na função pública, ou seja, às 15h20.
Submetida a candidatura, houve irregularidades detectadas, nomeadamente documentos não reconhecidos, falta de certificados do registo criminal, entre outros. O mandatário do partido explica as razões.
“Quando viemos a Maputo, as conservatórias alegaram não haver papel nem sistema para nós podermos emitir esses documentos. Nós até comunicamos às autoridades e o problema persiste”, disse João Jaisse.
Apesar disso, a CNE recebeu os documentos, procedeu à verificação e apelou ao RD para completar a candidatura.
A Comissão Nacional de Eleições diz, por seu turno, ser crucial a submissão completa dos documentos para os passos seguintes.
A Revolução Democrática vai concorrer em 10 autarquias, com destaque para as cidades de Maputo, Matola e Nampula.
Caso a candidatura do partido seja aprovada, somam 24 as formações políticas a concorrer nas sextas eleições autárquicas.
As empresas Linhas Aérea de Moçambique (LAM), Moçambique Telecom (TMcel) e Petróleos de Moçambique (Petromoc) são consideradas de alto risco fiscal para as contas do Estado em 2024, segundo um relatório recente do Governo.
Relatório de Riscos Fiscais de 2024, publicado ontem pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), revela que os principais riscos fiscais que o país poderá enfrentar em 2024 são os desastres naturais, a dívida pública, a inflação e o Sector Empresarial do Estado (SEE). No que se refere ao SEE, a LAM, TMcel e Petromoc apresentam-se como de alto risco fiscal.
EL NINO É ALTO UM RISCO FISCAL EM 2024
O documento avança que, para próxima época chuvosa e ciclónica 2023/2024, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência do fenómeno El Nino, que poderá implicar, no país, escassez de chuvas na zona Sul e uma parte da zona Centro, e elevadas chuvas na zona Norte. A situação de provável seca no Sul e Centro e cheias no Norte é considerada pelo Governo um risco fiscal para o ano de 2024.
“Os danos resultantes dos desastres naturais tendem a aumentar ao longo do tempo, de forma que, em 2019, estes foram estimados em cerca de 192 mil milhões de Meticais. Isto é explicado fundamentalmente pelo impacto dos ciclones Kenneth e IDAI. No geral, em termos de correlação, esta sugere que o défice de financiamento tem aumentado expressivamente na medida em que aumentam os danos. O Fundo de Gestão de Calamidade não consegue cobrir as necessidades para a resposta imediata à emergência, o que evidencia maior pressão sobre o orçamento que incrementa as necessidades de financiamento”, lê-se no documento.
RÁCIO DA DÍVIDA ACIMA DE 80% DO PIB É ALTO RISCO FISCAL
Segundo o relatório, o país continua a apresentar rácios de endividamento acima dos limiares de sustentabilidade (82% do PIB em 2022) recomendados para os países de baixo rendimento. Embora o rácio dívida pública/PIB esteja a decrescer, as taxas de câmbio e de juro são os principais factores de risco fiscal para o encarecimento do serviço da dívida pública, que pode comprometer o saldo primário.
“O elevado rácio da dívida pública/PIB e a sua composição constituem uma das principais fontes de risco fiscal para a sustentabilidade das finanças públicas. O contínuo e persistente défice fiscal tem pressionado o Estado a recorrer à contratação da dívida pública, traduzindo-se no aumento do endividamento do país. A persistência de um elevado rácio de dívida pública/PIB coloca Moçambique entre os países mais endividados da região”, avança o Relatório de Riscos Fiscais de 2024.
Os dados mostram que a composição da carteira da dívida pública alterou ligeiramente em 2022, traduzindo-se no aumento da dívida interna em 3,7pp face a 2021, resultante do aumento do financiamento interno através da emissão de Obrigações de Tesouro (OT) e Bilhetes de Tesouro (BT) para cobertura do défice orçamental, associada à limitada arrecadação de receitas fiscais e ao baixo nível de desembolso de recursos externos. Assim, perspectiva-se que o cenário de expansão da dívida interna se mantenha.
“Uma elevação das taxas de juro no mercado doméstico torna o custo do empréstimo mais caro. Essa situação pode levar ao aumento da dívida interna e aumentar o défice orçamental, criando pressões fiscais a curto e médio prazos”, alerta o documento.
