O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola.
Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento Infantil, onde se mostrou disponível para responder às preocupações levantadas pelos deputados, relacionadas com áreas como saúde, educação e segurança.
O Chefe do Estado chamou a atenção para a responsabilidade das escolas, das famílias e das instituições do Estado na protecção e desenvolvimento das crianças, defendendo que nenhuma deve ser silenciada ou privada do direito de expor as suas preocupações.
Entre os problemas levantados pelos deputados estiveram as gravidezes precoces e as uniões prematuras. Sobre a matéria, Chapo recordou que estas práticas são puníveis por lei, mas reconheceu que persistem dificuldades na denúncia, sobretudo em determinadas comunidades e ambientes sociais.
O Presidente da República destacou igualmente a necessidade de combater a insegurança em Cabo Delgado, apontando o terrorismo como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e à continuidade da educação das crianças afectadas pelos deslocamentos.
“A primeira coisa que eu gostaria de fazer […] é resolver o terrorismo em Cabo Delgado”, afirmou Daniel Chapo, sublinhando que muitas crianças são obrigadas a deslocar-se constantemente, o que compromete a sua permanência na escola.
No encerramento da sessão, o Chefe do Estado determinou ainda que, antes da realização da IX Sessão do Parlamento Infantil, seja apresentado um balanço das recomendações feitas pelas crianças, indicando claramente o que foi cumprido e o que permanece por concretizar.
O futebol africano continua a afirmar-se como uma das grandes revelações do Campeonato do Mundo de 2026. Numa jornada memorável, o Egipto conquistou a sua primeira vitória de sempre em fases finais de um Mundial, enquanto Cabo Verde voltou a desafiar os prognósticos ao empatar com o Uruguai, uma das selecções mais tradicionais do futebol mundial.
No BC Place, em Vancouver, os Faraós derrotaram a Nova Zelândia por 3-1, num encontro em que estiveram em desvantagem ao intervalo, mas protagonizaram uma recuperação notável na segunda parte.
Mostafa Zico iniciou a reviravolta aos 58 minutos, antes de Mohamed Salah colocar os egípcios em vantagem e assistir Mahmoud Trézéguet para o terceiro golo da partida. A vitória colocou o Egipto na liderança isolada do Grupo G com quatro pontos, ficando muito próximo dos dezasseis-avos-de-final.
Enquanto isso, em Miami, Cabo Verde voltou a conquistar as manchetes internacionais. Depois do empate sem golos diante da Espanha na estreia, os Tubarões Azuis arrancaram um precioso empate a duas bolas frente ao Uruguai, mantendo vivo o sonho da qualificação.
O momento histórico surgiu aos 21 minutos, quando Kevin Pina marcou, de livre directo, o primeiro golo de sempre de Cabo Verde em Campeonatos do Mundo. O Uruguai respondeu ainda na primeira parte, através de Maxi Araújo e Agustín Canobbio, mas a formação africana voltou a demonstrar personalidade e capacidade de resistência. Aos 61 minutos, Hélio Varela aproveitou um erro defensivo dos sul-americanos para estabelecer o resultado final em 2-2.
Com dois empates em dois jogos, Cabo Verde mantém intactas as hipóteses de apuramento e chega à última jornada dependendo apenas de si para continuar a escrever uma das mais belas histórias deste Mundial.
Com o Egipto a liderar o seu grupo e Cabo Verde a desafiar gigantes do futebol mundial, África continua a ser uma das protagonistas desta edição do Mundial, demonstrando que o continente chegou aos Estados Unidos, Canadá e México preparado para competir de igual para igual com qualquer adversário.
Portugal procura primeira vitória na prova
A selecção portuguesa de futebol defronta esta terça-feira o Uzbequistão, no NRG Stadium, em busca dos primeiros três pontos na fase de grupos do Mundial-2026.
Após o empate a uma bola na estreia frente à RD Congo, a equipa das quinas assume o favoritismo absoluto num duelo inédito na história do futebol internacional.
