As bancadas da oposição na Assembleia Provincial de Gaza exigem uma investigação aprofundada à gestão do Governo de Margarida Mapandzene nos últimos seis anos, com especial enfoque na alegada má aplicação da ajuda humanitária e dos 37 milhões de meticais disponibilizados pela empresa de areias pesadas de Chibuto.
A posição foi defendida durante a sessão extraordinária que apreciou a renúncia de Margarida Mapandzene Chongo ao cargo de governadora da província. Para a oposição, a saída da dirigente não deve encerrar o debate sobre a governação dos últimos anos, mas abrir espaço para o esclarecimento de eventuais responsabilidades.
O chefe da bancada do Movimento Democrático de Moçambique, Aquerdino Mavie, considera que a renúncia deve ser encarada como o início de um processo de averiguação, defendendo que os órgãos de justiça devem apurar todos os factos.
“Esta sessão não pode terminar só na renúncia, e esta renúncia não pode ser considerada como ponto final. É sim o começo da limpeza”, afirmou Aquerdino Mavie.
A bancada do MDM exige que a Procuradoria-Geral da República, o Gabinete Central de Combate à Corrupção e o Tribunal Administrativo investiguem quem terá autorizado, beneficiado ou participado em eventuais irregularidades.
“Quem desviou, quem assinou, quem se beneficiou, todos devem responder, pois a lei é para todos e ninguém está acima da lei”, disse.
Segundo Mavie, a população de Gaza tem o direito de conhecer o destino dos recursos canalizados para responder às necessidades das comunidades, incluindo os donativos destinados às vítimas das calamidades e os valores disponibilizados pela mineradora de Chibuto.
“Temos o direito de saber onde foi parar cada metical, especialmente os donativos destinados às vítimas das calamidades. Temos o direito de saber para onde foram parar um pouco mais de 37 milhões de meticais doados pela mineradora de Chibuto”, declarou.
A oposição questiona ainda a situação dos serviços públicos na província, apontando dificuldades no sector da saúde como um dos sinais de problemas na gestão governamental.
“Gaza precisa de um Executivo que preste contas, que dialogue com esta Assembleia e que coloque o cidadão no centro das suas atenções”, defendeu o chefe da bancada do MDM.
Já o delegado provincial da Renamo, Félix Tivane, entende que a saída de Margarida Mapandzene acontece num contexto marcado por problemas estruturais dentro do funcionamento do Governo provincial.
“Para a Renamo, a renúncia não deve ser interpretada apenas como uma decisão pessoal, defendendo que existem questões políticas e administrativas que precisam de esclarecimento”
A oposição espera que o novo Executivo provincial adopte uma postura diferente, baseada na transparência, prestação de contas e maior aproximação aos cidadãos.
Uff! Um alívio! O basquetebol, na Cidade de Maputo, continuará a respirar de boa saúde. Porquanto, depois de um período de indecisão, provocado por contestação por parte de alguns clubes de decisões concertadas, a Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo fez um marcha-à-ré e vai continuar a dirigir a modalidade da bola ao cesto na capital.
O primeiro passo será dado no próximo dia 2 de Março, data para a qual está agendada uma assembleia-geral, reuniãoem que os clubes irão chancelar a sua continuidade, desta feita como direcção da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM).
Com seu mandato expirado a 22 de Dezembro de 2023, a Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo havia “batido na mesa” e decidido não continuar.
Mas, depois do voto de confiança e apelo dos clubes, a equipa composta por Sérgio Hitie, Ebenizário Hamela, Naftal Chongo e Anastácio Monteiro vai mesmo continuar a dinamizar as competições na Cidade de Maputo. Note-se que Michel Amade, um dos membros da comissão, passou para a Federação Moçambicana de Basquetebol na qualidade de secretário-geral.
Depois de assumir os destinos da agremiação, e num cenário de “seca” na capital em termos de provas (ficou-se seis meses sem competição), os jovens arregaçaram as mangas e promoveram ” 12 horas de basquetebol.”
A iniciativa, que cruzou os pavilhões do Desportivo e Maxaquene, paredes-meia, foi uma verdadeira maratona de basquetebol, envolvendo todos os escalões.
