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Um tribunal superior da África do Sul concedeu, na sexta-feira, uma liminar ao Presidente Cyril Ramaphosa, suspendendo temporariamente o processo de impeachment que tramita no Parlamento.

Ramaphosa solicitara a suspensão do inquérito parlamentar até que fosse concluída a revisão judicial do relatório elaborado, em 2022, por um painel independente.

Esse relatório concluiu que o Presidente poderá ter violado a Constituição, no âmbito do chamado escândalo “Farmgate”, relacionado com o roubo de 580 mil dólares em moeda estrangeira não declarada, alegadamente escondida num sofá da sua fazenda de caça Phala Phala, na província de Limpopo.

O assalto ocorreu em 2020, mas só se tornou público dois anos depois. Ramaphosa foi acusado de ter ocultado o arrombamento e o roubo tanto da polícia como das autoridades fiscais.

O Presidente negou qualquer irregularidade, afirmando que o dinheiro resultava da venda de búfalos, e afastou a hipótese de renunciar ao cargo devido ao incidente.

Em 2022, o relatório do painel foi rejeitado pela Assembleia Nacional, onde o Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder, detinha maioria, impedindo então a abertura do processo de impeachment.

Entretanto, o Ministério Público retirou as acusações em 2024.

Contudo, em Maio deste ano, o Tribunal Constitucional anulou a votação parlamentar, o que levou à criação de uma comissão parlamentar para apreciar a eventual abertura do processo de impeachment.

Ramaphosa iniciou então um processo de revisão judicial, questionando a legalidade do relatório. O caso deverá ser apreciado em Setembro.

O advogado do Presidente argumentou que submetê-lo a um processo de impeachment com base num relatório alegadamente falho constituiria uma forma de “humilhação”.

A decisão do tribunal evita, para já, novos constrangimentos políticos para Ramaphosa relacionados com o escândalo, até que a revisão judicial seja concluída.

Analistas consideram, porém, que mesmo que o processo de impeachment venha a avançar, é pouco provável que o Presidente seja destituído do cargo.

Após a decisão judicial, Ramaphosa afirmou que “reafirma o seu respeito pela independência judicial e pela separação de poderes consagradas na nossa Constituição”.

“O Presidente continuará a cooperar e a respeitar os processos de responsabilização”, refere um comunicado.

Caso o processo venha a prosseguir, será o primeiro processo de impeachment contra um Presidente sul-africano em exercício.

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O procurador-chefe provincial em Nampula, Osvaldo Rafael, diz que o processo sobre a detenção ilegal do agente alfandegário está em instrução.

Rafael diz, no entanto, que não pode dar detalhes da fase em que se encontra, porque está em segredo de Justiça. Enquanto isso, os carros de luxo que estavam no posto de controlo n.°1 foram removidos para o armazém de leilões em Nacala.

“Nós já tínhamos remetido à comunicação social a partir do Gabinete de Comunicação e Imagem da Procuradoria. Eles têm um gabinete específico e têm porta-vozes na Procuradoria. Eles é que podem dizer sobre qualquer aspecto que ocorre ao nível da Procuradoria Provincial de Nampula”, frisou Osvaldo Rafael.

Rafael esclareceu, ainda, ser verdade que, na qualidade de procurador-chefe provincial, “represento a instituição, mas, para efeitos de comunicação e imagem, há um gabinete apropriado e porta-voz”.

O procurador-chefe provincial em Nampula explicou, quando questionado se a procuradoria já tinha uma resposta em relação à solicitação, por via de um documento, feita à polícia, neste caso comando distrital, que “a instrução é secreta e obedecemos à questão de segredo de justiça.”

Rafael diz, ainda, que “enquanto este processo corre a sua instrução e enquanto não tiver havido um julgamento, não podemos tecer comentários acerca de qualquer diligência, qualquer aspecto em torno daquele processo, sob pena de estarmos a violar o princípio de segredo de justiça e este princípio também de matéria processual, que é o sigilo à instrução preparatória, que é secreta”.

As selecções nacionais da África do Sul e da Zâmbia vão disputar a final do torneio regional do COSAFA, na categoria de sub-20, este sábado, na Arena Lalgy, no Complexo Desportivo de Tchumene, palco da competição.

