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Um mês depois da última revolta, cerca de 400 famílias de quatro comunidades de Chibuto voltaram a manifestar-se e ameaçam ocupar a área de exploração de areias pesadas, caso o Governo e a empresa chinesa Dingsheng Minerals não encontrem uma solução para as compensações e outras reivindicações que se arrastam desde 2016.Um mês depois da última revolta, a tensão voltou a tomar conta do distrito de Chibuto. Desde o fim da tarde de terça-feira, famílias de quatro comunidades desencadearam uma nova onda de protestos, que chegou à sede do Governo distrital, exigindo respostas concretas sobre o pagamento das compensações decorrentes da instalação do projecto de exploração de areias pesadas.

As famílias dizem que continuam sem receber, na totalidade, os valores referentes às árvores cortadas nas áreas ocupadas pelo projecto, além de denunciarem o incumprimento de responsabilidades sociais assumidas no processo de reassentamento.

“Queremos o nosso dinheiro, que foi cortado pela empresa chinesa, no valor de 6.800 meticais por árvore”, reclamam os manifestantes.
A administradora de Chibuto, Cacilda Banze, confirma ter recebido o novo caderno reivindicativo apresentado pelos reassentados, mas diz haver elementos estranhos ao movimento, o que, na sua leitura, dificulta a resolução do conflito.
“Confirmo ter recebido o documento, mas há infiltrados que apresentam novas reivindicações e, assim, fica difícil resolver o problema”, afirma Cacilda Banze, administradora de Chibuto.

A revolta, entretanto, já não se limita aos valores que as famílias dizem estar por receber. Os reassentados acusam o Governo de não pressionar a empresa de capitais chineses responsável pelo projecto a cumprir as responsabilidades sociais assumidas no âmbito do reassentamento.

“Não recebemos todo o dinheiro por cada árvore. Governo, pedimos o nosso dinheiro. Se a empresa chinesa recebeu, que seja orientada a pagar o que é nosso e a cuidar das populações”, exige Litosl, residente em Mutsikuane.
Nos locais de reassentamento, as famílias denunciam condições precárias de habitação e falta de infra-estruturas básicas. Dizem que, apesar das sucessivas reivindicações, continuam sem respostas concretas e, por isso, ameaçam regressar às antigas terras, actualmente ocupadas pela actividade mineira.

“Queremos que saiam. Queremos voltar para as nossas terras”, afirma Anal, representante do grupo de reassentados.
Perante a pressão das comunidades, a administradora diz que existem processos em curso para tentar resolver um problema que se arrasta há cerca de uma década. Segundo Cacilda Banze, seriam necessários três milhões de dólares para responder às reivindicações apresentadas.
“São necessários três milhões de dólares para resolver o problema todo. E exigimos o cumprimento da responsabilidade social”, explica Banze.

As organizações da sociedade civil consideram urgente corrigir as falhas no processo de reassentamento iniciado em 2016 e alertam que a tensão poderá agravar-se enquanto as obrigações sociais e as reivindicações das comunidades não forem efectivamente atendidas.

“É urgente resolver as falhas graves que existem no processo de reassentamento. Enquanto as comunidades continuarem sem respostas, a tensão vai continuar”, alerta Gisela Zunguze, da sociedade civil em Chibuto.
E, desta vez, as famílias dizem estar dispostas a prolongar os protestos. Ameaçam permanecer nas ruas durante os próximos 30 dias e admitem avançar para a ocupação da área de exploração mineira, caso não sejam encontradas soluções para o conflito.

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Um ensaio sobre “Brumas Desfeitas, Clausuras Desnudadas”, de Elísio Miambo”
Por Deusa d’Africa

 

Elísio Miambo oferece-nos “Brumas Desfeitas, Clausuras Desnudadas” em poesia, pela Editorial Fundza, um livro que divide-se em três partes: primeiro acto designado catarse, e Segundo acto desigado kiini e por fim, epístolas. O poeta apresenta este drama poético que purifica-nos a cada cena que o autor representa a cada um de nós nesta poesia.