Seguiu-se o Torneio de Abertura, competição que teve como grande vencedor o Costa do Sol. Em femininos, os “canarinhos” derrotaram a A Politécnica por 53-41. Em masculinos, o Costa do Sol venceu o Maxaquene (59-55).
O retorno da Taça Maputo, desta feita com a designação de Taça Maputo Jogabets 100 Paus, foi uma das novidades trazidas pela Comissão de Gestão da ABCM.
De resto, a prova teve a particularidade de trazer consigo uma componente sempre motivadora: premiação monetária. De tal sorte que, ao conquistar a prova em femininos depois de vencer o Costa do Sol (62-47), o Ferroviário de Maputo encaixou 70 mil Meticais, enquanto o finalista vencido levou 30 mil.
Mesmo valor coube ao Costa do Sol, em masculinos, que superou na final a A Politécnica, vencendo por 69-55.
Cada um dos vencedores dos prémios individuais (melhor marcador, melhor triplista, melhor treinador e MVP) arrecadou o prémio de 10 mil Meticais.
A agremiação levou ainda a cabo o Campeonato da Cidade, prova que viria a ser amputada devido ao aperto de calendário.
Serve de referência recordar que, na prestação de contas, a Comissão de Gestão de Basquetebol da Cidade de Maputo reclamou ter deixado nos cofres da agremiação cerca de 638 mil Meticais.
Há equipamento avariado nos serviços de lavandaria do Hospital Central de Nampula. Falando durante um encontro com deputados do MDM, o ministro da Saúde diz que iniciou a reparação e que o Governo vai tercerizar os serviços.
Trata-se de um encontro em que o MDM e o Governo pretendiam fazer a radiografia de alguns hospitais, com destaque para o Hospital Central de Nampula.
Sobre esta unidade sanitária, o Movimento Democrático de Moçambique diz que a taxa de ocupação está acima de 100% e que as máquinas da lavandaria não funcionam.
“A avaria das máquinas de lavagem hospitalar, as máquinas de esterilização… há uma taxa acima de 100% e há problemas também de exiguidade orçamental para o funcionamento diário do hospital, alimentação, aquisição de bens e serviços, dívidas em alguns hospitais. Decidimos vir colocar estas questões enquanto deputados e ver a forma de encontrar uma solução conjunta”, apontou Fernando Bismarque, deputado da bancada do Movimento Democrático de Moçambique.
O ministro da Saúde, Armindo Tiago, conhece bem os problemas e diz que a conclusão do Hospital Geral de Nampula é uma das soluções.
“O Hospital Central de Nampula é o único hospital especializado naquela província, razão pela qual a nossa abordagem para a solução é a sua conclusão, que vai aumentar a capacidade na cidade de Nampula. Das 550 que existem, mais 400, passaremos para mais de 900 camas”, respondeu Armindo Tiago, ministro da Saúde.
Sobre o equipamento da lavandaria, Tiago diz que decorrem trabalhos de manutenção.
“O nosso pensamento é de terceirização dos nossos serviços de lavandaria, mas até lá vamos fazer a reparação do material existente. Por isso, já mandámos uma equipa de electrotécnicos para fazer o trabalho”, avançou.
Quanto à disponibilidade de medicamentos, o sector da saúde diz que há stock disponível para três meses em todo o país.
Cerca de 500 pescadores beneficiaram-se, esta segunda-feira, 26 de Fevereiro, de insumos destinados a actividades de promoção da pesca artesanal e melhoria da renda dos pescadores. A oferta está inserida no programa ProAzul, implementado pelo Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas.
Os insumos entregues esta segunda-feira pelo governador de Sofala, Lourenço Bulha, fazem parte de uma iniciativa que visa promover a pesca artesanal e a sua cadeia de valor, no que toca à captura, processamento, transporte e comercialização do pescado. Entre os bens entregues, estão congeladores, “kits” de painéis solares, motores para barcos de pesca, balanças, geradores, entre outros.
Cada beneficiário comparticipou com 20% e o Governo, com o apoio do Banco Mundial, entrou com 80%.
O governador de Sofala reconheceu a demora no processo, mas diz que o Governo está empenhado em apoiar várias iniciativas com vista ao desenvolvimento das actividades dos pescadores, e não só.
ProAzul é um programa desenhado como um mecanismo de financiamento em regime de comparticipação, não reembolsável, a pescadores artesanais, e tem como um dos principais objectivos melhorar o nível de renda dos pescadores tradicionais de forma sustentável.
