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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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Carlos Paradona vai celebrar o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor em Malabo. Na capital da Guiné Equatorial, próxima quarta-feira, o escritor vai lançar o seu último romance, intitulado “Pita kufa, o leito da morte”.

De acordo com uma nota de imprensa da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), o romance “Pita kufa, o leito da morte”, apesar de circulação restrita, tem despertado um interesse inusitado entre a comunidade literária e acadêmica daquele país da CPLP, daí o convite formado para o autor lançar o livro em Malabo.

Na ida a Guiné Equatorial, o escritor e Secretário-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos vai procurar aprofundar relações com a associação dos escritores daquele país.

Para Carlos Paradona, o lançamento de “Pita Kufa”, em Malabo, “vai ter um grande impacto visto tratar-se do primeiro autor moçambicano a fazer esse tipo de evento. Ademais, tratando-se de um país que recentemente adoptou o Português como língua oficial, esta obra vai contribuir para o aumento de materiais escritos em Português para o público leitor neste país da CPLP”, afirmou.

Não obstante, com a sessão de lançamento do livro, em Malabo, pretende-se abrir espaço para autores nacionais apresentarem as suas obras naquele país, com o fim último de internacionalizar a literatura moçambicana. Também, portanto, pretende-se criar bases para intercâmbio de autores dos dois países e as suas obras, com laços de cooperação constantes

 

Uma menor morreu afogada em Chimoio, depois de  ter sido arrastada pela fúria das águas do rio Muenedzi. A vítima saía da igreja na companhia da sua mãe e irmã. 

A vítima que em vida respondia pelo nome de Natália Elias, de 15 anos de idade, foi arrastada pela fúria das águas, quando tentava atravessar o rio Muenedzi, do Bairro 7 de Abril. A vítima regressava da igreja.

Estava na companhia de sua mãe e uma irmã cujas tentativas para socorrê-la redundaram num fracasso.

Visivelmente abalado, o pai diz que o corpo da filha foi encontrado já no bairro centro hípico, cerca de oito quilômetros do local de onde foi arrastada.

 

Criadores de gado do distrito de Chibuto, em Gaza, denunciam esquemas de roubo de gado. Os animais são depois levados à Maputo. Cerca de 150 cabeças foram saqueadas em quatro comunidades,  nos últimos quatro meses. A situação é do conhecimento das autoridades do distrito, que ainda não têm acções concretas para travar o mal. 

Soa o alarme nas comunidades do distrito de Chibuto, na província de Gaza. São mais de 50 criadores aterrorizados com o aumento de casos de roubo de gado. As investidas ocorrem em média quatro vezes por mês, nas aldeias de Mucambe, Chamite, Alto Changane e Changanine.

“Sofremos roubos frequentes de gado nas nossas comunidades. Ao pernoitar, não sabemos se ao amanhecer ainda o teremos  connosco” , lamentou Domingos Salomão, um dos maiores  Criadores de Gado na localidade de  Mohambe.

Salomão acrescentou ainda que, devido às recorrentes investidas dos malfeitores, restaram apenas três cabeças, mas teme que também sejam roubadas. 

Chaquile wate, líder de Mohambe, diz que “as cabeças de gado são cortadas ao meio e transportadas em pedaços. Eles são detidos, mas em pouco tempo lhes é restituída a liberdade e voltam a roubar até cabritos” .

Júlio Ngomane,  outro criador de gado há mais de 45 anos, em Mohambe, partilhou que de Outubro do ano passado até aqui, já foram roubados no seu coral 14 animais e o caso mais recente foi há três semanas, em que, de uma só vez, foram roubadas seis cabeças de gado.

“Já roubaram-me seis cabeças de gado e ainda não consegui recuperá-las. Não passam dois meses sem registo de roubo. Há um mês roubaram duas cabeças e conseguimos recuperar uma”.

Chaquile Wate, 67 anos de idade, também não escapou às incursões dos ladrões, que têm roubado o sossego dos criadores de Chaimite.

“Roubaram 10 cabeças de gado e o ladrão refugiou-se em Maputo. Mas há pouco roubaram gado de Tomás Lhongo, não sabemos para onde é levado o gado”, disse.

A rede “ mafiosa”,  que se dedica ao saque de animais, é supostamente liderada por criadores, na sua maioria, provenientes de Chókwè, Guijá e Maputo, de acordo com criadores locais

“O destino do gado que foi roubado aqui é Maputo.  Fazem negócio com os de Maputo que fazem negócio lá”, revelou Lourenço Machaila, criador de Gado em Chaimite.

