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Cerca de 1,3 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas zonas de origem em Moçambique desde 2017, devido à violência armada no norte do país. Deste total, 661.532 continuam deslocadas internamente, enquanto 721.691 regressaram aos seus distritos de origem, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

No relatório operacional referente ao primeiro semestre de 2026, a agência indica que os ataques de grupos armados provocaram 26.184 novos deslocados entre Janeiro e Junho, em vários distritos da província de Cabo Delgado. Muitos dos afectados foram obrigados a deslocar-se mais de uma vez.

O ACNUR considera que a situação humanitária continua complexa, devido à persistência da violência em distritos como Ancuabe, Chiúre, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma, Quissanga, Muidumbe e Nangade.

Para além dos ataques contra civis e infra-estruturas, a agência assinala que os grupos armados têm visado cada vez mais os meios de subsistência das populações, incluindo campos agrícolas, actividades pesqueiras e locais de exploração mineira, agravando a vulnerabilidade das comunidades.

O relatório indica ainda que Moçambique acolhe 24.217 refugiados e requerentes de asilo, provenientes sobretudo de países da África Central e Oriental.

Entre Janeiro e Junho deste ano, o ACNUR prestou assistência directa a 39.699 pessoas, incluindo deslocados internos, refugiados e famílias vulneráveis, através da distribuição de bens essenciais e apoio monetário. A agência apoiou igualmente 15.804 pessoas com assistência jurídica e 8.637 na obtenção de documentos de identificação.

No âmbito do reforço dos serviços de protecção, está em curso um projecto de 34 meses, lançado em Março, em parceria com os Governos de Moçambique e do Japão. A iniciativa prevê a construção ou reabilitação de 27 postos de atendimento em Cabo Delgado, com o objectivo de facilitar o acesso à documentação civil de mais de 100 mil pessoas e prestar assistência jurídica a outras 45 mil.

Para 2026, o ACNUR solicitou 61,3 milhões de dólares para financiar as suas operações em Moçambique e Angola. Contudo, até Junho, apenas 38% do montante tinha sido disponibilizado, deixando um défice de financiamento de 38,2 milhões de dólares.

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“Metamiserismo – uma nova escola literária” é o título do livro de Deusa d’África e Dom Midó das Dores, que será lançado no próximo dia 08 de Agosto, pelas 17h30, no Camões, Centro Cultural Português, em Maputo.

Escrito a quatro mãos, “Metamiserismo – uma nova escola literária” é um livro que é publicado sob a chancela da Alcance Editores, contando com o prefácio do ensaísta e professor universitário Sávio Freitas. Já a apresentação, no Camões, será feita pelo ensaísta Francisco Noa.

Segundo uma nota de imprensa, “‘Metamiserismo’ é uma proposta de reflexão impactante, de autoria de Deusa d’África e Dom Midó das Dores, a que estes dois poetas erguem a possibilidade de reconstrução da sociedade. Descrevem o caos que afecta a humanidade, por via de pandemias, guerras, crimes ambientais, neocolonialismo invasor, novas ditaturas, feminicídios, racismos, homofobia, transfobia, negacionismos, necropolítica”, acrescenta a nota: “Estes poetas representam uma fase neo-combate na literatura moçambicana. Esta fase surge para reivindicar o lugar de uma literatura de protesto estético e ideológico frente aos novos rumos de discussão que a arte vem tomando no mundo e cada vez mais hasteando uma bandeira de humanitarismo”.

Os auto-designados “Poetas Metamiseristas”, Dom Midó das Dores e Deusa d’África, avança a nota de imprensa, entregam uma colectânea de poesias que fazem (re) pensar temas por demais polêmicos se tratando da cartografia de escrita literária moçambicana de uma fase neo-combate.

Assinando em autoria, os autores inauguram o que acreditam ser a possibilidade de humanitarismo literário que se constrói por quatro mãos e duas mentes insatisfeitas com o sistema político machista, opressor e desumano que torna escatológica qualquer forma de viver que esteja fora do padrão.

A colectânea de poemas Metamiserismo não só continua o trabalho da Associação Xitende, para além disso, recupera a fase nacionalista moçambicana ao ponto que representa a voz de uma colectividade de artistas que, sob ritmo do xitende, traz à baila a voz de tantos ancestrais invisibilizados pelo memoricídio de uma colonização sangrenta, desumana e oportunista. Uma colonização que continua sendo reproduzida por um neocolonialismo opressor e sistematizador de classes, de raças e de género, lê-se na nota de imprensa.