Há uma fábrica chinesa de reciclagem de plástico, supostamente ilegal, que está a provocar poluição no bairro Infulene, cidade da Matola, Província de Maputo. Os residentes já se queixam de problemas respiratórios e dizem que a água que sai da empresa é tóxica e contamina as culturas na machamba. A reportagem é de Dário Cossa e Abdul Manhiça.
Uma chaminé que está às vistas de todos. É um canal de fumo que transporta doenças. A direcção na qual o fumo segue é em função do vento, e a intensidade com que sai e se espalha pelas casas à sua volta é a mesma com que faz vítimas.
É uma fábrica chinesa de reciclagem de plástico, no bairro de Infulene, cidade da Matola, Província de Maputo. O problema não é só da fumaça tóxica que se espalha pelas residências, mas, também, da água contaminada que sai da fábrica e segue numa vala improvisada e atinge campos agrícolas com culturas que alimentam muitas famílias. É a doença a espalhar-se pela terra e pelo ar.
A fábrica em causa chama-se Shenxian Plastic Recycling Limitada e opera no bairro de Infulene, cidade da Matola, Província de Maputo, desde 2022. De lá a esta parte, os que vivem nos arredores da empresa só se queixam de problemas respiratórios provocados pela actividade da fábrica.
“Não há nenhuma criança, por aqui, que tenha problemas. Todas as crianças do bairro de Infulene andam constipadas. Tenho muitos remédios, que fui buscar no hospital para qualquer eventualidade. Aquele fumo é muito tóxico durante a noite e nós não dormimos. Há pessoas que já usam bombas por já não estar a aguentar”, contou Pedro Zaqueu, residente no bairro de Infulene, cidade da Matola.
A situação é ainda mais grave para os doentes crónicos. “E basta começar a sair aquele fumo, não nos sentimos bem, mas o que fazer? Eles (os da fábrica) já foram recebidos. A coisa é mais grave para os doentes crónicos. Pioram. Eu próprio estou doente. Mas o que fazer?”, questionou de forma retórica Carolina Matsinhe, também residente do bairro Infulene.
E a situação só piora porque, mesmo de noite, a fábrica não pára de reciclar plástico. “Pernoitam a trabalhar. Aquelas máquinas funcionam dia e noite. No período nocturno, há coisas que eles queimam que cheiram muito mal. Tiram muita fumaça. Um fumo escuro. Qualquer dia, podemos ter problemas pulmonares”, denunciou Basílio Gomes, residente no bairro de Infulene.
E o fumo está muito perto dos que vivem à volta da empresa, porque o chaminé tem um comprimento de apenas três metros visível, chegando a ser ultrapassado pela altura de algumas árvores. “A chaminé devia estar mais em cima para que o fumo esteja mais em cima”, entende uma moradora de Infulene que falou na condição de anonimato. “Aquele fumo sai para nós todos aqui. Ficamos constipados. Semanalmente, temos de ir ao hospital. Não dá jeito. Não ajuda. Está a criar-nos problemas. Nem é possível cozinhar no quintal. Não dá”, desabafou.
ÁGUA CONTAMINADA CHEGA ÀS CULTURAS
No solo, o que se vê é plástico descartado. Há dois anos, forma uma lixeira, bem em frente da fábrica. É mesmo do lado frontal que saem as águas contaminadas que escorrem até às machambas.
O sistema de filtro concebido para não permitir que o plástico chegue às machambas já não funciona e tudo desce para as culturas que estão no Vale do Influente.
“A fábrica que foi instalada aqui, na zona, está a prejudicar-nos, porque tira água suja e que cheira mal. Esta água entra nas nossas valas, de onde tiramos a água para irrigação e as culturas não sobrevivem”, descreveu Rossina Maunze, produtora agrícola no Vale do Infulene.
E, na condição de anonimato, outra produtora acrescenta: “Essa água, de facto, não ajuda. Mata as culturas, porque está salgada e tem os químicos que são usados na fábrica.”
Nos dias de chuva, todo o plástico que é mal descartado pela fábrica de reciclagem é arrastado até às machambas e o plástico, segundo os produtores, “não apodrece com facilidade. Atrapalha muito. Não ajuda. Onde semeio alguma coisa enquanto há plástico, a cultura não se desenvolve bem”.