O governo distrital de Chibuto confirma o aumento de casos de roubo de gado e diz que a falta de credenciação, aliada à falta de diálogo entre as autoridades e criadores locais fragiliza o combate.

“Só esta semana registámos mais cinco casos de roubo de gado, mas continuamos a trabalhar junto das autoridades policiais, para fazer face ao fenómeno. O roubo de gado ganha terreno porque os criadores não registaram o seu gado, o que dificulta o rastreio da mobilidade” disse Milagre Simbine, Director SDAE em Chibuto.

Os criadores de Alto Changane, Changanine e Mohambe acusam a polícia de nada fazer para reverter o cenário e, por isso, tentam organizar a própria segurança.

“O trabalho de fiscalização da polícia nas estradas não tem efeito” , por isso, em pelo menos 8 bairros de Chaimite, há grupos de fiscalização comunitária.

O distrito de Chibuto tem mais de 100 mil cabeças de gado bovino.

Na próxima quarta-feira, às 17 horas, na Biblioteca da UniSave-Maxixe, Campus-2, na Província de Inhambane, Jeremias F. Jeremias vai lançar a sua mais recente proposta poética, intitulada “Locus Corpus”.

De acordo com a nota de imprensa da Editorial Fundza, que chancela o livro, “Locus Corpus” é resultado do apuramento feito na terceira Chamada Literária 2023/24, promovida pela própria editora, uma iniciativa anual que visa dar oportunidade de publicação aos jovens autores talentosos, moçambicanos, sem nenhum custo para a publicação do livro.

A obra literária de Jeremias F. Jeremias possui 119 páginas, numa prosa-poética que cataloga, canta, de maneira denunciante, o flagelo, o horror e o esgotamento humano em vários extremos, perfilando em suas linhas estreitas textos que gravitam em torno do absurdo, da angústia ou aborrecimento que confirmam o horizonte do declínio da existência, as crises ideológicas que se verificam em vários quadrantes do mundo, como a fome que devasta a maior parte das populações do continente africano.

Jeremias F. Jeremias, natural de Manjacaze (Gaza), é licenciado em Organização e Gestão da Educação pela Universidade Eduardo Mondlane e formado em Ensino de Português pela Universidade Pedagógica. Foi vencedor do Prémio de Poesia Reinaldo Ferreira 2022, com a obra “Rostos desabitados [e] Fragmentos do escuro”, e da primeira  edição do Prémio de Poesia Gala-Gala 2020.

 

Em pleno coração de Inhambane, na pacata comunidade de Mavanza, foi dado um passo histórico que promete posicionar Moçambique no cenário industrial africano e global. O Presidente da República, Daniel Chapo, deslocou-se à localidade para proceder ao lançamento da primeira pedra da Cidade Petroquímica Nacional, um dos maiores empreendimentos industriais integrados da região. “Estamos aqui a transformar a nossa visão em realidade, fazendo de Moçambique um polo estratégico de produção química e energética”, afirmou Chapo durante a cerimónia que juntou investidores e a população local.

Com um investimento inicial superior a dois mil milhões de dólares, o projecto prevê a criação de cerca de 4300 empregos directos e mais de 5000 indirectos ao longo dos próximos quatro anos. Para o Chefe do Estado, o impacto imediato deste investimento vai além dos números: “A nossa prioridade é garantir que as comunidades locais sejam as primeiras a beneficiar, através da capacitação técnica e da formação profissional, para que possam ocupar os postos de trabalho mais qualificados.”

A localização do projecto em Mavanza não foi um acaso. Trata-se de uma região rica em recursos naturais, mas com desafios económicos significativos. A implantação da Cidade Petroquímica Nacional promete transformar Mavanza num parque industrial de classe mundial, integrando a comunidade local no processo de desenvolvimento.

Segundo a empresa Phoenix National, cerca de 100 jovens serão enviados para o estrangeiro em bolsas de estudo, com o objectivo de regressarem mais qualificados e prontos para assumir posições de liderança na nova indústria. “Estamos a investir nas pessoas, porque elas são o maior activo deste país”, destacou.

O impacto social também é evidente. Com a chegada de novas oportunidades de emprego e formação, espera-se uma melhoria significativa na qualidade de vida da população local. Muitos residentes de Mavanza acreditam que o projecto não apenas trará progresso económico, mas também avanços em áreas como educação e saúde.