O golo solitário no jogo inaugural deixou Portugal com apenas um ponto no Grupo K. Uma vitória esta terça-feira é crucial para garantir uma rota tranquila rumo à fase seguinte da competição.
O seleccionador de Portugal, Roberto Martinez, deverá promover alterações no onze inicial para dar mais dinâmica e eficácia ao ataque português, que se mostrou previsível no primeiro encontro.
Do outro lado estará o Uzbequistão, uma selecção que vive um momento histórico ao cumprir a sua primeira participação de sempre numa fase final de um Campeonato do Mundo.
Sem nada a perder e pautada pela organização defensiva, a formação asiática promete fechar os caminhos para a sua baliza e explorar os contra-ataques.
O encontro está marcado para às 19h00 de Moçambique.
Inglaterra e Gana disputam liderança isolada em Boston
O Gillette Stadium será o palco de um dos confrontos mais aguardados da segunda jornada do Grupo G da Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira, às 22h00 de Moçambique, as seleções de Inglaterra e Gana defrontam-se com o mesmo objectivo em mente: garantir a liderança isolada do grupo e dar um passo decisivo rumo à fase seguinte.
Ambas as equipas chegam a este duelo moralizadas após somarem três pontos nas respectivas estreias. A selecção inglesa, apontada pelas principais casas de apostas como a favorita à vitória, procura impor o seu favoritismo técnico e o peso histórico do seu plantel.
Por outro lado, as “Estrelas Negras” do Gana entram em campo sem pressão, apostando na sua velocidade e força física para surpreender os vice-campeões europeus.
O vencedor deste embate poderá carimbar a qualificação antecipada para a próxima fase, dependendo do resultado do outro jogo do grupo.
Um grupo de 26 jovens atletas da Escola de Futebol Guerreiros do Futuro prepara-se para representar Moçambique no Torneio Internacional de Futebol Jovem, que terá lugar de 1 a 8 de Julho, na cidade de Braga, Portugal.
Antes da partida, a delegação foi recebida, esta segunda-feira, pelo Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, num encontro que serviu para encorajar os jovens futebolistas e reconhecer o trabalho desenvolvido pela academia na formação desportiva e social de crianças e adolescentes.
A comitiva é composta por atletas dos escalões Sub-13 e Sub-15, acompanhados pela respectiva equipa técnica, numa missão que vai além da competição desportiva, assumindo-se como uma oportunidade para promover o talento moçambicano além-fronteiras.
Durante a audiência, o governante destacou o papel da Escola de Futebol Guerreiros do Futuro na descoberta e desenvolvimento de novos talentos, sublinhando o contributo da instituição para a inclusão social e para o crescimento do futebol nacional.
“Cada um de vocês leva consigo a bandeira de Moçambique, os sonhos de milhões de jovens e a responsabilidade de mostrar ao mundo a garra, o talento e a determinação da nossa juventude”, afirmou o Ministro.
Caifadine Manasse considerou que a participação em competições internacionais representa uma oportunidade única para os jovens atletas adquirirem experiência, estabelecerem contactos com outras realidades desportivas e elevarem o nome do País no panorama futebolístico internacional.
Na ocasião, reiterou o compromisso do Governo, liderado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, em continuar a apoiar iniciativas voltadas para o desenvolvimento do desporto juvenil e para a criação de oportunidades que permitam aos jovens alcançar o seu potencial.
A presença da Escola de Futebol Guerreiros do Futuro em Braga é vista como mais um passo no processo de afirmação do futebol de formação moçambicano, num momento em que cresce a aposta na capacitação de jovens talentos e na sua exposição a contextos competitivos internacionais.
Com entusiasmo e ambição, os jovens atletas partem para Portugal determinados a representar condignamente Moçambique e a demonstrar que o futuro do futebol nacional está a ser construído dentro e fora dos relvados.
O Município de Maputo diz que atribui 1070 licenças para a prática do transporte semi colectivo de passageiros, na cidade de Maputo, em resultado da campanha de licenciamento massivo gratuito. Com a medida, o Edil de Maputo, Rasaque Manhique espera reduzir o número de transportadores informais.