Na escrita de Elísio Miambo, vê-se o escritor e o movimento dos objectos por via do uso das imagens que movem os sentimentos e os objectos. Vide o excerto da página 16, “sento-me rente à escrivaninha”. Assim começa o movimento do poeta diante do objecto que se move por via das palavras, move o escritor e o que lê.

O poeta fala a língua da fé, cita Saramago para iluminar as palavras de largos horizontes neste engenho que é a arte de escrever em que o autor é resiliente no ofício que outros desfloram. O Poeta começa o seu exercício de escrita cantando e dedicando aos seus irmãos de Xitende, vê-se a prior pela dedicatória feita: “aos meus, do Xitende”; pela menção feita ao belísimo poema de Andes Chivangue “Alma Trancada Entre os Dentes”, pelo romance sagaz de Dom Midó das Dores “A Biblia dos pretos”, pela “Equidade no Reino Celestial” de Deusa d’Africa, pelas “ilusões” (romance intitulado Ilusão à Primeira Vista) de Almeida Cumbane e pela “A ilha dos mulatos” de Sérgio Raimundo. Faz alusão ao escritor Milan Kundera “a insustentável leveza do ser”, cujas técnicas se reverberam em múltiplos sentimentos adiante apresentados. Cita o Fernando Pessoa no seu poema “Fingidor”, autor considerado como uma tradição que se segue na Xitende e as dúbias de Anterro de Quental. Nota-se neste primeiro poema um panegírico em que são cantados os seus irmãos e mestres. Ele mostra que não é só, na solidão de sua alma que devaneia em noites na escrivaninha, o poeta é um conjunto de seus. Vide o excerto da pág 17, “ler é deitar-se de costas numa caixa de espelhos..(…)…Ressonância de expurgação de brumas e escancaro clausuras”.

Com esta poesia o autor nos empresta as chaves para escancarar as clausuras e expurgar as brumas, afinal, que se desfaçam todas as brumas tecidas para que a paz floresça nas famílias de todas as nações. Revisto-me de curandeira que lê a sorte lançada pelo poeta, nesta escrita onde um sonho revestido de metáforas e metalinguagens se oculta, mas porque ninguém se oculta dos ósculos e de sua crença revelo: o poeta sonha com a paz para todos, Homens mais humanos e um mundo aberto para todos.

No poema vácuos da página 19, o autor descreve uma rua migrante que tem por dentro, leva-nos às memórias de Noémia de Sousa, a força de sua escrita que fê-la exilar-se em Paris por opor-se ao sistema político que vigorava. Vide o excerto “Fizera Vera Micaia travestir o poema….(…)… o poema traveste o poeta em mim”. Vemos o poeta travestido em vários outros seres e com vários rostos e géneros, o que faz-nos compreender o poder conferido pela poesia ao qual o poeta não se faz de rogado e governa o seu território com afoiteza.

Elisio Miambo, traz-nos o atleta queniano Abel Mutai, que se equivocara confundido a linha de chegada com alguns sinais próximos e que fora salvo pela bondade do espanhol que gritou e levou o Mutai à vitória nos jogos olimpicos de Londres em 2012. A medida que a poesia aqui se tece, o título do livro, ganha mais significação de ser, vide o excerto “nesses rifles por desarmar” ou mesmo brumas por desfazer’’.

No poema “Tratado” da página 20, denota-se como um mero plano pode conduzir uma sociedade ao cume de inverdades na sublimação de um criador sem criatura alguma. Vide, “neste tempo em que a memória infinda a coincidência. Propõe a referência. Ou o intertexto.”

