Os municípios de Xai-Xai, Inhambane e Chimoio informaram ao Governo que não vão aderir ao subsídio de transporte, tendo preferido agravar as tarifas. O Ministério dos Transportes e Logística diz que o processo de verificação dos transportadores licenciados e pagamento do subsídio é acompanhado por uma auditoria e se não houver conformidade, poderá haver responsabilização.
O Ministério dos Transportes assegura ter feito o pagamento do primeiro mês de subsídio ao transportador, depois da verificação do número de transportadores licenciados e após agravar-se o preço dos combustíveis a 7 de Maio. Mas, neste processo, houve quem rejeitou o subsídio.
O processo de verificação dos transportadores licenciados é acompanhado por uma auditoria e terá de ser refeita a verificação nos próximos pagamentos. Enquanto isso, vários municípios ainda não deram informação sobre adesão ao subsídio.
Depois dos três meses de pagamento de subsídio, será instalado um sistema nos transportes para melhor controlo das despesas relativamento ao combustível.
A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários, por sua vez, confirma ter sido feito o pagamento do primeiro mês do subsídio e explicou as razões do subsídio não abranger o transporte interdistrital e interprovincial.
Enquanto isso, o Executivo diz ter recebido da FEMATRO uma proposta sobre tarifas interprovinciais ainda não homologadas. As informações foram avançadas em conferência de imprensa convocada pelo Ministério dos Transportes para dar o ponto de situação do pagamento de subsísio ao transporte.
Moçambique e Itália reafirmaram o compromisso de aprofundar as relações económicas e empresariais durante o Fórum de Negócios Moçambique-Itália, realizado esta semana na cidade de Maputo. O encontro reuniu empresários dos dois países para discutir oportunidades de investimento, comércio e cooperação em sectores estratégicos da economia.
O fórum incidiu particularmente sobre as áreas da construção civil, transportes e logística, consideradas fundamentais para impulsionar o crescimento económico e fortalecer as ligações comerciais entre Moçambique e o mercado europeu.
Durante o encontro, foram apresentadas as potencialidades económicas dos dois países, com destaque para as oportunidades de negócio associadas à localização estratégica de Moçambique e à sua rede de corredores logísticos que servem vários países da região austral de África.
Na ocasião, o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, desafiou os empresários italianos a apostarem no mercado moçambicano, defendendo que o País oferece vantagens competitivas únicas na região.
“Moçambique é um dos poucos países da região que dá acesso a sete países do interior. A questão que colocamos é por que razão não conseguimos transformar os nossos corredores logísticos em verdadeiros motores de desenvolvimento económico”, afirmou.
O governante considerou que o momento é oportuno para a entrada de novos investidores, sublinhando que o Governo está empenhado em promover a transformação económica através de projectos estruturantes e da valorização das infra-estruturas logísticas.
“A vossa presença aqui é fundamental. Queremos mostrar aquilo que estamos a fazer e como podem juntar-se a nós neste desafio da transformação económica”, acrescentou.
Por sua vez, o Embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, destacou a importância do reforço da cooperação económica bilateral e manifestou a intenção do seu País de aprofundar as parcerias existentes.
“O nosso partenariado económico, que queremos reforçar em todos os sectores, começa pelas infra-estruturas. Moçambique é um eixo logístico e infra-estrutural cada vez mais relevante em África”, afirmou o diplomata.
Segundo Gabriele Annis, a cooperação entre Itália e os países africanos enquadra-se numa estratégia de desenvolvimento partilhado, assente na criação de oportunidades de crescimento económico sustentável e benefício mútuo.
O Fórum de Negócios Moçambique-Itália decorreu no âmbito da missão empresarial italiana que participa no Fórum de Negócios Global Gateway Moçambique–União Europeia, uma iniciativa que visa promover investimentos, fortalecer parcerias empresariais e estimular o desenvolvimento de projectos estratégicos no País.
O encontro reforçou a intenção de Moçambique e Itália de consolidarem as relações económicas, aumentar o investimento privado e explorar novas oportunidades de negócio em sectores considerados prioritários para o desenvolvimento dos dois países.
O protesto dos operadores de transporte semicolectivo de passageiros contra a nova tarifa de transporte interdistrital degenerou em bloqueio de vias no distrito de Manjacaze, província de Gaza, culminando com a detenção de quatro indivíduos apontados pelas autoridades como líderes do movimento.
