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O Anamola dá 10 dias ao Presidente da República para fazer um pronunciamento público a repudiar as perseguições, agressões e assassinatos a membros do partido, que diz serem motivados por questões políticas. O partido submeteu uma carta a Daniel Chapo.

Não é a primeira vez que o Anamola se queixa de perseguição, violência física e psicológica contra seus membros, que é, segundo o partido, protagonizada por agentes da Polícia e indivíduos não identificados. 

Para colocar um ponto final na onda de assassinatos, ao que a formação política considera fruto de intolerância política, o partido de Venâncio Mondlane submeteu, nesta terça-feira, uma carta dirigida ao Presidente da República, com intenções bem definidas. 

“Exigimos que ninguém nos mate, só porque estamos a exercer os nossos direitos, ninguém  nos mate. Que o Presidente da República declare publicamente tolerância zero à violência política e assuma um compromisso inequívoco com o fim do derramamento do sangue por razões políticas em Moçambique. Que condene todos os atos de violência política, independentemente de quem sejam as vítimas ou os alegados responsáveis, reafirmando que nenhuma divergência política justifica a agressão, a perseguição ou morte de um cidadão; Que condene expressamente o uso desproporcionado da força contra cidadãos, com particular atenção às situações onde envolvem crianças, jornalistas, pessoas com deficiência; Que instrua as instituições competentes a investigar de forma imparcial, célere e transparente todos os casos de violência política, denunciados e outros conexos, garantindo que nenhuma situação seja ignorada por razões partidárias ou institucionais”, declarou James Njiji.

De acordo com o documento, Daniel Chapo tem até ao dia 30 de Outubro para demonstrar o seu interesse em combater a violência política. 

“Solicitamos que essas declarações públicas sejam feitas no prazo de 10 dias, contados  a partir da recepção da comunicação formal dirigida ao chefe do Estado. Esperamos que a resposta presidencial não se limite a palavras circunstanciais, mas representa um compromisso efectivo com a prevenção da violência política, a protecção dos cidadãos, a investigação dos casos denunciados e a responsabilização dos eventuais actores”, acrescentou.

ANAMOLA INOCENTA VENÂNCIO MONDLANE

É que o Anamola diz já terem sido mortos pelo menos 65 membros, cujos autores dos assassinatos continuam desconhecidos. Em relação ao julgamento de Venâncio Mondlane, marcado para 17 de Novembro, o secretário-geral diz que o seu líder é inocente e tal será provado. 

“Nós sabemos que o presidente Venâncio será absolvido neste processo e nunca pensamos em nenhum momento em vê-lo fora de ser tão político. Tudo o que nós fazemos, todos os passos que nós tomamos, é na base daquilo que os estatutos internos dizem e é assim que faremos, seja qual for a decisao”.

Recorde-se que o Tribunal Supremo rejeitou o pedido da defesa de Mondlane, para a transmissão em directo da audiência, permitindo apenas a presença de cidadãos na sala, acompanhamento e registo escrito pela comunicação social.

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O Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) já calibrou mais de 20 mil instrumentos de medição em Moçambique, entre 2020 e o primeiro trimestre de 2025, no âmbito do reforço da fiabilidade das medições utilizadas em sectores estratégicos da economia nacional.

Os dados foram revelados no contexto das celebrações do Dia Mundial da Metrologia, assinalado anualmente a 20 de Maio. Este ano, a efeméride decorreu sob o lema “Medições para todos os tempos, para todas as pessoas”, destacando o papel fundamental da metrologia na promoção da equidade social, na justiça das transações comerciais e na protecção do meio ambiente.

Segundo o Ministro da Economia e Finanças, Basílio Muhate, os instrumentos calibrados abrangem áreas como a indústria, laboratórios de ensaio, bombas de combustível, unidades sanitárias e estabelecimentos comerciais.

O governante reafirmou o compromisso do Executivo em continuar a apoiar a modernização dos laboratórios e a garantir a plena integração da metrologia nas políticas públicas de desenvolvimento sustentável.

Por seu turno, o Director-Geral do INNOQ, Geraldo Albasini, manifestou satisfação com o crescente envolvimento das instituições públicas e privadas na adesão ao sistema metrológico nacional, o que contribui para a redução de sanções por incumprimento e para a melhoria da qualidade dos serviços.

No âmbito das celebrações, o INNOQ promoveu palestras e debates técnicos com vista à reflexão sobre os desafios e oportunidades associados ao uso da metrologia nos diversos sectores da economia nacional.

O Dia Mundial da Metrologia é uma iniciativa conjunta da Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML) e do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), marcando a assinatura da Convenção do Metro, em 1875 – um marco histórico na harmonização dos sistemas de medição a nível global.

Mais de 300 mil pessoas estão em risco de enfrentar a fome severa no campo de refugiados de Kakuma, norte do Quênia, após novos cortes de produtos alimentares através do Programa Mundial de Alimentos. A maioria dos refugiados vem do Sudão do Sul, Etiópia, Burundi e República Democrática do Congo.

