Pelo menos 56 unidades sanitárias em 16 distritos moçambicanos já administram o injetável lenacapavir, para prevenção da infeção por HIV, beneficiando 15.700 pessoas, avançou o Ministério da Saúde citado pela Lusa.
Segundo a informação, o medicamento lenacapavir para prevenir o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) já é administrado em 17 unidades sanitárias da província da Zambézia, no centro de Moçambique, e 21 da província de Maputo, no sul. A cidade de Maputo soma outras 17 unidades sanitárias que iniciaram a administração do medicamento, enquanto a província de Nampula, no norte do país, iniciou a administração do medicamento numa unidade sanitária.
“Importa esclarecer que a implementação não ocorre apenas em centros de saúde, mas também em hospitais. A previsão inicial de implementação em 55 unidades sanitárias foi alcançada. Embora o número total de unidades sanitárias se mantenha, houve ajustamentos na abrangência geográfica, incluindo a expansão para a província de Nampula”, esclareceu o ministério.
Os dados avançados pelo Governo indicam que até 21 de Agosto 15.703 pessoas tinham iniciado a prevenção com lenacapavir, das quais 9.264 beneficiários na província da Zambézia, 4.263 na cidade de Maputo, 2.146 na província de Maputo e 30 em Nampula.
“O país recebeu inicialmente cerca de 17.280 doses para início desta forma de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). Considerando o elevado ritmo de utilização, o Ministério da Saúde mantém a monitoria regular dos níveis de stock, das redistribuições entre províncias e das entregas subsequentes, com vista a assegurar a continuidade dos serviços”, indica-se na mesma informação.
As autoridades sanitárias afirmam estarem em curso atividades de monitorização da implementação, seguimento clínico dos beneficiários, farmacovigilância, testagem de HIV, gestão de stock e reforço dos mecanismos de referência e continuidade da PrEP. Os dados recolhidos nesta fase servirão igualmente para orientar a expansão progressiva do lenacapavir para outras províncias e unidades sanitárias.
O Ministério da Saúde esclarece que o lenacapavir é uma nova opção de Profilaxia Pré-Exposição injetável de longa duração, administrada semestralmente a pessoas HIV negativas com risco de exposição, introduzida no âmbito do reforço da prevenção combinada ao HIV.
Moçambique iniciou em 22 de Abril a utilização do medicamento injetável, com a primeira dose administrada na província de Maputo, visando reduzir novas infecções e acelerar o controlo da doença no país.
“Estamos aqui, com muito orgulho, a lançar esta nova terapia inovadora, eficaz para a saúde do povo moçambicano, porque sabemos que, juntos, com essas intervenções combinadas que estamos aqui a introduzir, poderemos, a médio e longo prazo, ter gente com saúde”, disse então o ministro da Saúde moçambicano, Ussene Isse.
A nova opção de PrEP arrancou na província de Maputo, marcando a introdução de uma “tecnologia inovadora” na resposta ao Vírus da Imunodeficiência Humana, com aplicação inicial a pessoas a partir dos 15 anos.
Moçambique regista cerca de 92 mil novas infecções por ano, das quais 34 mil entre adolescentes e jovens dos 15 aos 24 anos, grupo considerado prioritário na nova estratégia de prevenção, referiu na ocasião o ministro da Saúde.
Ussene Isse sublinhou na altura o potencial da nova abordagem para reduzir o estigma e aumentar a adesão à prevenção, sobretudo entre jovens e adolescentes.
O ministro destacou que Moçambique passa a integrar o grupo de nove países africanos com acesso à nova tecnologia, considerada de longa duração e elevada eficácia na prevenção, mas alertou para a necessidade de controlo rigoroso na administração do fármaco.
A introdução do lenacapavir conta com o apoio do Governo dos Estados Unidos e da Organização Mundial da Saúde (OMS), no quadro de parcerias internacionais para reforço da prevenção e controlo do HIV no país, instituições representadas na cerimónia.
O antigo internacional inglês Rio Ferdinand saiu esta segunda-feira em defesa de Cristiano Ronaldo, após a onda de críticas dirigida ao capitão da selecção portuguesa na sequência da sua exibição no empate (1-1) diante da República Democrática do Congo, na estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026.
Falando no seu canal de YouTube, “Rio Ferdinand Presents”, o antigo defesa do Manchester United considerou natural que Ronaldo esteja constantemente sob escrutínio devido à dimensão da sua carreira e ao estatuto que construiu ao longo dos anos.
