Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.
Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado
Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra”
Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.
O Governo moçambicano empossou quatro mulheres para cargos de direcção em instituições-chave do Estado, num acto que decorreu no contexto das celebrações do Mês da Mulher, cujo ponto alto será o 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana. O empossamento foi dirigido pela primeira-ministra, Maria Benvinda Levi, no seu gabinete de trabalho.
As nomeadas são Olga Leonor Miguel Manjate, para o cargo de inspectora-geral do Trabalho; Ernestina Salita Chirindja, como presidente da Comissão de Mediação e Arbitragem Laboral (COMAL); Lúcia da Luz Mendes Luciano da Cruz, como directora-geral do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR); e Farida Algy Abdula Urci, nomeada directora-geral do Hospital Central de Maputo.
Durante a cerimónia, a primeira-ministra destacou que as nomeações reflectem o reconhecimento da competência e dedicação demonstradas pelas empossadas ao longo das suas carreiras. “Deram mostras de dedicação e competência técnica, no exercício de inúmeras tarefas de que foram incumbidas”, afirmou Benvinda Levi.
Segundo o Governo, a decisão enquadra-se nos esforços para dinamizar o aparelho do Estado e garantir a implementação eficaz do Programa Quinquenal 2025-2029, bem como no compromisso com a promoção da equidade de género.
“Traduz o compromisso do Governo em assegurar a equidade do género e empoderamento da mulher, em todas as esferas”, sublinhou a primeira-ministra Maria Benvinda Levi.
Desafios na área laboral
No sector laboral, foi destacada a importância da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) na promoção de relações laborais justas e equilibradas. O Executivo defende uma instituição moderna e eficaz, capaz de responder às transformações do mercado de trabalho.
“O trabalhador ou o empregador, ao recorrer à Inspecção-Geral do Trabalho, deve encontrar um órgão do Estado que actua com base em princípios de competência, imparcialidade, integridade, celeridade e compromisso na reposição da legalidade. Por isso, a Inspecção-Geral do Trabalho deve reforçar, cada vez mais, a acção inspectiva, com foco na prevenção, na pedagogia, na legalidade, sem descurar a responsabilidade sancionatória sempre que esta se mostrar necessária”, afirmou Benvinda Levi.
Entre as prioridades apontadas estão a prevenção de acidentes de trabalho, o cumprimento das normas de segurança e saúde, e a fiscalização da inscrição dos trabalhadores no sistema de segurança social.
Já a COMAL foi descrita como um mecanismo essencial para a resolução alternativa de conflitos laborais, contribuindo para a estabilidade e a paz social. O Governo apelou ao reforço da qualidade dos serviços e à maior divulgação das suas actividades.
“Esperamos que a nova direcção seja mais activa e criativa de modo a responder à crescente procura dos cidadãos pelos serviços da COMAL, assim como tornar esta instituição numa referência nacional e regional em matéria de resolução alternativa de conflitos laborais”, destacou.
Agricultura como pilar estratégico
Na área agrária, o Executivo reiterou a importância do FAR como instrumento para impulsionar a produção e reduzir a dependência de importações.
“Pretendemos que o sector agrário constitua, efectivamente, a base da nossa soberania alimentar, da estabilidade social e de geração de rendimento para os milhões de moçambicanos que se dedicam a esta actividade”, afirmou a primeira-ministra.
O Governo defende maior acesso ao financiamento, insumos de qualidade e tecnologias adequadas, com enfoque no sector familiar. A nova direcção foi incentivada a adoptar práticas de gestão transparentes e orientadas para resultados.
Por isso, “recomendamos a directora-geral do FAR e os seus colaboradores a serem mais proactivos na melhoria das condições que facilitem o acesso a insumos de qualidade, à mecanização agrária adequada e à transferência efectiva de tecnologias apropriadas à realidade do nosso país, sobretudo para o sector familiar”, disse a governante.
Saúde e qualidade dos serviços no HCM
Relativamente ao Hospital Central de Maputo, considerado a maior unidade sanitária do País, Maria Benvinda Levi destacou a necessidade de melhorar a qualidade e humanização dos serviços prestados.
