O sonho de uma vida melhor na África do Sul terminou à beira da estrada. Com crianças ao colo, mulheres grávidas e apenas alguns sacos de roupa, dezenas de cidadãos malawianos chegaram esta semana à cidade da Maxixe, em Inhambane, depois de abandonarem, à pressa, o país onde viviam e trabalhavam. Sem dinheiro para alimentação, sem transporte e sem um lugar para dormir, passaram a noite ao relento, transformando Moçambique numa rota de passagem para um regresso forçado ao Malawi.
À primeira vista, eram apenas mais alguns viajantes. Mas bastava aproximar-se para perceber que aquelas famílias carregavam muito mais do que malas improvisadas. Carregavam anos de trabalho interrompidos, projectos de vida desfeitos e o medo de permanecer num país onde, segundo contam, deixaram de se sentir seguros.
A maioria afirma ter abandonado a África do Sul depois de episódios de perseguição e hostilidade contra cidadãos estrangeiros. Sem condições para permanecer e sem recursos para pagar uma viagem directa até ao Malawi, optaram por atravessar Moçambique, na esperança de encontrar uma alternativa mais acessível para regressar a casa.
“Estamos a vir da África do Sul. Como não havia transporte suficiente e a viagem directa para o Malawi era muito cara, decidimos seguir por um atalho, passando por Moçambique. Quando chegámos aqui, a viatura deixou-nos na Maxixe e agora não sabemos como vamos conseguir transporte até ao nosso país”, conta John, um dos integrantes do grupo.
O problema é que a falta de dinheiro rapidamente transformou a viagem numa luta pela sobrevivência. Sem meios para pagar alojamento ou comprar alimentos, homens, mulheres e crianças passaram a noite ao relento, expostos ao frio e às incertezas sobre o dia seguinte.
“Estamos a passar por muitas dificuldades. Desde domingo que não comemos, não tomamos banho e estamos aqui com crianças e mulheres grávidas. A situação é muito difícil”, relata Robert, enquanto observa os poucos pertences espalhados no chão.
Ao amanhecer, o cenário pouco mudou. Alguns procuravam transporte. Outros tentavam contactar familiares. Havia quem aguardasse qualquer ajuda que permitisse continuar a viagem até à província de Tete, de onde seguiriam para o Malawi. Apesar das dificuldades, uma decisão parecia comum entre todos: não regressar à África do Sul.
“As coisas não estão boas na África do Sul. Para onde quer que vamos encontramos problemas. Se até nas ruas nos perseguem, então já não há espaço para ficarmos lá. É melhor voltar para casa”, afirma Donald.
As famílias dizem que a saída aconteceu sem tempo para uma preparação adequada. Segundo Annah, muitos tentaram negociar um prazo que lhes permitisse organizar a mudança, vender alguns bens e reunir dinheiro para a viagem, mas não tiveram sucesso.
“Disseram-nos apenas que tínhamos de regressar ao nosso país. A viagem até ao Malawi é longa e precisávamos de preparar transporte, alimentação e os nossos pertences. Mas só nos disseram que tínhamos de sair antes do fim de Junho”, conta.
Os relatos revelam o impacto humano que episódios de hostilidade contra estrangeiros podem provocar. Muitos destes cidadãos malawianos viveram durante anos na África do Sul, onde encontraram emprego e sustentavam as suas famílias. Agora regressam praticamente de mãos vazias, sem saber como recomeçar a vida no país de origem.
Na cidade da Maxixe, a presença do grupo despertou a curiosidade de quem passava. Crianças brincavam junto às bagagens enquanto adultos tentavam encontrar uma solução para continuar viagem. O ambiente misturava cansaço, ansiedade e esperança de que o pior tivesse ficado para trás.
Ao longo da manhã, as autoridades do Malawi mobilizaram apoio para permitir que os seus cidadãos retomassem o percurso até casa. Pouco a pouco, as famílias deixaram a Maxixe, encerrando uma etapa difícil de uma viagem que dificilmente esquecerão.