E, por conta disso, muitos canteiros foram abandonados, mas, por não ter escolha, Rossina insiste na produção agrícola e tem a sorte como sua aliada.
“Se viesse uma nuvem que trouxesse chuva, (as culturas) ainda podem sobreviver. Mas se isto continuar assim todo esse mês, não há hipóteses. – As culturas morrem por causa da chuva ou da água que usam? Temos a água e a chuva, mas se fosse só o calor, há anos que lutamos, até conseguir colher. Entretanto, isto se junta à água contaminada”, afirmou Rossina Maunze, com um tom carregado de esperança e, ao mesmo tempo, resignação.
O pouco que se consegue tirar da machamba, alertam os residentes do bairro de Infulene, pode estar contaminado. “Essas coisas são levadas e vendidas na cidade. A pessoa vai comer sem saber que está a consumir um produto que pode estar contaminado, mas os produtores não têm outra alternativa. Vivem disto”, rematou Pedro Zaqueu.
Além das culturas, a água contaminada que sai da fábrica está a dizimar o peixe que existe nestas valas e no rio Mulauzi, que é o seu destino final.
NÃO HOUVE CONSULTA PÚBLICA PARA INSTALAÇÃO DA FÁBRICA
A nossa equipa de reportagem sabe que, aquando da instalação da fábrica naquele bairro, não houve auscultação pública e os moradores foram simplesmente surpreendidos com a fábrica já a funcionar.
Aliás, os moradores ficaram a saber, mais tarde, de um encontro restrito e num ambiente informal para se decidir pelo funcionamento da fábrica. “Fizeram uma mini-festa a chamarem os trabalhadores e estavam com um grupo da INAE num bar do bairro. Comeram e beberam. E, depois, disseram que nos chamariam para mostrar o que está a acontecer e o que a empresa quer fazer. Até aqui, este é o terceiro que já metemos a documentação e não está a dar em nada”, queixou-se Pedro Zaqueu.
E os residentes chegaram a submeter a reclamação ao chefe de quarteirão que, simplesmente, ignorou o assunto.
“O chefe de quarteirão é o pior de todos. Ele trabalha ali mesmo. Pode mandar fechar a empresa onde está a trabalhar para não ter emprego? Não é possível”, desconfiou Basílio Gomes.
E o chefe de quarteirão trabalha como um dos guardas na fábrica que está a poluir no bairro. Segundo informações em nossa posse, terá sido ele quem ajudou a fábrica de capitais chineses a adquirir a parcela naquele quarteirão.
“SER HUMANO CONSOME PLÁSTICO TODOS OS DIAS”
De acordo com o ambientalista Rui Silva, o ser humano consome plástico porque, depois de usado e descartado, ele vai parar no oceano e, consequentemente, serve de alimento para as espécies que vivem no mar e que fazem parte da dieta alimentar do Homem.
“Nós próprios acabamos por ingerir plástico, microplástico, pelo facto de o peixe confundir o plástico com um alimento, além de outras espécies que acabam por morrer. Esse microplástico acaba no nosso organismo, porque o peixe que nós vamos comer, o sal que utilizamos, 90% tem partículas de microplástico”, contextualizou o ambientalista Rui Silva.
Esta é uma ideia geral do que o plástico faz na vida do ser humano.
Com o ambientalista, analisámos a situação da fábrica de reciclagem de plástico na Matola e falou das consequências deste tipo de empreendimento próximo das residências.
“Logo, uma das coisas que pode afectar, gravemente, as pessoas são essas águas que, infiltradas nos solos, se calhar coincidir com a passagem de uma linha de água, quer dizer que quem tiver os seus poços ali nas redondezas acaba por ter, depois, uma água contaminada. Este tipo de indústria, por norma, tem de ficar fora das zonas residenciais”, observou Rui Silva.
Para este tipo de indústrias, entende Rui Silva, a única solução é mandar fechar, pelo bem da saúde das pessoas e do meio ambiente. “Na minha opinião, não há meio-termo. Ou há zonas industriais, onde possam estar, mediante apresentação de estudos de impactos ambientais… juntar-se a residências? Não há meio-termo”, rematou Rui Silva.