PREVALECEM RISCOS E INCERTEZAS SUBJACENTES ÀS PROJECÇÕES DE INFLAÇÃO
Embora a inflação esteja a registar uma desaceleração em 2023, estima-se que, em 2024, a inflação continuará a ser um elemento de pressão às finanças públicas, podendo atingir uma taxa de 8,8% contra os 7% previstos no Cenário de Médio Prazo (CFMP) 2024-2026, devido, entre outros factores, à instabilidade geopolítica internacional com consequências na oferta das principais commodities, a insegurança no Norte do país, bem como aos persistentes choques climáticos.
O relatório perspectiva uma inflação de um dígito nos curto e médio prazos, como resultado do impacto das medidas que vêm sendo tomadas pelo Comité de Política Monetária de Moçambique (CPMO), da manutenção da estabilidade cambial e da tendência de redução dos preços das mercadorias de importação no mercado internacional. Entretanto, prevalecem riscos e incertezas subjacentes às projecções de inflação.
“Uma subida do nível de inflação poderá criar pressão sobre as despesas públicas, em particular na rubrica de bens e serviços, o serviço da dívida nos empréstimos com taxa de juro indexada, traduzindo-se num investimento público mais oneroso e incerto. Nos últimos quatro anos, o nível de inflação esteve abaixo do projectado, com excepção de 2021 e 2022, e pode ser explicado pela fraca oferta, custos elevados das matérias-primas e efeitos da COVID-19”, conclui o relatório.
SECTOR EMPRESARIAL DO ESTADO É GRANDE RISCO FISCAL
Em 2022, a exposição do Estado face ao risco do Sector Empresarial do Estado (SEE) melhorou consideravelmente, a reflectir na redução do stock da dívida de 22% do PIB em 2021 para 4% do PIB em 2022. A LAM, PETROMOC e TMCEL continuam a merecer maior atenção do Estado, devido à sua frágil situação financeira , segundo o relatório.
“As três empresas do Estado apresentaram, em 2022, um grande tamanho de activos e um nível de risco muito elevado. Estas empresas merecem uma maior atenção do Estado em 2023/2024, porque expõem fortemente as finanças públicas”, lê-se no documento.
No sentido contrário, as três empresas (ENH, CFM, HCB) apresentam um nível de risco fiscal reduzido (baixo), por possuírem um nível de alavancagem baixa e forte capacidade de resposta às obrigações financeiras. Os passivos contingentes referentes ao SEE correspondem a 2,6 % do PIB.
Adicionalmente, foram identificados outros riscos que não foram classificados como altos, mas eventualmente poderão impactar nas finanças públicas, nomeadamente: (i) crescimento económico; (ii) sector financeiro; (iii) pensões; e (iv) Parcerias Público-Privadas (PPP). Espera-se que, no médio prazo, a economia continue a registar um bom desempenho, com uma média de crescimento económico em 5,4%. Contudo, prevalecem riscos e incertezas, podendo traduzir-se na subestimação de receitas em média de 0,9% do PIB.
O sector financeiro continua estável, suportado pela estabilidade dos indicadores financeiros sólidos e pela gestão prudente do Banco de Moçambique. Os dados do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) sugerem que, em 2024, o risco associado ao sistema de pensões não será alto, uma vez que está previsto o início da contribuição do Estado em 7% do salário base do FAE, o que poderá representar um potencial para colmatar o défice resultante do impacto da nova política da redução da idade de aposentação.
Arranca, sexta-feira, o Campeonato da Cidade de Maputo de basquetebol sénior masculino e feminino com a realização de dupla jornada. A prova tem a particularidade, este ano, de levar alguns jogos para os bairros, uma iniciativa da Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo que tem como objectivo massificar a modalidade e inspirar jovens a praticarem a mesma.
Depois do sucesso na Taça Maputo Jogabets 100 Paus, as atenções dos amantes da modalidade da bola ao cesto, na capital do país, viram-se para o Campeonato da Cidade, maior prova do calendário da ABCM.
Com arranque previsto para sexta-feira, o certame vai escalar alguns bairros da capital. A primeira “paragem” será o bairro do Fomento, na Matola, onde estão agendados quatro jogos para sábado. Com efeito, o campo do Fomento Sial vai testemunhar, sábado, às 13h00, o desfile das equipas seniores femininas do Costa do Sol e A Politécnica. Trata-se, de resto, de uma oportunidade para os “mais novos”, e não só, poderem ver evoluir algumas das atletas da selecção nacional de basquetebol sénior feminino que, recentemente, disputaram o “Afrobasket 2023”.
Tais são os casos de Ingvild “Inga” Mucauro, Chelsea “Sheshe” Rafael, Nilza Chiziane que fizeram parte do “12” nacional que ocupou a quinta posição no Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino.