Para chegar à final da prova, os Bafana Bafana, vencedores do grupo C, deixaram para trás a Angola, que ficou em primeiro no grupo B, com vitória tangencial.

Numa partida equilibrada, onde as duas selecções estiveram bem e protagonizaram uma excelente partida de futebol, o resultado final foi sendo incógnita até quando o árbitro apitou pela última vez.

Ainda assim, foi a África do Sul a marcar o único golo da partida ainda na primeira parte, por Shakeel April, deixando a sua selecção mais perto da final. Angola ainda tentou, de todas as formas, chegar ao empate, mas sem sucesso.

Os sul-africanos marcam presença na final pela 14ª vez, em busca do seu nono título.

Na final de sábado, a África do Sul terá pela frente a Zâmbia, selecção repescada como a melhor segunda classificada de todos os grupos. Os zambianos venceram na outra meia-final o Zimbabwe, na marca das grandes penalidades, por 6-5, depois do empate a dois golos no fim do tempo regulamentar.

A Zâmbia ainda saiu a vencer na primeira parte por duas bolas sem resposta, mas permitiu o empate na segunda parte, resultado que levou as duas selecções à marca das grandes penalidades.

Na primeira série nos remates dos 11 metros, as duas selecções terminaram empatadas a quatro bolas, recorrendo-se à fase do “mata-mata”. O último jogador do Zimbabwe rematou para a trave e perdeu a possibilidade de empatar a série.

Chega a Zâmbia à final pela 17ª vez, sendo o maior recordista das finais, em busca do seu 13º título. A Zâmbia, com 12 títulos, é o recordista de troféus, seguido da África do Sul, com oito troféus e o Zimbabwe, com seis.

Moçambique, recorde-se, tem um título e, nesta edição, que acolhe pela primeira vez, foi eliminado ainda na fase de grupos. A final disputa-se no sábado, na Arena Lalgy, em Tchumene, entre África do Sul e Zâmbia, às 15h00, antecedido do jogo de atribuição do terceiro lugar, às 12h00, entre Angola e Zimbabwe.

As principais equipas que lutam pelas vagas do Moçambola 2025 têm testes de fogo este fim-de-semana, nas partidas da segunda jornada de todas as séries das três regiões do país. As equipas de Nampula marcam a sua estreia na competição, depois da “folga” na jornada inaugural.

Desportivo da Matola e Estrela Vermelha de Maputo, candidatas pela Série A da zona Sul, têm deslocações a Inhambane e Gaza, respectivamente, em busca de cimentar a sua posição na tabela classificativa, enquanto Maxaquene e Incomáti de Xinavane, pela Série B, jogam em casa.

Os “alvi-negros” da Matola deslocam-se a Inhambane para defrontar o Temusa Costa do Sol da Massinga, com intenção clara de repetir o feito da jornada anterior e somar mais três pontos na competição.

E vai com estatuto de forte candidato a vencer, não só a partida, mas também a fase zonal. E porque é jogo de campeões provinciais, o Temusa terá uma palavra a dizer, mesmo para contrariar a derrota sofrida na jornada anterior, diante do Estrela Vermelha de Maputo.
O mesmo acontece na deslocação do Estrela Vermelha de Maputo a Gaza, onde vai defrontar o Clube de Gaza, equipa que perdeu na semana passada diante do Desportivo da Matola por 2-0.

Os “alaranjados” venceram na primeira jornada ao Temusa Costa do Sol por 3-0 e sabem muito bem que, para além da vitória em si, cada golo sempre vai contar nas contas finais. Ao resultado passado, a turma da capital do país quer marcar mais golos, mas terá um Clube de Chibuto ferido no orgulho e quer devolver a província ao Moçambola, depois de ter sido o último a lá estar.

Pela Série B, o Maxaquene e Incomáti de Xinavane recebem duas equipas que perderam em casa na jornada passada. Tanto os “tricolores” quanto os “açucareiros” são claros favoritos a vencer os seus jogos, mas terão de provar dentro das quatro linhas.

O Maxaquene, que foi a Inhambane derrotar o Ferroviário local por 0-2, defronta as Águias Especiais de Xai-xai, que perderam em casa diante do Incomáti de Xinavane, por 0-1.

No fim, saber-se-á qual das duas equipas líderes vai cimentar a liderança, não só pelos pontos, mas também pelos golos marcados.

