A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém-se, depois de uma embarcação ter sido atingida durante a madrugada desta terça-feira, por um projéctil de origem desconhecida.
O incidente ocorre num momento em que Washington insiste que decorrem negociações com o Irão para reabrir uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, enquanto Teerão rejeita qualquer diálogo directo com os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu ontem que as conversações com o Irão estão em curso e poderão conduzir à reabertura do Estreito de Ormuz esta terça-feira.
A resposta iraniana foi imediata. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão negou que existam negociações directas com os Estados Unidos, esclarecendo que os contactos decorrem exclusivamente com Omã, país que procura mediar um entendimento destinado a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito permanece, contudo, fortemente condicionado desde o início de Julho, quando fracassou o processo de desanuviamento entre Washington e Teerão e o Irão voltou a restringir a circulação marítima.
Arranca, este sábado, no pavilhão do Desportivo, o Campeonato da Cidade de Hóquei em patins, certame que irá movimentar seis equipas. É o regresso dos hoquistas aos “rinks” cerca de dois meses depois de terem dado corpo ao Torneio de Abertura, e com a desistência da selecção nacional do Campeonato Africano pelo meio.
O destaque, na jornada inaugural, vai para o jogo Desportivo vs Estrela Vermelha, duas formações que apontam para a conquista desta competição. Os “alvi-negros”, vencedores do Torneio de Aberura, pretendem entrar com o pé direito no certame e, no final, conquistarem mais um troféu numa prova em que tem tradição.
Mas o Estrela Vermelha, atenção, não está para veleidades. Até porque, os “alaranjados”, contam com uma equipa formada por novos valores com enorme potencial e o experimentado Spiros “Kiko” Esculudes, antigo capitão da selecção nacional de hóquei em patins. O hoquista juntou-se ao grupo depois mesmo de disputadas algumas jornadas do Torneio de Abertura, aparição que claramente deu outro toque de qualidade ao Estrela Vermelha.
Ainda a contar para a primeira jornada, o Ferroviário “A” mede forças com Académica, formação que se vai apresentar, uma vez mais, com veteranos que continuam a dar o seu contributo para a modalidade.
Sob comando de Pedro Tivane, o Ferroviário de Maputo é, à partida, principal favorito a sair vitorioso neste confronto, até pela bravura da sua juventude. Os “locomotivas” têm uma equipa jovem com alguns atletas selecção nacional.
A outra partida da primeira jornada colocará frente-a-frente as formações do Ferroviário “B” e Desportivo “B” que, diga-se, são constituídas por jovens que procuram afirmar-se no hóquei em patins.
A Associação de Patinagem da Cidade de Maputo definiu que serão realizadas duas jornadas por semana, sendo uma no período diurno e outra à noite.
Os jogos terão lugar nos pavilhões do Estrela Vermelha (de tarde) e Desportivo (no período da noite).
A APCM projecta ainda a disputa da Taça da Cidade num sistema de eliminatórias decididas numa única partida.
Quadro de jogos:
Jornada 1
Ferroviário “A” vs Desportivo “B”
Ferroviário “B” vs Académica
Estrela vs Desportivo
Jornada 2
Académica vs Estrela
Desportivo “B” vs Ferroviário “B”
Desportivo “A’ vs Ferroviário “A”
Jornada 3
Ferroviário “B” vs Desportivo “A”
Académica vs Desportivo “B”
Estrela vs Ferroviário “A”
Jornada 4
Desportivo “A” vs Desportivo “B”
Ferroviário “A” vs Académica
Estrela vs Ferroviário “B”
Jornada 5
Académica vs Desportivo “A”
Desportivo “B” vs Estrela Vermelha
Ferroviário “A” vs Ferroviário “B”
Retoma, hoje, o julgamento do caso de corrupção, que envolve o antigo Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e uma empresa francesa. As audições decorrem no Tribunal Superior de Pietermaritzburg, na província de Kwazulu-Natal.