Vice-campeão da cidade – perdeu na final do ano passado com o Ferroviário de Maputo -, o Costa do Sol aponta para a vitória diante d’A Politécnica, conjunto com o qual disputou a final do Torneio de Abertura. Nesse duelo, realizado no pavilhão do Maxaquene, as “canarinhas” venceram por 53-41.
Actual campeã da cidade, a equipa sénior masculina do Costa do Sol vai igualmente evoluir no campo do Fomento Sial diante da Universidade Pedagógica. Candidato à conquista do certame, não tivesse investido nos últimos anos na contratação de muitos atletas, o Costa do Sol quer começar a defesa do título com vitória. Esta será também uma oportunidade para os matolenses verem evoluir Egídio Zandamela, Klaus Bunguele, Milton Caifaz, Nilton Seifane, Danilo Cumbe, Titos Benjamim, Daniel Maveure, Asmilton Ribeiro, Ivan Machava, entre outros activos “canarinhos”.
Antes destas partidas, haverá espaço para os escalões de formação evoluírem no mesmo palco. Ao nível dos juvenis masculinos, as formações do Aeroporto “A” e “B” travam argumentos às 10h00. Uma hora e meia depois, será a vez das equipas de juvenis femininos da Escola Moçambicana de Basket e Desportivo medirem forças.
A prova arranca, no entanto, esta sexta-feira com a realização de seis partidas. No pavilhão da Universidades Eduardo Mondlane, haverá, às 18h00, um duelo entre as formações sub-20 e principal do Costa do Sol. Com melhor estrutura, o conjunto de Miguel Guambe vai seguramente alcançar a vitória. Já no pavilhão do Maxaquene, às 18h00, a equipa da casa sénior feminino joga com a Lázio. As “canarinhas”, agora orientadas por Deolinda Ngulela, estão a melhorar os seus processos a cada jogo. Ainda na “catedral” do basquetebol moçambicano teremos, às 20h00, a partida entre o Maxaquene “B” e “A”.
Campeão da cidade em seniores femininos, o Ferroviário “A” bate-se, no seu campo, com a equipa “B”. Depois da conquista, de forma categórica, da Taça Maputo Jogabets 100 Paus, as “locomotivas” apontam para a conquista de mais um troféu. Pudera, a nova direcção pretende entrar em grande com a conquista de competições numa modalidade em que, num passado recente, “papou” tudo. As equipas sénior masculinas do Ferroviário “A” e “B” têm encontro marcado para as 20h00, no mesmo recinto.
O Desportivo de Maputo, orientado por Carlos “Carlinhos” Ferro, mede forças em seniores masculinos com as Águias Especiais.
A Stv Notícias transmite, domingo, às 14h00, o duelo entre as formações da Black Bulls e Costa do Sol, inserido nos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP. Sabádo, à mesma hora, a Stv Notícias leva aos espectadores as emoções do duelo Liga Desportiva de Maputo vs Associação Desportiva de Vilankulo.
É o jogo de cartaz dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano. É um jogo entre dois candidatos à conquista da competição. É um jogo de tira-teimas, porquanto, no historial de confrontos entre “touros” e “canarinhos”, o conjunto baseado em Tchumene leva vantagem.
Ainda que na corrida ao título no Moçambola-2023, Black Bulls, vice-líder da prova com 28 pontos, e Costa do Sol, quarto classificado com 24, apostam as suas fichas nesta competição que apura o representante moçambicano para as competições africanas. Esta época, precisamente na 3.ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol, os “touros” venceram os “canarinhos” por um a zero com tento solitário de Melque.
Já na 13ª jornada, ou seja, na segunda volta, nova vitória da Black Bulls desta feita por 3-1.Na fase regional, o Costa do Sol teve dificuldades para ultrapassar o Desportivo da Matola (venceu por 1-0), enquanto a Black Bulls despachou o Clube de Gaza com goleada de 3-0.Ano passado, o Costa do Sol caiu nos quartos-de-final da prova, depois de perder com o Ferroviário de Maputo, por 2-0. Mário, aos 9’, e Pauluana, aos 79’, ditaram a sentença na partida realizada no relvado sintético dos “canarinhos”.
Outrossim, a Associação Black Bulls foi afastada nos quartos-de-final pela Associação Desportiva de Vilankulo com quem perdeu por 5-3, resultado encontrado na marcação de grandes penalidades após o nulo no tempo regulamentar.
Ainda no dia 3 de Setembro, o Baía de Pemba trava argumentos em casa com o Ferroviário da Beira, noutro duelo entre duas formações que evoluem no Moçambola. Nos “oitavos”, o Baía de Pemba bateu o Ferroviário de Nampula por 3-1.
