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O desporto nacional esteve em destaque esta quarta-feira, no Circuito de Manutenção Física António Repinga, na Cidade de Maputo, com a realização de uma cerimónia de homenagem ao pugilista profissional moçambicano Tiago Muxanga. Promovido pela Amaramba Capital Dealer, o evento serviu para enaltecer e premiar o mérito, a dedicação e o impacto internacional das recentes vitórias do atleta.

A sociedade financeira reuniu dirigentes desportivos e a imprensa para celebrar o trajecto invicto do pugilista moçambicano e reforçar o seu compromisso com a responsabilidade social.

Tiago Muxanga ostenta actualmente um percurso invicto no boxe profissional, impulsionado pela conquista de dois títulos de prestígio global, obtendo como palmarés o título de Campeão Africano da International Boxing Organization (IBO All Africa), sendo igualmente detentor do Cinturão de Prata da Commonwealth (Commonwealth Silver Belt).

Estes marcos não só elevam o estatuto do pugilista, como colocam Moçambique no mapa das grandes decisões do boxe internacional. Durante a cerimónia, o Director Financeiro da Amaramba Capital Dealer,

Baptista Machava, destacou a necessidade de apoiar referências nacionais que inspiram a juventude e projectam o país no panorama internacional.

“Tiago Muxanga demonstra que, com disciplina, foco e determinação, é possível alcançar o topo do mundo. Na Amaramba Capital Dealer, acreditamos que a nossa missão ultrapassa os mercados financeiros e o investimento de capital. O nosso compromisso social exige que sejamos catalisadores do desenvolvimento humano e da excelência moçambicana. Homenagear o Tiago é reconhecer um símbolo de superação e investir no orgulho de toda uma nação.”, disse Baptista Machava, em representação de Joaquim Bazar, PCA da Amaramba Capital Dealer.

A direcção da Federação Moçambicana de Boxe (FMBoxe) marcou presença no evento e enalteceu a iniciativa da Amaramba Capital Dealer, sublinhando que o envolvimento do sector privado é determinante para a sustentabilidade do desporto de alta competição.

“A trajectória do Tiago Muxanga no boxe profissional é fruto de anos de entrega, mas consolida-se de forma muito mais sólida quando o sector empresarial se junta à causa desportiva. Agradecemos à Amaramba Capital Dealer por este gesto exemplar de reconhecimento. Esperamos que esta acção sirva de inspiração para que mais instituições financeiras e empresariais apostem nos nossos atletas.”, disse Gabriel Júnior, Presidente da Federação Moçambicana de Boxe.

O pugilista reiterou a sua determinação em continuar a defender as cores do país nos ringues internacionais.

“Receber esta homenagem da Amaramba Capital Dealer dá-me ainda mais força para continuar a trabalhar no duro. Estes títulos não são apenas meus, pertencem a Moçambique, à minha equipa e a todos os que acreditam no nosso boxe. O meu objectivo é continuar invicto e trazer mais cinturões para a nossa terra.”, promete Tiago Muxanga.

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A praça de autocarros na cidade de Inhambane foi a escolha da Frelimo na tarde desta quinta-feira para dialogar com os transportadores.

O cabeça-de-lista da Frelimo, Benedito Guimino, quis ouvir as preocupações destes e prometeu melhorar as vias de acesso e todo o sistema de transportes.

Guimino reconhece que é importante melhorar as vias de acesso, com o tapamento de buracos na zona urbana e terraplanagem fora da zona urbana. De modo, as pessoas poderão ser transportadas em melhores condições.

No local, o cabeça-de-lista da Frelimo recebeu garantias de voto para a sua formação política.

 

RENAMO DIZ QUE É VEZ DE AS MULHERES GOVERNAREM EM INHAMBANE

A Renamo decidiu fazer uma caravana pelas artérias da cidade com paragens em lugares de concentração de pessoas.

A caravana partiu da sua sede no centro da cidade de Inhambane e foi até ao bairro Guitambatuno, na zona de Espada, a cerca de 15 quilómetros do centro.

Um dos lugares em que a Caravana parou foi o famoso mercado Mafurreira, onde a cabeça-de-lista daquela formação política, Helena Makul, interpelou os vendedores e pediu votos em troca do que chamou de alternância de governação.

Ela começou por explicar aos eleitores como proceder para votar e disse que, sendo mulher, está em melhores condições para governar a cidade de Inhambane.