Para os autores, “o metamiserismo nasce da constatação axiológica de que a miséria do Homem moçambicano vem de dentro. Não é possível combater a miséria sem uma fenomenologia do Homem moçambicano. A disposição espiritual do Homem moçambicano determina a sua acção material e nessa dialéctica podemos ver a desgraça, a indigência, a corrupção material e moral, a aculturação e a promoção das perversões como uma cultura de tudo dependente ou é consequência da miséria espiritual”.

Sobre os autores

Dom Midó das Dores é Doutorando em História de África Contemporânea pela Universidade Pedagógica, Mestre em Ciências Políticas e Estudos Africanos, Licenciado em Relações Internacionais e Diplomacia. Nascido a 05 de Fevereiro de 1978, em Xai-Xai. É Autor do romance editado pela Índico Editores, em 2009, intitulado “A Bíblia dos pretos”. Em 2000, Dom Midó venceu o prémio literário Teatro Rádio Fónico da Rádio Moçambique. Docente na universidade Pedagógica, foi Deputado na Assembleia da República, foi Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Xai-Xai e é Administrador do Distrito de Mandimba. É co-fundador do Núcleo Literário Xitende. Actualmente ocupa o cargo de Revisor e Conselheiro da Associação Xitende.

Tem publicações em revistas nacionais e internacionais. Tem textos antologiados pela Editora de Letras “Vozes do Hiterland”, em 2015, antologiado na Espanha em “Galiza-Moçambique: Numa Linguagem e Numa Sinfonia”, em 2016, foi antologiado em 2020, pela Xitende, em “Fique em Casa, Amor!” e “19 Cartas para Covid19”.

Deusa d’África é Mestre em Contabilidade e Auditoria e mestranda em Língua Portuguesa Aplicada ao Ensino. Docente na Universidade Save e Contabilista do Fundo Global – Malária. Possui textos (prosa, ensaios e poesia) publicados na imprensa nacional e estrangeira.

Coordenadora-Geral da Associação Cultural Xitende, curadora do Festival Internacional de Poesia, de saraus culturais, feiras de livro, concursos de poesia, palestras escolares, semanas literárias, oficinas de escrita e mentora do projecto Círculo de Leitores, desde 2011. Viu alguns dos seus trabalhos traduzidos para sueco, inglês e mandarim.

É autora de seguintes obras: “A Voz das minhas entranhas” (poesia), editada pelo FUNDAC, em 2014; “Equidade no Reino Celestial” (romance), pela Editora de Letras, em 2014; “Ao encontro da vida ou da morte” (poesia), pela Editora de Letras, em 2014; “Cães à estrada e poetas à morgue’’, pela Alcance Editores, em 2022, e “Uma onça na cidade”, pela Alcance Editores, em 2023;

Foi distinguida pelo Governo Provincial de Gaza, como Personalidade do Ano, 2016, em reconhecimento do seu patriotismo e pela sua contribuição no desenvolvimento e promoção das artes e cultura.

Em Março de 2017 representou Moçambique no Festival Literário de Macau.

Escreveu o hino para o Festival Nacional de Jogos Escolares e Desportivos em Moçambique em 2017. É membro do Conselho Editorial da Revista Kilimar.

 

 

A Stv Notícias transmite, sábado, às 14h30, o duelo Costa do Sol vs. Associação Black Bulls, inserido na primeira “mão” dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP ao nível da zona Sul. Ainda no sábado, a Associação Desportiva de Vilankulo mede forças com o Ferroviário de Maputo, em partida agendada para o Campo Municipal de Maxixe.

É o duelo mais apetecível dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP. Não estivéssemos, aliás, em presença de dois sérios candidatos à conquista de todas as competições em que estão envolvidos. Quis o sorteio realizado há duas semanas que “canarinhos” e “touros” cruzassem, de resto, caminho no acesso às meias-finais da segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano.

Primeiro (Black Bulls) e segundo (Costa do Sol) classificados do Moçambola 2024 com 27 e 26 pontos, respectivamente, travam argumentos no relvado sintético dos “canarinhos” na primeira mão dos “quartos”.

E mais: estamos a falar das duas formações com melhor ataque no campeonato nacional, sendo que a Black Bulls marcou 27 golos, enquanto o Costa do Sol concretizou 20.

É sempre um jogo susceptível de atrair ao “ninho do canário” muitos adeptos do futebol que, seguramente, irão querer acompanhar esta partida que pode definir quem segue em frente na eliminatória.