Um dos principais entraves para o pagamento dos subsídios aos transportadores semi-colectivos de passageiros é a informalidade do sector e a cidade de Maputo faz parte da estatística, que pretende inverter com o licenciamento massivo gratuito iniciado em Maio.
Sem avançar detalhes, o Edil de Maputo, Rasaque Manhique reconheceu a necessidade de regularização do sector, como forma de ter um sistema de transporte mais controlado e seguro, reduzindo transportadores “piratas”.
“Enquanto no ano passado foram emitidas 461 licenças, este ano, até 19 de junho corrente, conseguimos emitir 1.070 licenças. Um crescimento expressivo que demonstra a confiança dos operadores nas medidas adotadas pelo município e a vontade colectiva de construir um sistema de transporte mais organizado, seguro e eficiente. Estas medidas têm um caráter profundamente didático, inclusivo e de combate à corrupção”, Manhique.
Para além de viaturas piratas, muitos motoristas ainda circulam ilegalmente. Parte deles já buscam a formalidade.
“Queremos que os transportadores compreendam que o município está de seu lado, disposto a criar condições para que exerçam a sua actividade dentro da legalidade. A qualificação profissional dos nossos motoristas é uma componente fundamental para a melhoria da qualidade do serviço prestado à nossa querida população. É neste contexto que, através da Escola de Condução da EMTPM, iniciamos a formação gratuita de 120 motoristas, organizados em 4 turmas e distribuídos em 2 turmas, para o averbamento das cartas de condução nas categorias de serviço público e profissional. Queremos motoristas mais preparados e estão sendo preparados”.
O Edil de Maputo, que fez abertura das aulas, prometeu mão dura aos ilegais, de um lado os motoristas que circulam sem documentação completa, do outro lado os agentes da Polícia Municipal, que aceitam subornos para deixar seguir irregularidades.
A Ministra das Finanças, Carla Louveira, manteve hoje, 22 de Junho, um encontro de trabalho com Thomas Revial, Chefe do Departamento dos Assuntos Multilaterais e Desenvolvimento e Co-Presidente do Clube de Paris, durante o qual passaram em revista a situação da economia moçambicana e as perspectivas de recuperação económica do país.
Na sua apresentação, a Ministra das Finanças destacou que a economia nacional registou sinais positivos de recuperação nos primeiros trimestres de 2023, após os sucessivos choques que afectaram o país, nomeadamente a pandemia da COVID-19 e diversos eventos climáticos extremos. Esta resiliência traduziu-se num crescimento económico de 5,5%, impulsionado, em parte, pelo início da produção de gás natural liquefeito (GNL) na Área 4, através do projecto Coral Sul.
Contudo, segundo Carla Louveira, no último trimestre de 2024 o país enfrentou uma crise política na sequência das eleições presidenciais de 9 de Outubro, marcada por manifestações que resultaram na paralisação parcial da actividade económica, destruição de infra-estruturas públicas e privadas, saques, vandalização de estabelecimentos comerciais e constrangimentos à circulação de pessoas e bens nas vias públicas e corredores de desenvolvimento.
Como consequência, o Produto Interno Bruto (PIB) registou uma contracção de 4,9% no quarto trimestre de 2024, tendo o crescimento anual fixado-se em 2,15%.
Já em 2025, a economia voltou a apresentar sinais de recuperação ao longo dos vários trimestres, culminando com um crescimento de cerca de 5,1% no quarto trimestre. Esta recuperação foi impulsionada, sobretudo, pelo sector primário, com destaque para as actividades de mineração, pesca e agricultura, que funcionaram como âncoras da economia nacional.
Relativamente ao sector fiscal, as projecções constantes do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2026 apontam para um crescimento moderado do PIB na ordem de 2,8%, sustentado pela estabilidade cambial, inflação controlada em torno de 3,7% e Reservas Internacionais Líquidas estimadas em 3.234 milhões de dólares norte-americanos, equivalentes a cerca de 4,4 meses de cobertura das importações.