 

Embate de “militares” que pode favorecer os de Mocuba

Na zona Centro, há um embate entre os Matchedjes, com o de Mocuba a receber o de Chimoio. A turma da Zambézia entra como claro favorito a vencer, até porque está nesta competição para lutar pelo regresso ao Moçambola. E a turma de Manica terá poucos argumentos para contrariar o favoritismo do Matchedje de Mocuba.

O mesmo pode dizer-se do favoritismo da Liga Desportiva de Sofala, que, depois de vencer fora de portas na jornada passada, tem todas as possibilidades de somar mais três pontos diante do Ferroviário de Moatize.

Nesta Série, serão a Liga Desportiva de Sofala e o Matchedje de Mocuba a lutarem pela finalíssima.

Já na Série B, o FC da Beira e o Chingale de Tete são claros favoritos a chegarem à finalíssima, mas terão de lutar até às últimas consequências. E esta jornada, neste embate entre ambos, pode ser uma boa oportunidade para qualquer que vencer distanciar-se e posicionar-se como forte candidato.

O Chingale, a jogar em casa, com apoio do seu público, é candidato a vencer, o FC da Beira tem palavra a dizer, mesmo jogando em casa.
Já a Trans KS Company e a Só Protecção de Quelimane, equipas que perderam na jornada passada, defrontam-se em busca dos primeiros pontos, para além de procurarem intrometer-se na disputa entra as candidatas. Quem vencer estará bem posicionado para ver as suas forças e sonhos redobrarem-se para os próximos jogos.

 

Equipas de Nampula entram em cena

Pela Série A da zona Norte, a formação do Ferroviário de Nacala estreia-se na prova defrontando as Águias Especiais de Niassa, equipa que na primeira jornada perdeu em casa. Resta saber se, diante da poderosa “locomotiva” de Nacala terá traquejo para contrariar o favoritismo da turma de Nacala, a jogar em plena pedreira.

Já o Sporting de Nampula estreia-se fora de portas, defrontando a UP de Lichinga, equipa que também perdeu na jornada passada. Os “leões” de Nampula têm todas as possibilidades de sair de Niassa com os três pontos, mas a UP vai querer provar que a derrota na primeira jornada foi apenas obra do acaso.

Uma jornada que vai começar a posicionar os candidatos a chegar à finalíssima, para depois lutarem pelo acesso ao Moçambola 2025.

As autoridades sanitárias do distrito de Machaze, em Manica, diagnosticaram mais de sete mil e seiscentos casos de malária, de Janeiro a Setembro deste ano.

O número de casos diagnosticados representa uma redução em oitenta por cento, em relação a igual período do ano passado, em que foram registados perto de seis mil casos da doença.

O chefe da repartição de saúde pública no distrito de Machaze, Nelson Sombreiro, explicou que a redução dos casos se deve à sensibilização das comunidades e à distribuição massiva das redes mosquiteiras, além da queda irregular da chuva.

Por outro lado, a nossa fonte assegurou que o sector de saúde em Machaze continua a sensibilizar as comunidades para o uso correcto das redes mosquiteiras e melhoria do saneamento do meio.

Os centros de saúde de Chitobe, Chipudji, Mutefu, Chipopopo e Mavende são os que diagnosticaram mais casos de malária, uma doença que afecta mais as crianças.

O antigo secretário permanente do Ministério da Educação, Manuel Rego, diz que o processo de aquisição do livro escolar leva um ano até chegar ao aluno e que não é possível esperar-se pelo Plano Económico e Social de 2025 para se adquirir livro para o mesmo ano.

É a voz de quem, por mais de três anos, dirigiu o Ministério da Educação como secretário permanente e conhece muito bem o processo de aquisição do livro escolar, porquanto, durante 10 anos, foi director de planificação na mesma instituição.

Pela necessidade de concursos públicos e demais fases para a aquisição do livro até que chegue ao aluno, Manuel Rego diz ser necessário pelo menos um ano para se iniciar o processo antes da disponibilização do manual.

