Moçambique realiza esta sexta-feira, em Nacala, província de Nampula, o primeiro leilão nacional de rubis e coríndon, organizado pela empresa mineira Fura Gems. A iniciativa abrange três quilogramas de pedras preciosas, distribuídos por quatro lotes, e visa reforçar a transparência na comercialização dos recursos minerais e promover a valorização nacional das gemas.
Segundo o secretário executivo da Unidade de Gestão do Processo de Kimberley, Castro Elias, pelo menos quatro empresas já manifestaram interesse em participar no leilão, que marca uma mudança em relação ao modelo anterior, em que as pedras preciosas e os metais eram leiloados no estrangeiro.
O responsável destacou que a realização dos leilões no país permitirá maior transparência na comercialização dos recursos extraídos em território nacional, bem como o reforço das receitas do Estado através dos impostos. Acrescentou que o processamento e a lapidação local das pedras preciosas poderão impulsionar o turismo e criar oportunidades de emprego para os jovens.
Castro Elias afirmou que o objectivo é incentivar a participação de empresas nacionais na aquisição das gemas, permitindo que os empresários moçambicanos tenham acesso aos recursos sem precisarem de viajar para o estrangeiro. A iniciativa poderá igualmente contribuir para dinamizar a mineração artesanal, actividade cujos benefícios económicos continuam limitados.
Por sua vez, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, defendeu o incentivo à realização de leilões de produtos nacionais como forma de assegurar a valorização dos recursos e a transparência dos processos de comercialização.
O governante acrescentou que o país pretende avançar para uma nova fase, centrada no processamento local dos minerais e na criação de uma marca de rubis de Moçambique, reforçando a capacidade nacional de acrescentar valor aos recursos naturais.
As declarações foram feitas no contexto da Conferência sobre Adição de Valor com Base em Minerais e Recursos Energéticos Disponíveis, durante a qual Estêvão Pale inaugurou a exposição de Gemas e Metais Preciosos, integrada na oitava edição da Feira Anual de Gemas de Nampula.
Moçambique tem vindo a afirmar-se como um dos principais produtores mundiais de rubis. Na província de Cabo Delgado, o projecto mineiro de Montepuez abrange quatro licenças que cobrem 19.300 hectares, junto de um dos maiores depósitos de rubis do mundo, descoberto pela multinacional Gemfields, em 2012.
Em 2022, a Fura Gems descobriu, numa mina em Moçambique, um rubi com 101 quilates na sua forma original, que, depois de trabalhado, ficou com 55,22 quilates. A pedra foi vendida este ano, em leilão em Nova Iorque, por 34,8 milhões de dólares, tornando-se, segundo o texto de origem, a maior e mais valiosa pedra deste tipo alguma vez vendida em leilão.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, esta quarta-feira, a suspensão das tarifas por 90 dias aos países que não tenham retaliado aos EUA. A decisão não abrange a China, país que terá de enfrentar taxas de 125%.
“Com base na falta de respeito que a China tem demonstrado para com os mercados mundiais, aumentei a tarifa cobrada à China pelos Estados Unidos para 125%, com efeitos imediatos. A dada altura, esperemos que num futuro próximo, a China perceberá que os dias de roubo aos Estados Unidos e a outros países já não são sustentáveis ou aceitáveis”, escreveu Trump, na sua rede social, Truth Social.
Trump elencou “mais de 75 países que chamaram representantes dos Estados Unidos, incluindo os Departamentos do Comércio, do Tesouro e o Escritório do Representante de Comércio, para negociar uma solução para os assuntos que estão a ser discutidos em relação ao comércio, barreiras comerciais, tarifas, manipulação de moeda, e tarifas não monetárias”.
A China anunciou também que aumentaria as suas taxas de retaliação sobre os produtos americanos para 84%, em vez dos 34% inicialmente previstos, numa nova escalada da guerra comercial entre Pequim e Washington.
Pequim deu também conta de que voltou a remeter à Organização Mundial do Comércio (OMC) a questão das tarifas, depois de Donald Trump ter imposto um novo aumento, que chegava aos 104%.