A Ministra destacou igualmente os avanços alcançados pelo Governo no âmbito das reformas económicas e financeiras, nomeadamente a saída de Moçambique da Lista Cinzenta, a operacionalização do Fundo Soberano, que prevê a afectação de 60% dos recursos para o financiamento do PESOE e 40% para investimentos em mercados externos, a aprovação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM) e a implementação do Plano Operacional da Estratégia da Dívida Pública 2025-2029.
Por sua vez, Thomas Revial manifestou confiança na estabilização da economia moçambicana, considerando que, além das reformas em curso, as receitas provenientes da exploração do gás da Bacia do Rovuma poderão contribuir significativamente para o crescimento económico do país nos próximos anos.
Apesar dos sinais positivos, o Governo reconhece que a execução do PESOE 2026 continua sujeita a diversos riscos fiscais e macroeconómicos, tanto internos como externos, que poderão afectar a concretização das metas previstas e comprometer o processo de ajustamento fiscal em curso.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou esta segunda-feira a sua demissão do cargo e da liderança do Partido Trabalhista, pondo fim a um mandato de menos de dois anos à frente do Governo britânico. Starmer permanecerá em funções até à escolha de um sucessor, que deverá ocorrer antes do regresso do Parlamento, em Setembro.
Num discurso marcado pela emoção, proferido à porta da residência oficial em Downing Street, o chefe do Governo afirmou que todas as decisões tomadas durante o seu mandato tiveram como prioridade o interesse nacional.
“Todas as decisões que tomei foram para colocar o país que amo em primeiro lugar. É por isso que me vou demitir da liderança do Partido Trabalhista”, declarou.
Starmer recordou o processo de recuperação do Partido Trabalhista, que, segundo afirmou, se encontrava numa situação de fragilidade política, financeira e moral quando assumiu a liderança. O governante destacou a vitória expressiva alcançada nas eleições gerais de 2024, mas reconheceu que o partido passou a questionar a sua capacidade para conduzi-lo ao próximo escrutínio eleitoral.
O líder trabalhista revelou ter informado o Rei Carlos III da sua decisão e anunciou que o processo de escolha do novo líder terá início a 9 de Julho. Caso haja disputa interna, o sucessor deverá ser conhecido antes do final do Verão parlamentar, garantindo uma transição ordeira no Governo.
Durante a intervenção, Starmer comprometeu-se a apoiar integralmente quem vier a sucedê-lo, defendendo que deixará um país mais preparado para enfrentar os desafios futuros do que aquele que encontrou quando assumiu o cargo.
Nos últimos meses, o primeiro-ministro enfrentava forte pressão interna devido à queda da popularidade do Governo, aos maus resultados obtidos pelo Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais e a várias controvérsias políticas que alimentaram o descontentamento dentro da formação governamental.
Segundo a tradição constitucional britânica, o novo líder do Partido Trabalhista será convidado a formar Governo, uma vez que o partido mantém a maioria parlamentar, não sendo necessária a realização de eleições legislativas antecipadas.
A Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM), Helena Fernandes, defendeu esta segunda-feira, em Maputo, o fortalecimento do sector das comunicações como elemento fundamental para impulsionar a transformação digital, a inclusão social e o desenvolvimento económico do país.
A posição foi apresentada durante a cerimónia de abertura da V Conferência Nacional das Comunicações, evento que reúne representantes do Governo, reguladores internacionais, operadores do sector, académicos, especialistas e parceiros de cooperação para debater os desafios e oportunidades do ecossistema digital moçambicano.
Na sua intervenção, Helena Fernandes sublinhou que as comunicações assumem actualmente um papel estratégico no desenvolvimento sustentável das nações, num contexto marcado pela rápida evolução tecnológica e pela crescente digitalização das economias.
Sob o lema “Comunicações como Pilar da Transformação Digital em Moçambique: Conectividade, Inclusão e Resiliência”, a conferência pretende promover a reflexão sobre o futuro do sector e reforçar o compromisso dos diferentes intervenientes com a expansão do acesso aos serviços digitais e de comunicações.