À nossa equipa de reportagem, a empresa chinesa não quis prestar quaisquer declarações e recusou-se, também, a mostrar as licenças para o exercício da actividade e ambiental, bem como o estudo de impacto ambiental.
O “O País” sabe que a fábrica que antecedeu a Shenxian Plastic Recycling Limitada foi multada em cerca de cinco milhões de Meticais e encerrada por violação das normas ambientais.
Além de violar, de forma grosseira, todas as leis ambientais, informações em nossa posse dão conta de que a fábrica de reciclagem de plástico se instalou no mesmo espaço físico que, há dois anos, uma empresa do género foi encerrada por atropelar as normas do ambiente. Ademais, não existe licença ambiental e não foi feito o estudo de impacto ambiental.
Um gesto de solidariedade e generosidade marcou a segunda-feira na Escola Básica de Chichocane, localizada no distrito de Vilankulo, na província de Inhambane. São cerca de 100 crianças carentes que receberam material escolar, composto por uniforme, cadernos, esferográficas e lápis, graças à iniciativa de duas influencers moçambicanas, Felicidade Chideu Firmino e Nilza Chideu Carona.
As duas irmãs, que são naturais de Vilankulo, decidiram usar a sua influência nas redes sociais para ajudar as crianças da sua terra natal, que muitas vezes enfrentam dificuldades para estudar por falta de condições.
Felicidade Firmino, foi quem liderou o movimento e entregou pessoalmente os kits escolares para os alunos, que ficaram muito felizes e agradecidos.
Felicidade Chideu Firmino, que é agrónoma de profissão e faz vídeos sobre agricultura nas redes sociais, contou que a ideia surgiu depois de no ano passado ter visto a situação em que aquelas crianças frequentam as aulas, com falta de material escolar para poder estudar. Ela disse que se sensibilizou com a situação e resolveu fazer algo para mudar essa realidade. “Eu sei como é difícil estudar sem ter o material básico, quando criança vi de perto pessoas que passaram pela mesma situação que aquelas crianças, por isso, eu quis fazer a minha parte e contribuir para a educação dessas crianças, que são o futuro do nosso país”, afirmou.
Nilza Chideu Carona, que é gestora de recursos humanos e cozinheira, disse que a doação foi fruto do trabalho que elas fazem nas redes sociais, onde ela compartilha receitas, dicas, vlogs e outros conteúdos relacionados à cozinha. Ela disse que elas contaram ainda com o suporte dos seus maridos que além de apoio moral, deram apoio financeiro a iniciativa para comprar parte do material escolar e que não esperam nada em troca. “Nós fazemos isso por amor e por gratidão. Nós queremos retribuir o carinho que recebemos dos nossos seguidores e também ajudar a nossa comunidade. Nós acreditamos que a educação é a chave para o desenvolvimento e para a transformação das vidas dessas crianças”, declarou.
O Administrador de Vilankulo Galiza Matos Jr, agradeceu a doação e elogiou a atitude das influencers. Ele disse que o material escolar vai beneficiar muito os alunos, que muitas vezes não têm o suficiente para acompanhar as aulas. Ele também disse que espera que o gesto inspire outras pessoas a fazerem o mesmo. “Nós estamos muito gratos pela doação. É um acto de amor e de responsabilidade social. Nós esperamos que mais pessoas sigam o exemplo dessas influencers e que se envolvam na causa da educação, que é tão importante para o nosso país”, disse.
As influencers moçambicanas Felicidade Chideu Firmino e Nilza Chideu Carona são conhecidas pelo seu sucesso nas redes sociais, onde somam milhares de seguidores. Elas usam as suas plataformas para divulgar a cultura, a gastronomia, o turismo, a agricultura e a beleza de Moçambique, além de abordarem temas como saúde, bem-estar, família e empreendedorismo.
Elas também estão envolvidas em vários projectos sociais, como a doação de material escolar, que pretendem continuar a fazer no futuro.
Três distritos da província de Manica podem ser declarados livres do surto de cólera nos próximos dias.
Trata-se dos distritos de Chimoio, Vanduzi e Tambara que não registam casos da doença provocada pelo vibrião colérico, há cerca de dois meses.
O médico-chefe da província de Manica, Flávio Roque explicou que o distrito de Guro continua a registar casos de cólera, porém o surto está controlado.