As taxas sobre os produtos do gigante asiático aumentaram de 34% para 84%, valores a que juntavam os 20% impostos desde Janeiro.
O Presidente da República reuniu-se, hoje, com o Conselho Nacional da Juventude (CNJ) e associações juvenis filiadas, num encontro onde foram abordados projectos concretos voltados à habitação, ao empreendedorismo e à criação de empregos para a juventude.
Durante a reunião, o Chefe de Estado reafirmou o compromisso do Governo em continuar a desenvolver iniciativas que respondam às necessidades da juventude, destacando que mais de 60 por cento da população moçambicana é jovem e, por isso, o futuro do país depende directamente de políticas eficazes para esse grupo.
O principal tema discutido foi o Projecto Habitacional Phoenix, que visa proporcionar casas acessíveis para os jovens. Chapo explicou que, ao contrário de outros projectos habitacionais, o Phoenix já está em andamento, com máquinas e equipamentos em operação.
“A diferença com outros projectos é que os outros arrancavam e queriam executar o projecto em função do dinheiro dos próprios jovens. Este não, é um projecto que já começou”, afirmou o governante, destacando que a iniciativa tem como base a mobilização de recursos do sector privado, com investimentos originários de uma empresa de Hong Kong, que já tem experiência em projectos semelhantes em Angola.
O estadista detalhou que, no modelo proposto, os jovens poderão adquirir as casas de forma acessível, com contratos que permitem o pagamento ao longo de prazos de até 25 anos. “Vai facilitar muito a juventude”, destacou o Presidente da República, que também observou que, em locais com maior disponibilidade de terreno, o projecto poderá incluir construção de casas em estilo de condomínio, ao invés de apartamentos em altura.
O Presidente da República sublinhou que o fundo foi criado para facilitar o acesso ao financiamento para negócios juvenis, sem as dificuldades enfrentadas pelos jovens no sistema bancário tradicional.
O estadista também falou sobre os benefícios que os projectos de industrialização e infra-estrutura, como o financiamento de cinco mil milhões de dólares pelo banco de Exportação e Importação (Exim Bank) dos Estados unidos da América para o projecto de gás na Bacia do Rovuma, trarão para a criação de empregos, destacando que os investimentos irão gerar cerca de 40 mil vagas de trabalho.
“Vamos trabalhar para continuar a apostar na juventude, tanto na criação de empregos como no financiamento para o empreendedorismo juvenil”, afirmou.
Em relação à educação e digitalização, o Chefe de Estado referiu-se à distribuição de cinco mil computadores para estudantes do ensino superior sem recursos financeiros, além do projecto “Internet para Todos”, que visa garantir o acesso à internet em escolas e bibliotecas digitais em todo o país. “Estamos na era digital e com acesso à internet para todos nas escolas”, concluiu o Presidente da república, enfatizando a importância da inclusão digital para a juventude moçambicana.
Sónia Bila, presidente em exercício do CNJ, expressou a satisfação dos jovens com as iniciativas do governo, destacando o impacto positivo que a execução de projectos como o FIDEL e o Phoenix tem na vida dos jovens moçambicanos.
“Pedimos esta audiência porque percebemos que o Presidente da República já está a dar sinais para responder aos anseios da juventude moçambicana”, afirmou Bila, acrescentando que os jovens querem ter mais autonomia, incluindo a possibilidade de adquirir sua própria casa e construir suas famílias.
Bila também reconheceu o esforço do Presidente da República em manter o diálogo político com diversas partes da sociedade, essencial para a promoção da paz e estabilidade no país. “É importante que o país viva em paz, sem conflitos […]. Este diálogo que mantém e continua a manter com os partidos políticos, para nós como jovens, é bastante satisfatório”, concluiu, enaltecendo a postura do governo em priorizar a paz e a harmonia para o futuro de Moçambique.
O sector privado defende que a discussão sobre o reajuste salarial deve acontecer em Agosto próximo, porque aumentar salários, neste momento, pode elevar os custos das empresas em quatro por cento. Já a OTM Central Sindical pede que o Governo responsabilize os que vandalizaram bens públicos e privados durante os protestos violentos.
