A população reclusória da Cadeia Central da Beira considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.
Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados nesta terça-feira, às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.
Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória.
O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.
Os reclusos esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.
Ano passado, o filme “Ecos”, de Gigliola Zacara, foi submetido à segunda edição do Festival RENUAC, tendo sido distinguindo em quatro categorias, nomeadamente, Melhor Filme Documentário, Melhor Direcção, Melhor Roteiro Original e Melhores Efeitos Visuais.
A nota de imprensa sobre a distinção avança que a realizadora Gigliola Zacara e o filme deixaram uma marca na última edição, ao fazer parte da celebração do cinema e por compartilhar com o mundo a arte e criatividade a ponto de ter ganho o reconhecimento pelo seu talento e esforço na segunda edição do Festival RENUAC.
Em 2022, Gigliola Zacara foi distinguida no mesmo festival na categoria de Melhor Guionista com o filme “Silêncio”.
O RENUAC é um festival internacional de curtas-metragens com o objectivo de construir uma plataforma útil para a promoção da indústria audiovisual: um espaço e um tempo de divulgação e promoção de conteúdos audiovisuais, transformando-o num ponto de encontro de realizadores, fomentando a troca de iniciativas e promovendo um mercado aberto ao desenvolvimento de novos projectos.
“Ecos”, de Gigliola Zacara, é um projecto social abrangente, que visa combater a violência baseada no género e promover os direitos das mulheres e raparigas em Moçambique, através da sensibilização, educação e intervenção directa.
Ecos trás à luz depoimentos corajosos de mulheres que foram vítimas de violência baseada no género e estão em reclusão no Estabelecimento Penitenciário Preventivo da Cidade de Maputo, conhecido como Cadeia Civil.
O filme foi rodado em Moçambique e exibido em várias sessões públicas e privadas presenciais, de Agosto de 2023 a Dezembro de 2024. A primeira exibição foi a 9 de Agosto de 2023, no Estabelecimento Penitenciário Preventivo da Cidade de Maputo (Cadeia Civil), seguida pela exibição no Estabelecimento Penitenciário Especial de Mulheres de Maputo (Ndhavela), a 10 de Agosto.
A estreia pública foi no Centro Cultural Franco-Moçambicano, a 15 de Agosto. Seguiram-se outras exibições que chegaram a um alcance de aproximadamente 40 sessões, acompanhadas de debates em diversos locais, à nível da cidade e província de Maputo, e com membros de diversos extractos sociais, incluindo durante os 16 dias de activismo contra a VBG, em 2023, no formato presencial e em 2024, no formato online.
O filme documentário teve a sua maior audiência em Novembro e Dezembro de 2023, dentre as 508 obras disponíveis na plataforma de transmissão de documentos audiovisuais (streaming) Netkanema., tendo sido premiado em 2024 para a categoria de “Filme mais assistido do ano 2023”.
O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, acusou a África do Sul de estar a tratar muito mal certas classes de pessoas e anunciou um corte de futuros financiamentos ao país.
Na rede social Truth Social, detida pelo próprio, Donald Trump escreveu no domingo que a África do Sul “está a confiscar terras e a tratar muito mal certas classes de pessoas” e que a “esquerda radical não quer que se saiba”.
Sem adiantar detalhes, o Presidente norte-americano disse, citado pela Lusa, que os Estados Unidos não vão tolerar aquela atitude do país africano e que o financiamento ao país será cortado até que seja concluída uma investigação.
A África do Sul junta-se assim a um rol de países, nomeadamente Colômbia, México, China ou Canadá, que têm sido alvo de críticas e ameaças pelo Presidente norte-americano, que assumiu um segundo mandato a 20 de Janeiro passado.
A África do Sul faz parte do grupo BRICS, um grupo de economias maioritariamente emergentes, composto também pelo Brasil, Rússia, Índia e China, a quem Trump ameaçou impor tarifas pesadas se criarem uma moeda rival do dólar americano.