A travessia destes malawianos por Moçambique deixa, contudo, uma reflexão que vai além das fronteiras. Mostra como milhares de migrantes continuam vulneráveis sempre que surgem episódios de intolerância e violência nos países onde procuram melhores oportunidades. Em poucas horas, trabalhadores transformam-se em deslocados, famílias perdem tudo o que construíram durante anos e crianças passam a conhecer o significado da palavra exílio muito antes de compreenderem o mundo.
Para estes cidadãos, o Malawi representa agora um recomeço. Mas também simboliza o regresso a um país que muitos deixaram precisamente por falta de oportunidades. Voltam sem bens, sem emprego e carregando apenas aquilo que conseguiram salvar. O sonho sul-africano ficou para trás. No lugar dele restam as marcas de uma viagem forçada, feita entre o medo, a fome e a esperança de encontrar, finalmente, um lugar onde possam viver em paz.
Um mês depois das chuvas intensas, há ainda casas submersas na cidade de Inhambane, com famílias que continuam a viver o drama das cheias sem uma solução definitiva. Entretanto, as autoridades municipais falam da criação de um espaço para reassentar até 80 famílias, um número que expõe a dimensão de um problema que ainda está longe de ser resolvido.
Mais de um mês depois das chuvas intensas que atingiram a cidade de Inhambane, há bairros que continuam debaixo de água, num cenário que teima em prolongar o sofrimento de dezenas de famílias. Desde Março, muitas vivem uma nova realidade, feita de incerteza, perdas e adaptação forçada, sem sinais claros de regresso à normalidade.
A permanência das águas levanta, agora, um novo alerta, pois as famílias temem o surgimento de doenças de origem hídrica, num contexto em que as condições de salubridade se degradam a cada dia.
Em vários pontos da cidade, moradores apontam causas que vão além da chuva. Denunciam que o bloqueio dos canais de drenagem, hoje ocupados por construções, está a agravar o escoamento das águas e a transformar bairros em zonas de retenção.
No bairro Marrambone, nos arredores da cidade, o cenário é de recomeço forçado, com algumas famílias a tentar reconstruir a vida depois de terem sido obrigadas a abandonar as suas casas.
Até agora, cinco famílias vivem em tendas desde Janeiro, aguardando as casas prometidas pela edilidade. Segundo as autoridades locais, o espaço deverá acolher até 80 famílias afectadas pelas inundações, um número que mostra a dimensão do problema ainda por resolver.
Recorde-se que, só na cidade de Inhambane, mais de 500 famílias foram afectadas pelas cheias deste ano. Em algumas zonas, as águas já recuaram, mas noutras, a crise continua.
O antigo judoca moçambicano, Nilton Mujovo, 6 Dan, foi reeleito vice-presidente da Confederação Austral de Judô (SAJC), para um mandato do quadriénio 2026-2030. A eleição aconteceu na Assembleia Geral do Órgão, realizada em Lusaka, Zâmbia, esta sexta-feira.
A reeleição de Nilton Munjovo simboliza a confiança por parte dos membros da Confederação Austral de Judô, pelo trabalho desenvolvido ao longo do último mandato a dirigir os destinos da modalidade ao nível da região.
Para além de ser vice-presidente da Confederação Austral de Judô, Nilton Mujovo exerce também o cargo de membro executivo da Associação de Judô dos Países da Commonwealth (CJA), com foco na organização dos Jogos da Commonwealth de Glasgow, prova a decorrer no Reino Unido, em Julho do presente ano.
Ex-vice-presidente da Federação Moçambicana de Judô, actualmente Mujovo ocupa o papel de Vogal da Direcção.
A Confederação Austral de Judô (SAJC) tem a missão de coordenar os Jogos da AUSC-R5, que terão lugar em Maputo, em Dezembro deste ano.
