Um tribunal superior da África do Sul concedeu, na sexta-feira, uma liminar ao Presidente Cyril Ramaphosa, suspendendo temporariamente o processo de impeachment que tramita no Parlamento.
Ramaphosa solicitara a suspensão do inquérito parlamentar até que fosse concluída a revisão judicial do relatório elaborado, em 2022, por um painel independente.
Esse relatório concluiu que o Presidente poderá ter violado a Constituição, no âmbito do chamado escândalo “Farmgate”, relacionado com o roubo de 580 mil dólares em moeda estrangeira não declarada, alegadamente escondida num sofá da sua fazenda de caça Phala Phala, na província de Limpopo.
O assalto ocorreu em 2020, mas só se tornou público dois anos depois. Ramaphosa foi acusado de ter ocultado o arrombamento e o roubo tanto da polícia como das autoridades fiscais.
O Presidente negou qualquer irregularidade, afirmando que o dinheiro resultava da venda de búfalos, e afastou a hipótese de renunciar ao cargo devido ao incidente.
Em 2022, o relatório do painel foi rejeitado pela Assembleia Nacional, onde o Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder, detinha maioria, impedindo então a abertura do processo de impeachment.
Entretanto, o Ministério Público retirou as acusações em 2024.
Contudo, em Maio deste ano, o Tribunal Constitucional anulou a votação parlamentar, o que levou à criação de uma comissão parlamentar para apreciar a eventual abertura do processo de impeachment.
Ramaphosa iniciou então um processo de revisão judicial, questionando a legalidade do relatório. O caso deverá ser apreciado em Setembro.
O advogado do Presidente argumentou que submetê-lo a um processo de impeachment com base num relatório alegadamente falho constituiria uma forma de “humilhação”.
A decisão do tribunal evita, para já, novos constrangimentos políticos para Ramaphosa relacionados com o escândalo, até que a revisão judicial seja concluída.
Analistas consideram, porém, que mesmo que o processo de impeachment venha a avançar, é pouco provável que o Presidente seja destituído do cargo.
Após a decisão judicial, Ramaphosa afirmou que “reafirma o seu respeito pela independência judicial e pela separação de poderes consagradas na nossa Constituição”.
“O Presidente continuará a cooperar e a respeitar os processos de responsabilização”, refere um comunicado.
Caso o processo venha a prosseguir, será o primeiro processo de impeachment contra um Presidente sul-africano em exercício.
O Serviço Postal norte-americano (USPS) anunciou que vai deixar, temporariamente, de aceitar encomendas provenientes da China e de Hong Kong até nova ordem. O anúncio ocorre num contexto em que a guerra comercial entre Washington e Pequim se intensifica.
Numa breve declaração, a USPS, citada pela RTP Notícias, esclareceu que a medida não afecta o fluxo de cartas e correio normal, mas apenas encomendas de produtos de baixo valor que anteriormente beneficiavam de isenção de taxas.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou as taxas alfandegárias sobre as importações oriundas da China em 10%, depois de ter recuado nos planos de cobrar taxas ao Canadá e ao México.
Pequim respondeu com medidas de retaliação, incluindo taxas de 15% sobre as importações de carvão, gás natural liquefeito, equipamento agrícola e outros bens dos EUA.
A grande maioria das mercadorias enviadas a partir da China chega fora do sistema de correio, mas a ordem de Trump eliminou especificamente uma isenção tarifária para produtos de baixo valor, adquiridos directamente por consumidores e enviados através do serviço postal.
A medida da USPS pode bloquear ou atrasar as encomendas feitas através das plataformas de comércio eletrónico chinesas Shein e Temu, mas também da norte-americana Amazon.
Garimpeiros e operadores de moto-táxis no distrito de Gorongosa, em Sofala, invadiram, ontem, o Comando da Polícia da República de Moçambique e libertaram 220 reclusos, entre eles perigosos cadastrados. Os mesmos destruíram infra-estruturas e ainda não se sabe quais são as causas.