O poeta faz alusão ao marxismo no poema “revelação” da página 21, onde descreve o povo que se reveste nele próprio, colocado sempre em posição dominada diante de um omnipotente que representa o dominador.
De acordo com Paz (2009), o poeta é linguagem em tensão, denota-se este conceito nas imagens deste texto da página 21, “Com Cachimbo em chamas. Um olhar taciturno. Calçoes de Ganga. Rotos. E uma túnica castanha. De linho. Cobrindo o tronco nu. As sandálias com três tiras de couro preto. A barba desfeita e grisalha. Como o pouco cabelo que lhe sobra. Um aroma de incenso à mistura…”

O poema “muedas” da página 22, é um grito de socorro em que o poeta que se vê massacrado na manifestação contra a dominação colonial desta pátria ocorrida em 1960, o massacre de Mueda, um ano que é também de África. Entrelaça a palavra no solo de Mueda, berço da moçambicanidade e também palco actual de incessantes massacres terroristas e não encontra as promessas feitas, o fruto do amor plantado, nele vê-se uma alma rota de um homem que não mais encontra os retalhos com que cobriu uma pátria. Enfurece-se e em prantos exorcisa a terra que quiçá o mundo por ela não se componha. Vide o excerto, “Goteja em mim, quando eu, aos prantos, vou exorcismando o Mueda em que me deixaste. Como se de outros Muedas o mundo não se compusesse.”

Critica as vozes que sopram como os ventos de Agosto em campanhas eleitorais em que se anunciam os planos quinquenais como um tiro dado no escuro mesmo na incerteza. Aqui o poeta revestido de cidadão apela a uma política racional e em conformidade com as necessidades da colectividade que acima de tudo que seja exequível para que esses ventos de Agosto tenham no seu resquício alguns frutos comestíveis. Vejamos na página 23, “como poeira de Agosto. Revigoram-se as vozes (distintas no timbre e siameses na ausência de escala) no íntimo das gotículas da saliva. …votem, votem, votem…dizem. Porque mesmo no escuro. É preciso dar um tiro certeiro….”

O poeta é comprometido com o seu povo, os clichés ofertados em discursatas que não enchem a barriga do povo, desassossegam o autor, que em seu vaticínio anuncia um futuro em que o povo tenha água e luz, para viver condignamente. Neste texto reencontro-me com Oates (2008), que diz que a escrita é a tentativa de captar a voz humana e o poeta Elísio diz que sonhar é voar, encontramos aqui, uma imagem de captura da voz com todos os incensos que perfumam o hálito humano: se grotesco ou nauseabundo como a fome ou mesmo adorável como os manjares da música jazz que enleva a alma, vide a página 25, o poema “pouso” que diz: “como se sonhar não fosse a experiência do voo. Para quem não tem asas. Fiz, pela janela, preces de água, pão e luz. Ao raio de uma estrela cadente…. É preciso ser muito poeta para vaticinar (ao povo) o que não cabe na bolsa de valores”
No poema Sillicon Valley da página 28, abalroamo-nos com uma sociedade feita por oligarquias em que enquanto uns sonham, outros abrem a porta dos sonhos, entram e neles moram, um ready made em que a miséria é uma obra de arte seja em estado de sítio ou lockdown. Vide o excerto, ‘‘edificava-se plurais. Com o ranger de uma porta. Que se abria para o horizonte…”
O poeta, mostra-se preocupado pelo facto de abandonarmos ritmos tradicionais como o “pandza” que alegra e contangia para aceitarmos de tudo e sobretudo aquilo que não é nosso. Homenageia Jimy Dludlu e Elsa Mangue como músicos conducentes à tradição cultural, porque ’’o regresso às raízes se faz peremptório. Sempre que a leveza consciente da maturidade, pesa mais que o peso inconciente da infância’’ página 31.