No entanto, reiterou o apelo para a observância das medidas básicas de higiene individual e colectiva.
Desde a eclosão do surto de cólera, em Dezembro do ano passado, as autoridades sanitárias da província de Manica registaram um cumulativo de cento e noventa e cinco casos da doença e três óbitos.
A procura tardia dos serviços de saúde e complicações da doença estão na origem das mortes provocadas pela bactéria que causa a cólera.
Caçadores furtivos vandalizam infra-estruturas da rede eléctrica e roubam parte de equipamento para o fabrico de armadilhas na reserva especial do Niassa e zonas tampão, escreve o sítio da Rádio Moçambique.
O facto ocorre com frequência ao longo do corredor Marrupa / Mecula onde muito recentemente um poste de transporte de energia eléctrica tombou devido ao saque de espias.
O director da Electricidade de Moçambique, área de serviço ao cliente de Cuamba, Aurélio Luís, disse que a situação deixou todo o distrito de Mecula às escuras, menos por oito horas.
DESTRUÍÇÃO DE INFRAESTRUTURAS DE ÁGUA EM INHAMBANE
Entretanto, o Conselho Executivo provincial de Inhambane preocupado com a crescente onda de vandalização de infra-estruturas de abastecimento de água.
É uma situação provocada por malfeitores que retiram peças nas infra-estruturashidráulicas, colocando muitas famílias sem o precioso líquido, em algumas regiões da província.
O governador da província de Inhambane, Daniel Chapo, disse que os actos de sabotagem de sistemas de abastecimento de água estão a retrair os esforços do governo na provisão de água potável às comunidades sobretudo das zonas rurais.
Chapo apela as comunidades para serem vigilantes de modo a conter a onda de vandalização de fontes de abastecimento de água.
O arranque das obras de estradas na Matola, no âmbito do projecto de mobilidade urbana no Grande Maputo, estão atrasadas há mais de seis meses.
O litígio que envolve o empreiteiro que tinha sido seleccionado é uma das razões da demora. Quando o projecto estiver em funcionamento, até 2027, como se prevê, os transportadores que usam carros a combustível deverão sair de circulação, para dar espaço aos eléctricos.
Muito já se disse, falou-se e já se prometeu o bastante, como parte da solução para o drama de transporte de passageiros no Grande Maputo. Depois de quase tudo não ter tido pés para andar, há uma nova aposta, o projecto de mobilidade urbana conhecido como “Move”. Afonso Ronda, responsável pelas infra-estruturas, explica a essência do projecto.
“O Projecto Move, é um projecto de mobilidade para a área metropolitana de Maputo em que se pretende melhorar várias facetas da mobilidade dos cidadãos dos vários municípios que se encontram na área metropolitana de Maputo”
E quando é que, efectivamente, começa a funcionar? “Em 2027 nós já teremos o serviço a funcionar em pleno, contudo, nós estamos a projectar uma implementação faseada do projecto por forma que podemos iniciar com a solução ou responder a aquilo que é a demanda do transporte público a partir do final deste ano”, respondeu o responsável.
O serviço principal acoplado neste projecto, que é o sistema de transporte rápido de autocarros BRT, vai funcionar com autocarros eléctricos, como explica Afonso Ronda. “Nós vamos implementar dentro do sistema BRT meios que não contribuem muito para a poluição, ou seja, emissão de gases de carbono, em que temos neste momento em estudo viaturas eléctricas, as que pretendemos que sejam usadas”, esclareceu.
Quando o BRT estiver a funcionar em pleno, as viaturas que transportam passageiros actualmente, os chamados mini-bus, assim como outros que poluem o ambiente, deverão sair de circulação, pelo menos nas rotas onde será instalado o projecto “Move”. E a nossa fonte explica as razões. “Obviamente que, para aquilo que é a solução de congestionamento do tráfego rodoviário e a densidade populacional, a tendência é apostar em veículos de maior capacidade de forma a minimizar impactos com o congestionamentos, assim como a emissão de gases de carbono que poluem o ambiente”.
E, a partir da avenida guerra popular, vai ser construído o corredor segregado, uma espécie de espinha dorsal do sistema BRT. O engenheiro responsável pela implementação das infra-estruturas explica a essência do BRT.