A manifestação ocorreu poucos dias após a entrada em vigor da nova tabela de preços, com aumentos que, segundo os transportadores, não acompanham a escalada dos custos operacionais, sobretudo dos combustíveis.
Em Manjacaze, os manifestantes interromperam a circulação rodoviária, impedindo a passagem de viaturas e provocando constrangimentos a centenas de passageiros.
“A situação do combustível está muito mal. Nem conseguimos trabalhar. Não é fácil trabalhar e ainda há perspectivas de aumento dos preços dos combustíveis”, lamentou um dos transportadores envolvidos no protesto.
O bloqueio afectou o transporte de pessoas e mercadorias, deixando passageiros retidos ao longo da via, incluindo doentes e mulheres grávidas que necessitavam de deslocação urgente.
“Não sei como chegar a casa com o doente. A estrada está bloqueada, os transportes não estão a passar e não temos alternativa”, relatou um passageiro afectado.
A Associação dos Transportadores Rodoviários de Gaza (ASTROGAZA) distanciou-se da acção e condenou o bloqueio das estradas, considerando que a medida prejudicou a população e desrespeitou os mecanismos de diálogo existentes entre o sector e o Governo.
A porta-voz da associação, Apolinária Mondlane, afirmou que a organização tentou persuadir os manifestantes a desistirem da paralisação.
“Conversámos com eles para não bloquearem a estrada. Temos doentes, pessoas que precisam de assistência e até mulheres prestes a dar à luz, mas não quiseram ouvir-nos”, declarou.
A responsável apelou ainda aos transportadores para que evitem actos de violência e bloqueios, defendendo que eventuais preocupações relacionadas com os custos da actividade devem ser tratadas através dos canais institucionais.
Entretanto, a intervenção das autoridades resultou na detenção de quatro indivíduos suspeitos de liderarem a mobilização que culminou com o encerramento da estrada.
Os detidos negam qualquer participação na organização do protesto, alegando que apenas se encontravam no local quando a via já estava bloqueada.
Apesar disso, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) afirma possuir elementos que ligam os suspeitos à planificação e execução da acção.
O porta-voz do SERNIC em Gaza, Zaqueu Mucambe, explicou que os quatro cidadãos foram identificados através de um trabalho de investigação e captura realizado pelas autoridades.
“Há indicações de que estes indivíduos estiveram na linha da frente da criação dos bloqueios e cobravam valores monetários para permitir a passagem de outros transportadores”, afirmou.
Segundo o SERNIC, o grupo terá montado uma espécie de portagem ilegal ao longo da estrada que liga Xai-Xai aos distritos de Manjacaze e Chibuto, condicionando a circulação de viaturas mediante pagamento.
O incidente constitui o primeiro foco de contestação registado em Gaza desde a implementação da nova tabela de preços de transporte interdistrital e surge numa altura em que o sector continua a adaptar-se às recentes alterações aprovadas pelas autoridades.
Pelo menos 3.102 pessoas foram afectadas pela queda de granizo que atingiu, no último sábado, o distrito de Muembe, província do Niassa, provocando danos em 892 habitações e deixando nove feridos, segundo dados das autoridades provinciais.
O fenómeno climático extremo afectou um total de 878 famílias e causou prejuízos significativos em infra-estruturas públicas e privadas, com destaque para a destruição da cobertura da maternidade da Unidade Sanitária de Chiuajuta, comprometendo temporariamente a prestação de serviços de saúde materno-infantil naquela região.
Na sequência dos estragos, a Governadora do Niassa, Elina Judite Massengele, deslocou-se ao distrito no domingo para avaliar a situação e prestar solidariedade às populações afectadas.
Durante a visita, a governante assegurou que o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em coordenação com outros sectores do Governo, já está a mobilizar assistência de emergência para as famílias atingidas, bem como recursos para a reposição urgente da maternidade danificada.
“A prioridade é garantir o rápido restabelecimento dos serviços de saúde e apoiar as comunidades afectadas”, indicou a governadora, citada numa nota divulgada pelo Executivo Provincial.
As autoridades provinciais referem que continuam a acompanhar a evolução da situação no terreno, ao mesmo tempo que decorrem esforços para a recuperação das infra-estruturas afectadas e o reforço da capacidade de resposta das comunidades perante eventos climáticos extremos.
O Governo Provincial sublinha que a ocorrência constitui mais um desafio associado às alterações climáticas, defendendo a necessidade de investir na resiliência das populações e na protecção das infra-estruturas essenciais.