A dimensão e a sofisticação do projecto impressionam. A Cidade Petroquímica Nacional incluirá uma central térmica com capacidade de 300 megawatts, um terminal marítimo com quatro quilómetros de extensão, estações de tratamento e unidades de produção avançadas. A capacidade instalada superará um milhão de toneladas anuais de produtos petroquímicos, como amoníaco, ureia, cloro e fertilizantes, destinados ao mercado interno e à exportação.

Além disso, a infra-estrutura também contemplará uma área residencial equipada com escolas, hospitais e centros comerciais. Estes serviços adicionais reforçam o compromisso do projecto com o bem-estar das comunidades, criando um ambiente propício, não apenas para os trabalhadores, mas também para as suas famílias.

“A Cidade Petroquímica Nacional é mais do que uma infra-estrutura industrial. É um projecto que transforma vidas e constrói comunidades”, afirmou Chapo, enfatizando que os benefícios vão muito além das fronteiras de Inhambane.

Estima-se que a Cidade Petroquímica Nacional contribuirá com cerca de 1,150 mil milhões de dólares para o Produto Interno Bruto (PIB), alavancando a economia e atraindo novos investimentos. Além disso, a capacidade de transformar recursos naturais em produtos acabados reduz a dependência do país em relação à exportação de matérias-primas, um dos principais desafios.

A iniciativa também integra uma dimensão ecológica, com a utilização de tecnologias de ponta que garantem elevados padrões ambientais. “Estamos a implementar um projecto que respeita o meio ambiente e promove a sustentabilidade, sem comprometer as gerações futuras”, afirmou o Presidente da República. Esta abordagem garante que o desenvolvimento económico esteja alinhado com os objectivos globais de protecção ambiental.

Outro aspecto importante é o fortalecimento das cadeias de valor. Com a produção de bens como fertilizantes e sal industrial, o projecto contribuirá directamente para o desenvolvimento de outros sectores-chave, como a agricultura e a logística, criando uma rede interconectada de crescimento económico.

Chapo aproveitou a ocasião para destacar que o projeto se alinha à estratégia do governo de processar recursos naturais internamente, adicionando valor às riquezas nacionais. Essa abordagem, segundo ele, permitirá ao país arrecadar mais receitas, que serão reinvestidas em infra-estrutura, educação, saúde e outras áreas essenciais para o desenvolvimento.

Para o Presidente da República, a transformação de Moçambique em um polo industrial não é apenas um sonho, mas uma realidade que já começa a tomar forma. “Com mais projectos como este, teremos um futuro em que os moçambicanos não serão apenas fornecedores de matérias-primas, mas protagonistas do desenvolvimento”, concluiu.

Durante a cerimónia, Chapo não deixou de lado a importância da paz e da estabilidade para o sucesso de empreendimentos como este. Enalteceu a população de Inhambane pelo patriotismo demonstrado ao resistir às manifestações violentas que afectaram outras regiões do país. “A paz é a base de tudo. Sem ela, não há progresso nem desenvolvimento”, enfatizou.

Chapo reconheceu que a estabilidade política cria um ambiente favorável para atrair mais investidores. O Presidente da República apelou às autoridades locais e à população para que acolham o projecto com entusiasmo, facilitando a sua implementação dentro dos prazos estabelecidos. “Este não é apenas um projecto para Mavanza, é um projecto para todo o país”, destacou.

A Cidade Petroquímica Nacional posiciona-se como um exemplo para outros países africanos. O uso de tecnologias de ponta, o compromisso com a sustentabilidade e a inclusão das comunidades locais mostram que é possível equilibrar progresso económico com responsabilidade social e ambiental.

O lançamento da Cidade Petroquímica Nacional marca um momento decisivo na história de Moçambique. Mais do que um empreendimento industrial, este é um projecto que simboliza uma visão de progresso, sustentabilidade e inclusão.

Com a participação de todos e o compromisso do Governo, Moçambique caminha para se firmar como uma referência em desenvolvimento industrial em África.

A fábrica de cimento Dugongo diz estar disposta a baixar o preço do cimento se outras fábricas e o Governo chegarem a esse entendimento. Sobre o serviço de cabotagem, a empresa entende que veio para ficar e é viável usar o mar.

O primeiro navio de cabotagem que partiu em Maputo no dia 11 de Abril corrente já está em Nacala a fazer a descarga da mercadoria. Trata-se do navio da Moçambique Dugongo Cimentos que transportava 10 mil toneladas de cimento.