 

MDM PROMETE MELHORAR A VIDA DAS PESSOAS EM CHALAMBE

O já conhecido Bairro Chalambe, que sofre ciclicamente com problemas de inundações urbanas e vias de acesso, foi a escolha do Movimento Democratico de Moçambique.

O cabeça-de-lista daquele partido, Constantino Sevene, pediu aos eleitores uma oportunidade para governar em troca de melhorias naquele bairro.

Entre as promessas, o destaque vai para a abertura de vias de acesso em Chalambe para permitir a circulação de viaturas. Outra promessa de Sevene foi a construção de um sistema de drenagem de água das chuvas e do mar, para evitar que essas inundem aquele bairro.

Em Quelimane, o partido Renamo prometeu construir casas resilientes para cada um dos residentes do bairro Icidua. O cabeça-da-lista da Frelimo esteve no mercado FAE, onde prometeu reduzir a taxa dos vendedores em 25% caso seja eleito. Já o MDM insistiu na redução de taxas de mercados.

O cabeça-de-lista da Renamo marchou do centro da cidade até ao bairro Icidua, onde os seus apoiantes o aguardavam. As primeiras palavras de Manuel de Araújo foram de convicção na vitória nas eleições de 11 Outubro.

“No dia 11, todas as casas devem confeccionar galo com xima de maçaroca para festejarmos a nossa vitória. É preciso que, depois do voto, fiquemos lá para controlar o voto”, disse o cabeça-de-lista da Renamo aos seus correligionários que acorreram à concentração de caça ao voto no bairro Icidua.

Caso seja eleito, De Araújo prometeu melhorar habitação dos munícipes de Icidua e outras infra-estruturas. 

Já o cabeça-de-lista da Frelimo escalou o mercado FAE para pedir voto em troca da redução de taxas de mercados aos vendedores. Lourenço Gani, junto de vários membros do seu partido, incluindo o primeiro secretário distrital de Quelimane, prometeu melhores condições.

No mercado, os vendedores reclamaram da falta de movimento e condições, sendo que precisam de mudanças. Gani recebeu garantias de voto, depois de prometer melhorar o saneamento, a redução da taxa de mercado em 25% e a melhoria de vários serviços. “Nas eleições de 11 de Outubro, queremos pedir voto para a Frelimo para a melhoria de condições de trabalho neste mercado”, disse Lourenço Gani.

Bruno Dramusse, cabeça-de-lista do MDM, esteve no mercado Brandão, tendo reiterado a melhoria das condições de mercado e a redução da taxa. “Vamos colocar água e energia, para que as lojas sejam encerradas depois das 21 horas. As senhoras acima de 65 anos não vão pagar taxas”, disse Dramusse.

Até aqui, a Polícia da República de Moçambique faz-se presente na cobertura da campanha eleitoral de todos os partidos políticos.

A cabeça-de-lista do partido Frelimo esteve  no bairro de Chigussura, onde voltou a priorizar o contacto interpessoal com os eleitores, para auscultar as suas preocupações. Uma das  preocupações apresentadas por uma eleitora está relacionada com a melhoria das bancas nos mercados informais.

“Temos muitos vendedores a venderem os seus produtos, alguns de consumo imediato, no chão, pondo em causa a saúde pública”, disse Teresa Gabriel, munícipe da Beira.

Em resposta a esta preocupação, Stella Zeca garantiu que, caso vença, o seu partido procurará uniformizar as bancas.

“Actualmente, vemos bancas construídas até de material precário. Uns constroem bancas com recursos a papelões, estacas e/ou chapas de zinco, e infelizmente as medidas não são as mesmas. Votem na Frelimo e nós encontraremos juntos de parceiros uma estrutura padrão. Mas quem conseguir construir por meios próprios, nós apoiaremos, mas haverá medidas a usar e um material próprio. Isto poderá concretizar-se se eu for presidente e, para tal, votem na Frelimo”, pediu Stella Zeca.

Na cidade da Beira, a caça a votos, por parte do partido Renamo, cujo cabeça-de-lista é Geraldo Carvalho, esteve centrada no 13º bairro, na zona de Macata. Carvalho  contactou  pessoalmente os potenciais eleitores, vendendo o seu manifesto eleitoral.