Pelo menos 10 pessoas morreram na estrada que liga o condado queniano de Nakuru a Nairobi, perto da cidade de Gilgil (sudoeste), na sequência da colisão entre um autocarro e um camião, anunciou este sábado a polícia local.
O acidente ocorreu na zona de Gilgil, perto da ponte Lake Oil. Segundo as autoridades locais, um mini-autocarro de passageiros embateu violentamente na traseira de um camião que estava estacionado na berma da estrada.
O impacto foi fatal para os dez dos ocupantes do veículo de passageiros, que morreram no local. Várias outras pessoas ficaram feridas com gravidade e foram socorridas para hospitais próximos.
A polícia de Gilgil já confirmou que iniciou uma investigação para apurar as causas exactas do sinistro, mas o excesso de velocidade ou a falta de visibilidade são as hipóteses mais prováveis.
O acidente ocorreu por volta das 21h30 locais, 20h30 de Maputo.
O Quénia costuma registar um elevado número de acidentes de trânsito com vítimas mortais e, só nesta sexta-feira, morreram 20 pessoas em acidentes separados, dos quais 16 passageiros e quatro condutores.
O líder da junta militar do Burkina Faso diz que a democracia “mata” e que, neste momento, é inadequada para a realidade do seu país. Ibrahim Traoré afirma que a prioridade deve ser o restabelecimento da segurança e da soberania nacional, antes de qualquer processo eleitoral.
As declarações foram feitas recentemente, num discurso dirigido à nação, num contexto de agravamento da crise de segurança no país, marcada por ataques persistentes de grupos armados em várias regiões. Traoré sustenta que a realização de eleições, nas actuais circunstâncias, não resolveria os problemas estruturais e poderia, inclusive, agravar a instabilidade.
No mesmo posicionamento, o líder militar defendeu que o modelo democrático liberal não responde às especificidades do Burkina Faso e de outros países africanos, argumentando que, em certos contextos, a sua aplicação tem contribuído para o enfraquecimento do Estado e para o aumento da insegurança. Como exemplo, apontou situações de instabilidade vividas noutros países, associadas a processos políticos considerados frágeis.
Ibrahim Traoré chegou ao poder em Setembro de 2022, através de um golpe de Estado que derrubou o então líder da transição, num cenário já marcado por forte contestação popular e deterioração das condições de segurança. Na altura, a junta militar assumiu o compromisso de conduzir uma transição com vista ao regresso à ordem constitucional.
Entre as promessas iniciais estava a realização de eleições e a transferência do poder para um governo civil, assim que estivessem reunidas condições mínimas de estabilidade. No entanto, desenvolvimentos recentes indicam um afastamento desse calendário, com o prolongamento da transição e a adopção de medidas que reforçam o controlo do poder pela junta.
O Burkina Faso insere-se num contexto regional mais amplo, marcado por uma vaga de regimes militares no Sahel, onde a luta contra o terrorismo e a contestação à influência externa têm servido de base para redefinir modelos de governação.
Moçambique estará inserido no pote 2 do Sorteio do CAN-2027, prova que terá lugar no Quénia, Uganda e Tanzânia, no próximo ano. A posição actual no ranking coloca os Mambas no caminho das grandes potências do futebol africano.
E é do pote 2 que sairá o nome de Moçambique no sorteio do Campeonato Africano das Nações do próximo ano, o mesmo onde estarão outras sete selecções que estão no mesmo nível dos Mambas no ranking da FIFA.
Trata-se das selecções do Gana, Cabo Verde, Guiné, Zâmbia, Gabão, Guiné Equatorial, Benim, Madagáscar, Angola e Comores, que deverão conhecer os adversários vindos dos outros potes.
No pote 1 estarão inseridas as melhores selecções africanas, nomeadamente Marrocos, Senegal, Egipto, Argélia, Nigéria, Tunísia, Camarões, Costa do Marfim, Mali, Burkina Faso, RD Congo e África do Sul, enquanto o pote 3 terá Mauritânia, Namíbia, Sudão, Togo, Líbia, Níger, Malawi, Serra Leoa, Ruanda, Gâmbia e Zimbabwe.
O pote 4, dos mais fracos do continente, será composto por República Centro-Africana, Etiópia, Guiné-Bissau, Congo, Libéria, Botswana, Burundi, Somália, Sudão do Sul, Eritreia e Lesotho.
O sorteio da fase de grupos ainda não tem data, mas vai acontecer ainda este mês de Abril. A fase de grupos inicia em Setembro terminando em Novembro. A fase final terá lugar em Junho e Julho do próximo ano.
O director do Instituto Médio de Desporto e Educação Física de Moçambique (IMEDE), Paulo Saveca, participa a partir deste sábado até domingo, do primeiro Simpósio de Kickboxing, evento que terá lugar em Angola.
Saveca será um dos principais oradores do evento, numa iniciativa focada em formação, debates técnicos e capacitação profissional, reunindo mestres, treinadores, profissionais de saúde e do desporto.
Esta não é a primeira vez de Saveca participa em eventos internacionais, onde tem emprestado o seu conhecimento na área de desporto e ciência.
Além de ser director do IMEDE, Paulo Saveca é professor e investigador da Escola Superior Ciências do Desporto da Universidade Eduardo Mondlane e é doutorado em Ciências do Desporto e pós-doutorando em Perícia do Desporto.
A NASA divulgou as primeiras imagens da Terra captadas pela missão Artemis II, após a cápsula Orion ter realizado com sucesso uma manobra decisiva para seguir em direção à Lua.
O accionamento do motor, efectuado na quinta-feira à noite, corresponde à chamada injecção translunar, etapa que retira a nave da órbita terrestre e a coloca numa trajetória rumo ao espaço profundo. Com esta manobra, a Orion entrou na denominada trajetória de retorno livre, que permitirá contornar a Lua e regressar à Terra aproveitando a gravidade lunar.
As imagens divulgadas mostram o planeta visto do espaço pelos astronautas. Um dos registos, captado pelo comandante Reid Wiseman, evidencia duas auroras e a luz zodiacal, enquanto a Terra aparece a eclipsar o Sol. Na fotografia, é também visível o continente africano. Outra imagem apresenta o planeta através de uma das janelas da cápsula.
Segundo a NASA, esta é a primeira vez desde a missão Apollo 17, em 1972, que astronautas deixam a órbita terrestre com destino à Lua.
A missão, com duração prevista de cerca de dez dias, tem como objetivo testar sistemas essenciais da nave com tripulação a bordo, incluindo suporte de vida, comunicações e navegação fora do alcance dos satélites terrestres, antes de futuras missões de alunagem.
O Papa Leão lavou os pés a 12 padres esta quinta-feira, 2 de abril, num ritual tradicional da Quinta-Feira Santa, apelando aos católicos para que demonstrem solidariedade com os mais vulneráveis.
A cerimónia, que evoca o gesto de humildade de Jesus Cristo na véspera da sua morte, decorreu na Basílica de São João de Latrão, em Roma, e marcou o início das celebrações pascais no Vaticano.
Durante a homilia, o pontífice destacou a importância da compaixão num contexto global marcado pela violência. “Num momento em que a humanidade é colocada de joelhos por tantos atos de brutalidade, devemos também ajoelhar-nos como irmãos e irmãs ao lado dos oprimidos”, afirmou.
Leão sublinhou ainda que o exemplo de Deus não é o do poder, mas o da libertação: “Deus deu-nos um exemplo — não de como dominar, mas de como libertar”.
Após as palavras, o Papa ajoelhou-se para lavar, secar e beijar os pés dos 12 homens, repetindo o gesto simbólico de serviço e humildade.
Esta foi a primeira celebração da Quinta-Feira Santa presidida por Leão desde que assumiu o pontificado, em maio do ano passado. A escolha da Basílica de São João de Latrão representa um regresso a uma prática mais tradicional, após o seu antecessor, Francisco, ter optado por realizar este ritual em locais como prisões, lares e hospitais, numa abordagem mais próxima das periferias sociais.
Os terminais interprovinciais e internacionais da cidade de Maputo registam um fluxo reduzido de passageiros nesta Páscoa. O cenário está associado ao receio de viajar devido às interrupções frequentes na EN1, devido às inundações e as longas filas na fronteira de Ressano Garcia, factores que já começam a impactar as receitas dos transportadores.
Habitualmente marcados por enchentes e intensa circulação de pessoas que deixam a capital em direcção às suas zonas de origem, os terminais apresentam agora um ambiente calmo, com poucos passageiros e longos períodos de espera.
Nos terminais de transporte, motoristas e operadores descrevem um cenário difícil, longe das expectativas para um período que, em anos anteriores, garantia ganhos significativos. O transportador, Eugénio Abílio, relata a fraca procura desde as primeiras horas do dia. “Não há movimento nenhum. Eu cheguei aqui às 5h30… estou a seguir os carros, vou a Xai-Xai, mas o primeiro carro ainda não saiu para essa hora. Nem parece ser o Good Friday… não estamos a ter passageiros. Nem as chapas de Inhambane estão aqui retidas, por falta de passageiros. É quebra para nós, de verdade”, afirma, sublinhando que algumas viaturas são obrigadas a sair com menos de metade da sua capacidade, o que compromete seriamente a rentabilidade das viagens.
A preocupação estende-se também aos representantes do sector, que apontam a insegurança nas estradas como um dos principais factores para o afastamento dos passageiros. Raul Estevão, representante dos transportadores da Junta, explica que a situação actual está ligada a episódios recentes que afectaram a circulação. “As pessoas estão a temer essa situação, porque cada vez mais há receio de interrupções. Tem que se arranjar as estradas, porque é por onde as pessoas fazem as suas deslocações”, defende. O responsável acrescenta que muitos utentes optaram por alternativas ou simplesmente desistiram de viajar, receando ficar retidos por longos períodos, sobretudo em zonas críticas como Xai-Xai.
Do lado dos passageiros e transportadores que fazem ligações internacionais, os relatos confirmam as dificuldades, sobretudo na travessia da fronteira. Pedro Sitoe, transportador, conta que a experiência recente foi marcada por horas de espera. “Levei muito tempo na fronteira. Cheguei às duas e meia e só saí às sete e trinta. O congestionamento é mesmo do lado sul-africano para entrar em Moçambique”, explica, acrescentando que, apesar de algumas medidas de alívio, como a criação de vias alternativas, o processo continua lento. A situação é confirmada também por passageiros como Jaime Oliveira, que descreve uma viagem marcada por atrasos e incertezas. “Está difícil… pode-se levar muito tempo para chegar. Até agora muitas pessoas ainda estão lá. Atrás está péssimo”, relata, referindo-se às condições enfrentadas ao longo do percurso.
Até ao fecho desta reportagem, às 12 horas desta sexta-feira, o fluxo mantinha-se reduzido, com a saída e entrada de menos de 15 transportes de passageiros, entre autocarros e mini-buses. Na Junta, apenas um autocarro havia partido com destino à Beira, enquanto outras viaturas seguiam, de forma intermitente, para diferentes pontos do país e para a África do Sul. Raul Estevão reforça que o contraste com anos anteriores é evidente. “Nos anos com movimento, poderiam ter saído mais de vinte ou trinta carros pequenos, e dois ou três grandes. Mas hoje, das sete até às dez, só entraram quatro viaturas. Normalmente, há muitos carros a entrar da África do Sul, mas agora não temos passageiros do lado”, explica.
No terminal da Baixa, apesar de algumas partidas registadas ao longo da manhã, o silêncio substitui o habitual movimento intenso da Páscoa.
Apesar das dificuldades, prevalece ainda a esperança de uma recuperação gradual do movimento nos próximos dias, à medida que se aproxima o auge das celebrações festivas.

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