“A crescente procura por serviços de saúde especializados, de qualidade e humanizados, aliada às exigências e escrutínio cada vez mais activo da sociedade pressupõe uma resposta à altura destes desafios por parte dos gestores e demais colaboradores do Hospital Central de Maputo e, já agora, de todo o Sistema Nacional de Saúde”, afirmou.
A nova direcção foi orientada a reforçar a gestão de recursos e a coordenação com outras unidades do sistema nacional de saúde, garantindo um atendimento condigno aos cidadãos.
“Para o alcance deste desiderato, a nova directora-geral do Hospital Central de Maputo e demais integrantes do corpo directivo devem apostar na boa gestão dos recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos disponíveis na instituição, assim como no fortalecimento dos mecanismos de coordenação com outras unidades sanitárias e instituições do Serviço Nacional de Saúde”, pediu Levi.
Apelo à inovação e boa governação
No discurso, foi ainda enfatizada a importância da transformação digital e da boa gestão pública. O Governo apelou às novas dirigentes para apostarem na modernização institucional, transparência e eficiência.
“O sucesso nas missões que, a partir de hoje, cada uma de vós passa a assumir requer a valorização do capital humano, o trabalho em equipa, a criatividade e proactividade na execução das vossas tarefas, a gestão criteriosa e transparente da coisa pública em estreita observância da legislação em vigor no nosso país”, referiu.
Antes de encerrar, o dirigente reconheceu o trabalho dos responsáveis cessantes, elogiando a sua dedicação e contribuição para o desenvolvimento das instituições.
A modelo moçambicana Ana Gizela morreu na Cidade de Maputo, num caso que está a gerar controvérsia e suspeitas de falhas na assistência médica entre uma unidade privada e o Hospital Central de Maputo.
De acordo com relatos, a modelo sentiu-se mal e foi inicialmente levada à Clínica 222, onde alegadamente não recebeu atendimento, sendo posteriormente encaminhada ao Hospital Central de Maputo (HCM), onde terá dado entrada já sem vida.
Uma amiga da vítima, identificada como Cindy, relatou os últimos momentos antes da morte. “Encontrei a Ana Gizela estendida no chão e levei ela para o hospital. Fomos à Clínica 222. Não aceitaram receber. Disseram para irmos ao Hospital Central de Maputo e, quando chegámos lá, não aceitaram receber. Ela morreu no meu carro”, contou.
A nossa equipa de reportagem tentou obter esclarecimentos junto da Clínica 222 sobre as alegações de negligência, mas sem sucesso, uma vez que a direcção da unidade se recusou a prestar declarações.
Por sua vez, o Hospital Central de Maputo afirma que a paciente já chegou sem sinais vitais.
“Nós não recebemos um doente grave. Podia merecer alguma ressuscitação ou uma outra assistência clínica, mas não recebemos um óbito. Segundo o nosso protocolo, aqui, no Serviço de Urgência, nós, quando recebemos uma morte fora do hospital, nós reconhecemos o óbito, preenchemos um formulário com os dados sociodemográficos e encaminhamos à morgue do município”, explicou o director do Serviço de Urgência do HCM, Dino Lopes.
Ainda assim, o responsável do HCM aponta para a possibilidade de falhas no atendimento inicial que poderiam ter evitado a morte.
“Era imperioso que os profissionais de saúde reconhecessem sinais de gravidade”, afirmou, avançando hipóteses como hipoglicemia ou dificuldades respiratórias que, segundo disse, poderiam ter sido revertidas com intervenção imediata.
“A hipoglicemia mata de imediato se não for corrigida. Poderia beneficiar de oxigenação e ser transferida com segurança”, acrescentou.
Transporte inadequado pode ter agravado situação
Outro ponto crítico levantado pelo hospital diz respeito ao transporte da paciente, que terá sido feito em viatura particular, em vez de ambulância.
“Se ela ainda tinha sinais de vida na clínica e o colega reconheceu que estava em uma situação grave, não poderia dar esta missão à família para transportar o paciente”, frisou Dino Lopes.
O responsável sublinha ainda que, em casos de paragem cardiorrespiratória, a intervenção deve ser imediata. “O tempo entre a paragem cardiorrespiratória e a morte é muito curto. Por isso, nós como profissionais de saúde, quando reconhecemos uma paragem cardiorrespiratória, temos que actuar de imediato, não mais do que 10 segundos. Então, verifica, da clínica 222 para o hospital central, são minutos”, explicou.