No poema das páginas 42-43, “além da carne” descreve o que à outrora fora belo como um pensamento-imagem vácuo, sem adornos e questiona a justiça feita diante das desigualdades sociais, questiona a força com que à outrora se fez a busca da liberdade, a mesma força que hoje sucumbe no soalho, porque somos todos mortais, ele cita a sapiência como além do tempo e da carne, mesmo que seja para ser aplicada num ambiente em que o poder oprime ao conhecimento e aplaude a quem se prostra e mendiga a quem expulsa de seu reino ou território. Vide o excerto “resguardo-me neste pensamento-imagem de ti: sem peito, sem quadril, sem bunda….com os teus prantos mortos…libertadora e caçadora de equidades. Arrasas-te ante o brio da carne. Que agora se deita no soalho. Sobrando-te só o intelecto que soçobra sem boia que lhe sustente. Ei-la, portanto, a bruma que te enclausura no pranto das equidades… com que tecidos se tece o baile da equidade, que vive na pedincha por aplausos do opressor”.

Neste poema encontramos nesta poesia que a auto-intitula em fala híbrida ou prosódico, este jogo estético de ser um e tanto outros sem se importar com a forma. Encontramos commumente o povo, numa intensa busca pela equidade nas lutas travadas. Pode se notar que esta poesia é o arquétipo de uma arte interventora, em que o uso da lingua e da metalinguam para a definição dos objectos, o gusto pela música jazz ou blues, pandza ou marrabenta e a força da escrita, faz com que tudo viva para além da matéria que sobrevive para além do tempo quando a força de querer transpõe as barreiras do tempo.

Após a sua estreia em “retrolimentações do ego” em 2020, Elísio Miambo, regressa trazendo um abraço ou aperto de mão como acerto de contas, pois aquiesce-nos pagar as dívidas ocultas desocultando-as ao expurgar as brumas e escancarar as clausuras. Aqui desfazemos as brumas e enclausurmarmo-nos desnudados de todo o poder para que na terra onde encontramos o nosso umbigo, a nossa mãe, vivamos sem nos preocuparmos em lutar pelas facilidades que nos abrem as portas de outros horizontes, apenas sejamos nós mesmos, mais humanos, mais independentes e vivamos a nossa solicitude e uma paz duradoira.

Referências Bibliográficas:
OATES, Joyce Carol. ‘‘A Fé de um Escritor: Vida, Técnica, Arte’’. Lisboa: Casa das Letras, 2008.
PAZ, Octavio. “Signos em Rotação”. São Paulo: Perspectiva, 2009.

Às 15 horas desta quinta-feira, na Faculdade de Engenharia da Universidade Católica de Chimoio, serão lançadas as obras literárias Estórias trazidas pela ventania (contos), de Adelino Albano Luís, e Deixa-me escrever-te (poesia), de Timóteo Papel.

Segundo uma nota da Editorial Fundza, Estórias trazidas pela ventania é um livro de 25 contos, que, usando uma linguagem simples e coloquial, retrata diversos acontecimentos de fórum social e privado. Por isso mesmo, enquanto lê, o leitor depara-se, não raras vezes, com situações facilmente denotáveis com a realidade de Moçambique.

Ao longo dos enredos dos contos, casas se movem por si mesmas; um natal é comemorado na lixeira; há um sequestro sem um sequestrado; uma psicóloga que precisa ser consolada pela paciente ou um Eusébio que não quer saber de futebol. A proposta literária de Adelino Albano Luís será apresentada por Inocêncio Albino.

Quanto a Deixa-me escrever-te, avança a mesma nota da Editorial Fundza, é uma obra poética rítmica e cantada. O ritmo, que é a característica intrínseca e peculiar da poesia oral africana, evidencia-se nos poemas com maior propriedade. Isto é, o poeta diz a arte em versos e comunga a sacralidade do amor em um recorte lúdico e potente, no universo de uma realidade que, por vezes, é tão árida, tão inóspita, fazendo ressurgir, até mesmo aos olhos mais cépticos, a existência de afectos que soariam inatingíveis em determinadas circunstâncias.