O cimento destina-se exclusivamente à fábrica da Moçambique Dugongo Cimentos que está em construção desde o ano passado em Nacala. Trata-se da segunda cimenteira desta firma, com capacidade superior à fábrica de Matutuine, em Maputo.

As obras da nova fábrica de cimento em Nacala estão em 35% e espera-se que ainda este ano entre em funcionamento. A Dugongo diz que está aberta a oferecer um preço mais baixo do cimento, mas tudo depende das outras fábricas concorrentes e da vontade do Governo.

Pelo menos 38 pessoas morreram e 102 ficaram feridas após ataques aéreos dos Estados Unidos da América no Iêmen, esta quinta-feira. Os EUA confirmam o ataque e, de acordo com o Comando Central, o objectivo da operação era destruir a infraestrutura portuária operada pelos militantes houthis. 

É considerado um dos ataques mais mortíferos, desde que os Estados Unidos começaram a campanha contra os Houthis. Esta quinta-feira, o exército norte-americano anunciou que protagonizou bombardeamentos com o objectivo de destruir o porto petrolífero de Ras Issa, controlado pelos rebeldes Houthis no Iêmen.

O ataque da autoria do exército de Donald Trump resultou na morte, até ao momento, de pelo menos 38 pessoas e 102 encontram-se feridas. 

De acordo com o Comando Central dos EUA, a infraestrutura portuária, que era o alvo do ataque, é operada pelos militantes houthis, por isso, pretendia-se cortar o fornecimento de combustível para os combatentes.

“Os Estados Unidos tomaram estas medidas para eliminar esta fonte de hidrocarbonetos para os terroristas Houthis, apoiados pelo Irão e privá-los das receitas ilegais que financiaram as suas acções para aterrorizar toda a região durante mais de uma década”, acrescentou o comando em comunicado.

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, recebeu esta quinta-feira, em audiência, o Secretário-Geral Adjunto do partido Chama Cha Mapinduzi (CCM) da Tanzânia, Mohammed Said Mohammed. O encontro, realizado na sede nacional da Frelimo, em Maputo, teve como objectivo fortalecer os laços históricos entre os dois partidos libertadores.

Durante a reunião, os dirigentes sublinharam o papel decisivo que a Frelimo e o CCM desempenharam nas lutas de libertação de Moçambique e Tanzânia, respetivamente. Ambos destacaram a necessidade de preservar esse legado histórico, ao mesmo tempo que se adaptam aos desafios políticos e sociais do presente.

“O que nos une é mais do que a história: é uma visão partilhada de paz, unidade e progresso para os nossos povos”, afirmou Daniel Chapo, sublinhando a importância de revitalizar a cooperação partidária e estratégica no atual contexto da África Austral.

Por sua vez, Mohammed Said Mohammed reiterou o compromisso do CCM em aprofundar as relações com a FRELIMO. “A nossa irmandade continua a ser um pilar de estabilidade na região. Queremos reforçar o intercâmbio político e a partilha de experiências em áreas como a governação e o desenvolvimento sustentável”, destacou o dirigente tanzaniano.

A visita insere-se num esforço conjunto de promoção da solidariedade entre formações políticas que há décadas partilham uma trajetória de luta comum e de construção nacional. O encontro terminou com o compromisso mútuo de estreitar os mecanismos de diálogo e colaboração, tanto a nível partidário como institucional.

Durante uma visita de trabalho de três dias à província de Inhambane, o Presidente da República, Daniel Chapo, abordou questões cruciais para o desenvolvimento do país, destacando a importância do diálogo nas relações laborais, a transparência na gestão de recursos naturais e os desafios enfrentados por grandes projectos de infra-estrutura. Ao longo das suas intervenções, o Presidente deixou clara a sua visão de que o progresso económico deve caminhar lado a lado com a justiça social e a inclusão das comunidades locais.

Num contexto de crescente tensão laboral, com profissionais de saúde ameaçando retomar greves para exigir melhores condições de trabalho, o Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou a necessidade de priorizar o diálogo como ferramenta fundamental para resolver conflitos. Durante os encontros em Inhambane, o Presidente foi claro ao afirmar: “Não percebemos porque é que alguém que ainda não dialogou com este novo ciclo de governação. Pretende entrar loucamente em greve antes do diálogo. Essa cultura de confronto precisa de ser superada.”