Família em silêncio
A família de Ana Gizela não quis pronunciar-se sobre o caso, optando por resguardar-se neste momento de luto.
O velório e funeral da modelo estão marcados para sábado, na cidade de Maputo.
O caso levanta preocupações sobre a prontidão e coordenação dos serviços de emergência médica no país, devendo motivar investigações para o esclarecimento das circunstâncias da morte.
O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) considera inaceitáveis os incidentes ocorridos na final do CAN 2025, entre Senegal e Marrocos, e reforça o compromisso da CAF com a integridade e reputação do futebol africano. Reagindo à decisão que atribui o título africano a Marrocos, Patrice Motsepe garante que o organismo que dirige vai respeitar a posição do Tribunal Arbitral do Desporto, caso o Senegal interponha um recurso.
Após a CAF anunciar a decisão de atribuir o título africano a Marrocos, várias reacções chovem cântaros de todos os cantos do mundo. Não estando numa ilha, o presidente do organismo que gere o futebol africano reagiu ao assunto através de uma conferência de imprensa.
“Eu já exprimi o meu desapontamento com os incidentes que aconteceram no jogo da final. E o importante é que o que aconteceu no jogo da final é que afectou o bom trabalho que a CAF fez, há muitos anos, para garantir a integridade, o respeito, a ética, a governação e a credibilidade dos resultados dos nossos jogos de futebol” disse Motsepe.
Patrice Motsepe alerta ainda que é preciso que haja independência e respeito pelos órgãos de decisão da CAF.
O Senegal já manifestou interesse de recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Desporto. Em relação ao assunto, Motsepe assegura que a CAF vai respeitar tudo o que for decidido ao mais alto nível e garantiu que nenhum país será tratado de forma diferente.
“Um factor crítico é que nenhum país na África será tratado de forma mais preferencial, mais vantajosa ou mais favorável do que qualquer outro país no continente africano. Nós tomamos o que aconteceu no jogo da final da Copa do Marrocos, durante o CAN Marrocos 2025, muito sério”, garantiu.
A decisão de atribuir o título africano a Marrocos surge dois meses após o jogo da final, que legitimou o Senegal como campeão do CAN 2025.
A época futebolística 2025/2026 abre oficialmente este sábado, na Arena Lalgy, no Tchumene, com a realização do jogo da Supertaça, entre o campeão nacional, que é também vencedor da Taça de Moçambique, e o finalista vencido da época passada, nomeadamente União Desportiva de Songo e Black Bulls. O jogo inaugura ainda os jogos oficiais nocturnos no campo da Black Bulls.
É o derby do momento entre duas das melhores equipas da actualidade e que vão representar o País nas competições africanas de clubes, nomeadamente na Liga dos Campeões e na Taça CAF, na edição 2026/2027.
União Desportiva de Songo e Black Bulls disputam o primeiro troféu da temporada 2025/2026, nomeadamente a Supertaça Mário Esteves Coluna, em partida aprazada para este sábado, a partir das 18h30.
A União Desportiva de Songo parte como favorita a vencer o jogo, embora vá disputar a final no terreno do seu adversário, mas tendo vantagem em face dos resultados alcançados na época passada, bem como a manutenção da espinha dorsal, desde a equipa técnica e os jogadores.
Aliás, os “hidroeléctricos” dispensaram, da época passada, três jogadores, nomeadamente Lau King, Danito Mutambe, Nelson Drivassone, Júlio Franque e Richard Mbulu, para além da sua maior estrela, Luís Miquissone, que seguiu para Líbia, mas garantindo as contratações de Melven, vindo do Ferroviário da Beira, Shaquile Nangy, que esteve no Sagrada Esperança de Angola, Fazito, guarda-redes que representou o Ferroviário de Nampula, e mais três estrangeiros, todos senegaleses, nomeadamente Christian, Johnson e Mame.
Já a Black Bulls, que viu o seu adversário de sábado conquistar as duas provas internas na época passada, nomeadamente o Moçambola e a Taça de Moçambique, a última delas às suas custas, razão pela qual disputa a prova na qualidade de finalista vencido, trocou a equipa técnica com o regresso de Nélson Santos ao País, para o lugar de Hélder Duarte.