Deixa-me escrever-te conduz o leitor, portanto, aos detalhes despercebidos do cotidiano, com os momentos e delicadezas que não se revelam aos olhos enevoados de rotina. A proposta literária de Timóteo Papel será apresentada por Francisco Massambo
Adelino Albano Luís nasceu em 1998, na Cidade de Chimoio. Licenciado em Filosofia pela UEM, é professor e o conto é seu género literário de eleição. Estreou-se com obra ″Cronicontos da Cabeça do Velho″ (2022), prémio literário Calane da Silva ⁄ Alcance Editores (4ª edição – 2021). Conquistou o primeiro lugar do Concurso de Crónicas da 1ª edição da Feira do Livro da Beira (2021); Conquistou o primeiro lugar do concurso literário Dia Mundial da Língua Portuguesa: estórias pandémicas, e foi finalista do prémio Fundação Fernando Leite Couto (2022), com a obra Estórias trazidas pela Ventania. Participou em várias antologias, dentre as quais o volume I de Espíritos Quânticos – Diário de uma Quawwi.

Timóteo Gentil Papel nasceu em 1990, na Zambézia. É docente, pesquisador, poeta e escritor, licenciado em Ensino de Filosofia com Habilitações em Ensino de História, pela Universidade Pedagógica de Maputo. É Mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local, pela Universidade de Santiago – Cabo Verde. É autor da obra Não sei ser triste (2021). Participou nas antologias Literatura e cultura em tempos de pandemia (2021); As Áfricas dentro de mim (2021); Encontro de gerações (2022); e Antologia Luís Vaz de Camões e convidados (2022).
Os dois livros foram seleccionados na segunda chamada literária da Editorial Fundza.

O Conselho Constitucional chumbou, hoje, a decisão da CNE de rejeitar a candidatura do partido  Revolução Democrática (RD), por este não ter cumprido a hora marcada para a apresentação da candidatura às eleições autárquicas de 11 de Outubro.

Depois de ter sido mandado, pelo Conselho Constitucional, trocar os seus símbolos que se assemelhavam aos da Renamo, a RD  regressou à Comissão Nacional de Eleições para apresentar a sua candidatura às eleições autárquicas de 11 de Outubro próximo, mas não foi permitido submeter os documentos, tendo a CNE alegado que este partido se tinha atrasado.

De acordo com um acórdão do Conselho Constitucional a que o “O País” teve acesso, a CNE deverá receber a “candidatura do Partido Revolução Democrática no prazo de 48 horas e proceda conforme o regime jurídico determinado pelos artigos 21 a 30, todos da Lei n.º 7/2018, de 3 de Agosto, atinente à eleição dos titulares dos órgãos das autarquias locais, alterada e republicada pela Lei n.º 14/2018, de 18 de Dezembro e, posteriormente, alterada pela Lei n.º 24/2022, de 29 de Dezembro.”

O Conselho Constitucional decidiu ainda “anular o sorteio das listas definitivas realizado no dia 29 de Agosto de 2023, pela Comissão Nacional de Eleições”, que colocavam  o MDM na primeira posição nos boletins de voto, seguido pela Frelimo. 

Os vencedores da edição 2023 da Taça Maputo “Jogabets 100 Paus” de basquetebol sénior masculino e feminino assim como os destaques individuais da prova serão premiados, esta quinta-feira, numa cerimónia a realizar-se na sede social da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM).

O Costa do Sol conquistou a prova em seniores masculinos apos derrotar, na final, a A Politécnica por 80-54, pelo que terá como premio um valor monetário de 70 mil Meticais. O finalista vencido, esse, encaixa 30 mil Meticais.

Em femininos, a final foi ganha pelo Ferroviário de Maputo que bateu o rival Costa do Sol por 67-42, num duelo em que as “locomotivas” souberam anular os pontos mais fortes das campeãs nacionais, sobretudo, no terceiro e no último quarto. Com a conquista, o Ferroviário de Maputo vai receber também 70 mil Meticais, enquanto que o Costa do Sol terá como prémio 30 mil.

Há ainda a destacar os prémios individuais colocados à disposição pela organização da prova, nomeadamente melhor jogador (MVP), melhor marcador, melhor ressaltador, melhor triplista e melhor treinador que devem encaixar 10 mil Meticais cada.