“Não esperaria que Cristiano Ronaldo jogasse bem, mal ou indiferente e não recebesse enormes manchetes. Ele sabe o quão grande é e aceita que será sempre alvo de atenção quando as coisas não correm como esperado”, afirmou Ferdinand.
O ex-jogador recordou ainda o papel decisivo do avançado português na qualificação para o Mundial, rejeitando as opiniões que defendem a sua saída do onze inicial.
“Está toda a gente a dizer que ele não deve jogar e que está a prejudicar a equipa. Mas eu diria que, sem os golos dele durante a fase de qualificação, Portugal provavelmente nem estaria no Mundial”, sustentou.
Ferdinand mostrou-se igualmente convicto de que o seleccionador Roberto Martínez continuará a apostar em Ronaldo nas próximas partidas.
“Se um jogador teve um papel tão importante no apuramento para um torneio, é difícil imaginar que, quando a competição começa, passe subitamente a não ser necessário”, acrescentou.
Para Ferdinand, a personalidade competitiva do capitão português continua a ser uma das suas maiores características, mesmo aos 41 anos, e não deve ser encarada como algo negativo.
A Associação Black Bulls oficializou a saída do guarda-redes moçambicano Ernan Siluane, que vai prosseguir a sua carreira no futebol ruandês, colocando fim a uma passagem marcada por conquistas e afirmação no clube de Tchumene.
O anúncio foi feito através das plataformas digitais dos “touros”, que dedicaram uma mensagem de agradecimento ao internacional moçambicano pelos serviços prestados ao longo das últimas temporadas.
Na publicação, o clube destacou o profissionalismo, a dedicação e o compromisso demonstrados pelo guardião durante o período em que vestiu as cores da Black Bulls.
“Chegou o momento de agradecer a um jogador que honrou, com dedicação, compromisso e profissionalismo, o símbolo dos Touros. Ao longo da sua passagem pelos Black Bulls, conquistou títulos, viveu momentos marcantes e deixou a sua marca na história deste clube”, escreveu a direcção do clube.
A mensagem prossegue enaltecendo as qualidades humanas e desportivas de Siluane, desejando-lhe sucesso na nova etapa da sua carreira.
“Mais do que as vitórias, fica o exemplo de entrega, respeito e ambição demonstrados em cada treino e em cada jogo. Desejamos-te as maiores felicidades nesta nova caminhada. Esta será sempre a tua casa”, refere o comunicado.
Aos 27 anos, o guarda-redes da selecção nacional prepara-se para abraçar a primeira experiência internacional da carreira ao serviço do APR FC, uma das equipas mais tituladas e competitivas do Ruanda.
A mudança representa um passo importante na trajectória do atleta, que se destacou nos últimos anos como uma das principais referências da baliza da Black Bulls e uma presença regular nas convocatórias dos Mambas.
O APR FC tem mantido uma relação próxima com o futebol moçambicano nos últimos anos, tendo integrado vários jogadores nacionais nos seus quadros. A chegada de Ernan Siluane reforça essa ligação e surge como uma oportunidade para o guarda-redes ganhar experiência internacional e disputar competições de maior dimensão no continente africano.
Com a saída do internacional moçambicano, a Black Bulls perde uma das figuras mais influentes do seu plantel, mas deixa aberta uma nova página na carreira de um jogador que ajudou a construir alguns dos momentos mais importantes da história recente do clube.
O Ministério da Educação e Cultura admite que pode haver livro de distribuição gratuita à venda nas livrarias e papelarias por eventuais erros das editoras de livros. Sobre a falta de manuais escolares para a nona classe, o ministério diz que já disponibilizou conteúdo em formato digital.
Através deste despacho de sete de Maio de 2026, o Ministério da Educação e Cultura orientou as direcções provinciais de educação e as respectivas representações nos distritos, a recolher imediatamente todos os livros de distribuição gratuita encontrados em estabelecimentos de ensino particular.
O despacho cujo conteúdo não é novo, agitou pais e encarregados de educação com filhos no ensino particular, e pelo menos na cidade de Maputo, muitos acorrem às livrarias para a substituição dos livros.
“Nas províncias nós sabemos que há muitos desafios. Nas livrarias, compram não sei de onde, mas nós compramos também livros que vêm escritos de distribuição gratuita”, denunciou Constantino Jr, encarregado de Educação que tem um filho a frequentar ensino primário em uma escola particular na cidade de Chimoio.