O julgamento retoma depois de, recentemente, o Supremo Tribunal de Apelação ter rejeitado a tentativa de Zuma de anular a invalidação do processo particular que pretendia mover contra o procurador Billy Downer e uma jornalista sul-africana.
A manutenção do processo implicaria o adiamento do reinício do julgamento do caso de corrupção que envolve o ex-presidente e uma empresa francesa de armamento, Thales.
O Ministério Público sul-africano diz que vai pressionar para que o julgamento prossiga, depois de tantos adiamentos, causados por inúmeros recursos interpostos por Jacob Zuma.
No início do julgamento, em Maio de 2021, Jacob Zuma e a empresa francesa de armamento declararam-se inocentes das acusações de extorsão, fraude, evasão fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção.
Segundo a acusação, Jacob Zuma recebeu cerca de oitocentas transacções financeiras, entre 1995 e 2004, totalizando mais de quatro milhões de rands, o equivalente a mais de 13 milhões de meticais
Zuma e a empresa Thales enfrentam mais de dezasseis acusações relacionadas com o negócio de compra de armas, em 1999. Na altura, Jacob Zuma era vice-presidente da África do Sul.
A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional pediram, hoje, a libertação imediata das pessoas detidas no Níger pelo regime militar, após o golpe de 26 de Julho. As organizações denunciaram também a repressão contra jornalistas e opositores ao poder.
O regime militar deve “fazer cumprir os direitos humanos e garantir a liberdade de imprensa”, declarou a investigadora da Humans Rights Watch (HRW) Ilaria Allegrozzi, citada pelo Notícias ao Minuto.
As duas ONG recordam que desde o golpe de Estado, o Presidente Mohamed Bazoum está detido na sua residência com a sua mulher e filho e que vários ministros do regime estão em diferentes prisões do país. A Amnistia Internacional e a Human Rights Watch consideram as detenções arbitrárias porque têm motivações políticas.
As ONG afirmam também que “as autoridades ameaçaram, assediaram, intimidaram e prenderam arbitrariamente jornalistas, jovens e suspeitos de opositores políticos, bem como pessoas que expressavam opiniões críticas”, escreve o Notícias ao Minuto.
As ONG denunciam, ainda, violência física cometida por apoiantes do regime nas ruas de Niamey.
“Assim não, Senhor Presidente” é a nova obra literária de Ungulani Ba Ka Khosa, lançada ontem, na Cidade de Maputo. O romance conta histórias sobre as diferenças sociais.
Inspirado pela terra que o viu nascer, no dia-a-dia, no desenrolar dos acontecimentos e na construção social, Ungulani Ba Ka Khosa reflecte em obra sobre a empatia e as relações sociais.
Com personagens diversificados, Ba Ka Khosa diz que, na obra, quis apenas reflectir, em narrativa, sobre a realidade social moçambicana, tendo em conta as diferenças existentes.
“Assim não, Senhor Presidente ” tem 204 páginas e foi chancelada pela Alcance Editores.
O Conselho Cristão de Moçambique (CCM) apela aos órgãos gestores do processo eleitoral a resolver qualquer disputa que possa constituir preocupação nos resultados eleitorais para fazer jus ao seu lema “por eleições livres, justas e transparentes”.
Num documento que o nosso jornal teve acesso, o CCM apela para a calma e respeito pelos órgãos oficiais, evitando-se actos que possam incitar a violência e derramamento de sangue.
Perante a actual situação no país, sobretudo nas vilas autárquicas, o CCM exorta a calma e não a violência, depositando confiança nas entidades competentes na gestão e resolução pacífica das inquietações do povo e dos partidos.
“Lamentamos todas as atitudes anti-democráticas que tenham como propósito manchar o processo eleitoral em Moçambique. A paz deve ser constantemente edificada, esperamos que todos se comprometam a respeitar as leis vigentes”, avança o documento.
O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, diz que a agremiação irá divulgar, nas suas plataformas digitais, os valores a serem pagos ao grupo de trabalho no estágio e na campanha para o CAN, bem como na fase de qualificação para o Mundial 2026.