Foi através do seu Porta-voz que a PRM disse que cerca de 500 pessoas, entre elas garimpeiros e operadores de moto-táxis, munidos de objectos cortantes, perfurantes e armas de arremesso, juntaram-se cerca das 12 horas desta segunda-feira, na vila autárquica de Gorongosa, em Sofala e libertaram reclusos.
Contudo, 24 horas depois do registo da desordem pública, as autoridades garantem que a situação em Gorongosa está estável.
A PRM já capturou 12 dos 220 reclusos soltos ilegalmente e disse que as suas diversas forças estão a identificar os responsáveis pelos tumultos e que os mesmos serão responsabilizados.
Lembre-se que os mesmos destruíram bancas do mercado local e vandalizaram os produtos alimentares que estavam a ser comercializados.
Muitos vendedores dos mercados estão a recusar-se a pagar a taxa dos mercados no Município de Nampula. Como consequência, a edilidade consegue apenas 10 mil, dos cem mil meticais que colectava diariamente.
A taxa dos mercados é uma das principais fontes de receitas nos municípios, mas desde que começou a crise pós-eleitoral muitos vendedores recusam-se a pagar essa taxa. O município de Nampula tem 43 mercados e a actual situação é de total insatisfação para os gestores municipais.
“Estamos insatisfeitos porque a nível dos mercados não estamos a conseguir cobrar. Reduzimos em torno de 80 a 85%. Devíamos ter, em bom rigor, em torno de 100 mil meticais/dia. Neste momento estamos a tirar no intervalo de cinco mil a dez mil meticais”, avançou Pereira Napuanha, vereador de Finanças, Planificação e Património.
A Associação Nacional dos Municípios, liderada por João Ferreira (edil de Chimoio), alerta para o risco de não se cumprir os programas de governação, como consequência do não pagamento dessa taxa, algo que se verifica em muitos municípios nacionais.
“Isso pode comprometer, e muito. Nós temos que lutar sempre quando acontece um problema e arranjarmos outra solução. Mas é importante porque poderá fazer com que um ou outro sítio, um ou outro mercado em que a acção do Município pode não ser tão forte, tão abrangente porque não conseguimos colectar as taxas conforme está no nosso plano”.
O economista Edgar Chuze entende que o não pagamento das taxas retira o direito dos munícipes de exigir a prestação de determinados serviços por parte da edilidade. “Há uma série de aspectos, de bens e serviços que demandamos que são públicos a nível da descentralização no Município que só é possível quando pagamos aquilo que é a nossa obrigação: os impostos e taxas. Para o caso específico da taxa é uma contraprestação. Implica uma prestação de serviços por parte de quem nós pagamos esta taxa. Então, se não há este pagamento não podemos exigir a contraprestação”.
Para suprir o défice orçamnetal, o Município de Nampula inicia esta terça-feira o registo de imóveis habitacionais e comerciais para a cobrança do Imposto Predial Autárquico. Espera-se registar mais de cem mil imóveis até Dezembro.
O ano lectivo iniciou com mais de três mil alunos ao relento e sentadas no chão, na sequência do atraso das obras de reabilitação da Escola básica 7 de Outubro, em Xai-Xai, Gaza. Pais e encarregados de educação exigem a conclusão das obras. Direção da escola remete a responsabilidade ao Ministério da Educação.
Os alunos assistem às aulas sentados no chão durante mais de 4 horas. O resultado, segundo narram, é a perda da concentração devido às dores nas articulações. Além do processo de ensino e aprendizagem comprometidos, está também em causa a saúde dos alunos.
Na Escola Básica 7 de Outubro há 36 turmas que ainda estudam ao relento porque as salas de aula estão em reabilitação desde Março do ano passado. O facto é que as obras deveriam ter sido concluídas em Julho do mesmo ano, mas tal não aconteceu, e passou a apontar-se o mês de Dezembro como o prazo.
O director da escola, David Chivite, reconhece as condições precárias em que estudam os alunos, mas diz estar de mãos atadas para mitigar a situação.