“O Corredor segregado vai ser localizado naquilo que neste momento são as faixas centrais existentes, incluindo também a parte do separador central. Se for ver, a Avenida Guerra popular, no troço entre a praça dos trabalhadores e a Avenida Eduardo Mondlane, tem um separador central e também a Avenida Acordos de Lusaka e as FPL todas elas têm um separador central. Então, parte deles, os separadores centrais vão ser convertidos em faixas de rodagem e que vão ser dedicadas aos autocarros de transporte rápido. Na Avenida Julius Nyerere, no troço que tem separador central, obviamnete que parte desse separador central vai ser usado para ser faixa central e onde ela termina, vamos proceder ao alargamento das vias de forma que ela possa proceder à construção do corredor segragado”
E como vai funcionar?
“O Corredor segregado vai ter duas faixas de rodagem com sentidos contrarios, hade haver mobilidade sempre dos autocarros nessas faixas, podendo eles se cruzarem sem problema nenhum. As paragens ao longo da faixa segregada estarão também dentro da faixa segregada de forma a garantir segurança aos utentes de transporte publico. Essas faixas serão exclusivas para o transporte público”.
O projecto “Move” já está em implementação há um ano, cingindo-se, para já, nos aspectos regulatórios para conferir mais competências à Agência Metropolitana de Transporte de Maputo, que coordena o projecto.
Para Matola, serão construídas três estradas, nomeadamente a estrada que parte da primeira rotunda, em Intaka, até à esquadra de Boquisso, a estrada que parte da terceira rotunda ligando Matlemele -Mwamatibjana e a estrada que parte de Khongolote, na Matola, até à avenida de Moçambique, na Cidade de Maputo.
Há já uma placa a anunciar as obras, que deverão aliviar o martírio que se vive actualmente devido ao nível de degradação da via, como avançaram alguns entrevistados pelo jornal O País.
José Chirindza, Clara Mendes, Avelino Macucule e Gabriel Cossa disseram que estão na maior expectativa para verem as obras a serem concretizadas.
E há um empreiteiro que tinha sido selecionado para avançar com as obras de construção de estradas na Matola, mas foi suspenso, por supostas irregularidades. Este facto está a contribuir para o atraso no início das obras, segundo Firmino Guambe, membro do Comité de Implementação do Projecto Move.
“Aquando do lançamento do concurso, tivemos empresas que concorreram e, já na fase final, que é a parte das adjudicações, tivemos reclamações e essas reclamações têm sido atendidas ao nível da coordenação central da implementação deste projecto. Mas ficamos a saber que os reclamantes foram a outras instituições de administração da justiça, como é o caso da Procuradoria da República, mas o que sabemos é que houve este processo de reclamação. Tivemos uma empresa vencedora, uma empresa chinesa, mas depois, tivemos outras empresas a reclamarem”, afirmou a fonte.
O projecto “Move” vai compreender também a construção de ciclovias e vai abranger os municípios de Maputo, Matola, Boane, Matola-Rio e Marracuene.
São 250 milhões de dólares a serem investidos no projecto, desembolsados pelo Banco Mundial.
Foi expulso de Moçambique um cidadão angolano de nome Higino Duarte Regal, também conhecido por Carlos Eduardo Monteiro. O indivíduo fugiu da cadeia em Angola e entrou em Moçambique de forma ilegal.
Trata-se de uma expulsão administrativa do território moçambicano de um cidadão angolano tido como fugitivo de uma cadeia em Angola, onde cumpria pena de 10 anos de prisão por crime de tráfico de estupefacientes em 2017.
“A evasão ocorreu quando este se encontrava num hospital, onde se dirigia, alegadamente, para cuidados médicos”, refere a Procuradoria-Geral da República.
Numa nota de imprensa, a Procuradoria-geral da República explica que Higino Duarte Regal, também conhecido por Carlos Eduardo Monteiro, foi detido em Maputo no dia 21 de Dezembro do ano passado.
No mesmo documento, a PGR diz que “no acto da sua detenção, foi encontrado com diversos documentos, em seu nome, de vários países (Moçambique, Brasil, Seychelles, Namíbia e Angola), de entre eles, certidões de nascimento, passaportes, bilhetes de identidade e cartas de condução”.