É o primeiro encontro entre o actual Governo, sector privado e os representantes dos trabalhadores. Na reunião desta terça-feira, a CTA propôs que a discussão sobre o reajuste salarial seja feita em Agosto, devido à actual conjuntura económica do país, principalmente porque qualquer aumento, a esta altura, encareceria mais os custos das empresas.
Segundo o sector privado, das 908 empresas vandalizadas durante os protestos violentos, 60 por cento ainda não sabem quando poderão retomar as suas actividades.
O Presidente da República empossou, hoje, a Maria de Fátima Simão Manso como nova Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Moçambicanas no Exterior.
Daniel Chapo destacou a importância estratégica do cargo, num contexto internacional desafiante e reafirmou o compromisso do Governo com uma diplomacia centrada em resultados, no reforço dos laços com a diáspora e na promoção da diplomacia económica.
Na cerimónia, que teve lugar na Sala dos Grandes Actos da Presidência da República, o Chefe de Estado felicitou a empossada pela aceitação do convite para “servir à Pátria Moçambicana”, sublinhando que esta nomeação representa “um momento significativo para a nossa governação e para a forma como Moçambique se relaciona com o mundo e com os seus cidadãos além-fronteiras.”
Chapo afirmou que a escolha de Maria de Fátima Manso resulta de uma aposta clara na competência e dedicação. “A escolha que recai sobre a nossa compatriota […] reflecte o nosso firme propósito de elevar a qualidade dos serviços prestados à Nação, com um olhar atento e carinhoso, igualmente, para a nossa vasta e valorosa comunidade na diáspora”, disse.
O Presidente alertou para os desafios do actual contexto global, onde “a cooperação entre nações, embora essencial para o nosso desenvolvimento e para a paz global, não está isenta de desafios”, apontando, entre outros, as assimetrias de poder e a necessidade de alcançar consensos multilaterais. Segundo Chapo, “a arquitetura da cooperação internacional se apresenta multifacetada e, por vezes, tensa”.
Em relação à diplomacia económica, o Presidente considerou-a “um dos eixos centrais da nossa política externa” e afirmou esperar que as representações diplomáticas moçambicanas se transformem em “centros de promoção económica, atraindo investimento, fomentando o comércio e divulgando o potencial turístico e cultural deste nosso belo Moçambique”.
Chapo referiu-se também à recém-aprovada Política Nacional da Diáspora, destacando-a como um instrumento fundamental para estimular o envolvimento dos moçambicanos no estrangeiro no desenvolvimento do país. “É vossa missão conhecer as valências dos moçambicanos na diáspora que poderão concorrer para maior engajamento […] na vida política, económica e social do país”, enfatizou.
No seu discurso, o Presidente reafirmou que os Secretários de Estado, apesar de não integrarem o Governo, “concebem projectos para alavancar as áreas que vão dirigir, tendo como perspectiva a melhoria das condições de vida dos moçambicanos”, e concluiu garantindo apoio total à nova dirigente: “Confiamos plenamente na dedicação e no empenho da nossa Secretária de Estado […] e reiteramos o nosso total apoio nesta importante empreitada.”
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, esta terça-feira, em Maputo, uma delegação de alto nível da União Europeia (UE), liderada pelo embaixador Antonino Maggiore e composta pelos embaixadores dos Estados-membros da organização. O encontro teve como foco o reforço da cooperação bilateral, com especial destaque para o apoio europeu às reformas estruturais em curso em Moçambique, e ao recente Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo.
Na abertura da reunião, Chapo destacou o valor simbólico e estratégico do encontro, sublinhando o papel da União Europeia como um dos mais importantes parceiros internacionais do país.
“Hoje é um dia especial, porque nos encontramos de uma só vez, e queria agradecer ao senhor embaixador da União Europeia por esta oportunidade de organizar este encontro com os embaixadores dos países-membros da União Europeia”, afirmou o Chefe de Estado.
O estadista moçambicano reiterou o compromisso com o diálogo político como base para o aprofundamento da democracia e estabilidade.
