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O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.

Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.

Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.

A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.

O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.

Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.

Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.

A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.

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Uma pessoa foi raptada e assassinada no distrito municipal Katembe, na Cidade de Maputo, após negociações de pagamento de resgate falhadas. Além de raptos, Katembe debate-se com a onda de assaltos e violações durante o período nocturno.

O homem tinha 49 anos de idade. Saiu para trabalhar, na terça-feira, e nunca mais voltou à casa. Não com vida.

O corpo foi encontrado um dia depois próximo à Estrada Nacional Número 1, há cerca de um quilómetro da rotunda da Katembe, com sinais de agressão.

Segundo conta a família, o malogrado foi raptado, e até houve negociações para o seu resgate, mas algo faltou para que a sua vida fosse poupada. Os raptores exigiam 50 mil meticais para libertar a vítima.  

As cerimónias fúnebres reuniram, este sábado, familiares, vizinhos e amigos. As autoridades locais estão preocupadas porque não é a primeira vez que isso acontece. 

A morte deste cidadão está cercada de mistérios, mas esta não é a única vítima dos malfeitores.

Com marcas de violência tatuadas na pele, Tomás Simbine também caiu nas mãos de malfeitores. 

Regressando onde tudo aconteceu, Simbine nem sabe como conseguiu escapar dos malfeitores.  

O caso deu-se também nas proximidades da Estrada Nacional número um, depois da rotunda para quem vai ao bairro  Chamissava, na Katembe.

A falta de iluminação é também um problema e a patrulha policial no local é visível apenas de dia. Tomás Simbine conseguiu escapar, mas há tantos outros casos de assassinatos no distrito. A Polícia prometeu pronunciar-se sobre o assunto na segunda-feira.

A Associação Black Bulls venceu o AS Otohô do Congo Brazzaville por uma bola sem resposta, em jogo da primeira “mão” da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça CAF. O único golo da partida foi apontado por Kadre. 

Os “touros” partem para o jogo da segunda “mão” em vantagem na eliminatória. A partida está agendada para daqui a uma semana, em Brazzaville. 

A Black Bulls vai procurar chegar à fase de grupos pela primeira vez, depois de falhar esse objectivo em 2022, ano em que, na qualidade de campeão nacional, representou o país na Liga dos Campeões Africanos. 

Um grupo de empresários, encabeçado por João Ferreira, decidiu pagar todas as dívidas que o clube tinha com equipa técnica, jogadores e fornecedores de bens e serviços.

O Textáfrica ocupa a última posição da tabela classificativa do Moçambola. Os maus resultados são justificados pela crise financeira que o clube atravessa. Vezes há que jogadores chegam a fazer-se ao campo sem se alimentar condignamente. De salários já nem se fala. A última vez que jogadores viram a cor do dinheiro foi há quatro meses.

A sorte bateu à porta. O empresário João Ferreira diz que agora é para se esquecer a crise do Textáfrica.

“Estamos a par da situação do Textáfrica, que estava com alguns problemas financeiros. Então, resolvemos nos reunir para apoiarmos o nosso clube, para apoiarmos o nosso clube de nome e de renome da nossa província de Manica e da nossa cidade de Chimoio, para que possam ultrapassar isso e para que nós possamos sair do lugar onde nós estamos. Estamos no último lugar da tabela e nós corremos o risco de baixar… Então, temos que lutar, lutar todos juntos. Não podemos deixar Moçambola sair da província de Manica”, disse João Ferreira. 

Alfredo Dézima, que gere o Textáfrica, é um homem aliviado. “Já vínhamos trabalhando arduamente, mas com este apoio e esta união que é da província, nós vamos fazer sentir mais, porque nós nos sentíamos quase sozinhos, mas João está connosco, fui ter com ele e ele abriu-me as portas na hora”, disse. 

Sobre rumores de que João Chissano abandonou o Textáfrica por incumprimento no pagamento de salários, Alfredo Dézima disse não constitui a verdade, até porque, segundo avançou, o técnico recebeu ordenados adiantados.

 

O presidente de Comores, Azali Assoumani, foi ferido com recurso a uma faca, enquanto participava do funeral de um líder religioso, na tarde de sexta-feira. A informação foi avançada pelo gabinete de comunicação do governante. 

Segundo o comunicado do gabinete de comunicação de Azali Assoumani, o presidente não teve ferimentos graves e mais uma pessoa foi atingida, quando o tentava proteger. 

O documento diz ainda que o agressor foi preso pelas forças de segurança e está sob sua custódia, no entanto, não há ainda detalhes sobre a identidade do agressor ou mais informações sobre as circunstâncias do ataque.