Já as escolas Primária Eduardo Mondlane, Secundária de Xai-Xai, e Coca Missava registaram, esta terça-feira, uma fraca afluência dos alunos, bem como de professores.
Em Gaza, mais de 200 turmas continuarão ao relento devido à falta de salas de aulas.
Líderes sul africanos interpretam a decisão de Trump de cortar os financiamentos futuros ao país com base em alegações de desmandos e confiscação de terras pertencentes a pessoas brancas, como chantagem e colocam-se à disposição para explicar a política de terras aos Estados Unidos.
Cyril Ramaphosa foi o primeiro a rebater as críticas do estadista norte-americano, Donald Trump, feitas no início da semana, que acusa o governo sul-africano de exercer desigualdade social e racial, e com isso, ameaça cortar todo o financiamento a aquele país.
Em sua rede social, Ramaphosa negou esta segunda-feira as acusações do republicano, e colocou-se à disposição para explicar, com detalhes, o funcionamento da lei de expropriação de terras que vigora no país.
“Estamos ansiosos por nos envolver com a administração Trump sobre a nossa política de reforma agrária e questões de interesse bilateral. Estamos certos de que, a partir destes compromissos, partilharemos um entendimento melhor e comum sobre estes assuntos”, afirma Ramaphosa, em um texto onde reconhece a importância do apoio dos EUA no país.
No entanto, o ministro dos Minerais e Recursos Petrolíferos, Gwede Mantashe, disse, durante um evento nesta segunda-feira, que o seu país e os demais países africanos, começassem a se desassociar da dependência dos EUA.
“E eu disse, vamos desmobilizar África. Vamos reter minerais para os EUA. Se não nos dão dinheiro, não lhes demos minerais. Mas a realidade é que eles levam os nossos minerais, mas dizem que estamos a retirar o financiamento. Não, temos minerais no continente. Portanto, o meu apelo é que África é a jurisdição mineira mais rica do mundo. E esta questão é uma questão que devemos interiorizar enquanto continente. Use isso a nosso favor. É uma das coisas que podemos usar para competir no mundo. Não podemos ser o continente mais pobre”, disse Gwede Mantashe.
O líder dos Combatentes da Liberdade Económica e membro da Assembleia Nacional Sul Africana, Julius Malema, também criticou a colocação de Trump, que afirmou ser ofensiva. “A declaração de Donald Trump é ofensiva e mina a nossa soberania e é um lembrete de que a nossa dependência da ajuda externa e do investimento directo estrangeiro nos rende à vontade dos imperialistas que utilizam o dinheiro para ditar o rumo económico e político de África. Queremos deixar categoricamente claro ao Presidente dos EUA que iremos expropriar terras sem compensação e tomar medidas legislativas para o fazer e nenhuma ameaça nos impedirá”, afirmou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, defendeu, hoje, que a disponibilidade do novo Presidente da República, Daniel Chapo, para o diálogo e para fazer reformas deve ser aproveitada.
Segundo a Lusa, Rangel respondia aos deputados da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, durante uma audição regimental. Na ocasião, sublinhou a importância de todas as partes estabelecerem um caminho para a saída desta crise e instabilidade no país.
A Lusa escreve ainda que Rangel destacou a importância da disponibilidade de Mondlane para entrar no diálogo, “coisa que tem mostrado ter”, adiantou.
Para Paulo Rangel, é importante que todas as partes estabeleçam um caminho para a saída desta crise e instabilidade. Por isso, garantiu: “estamos dispostos a colaborar. É fundamental que haja diálogo. É muito importante abrir canais de diálogo, para criar estabilidade e prosperidade”, indicou.
O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Feliciano Dias, considera perda de tempo e de dinheiro a montagem de sistemas de bombeamento de água em alguns bairros com problema de inundações da cidade de Maputo.