O Programa Mundial de Alimentação reduziu as rações mensais dos refugiados para 3 quilos de arroz, 1 quilo de ervilha e meio litro de óleo de cozinha por pessoa. Antes, a recomendação das Nações Unidas era de pelo menos 9 quilos de cereais por mês.

Com a suspensão das transferências de dinheiro, usadas para comprar vegetais e proteínas, aumentaram os casos de desnutrição, especialmente em crianças, mulheres grávidas e lactantes. Só em abril, 15 crianças morreram de fome no hospital principal de Kakuma.

A revolta levou milhares às ruas do próprio campo, num protesto simbólico com panelas vazias. O protesto terminou em confronto com a polícia e pelo menos quatro pessoas ficaram feridas.

A crise deve-se, sobretudo, aos cortes de financiamento internacional, especialmente por parte dos Estados Unidos, que financiavam quase 70% das operações do PMA. Sem esses fundos, a ajuda humanitária foi drasticamente reduzida.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, garantiu hoje que o processo de transformação do distrito de Mocuba, na província da Zambézia, em sede do Parlamento moçambicano é uma realidade.

Margarida Talapa disse que já foram identificados os terrenos para a construção do novo edifício parlamentar e de um aeroporto internacional, enquadrados numa visão articulada com o Presidente da República, Daniel Chapo, expressa durante a campanha eleitoral de 2024.

A Presidente da Assembleia deslocou‑se hoje à província da Zambézia na qualidade de chefe da brigada central de assistência. Durante a visita, foi apresentado oficialmente o novo secretariado provincial da Frelimo, recentemente eleito.

Está também programada para este sábado uma marcha de saudação aos 100 dias do Governo de Daniel Chapo e o acto de tomada de posse do novo primeiro‑secretário do comité provincial da Frelimo na Zambézia.

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou, hoje, a Rússia de tentar salvar o programa de armamento nuclear iraniano, depois de Moscovo ter condenado os ataques israelitas às centrais nucleares iranianas.

Zelensky defendeu num discurso transmitido, hoje, pela televisão ucraniana, citada por Notícias ao Minuto, que não há outra forma de interpretar os sinais demonstrados pela Rússia e pela atividade que Moscovo “mantém nos bastidores”.

O presidente ucraniano acrescentou que a Rússia está a tentar intervir na crise do Médio Oriente porque “um dos cúmplices” está a perder a capacidade de exportar a guerra, referindo-se ao Irão.

O regime de Teerão forneceu à Rússia os aparelhos aéreos não tripulados (drones) Shahed – que Moscovo também já produz – para atacar a Ucrânia.

Volodimir Zelensky disse ainda que os drones de fabrico iraniano e os mísseis balísticos fornecidos pela Coreia do Norte estão a ser utilizados pela Rússia para matar cidadãos ucranianos.  

Neste sentido, o chefe de Estado ucraniano reiterou o pedido sobre o agravamento das sanções internacionais contra a Rússia.

O Instituto Nacional de Normalização e Qualidade, INNOQ, já calibrou mais 20 mil instrumentos de medição no país, de 2020 até ao primeiro trimestre deste ano. O governo promete continuar a apoiar a modernização dos laboratórios e a integração plena da metrologia nas políticas públicas de desenvolvimento.

O mundo celebra a cada dia 20 de Maio o Dia Mundial da Metrologia, uma base para um sistema de medição coerente que garante a justiça das transações comerciais, melhoria de qualidade de vida e protecção do meio ambiente global.

As celebrações deste ano decorrem sob o lema “Medições para todos os tempos, para todas as pessoas”, num reforço do papel da metrologia no desenvolvimento sustentável e na equidade social.

De 2020 até ao primeiro trimestre deste ano, o INNOQ calibrou mais de 20 mil instrumentos de medição utilizados na indústria e laboratórios de ensaios, nas bombas de combustível, nas transações comerciais e nas unidades sanitárias.

Ainda assim, o governo promete continuar a apoiar a modernização dos laboratórios, e garantir integração da metrologia nas políticas públicas de desenvolvimento.

Para já, o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade diz estar satisfeito com o nível de comprometimento das instituições que usam os instrumentos de medição, que tem estado a aderir ao sistema de metrologia, o que evita multas desnecessárias.

Para celebrar a efeméride, o INNOQ promove debates e palestras de reflexão sobre os desafios impostos pelo uso da metrologia nas diversas instituições e empresas.

Pelo menos 23 pessoas morreram num desabamento numa mina de ouro artesanal, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), na província de Kivu do Norte, noticia a agência Efe, citando fontes da sociedade civil.

“O solo, enfraquecido pelas chuvas recentes, infelizmente desabou sobre eles; houve deslizamentos de terra por toda a parte, e até ao momento recuperamos 23 corpos, mas as operações de busca continuam”, disse Julien Kinyambisa, presidente da sociedade civil da cidade de Masisi, capital do território homónimo, que inclui a localidade de Rubaya, onde ocorreu o desabamento na quinta-feira.

O Kivu do Norte, como outras províncias do leste congolês, é rica em minerais como ouro e cobre, fundamentais para a indústria tecnológica no fabrico de telemóveis e de baterias para carros elétricos.