A responsável destacou ainda a necessidade de o regulador acompanhar as transformações do mercado, antecipar tendências tecnológicas e criar condições favoráveis à inovação, à concorrência saudável e à protecção dos consumidores. Defendeu igualmente a promoção da conectividade universal, com especial enfoque nas zonas rurais, bem como o reforço da resiliência das infra-estruturas e dos serviços de comunicações.
Helena Fernandes considerou que a conferência constitui um espaço privilegiado de diálogo e partilha de conhecimento, onde são debatidas soluções para o desenvolvimento dos sectores das telecomunicações, serviços postais e radiodifusão.
A dirigente saudou a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, que procedeu à abertura oficial do evento, considerando que a sua participação demonstra a importância atribuída pelo Estado ao sector das comunicações e ao processo de transformação digital em Moçambique.
O encontro conta também com a participação de representantes de organizações internacionais ligadas ao sector, entre os quais a Secretária-Geral da União Internacional das Telecomunicações, Doreen Bogdan-Martin, o Secretário-Geral da União Africana das Telecomunicações, John Omo, e a Secretária-Geral da Organização das Telecomunicações da Commonwealth, Bernadette Lewis.
A V Conferência Nacional das Comunicações decorre num momento em que Moçambique procura acelerar a implementação da agenda de transformação digital, expandir o acesso às tecnologias de informação e comunicação e promover um futuro digital mais inclusivo, conectado e resiliente para todos os cidadãos.
A Fundação Fernando Leite Couto inaugura, esta terça-feira, a exposição “Dez Primaveras”, da artista equatoriana Sue Bejarano, uma instalação que convida o público a reflectir sobre os efeitos da poluição plástica nos ecossistemas e na vida humana.
A abertura da mostra será acompanhada por uma conversa sobre as consequências dos resíduos plásticos na natureza, que contará com a participação do ambientalista Isildo Nhantumbo.
Construída integralmente a partir de garrafas plásticas reutilizadas, a instalação apresenta 520 flores suspensas, cada uma representando uma semana de vida humana. A obra procura ilustrar a quantidade estimada de plástico que uma pessoa consome ao longo de dez anos, muitas vezes sem se aperceber.
As flores coloridas ocupam todo o espaço expositivo, do tecto ao chão, criando uma experiência visual imersiva. Contudo, a artista alerta para uma realidade preocupante: ao contrário das flores naturais, estas estruturas artificiais não se decompõem nem contribuem para a regeneração da natureza, permanecendo no ambiente durante décadas e fragmentando-se em microplásticos que regressam ao organismo humano através da água, dos alimentos e do ar.
Por meio desta criação, Sue Bejarano transforma materiais descartados em objectos artísticos carregados de significado, promovendo uma reflexão sobre os padrões de consumo, a responsabilidade ambiental e os impactos invisíveis da cultura do plástico.
A exposição chama ainda a atenção para os desafios enfrentados por muitas sociedades no tratamento dos resíduos sólidos, sobretudo em contextos onde os sistemas de reciclagem e as políticas ambientais continuam limitados.
Natural do Equador, Sue Bejarano desenvolve uma prática artística centrada em questões ambientais contemporâneas. Influenciada por experiências vividas em três continentes, a artista cria esculturas e instalações a partir de materiais descartados e elementos naturais. O seu trabalho já integrou exposições individuais e colectivas no Senegal e encontra-se representado em colecções privadas na Europa, África e América.
Actualmente residente em Maputo, Sue Bejarano prossegue a sua pesquisa artística a partir do seu estúdio na capital moçambicana.
A exposição “Dez Primaveras” surge como uma oportunidade para o público contactar com uma proposta que alia arte, consciência ecológica e experiência sensorial, reforçando o papel da criação artística na promoção do debate sobre os desafios ambientais do nosso tempo.
A Coreia do Sul anunciou hoje que dois navios operados por companhias de navegação sul-coreanas atravessaram o estreito de Ormuz, numa altura em que decorriam negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão.
“Dois navios operados por companhias de navegação sul-coreanas, que aguardavam no interior do estreito de Ormuz, atravessaram a passagem e estão a navegar normalmente”, afirmou o Ministério dos Oceanos da Coreia do Sul, em comunicado.