Em Macata, Carvalho garantiu que, caso vença, irá pavimentar as estradas, ora terraplanadas, melhorar a iluminação na base de apoio de parceiros e baixar as taxas municipais, principalmente para os vendedores dos mercados.

“Mas, para que isso aconteça, devem votar na Renamo. Votando na Renamo estão automaticamente a votar no Geraldo Carvalho, para o cargo de edil da Beira. Só vencendo as próximas eleições autárquicas é que este projecto irá contribuir para a mudança das vossas vidas e de toda a cidade”, garantiu Carvalho.

Depois da queda registada em Agosto passado, perspectiva-se uma subida generalizada de preços na economia nos últimos meses do ano, mercê do fim da época fresca, o agravamento das tarifas na portagem da Moamba e o aumento dos preços de combustíveis e de produtos alimentares na África do Sul. A projecção é feita pelo Banco de Moçambique.

Dados do relatório sobre a Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação, divulgado esta semana pelo banco central, evidenciam que, em Agosto de 2023, a inflação anual desacelerou, favorecida pela redução dos preços dos bens alimentares. A inflação anual, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) de Moçambique, passou de 5,67 % em Julho para 4,93 % em Agosto.

A evolução negativa do nível geral de preços em Agosto é explicada pela redução dos preços de bens alimentares, com destaque para frutas e vegetais, em face da vigência da época fresca, e dos preços de combustíveis.

Para o futuro, as perspectivas de curto prazo apontam para uma ligeira aceleração da inflação. Estas perspectivas, de acordo com o documento, reflectem o fim da época fresca, o agravamento das tarifas na Portagem da Moamba e o aumento dos preços de combustíveis e de produtos alimentares na África do Sul.

Contudo, o Banco de Moçambique (BM) aponta que prevalecem como riscos a estas perspectivas as incertezas quanto ao ajustamento dos preços de combustíveis a nível doméstico e a magnitude dos efeitos e impacto do fenómeno El Niño. 

Entretanto, os agentes económicos reviram em baixa as suas perspectivas de inflação para o fecho do ano. Um inquérito aos agentes económicos, realizado em Setembro corrente, aponta que a inflação anual poderá reduzir para 5,88 %, depois de 6,39% revelado no inquérito precedente.

Já nas perspectivas para o médio prazo, prevalece a previsão de manutenção em um dígito, a reflectir o impacto das medidas de política monetária, a estabilidade cambial e a tendência de arrefecimento da pressão inflacionária a nível global. Entretanto, os riscos subjacentes às projecções de inflação agravaram-se, com destaque para as perspectivas de aumento do preço do brent no mercado internacional e as incertezas quanto ao impacto dos eventos climáticos extremos.

 

A ECONOMIA NACIONAL CONTINUARÁ A RECUPERAR-SE DE FORMA MODERADA

O BM antevê que o PIB, excluindo os projectos energéticos, registe um desempenho moderado, a reflectir o relativo bom desempenho dos sectores da agricultura, do comércio e de serviços.

Aliás, no segundo trimestre de 2023, o PIB real registou um crescimento anual de 4,7 %, a reflectir, essencialmente, o dinamismo da indústria extractiva (sobretudo a produção de gás natural liquefeito), bem como a recuperação do comércio e serviços.

No segundo trimestre, “o PIB registou uma aceleração de 50 pb. Dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que, em termos anuais, o PIB real cresceu 4,7 % no segundo trimestre de 2023, após 4,2 % no primeiro trimestre”.

Entretanto, no curto prazo, mantêm-se as perspectivas de um crescimento moderado do PIB, excluindo a produção de GNL, explicado pela evolução positiva da agricultura e dos serviços. 

Segundo o relatório, a aceleração do crescimento do PIB no período em referência reflecte o dinamismo da indústria extractiva, bem como a recuperação do ramo de comércio e serviços de reparação, que registou um crescimento de 3,0 %, após a queda de 3,4 % no trimestre anterior.

Em termos de componentes da procura agregada no comércio, que contribuíram para o crescimento do PIB, o banco central cita a melhoria do saldo da conta corrente, resultante da redução das importações.

“No período em referência, o valor das exportações de bens reduziu em USD 171 milhões, comparativamente ao período homólogo de 2022. Esta redução é explicada, essencialmente, pela queda acentuada dos preços das principais mercadorias de exportação no mercado internacional. No mesmo sentido, as importações reduziram em USD 4,110 milhões, explicada pelo efeito estatístico base, fortemente influenciado pelo valor expressivo da plataforma flutuante do projecto Coral-Sul (cerca de USD 4200 milhões), registado no primeiro semestre de 2022”, escreve o relatório.