Na categoria de masculinos, Egídio Zandamela foi considerado melhor jogador, enquanto o seu “coach” Miguel Guambe ficou com o premio de melhor treinador. Milton “Gato Preto” Cumbana chamou a si o titulo de melhor triplista e Turdivales Nhatumbo saiu com o prémio de melhor ressaltador. Finalmente, Marlon Uamusse terminou a prova como melhor marcador.

Destaque, nos femininos, para Stefânia “Papelão” Chiziane (melhor jogadora), Flávia Alcino (melhor triplista), Ingvild Mucauro (melhor marcadora), Carla Covane (melhor ressaltadora) e Nasir “Nelito” Salé (melhor treinador).

Esta competição foi bastante concorrida no jogo da final com o publico a marcar presença em peso no pavilhão do Maxaquene.

Segue-se o Campeonato da Cidade, maior prova do calendário de basquetebol da capital do país.

O Pavilhão do Ferroviário de Nampula testemunhou, esta terça-feira, o “poderio” dos representantes de Cabo Delgado na fase de apuramento da zona norte para a 14ª edição da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

Pois, na renovada quadra, o Núcleo Desportivo de Pemba superiorizou-se a Associação Desportiva de Mucopelinhas, vencendo por 83-68. Num duelo em que controlou o jogo, o Núcleo Desportivo de Pemba saiu ao intervalo a vencer por sete pontos: 44-38.

Emilton Bamo e Cândido Mussa combinaram 40 pontos (cada um marcou 20) e lideraram o Núcleo Desportivo de Pemba na estreia na competição.

Do lado da Associação Desportiva de Mucopelinhas, destaque para Mro Nwetha que contabilizou 21 pontos em 30:26 minutos na quadra.

O representante de Cabo Delgado concretizou 31 em 69 lançamentos de campo (media de 44, 9%) contra 30 em 64 (46, 9 % de aproveitamento) do seu adversário.

Os dois conjuntos estiveram mal nos tiros exteriores, sendo que a Associação Desportiva de Mucopelinhas teve um registo de 2 em 6 (33, 3%) enquanto o Núcleo Desportivo de Pemba concretizou 3 em 10 (30%)/.

Na linha de lances livres, esteve melhor o conjunto de Cabo Delgado com 18 em 32 (56, 3%) contra 6 em 14 da equipa de Nampula que se apresentou com 6 em 14 (42, 9%).

Na luta das tabelas, destaque para o domínio da Associação Desportiva de Mucopelinhas com 51 ressaltos dos quais 34 defensivos e 17 ofensivos. O Núcleo Desportivo de Pemba teve um registo de 34 ressaltos, sendo 22 defensivos e 12 ofensivos.

A Associação Desportiva de Mucopelinhas marcou mais pontos nas segundas bolas (16) que o seu oponente que fez 10. Outrossim, a equipa de Nampula apresentou-se melhor em situações de contra-ataques com 17 pontos contabilizados contra 9 do seu adversário. Na zona pintada, o Núcleo Desportivo de Pemba foi melhor com 48 pontos contra 46 da Associação Desportiva de Mucopelinhas.

Porque estávamos, diga-se, em dia “sim” para a província de Cabo Delgado, New Vision de Pemba, num jogo com elevado grau de dificuldades, derrotou New Vision de Nampula, por 64-62. Ao intervalo, o marcador indicava 35-24, vantagem para o conjunto de Cabo Delgado.

O Ferroviário de Nampula, cabeça-de-série, não teve dificuldades para derrotar Niassa Basquetebol Team por 58-33. O quinto classificado da última edição da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal vencia, ao intervalo, por dez pontos: 26-16.

De acordo com o regulamento da prova, cada formação somente poderá inscrever um máximo de quinze jogadores, devendo apresentar 12 na folha de jogo.