O ministério não especificou a hora exacta da travessia, embora tenha advertido que os navios “ainda não atravessaram completamente a zona de perigo”, sem fornecer mais pormenores sobre o trânsito, as companhias de navegação ou os nomes das embarcações, alegando razões de segurança.
A mesma fonte esclareceu que não há tripulantes sul-coreanos a bordo dos navios e que o destino final das embarcações não é a Coreia do Sul.
Esta é a primeira travessia de navios sul-coreanos desde a assinatura do memorando de entendimento entre os EUA e o Irão, a 15 de Junho, com o objectivo de pôr termo à guerra iniciada por Israel e Washington a 28 de Fevereiro.
Antes da assinatura do acordo, dois navios sul-coreanos — um transportador de gás natural liquefeito e um petroleiro — já tinham atravessado o estreito.
O ministério confirmou ainda que 22 navios operados pela Coreia do Sul permanecem no estreito de Ormuz, juntamente com 135 tripulantes sul-coreanos, dos quais 102 se encontram em navios sul-coreanos e os restantes em embarcações estrangeiras.
O anúncio surge horas depois de Teerão e Washington terem acordado a criação de uma “linha de comunicação” para garantir a segurança da passagem de embarcações comerciais pelo estreito de Ormuz, uma importante via marítima para o comércio mundial de petróleo.
“Foi estabelecida uma linha de comunicação entre as partes (…), a fim de evitar incidentes e falhas de comunicação, com o objectivo de garantir a passagem segura dos navios comerciais pelo estreito de Ormuz”, explicaram os mediadores paquistaneses e cataris.
Teerão e Washington iniciaram, no domingo, as primeiras conversações na Suíça, mediadas pelo Paquistão e pelo Qatar, desde a assinatura, na semana passada, de um memorando de entendimento destinado a assegurar um fim duradouro das hostilidades no Médio Oriente.
Uma delegação de chefes das Forças Armadas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) encontra-se em Bissau com o objectivo de se inteirar do processo de transição actualmente em curso na Guiné-Bissau, segundo informações de fontes oficiais.
De acordo com publicações divulgadas na página oficial das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), a missão chegou à capital guineense ao início da noite de sexta-feira e permanecerá no país durante cinco dias, período durante o qual manterá contactos com diversas entidades locais.
Recorde-se que os militares assumiram o poder na Guiné-Bissau em 26 de Novembro de 2025, tendo anunciado um período de transição com a duração de 12 meses. Na mesma ocasião, foram convocadas eleições gerais, presidenciais e legislativas, para o dia 6 de Dezembro.
Na sequência da alteração da ordem constitucional, a Guiné-Bissau foi suspensa de todas as organizações internacionais de que faz parte, incluindo a CEDEAO, organização que tem enviado sucessivas missões de bons ofícios ao país com vista à mediação da crise política.
Segundo as FARP, a visita da delegação dos Chefes do Estado-Maior-General das Forças Armadas da CEDEAO insere-se no propósito de acompanhar o período transitório em curso no país.
A mesma fonte refere ainda que, durante a estadia em Bissau, a missão, liderada pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas da Serra Leoa, Amara Idara Bangura, realizará sessões de trabalho com as entidades militares e paramilitares guineenses.
A delegação integra igualmente os chefes militares da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Senegal. Segundo relatos da imprensa local, além dos encontros previstos com o Alto Comando Militar responsável pelo golpe de Estado, a missão deverá reunir-se também com representantes diplomáticos dos países membros da CEDEAO acreditados em Bissau.
Esta deslocação dos chefes militares da CEDEAO estava inicialmente prevista para ocorrer um mês após o golpe de Estado, mas acabou por ser cancelada na altura, sem que fossem divulgadas explicações para essa decisão.
Na ocasião, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, e posteriormente o ministro da Defesa daquele país, general Birame Diop, deslocaram-se a Bissau numa tentativa de facilitar a implementação das orientações definidas pelos chefes de Estado da CEDEAO na sequência do golpe militar.