Dentre os principais produtos de exportação, apenas o gás e as areias pesadas registaram incrementos, a reflectir o efeito, tendo os restantes se ressentido significativamente da queda dos preços no mercado internacional.

Assim, perspectiva-se que, no curto prazo, o volume das exportações continue a crescer, favorecido pela contínua melhoria do desempenho dos grandes projectos, com destaque para o gás natural e o carvão mineral. 

As projecções são também optimistas quanto à recuperação da actividade económica.

O desempenho da economia no primeiro semestre do ano continua a indicar uma recuperação gradual da actividade económica, não obstante os efeitos dos choques climáticos que têm assolado o país. Deste modo, o crescimento do PIB real tende a aproximar-se da sua tendência de longo prazo, diz o estudo.

No curto prazo, mantêm-se as perspectivas de um crescimento moderado do PIB, excluindo a produção de GNL. “Estas perspectivas continuam a ser sustentadas pelo desempenho dos sectores primário (agricultura e produção de carvão e areias pesadas) e terciário (serviços de transportes e comunicação e de hotelaria e restauração), num contexto em que se prevê que o sector secundário prevaleça condicionado e que os preços das commodities de exportação continuem a limitar a expansão da actividade económica”, refere.

 

RESERVAS INTERNACIONAIS DO PAÍS MANTÊM-SE EM NÍVEIS SATISFATÓRIOS. 

O regulador do sistema financeiro explica que a posição externa do país, medida pelas reservas internacionais brutas, mantém-se satisfatória, tendo registado um saldo acumulado de cerca de USD 3,220 milhões até ao dia 15 de Setembro de 2023, o suficiente para garantir a cobertura de cerca de quatro meses de importações de bens e serviços, excluindo os grandes projectos.

O volume de negócios entre a China e Moçambique atingiu mais de 27 mil milhões de dólares nos últimos 10 anos. Os dados foram avançados durante a celebração dos 74 anos da fundação da República Popular da China.

A relação de amizade e cooperação sino-moçambicana data dos primeiros anos da independência nacional e, nas últimas décadas, destaca-se pelas trocas comerciais e investimento directo estrangeiro chinês em Moçambique.

Segundo o embaixador da República da China, Wang Hejun, o volume das trocas comerciais entre Moçambique e a China atingiu um cumulativo de 27, 72 mil milhões de dólares nos últimos 10 anos.

“A China é o melhor parceiro comercial de Moçambique. O volume de negócios entre a China e Moçambique atingiu mais de 27 mil milhões de dólares nos últimos 10 anos, e a China investiu, cumulativamente, mais de 8,5 mil milhões de dólares em Moçambique nos últimos anos”, disse Wang Hejun.

O responsável, que falava, terça-feira, na celebração dos 74 anos da fundação da República Popular da China, em Maputo, garantiu que o Governo de Xi Jinping vai continuar a apoiar o desenvolvimento do país.

“Vamos continuar a apoiar financeiramente Moçambique, a explorar um caminho de desenvolvimento conforme as condições nacionais, para alcançar o desenvolvimento inclusivo e sustentável e desempenhar o papel importante a nível regional, para que a voz do continente se faça ouvir nos fóruns internacionais. A China tem investido em áreas estratégicas e prioritárias, como agricultura, recursos minerais, transportes e comunicações, turismo e indústria”, explicou o embaixador.

Para o Governo de Moçambique, a cooperação bilateral com a segunda maior economia do mundo abre janelas para a redução das importações no país, por via da participação de empresários chineses no processamento de matérias-primas e geração de emprego.

“Acreditamos que estas iniciativas constituem uma janela de oportunidade para os investidores que privilegiam a transformação da matéria-prima, para que possa ser gerada mais riqueza para o nosso país e contribuir para a redução de importações de bens de consumo em escala e geração de emprego”, disse o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela.

De acordo com dados oficiais, a China investiu em Moçambique cerca de um bilião de dólares americanos, em vários sectores, com destaque para infra-estruturas, nos últimos cinco anos.

Aliás, a China financiou, nos últimos anos, infra-estruturas públicas de grande vulto em Moçambique, como a Estrada Circular de Maputo, o Estádio Nacional do Zimpeto e o novo Aeroporto Internacional de Maputo.