Há chefes de quarteirão que estão a fazer recolha de dados nos cartões de eleitor, com o objectivo de manipular o processo eleitoral. A denúncia foi feita, hoje, pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Os alegados casos ocorrem nos bairros de Nkobe, Matola A e C, T3, Singathela, Matola J e Unidade H, Município da Matola e, segundo o MDM, são verificados, sobretudo, no período noturno.

Em conferência de imprensa, o partido explicou que teve conhecimento da situação através de denúncias feitas por moradores de alguns bairros e comunicou, formalmente, às autoridades, mas nada foi feito.
O Movimento Democrático de Moçambique não tem dúvidas de que a Frelimo esteja envolvida no caso e, por isso, garantiu que não vai permitir manipulações no processo. “Não nos responsabilizamos pelas consequências que vão advir por essas atitudes de andar a recolher cartões de eleitor”, alertou Agusto Pelembe.

“Queríamos, também, dar um recado ao secretário-geral do partido Frelimo, Roque Silva, para mandar parar essas brincadeiras. Ele é o administrador do partido e, para nós, ele é que está a dar essas orientações para entrarem nas casas e recolher cartões de eleitor”, acrescentou Amável Vera Cruz, delegado político MDM, na Matola.

A formação política entende que a recolha de dados é a preparação para uma fraude nas eleições autárquicas de 11 de Outubro e que a situação pode desmobilizar o eleitorado, impedindo, assim, uma transição transparente do poder.

O presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, garantiu esta terça-feira que o país “pode e tem condições” para exercer a próxima presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Umaro Embaló regressou ontem a Bissau depois de alguns dias de férias fora do país, interrompidas para participar na 14ª cimeira da CPLP, que decorreu no domingo, em São Tomé e Príncipe, e na qual ficou decidido que a próxima presidência será assumida pela Guiné-Bissau, dentro de dois anos.

Em julho, o presidente chegou a admitir que a Guiné-Bissau podia abdicar da presidência e a dúvida manteve-se até ao final da cimeira de domingo, em que foi confirmada a escolha.

À chegada no aeroporto de Bissau, segundo o Notícias ao Minuto, o Chefe do Estado afirmou aos jornalistas que nunca assumiu “essa posição de não assumir a presidência da CPLP”.

“Penso que é importante assumirmos depois de ser avaliado pelos meus pares em São Tomé, no entanto, não há uma diplomacia fixa, tem que se saber também ceder, tomar e dar. Portugal, Angola, todos eles entenderam que é a vez da Guiné-Bissau e, portanto, é a Guiné-Bissau, porque é o país que assume, não é pessoa”, acrescentou.

Sissoco garantiu que a Guiné-Bissau “pode e tem condições” para esta tarefa e lembrou outros compromissos do país na sub-região africana, nomeadamente a troika que forma com a Nigéria e o Benim na CEDEAO ( Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).

Vincou ainda que a Guiné-Bissau posiciona-se “como futuro presidente da União Económico e Monetária do Oeste Africana (UEMOA)”.

O presidente da Guiné-Bissau disse ainda que nos últimos dias em que esteve ausente do país foi também ao Senegal onde trocou impressões com o homólogo Macky Sal, nomeadamente sobre a instabilidade política no Níger, consequência do golpe militar que derrubou o presidente Mohamed Bazoum a 26 de Julho.

Produzir alimentos empregando tecnologias de monitoramento, tal como aplicativos, deixou de ser sonho para produtores no país. Com a solução, já é possível solucionar os problemas dos agricultores de forma célere e localizada. Trata-se de uma plataforma desenvolvida pelo Governo para responder aos desafios do sector, e os avanços foram divulgados na Feira Internacional de Maputo (FACIM).

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural está a alcançar bons resultados quanto à monitoria da produção agrícola no país, graças ao uso de novas tecnologias na agricultura, que permitem mapear e intervir nos problemas identificados na cadeia de valor.