As duas formações voltam a defrontar-se cerca de quatro meses depois de os “touros” terem vencido por 3-2, em duelo inserido na jornada inaugural do Moçambola 2024.

Os golos dos “touros” foram apontados por Chamito (2′) e Hamed (71′ e 85′), enquanto os “canarinhos” marcaram por Chisala (27′) e Chester (56′).

Curiosamente, estas duas equipas jogaram nesta mesma fase da Taça de Moçambique, ano passado, sendo que a Associação Black Bulls levou a melhor ao vencer por 5-2.

Na época passada, precisamente na 3.ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol, os “touros” venceram os “canarinhos” por um a zero com tento solitário de Melque.  Já na 13ª jornada, ou seja, na segunda volta, nova vitória da Black Bulls, desta feita por 3-1.

Ainda no sábado, a Associação Desportiva de Vilankulo defronta, no Campo Municipal de Maxixe, o Ferroviário de Maputo, em duelo a ser seguido também com muita atenção. É que, com uma campanha menos conseguida no Moçambola, prova na qual ocupa a última posição, o Ferroviário de Maputo aposta todas as faixas na Taça de Moçambique ZAP.

Em Maio deste ano, a Associação Desportiva de Vilankulo foi ao campo do Afrin derrotar o Ferroviário de Maputo, por 1-0.
Já no domingo, o Desportivo de Nacala trava argumentos com a União Desportiva do Songo, em  partida que coloca frente-a-frente dois conjuntos que evoluem no Moçambola.

Finalistas vencidos do ano passado, os “hidroeléctricos” ambicionam conquistar esta competição. Em duelo da décima primeira e última jornada da primeira volta do Moçambola 2024, a União Desportiva do Songo recebeu e venceu, em Maio último, o Desportivo de Nacala por 2-0.

No campo da Soalpo, o Textáfrica de Chimoio mede forças com o Ferroviário da Beira, campeão nacional que não está a atravessar uma boa fase no Moçambola 2024. Aliás, no encerramento da última jornada da primeira volta, os “locomotivas” do Chiveve perderam com o Baía de Pemba por 1-0.  E, no confronto com o Textáfrica esta temporada, o Ferroviário da Beira perdeu por 1-0.

Quadro de jogos:
Sábado, 3 de Agosto de 2024:
Zona Sul:
Campo Municipal da Maxixe
Associação Desp. Vilankulo vs.  Ferroviário de Maputo
14h30
Campo do Costa do Sol
Costa do Sol vs.  Black Bulls
14h30
𝐙𝐨𝐧𝐚 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨/𝐍𝐨𝐫𝐭𝐞
Domingo, 4 de Agosto de 2024:
Campo do Ferroviário de Nacala
Desportivo de Nacala vs. U.D. Songo
14h30
Campo da Soalpo
GD Textáfrica vs Ferroviário da Beira
14h30

A  República Centro-Africana e o Quénia declararam novos surtos de varíola Símia, popularmente chamada de Varíola dos Macacos ou MPOX. Enquanto isso, as autoridades de saúde africanas lutam para conter a disseminação da doença em uma região carente de vacinas.

A República Centro-Africana foi a primeira a declarar um novo surto na segunda-feira, dizendo que estava se espalhando para sua capital, Bangui. No entanto, Nairóbi, capital do Quénia, anunciou um novo surto da varíola dos macacos, na quarta-feira, depois de detectar a doença em um passageiro que viajava de Uganda para Ruanda.

A doença é causada por um vírus que se origina em animais selvagens e, ocasionalmente, é transmitido aos humanos, que podem transmitir uns para os outros.

“Estamos muito preocupados com os casos de varíola que estão devastando a Região 7 do país”, disse Pierre Somsé, Ministro da Saúde Pública da República Centro-Africana, na segunda-feira.

A MPOX tornou-se uma preocupação global durante um surto internacional em 2022, que viu a doença se espalhar para mais de 100 países.

Embora os surtos de varíola no Ocidente tenham sido contidos com vacinas e tratamentos, eles são praticamente inexistentes em partes da África, onde vários países relataram surtos nos últimos meses.

O país mais atingido no continente é o Congo, que registrou mais de 12.000 casos e pelo menos 470 mortes neste ano em seu maior surto. A África do Sul , que registrou um último caso de MPOX em 2022, também reportou um surto neste ano.

 

O secretário do comitê provincial da Frelimo na província da Zambézia diz que o povo Moçambicano deve olhar para o futuro do país centrado no desenvolvimento, com esperança e sem espectro da guerra.