O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, garantiu, em Tete, que a agremiação já tem definido o prémio dos Mambas para o CAN-2023, certame a realizar-se de 13 de Janeiro a 11 de Fevereiro de 2024, na Costa do Marfim. É um passo para aquilo que Sidat chama de transparência e criação de condições para que não haja especulação e o grupo de trabalho se concentre única e exclusivamente nos jogos do Campeonato Africano das Nações e fase de acesso ao Mundial 2026.
Mesmo sem revelar os valores , Sidat assegurou que o órgão reitor do futebol moçambicano irá divulgar, nos próximos dias, o montante em causa, até para se evitar especulações e criar-se um mau ambiente no grupo de trabalho que precisa, sublinhou, de concentração máxima para enfrentar a competição.
Sidat quer, desta forma, evitar o “barulho” que se criou aquando da participação dos Mambas no CHAN 2023, na Argélia, e recentemente no estágio pré-competitivo realizado no Algarve, em Portugal, onde os jogadores ameaçaram não se fazer ao duelo com a Nigéria, inserido na DATA-FIFA caso não fossem pagos USD 600.
Confrontada com a reclamação dos jogadores, a FMF deixou claro, horas depois do assunto inundar as redes sociais e fazer manchete nos órgãos de comunicação social nacionais, que tudo havia sido tratado e acordado com os capitães dos Mambas há três anos. Mas, agora, é a pensar já no estágio pré-competitivo antes do CAN e já na própria competição, a FMF promete anunciar publicamente os prémios.
“Vai ser divulgado nas redes sociais. Nós estamos já a trabalhar. Penso que a partir da próxima quarta ou quinta-feira, vamos fechar os prémios. É o que nós conseguimos dar, atenção. É aquilo que o país e a federação conseguem dar. É verdade que pode não ser muito para os jogadores, mas nós sabemos aquilo que o país consome”, frisou Feizal Sidat.
Ainda no mês de Novembro, os Mambas entram em cena da fase de apuramento ao Campeonato do Mundo, campanha que igualmente já está a ser preparada pela Federação Moçambicana de Futebol. “É importante também dizer que estamos a trabalhar em equipa com a entidade governamental, neste caso a Secretaria de Estado de Desporto e o Fundo de Promoção Desportiva. A qualificação para o Mundial são dois anos, praticamente, e é preciso ver que há muitos jogos a realizar. Portanto, são duas premiações em separado que serão divulgadas na mesma altura”, asseverou.
Recentemente, a Federação Moçambicana de Futebol anunciou que negociou com a sua contraparte do Senegal para que a selecção feminina jogasse, no passado dia 25 de Setembro, naquele país a segunda “mão” da primeira eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações da categoria, alegadamente para a proteger a relva do Estádio Nacional do Zimpeto. A FMF justificou, em comunicado, que a relva do Estádio Nacional do Zimpeto havia sido sujeita a desgaste, tendo acolhido cinco jogos dos quais quatro dos representantes nacionais nas Afrotaças (União Desportiva do Songo fez três jogos, sendo dois com Green Mambas e outro com Petro de Luanda, e Ferroviário de Maputo bateu-se com Sagrada Esperança no mesmo palco).
Questionado se, até o dia 19 de Novembro, data do jogo com a Argélia, o recinto estaria em condições de acolher a referida partida, Sidat explicou: “Neste momento, o campo está em muito melhores condições do que estava há um ou dois meses atrás. Acredito que o jogo com a Argélia, no dia 19, vamos ter o campo em óptimas condições.”
Sidat falou terça-feira, em Tete, durante a apresentação aos desportistas do seu manifesto eleitoral para o mandato 2023-27 na Federação Moçambicana de Futebol (FMF).
O candidato a presidente da FMF trabalhou, esta quarta-feira, na província da Zambézia, onde apresentou também na Associação Provincial de Futebol da Zambézia (APFZ) aos clubes e demais fazedores do futebol as suas ideias para desenvolver a modalidade.