O presidente do Conselho Municipal da Cidade da Maxixe, Issufo Francisco, manifestou indignação face ao abandono de obras públicas por parte de empreiteiros contratados pelo município e garantiu que a edilidade está a avançar com a rescisão dos contratos e a recuperação dos valores desembolsados pelo Estado.
Segundo o autarca, foram identificadas pelo menos duas empresas que receberam financiamento para executar obras de infra-estruturas, mas não demonstraram capacidade técnica nem financeira para concluir os projectos, deixando prejuízos para o município e para os munícipes.
“Não podemos tolerar empreiteiros irresponsáveis, empreiteiros que fazem obras sem qualidade e que não terminam as obras”, afirmou Issufo Francisco.
De acordo com o edil, um dos contratos remonta a 2023 e outro a 2022, mas, passados vários anos, as empreitadas continuam inacabadas. Numa das obras, a empresa executou apenas cerca de 500 metros de estrada, enquanto noutra avançou apenas 600 metros, sem conseguir concluir os trabalhos previstos.
“Há empreiteiros que têm contratos com o município desde 2022 e 2023 e, até hoje, não conseguiram terminar obras de apenas 500 ou 600 metros”, criticou.
Perante a situação, o Conselho Municipal decidiu avançar com a rescisão dos contratos. Segundo Issufo Francisco, um dos processos já está a ser tratado por mútuo acordo, enquanto a segunda empresa foi igualmente notificada para a cessação da relação contratual.
O autarca revelou ainda que as empresas receberam pagamentos superiores ao nível de execução física das obras, pelo que a edilidade irá accionar todos os mecanismos legais para recuperar os recursos públicos.
“Tem uma execução financeira maior do que a execução física do próprio trabalho. Em outras palavras, estão a dever ao Estado Municipal o cumprimento das obras”, declarou.
As declarações foram feitas à margem de uma cerimónia de entrega de sementes de hortícolas e tubérculos a produtores da Zona Verde da Maxixe, uma iniciativa municipal destinada a impulsionar a produção agrícola local.
Na ocasião, Issufo Francisco destacou a importância do programa para o reforço da segurança alimentar e para a geração de rendimento das famílias produtoras.
A Assembleia da República vai ter uma academia parlamentar digital, para a profissionalização dos deputados e parlamentares. A informação foi anunciada nesta terça-feira, após a assinatura de um memorando de entendimento entre a casa do povo e a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, FDC.
A Assembleia da República assinou, na manhã desta terça-feira, três memorandos de entendimento com instituições públicas e privadas, com a visão de fortalecimento institucional.
O primeiro vice-presidente da Casa do Povo referiu-se ao evento como parte do compromisso da AR na consolidação da democracia, através do envolvimento de toda a sociedade.
“A democracia representativa não se esgota na realização periódica de eleições. Ela consolida-se através de instituições fortes, de parlamentares preparados, de funcionários parlamentares qualificados, de cidadãos informados e de uma permanente articulação entre o Estado, as instituições públicas e a academia, as organizações da sociedade civil e os parceiros de desenvolvimento.”
Com a missão de capacitar os deputados e demais parlamentares, a casa do povo rubricou acordos com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, FDC, um parceiro antigo, com perspectivas futuristas.
António Mahumane, secretário-geral da AR, que rubricou o acordo, considera pertinente, uma vez que “prevê a criação de uma plataforma de articulação com as organizações da sociedade civil e redes de advocacia que trabalham nas áreas da criança, da juventude e da mulher, bem como o estabelecimento de um mecanismo formal e funcional para o aproveitamento integral de pesquisas produzidas por tais organizações”.
A FDC, após a troca de pastas, representada pelo seu administrador-delegado, vê na acção uma oportunidade para o fortalecer a democracia e enriquecer a actuação da Assembleia da República.
“Renovamos hoje o nosso compromisso de continuar a caminhar ao lado da Assembleia da República, procurando soluções inovadoras, partilhando conhecimento e construindo pontes entre o desenvolvimento, as comunidades e os diversos actores de desenvolvimento. Olhando para o futuro, queremos dar mais um passo importante através da criação de uma academia parlamentar digital, uma plataforma de aprendizagem que permitirá à Assembleia da República desenvolver o seu próprio currículo de formação, disponibilizar cursos de elevada qualidade e promover processos de certificação reconhecidos e credíveis”, disse Diogo Milagre.
Quem também quer partilhar conhecimentos com os representantes do povo é a Universidade Joaquim Chissano. Esta instituição comprometeu-se a formar os deputados.