“Ficou acordado que este Compromisso para um Diálogo Nacional Inclusivo seria transformado em lei […]. Fizemos e a Assembleia da República no dia 6 aprovou, em forma de lei, o Compromisso Político”, explicou, referindo-se ao Compromisso assinado com os partidos da oposição no dia 5 de Março último.
O Chefe de Estado afirmou que o novo quadro legal permitirá avançar com discussões estruturantes sobre a descentralização, o sistema eleitoral e a governação. “Achamos que todas as condições estão criadas para partirmos para o diálogo, que é bastante importante para o desenvolvimento de Moçambique”, frisou, ao mesmo tempo que apelou ao apoio técnico da União Europeia para sustentar este processo.
O embaixador Antonino Maggiore, em nome da Equipa Europa, louvou a visão reformista do Presidente da República e enalteceu os primeiros passos dados para transformar compromissos em acções concretas. “Uma nova página abriu-se, com essas significativas iniciativas políticas. Agora é possível escrever uma nova página para Moçambique”, afirmou.
O embaixador Maggiore destacou como ponto central o carácter inclusivo do diálogo político liderado pelo Presidente Chapo, mencionando o encontro com o então candidato presidencial Venâncio Mondlane, no dia 23 de Março. “Esse discurso de Sua Excelência teve um seguimento concreto […], um diálogo abrangente e inclusivo de todos, como exactamente Sua Excelência indicou”, observou.
Além do apoio ao diálogo político, a União Europeia reiterou o compromisso com as reformas estruturais em várias áreas, como a justiça eleitoral, a luta contra a corrupção, a reforma fiscal e policial, bem como a digitalização e modernização da economia. “Reformas é a palavra-chave, é a palavra que recorre continuamente nas intervenções de Sua Excelência e também a palavra que está no coração da nossa atenção pelo país”, disse o diplomata europeu.
No domínio da segurança, o embaixador sublinhou o papel da Missão Militar Europeia em Moçambique e os esforços integrados para apoiar a estabilização e o desenvolvimento da província de Cabo Delgado e de toda a região norte do país. “Temos um plano de trabalho já muito intenso”, acrescentou, referindo-se também à cooperação no quadro da estratégia Global Gateway, que une governo, sector privado e parceiros internacionais.
A delegação da União Europeia reafirmou o compromisso com uma parceria “360 graus”, baseada em confiança mútua e alinhada com as prioridades nacionais. O embaixador concluiu: “A União Europeia é um parceiro credível, sólido e estratégico com o qual Moçambique pode construir uma parceria win-win para reformar e modernizar o país”.
Estão concluídas as obras de tapamento de buracos na Estrada Nacional Número Um, na zona de Mafureira, no Zimpeto. A Administração Nacional de Estradas garante que a via não mais poderá ficar inundada.
Em Janeiro deste ano o “O País” mostrou o cenário a que estavam sujeitos os condutores da EN1, troço conhecido como paragem Mafureira no Zimpeto, na Cidade de Maputo.
Quase dois meses depois, o problema foi resolvido. As intervenções são visíveis no terreno, o engenheiro das obras explica que a construção de um sistema de drenagem de águas vai aliviar inundações na estrada.
Os trabalhos de manutenção da Estrada Nacional Número um começaram na zona do cemitério de Lhanguene até Zimpeto.
Depois das suas sentenças de morte, por um tribunal militar em Setembro de 2024, os três americanos condenados por tentativa de golpe contra o Governo de Félix Tshisekedi estão agora de volta à custódia dos EUA, onde vão cumprir as suas sentenças.
Entre os três americanos estava Marcel Malanga, de 21 anos, filho do líder da oposição Christian Malanga, que liderou a tentativa frustrada de golpe, que teve como alvo o palácio presidencial em Kinshasa.
O velho Malanga, que transmitiu ao vivo do palácio durante o atentado, foi morto posteriormente enquanto resistia à prisão, segundo as autoridades congolesas. Marcel Malanga disse que seu pai o forçou a participar.
Também foram repatriados Tyler Thompson Jr., 21, amigo do jovem Malanga que voou de Utah para a África para o que sua família acreditava serem férias gratuitas, e Benjamin Reuben Zalman-Polun, 36, que teria conhecido Christian Malanga por meio de uma empresa de mineração de ouro.