O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, pediu ontem o levantamento “imediato e incondicional” das sanções da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos contra o Zimbabwe porque afectam o crescimento do país.
“Mahamat renova mais uma vez o pedido de longa data da União Africana para o levantamento imediato e incondicional das sanções impostas contra instituições e indivíduos da República do Zimbabwe”, declarou em comunicado a comissão (secretariado) da organização pan-africana, citado pela ANGOP.
A Comissão da UA, que tem sede em Adis Abeba, acrescentou que “o Mahamat continua profundamente preocupado com o impacto negativo que as sanções continuam a ter no desenvolvimento socioeconómico do Zimbabwe, no meio da actual crise alimentar e energética mundial”.
O presidente da Comissão da UA fez as observações no chamado Dia Anti-Sanções, que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) celebra todos os anos em 25 de Outubro desde 2019.
Esta quinta-feira, às 18h00, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo promove uma conversa presencial entre os escritores Mélio Tinga e Cláudia Lucas Chéu, vencedores da edição 2023 do programa de intercâmbio literário em Lisboa e em Maputo.
A conversa tem como tema “Residência Literária Maputo/Lisboa: principais desafios e concretizações” e vai contar com a moderação do jornalista, crítico e escritor José dos Remédios.
Criado ao abrigo do protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, através do Centro Cultural Português em Maputo, o programa anual de incentivo à criação literária e aposta na internacionalização da cultura destina-se a escritores de nacionalidade moçambicana e portuguesa com obra publicada e que pretendam desenvolver um projecto de criação literária.
As confissões religiosas querem que a indumentária e os dias de celebração religiosa sejam fixados por lei. Os religiosos foram ouvidos, esta quarta-feira, na Assembleia da República, no âmbito da proposta de revisão da Lei de Liberdade Religiosa e de Culto.
A Lei de Liberdade Religiosa e de Culto está em vigor no país há cerca de 50 anos, isto é, desde 1971. O instrumento legal está no processo de revisão, sendo que, esta quarta-feira, as comissões parlamentares dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade e dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social ouviram as congregações religiosas, instituições académicas e da justiça para colher as suas contribuições sobre a proposta de revisão.
O Conselho Islâmico de Mocambique, através do Sheik Suleimane Fonseca, entende haver perseguição às mulheres muçulmanas devido ao uso do véu islâmico.
“Nós vemos que há dualidade de tratamento. As nossas irmãs, as freiras, em momento algum são impedidas de entrar nas escolas, nos lugares públicos ou obrigadas a remover algo do seu vestuário, e porque isso tem de acontecer com as muçulmanas?”
o Conselho Islâmico de Moçambique quer também que a celebração de efimérides religiosas seja determinada por lei. “Quanto à questão das festividades, nós esperamos sempre o Ministério do trabalho, que emite o comunicado de tolerância para a celebração das festividades. Portanto, seja para muçulmanos ou para cristãos, é importante que também fique legislado, para que cada confissão religiosa possa saber quando é que vai celebrar a sua festa”.
O Conselho Cristão, por sua vez, diz não haver clareza na proposta de revisão da Lei em relação à cobrança de impostos às igrejas.
“Não está claro na lei exactamente o que é que as confissões religiosas devem pagar como imposto. É claro que as confissões religiosas desenvolvem várias actividades. Então, entre elas há as que realmente podem ser tributadas e outras não, mas a lei não nos traz isso.”
Dirigiram a auscultação os presidentes das duas comissões, António Buene e Lúcia Mafuiane respectivamente, mas coube a esta última transmitir e partilhar a informação à imprensa.
“Da auscultação que fizemos, tivemos um subsídio que diz que não deveria o Estado regular a organização da actividade religiosa, deixando essa parte da organização para as próprias confissões religiosas, deixando o Estado com questões da Constituição e do seu funcionamento. Nós acolhemos esta proposta e vamos partilhar com o proponente e vamos analisar para vermos como é que a coisa vai ficar.”
Os deputados da Renamo e do MDM não estiveram presentes nas duas comissões de especialidade da Assembleia da República.