Já o Ferroviário da Beira derrotou o seu homónimo de Moatize por 2-1.Finalista vencido da edição passada, o Ferroviário da Beira pretende voltar a conquistar esta competição e, acima de tudo, levar para as suas vitrinas o quarto “canecão”. No sábado, 2 de Setembro, a Liga Desportiva de Maputo recebe a Associação Desportiva de Vilankulo que, nos quartos-de-final, vulgarizou o Ferroviário de Maputo ao golear os “locomotivas” por 3-0.
Curiosamente, a Liga Desportiva de Maputo também passou com distinção no teste com o Desportivo Maputo, vencendo por 4-1.O surpreendente Mini Mundo de Inchope trava argumentos, no mesmo dia, com a União Desportiva de Songo que conta com dois troféus nesta competição. A União Desportiva de Songo falhou, ano passado, o acesso à final ao perder com o Ferroviário de Maputo por 1-0. Os “hidroeléctricos” não querem ser surpreendidos nesta competição, pelo que se vão, seguramente, apresentar na sua máxima força.
O corredor ferroviário contínuo implementado desde Abril pelas transportadoras estatais de Moçambique e África do Sul vai ser alargado a partir de 01 de Setembro ao transporte de crómio e ferrocrómio, anunciaram hoje as empresas Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e Transnet Freight Rail (TFR).
Em comunicado conjunto, as empresas CFM e TFR anunciam que o acordo histórico em vigor desde 01 de Abril para permitir a operação contínua de comboios entre os dois países será expandido para fluxos de crómio e ferrocrómio a três comboios por dia a partir desta sexta-feira.
Este acordo permite a passagem ininterrupta dos comboios de carga entre os dois países, reduzindo os tempos de trânsito, aumentando o volume transportado. A implementação do acordo seguiu-se a um período de 90 dias, em que as duas empresas desenvolveram um projecto piloto para demonstrar a viabilidade deste canal contínuo, que integra o “Corredor Nordeste” da TFR.
Trata-se de um canal de exportação chave para a exportação de matéria-prima moçambicana como magnetite, cromo, ferrocrómio, fosfato de rocha e carvão.
Esta quarta-feira, um grupo de extensionistas contratados para assistirem os agricultores na província denunciaram a falta de salários que se verificava há quatro meses. No entanto, na tarde de ontem começou a reflectir o salário cumulativo de três meses, estando em processo o pagamento do referente a este mês de Agosto.
Isaac Jamal, delegado provincial do Fundo do Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR), que tutela os extensionistas do SUSTENTA, disse à nossa reportagem que “o problema está especificamente pelo facto de o FAR ser duplamente tutelado: Pelo Ministério da Agricultura e igualmente pelo Ministério das Finanças e o pagamento desses extensionistas é feito via Tesouro Nacional. O que cabe ao FAR ao nível da província foi feito e acautelado em tempo e horas, no entanto, todo esse procedimento esbarrou no Tesouro Nacional onde por várias outras razões sistemáticas e de funcionalidade atrasou com que se fizesse o pagamento em tempo e horas a esses extensionistas”.
A fonte referiu ainda que o problema não vai se verificar mais, porquanto já está tudo regularizado. Quanto à falta de combustível para as motorizadas disponibilizadas aos extensionistas para se deslocarem ao campo onde assistem os produtores, Jamal garantiu que dentro de uma a duas semanas será lançado um concurso público para que os agentes económicos de cada um dos 23 distritos de Nampula forneçam o combustível aos extensionistas, como forma de facilitar a logística.
SUSTENTA é um programa do Governo, implementado pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que dentre várias componentes, assiste os agricultores através de extensionistas formados na área agrária, com o objectivo de aumentar os rendimentos em termos de produção e produtividade.
O Idália atingiu a Flórida como furacão de categoria três, num máximo de cinco. Com ventos de mais de 200 quilómetros por hora é um dos mais fortes a atingir o estado norte-americano nos últimos anos. Algumas casas na costa ficaram submersas e mais de 242 mil pessoas sem energia.
Até ao início da tarde de ontem, as autoridades não haviam confirmado a existência de vítimas mortais devido à passagem do furacão na Flórida, embora relatos de acidentes de trânsito fatais em dois condados possam vir a ser relacionados com o furacão, disse esta quarta-feira o governador estadual, Ron DeSantis, numa conferência de imprensa em Tallahassee, capital do estado.