Lembre-se que, quando Donald Trump tomou posse, os Presidentes da África do Sul e do Burundi foram os únicos líderes africanos a felicitar o republicano.
Homens supostamente conhecidos por Naparamas degolaram um militar na reserva na vila sede distrital de Morrumbala, na manhã deste domingo. Pela manhã Morrumbala estava sob fogo cruzado entre a polícia e os homens armados. A polícia confirma a ocorrência.
Depois de cortarem a cabeça, pegaram-na e foram deixar num poste de energia, nas proximidades de um banco comercial.
A situação estava incontrolável, com a Polícia e os homens armados a trocarem tiros.
Morrumbala está a registar incursões violentas que até já levou mais de sete mil pessoas a abandonar o distrito para procurar refúgio no vizinho Malawi.
O Presidente da República, Daniel Chapo, dirige, na manhã desta segunda-feira, na Cidade de Maputo, as cerimónias centrais alusivas ao Dia dos Heróis Moçambicanos.
O acto, que consistirá na deposição de uma coroa de flores, contará com a presença dos titulares dos órgãos de soberania, Forças de Defesa e Segurança, membros do governo, corpo diplomático acreditado em Moçambique, combatentes da luta de libertação nacional e de outros seguimentos da sociedade.
O evento, que marca igualmente a passagem do 56º Aniversário da morte de Eduardo Chivambo Mondlane, arquitecto da Unidade Nacional, terá lugar na Praça dos Heróis Moçambicanos.
Em Manica, empresários sugerem ao Governo medidas de recuperação económica pós-protestos eleitorais. Entre as medidas consta a isenção do IRPC no exercício de 2024 e perdão do IVA durante o período das vandalizações.
A Associação Nacional dos Jovens Empresários em Manica juntou na mesma sala os seus membros para desenharem estratégias para sair da crise financeira motivada pelos protestos violentos.
Em Manica, os protestos violentos afectaram pouco mais de dois mil empresários, destes mais de 160 viram suas lojas e armazéns vandalizados.
Os hospitais em Goma estão a ter dificuldades para lidar com os violentos combates com rebeldes do grupo M23, que deixaram centenas de pessoas mortas.
Segundo escreve a Africannews, no Hospital Kyeshero, as camas estão cheias de pacientes com ferimentos traumáticos.
Embora o M23 tenha consolidado o controle de Goma na última semana, os rebeldes continuaram a avançar para a província vizinha de Kivu do Sul e estavam a aproximar-se de sua capital, Bukavu, na sexta-feira.
Goma tem servido há muito tempo como um centro de ajuda humanitária na região problemática, e milhões de pessoas estão em risco com as operações humanitárias paralisadas devido aos conflitos.
Por enquanto, alimentos e suprimentos médicos têm poucas condições de chegar a Goma.
O M23 é o mais poderoso dos mais de 100 grupos armados que disputam o controle do leste do Congo, rico em minerais, que detém vastos depósitos essenciais para grande parte da tecnologia mundial.
Eles são apoiados por cerca de 4.000 tropas da vizinha Ruanda, de acordo com a ONU, muito mais do que em 2012, quando capturaram Goma pela primeira vez e a mantiveram por dias um conflito motivado por queixas étnicas.
Poderosas nações árabes rejeitaram no sábado a sugestão do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, de realocar palestinos de Gaza para os vizinhos Egipto e Jordânia.
Trump propôs a ideia no mês passado, afirmando que pediria aos líderes da Jordânia e do Egipto que acomodassem a população de Gaza, agora em grande parte deslocada.
Ele sugeriu que o reassentamento da maioria dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza poderia ser temporário ou permanente.
Em uma declaração, os países árabes alertaram que tais planos poderiam “ameaçar a estabilidade da região, arriscar a escalada do conflito e minar as perspectivas de paz e coexistência entre seus povos”, escreve a Africannews.