Em termos de jogadores, os “touros” viram chegarem jogadores como Simon Cipriano, o tanzaniano Yunus, o malawiano Mpinganjira, e José Guirrugo, vindo do Ferroviário de Maputo.
Em contrapartida viu saírem Moctar e Chamboco, ambos para o Senegal, Kélvio para Angola.
No que aos confrontos directos diz respeito, as duas equipas cruzaram-se por 11 ocasiões com o equilíbrio a ser patente, ainda que os “hidroeléctricos” levem uma vantagem mínima em termos de vitórias, já que venceu três jogos, contra dois dos “touros”, para além de seis empates registados.
Na temporada passada foi onde se registou o resultado mais desnivelado entre as duas equipas, com a turma de Songo a golear por 4-0 o seu adversário, sendo que no primeiro jogo entre ambos, em 2021, os “touros” tenham marcado, também quatro golos, mas sofreram um.
A última partida entre ambos foi em Dezembro do ano passado, na final da Taça de Moçambique, em que no tempo regulamentar e no prolongamento o empate a um golo prevaleceu, sendo que o vencedor só foi conhecido na marca das grandes penalidades, com os “hidroeléctricos” a saírem sorridentes com quatro remates certeiros contra apenas um dos “touros”.
Naquela que pode ser o tira-teimas, as duas equipas vem de uma pré-época diferente, com a equipa de Tchumene a disputar a Liga Jogabets enquanto a formação da vila de Songo esteve a realizar um estágio na vizinha África do Sul.
Simões Guambe é o árbitro escolhido para este jogo de abertura, e será auxiliado por Zacarias Baloi e Venestâcio Cossa, sendo Joana Guambe quarto árbitro.
“Hidroeléctricos” procuram igualar “touros”
Black Bulls e União Desportiva de Songo defrontam-se este sábado a partir das 18h30 na Lalgy Arena e procuram somar mais troféus para as suas vitrinas, com a disputa da Supertaça.
Os “touros” já somam duas conquistas, nomeadamente em 2022 e 2024, anos em que conquistou os títulos de campeão nacional (2021) e Taça de Moçambique (2023), vencendo ambas finais ao Ferroviário da Beira por 1-0 e 2-0, respectivamente.
Já os “hidroeléctricos” tem apenas um título da Supertaça, conquistado curiosamente diante do mesmo adversário que foi vítima dos “touros”, o Ferroviário da Beira, em 2023, por 2-1, um ano após ter conquistado o título de campeão nacional, em 2022.
Esta é a quinta final que a União Desportiva de Songo vai disputar, procurando alcançar os “touros” nos troféu, enquanto a Black Bulls vai para a sua quarta final, a terceira consecutiva, depois de ter perdido ano passado para o Ferroviário de Maputo.
O Costa do Sol lidera a conquista da Supertaça com 11ª ceptros, seguido pelo Ferroviário de Maputo, último campeão da competição, com oito títulos conquistados. A Liga Desportiva de Maputo fecha o top três com três títulos.
Maxaquene e a Black Bulls conquistaram dois troféus da Supertaça. O Desportivo Maputo, Clube de Gaza (primeiro campeão da prova) e a União Desportiva do Songo têm apenas um título da competição.
Na Lalgy Arena, a Black Bulls pode igualar a Liga Desportiva de Maputo caso vença a Supertaça pela terceira vez, enquanto a UD Songo pode igualar o Maxaquene e os “touros”, com duas conquistas.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça explodir o maior campo de gás do irão caso o país volte a atacar as reservas de gás do Qatar. O aviso surge depois de o Irão, em resposta a um ataque israelita, ter atacado a maior instalação do Qatar, provocando indignação a nível mundial.
O Irão alargou os seus ataques a importantes instalações energéticas no Médio Oriente, o que suscitou fortes avisos nesta quinta-feira por parte dos Estados árabes do Golfo, que consideraram tratar-se de uma escalada perigosa que ameaçava levá-los a um combate directo com Teerão.