O Ministério da Educação reagiu à denúncia em uma entrevista, admite que pode haver livro de distribuição gratuita à venda nas livrarias, mas tal eventualidade resulta de erros das editoras.
“Penso na eventualidade de distração por parte das reprografias dessas livrarias, que imprimiram o livro com a etiqueta de venda proibida e distribuição gratuita. Pode ser que tenha havido este lapso de imprimirem a capa com esta etiqueta”, argumentou Silvestre Dava, porta-voz do MEC.
Entretanto, nas escolas privadas, a recolha dos manuais de distribuição gratuita já começou como forma de desincentivar a circulação do livro gratuito nos mercados paralelos, justificou o ministério.
Enquanto decorre a recolha dos manuais, há outro problema que preocupa gestores escolares, encarregados de educação e livrarias. A meio do ano lectivo, as escolas, públicas e privadas continuam sem o manual físico no ensino secundário, particularmente da sétima classe.
“Em termos de material didático, recebemos o mínimo possível para iniciar o arranque. Livro disponível ainda não há, mas sempre a Direcção Distrital nos disponibilizou de forma digital os manuais que nós devemos utilizar no ensino secundário. Só que não temos manuais para os alunos utilizarem, mas temos manuais para o professor utilizar neste momento ainda não há venda para o aluno”, explicou Hortência Cossa, Directora do Instituto Fundhane.
A situação está a obrigar professores e alunos a recorrerem a apontamentos, fotocópias e conteúdos improvisados para manter as aulas. Gestores escolares temem que os arranjos impactem os resultado.
“Essa questão do manual escolar da sétima classe, principalmente no início do ano lectivo, foi um dilema, mas tem sido nesses últimos anos também, porque faz falta aos alunos terem o manual disponível, aquele manual tradicional que podem encontrar em qualquer papelaria. Encontrou-se uma solução, tem as tais fichas que são impressas, encadernadas, que funcionam como manual, mas é completamente diferente”, lamentou Isara Mussagi, do Lápis Mágico
Nas papelarias, a preocupação também é a mesma: o livro esperado desde 2023, nunca chegou.
“Nós aqui nas livrarias nunca vendemos o livro, o que apareceu foram fichas que lá tratam como brochuras. Mas de lá para cá, isso foi há dois anos atrás, nunca mais tivemos acesso, porque o ministério proibiu”, revelou uma uma fonte ligada à Papelaria Maputo.
Sem reconhecer a falta, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura disse ter dado orientação às escolas sobre o procedimento com a sétima classe.
“As escolas foram orientadas a ceder ou a instruírem os alunos a ceder os materiais pedagógicos no site do IEDA, o nosso Instituto de Educação Aberta e à Distância. Temos lá todos os materiais para todas as classes, para que os alunos e professores possam utilizar”, concluiu Silvestre Dava.
Entre livros retirados e livros que nunca chegaram ao mercado, o segundo trimestre segue para o fim e pais, alunos e escolas aguardam pela disponibilização dos manuais.
O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de felicitações a todos os Funcionários e Agentes do Estado por ocasião do Dia Internacional da Função Pública, assinalado nesta terça-feira, 23 de Junho, destacando o seu papel fundamental na construção, consolidação e desenvolvimento do País.
Na mensagem, o Chefe do Estado reconhece o contributo diário dos servidores públicos, sublinhando o seu compromisso, dedicação e espírito de missão na prestação de serviços aos cidadãos em todo o território nacional.
A celebração deste ano decorre sob o lema “Transformar as Instituições Públicas: Promovendo a Inovação, a Participação e a Inclusão”, que reflete os desafios actuais da Administração Pública e a necessidade de aprofundar a sua modernização.
O Presidente da República reafirma o compromisso do Governo com a construção de um Estado moderno, eficiente, transparente e orientado para resultados, sublinhando a importância de tornar as instituições públicas mais capazes de responder às expectativas dos cidadãos.
Nesse contexto, o Chefe do Estado destaca a necessidade de simplificar procedimentos, eliminar burocracias desnecessárias, acelerar a digitalização dos serviços e reforçar a transparência e a prestação de contas na Administração Pública.
O Presidente da República sublinha igualmente que nenhuma reforma será bem-sucedida sem servidores públicos qualificados, motivados e comprometidos com os valores da função pública.