Chapo destacou que o Governo tem tomado medidas concretas para responder às reivindicações dos profissionais de saúde, incluindo o pagamento gradual de dívidas relacionadas a horas extras e a melhoria das condições em unidades de saúde. Ele reconheceu que o ritmo de implementação pode não ser o ideal, mas sublinhou que os esforços estão a ser feitos dentro das limitações financeiras do país. “Estamos a funcionar com um orçamento reconduzido em 2024, e o de 2025 ainda não foi aprovado. Mesmo assim, temos feito todo o esforço para atender às preocupações da função pública”, afirmou o Presidente.

Chapo também enfatizou que o Governo já conseguiu avanços significativos, como o pagamento de horas extras e subsídios atrasados. Ele destacou que, mesmo diante das dificuldades, é essencial que os trabalhadores reconheçam o compromisso do Governo em resolver os problemas. “Não podemos resolver tudo de uma só vez, mas estamos empenhados em dialogar e encontrar soluções que beneficiem a todos”, reforçou.

Para o Presidente, o diálogo deve prevalecer como o principal instrumento de resolução de conflitos, evitando greves que podem prejudicar os serviços essenciais prestados à população. “Temos de conversar, porque é no diálogo que encontramos as soluções. Greves e manifestações violentas apenas destroem bens públicos e privados, que, depois, serão necessários para os próprios que os destruíram”, declarou Chapo, apelando ao bom senso e à responsabilidade de todas as partes envolvidas.

Apesar das críticas vindas de algumas associações, Chapo elogiou os profissionais que continuam a prestar serviços essenciais à população, mesmo em tempos de tensão. Para ele, é essencial que todos compreendam que as soluções precisam ser construídas de forma conjunta e sustentável. “Qualquer funcionário público, mesmo este grupo que está a fazer referência à greve, vai perceber que o diálogo é o caminho para a resolução das nossas preocupações”, concluiu.

A Central Térmica de Temane, um dos maiores empreendimentos energéticos de Moçambique, também foi tema de destaque durante a visita. O projecto, que promete aumentar significativamente a capacidade energética do país, enfrenta atrasos devido a incidentes causados por desastres naturais. Em 2024, o ciclone Filipo destruiu duas turbinas essenciais para a operação da central, forçando a reestruturação do cronograma.

Segundo Chapo, as turbinas, fabricadas na Alemanha, já foram encomendadas novamente, mas o prazo de entrega está estimado em dois anos. Enquanto isso, o Governo e as empresas parceiras estão a renegociar os contratos para ajustar os prazos e custos. O Presidente enfatizou que não se trata de falta de compromisso por parte dos envolvidos, mas sim de circunstâncias além do controlo humano. “Estamos a trabalhar para garantir que este projecto seja concluído e beneficie milhares de moçambicanos”, afirmou.

A central térmica, quando concluída, beneficiará cerca de 1,5 milhões de famílias, fornecendo energia a regiões que actualmente enfrentam grandes desafios de acesso. Chapo destacou que o projecto é fundamental para a promoção do desenvolvimento industrial e para melhorar a qualidade de vida das populações locais.

Outro ponto central da visita foi a discussão sobre a renegociação de contratos com grandes empresas que exploram recursos naturais em Moçambique. Chapo explicou que esses contratos, assinados há mais de duas décadas, precisam de ser revisados para garantir que os benefícios gerados cheguem às comunidades locais e contribuam para o desenvolvimento do país.

“Não estamos aqui para caçar bruxas, mas para assegurar que o interesse nacional seja defendido”, destacou Chapo, reafirmando que as renegociações estão a ser conduzidas de forma pacífica e transparente. Ele também enfatizou que não houve interrupção nas operações das empresas, um sinal de que o processo está a ser gerido com responsabilidade e compromisso.

A redistribuição justa dos rendimentos provenientes desses contratos foi apontada como essencial para financiar infra-estruturas, educação, saúde e outras áreas prioritárias. Chapo destacou que os recursos provenientes dessas renegociações são vitais para transformar o potencial económico de Moçambique em progresso tangível para todos.

Ao encerrar a visita, Daniel Chapo reafirmou o compromisso do Governo com a construção de um país mais justo e equitativo. Para ele, o desenvolvimento de Moçambique passa pela adopção de medidas que promovam a inclusão social e a utilização sustentável dos recursos naturais. Ele também apelou às comunidades para que mantenham a paz e a estabilidade, condições fundamentais para atrair mais investimentos e consolidar os avanços económicos.

A visita a Inhambane deixou claro que o Governo está empenhado em enfrentar os desafios com decisão e transparência, promovendo soluções que beneficiem toda a população. Para Chapo, o futuro de Moçambique depende da capacidade de unir esforços em torno de uma visão comum de progresso e prosperidade.

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