A China, um dos três maiores parceiros bilaterais de Moçambique, fala de uma relação frutífera com com Moçambique, e revela que estão a preparar uma nova fase de intercâmbio ao mais alto nível para reforçar a cooperação nas áreas político-diplomática, economia, educação e saúde.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou Cecília Chamutota  para o cargo de secretária de Estado na província de Sofala. Chamutota sucede a Stela Zeca, exonerada esta quarta-feira.

Até à sua nomeação, Cecília Chamutota  era vice-ministra das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

O antigo Presidente da República defende que os jovens devem parar de apenas criticar e propor soluções para o bem do país. Joaquim Chissano referiu ainda que a juventude deve ser mais atrevida e confiar nas suas capacidades.

O antigo Presidente da República e Patrono da Fundação Joaquim Chissano deu, esta quinta-feira, em Maputo, uma aula de sapiência durante o Masterclass-Seasons, intitulada “liderança na prática”. Perante centenas de jovens, o antigo estadista aconselhou, mas também deixou críticas.

“Às vezes, porque Chissano disse isto, disse aquilo. É gargalhada para lá, é chacota. Em vez de se olhar para o que disse, analisar e transformar em conselho. Vocês, jovens, têm mais capacidade para fazer esse trabalho, de analisar, porque têm conhecimentos, têm meios de comunicação”, frisou.
Para o antigo Presidente da República, os jovens devem parar de depender, porque cabe a eles apresentar soluções para os problemas do país.

“Fazem-me a pergunta o que eu devo fazer. Essa vossa pergunta não é muito pertinente, porque nós lutamos para vocês poderem ir à escola e vocês voltam e perguntam a mim o que devo fazer. Sentem-se, analisem, pode ser em grupo, e vão encontrar soluções entre vocês, sem depender de ninguém. Usem os recursos que temos disponíveis ao máximo”, acrescentou.

Joaquim Chissano descreveu ainda o perfil de um líder: “Um líder deve levar a maioria, neste caso dos jovens, a reflectir em conjunto para definir o objectivo actual, ou seja, a pensar no Moçambique que nós queremos”.

Participaram no evento outros renomados oradores, nomeadamente Daniel David, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Soico e da DHD Holding, Salimo Abdula, Presidente do Conselho de Administração da Intelec Holdings, Josina Machel, activista de direitos humanos, e João Figueiredo, Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco.

O evento acontece pela terceira vez consecutiva este ano, e é organizado pela Executive Academy, uma instituição pertencente à empresa moçambicana Executive Sales Group.

Os dois Masterclass-Seasons anteriores tiveram, como temas, “conhecendo o seu eu” e “mulheres que inspiram”, tendo este último acolhido a palestra da antiga Primeira-ministra de Moçambique e Presidente do Conselho de Administração do ABSA Bank Moçambique, Luísa Diogo.

O Comité de Política Monetária (CPMO), do Banco de Moçambique, decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 17,25 %. Esta decisão é sustentada pelo agravamento dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação, não obstante as perspectivas da sua manutenção em um dígito no médio prazo.

O regulador do sistema financeiro nacional explica que, em Agosto de 2023, a inflação anual reduziu para 4,9 %, depois de 5,7% em Julho. Esta redução é explicada, principalmente, pela queda dos preços de bens alimentares, favorecida pelo prolongamento da época fresca, num contexto de estabilidade do Metical.

“A inflação subjacente registou um aumento, a traduzir, fundamentalmente, o incremento dos preços nas classes de restauração e de vestuário e calçado. Para o médio prazo, mantêm-se as perspectivas de uma inflação de um dígito, reflectindo, sobretudo, a estabilidade do Metical e o impacto das medidas que vêm sendo tomadas pelo CPMO”, refere o documento.

De acordo com o documento, os riscos e as incertezas subjacentes às projecções da inflação agravaram-se. A nível interno, prevê-se a prevalência da pressão sobre a despesa pública e das incertezas quanto à evolução e aos efeitos de eventos climáticos extremos. Na envolvente externa, destacam-se as incertezas quanto à magnitude do impacto do prolongamento e escalada do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, bem como a tendência recente para o aumento dos preços dos combustíveis. A materialização destes riscos poderá concorrer para uma aceleração da inflação, desviando-a da trajectória esperada.