O documento destaca ainda a aposta do Governo na formação e capacitação dos quadros do Estado, com especial enfoque para a criação da Escola de Governação, vista como um instrumento estratégico para a profissionalização da Administração Pública.
A mensagem presidencial reforça igualmente a importância da participação e inclusão, defendendo uma Administração Pública aberta ao diálogo com os cidadãos e orientada para a melhoria contínua dos serviços.
O Presidente da República termina a sua mensagem felicitando todos os Funcionários e Agentes do Estado, apelando à continuidade do seu trabalho com dedicação, disciplina, humildade e elevado sentido de responsabilidade, em prol do desenvolvimento de Moçambique.
O sistema informático do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) já está operacional, com o restabelecimento do funcionamento de todos os serviços, este domingo.
Um comunicado da instituição, a que a STV teve acesso, indica que o INSS retomou com o pagamento de benefícios diversos, assim como os contribuintes e trabalhadores por conta própria podem declarar as suas contribuições no Sistema de Informação de Segurança Social e efetuar o pagamento das suas guias através de diversas formas disponíveis nos bancos comerciais.
Através de vias alternativas, o INSS já pagou a todos os 146.128 pensionistas, refere o documento.
A oscilação do sistema informático, recorde-se, registou-se desde o passado dia 15 de Junho, afectando o processo normal do funcionamento dos serviços, culminando, a título de exemplo, com um ligeiro atraso no pagamento das pensões do mês corrente.
O político moçambicano Venâncio Mondlane foi eleito presidente da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo, ANAMOLA, e tomou posse no cargo ainda esta segunda-feira, durante a primeira Convenção Nacional da formação política, realizada na cidade de Nampula.
Mondlane foi eleito com cerca de 94,04% dos votos, segundo avançou Abdul Nariz, assessor de imprensa do partido. O político era o único candidato à presidência da organização, que fundou em Agosto e liderava interinamente desde a sua criação.
De acordo com a fonte, todos os delegados presentes com direito a voto aprovaram a eleição de Venâncio Mondlane para a liderança máxima da ANAMOLA.
Após a proclamação dos resultados, o novo presidente do partido prestou juramento e assumiu formalmente as funções, numa cerimónia que marcou a consolidação da estrutura de liderança da nova formação política.
A primeira Convenção Nacional da ANAMOLA reuniu cerca de 400 delegados e dezenas de convidados nacionais e estrangeiros, tendo como principais objectivos definir orientações estratégicas, aprovar linhas de actuação política e eleger os órgãos internos da organização, incluindo o Conselho Nacional e a Comissão Executiva.
Os trabalhos decorreram durante três dias, iniciando com um programa aberto ao público, que incluiu uma marcha, e prosseguindo com sessões de debate e deliberação interna até ao encerramento em formato restrito.
A eleição e tomada de posse de Venâncio Mondlane acontecem numa fase de organização interna da ANAMOLA, que procura preparar-se para os próximos ciclos eleitorais, nomeadamente as eleições autárquicas previstas para 2028 e as eleições gerais de 2029.
O novo presidente do partido já admitiu a possibilidade de voltar a candidatar-se à Presidência da República, uma decisão que dependerá das estratégias e deliberações internas da formação política.
A liderança da ANAMOLA deverá apresentar, no encerramento da Convenção Nacional, as principais resoluções aprovadas e o roteiro político do partido para os próximos anos.
A secretária-geral da União Internacional das Telecomunicações, Doreen Bogdan-Martin, destacou, nesta segunda-feira, a liderança do Presidente da República, Daniel Chapo, na promoção da agenda de transformação digital de Moçambique, reafirmando o compromisso da organização das Nações Unidas em apoiar o País na expansão da conectividade, inclusão digital e desenvolvimento tecnológico.
As declarações foram feitas após uma audiência concedida pelo Chefe do Estado, em Maputo, à margem da realização da V Conferência Nacional das Comunicações, evento que reúne representantes governamentais, reguladores, operadores de telecomunicações e parceiros internacionais para debater o futuro digital do País.
Falando à imprensa, Doreen Bogdan-Martin afirmou que o encontro serviu para dar continuidade ao diálogo iniciado entre ambas as partes em Genebra, na Suíça, e permitiu avaliar os progressos alcançados por Moçambique no domínio da transformação digital.
“O nosso foco é totalmente a conectividade. Foi um grande prazer reunir-me novamente com o Presidente Chapo e acompanhar os avanços que Moçambique está a alcançar nesta área”, afirmou.