“O livro para 2025 tem de ser adquirido este ano. Não pode ser adquirido no próximo ano. Precisamos de um ano para estarmos folgados, e termos as margens de manobra e termos as reservas a tempo para que tenhamos os livros a tempo e comecem a ser distribuidos em Janeiro, num processo complicado, porque o ano lectivo começa em Fevereiro. A distribuição deve ser feita em Dezembro e durante o mês de Janeiro para que, em princípios de Fevereiro, os alunos, quando iniciar o ano lectivo, possam ter o livro escolar”, disse Manuel Rego, em entrevista ao jornal O País.

O Governo já tinha dito que pretendia financiar a produção do livro internamente. Com este financiamento interno, sendo o plano para 2025, mudaria o tempo de produção do livro até à sua disponibilização? Esta foi a questão colocada a Rego, que respondeu: “Não creio que mude. A aquisição deve ser feita de acordo com a lei. A lei estabelece que há um processo de procurement que deve ser exigido, tem de ser seguido. Este processo de procurement tem os seus prazos claramente definidos na lei. Portanto, não vejo, por serem fundos internos, que o processo não possa ser rápido.”

A certeza que Manuel Rego tem é de que o discurso do porta-voz do MINEDH é de incertezas sobre o material escolar, com destaque para o livro.

“Se o Ministério da Educação tivesse garantido já o material para 2025, então, certamente, diria isso com segurança, estar seguro de que isso ia acontecer e podia confirmar isso. Se faz um discurso em que não diz nem sim nem não, então pode, eventualmente, dizer que o material não vai estar disponível ou ainda não sabe se vai estar disponível em tempo útil. Quer dizer, não se sente segurança, profissionalismo, certeza(…)”.

O académico moçambicano, Elísio Macamo, diz que a acumulação dos cargos de Presidente da República e o da Frelimo não configura inconstitucionalidade uma vez que a constituição não especifica as funções privadas que não devem ser ocupadas pelo Chefe de Estado. Macamo diz que o debate é infundado.

O debate sobre a incompatibilidade na ocupação do cargo de Presidente da República e, em simultâneo, presidente do partido, reacendeu com os pronunciamentos do membro sénior da Frelimo, Oscar Monteiro, a dizer que tal configura inconstitucionalidade.

Feitas várias análises, a noite de quarta-feira sobrou para o académico Elísio Macamo, que entende não haver elementos claros de incompatibilidade, uma vez que o invocado artigo 148 da Constituição não especifica as funções privadas vedadas ao chefe de Estado.

“Parece-me um problema um pouco falso que, naturalmente, pode ser resolvido também de forma constitucional. A Constituição pode tornar claro que nessas funções privadas é incluída também a função do Partido, do chefe do Partido, e o problema resolve-se. E aí, nesse aspecto, eu discordo daquilo que o Oscar Monteiro diz, não vejo nenhuma ilegalidade, porque a Constituição não define claramente o que é uma função privada”, afirma o académico.

Para Macamo, o debate devia assentar na falta de coerência entre a letra e o espírito da Constituição e a correção deve ser com base na revisão constitucional. Para o acadêmico, “Teoricamente, não há nenhum problema que ele continue a ser o presidente do seu Partido. E o fato de, na Constituição, constar que há certas funções privadas que são incompatíveis com isso aí, ainda não constitui, para mim, uma ilegalidade. Mas isso pode ser corrigido, se as pessoas quiserem assim, pode ser corrigido através de uma precisão que se deve introduzir.”

Aliás, Macamo diz que os críticos devem identificar o problema para posteriores soluções eficazes, e entende que a disfuncionalidade do Estado deve-se à não separação de poderes.

“Nós temos, por um lado, a forte dominação do sistema político por um Partido político, que é a Frelimo. Praticamente, todos esses lugares de soberania são ocupados por gente da Frelimo e, quando é assim, é muito difícil garantir essa situação de poder, e nós temos visto como  até a Frelimo tem abusado do seu poder para benefício próprio”, aponta Macamo.

O académico vai mais longe ao relacionar  o presente debate com a suposta falta de democracia dentro do partido Frelimo.O Presidente da República já reagiu ao assunto e disse estar aberto para quaisquer mudanças caso o partido decidir mexer com os estatutos.