“Se antes o processo de selecção era carregar os ficheiros de um distrito para o nível provincial, hoje em dia ­é tudo digitalizado. Isto melhora, primeiro, o tempo que temos que levar para fazer a avaliação. Significa que, ao fazermos o mapeamento das machambas, por exemplo, o agricultor diz que produziu 10 toneladas e, nós, com a informação do aplicativo, conseguimos julgar melhor o dado. No passado, a pessoa dizia: ‘produzi 50 toneladas”, e não tínhamos como fazer essa análise”, explicou Credencio Maunze, em representação ao MADER.

Em paralelo à plataforma do Governo, há várias iniciativas do sector privado, que permitem a colecta de dados, como também o estudo das características dos solos.

“Nós temos uma solução que funciona com uma mistura de hardware e software; usamos uma marca auricular que colocamos na orelha do animal, um leitor AFID que lê o código QR que está na marca do auricular, e um aplicativo que pode ser instalado no Smartphone, pode ser android ou IOS, esta mistura faz com que os veterinários e os técnicos do Ministério da Agricultura, possam trabalhar com agricultores e criadores para monitorar o crescimento do animal desde o nascimento ate a morte”, explicou o veterinário Danilo De Sousa, em representação a marca E-livestock.

Na produção pecuária, por exemplo, o emprego de microchips é uma das mais modernas formas de colectar e monitorar o desenvolvimento das espécies especiais.

Entretanto, são apontadas queixas quanto à adopção pelo Governo das várias soluções tecnológicas apresentadas pelo sector privado.

Segundo o Ministério da Agricultura, neste momento, estão a ser monitorados mais de 300 produtores a nível nacional, através da plataforma governamental.

 

PREÇOS E BAIXA QUALIDADE DESAFIAM PRODUTORES

 

O pavilhão do MADER na FACIM também juntou actores da cadeia de valor agrária para afinar a estratégia de acesso ao mercado de insumos agrícolas. Entre os desafios estão o difícil acesso a sementes de qualidade e fertilizantes, uma vez que a maior parte dos insumos são importados.

Os actores defendem a necessidade de o Governo monitorar a implementação da isenção de taxas e importação em regime de escala, para que o preço de comercialização reduza nos mercados.

Segundo os actores, o difícil acesso é também impulsionado pela má coordenação entre o Governo, sector privado e produtores.

Baixar o preço de aquisição dos insumos agrários é, segundo os agricultores, das mais urgentes medidas a ser tomada, considerando esta camada a mais vulnerável da cadeia de produção.

A reflexão inserida na 58 edição da Feira Internacional de Maputo teve lugar esta terça-feira, na Província de Maputo.

Três estrangeiros em situação ilegal no país foram retidos na província de Sofala. Um dos detidos é um cidadão de nacionalidade bengali, que foi encontrado com um cartão de eleitor emitido em Manica.

Três indivíduos foram retidos na semana finda, em Sofala, por estarem a residir ilegalmente no país. Um deles, para além do seu passaporte, emitido em Bangladesh, foi encontrado com um cartão de eleitor emitido em seu nome, numa região denominada Nhamatanda, distrito de Machipanda, província de Manica, o que levou as autoridades a retê-lo indiciado de possuir documento falso.

O indiciado alegou que perdeu os seus documentos no início do ano e, durante o processo de recenseamento, achou que poderia aproveitar o mesmo para ficar documentado, enquanto aguardava pelo seu novo passaporte, alegadamente pedido no seu país.
O cartão de eleitor indica que o bengali é natural do distrito de Manica, província com o mesmo nome.

A Migração em Sofala, não encontrando nexo que justifique a aquisição do cartão de eleitor por parte do cidadão, sendo ele um estrangeiro, o mesmo foi encaminhado à audição.

O cidadão somali foi encontrado com um cartão de asilo falso e o caso já está na posse do SERNIC.
O terceiro retido é um cidadão de nacionalidade portuguesa que está em Moçambique ilegalmente desde 2016, a residir na Beira.
Mas denúncias populares levaram à localização do mesmo.

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