“A nossa parceria sente-se em três grandes pilares. O primeiro é a promoção da inovação e da modernização institucional através da adopção de soluções e abordagens inovadoras que contribuam para o aperfeiçoamento da actividade legislativa e administrativa. O segundo consiste no fortalecimento das capacidades humanas e técnicas buscadas da Assembleia da República, reconhecendo que são as pessoas o principal activo de qualquer instituição e a garantia da qualidade dos serviços prestados ao Estado e aos cidadãos. O terceiro pilar centra-se na pesquisa científica, na produção e disseminação do conhecimento e na identificação de boas práticas internacionais”, listou João Gabriel de Barros, reitor da UJC.
AR e IDEA reforçam capacitação parlamentar
A Assembleia da República (AR) e o Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional) assinaram, nesta terça-feira, dia 09, em Maputo, um memorando de entendimento que visa fortalecer a capacidade do Parlamento e promover a formação contínua de deputados e funcionários parlamentares.
O secretário-geral da Assembleia da República, António Mahumane, disse que o memorando de entendimento assinado representa a materialização do objectivo comum de consolidação de uma parceria que já vem desde 2019, no âmbito do programa então denominado “Apoio à Consolidação da Democracia em Moçambique”.
“A relevância e actualidade das questões associadas à capacitação e formação, enquanto investimento no capital humano, suscita-nos um interesse especial, e é neste contexto que a Assembleia da República tem despendido um esforço inexcedível de gestão orçamental para que o processo de formação de deputados e funcionários seja possível e sustentável”, sublinhou o secretário-geral da Assembleia da República.
De acordo com o secretário-geral da Assembleia da República, a formação e a capacitação constituem investimentos estratégicos para responder aos desafios crescentes da actividade parlamentar e garantir maior eficiência no desempenho das funções legislativa, fiscalizadora e representativa.
“O memorando de entendimento que acabamos de rubricar, cujo objectivo é o de estabelecer uma relação de cooperação mútua, para fortalecer a Assembleia da República, os seus processos e capacidade humana, bem como atender ao fortalecimento dos conhecimentos dos Deputados e funcionários, nas diferentes vertentes da actividade parlamentar, é revelador do nosso reconhecimento comum de que a formação e a capacitação são essenciais para o desenvolvimento e o progresso”, disse Mahumane.
O Secretário-Geral acrescentou que, por essa via, “somos colocados perante o desafio de respondermos às novas exigências do Parlamento, de modo a formarmos Deputados e quadros competentes e mais aptos a desenvolverem as suas actividades de acordo com as necessidades e interesses institucionais e, acima de tudo, do país”.
Por seu turno, o Chefe da Missão do Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA) Miguel Brito reiterou o compromisso de continuar a apoiar iniciativas voltadas para o fortalecimento institucional do Parlamento moçambicano, contribuindo para a consolidação da democracia e da boa governação no país.
“Nos próximos dois anos, a cooperação prevista neste memorando incidirá em áreas estratégicas, incluindo reforço das capacidades dos deputados e das suas posições de trabalho, fortalecimento do secretariado-geral, incluindo a modernização de procedimentos e desenvolvimento das capacidades de pesquisa e de assistência à produção legislativa, promoção de uma Assembleia cada vez mais aberta e próxima dos cidadãos, apoio à digitalização da produção legislativa, promovendo eficiência, melhor acesso à informação e sustentabilidade e consolidação do papel do Parlamento na promoção da igualdade de género, empoderamento da mulher e participação da juventude”, disse Brito.
O Chefe da Missão do Internacional IDEA explicou que, o memorando prevê ainda mecanismos bilaterais de planificação e monitoria de implementação para garantir eficácia, eficiência e alinhamento permanente com as prioridades institucionais da Assembleia da República, o que constitui princípios de uma parceria genuína.
Vários ataques israelitas causaram nove mortos e três dezenas de feridos na cidade libanesa de Tiro, a cerca de 80 quilómetros a sul de Beirute, noticiou esta terça-feira a agência estatal libanesa NNA. Os ataques ocorreram depois de as forças israelitas terem emitido ordens de evacuação de várias zonas da cidade milenar, incluindo pela primeira vez o bairro cristão.
Alguns dos feridos ficaram em estado grave e as autoridades libanesas admitiram a possibilidade de o número de mortos aumentar nas próximas horas, de acordo com agência espanhola Europa Press (EP).