A 19ª jornada do Moçambola 2024, a disputar-se este fim-de-semana, tem jogos aliciantes e de registo, com destaque para o embate entre candidatos ao título, nomeadamente a Black Bulls e a União Desportiva de Songo. O Costa do Sol, líder da prova, desloca-se a Cabo Delgado, onde vai defrontar o Baía de Pemba

Jogo de grandes decisões no Complexo Desportivo de Tchumene, este domingo, a partir das 15:00h, quando Black Bulls e União Desportiva de Songo, terceiro e segundo classificados, respectivamente, e candidatos ao título, defrontarem-se para a 19ª jornada.

Decisões porque o resultado final do jogo pode ter repercussões nas contas finais do Moçambola e, principalmente, na luta pelo título. Não só para as duas equipas, mas também para o Costa do Sol, a terceira equipa que luta pelo título nacional.

A Black Bulls sempre se posicionou como candidato principal a conquista da prova, uma vez que veio liderando o Moçambola até a 15ª jornada, onde ficou com jogos em atraso e o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo aproveitaram para passar para frente. Mas os “touros”, com ajuda dos jogos em atraso, querem recuperar a posição inicial e isso pode começar este domingo, diante da União Desportiva de Songo.

Separados por apenas um ponto, a maior para os “hidroeléctricos”, uma vitória da Black Bulls recoloca a equipa acima da turma de Songo e, pressiona o Costa do Sol na liderança, que também estará a jogar em Pemba.

Mas a União Desportiva de Songo não quer perder a caravana e, sabendo que a Black Bulls tem dois jogos em atraso, vai entrar em campo para contrariar o factor casa dos “touros” para esticar a diferença pontual, esperando por desaires nos jogos em atraso e na partida entre Baía de Pemba e Costa do Sol.

Black Bulls e União Desportiva de Songo estão equilibrados no confronto directo de jogos do Moçambola, já que em sete confrontos cada uma das equipas venceu dois jogos e houve registo de três empates.
Em 2022 a União Desportiva de Songo venceu os dois jogos para o Moçambola e conquistou a prova, na única vitória fora, enquanto os “touros” venceram os dois jogos em Songo. Na primeira volta houve empate a um golo.

Mas há o factor vingança em perspectiva: afinal a Black Bulls conquistou a Taça de Moçambique, ano passado, às custas da União Desportiva de Songo, e os “hidroeléctricos” vão querer querer dar o troco este ano para o Moçambola.

As duas equipas tem jogos em atraso e que podem ser uma mais valia nas contas futuras.

Mas está ainda um Costa do Sol acima dos dois, pelo menos até esta altura. Os “canarinhos” tem a totalidade das jornadas cumpridas e estão com um ponto de vantagem em relação aos “hidroeléctricos” e dois sobre os “touros”.

Um desaire do Costa do Sol na deslocação a Cabo Delgado, diante do Baía de Pemba, e uma vitória de um dos dois que jogam em Tchumene (Black Bulls e UD Songo), pode ser negativo para os “canarinhos”, que podem começar a ver a luz do título a apagar-se, tendo em conta os jogos que ainda vem pela frente.

Ferroviário de Maputo: é para manter a ascensão final

A fechar a jornada 19, na segunda-feira, o Ferroviário de Maputo desloca-se a Tchumene para defrontar o Brera FC, com claro objectivo de manter a sua ascensão na prova. É que os “locomotivas” de Maputo tiveram uma ascensão de se lhe tirar o chapéu, com oito vitórias nos últimos 10 jogos, saída da causa para a quarta posição.

E não quer, de certeza, deixar escapar a sua posição na perseguição ao trio da frente, bem como terminar a competição no top-5. Mas o Brera tem uma palavra a dizer, tendo em conta que quer sair da zona de perigo em que se encontra, para garantir a sua manutenção.

Ainda assim o Brera está espectante no que o Textáfrica de Chimoio pode fazer no Chiveve, diante do Ferroviário da Beira. Duas equipas que não tem estado em boa forma este ano e que podem terminar em posições que não esperavam.

“Locomotivas” em choque em Nampula

Na capital do norte teremos duas “locomotivas” sem vapor a cruzarem-se, numa autêntica tentativa de procurar roubar pontos uma da outra. Aliás, a estes dois Ferroviários só resta mesmo roubarem-se pontos, uma vez que aos outros há sempre dificuldades em alcançar bons resultados.