O perdão e a repatriação ocorreram em meio a esforços das autoridades congolesas para assinar um acordo de minerais com os EUA em troca de apoio de segurança na luta contra rebeldes no leste da RDC.
Desde Janeiro, as forças armadas congolesas têm lutado para conter uma rápida ofensiva do grupo rebelde M23, apoiado pelo Ruanda, nas províncias do Kivu do Norte e do Sul.
As tarifas, que o presidente dos EUA chama de “recíprocas”, entram hoje em vigor, tratando-se de uma taxa que se soma à tarifa mínima global de 10% que se começou a aplicar em 5 de Abril.
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na passada quarta-feira, num dia que apelidou de “dia da libertação”, uma tarifa de 10% sobre 184 países e territórios, incluindo a União Europeia (UE), bem como a imposição de uma tarifa adicional para aqueles que considera serem os “piores infratores”.
Está em causa uma tarifa “recíproca”, que corresponde a cerca de metade da taxa aplicada pelos outros países aos EUA, disse Trump, tendo exibido uma tabela com o nível das barreiras comerciais e não comerciais sobre produtos norte-americanos em vários países.
Segundo escreveu Lusa, as tarifas contemplam uma taxa de 20% sobre as importações da União Europeia e de 34% sobre os produtos chineses, enquanto os produtos da Índia passam a pagar 26%, de Taiwan 32% e do Vietname 46%.
Encontram-se na lista ainda outros países, que podem no entanto entrar em negociações com os EUA para impedir a aplicação imediata das tarifas.
Para o Japão, estava prevista uma taxa de 24%, mas o país está em conversações com os Estados Unidos sobre as tarifas, sendo que o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, pediu que Washington revisse as medidas no âmbito das consultas entre as duas partes.
Entretanto, na terça-feira, a Casa Branca confirmou que os EUA passarão a taxar a 104% as importações chinesas a partir de hoje, cumprindo a ameaça de aumento das tarifas em 50 pontos percentuais (acima dos 54% previstos), após a China ter anunciado que vai impor uma tarifa de 34% sobre as importações de todos os produtos dos Estados Unidos a partir de 10 de Abril.
Já a UE espera apresentar a resposta às tarifas de 20% impostas pelos Estados Unidos no início da próxima semana.
Segundo a Casa Branca, estas tarifas adicionais “permanecerão em vigor até que o presidente Trump determine que a ameaça representada pelo défice comercial e pelo tratamento não recíproco subjacente seja satisfeita, resolvida ou mitigada”, cita Lusa.
A ordem executiva que foi assinada “também contém autoridade de modificação, permitindo que o presidente Trump aumente a tarifa se os parceiros comerciais retaliarem, ou diminua as tarifas se os parceiros comerciais tomarem medidas significativas para remediar acordos comerciais não recíprocos e se alinharem com os Estados Unidos em questões económicas e de segurança nacional”.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça aumentar para 50% as taxas de importação de produtos e bens oriundos da China. A promessa surge depois de Pequim ter subido as tarifas de 20% para 34%.
Donald Trump continua a interferir na economia mundial com suas medidas presidenciais. Esta semana, a guerra comercial, diga-se, entre os EUA e a China ganhou novo rumo, com Washington a ameaçar aumentar as tarifas de importação para 50% se Pequim mantiver a resposta à ofensiva tarifária.
Na última sexta-feira, a China anunciou intenção de retaliar contra as taxas alfandegárias anunciadas por Donald Trump na quarta-feira. Pequim quer taxar 34% produtos oriundos dos EUA, acima dos 20 por cento que já existiam anteriormente.
A China está disposta a negociar, mas Trump declarou nas redes sociais que não responderia aos pedidos de reuniões com autoridades chinesas, mas revelou que negociações com outros países, que também pediram reuniões, estão para breve.
A China prometeu ainda sanções contra empresas norte-americanas, restrições de exportação e abertura de investigação antimonopólio.
De acordo com a RTP África, o governo de Xi Jinping reconheceu que as medidas dos EUA terão impacto negativo sobre a economia do país, mas disse estar preparada para o momento.