“Estamos a travar uma guerra em Cabo delgado, a nossa palavra de ordem é acabar com aquele cenário e trazer a paz, para que a nossa juventude viva o desenvolvimento almejado, no próximo ciclo governativo”, disse.

Momade Juízo está a fazer périplo pela província, escalando de forma sucessiva os distritos de Gurué, Ile e Mulevala com vista a mobilizar militantes do partido e vários outros, no sentido de afluirem as urnas no dia 9 de Outubro.

Manter a paz, criação de um banco de desenvolvimento para garantir financiamento para empregabilidade da Juventude, educação centrada para o futuro são são alguns dos principais objectivos da próxima governação.

“Nós, a Frelimo, estamos cientes que há coisas que é preciso ultrapassar, e como conhecemos o país e a nossa realidade, vamos continuar a dar respostas daquilo que se pretende para o bem do povo”, explicou Momade Juízo.

Por falar em guerra, Juízo defendeu a vigilância e união entre os moçambicanos, para que os infiltrados, com objectivos de dividir o país, sejam denunciados. “Como disse, precisamos de desenvolver o nossa província e pais no geral, e sobre isto estamos cientes que temos de trabalhar para melhorar as nossas estradas. Ter vias em condições é um imperativo porque sabemos que vai permitir que as pessoas produzam e escoem os produtos agrícolas”.

O Banco de Moçambique reduziu, ontem, a taxa de juro que aplica aos bancos comerciais de 15 para 14,25 por cento. Após o anúncio, o governador negou que haja escassez de dólares, euro e rands no país, conforme queixou-se recentemente o sector privado.

O custo do dinheiro ficou menos caro em Moçambique, segundo dados oficiais anunciados nesta quarta-feira pelo Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique.

Com a redução da taxa de juro da Política Monetária, de 15 para 14,25 por cento, os bancos comerciais podem, agora, financiar-se e fornecer ao mercado dinheiro mais acessível.

“Esta decisão é sustentada pela contínua consolidação das perspectivas de inflação em um dígito no médio prazo, num contexto em que a nossa avaliação dos riscos e das incertezas associados às projecções mantêm-se favoráveis”, diz Rogério Zandamela.

Segundo o governador, as perspectivas da subida generalizada dos preços mantêm-se em um dígito no médio prazo, ou seja, abaixo de 10% nos próximos três anos. “Em Junho de 2024, a inflação anual manteve-se estável ao fixar-se em 3% após 3,1% em Maio”, disse.

O Estado moçambicano é das entidades elegíveis para ter o financiamento da banca, mas tem recorrido bastante a esse endividamento dentro do país, o que tem pressionado muito o sistema financeiro, segundo alerta o Banco de Moçambique.

“A pressão sobre o endividamento público interno mantem-se elevada, como temos vindo a mencionar. O individamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora situam-se em 377,9 mil milhões de Meticais, o que representa de 65,6 mil milhões em relação a Dezembro de 2023”, referiu Zandamela.

No tocante à queixa do sector privado de falta de dólares, euro, rands e outras moedas estrangeiras na economia, Rogério Zandamela considera que os “patrões” estão equivocados.

“Hoje, do ponto de vista de reservas do banco central, estamos a falar de mais de cinco meses de importação, de cobertura, é muito. Comparado ao que é recomendável de 3. Abaixo de 3 já começa a preocupar-nos. Cinco é um valor confortável. O problema não é disponibilidade, porque a entrega de reservas do fundo cambial, que depende da banca, depende de muita coisa, entre as quais o modelo de negócios de cada instituição, o tipo de clientes. Se o banco quer ou não financiar aquele cliente ou aquela actividade, da avaliação de risco, do sector, dos clientes. Os bancos avaliam o risco e podem cortar certos clientes”, explicou o governador do Banco de Moçambique.

Zandamela diz ainda que o Banco de Moçambique está a usar modelos internacionais, que não permitem aplicar, para já, a taxa de reservas obrigatórias em moeda estrangeira inferior a 39%, conforme solicita a Confederação das Associações Económicas (CTA).

Já o crescimento económico, que se estima que tenha sido de 3,2% no primeiro trimestre, poderá continuar a esses níveis modestos até ao fim do ano, segundo o Banco, devido a factores internos e externos que afectam a economia nacional.

Uma mulher deu à luz a quatro gémeas, no distrito de Murrupula, província de Nampula. Uma das gémeas perdeu a vida dois dias depois do parto. As más condições de transporte, durante a transferência para o Hospital Central de Nampula, podem ter agravado o estado de saúde da recém-nascida.