O Ferroviário de Nampula está proibido de perder, sob pena de João chissano ver pressionado a sua posição na equipa, depois da derrota passada, enquanto o Ferroviário de Lichinga pode estar em maus lençõies em caso de derrota, já que continuará numa posição menos confortante na tabela classificativa.

Quem quer subir na tabela classificativa são as duas equipas que se defrontam na Maxixe. Associação Desportiva de Songo e Desportivo de Nacala estão separadas por apenas um ponto e qualquer das equipas que vencer faz um salto grande na tabela classificativa.

Será, do resto, uma jornada que vai trazer alterações na tabela classificativa, com as equipas a buscar suas posições finais na prova.

A Polícia de Trânsito só deve fazer fiscalização de automóveis apenas nos 23 postos de controlo rodoviário oficiais em todo o país. O controlo de velocidade deve passar a ser feito em locais com boa visibilidade e devidamente sinalizados. Esta é uma instrução do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique.

Através de uma Instrução para a Polícia de Trânsito, o Comando-Geral prevê apenas 23 postos de controlo rodoviário. Para as províncias de Maputo, Inhambane, Nampula e Cabo Delgado, o documento fala de três postos de fiscalização para cada uma delas.

Em Maputo, os carros poderão ser fiscalizados em: Salamanga (EN1), Nhongonhane (EN1) e Matola-Rio (EN2).

Em Inhambane, a Polícia de Trânsito só deve fazer o controlo de automóveis em Zandamela (EN1), Lindela (EN1) e Rio-Save, também na EN1.

Na província de Nampula, os postos previstos são: Rio Ligonha, Mutawanha e Anchilo, todos na EN1.

Para Cabo Delgado, só serão legais os postos de: Posto de Controlo de Rio Lúrio, Posto de Controlo de Ilva Macua e Posto de Controlo de Pemba, todos na EN1.

O Comando-Geral decidiu também que Sofala terá quatro postos de controlo, sendo: Posto de Controlo de Inhamizua (EN6), Posto de Controlo de Mutunduri (EN1), Posto de Controlo de Rio Zambeze (EN1) e Posto de Controlo de Muxúnguè (EN1).

As províncias de Manica,Tete e Zambézia terão cada uma delas dois postos de fiscalização, a saber: Manica – Posto de Controlo de Gondola e Posto de Controlo de Zonoe, todos na EN6. Tete – Posto de Controlo de KM18, em Changara, e Posto de Controlo de Mboza, na EN7. Zambézia – Posto de Controlo de Mocuba e Posto de Controlo de Namuaca, todos na EN1.

Apenas a província de Gaza terá um posto de controlo, no caso de Incoluane, em Bilene-Macia.

O controlo de velocidade deverá ser feito em locais com boa visibilidade e devidamente sinalizados com cones.

Caso se viole esta instrução, os chefes de departamentos e de operações da Polícia de Trânsito podem incorrer a medidas disciplinares.

 

Uma ponteca sobre o rio inhamgome, construída com material precário, foi arrastada pela fúria das águas, uma vez que visava dar lugar à transitabilidade provisória de pessoas enquanto decorriam obras da plataforma em betão. O investimento na obra é de mais de 98 milhões de Meticais, fundos do Banco Mundial.

A situação está a condicionar a vida das famílias, que se socorrem de pequenas embarcações para fazer a travessia.

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, mostra-se agastado com o empreiteiro. “Estamos extremamente desgastados com a empresa do senhor Victor Duarte. Nós informámos por mais de três vezes e alertámos que esta estratégia não era das melhores. E, neste momento, o contrato está suspenso. O que nós propusemos é que, não tendo capacidade, esta empresa devia passar o contrato para outra que tem capacidade técnica, isso para que nos possa facultar uma estratégia que nos leve a terminar esta ponte em tempo útil”, disse.

Manuel de Araújo apelou aos empreiteiros para cumprirem os prazos das obras e executarem as mesmas com qualidade. “Nós damos oportunidade aos empreiteiros nacionais, aos empreiteiros locais. Esta é a segunda empresa. Tivemos o caso da avenida Max Love, que tivemos de suspender.”

A população lamenta o arrastamento da ponteca, situação que diz estar a impactar negativamente as suas vidas. “Estamos mal. Os nossos filhos não conseguem atravessar para o outro lado da margem para irem à escola. Pedimos que resolvam esta situação”, lamentou um dos populares.

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