Na quarta-feira, em resposta a um ataque contra o seu campo de gás de South Pars, Teerão lançou ataques de retaliação contra o maior campo de gás do vizinho Qatar, Ras Laffan, causando, segundo fontes citadas pela imprensa internacional, danos significativos e provocando uma ruptura diplomática entre os dois países.
Face ao sucedido, o presidente dos EUA, Donald Trump ameaçou explodir o maior campo de gás do Irão caso ataques do gênero voltem a se registar.
“Os Estados Unidos da América, com ou sem a ajuda ou o consentimento de Israel, vão fazer explodir a totalidade do campo de gás de South Pars com uma força e um poder que o Irão nunca viu ou testemunhou antes”, escreveu Trump nas redes sociais.
“Não quero autorizar este nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo que terá no futuro do Irão, mas se o GNL do Qatar for novamente atacado, não hesitarei em fazê-lo”, acrescentou o presidente norte americano.
Os ataques agravam ainda mais a crise mundial dos preços do petróleo, uma vez que as exportações de energia continuam a ser bloqueadas, com Teerão a manter efetivamente fechado o Estreito de Ormuz, através do qual circula cerca de 20% da energia mundial.
O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) considera inaceitáveis os incidentes ocorridos na final do CAN 2025, entre Senegal e Marrocos, e reforça o compromisso da CAF com a integridade e reputação do futebol africano. Reagindo à decisão que atribui o título africano a Marrocos, Patrice Motsepe garante que o organismo que dirige vai respeitar a posição do Tribunal Arbitral do Desporto, caso o Senegal interponha um recurso.
Após a CAF anunciar a decisão de atribuir o título africano a Marrocos, várias reacções chovem a cântaros de todos os cantos do mundo. Não estando numa ilha, o presidente do organismo que gere o futebol africano reagiu ao assunto através de uma conferência de imprensa.
“Eu já exprimi o meu desapontamento com os incidentes que aconteceram no jogo da final. E o importante é que o que aconteceu no jogo da final é que afectou o bom trabalho que a CAF fez, há muitos anos, para garantir a integridade, o respeito, a ética, a governação e a credibilidade dos resultados dos nossos jogos de futebol” disse Motsepe.
Patrice Motsepe alerta ainda que é preciso que haja independência e respeito pelos órgãos de decisão da CAF.
O Senegal já manifestou interesse de recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Desporto. Em relação ao assunto, Motsepe assegura que a CAF vai respeitar tudo o que for decidido ao mais alto nível e garantiu que nenhum país será tratado de forma diferente.
“Um factor crítico é que nenhum país na África será tratado de forma mais preferencial, mais vantajosa ou mais favorável do que qualquer outro país no continente africano. Nós tomamos o que aconteceu no jogo da final da Copa do Marrocos, durante o CAN Marrocos 2025, muito sério”, garantiu.
A decisão de atribuir o título africano a Marrocos surge dois meses após o jogo da final, que legitimou o Senegal como campeão do CAN 2025.
O projecto “I Love Maputo” será oficialmente lançado nesta sexta-feira, dia 20 de Março, num momento que assinala uma nova etapa na forma como a cidade se posiciona.
A proposta assenta num princípio que tem vindo a ganhar relevância nas dinâmicas urbanas globais, a percepção influencia a realidade económica.
Maputo reúne hoje vários os elementos que caracterizam centros urbanos emergentes, uma posição estratégica, um ecossistema financeiro em crescimento, uma cena cultural activa e uma população jovem e empreendedora.
A cerimónia terá lugar numa das estâncias hoteleiras da cidade de Maputo e reunirá representantes do sector público, sector privado, parceiros institucionais e comunidade diplomática, reflectindo o seu carácter transversal.
O lançamento assinala o início de um processo estruturado de valorização e projecção da cidade, alinhando diferentes sectores na construção da sua presença a nível nacional e internacional.
A iniciativa resulta de uma parceria entre o Conselho Municipal de Maputo e a MediaCraft Mozambique, com o objectivo de reforçar a visibilidade, a coerência e a atractividade da cidade.
“I Love Maputo” estabelece uma abordagem contínua, assente em conteúdos, experiências e plataformas que contribuem para consolidar a posição de capital do país como um centro urbano relevante na região.