O ataque aconteceu na cidade de Salimeni, nos arredores da capital Moroni. O ministro do governo, Aboubacar Said Anli, disse que um civil ficou ferido durante o ataque enquanto tentava proteger o presidente. Mas não houve informações imediatas sobre a extensão dos ferimentos sofridos pelo civil.

Assoumani foi reeleito presidente de Comores em Janeiro, numa votação denunciada, por partidos da oposição, como fraudulenta. 

 

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) em Cabo Delgado diz que a violência da polícia contra cidadãos civis tem aumentado de forma desenfreada e pouco se sabe sobre o desfecho dos casos.

Fidelino Gumançaze, Presidente do Conselho Provincial da OAM de Cabo Delgado, diz que é preciso que seja recuperada a confiança entre os órgãos de administração de justiça e a população.

Para Gumançaze, é fundamental que os órgãos de administração de justiça assumam o seu papel e procedam com a responsabilização desses agentes, sob risco de a população optar por fazer justiça com as próprias mãos.

“Temos que continuar a pautar pela resposta com uma conduta que não constitui uma infracção, uma resposta que mostra que nem tudo vale”, recomendou.

O Presidente do Conselho Provincial da OAM de Cabo Delgado entende que vai ser um grande desafio o processo de recuperação da confiança da sociedade, mas é preciso que cada um faça o seu papel.

O país registou, em Agosto, uma subida do nível geral de preços na ordem de 2,75%, comparativamente a igual período do ano passado. Produtos alimentares, bebidas não alcoólicas e serviços de educação registaram maior peso para a subida do custo de vida no período em análise.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas revelam que os preços tendem a sufocar cada vez menos o bolso do consumidor, isto é, os níveis de subida são menos acentuados do que os anos anteriores ou, pelo menos, há tendência de estabilização. A última avaliação, feita com base em dados colhidos em oito cidades do país, indica que em Agosto a inflação homóloga caiu para 2,75%.

As divisões de educação, de alimentação e bebidas não alcoólicas foram as que tiveram maior subida de preços ao variarem com cerca de 6,18% e 5,28%, respectivamente, indica o Índice do Preço ao Consumidor.

“Relativamente à variação homóloga, todos os centros registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Quelimane registou a maior subida de preços com cerca de 5,34%, seguida da Cidade de Xai-Xai com 3,82%, da Cidade da Beira com 3,33%, da Província de Inhambane com 2,62%, e das cidades de Maputo com 2,51%, de Chimoio com 2,02%, de Nampula com 1,90% e de Tete com 1,27%”, escreve o INE.

Mas, o que estará por detrás dessa perceptível tendência de estabilização de preços? O economista Egas Daniel, convidado pelo O País a analisar os dados, disse que ser este o resultado da eficácia da política restritiva do Banco Central (medidas de política monetária) combinada à estabilização de preços das principais commodities no mercado internacional.

Entretanto, em Agosto o País registou uma deflação mensal de 0,11%. Isto significa que durante o mês foi registada uma ligeira queda de preços dos produtos essenciais, quando comparado ao mês anterior.

“Reflecte um cenário melhor de preços de mercadoria no mercado internacional, preço de commodities, combustíveis, cereais e outros produtos que Moçambique importa e que depende deles para sua economia”, avançou.

Na variação mensal por produto, é destaque a queda de preços da cebola (10,0%), do tomate (5,1%), do repolho (10,6%), do peixe seco (1,0%), da alface (7,4%), da couve (2,6%) e da farinha de milho (1,0%), que contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,19 pp negativos.

Este cenário é, no entender de Egas Daniel, optimista, por sinalizar uma tendência de estabilização de preços.

“Esta pequena redução de Agosto é quase imperceptível. Se um produto estava 100 meticais, passa para 99 e alguns centavos. Mas, pelo menos, é um sinal de estabilização de preços. Estamos a caminhar para o período em que o metical manteve o seu valor, períodos antes da pandemia”, explicou o economista.

Entretanto, há produtos que contrariaram a queda. São exemplos, o milho em grão (12,0%), o limão (48,6%), o quiabo (6,7%), às consultas em clínicas ou policlínicas, excepto de médicos dentistas (3,1%), os livros escolares (0,9%), o frango morto (1,0%) e a galinha viva (0,6%), contrariaram a tendência de queda de preços, ao contribuírem com cerca de 0,10 pp positivos no total da variação mensal.

 

 

 

A dragagem permanente no canal de acesso ao Porto da Beira, com recurso a três dragas modernas, já permite a navegabilidade eficiente e segura, durante 24 horas por dia, de navios de grande porte, segundo avançou a Empresa Moçambicana de Dragagem.   