As bebés nasceram no dia 22 de Julho, no distrito de Murrupula, a pouco mais de 80 km da cidade de Nampula. A gravidéz era de sete meses e nem a gestante, Maria Octávia, sabia que esperava quatro gémeas.

As quatro gémeas nasceram completas e com vida, mas houve necessidade de terem melhor assistência sanitária num hospital de referência e a solução foi a transferência para o Hospital Central de Nampula, onde deram entrada no beráçrio para serem estabilizadas, explicoun Victória Mucavele, Médica pediatra do Hospital Central de Nampula.

As condições inadequadas de transporte terão piorado o estado de saúde da gémea que acabou perdendo a vida no berçário do Hospital Central de Nampula.

A mãe de 30 anos de idade é camponesa e já soma sete filhos. A médica pediatra alerta para a necessidade de ela continuar a dar o leite materno e o artificial para evitar o risco das recém-nascidos desenvolverem um quadro de desnutrição.

O Ministério da Terra e Ambiente distinguiu, esta quarta-feira, o Presidente da  República, Filipe Nyusi, como campeão dos “Big 5” pelos feitos alcançados na conservação da biodiversidade. Falando no Parque Nacional da Gorongosa, por ocasião do Dia Internacional do Fiscal, a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, enalteceu o trabalho desenvolvido pelo Chefe do Estado no processo de conservação da biodiversidade no país. Maibaze falou, a título de exemplo, do Parque Nacional do Zinave, que se tornou numa referência por conta da intervenção e atenção dada por Filipe Nyusi a questões de biodiversidade.

“Desta forma, senhor Presidente, o Ministério da Terra e Ambiente distingui-o como campeão dos ‘big 5’ pelos feitos alcançados na conservação da biodiversidade no nosso país. Foi na vossa liderança, excelência, que Moçambique posicionou o Parque Nacional do Zinave como uma área de conservação no país pelos ‘big 5.”

Na sua intervenção por ocasião da efeméride, o Presidente da República, Filipe Nyusi, pediu a todos os moçambicanos para se unirem na conservação do meio ambiente e lamentou a morte de seis fiscais nos últimos 12 meses no país, vítimas de caçadores furtivos e de ataques de animais.

“Destruir a fauna é destruir o homem. Há quem pergunte o que a fauna faz. Fauna são animais. Não se pode destruir a fauna, porque senão ficamos sem a nossa casa”, frisou Filipe Nyusi.

O Presidente da República lembrou ainda  que o fiscal florestal e da fauna é o protector da terra, da vida selvagem e do ambiente, das queimadas assim como contra a caça e pesca ilegal, entre outros crimes e riscos ecológicos. “O fiscal é um herói silencioso que garante a harmonia e tranquilidade nas nossas áreas de conservação. O fiscal é o nosso guardião, na totalidade, do património e da natureza.”
Nyusi lamentou, depois, a morte de seis fiscais nos últimos 12, assassinados por caçadores furtivos.

Os fiscais, representados por Óscar Nhamais, disseram que, apesar de estarem  a ser registadas reduções  significativas da caça furtiva e outras actividades ilegais, há enormes desafios que a área enfrenta. “Nós, os fiscais, enfrentamos desafios no dia-a-dia, que é o de reflectir sobre o papel que desempenhamos.”

De recordar que a celebração do Dia Internacional do Fiscal foi marcada pela colocação de colares  de localização por satélite a um  casal de leões por parte de Filipe Nyusi. Esta não é a primeira vez que Nyusi coloca colares aos principais cinco animais de áreas de conservação, nomeadamente, leão, elefante, búfalo, leopardo e rinoceronte.

A cerimónia fechou-se com a distinção de quatro fiscais do PNG que se destacaram nas suas actividades nos últimos meses.

Os juristas Abdul Nurdim e Gilberto Correia pedem calma e serenidade, pois alegam que esta é apenas a primeira fase do processo e muita coisa ainda pode acontecer com o recurso que a Privinvest promete interpor e têm dúvidas de quem a empresa tem capacidade de pagar mais 2,3 mil milhões de dólares ao país.

Abdul Nurdim divide o recurso em duas partes. A primeira em que o recurso pode suspender a decisão proferida em primeira instância e a segunda em que a decisão, independentemente do recurso, pode ser executada.