Alguns bairros da cidade de Maputo continuam a enfrentar o problema das inundações urbanas, como é o caso de Magoanine e Hulene. Para minimizar o problema o Conselho Municipal de Maputo, alocou, há duas semanas, sistemas de bombeamento de água, solução que para o bastonário da Ordem dos Engenheiros não é a mais acertada.
“Tenho muitas reservas de que o sistema de bombeamento de água funciona se nós não levarmos essa água para um rio, para onde depois escorre para o mar”, duvida o bastonário, que explica que o bombeamento em nada resulta, pois a água permanece no solo.
Feliciano Dias alerta que a solução mais económica é impedir a construção de habitações nas zonas consideradas de depressão.
“A outra solução é que o município faca sistemas de drenagem naquela zona”. Segundo o bastonário, o referido sistema de drenagem deve levar a água para um rio ou para o mar, pois, tal como explica, drenar a água de um ponto baixo para o alto por propiciar que a mesma a qualquer momento retorne.
Esse facto pode ter mais implicações para o município, que poderá fazer o mesmo trabalho sempre.
Em relação às obras do prolongamento da avenida Dom Alexandre, o bastonário da Ordem dos Engenheiros adverte que podem trazer problemas sérios às pessoas que vivem ao longo da estrada e justifica.
“Pode até pavimentar-se a estrada, mas a água que se infiltrava pela estrada vai correr pela estrada até encontrar um ponto em que ela vai sair”. Ao sair, segundo explica, a água vai inundar as construções que estão ao longo da estrada.
Para evitar que tal aconteça, Feliciano Dias alerta que se devem colocar sistemas de drenagem, que poderão escoar a água para algumas lagoas à volta daquele local.
O estilista moçambicano, Taibo Bacar, vestiu a atriz britânica Charlotte Carroll, na 82.ªedição dos Globos de Ouro 2025, nos Estados Unidos que decorreu na Califórnia. Trata-se de um dos maiores eventos da industria cinematografica do mundo.
Taibo Bacar desfilou a sua classe, fora de portas, e fez com que uma marca moçambicana fosse exibida em um dos eventos mais prestigiados no cinema mundial.
O estilista moçambicano vestiu a atriz britânica, Charlotte Carroll, na 82.ª edição dos Globos de Ouro 2025, evento que se realizou em princípios de Janeiro em Los Angeles, nos Estados Unidos da América.

O feito foi comunicado pelo estilista nas suas redes sociais. E, em reacção, através de um comununicado, o Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas destacou que é a primeira vez que um estilista moçambicano leva uma marca nacional, a arena internacional, onde várias estrelas do cinema se cruzam, o que é uma conquista para o sector da moda.
“Ao marcar a sua presença num dos maiores palcos internacionais do cinema e do entretenimento, Taibo Bacar eleva o trabalho dos estilistas nacionais, prova a qualidade do trabalho produzido em Moçambique, evidencia o talento dos moçambicanos e demonstra ao mundo que a produção nacional está ao nível de competir com estilistas de outros quadrantes do mundo”, refere.
As colecções de Bacar descrevem a beleza das mulheres e da cultura moçambicana.
Em Tete, três indivíduos, dois deles estrangeiros, foram detidos pela Polícia, suspeitos de fazerem parte de uma rede de tráfico de drogas.
Na sequência da detenção, foram apreendidos 1.2 quilogramas de cannabis sativa e 830 gramas de heroína, localmente conhecida por zombo. A droga foi apreendida no sábado, e estava disfarçada em caixas de produtos alimentares e embalagens de fraldas para bebés.
Estes dois indivíduos de nacionalidade nigeriana, cuja a tarefa, segundo as autoridades, era receber a droga e contactar os potenciais compradores, alegam que não sabiam o que continham as caixas e embalagens apreendidas.
Os indivíduos são proprietários de estabelecimentos comerciais e a Polícia não descarta a possibilidade de os mesmos estarem a usar suas lojas para distribuir a droga.
De acordo com a PRM, os dois cidadãos nigerianos, não têm antecedentes criminais, mas residem ilegalmente no país há cerca de cinco anos.