Um dos ataques atingiu na manhã desta terça-feira um bairro de Tiro onde se encontra a mesquita de Rifai, noticiou o jornal libanês L’Orient-Le Jour.
A mesquita localiza-se a menos de 200 metros de um dos locais arqueológicos mais importantes de Tiro, classificada como património da humanidade pela UNESCO desde 1984.
Apenas alguns minutos antes dos ataques, o exército israelita divulgou novas ordens de evacuação para Tiro e várias localidades, bem como para campos de refugiados palestinianos próximos.
“Alerta urgente aos residentes da cidade de Tiro, incluindo o bairro cristão, e aos campos e bairros circundantes”, disse o porta-voz em árabe do exército israelita, Avichai Adrai.
“Perante as violações do cessar-fogo por parte do grupo terrorista Hezbollah e os ataques à frente interna israelita, o exército vê-se obrigado a agir contra ele com força”, avisou.
O porta-voz militar israelita aconselhou os residentes das zonas a sair de casa e a dirigir-se para o norte do rio Zahrani.
“A vossa presença perto de elementos do Hezbollah ou das suas instalações ou meios de combate põe em perigo a vossa vida”, alertou.
Justificou que as alegadas actividades do Hezbollah no bairro cristão de Tiro eram a causa da intervenção militar numa zona que até há pouco tempo tinha ficado excluída das ordens de evacuação.
Os governos libanês e israelita alcançaram na semana passada um acordo sobre um mecanismo para aplicar um cessar-fogo no Líbano, que foi arrastado para a guerra pelos ataques do Hezbollah contra Israel em apoio ao Irão.
O acordo implicava que o Hezbollah pusesse fim aos ataques contra Israel e se retirasse para o Norte do rio Litani.
O grupo xiita libanês apoiado pelo Irão recusou estas condições por o acordo não contemplar a retirada das tropas israelitas do Sul do Líbano nem mecanismos de garantias.
O Hezbollah assegurou, por isso, que manteria as operações, o que levou Israel a continuar os bombardeamentos, incluindo um no domingo contra Beirute.
A capital libanesa deveria estar fora dos objectivos militares israelitas na sequência do acordo e o ataque levou a que o Irão lançasse uma bateria de mísseis contra território israelita.
Os ataques iranianos provocaram uma resposta israelita, desencadeando um intercâmbio de confrontos pela primeira vez desde o cessar-fogo em vigor desde 08 de Abril no Irão, por acordo de Teerão com os Estados Unidos.
Israel e o Irão concordaram na segunda-feira cessar os ataques após uma exigência nesse sentido por parte dos Estados Unidos.
As forças armadas iranianas anunciaram que suspenderiam os ataques, mas advertiram para uma resposta caso Israel continuasse com os bombardeamentos contra o Líbano.
Estes desenvolvimentos ocorrem no meio de conversações entre Teerão e Washington para alcançar um acordo de paz que encerre a guerra desencadeada pela ofensiva israelo-americana de 28 de Fevereiro contra o Irão.
O Irão está há semanas a advertir contra as acções israelitas no Líbano e na Faixa de Gaza sob o argumento de que o acordo de cessar-fogo alcançado em Abril com os Estados Unidos cobria toda a região.
Israel considerou o Líbano excluído do acordo, intensificou os bombardeamentos contra o Hezbollah e acelerou a invasão do País vizinho do Norte.
Centenas de pessoas participaram, esta segunda-feira, numa marcha contra a imigração ilegal nas ruas de Joanesburgo, um dia depois de o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, ter anunciado medidas destinadas a reforçar o combate à entrada e permanência irregular de estrangeiros no país.
Os manifestantes exigiram uma actuação mais firme das autoridades na fiscalização das fronteiras e na regularização da situação dos imigrantes sem documentação válida.
A manifestação decorreu de forma pacífica, embora alguns participantes exibissem cartazes e paus, enquanto entoavam palavras de ordem como “Voltem para casa” e defendiam que os estrangeiros em situação irregular abandonassem o país até ao próximo dia 30 de Junho.
“Eles devem regressar aos seus países, regularizar a sua situação documental e, depois, voltar de forma legal. Se respeitarem as leis e mudarem de atitude, serão sempre bem-vindos ao nosso país”, afirmou Nkosikhona Ndabandaba, um dos participantes na marcha.
Durante o protesto, alguns manifestantes defenderam igualmente a construção de um muro ao longo da fronteira sul-africana, como forma de travar a entrada de imigrantes sem documentos.