A RDC, que faz fronteira com Angola, sofreu chuvas torrenciais nos últimos meses, incluindo também na província vizinha de Kivu do Sul, onde pelo menos 199 pessoas morreram em maio devido às chuvas.

Os deslizamentos de terra são comuns na RDC devido à precariedade das construções e a um solo muito vulnerável à erosão nalgumas zonas, o que, em conjunto com a prática artesanal de exploração de minas, muitas vezes sem as devidas precauções de segurança, resulta em acidentes mortais.

As capitais destas duas províncias estão desde o início do ano sob o controlo dos rebeldes do Movimento 23 de Março (M23) que, com o apoio do Ruanda – conforme confirmado pelas Nações Unidas e vários países – combate o Exército da RDCongo e as suas milícias aliadas no leste do país.

O leste da RDC está mergulhado desde 1998 num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo Exército, apesar da presença da missão da ONU no país (Monusco).

Província de Gaza em alerta devido à crescente onda de assassinatos. Residentes da “terra prometida”, em Xai-Xai, estão aterrorizados, na sequência do assassinato de um cobrador de 39 anos de idade, seguida de extração dos seus órgãos. Já são  nove casos registados entre Maio e Junho. A polícia promete investigar. 

Uma onda de assassinatos em circunstâncias pouco claras em Gaza tem dominado as manchetes há três semanas. Depois de Bilene, Chokwe e Limpopo, o mais recente caso foi registado em Xai-Xai, na terra prometida.

“Que sejam parcelados estes terrenos ociosos, que têm sido esconderijo para malfeitores. Hoje temos esta morte. Não sabemos se o assassinaram aqui ou apenas vieram deixar o seu corpo”, Rosalina Hombe, chefe do bairro. 

A vítima foi sequestrada no dia 25 de Maio na paragem “Madagáscar”, morto e seus os órgãos genitais extraídos.

O crime confirmou a suspeita da presença de homens que, munidos de catanas, assaltam, agridem e matam homens e mulheres. O caso veio agudizar o medo e pânico entre os residentes.

Os residentes de Mbalanine mostram-se indignados com a Polícia, acusando- de fazer pouco para combater a crescente taxa de criminalidade por conta de terrenos ociosos,

O porta-voz da PRM, em Gaza, diz que decorrem trabalhos de investigação e pede colaboração de todos.

O medo é a palavra que mais se ouve em Gaza. Já são nove casos registados em menos de dois meses.

A Polícia em Chimoio deteve mais um suposto criminoso, acusado de protagonizar assaltos em residências, nalguns bairros da cidade de Chimoio, em Manica. Trata-se de um menor de idade, que agia em parceria com um indivíduo que morreu, após ser agredido pela população. 

Uma quadrilha composta por dois integrantes, que ameaçam as vítimas com recurso a uma catana. O membro de 17 anos acabou detido na posse de quatro televisores, o outro jovem perdeu a vida depois de ser brutalmente espancado por populares.

“Ele me levou e disse que vamos roubar. Tirou catana. Entramos numa casa e levamos plasma e deixamos a catana para as pessoas não nos seguirem”, contou o indiciado. 

A PRM avança que um dos indivíduos foi agredido pela população e perdeu a vida no Hospital Provincial de Chimoio. O outro foi alvejado no membro inferior, quando tentava empreender uma fuga. 

Numa das acções, os indiciados invadiram a casa de um casal, onde retiraram uma TV e um telemóvel.

“Primeiro foi a minha senhora que saiu primeiro. Quando já me chama e pergunta onde está o plasma  (…) Então, quando saio do quarto vejo que já não tem o plasma e também não tinha telefone”, partilhou uma vítima. 

Nos últimos dias, assaltos protagonizados por indivíduos com recurso a instrumentos contundentes, vulgo homens catana, têm estado a reduzir na cidade de Chimoio.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, deteve dois indivíduos de 17 e 18 anos de idade, respectivamente, acusados de fazerem parte do grupo que vandalizou oito viaturas na estrada circular, no último fim-de -semana, nas proximidades da terceira rotunda. 

Foi um crime que chocou os automobilistas e moradores ao longo da “circular” de Maputo, que no último sábado foram surpreendidos com a acção dos malfeitores. 

Após os acontecimentos, a PRM desencadeou um trabalho de investigação, que culminou com a detenção de dois indivíduos. Os jovens confessam o crime e culpam o álcool pela vandalização e contam que o acto ocorreu quando eles voltavam de um convívio. 

O porta-voz da PRM na província de Maputo, Cláudio Ngulele, explicou que o grupo responsável pela vandalização era composto por seis pessoas, que antes de cometerem o crime posicionaram no local para fazer cobranças ilícitas aos automobilistas que passam por estrada circular de Maputo, concretamente na zona da terceira rotunda. 

Para a polícia, a falta de iluminação é um aspecto que propicia a ocorrência de crimes, e chama atenção aos gestores da via.

“Queremos apelar aos gestores para que com muita celeridade coloquem a iluminação nesta via, de modo a garantir maior segurança, não só dos automobilistas, assim como de todas as pessoas que circulam no período nocturno”, alerta. 

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