Segundo as autoridades locais, citadas pelo Notícias ao Minuto, as vítimais mortais em causa são um homem de 59 anos que conduzia uma carrinha sob forte chuva e que acabou por sair da estrada nos arredores de Gainesville e um homem de 40 anos que perdeu o controlo da sua viatura e bateu numa árvore em Dade City, a norte de Tampa.
DeSantis fez um balanço da passagem do furacão de categoria três pela região conhecida como ‘Big Bend’ e que atingiu a costa com ventos de 205 quilómetros por hora, antes de começar a perder força.
Apesar de o fornecimento de energia elétrica ter sido restabelecido a 262 mil habitações, ainda existem mais de 250 mil casas sem electricidade nas zonas afectadas, acrescentou o governador, que começou a sua aparição anunciando que o olho do furacão já tinha saído do território da Florida.
Centenas de voos foram cancelados nos Estados Unidos esta quarta-feira por causa do furacão.
Entretanto, o furacão Idália enfraqueceu e desceu para a categoria dois ao mover-se em direcção à Geórgia depois de atingir a costa oeste da Flórida na manhã de quarta-feira.
O poeta Elísio Miambo lança, esta quinta-feira, 17 horas, no Instituto Guimarães Rosa, na Cidade de Maputo, o livro Brumas desfeitas, clausuras desnudadas, de Elísio Miambo.
Segundo se observa no prefácio, no seu novo livro, Elísio Miambo apresenta-se como um alquimista das letras e arrisca-se livremente em versos densos e profundos. De acordo com o prefaciador, Sílvio Ruiz Paradiso, no livro do poeta capta-se um eu-lírico habitado por muitos, cujo criador se divide em dois: um moderno e um clássico. O produto final é um texto que estranhamente desliga o leitor do mundo visível, o que conduz a um mundo de imagens criadas pelo lirismo reflexivo, em que desfia temas subjectivos, ontológicos e introspectivos.
No Instituto Guimarães Rosa, Brumas desfeitas, clausuras desnudadas será apresentado por Aurélio Ginja.
O livro de Elísio Miambo foi seleccionado na segunda chamada literária da Editorial Fundza 2022/23. É um livro sobre a carga emocional, pois o eu-lírico, tal qual o herói trágico, passa de felicidades e infelicidades ao longo dos poemas. Consequentemente, os textos permitem a quem lê viver um conjunto de experiências que se mesclam no tamanho do verso.
Elísio Miambo é escritor, ensaísta e docente inserido na Associação Cultural Xitende, um movimento cultural que dinamiza a literatura na Cidade de Xai-Xai. Tem textos publicados nos jornais O País e Notícias, no blog RectasLetras (no qual cria e administra conteúdos), Revista Mapas do Confinamento e em diversas antologias. Co-organizou duas Antologias poéticas: Vozes do Hinterland (2014) & No cais do amor (2022). Em 2020, publicou o seu primeiro livro de poemas intitulado Retroalimentações do Ego.
O livro de Miambo foi seleccionado na segunda chamada literária da Editorial Fundza.
O académico Jamisse Taimo diz que os partidos políticos devem ser mais responsáveis e evitar violência durante o período eleitoral. O antigo presidente da CNE diz ainda que se deve investir mais em campanhas de educação cívica para evitar conflitos.
O apelo foi lançado às formações políticas quando se caminha a passos largos para a campanha eleitoral para as autárquicas de 11 de Outubro.
Jamisse Taimo diz ser necessário reforçar a educação cívica eleitoral.
“Temos que partir do princípio de que o processo de eleições deve basear-se no respeito mútuo. Os partidos políticos devem ter a responsabilidade de que o país é de todos nós e, por isso, devemos chamar as pessoas para a paz”, disse Jamisse Taimo.
O antigo presidente da CNE defende ainda que se deve repensar o modelo de revisão das leis nas vésperas das eleições.
“Não faz sentido que todas as vezes que vamos às eleições, façamos revisão do pacote eleitoral. Ou seja, temos de consolidar as instituições, não só na questão das leis, mas também do recenseamento eleitoral, porque devemos sempre fazer recenseamento de raiz.”
O académico falava, esta quarta-feira, à margem do lançamento do livro “Eleições para a Paz ou para a Guerra”.
Escrito por 16 autores, o livro é uma reflexão sobre os conflitos eleitorais no país, desafios e democracia.
“Queremos, com esta reflexão, convidar os moçambicanos a pensar um pouco na qualidade das eleições, sobre o sentido que elas têm na democracia e como é que podem ser mais livres, justas e transparentes”, explicou Duarte Amaral, um dos escritores do livro.
A obra “Eleições para a Paz ou Guerra” tem 273 páginas.