“Queremos recuperar o nosso país. Não somos xenófobos. Infelizmente, temos sido mal interpretados pelo resto do mundo. Recebemos os nossos irmãos e irmãs durante muito tempo e convivemos com eles. Mas chegou o momento de regressarem aos seus países e de nos permitirem cuidar do nosso país”, declarou uma manifestante.
Manifestações semelhantes foram registadas noutras regiões da África do Sul, incluindo nas províncias do Cabo Ocidental e de Limpopo, reflectindo uma crescente mobilização de grupos que se opõem à presença de imigrantes indocumentados no país.
O debate em torno da imigração tem ganho destaque nos últimos meses, num contexto marcado por preocupações relacionadas com o desemprego, a criminalidade e a pressão sobre os serviços públicos, questões frequentemente associadas pelos manifestantes à permanência de cidadãos estrangeiros em situação irregular.
A artista e fotógrafa italiana Patrizia Bonfanti inaugura, nesta quarta-feira, no Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), a exposição fotográfica “15 Meticais”.
“15 Meticais” é um retrato sensível e profundamente humano da resistência quotidiana na cidade de Maputo. Através de um olhar atento e poético, a exposição revela os gestos invisíveis que sustentam o dia-a-dia urbano: o trabalho nas ruas, o movimento constante dos chapas, as longas filas e a persistência silenciosa de quem vive do esforço diário.
Entre o ruído da cidade e a azáfama dos transportes colectivos, surgem imagens que captam a dignidade escondida nos pequenos actos: a banana cuidadosamente empilhada, o vidro limpo como tentativa de devolver brilho ao quotidiano, o cobrador que anuncia as paragens enquanto carrega o peso do dia.
Mais do que uma narrativa sobre o trabalho informal, a exposição destaca o orgulho que nasce da luta diária — a luta para sobreviver, sustentar famílias e seguir em frente, muitas vezes com apenas 15 meticais de cada vez.
O Clube de Desportos do Maxaquene anunciou a saída do treinador principal Mauro Jamal e do seu adjunto, Jossias Mazive, numa decisão que surge em resposta à sequência de maus resultados registados pela equipa no arranque da temporada.
O fim da ligação entre o técnico e o histórico emblema “tricolor” foi confirmado pelo próprio Mauro Jamal, que revelou ter chegado a um entendimento com a direcção do clube para a rescisão do contrato, após apenas seis meses no comando técnico da equipa.
A decisão acontece poucos dias depois da eliminação prematura do Maxaquene na Fase da Cidade da Taça de Moçambique. No último sábado, os “tricolores” foram derrotados por 2-1 pela Liga Desportiva de Maputo, formação que compete no segundo escalão do futebol moçambicano, resultado que precipitou o afastamento da prova.
Contudo, a eliminação na Taça foi apenas o culminar de um período difícil vivido pelo clube. De regresso ao Moçambola nesta temporada, após garantir a promoção no ano passado, o Maxaquene atravessa um dos piores inícios de campeonato da sua história recente.
Decorridas cinco jornadas, a equipa ocupa a 12.ª posição da tabela classificativa, sem conhecer o sabor da vitória. Os números espelham a crise de resultados: apenas dois pontos conquistados, fruto de dois empates e três derrotas, um único golo marcado e seis sofridos.
A fragilidade ofensiva tem sido uma das principais preocupações da equipa técnica e dos adeptos, numa formação que tem encontrado dificuldades para transformar posse de bola e oportunidades em golos. A falta de eficácia no ataque contrasta com as expectativas criadas em torno do regresso do clube à principal competição nacional.
Com a saída de Mauro Jamal, a direcção do Maxaquene procura agora encontrar rapidamente um novo treinador capaz de inverter a tendência negativa e devolver estabilidade competitiva à equipa. O principal objectivo passa por assegurar a permanência no Moçambola e evitar que o histórico clube volte a enfrentar problemas de despromoção.
Fundado em 1920, o Maxaquene é um dos clubes mais emblemáticos do futebol moçambicano, com um vasto palmarés nacional e reconhecido por ter formado algumas das maiores figuras do desporto africano, entre as quais Eusébio da Silva Ferreira. O actual momento, porém, exige respostas rápidas para impedir que a crise desportiva se aprofunde.
Enquanto a direcção avalia possíveis substitutos para o comando técnico, os adeptos aguardam uma reacção da equipa que permita recolocar o clube no caminho dos bons resultados e da estabilidade competitiva.

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