O Ministério da Educação e Cultura condena a venda ilegal de livros escolares de distribuição gratuita, prática que tem sido registada em alguns pontos da cidade de Maputo. A instituição alerta que os envolvidos poderão ser alvo de sanções disciplinares e criminais.
Segundo o porta-voz da instituição, Silvestre Dava, o fenómeno constitui uma irregularidade grave, tendo em conta que os manuais são fornecidos gratuitamente no âmbito do ensino primário.
“Chegou-nos ao conhecimento a circulação de livros de distribuição gratuita à venda, o que configura uma irregularidade grave. O ensino básico em Moçambique é gratuito e isso inclui a distribuição de livros da primeira à sexta classe”, afirmou.
O responsável explicou que todos os manuais distribuídos gratuitamente possuem um selo identificativo que proíbe a sua comercialização, o que facilita a identificação de práticas ilegais.
“Todos os livros que ostentam a etiqueta ‘venda proibida e distribuição gratuita’ não devem ser vendidos. Este é um sinal claro que permite a qualquer cidadão denunciar situações de venda indevida”, referiu.
Perante a situação, o Ministério diz estar a reforçar a fiscalização, com equipas no terreno, sobretudo nas zonas da baixa da cidade e de Xipamanine, com vista a identificar os envolvidos e as possíveis falhas no sistema de distribuição.
“Estamos a trabalhar para identificar os presumíveis infractores, mas também as possíveis fissuras que permitiram a retirada destes manuais para o mercado”, explicou.
O porta-voz esclareceu ainda que existem versões dos mesmos livros destinadas à venda, produzidas em articulação com editoras, e que não possuem o selo de gratuitidade, sendo comercializadas legalmente em livrarias e papelarias.
Além disso, o Ministério apela à colaboração da população na denúncia de casos suspeitos e garante estar a trabalhar em coordenação com a Inspecção Nacional das Actividades Económicas e as autoridades policiais.
“Qualquer indivíduo encontrado a vender estes materiais poderá responder criminalmente. E, caso se confirme o envolvimento de funcionários do sector, estes poderão ser alvo de processos disciplinares, sem prejuízo da responsabilização criminal”, concluiu.
Um episódio trágico abalou o bairro 2, no distrito de Chongoene, em Gaza, onde uma mãe e suas duas filhas foram encontradas mortas em circunstâncias ainda desconhecidas. Familiares e vizinhos suspeitam de violação seguida de envenenamento.
É mais um caso de suposto assassinado por envenenamento que acontece na província de Gaza, concretamente no distrito de Chongoene.
De acordo com testemunhas, uma jovem de 38 anos e suas filhas, de 7 e 16 anos, foram encontradas sem vida no interior da residência da família. Isabel Langa, vizinha, descreveu o cenário:
“Quando nós entrámos para arranjar os corpos, estavam desorganizados. A mãe e a criança pequena estavam a sair espuma pela boca e pelo nariz. Por isso acreditamos que isto aqui foi veneno”, contou.
Outra residente, Terana Vasco, explicou que a família tinha-se mudado recentemente para a casa.
“O que vimos lá dentro estava desorganizado, tipo a panela de feijão que haviam feito no sábado estava despejada, o fogão no chão. A mãe estava na cama e a menina de sete anos estava no chão, já morta com a mãe. Queremos justiça, não podemos deixar assim”, disse.
O marido da vítima suspeita de uma acção criminosa que envolveu invasão, violação e envenenamento.
“A minha família foi assassinada. Eu desconfio que alguém as violou e, de seguida, lançou um spray. São pessoas movidas por maldade”, declarou.
O secretário do bairro 2, Américo Zunguene, afirmou que o caso deixou a comunidade em choque e medo, apelando a respostas urgentes das autoridades, no caso concreto o Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC.
“O Sernic e a saúde passaram daqui. O assunto está sendo investigado pela polícia. É a primeira vez que isto acontece. Estamos muito preocupados, sem saber o que aconteceu”, disse.
Uma das vítimas chegou a ser socorrida e levada ao hospital provincial de Xai-Xai, mas veio a falecer duas horas após a entrada. O hospital promete pronunciar-se sobre o caso esta quinta-feira.
Este episódio deixa a comunidade de Chongoene em alerta e reforça a necessidade de uma investigação rápida e rigorosa para esclarecer as causas da tragédia.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |