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Os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos da América realizaram, esta quinta-feira, em Maputo, uma formação em inteligência artificial e computação em nuvem, em parceria com a empresa tecnológica Google, dirigida a funcionários públicos moçambicanos.

A formação, denominada “Google Super Intelligence (SI) & Cloud Computing”, teve a duração de um dia e abordou as possibilidades de aplicação da inteligência artificial na Administração Pública, a gestão de dados e a utilização de infra-estruturas de computação em nuvem.

A iniciativa contou com a participação de funcionários de vários sectores do Estado, incluindo os Ministérios da Justiça; da Agricultura, Ambiente e Pescas; e das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

Orientada por Joylynn Kirui, especialista em inteligência artificial da UpSkill Universe, a formação incidiu sobre quatro áreas: oportunidades da inteligência artificial em África, infra-estruturas de computação em nuvem, políticas de dados e de inteligência artificial, e aplicação destas tecnologias nos serviços públicos.

Durante as sessões, os participantes analisaram possíveis aplicações destas ferramentas nas respectivas instituições, através de estudos de caso, debates e exercícios práticos. O programa incluiu ainda questões relacionadas com a protecção de dados, a privacidade e as medidas necessárias para garantir uma utilização segura e responsável das novas tecnologias.

A iniciativa foi promovida no âmbito da cooperação entre os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos, com a participação da Google. Segundo a informação divulgada, a actividade dá continuidade a uma formação virtual destinada a 100 empreendedores moçambicanos e constitui a segunda acção formativa da empresa no país durante o mês de Outubro.

A formação enquadra-se nos esforços de transformação digital da Administração Pública moçambicana e na cooperação económica e comercial entre Moçambique e os Estados Unidos, com envolvimento do sector privado norte-americano.

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Faltam depósitos de lixo nos pontos de recolha da Cidade da Maxixe e, sem alternativas, os munícipes chegam a usar trelas de viaturas. Além deste problema, o edil revelou igualmente, que faltam meios circulantes e pessoal para gestão de resíduos sólidos.

A fragilidade na recolha do lixo, é uma realidade em vários pontos de recolha na Cidade da Maxixe. O problema é que faltam depósitos e, sem alternativas, os munícipes passaram a descartar o lixo no chão ou até usam-se trelas de viaturas.

Issufo Francisco, edil da Maxixe, reconhece o problema e diz que a edilidade tem, também, défice de meios circulantes e pessoal para gestão dos resíduos sólidos.

Enquanto a edilidade não compra os depósitos para os pontos de recolha de resíduos sólidos, tem recebido apoio de alguns munícipes da Maxixe para o tratamento de lixo.

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Uma idosa de 82 anos foi brutalmente assassinada com golpes de um pau de pilar, no bairro Matundo, província de Tete. O crime foi cometido pelo próprio neto, sob acusação de feitiçaria.

Confesso, o neto de trinta e dois anos, desferiu cinco golpes na cabeça da sua avó com um pau-de-pilar, para segundo ele, pôr fim ao impedimento de prosperar, que teria sido causado pela vítima.

Uma das netas da vítima disse estar chocada com a crueldade do primo. Explica, por outro lado,  o que viu e alega que o primo  nunca demonstrou comportamento desviante perante familiares e amigos.

O indiciado é agente de uma empresa de segurança privada.

O crime ocorreu no passado dia 19 de Outubro, e, no momento, o Serviço Nacional de Investigação Criminal em Tete confirma diz que foi aberto um processo crime contra o indiciado.

Este é o primeiro caso do género,  este ano, reportado pelas autoridades em Tete.

As infecções por vírus Mpox na região da República Democrática do Congo (RDC), onde uma nova variante, mais infecciosa, foi detectada pela primeira vez, parecem estar a “estabilizar”,  segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o relatório da Agência de Saúde das Nações Unidas, citado por Lusa, o número de infeções “mostra uma tendência geral de aumento”, mas que pode ter estabilizado na província de Kivu do Sul, onde a forma mais infecciosa foi identificada pela primeira vez.

 A OMS reconheceu que os testes ainda não estão generalizados, o que dificulta a compreensão da forma exata como o vírus se está a propagar.

Segundo a agência da ONU, os casos deste vírus estão ainda a aumentar nos vizinhos Burundi e Uganda.

De acordo com os dados da semana passada, a RDC registou menos de 100 casos de Mpox confirmados em laboratório, contra quase 400 em julho.

Os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África) calculam serem necessárias três milhões de vacinas para travar o surto.

Na semana passada, o diretor do CDC África, Jean Kaseya, disse que o continente estava “ainda na fase aguda” desta epidemia, com 19 países afetados e avisou que, sem mais recursos, o vírus poderia tornar-se uma ameaça global.

Segundo a OMS, o surto no Burundi está também a ser provocado pela variante mais recente, que causa sintomas menos graves, o que significa que as pessoas infectadas podem não se aperceber de que estão a espalhar o vírus.

A polícia em Inhambane confirma a detenção de dois dos seus agentes surpreendidos a vender seis quilos de droga, na Cidade de Maputo. A droga foi desviada de um lote apreendido no distrito de Inhassoro, em Fevereiro deste ano.

Um vídeo amador enviado a um comprador de drogas foi feito por um agente da polícia, afecto ao comando distrital de Inhassoro, no qual mostrava que tinha droga para venda.

No vídeo, aparecem apenas dois quilos da droga, mas, na verdade, os agentes da polícia desviaram seis quilos de metanfetamina e pretendiam vendê-los por 170 mil Meticais, na Cidade de Maputo, mas o cliente final estava na África do Sul.

Foi durante um processo de venda da droga que os agentes acabaram detidos pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal.

Contactada sobre o assunto, a porta-voz do comando da polícia em Inhambane confirma a detenção, mas não dá detalhes.

O jornal O País sabe que os agentes já foram pronunciados pelo Tribunal Judicial de Inhambane e o julgamento deverá acontecer ainda este ano.

Há cada vez mais casos de cancro da mama em Moçambique e, apesar de haver mais consciência para o rastreio, a falta de serviços de quimioterapia e radioterapia acaba por levar algumas pacientes a desenvolverem casos complicados da doença.

Um dos exemplos de mulher afectada pelo cancro da mama é Nazalda Manuel Lassido, que, até 2014, era uma jovem saudável e alegre. Depois disso, foi diagnosticada com cancro da mama. Fez o tratamento hospital e foi-lhe sugerido pelo médico que, apesar do tratamento, devia dar atenção ao controlo. Devido a vários constrangimentos logísticos e de mobilidade, a jovem nem sempre conseguiu aproximar-se ao hospital.

Com o passar do tempo, o nódulo reapareceu na mama, em 2023, muito maior, o que levou à cirurgia.

A amputação da mama aconteceu no Hospital Geral de Lichinga, na província de Niassa. Nessa fase, a paciente teve informação de que se tratava do cancro da mama. Em casos do género, depois da cirurgia de retirada da mama, a paciente deve ter consultas de seguimento para fazer sessões de quimioterapia ou radioterapia para eliminar todas as células cancerígenas no organismo, mas não foi o que aconteceu com ela. Nazalda não teve quimioterapia em Niassa.

Um ano depois, em Outubro deste ano, foi transferida para a cidade de Nampula, com um estágio avançado de propagação do cancro no organismo.

O médico cirurgião-geral, António Carlos, foi quem recebeu a paciente no Hospital Central de Nampula e explicou que se a situação da paciente tivesse evoluído bastante, até ao nível 3.

A demora no início da quimioterapia por falta de condições, na cidade de Lichinga, foi determinante para o agravamento do cancro da mama de Nazalda Manuel Lassido.

Sérgio Ferrão é o médico oncologista que é responsável pela quimioterapia recomendada à paciente. A escolha desse tratamento, diz o médico, depende de vários factores.
Quando a entrevista com o médico Sérgio Ferrão foi gravada, Nazalda tinha feito a primeira sessão de quimioterapia. A jovem mãe sente-se mais optimista, apesar da agressividade do tratamento.

Porém, para o sucesso desta fase, ela precisa de ter um nível de sangue no organismo capaz de suportar as necessidades decorrentes da natureza do tratamento.

Nazalda luta pela cura através da quimioterapia, mas há tantas outras mulheres e homens com os diversos tipos de cancro que estão na incerteza se terão ou não a possibilidade de ter um tratamento através da radioterapia, outra forma de tratamento.

No entanto, neste momento, a única máquina de radioterapia que existe no país, em concreto no Hospital Central de Maputo, está, desde Março, avariada, ou seja, há quase nove meses. Os cerca de 50 pacientes com diferentes tipos de cancro que são atendidos, por dia, estão sem fazer esse tratamento que é essencial para a cura do paciente.

A referida máquina, que começou a operar em 2019, após a inauguração do serviço de radioterapia no Hospital Central de Maputo, é de vital importância para o tratamento da doença. No país, por exemplo, é a única existente, sendo que atende pacientes de todo Moçambique e de países vizinhos.

Ao público, nenhuma informação em concreto foi dada e, pelo que apurámos, não há previsões de quando voltará a funcionar, por se tratar de uma avaria grossa, o que obriga os pacientes a recorrerem a países como Malawi e África do Sul para o tratamento, e aqueles que não têm condições para o efeito ficam largados à sua própria sorte.

Além desse problema da avaria da máquina, sabe-se que há outros, relacionados com a falta de material, como o caso de máscaras que são usadas durante o tratamento para pacientes com cancro de pescoço e de cabeça, obrigando os mesmos a comprarem fora do hospital a valores que rondam entre os 10 e os 15 mil Meticais, uma vez que sem elas, não tem como fazer o tratamento.

Este jornal está há mais de dois meses em contacto com o gabinete de comunicação e imagem do Hospital Central de Maputo e nunca teve sucesso para a gravação de uma entrevista de esclarecimento do que pode estar a acontecer, de que avaria se trata e qual é a dificuldade para resolver o problema.

De Janeiro a Setembro deste ano, a província de Nampula diagnosticou 1475 mulheres com nódulos mamários. Grande número incide em mulheres jovens.

Zambézia não fica atrás, por isso a secretária de Estado, Cristina Mafumo, pede que as mulheres sejam mais atentas aos sintomas.

De acordo com dados oficiais, são diagnosticados por ano cerca de cinco mil cancros da mama no país, sendo três mil deles letais.

A deputada republicana Elise Stefanik é a próxima embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas. O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que também anunciou que irá nomear Tom Homan como o responsável máximo das fronteiras que o chama de “czar das fronteiras”.

A convite do Presidente eleito dos EUA, ainda refém da aprovação da confirmação do Senado e da Câmara Alta do parlamento norte americano, Elise Stefanik já aceitou e confirmou o cargo de embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas.

“Na minha conversa com o Presidente Trump, expressei o quão profundamente honrada estava por aceitar a sua nomeação e a minha vontade de garantir o apoio dos meus colegas no Senado dos Estados Unidos”, disse, citada pela CNN Brasil.

A congressista de Nova York, a quem Trump considera “tenaz e inteligente para América” , é a quarta republicana mais importante na Câmara, que, segundo cita a CNN, “tem sido uma forte aliada do presidente eleito e uma importante arrecadadora de fundos para o Partido Republicano”.

Além de nomear Stefanik, actual líder dos deputados republicanos na câmara baixa do Congresso, a Câmara dos Representantes, Trump, também anunciou Tom Homan como o “czar das fronteiras”, que foi responsável pela imigração no primeiro mandato do republicano na Casa Branca.

Homan foi diretor interino da agência de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês) entre janeiro de 2017 e junho de 2018.

Diferente da de Stefanik, a nomeação de de Homan não carece de confirmação do Senado.

Trump foi eleito o 47.º Presidente dos Estados Unidos, tendo superado os 270 votos necessários no colégio eleitoral, quando ainda decorre o apuramento dos resultados.

Os residentes da cidade de Xai-Xai estão preocupados com a recente onda de assaltos, que ocorrem a qualquer hora do dia, em residências e na via pública. Entretanto, a polícia diz que a situação está controlada.

Na capital da província de Gaza, o aumento acentuado da criminalidade tem sido uma constante preocupação para os moradores de dia e de noite, sobretudo nos bairros 4, 5, 6 e 10.

Nos bairros 5 e 6, os moradores associam a subida de casos com o aumento da venda e consumo de drogas.

Nos bairros 4 e 10, ainda na cidade de Xai-Xai, segundo os moradores, os crimes acontecem, principalmente, à calada da noite, devido ao fraco patrulhamento.

O secretário do Bairro 6 criticou a morosidade no esclarecimento de diversos casos, facto que levanta questionamentos sobre a actuação da polícia.

Entretanto, a polícia, através do seu porta-voz, Júlio Nhamussua, garante que a criminalidade na cidade de Xai-Xai está controlada. Avança igualmente que há trabalhos em curso para acabar com os focos de venda e consumo de drogas.

Em Gaza, de Janeiro a esta parte, foram detidos 13 indivíduos indiciados por consumo e venda de drogas.

Na diáspora, os futebolistas moçambicanos Mexer, Stanley Ratifo, Bruno Langa e Ricardo Guima saíram vitoriosos nos jogos deste fim-de-semana. O destaque maior na Turquia é o Bandirmaspor de Mexer, que venceu o Boluspor e está, deste modo, a um ponto da liderança.

Na segunda liga turca, o Bandirmaspor venceu Boluspor, por 2-0, e está mais próximo do que nunca da liderança. Fica com esta vitória a 1 ponto do Kocaelispor. O defesa moçambicano Mexer entrou na ficha de jogo na segunda parte.

Ainda na segunda liga turca, o Igdir Fk, de Guima, venceu o Umranyespor e ficou a 4 pontos da liderança. Será uma luta interessante entre Guima e Mexer pela conquista da competição.

Na quarta divisão alemã, o Chemie Leipzig regressou às vitórias, vencendo o Hertha, por duas bolas a uma. Com esta vitória, o Chemir Leipzic sai da zona de despromoção.
O avançado moçambicano Stanley Ratifo foi titular e teve boas oportunidades para marcar.

Em Espanha, o Almería venceu fora de casa o Elche e afastou-se dos lugares de despromoção. O Almería fica a 14 pontos da liderança. O defesa moçambicano Bruno Langa fez os 90 minutos.

O Atlético de Madrid, de Reinildo Mandava, venceu o Maiorca por uma bola a zero, com Julian Alvarez a ser o marcador de serviço.

Com este resultado, o Atlético fica a 7 pontos do líder Barcelona, que perdeu nesta Jornada por uma bola a zero, diante do Real Sociedade.

O jogador moçambicano Renildo Mandava foi titular.

Líderes políticos e da sociedade civil congolesa anunciaram uma aliança, com vista a manifestarem-se contra as mudanças constitucionais, que visam garantir que o Presidente Felix Tshisekedi mantenha o poder indefinidamente.

A aliança formada pelos líderes da oposição e da sociedade civil é denominada por Despertar Nacional. A coalizão realizará a sua primeira reunião em meados de Dezembro, para prestar homenagem ao referendo de 2005, que deu origem à Constituição de 2006.

Eles chamaram as tentativas da coalizão governante de Félix Tshisekedi, de mudar a constituição, de alta traição. Os líderes da oposição, Martin Fayulu e Moise Katumbi, também estão a liderar iniciativas separadas contra o projecto de revisão constitucional.

Por sua vez, Félix Tshisekedi chamou a constituição actual de ultrapassada e susceptível a reformas, visto que a constituição da República do Congo limita os mandatos presidenciais.

Os membros do partido liderado por Tshisekedi, União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), dizem que a constituição actual foi escrita a partir de uma posição de fraqueza, porque o país estava envolvido numa guerra no âmbito da sua concepção.

Os membros avançam ainda que as reformas na constituição são necessárias para proteger a soberania do país no meio das mudanças na dinâmica política e militar na região da África Central.

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