“Se o recurso tiver efeito suspensivo voltamos a apelar à serenidade ao povo, para que acreditemos na justiça dos tribunais londrinos e, efectivamente aguardar a decisão de uma segunda instância, ou por outro lado, se o recurso não suspender a decisão e haver possibilidade de Moçambique executar a decisão, independentemente do recurso ou não, poderemos trazer estes activos de volta a Moçambique”, explicou Nurdim.

Entretanto, o jurista referiu que o processo pode ser longo, uma vez que só este em que o juiz julgou a favor de Moçambique levou cinco anos, por isso, não se deve esperar por uma resposta imediata.

Já, Gilberto Correia, antigo Bastonário da Ordem dos Advogados diz que o risco maior não é ganhar ou perder e sim ter se a garantia de que a Privinvest tem capacidade para pagar Moçambique, pois entende que o valor é muito elevado e a empresa pode não ter bens suficientes para pagar ao credor, os mais de dois mil milhões de dólares.

O advogado recorda que a Privinvest já mostrava falência antes de fechar os acordos com Moçambique e que os seus estaleiros só foram reabertos depois de receber o dinheiro do calote para construção dos barcos e que também perdeu muita credibilidade e confiança depois do escândalo.

“Mas também temos o caso do todo-poderoso dono da Privinvest, Scandar Safa, que faleceu, então são esses elementos… Nós entregamos dois mil milhões a uma empresa com sinais de pré-falência, estaleiros desactivados, a Privinvest está com o nome manchado, então não é de esperar que esta empresa, que é a única contra quem Moçambique pode ir buscar dinheiro, neste momento, tenha dois mil milhões de dólares para pagar e nem muito mais ou menos”, apontou o advogado para depois acrescentar que “seria o desejável, mas é muito pouco provável, pois nenhum banco entregaria garantias bancárias à empresa”.

Correia recorda que, das partes contra quem o país demandou, a Privinvest era a que menos oferecia garantias de pagamento comparativamente aos bancos internacionais com os quais o país já fechou acordos.

O jurista acrescenta que a Procuradoria-Geral da República não pode fazer aproveitamento político e, mais do que dizer que Moçambique ganhou, deve apresentar garantias de que a Privinvest tem capacidade para indemnizar o país.

Sem isso, a fonte entende que esta sentença pode ter um sabor agridoce.

Os juristas entendem que a sentença pode, sim, ter impacto nos processos autónomos abertos contra Manuel Chang e Ernesto Gove, antigo governador do Banco de Moçambique, mas que, independentemente da sua condenação ou não se não houver execução da sentença de Londres, esta vitória não trará grandes mudanças para Moçambique.

O candidato da Frelimo à Presidência da República, Daniel Chapo, promete mudar Moçambique com uma governação diferente. A promessa foi feita em governaçãoonde está em visita de trabalho de preparação das eleições de Outubro próximo.

Depois de Palma, Daniel Chapo e a esposa visitaram a cidade de Pemba, onde foram recebidos pelos membros e simpatizantes da Frelimo, com cânticos.

Do aeroporto, Daniel Chapo percorreu a pé o mercado de Alto Gingone, onde saudou os vendedores e, depois, dirigiu a terceira sessão extraordinária do comité provincial do partido.

“Queremos dizer que a nossa candidatura é candidatura de mudança. De mudança porque nós vamos trabalhar para fazer novas coisas, de formas diferentes, para termos resultados diferentes. Meus pais e minhas mães, vamos trabalhar para garantir a nossa vitória no dia 9 de Outubro, porque precisamos de mudar Moçambique, mudar Cabo Delgado, mudar a forma de fazer as coisas. Próximo ano, vamos fazer 50 anos de governação. Por isso, a Frelimo decidiu eleger um jovem para, com uma nova visão, mudar as coisas, a forma de fazer as coisas e continuar a trabalhar para desenvolver Moçambique”, disse Daniel Chapo, candidato da Frelimo.

Além das suas qualidades, Daniel Chapo prometeu mudanças na governação e explicou como vai resolver o problema da corrupção, caso seja eleito como Presidente da República.

“Com o nosso Governo, no futuro, vamos informatizar o Estado, para que aqueles que gostam de cobrar dinheiro, para fazerem alguma coisa, não tenham contacto com ninguém. Para que alguém, a partir de casa, do seu telefone, do seu computador, consiga obter o documento sem entrar em contacto com ninguém, tal como hoje transferimos dinheiro do telefone sem irmos ao banco.”

Palma, Pemba e Chiúre são os distritos que estão na agenda de visita de trabalho de Daniel Chapo à província de Cabo Delgado.

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