O Banco de Moçambique (BM) tem como mandato primário manter a estabilidade de preços, de modo a assegurar a protecção do poder de compra dos cidadãos. Tal pressupõe que a inflação seja mantida baixa, em um dígito, e estável no médio prazo.

Sobre a decisão do CPMO, o economista Mukhtar Karimo entende haver condições para o Banco de Moçambique baixar ligeiramente a taxa de juro, como forma de sinalizar a melhoria dos indicadores na economia nacional, destacando a melhoria nos níveis de inflação nos últimos meses.

“Eu percebo o que o Banco de Moçambique diz no seu comunicado. Estamos a aproximar-nos ao fim do ano e,, normalmente, nessas alturas, há maior procura de bens alimentares e as intempéries normalmente assolam o país nos meses de Dezembro e Janeiro. O que o Banco de Moçambique fez foi antecipar-se a um possível choque”, explicou para, de seguida, acrescentar que a evolução positiva de alguns indicadores, tais como a estabilidade da moeda, leva a concluir que o BM poderia sinalizar para baixo, reduzindo a taxa nem que fosse em 25 pontos base, para influenciar a melhoria da economia.

Para Carimo, o facto de sinalizar com uma redução, pequena que seja, não iria estimular a procura por novos financiamentos, mas faria com que as empresas que têm créditos já contatados teriam um balão de oxigénio, e tivessem mais capital para importar mais e comprar mais no mercado interno e esse fluxo poderia ser cada vez mais revitalizado.

“Hoje, nós podemos dizer taxativamente que os objectivos do Comité de Política Monetária foram eficazes, isso em termos macroeconómicos, porque temos a inflação a reduzir e a moeda estável, mas, do outro lado, na economia real, sugaram liquidez do mercado e fizeram com as empresas não tivessem financiamento para continuar a laborar e reinvestir noutros sectores”, argumentou.

Sobre o mesmo assunto, o economista Egas Daniel, também defensor da tese de redução da taxa de juro, entende que o Banco de Moçambique está a ser cauteloso, uma vez que, com o aproximar do fim do ano (devido ao aumento da procura), espera-se uma mudança nos indicadores que ditam a variação da taxa de juro.

Daniel aponta que o impacto da manutenção é negativo para a economia, a destacar as famílias que serão obrigadas a manter restrição no consumo do crédito; as empresas continuarão sem incentivo para aumentar o investimento para produzir mais e haverá limitação na produção e na geração de emprego.

O economista levanta, como uma das razões da manutenção da taxa de juro, o (alegado) desalinhamento entre as medidas de política monetária e fiscal, aliado às previsões de despesas dos anos 2023 e 2024.

“É difícil esperar que o Governo prossiga com uma política restritiva. Uma das razões tem a ver com o ano 2024 demandar maior despesas por conta das eleições, e um outro ponto é o de que, nos primeiros três anos, o Governo não foi capaz de alcançar muitas metas, com destaque para os sectores de educação, o contexto da COVID-19 e o impacto da guerra russo-ucraniana, o que faz com que o Governo se sinta pressionado em alcançar as metas nesses últimos dois anos de governação. O custo da despesa acaba por ser repassada para a economia e o banco central procura controlar através da taxa de juro, explicou a finalizar.

Os interlocutores falavam esta quinta-feira no espaço O País Económico da STV.

 

PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO E EVOLUÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA

Segundo o relatório do CPMO, mantêm-se as perspectivas de um crescimento económico moderado no médio prazo.  A perspectiva é baseada no facto de, no segundo trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto ter crescido 4,7 %, a reflectir, essencialmente, um desempenho assinalável da indústria extractiva, com destaque para a produção de gás natural.

No médio prazo, antevê-se que a indústria extractiva continue a contribuir para a aceleração do crescimento do PIB. Excluindo os projectos de gás natural, prevê-se que a actividade económica continue a recuperar-se, não obstante os prováveis impactos negativos dos choques climáticos sobre a produção agrícola e diversas infra-estruturas.

Já o endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 321,1 mil milhões de Meticais, o que representa um aumento de 46,0 mil milhões em relação a Dezembro de 2022. O CPMO continuará a monitorar a evolução dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação e não hesitará em tomar as medidas correctivas necessárias.

A próxima reunião ordinária do CPMO está marcada para o dia 29 de Novembro de 2023.

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