A dirigente internacional destacou que a transformação digital ocupa um lugar central nas prioridades do Governo moçambicano, apontando a conectividade universal e a inteligência artificial como áreas estratégicas para o desenvolvimento do País.
“O Presidente colocou no topo da sua agenda a transformação digital para todo o País, juntamente com os avanços na elaboração de uma estratégia nacional de inteligência artificial”, sublinhou.
A secretária-geral da UIT reiterou a disponibilidade da organização para continuar a apoiar Moçambique na concretização da sua visão de uma sociedade mais conectada, inclusiva e tecnologicamente capacitada.
“A UIT está ao lado de Moçambique. Queremos reforçar a nossa parceria para concretizar a visão de um país totalmente digital, onde todas as pessoas tenham acesso à tecnologia, todas as escolas e instituições de saúde estejam ligadas e ninguém seja deixado para trás”, declarou.
Segundo a responsável, a expansão do acesso às tecnologias de informação e comunicação constitui um instrumento fundamental para promover o desenvolvimento económico, melhorar os serviços públicos e criar novas oportunidades para os cidadãos.
Doreen Bogdan-Martin manifestou igualmente optimismo em relação ao futuro digital de Moçambique, destacando o crescente envolvimento dos jovens na adopção de soluções tecnológicas e as políticas públicas implementadas pelo Governo para alargar a conectividade em todo o território nacional.
“Penso que o futuro de Moçambique é promissor, especialmente o seu futuro digital. É encorajador ver a forma como os jovens estão a adoptar as tecnologias digitais e o empenho do Governo em promover a inclusão, a conectividade e a resiliência em todas as comunidades do País”, afirmou.
A audiência ocorreu após a participação da secretária-geral da UIT na cerimónia de abertura da V Conferência Nacional das Comunicações, que decorre em Maputo sob o lema “Comunicações como Pilar da Transformação Digital em Moçambique: Conectividade, Inclusão e Resiliência”.
Durante o encontro, especialistas nacionais e internacionais analisam temas ligados à expansão da conectividade, inteligência artificial, cibersegurança, inclusão digital, infra-estruturas tecnológicas e desenvolvimento sustentável.
A presença da mais alta representante da UIT é vista como um reconhecimento do papel crescente de Moçambique na agenda digital africana e do compromisso assumido pelo país em acelerar a modernização tecnológica e a integração na economia digital global.
O futebol africano continua a afirmar-se como uma das grandes revelações do Campeonato do Mundo de 2026. Numa jornada memorável, o Egipto conquistou a sua primeira vitória de sempre em fases finais de um Mundial, enquanto Cabo Verde voltou a desafiar os prognósticos ao empatar com o Uruguai, uma das selecções mais tradicionais do futebol mundial.
No BC Place, em Vancouver, os Faraós derrotaram a Nova Zelândia por 3-1, num encontro em que estiveram em desvantagem ao intervalo, mas protagonizaram uma recuperação notável na segunda parte.
Mostafa Zico iniciou a reviravolta aos 58 minutos, antes de Mohamed Salah colocar os egípcios em vantagem e assistir Mahmoud Trézéguet para o terceiro golo da partida. A vitória colocou o Egipto na liderança isolada do Grupo G com quatro pontos, ficando muito próximo dos dezasseis-avos-de-final.
Enquanto isso, em Miami, Cabo Verde voltou a conquistar as manchetes internacionais. Depois do empate sem golos diante da Espanha na estreia, os Tubarões Azuis arrancaram um precioso empate a duas bolas frente ao Uruguai, mantendo vivo o sonho da qualificação.
O momento histórico surgiu aos 21 minutos, quando Kevin Pina marcou, de livre directo, o primeiro golo de sempre de Cabo Verde em Campeonatos do Mundo. O Uruguai respondeu ainda na primeira parte, através de Maxi Araújo e Agustín Canobbio, mas a formação africana voltou a demonstrar personalidade e capacidade de resistência. Aos 61 minutos, Hélio Varela aproveitou um erro defensivo dos sul-americanos para estabelecer o resultado final em 2-2.
Com dois empates em dois jogos, Cabo Verde mantém intactas as hipóteses de apuramento e chega à última jornada dependendo apenas de si para continuar a escrever uma das mais belas histórias deste Mundial.