A declaração ocorreu após uma reunião no Cairo de diplomatas seniores, incluindo Hussein al-Sheikh, um alto funcionário palestino que atua como principal contato com Israel, e o chefe da Liga Árabe, Ahmed Aboul-Gheit.
Egipto e Jordânia, assim como os palestinos, estão preocupados que Israel nunca permitirá que eles retornem a Gaza depois que eles partirem.
Há pacientes em Muawasse, no distrito de Limpopo, obrigados a percorrer mais de 15 quilómetros à procura de um centro de saúde próximo. Entretanto, na mesma comunidade há um centro de saúde por inaugurar há 2 anos.
Pacientes na comunidade de Muawasse são obrigados a percorrer longas distâncias à procura de um centro de saúde, no distrito de Limpopo, na província de Gaza. O facto é que na mesma localidade há um centro de saúde concluído há anos.
Moisés Francisco está doente e há quatro sem atendimento médico. Debilitado pela doença e sem condições financeiras para cobrir a despesa de transporte optou por ficar em casa por medo de registar agravamento a caminho do centro de saúde que dista aproximadamente 15 quilómetros da sua residência.
O cansaço não só para os doentes, mas também para quem ajuda nos tratamentos com a companhia. João Alberto diz que doente registou piora no seu estado após caminhar longas horas por falta de transporte na estrada que liga a comunidade à Estrada Nacional Um.
Há mais queixas da comunidade de Muawasse. Revoltada a população decidiu invadir, nesta sexta-feira, as instalações do centro de saúde para exigir esclarecimento sobre a demora na inauguração do empreendimento.A invasão ao centro de saúde começou por volta das 16 horas prolongou-se até por volta das 17 horas e gerou agitação no seio da comunidade
A diretora de saúde, Mulassua Simango reagiu ao assunto. A directora provincial de saúde garantiu que o centro que infraestrutura será inaugurado até finais de Junho do ano em curso.
Dois indivíduos, entre eles um menor de 14 anos, estão detidos indiciados de terem linchado um cidadão, na madrugada de sexta-feira, no bairro de Inhamizua, na cidade da Beira. Os indiciados negam o seu envolvimento no crime.
Vinte quatro horas após o assassinato do cidadão, crime que chocou o bairro de Inhamizua, dois individuos foram detidos pela Polícia da República de Moçamique suspeitos de envolvimento no caso.
Segundo explicou que, após a fuga e vendo-se encurralado, o finado munido de arma branca atacou a si e ao seu irmão, tendo os dois parado no hospital, mas nega envolvimento no caso.
“Na investigação, ele pôs-se em fuga, quando pôs-se em fuga, eu dei corrida. Éramos duas pessoas só e quando chegamos lá, num local que ele não conseguia sair, tirou a faca, cortou-me aqui (disse mostrando o braço) e também sofri ferimentos no pé. Eu fiquei ali estatelado (…) esfaqueou o meu irmão mais novo que está, neste momento, a receber direitos médicos HCB (…) Quando voltei do hospital ouvi que aquele jovem foi agarrado no bairro da mesquita e linchado”.
O menor de 14 anos, que assume cometer roubos no bairro, confirma o envolvimento dos dois irmãos no linchamento.
“Nós tivemos que sair para roubar galinhas e patos, mas nós não conseguimos. Então encontramos uns tios, um deles está no hospital, um tinha catana e outro tinha ferro. Perguntaram-me o que eu fazia ali, e eu disse que estava à espera do meu amigo (…) Quando meu amigo chegou começaram a lutar e disseram para entregar a moto e as chaves (…) Então, um dos tios bateu-me com catana e o meu amigo fugiu, quando ele começou a correr, eles gritaram mbava, então a população saiu e começou a lhe bater”, contou o indiciado de apenas 14 anos.
A polícia continua a trabalhar com vista a reunir mais elementos sobre o crime.

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