 O assoreamento constante do canal de acesso ao Porto da Beira, por conta  dos sedimentos  que ali entram, oriundos dos rios  Púngue e Búzi, que desabam naquele lugar,  tem obrigado a dragagem permanente do local, para garantir que o porto esteja acessível e seguro para a navegação marítima.

Caso o processo não ocorresse 24 horas por dia e de forma cada vez mais eficiente, com recursos humanos nacionais e formados em Moçambique, os navios não poderiam entrar e sair do Porto da Beira. 

“O acesso está bastante bem e temos a vantagem de ter uma boa balizagem no canal. O canal da Beira é um dos mais bem balizados”, disse Domingos Bié, PCA da Emodraga. 

A Empresa Moçambicana de Dragagem tem, neste momento, três dragas, e tenciona estender esse serviços para outros pontos do país, como o Porto de Maputo. 

“Estamos a trabalhar para que também draguemos o Porto de Maputo. Faz parte do nosso portfólio de portos a serem dragados”, acrescentou Bié. 

O PCA da Emodraga, que  falava  à imprensa por ocasião da celebração dos 30 anos desta empresa, mostrou-se, contudo, preocupado com a pesca nociva que ocorre no canal de acesso ao Porto da Beira. Por isso, junto de outros sectores, têm procurado formas para solucionar o problema.   

“Temos tido alguns problemas de ter as alces todas encravadas por causa das redes… no canal não se devia realmente fazer prática de pesca, porque é um lugar concebido só para a navegação”, acrescentou. 

Ambrósio Sitoe, SP do Ministério dos Transportes e Comunicações, disse que é importante os corredores aprimorarem a sua eficiência na plenitude, para garantir a fluidez de cargas, tendo em conta a entrada e saída neste momento de navios de grande porte no Porto da Beira. 

O Ministério Público não concorda com a sentença que aplicou penas suspensas aos cinco agentes da polícia acusados de agredir fisicamente um casal de supostos ladrões no distrito de Homoine, na Província de Inhambane.

O porta-voz Ministério Público revelou, na manhã desta sábado, em Maputo, que recorreu da sentenca que classifica como sendo ilegal e injusta.

Algumas semanas depois de um juiz do tribunal judicial da província de Inhambane ter sentenciado os cinco agentes da polícia que foram acusados de agredir um casal de supostos ladrões com penas suspensas, o Ministério Público pronunciou-se publicamente sobre o assunto.
O porta-voz da Procuradoria de Inhambane revelou que já foi submetido um recurso para anular a sentenca que classificam de ilegal e injusta.
Com um recurso submetido, o porta-voz do Ministério Público diz que há esperança que se reponha a justiça, mas diz que ainda é cedo para tirar qualquer conclusão.
O magistrado falava ao jornal O País em Inhambane, no quadro das celebrações do aniversário da criação do Ministério Público.

A Associação Black Bulls defronta, esta tarde, em Tchumene, a formação da AS Otohô do Congo Brazaville, em jogo da primeira “mão” da segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça CAF.

O treinador dos “touros”, Hélder Duarte, considera que a sua equipa é obrigada a fazer um bom resultado em casa, de modo a encarar o da segunda ronda com alguma tranquilidade, no terreno do representante congolês. Essa predisposição deriva do facto de o técnico português antever muitas dificuldades fora de portas.

“Vamos lutar até ao fim para podermos chegar à fase de grupos da competição, até porque o nosso projecto está, também, virado para as competições africanas. O nosso presidente investiu muito e tem estado a dar-nos todas as condições de trabalho para consigamos alcançar esse desiderato”, anota o técnico.

O técnico reconhece a qualidade do seu adversário que, como explicou, tem um palmarés assinalável ao nível das competições africanas.

“Apesar de conhecermos as suas qualidades podemos assumir que vamos encarar o jogo com as mesmas premissas de sempre, que passam por implementarmos o que temos trabalhado todos os dias. Estamos cientes de que eles estão mais preparados do que nós, mas isso não nos irá diminuir pois temos as nossas valências”, explica Hélder Duarte.

Para chegar a esta fase, o representante moçambicano ultrapassou de forma categórica o ALizé Fort das Comores por um agregado de 11-0, depois de registar a marca de 7-0 e 4-0 no conjunto das duas “mãos”. Já o AS Otohô afastou a formação de 15 de Agosto da Guiné Equatorial por um agregado de 4-1. O emblema congolês venceu as duas “mãos” por 2-0 e 2-1, respectivamente.

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