Com o Egipto a liderar o seu grupo e Cabo Verde a desafiar gigantes do futebol mundial, África continua a ser uma das protagonistas desta edição do Mundial, demonstrando que o continente chegou aos Estados Unidos, Canadá e México preparado para competir de igual para igual com qualquer adversário.
Portugal procura primeira vitória na prova
A selecção portuguesa de futebol defronta esta terça-feira o Uzbequistão, no NRG Stadium, em busca dos primeiros três pontos na fase de grupos do Mundial-2026.
Após o empate a uma bola na estreia frente à RD Congo, a equipa das quinas assume o favoritismo absoluto num duelo inédito na história do futebol internacional.
O golo solitário no jogo inaugural deixou Portugal com apenas um ponto no Grupo K. Uma vitória esta terça-feira é crucial para garantir uma rota tranquila rumo à fase seguinte da competição.
O seleccionador de Portugal, Roberto Martinez, deverá promover alterações no onze inicial para dar mais dinâmica e eficácia ao ataque português, que se mostrou previsível no primeiro encontro.
Do outro lado estará o Uzbequistão, uma selecção que vive um momento histórico ao cumprir a sua primeira participação de sempre numa fase final de um Campeonato do Mundo.
Sem nada a perder e pautada pela organização defensiva, a formação asiática promete fechar os caminhos para a sua baliza e explorar os contra-ataques.
O encontro está marcado para às 19h00 de Moçambique.
Inglaterra e Gana disputam liderança isolada em Boston
O Gillette Stadium será o palco de um dos confrontos mais aguardados da segunda jornada do Grupo G da Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira, às 22h00 de Moçambique, as seleções de Inglaterra e Gana defrontam-se com o mesmo objectivo em mente: garantir a liderança isolada do grupo e dar um passo decisivo rumo à fase seguinte.
Ambas as equipas chegam a este duelo moralizadas após somarem três pontos nas respectivas estreias. A selecção inglesa, apontada pelas principais casas de apostas como a favorita à vitória, procura impor o seu favoritismo técnico e o peso histórico do seu plantel.
Por outro lado, as “Estrelas Negras” do Gana entram em campo sem pressão, apostando na sua velocidade e força física para surpreender os vice-campeões europeus.
O vencedor deste embate poderá carimbar a qualificação antecipada para a próxima fase, dependendo do resultado do outro jogo do grupo.
Um grupo de 26 jovens atletas da Escola de Futebol Guerreiros do Futuro prepara-se para representar Moçambique no Torneio Internacional de Futebol Jovem, que terá lugar de 1 a 8 de Julho, na cidade de Braga, Portugal.
Antes da partida, a delegação foi recebida, esta segunda-feira, pelo Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, num encontro que serviu para encorajar os jovens futebolistas e reconhecer o trabalho desenvolvido pela academia na formação desportiva e social de crianças e adolescentes.
A comitiva é composta por atletas dos escalões Sub-13 e Sub-15, acompanhados pela respectiva equipa técnica, numa missão que vai além da competição desportiva, assumindo-se como uma oportunidade para promover o talento moçambicano além-fronteiras.
Durante a audiência, o governante destacou o papel da Escola de Futebol Guerreiros do Futuro na descoberta e desenvolvimento de novos talentos, sublinhando o contributo da instituição para a inclusão social e para o crescimento do futebol nacional.
“Cada um de vocês leva consigo a bandeira de Moçambique, os sonhos de milhões de jovens e a responsabilidade de mostrar ao mundo a garra, o talento e a determinação da nossa juventude”, afirmou o Ministro.
Caifadine Manasse considerou que a participação em competições internacionais representa uma oportunidade única para os jovens atletas adquirirem experiência, estabelecerem contactos com outras realidades desportivas e elevarem o nome do País no panorama futebolístico internacional.
Na ocasião, reiterou o compromisso do Governo, liderado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, em continuar a apoiar iniciativas voltadas para o desenvolvimento do desporto juvenil e para a criação de oportunidades que permitam aos jovens alcançar o seu potencial.
A presença da Escola de Futebol Guerreiros do Futuro em Braga é vista como mais um passo no processo de afirmação do futebol de formação moçambicano, num momento em que cresce a aposta na capacitação de jovens talentos e na sua exposição a contextos competitivos internacionais.
Com entusiasmo e ambição, os jovens atletas partem para Portugal determinados a representar condignamente Moçambique e a demonstrar que o futuro do futebol nacional está a ser construído dentro e fora dos relvados.