O Tribunal Superior de KwaZulu-Natal, na África do Sul, autorizou a continuidade das marchas do movimento anti-imigração em Durban, mas impôs limites e condições estritas para conter a escalada de violência xenófoba na região.
A decisão, proferida pelo juiz Peter Olsen, surge em resposta a um pedido urgente da polícia sul-africana.
As autoridades de segurança haviam solicitado o veto total dos protestos organizados pelo grupo March and March após confrontos recentes que resultaram na morte de um cidadão estrangeiro e em ameaças de incêndio a um centro de acolhimento de refugiados.
Nos termos revisados, o grupo pode realizar a marcha entre as 9h e às 15h. Os participantes estão proibidos de portar armas ou cobrir o rosto. O grupo também foi impedido de destruir propriedades ou incendiar edifícios.
O grupo March and March defende seu direito constitucional de manifestar-se, distanciando-se da violência e insistindo que não deve ser responsabilizado pelas ações dos envolvidos.