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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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Cristãos celebram, este Domingo, a ressurreição de Jesus Cristo. Nesta Páscoa, líderes religiosos e crentes apelam ao perdão, à paz e à reconciliação. 

Jesus Cristo ressuscitou e houve quem, depois de nascer de novo pelo baptismo, o recebeu em sua vida, pela primeira vez.  Na igreja católica, muitos crentes receberam o corpo e sangue de Cristo através da Eucaristia.  Este acto marcou a missa de celebração da Páscoa na Sé Catedral de Maputo. 

“A ressurreição não é uma teoria, é uma missão. A vida já venceu a morte então somos chamados a testemunhar esse amor ”, disse Dom João Carlos Nunes, durante a sua pregação. 

Aos cânticos de louvor e adoração,  os crentes oravam e agradeciam pelo dom da vida. Em muitas igrejas, o que mais se ouvia eram mensagens de paz e reconciliação entre os moçambicanos.  

“Este é o momento para cada um de nós possa perdoar, para que possamos ver Moçambique reconciliado porque Jesus morreu e ressuscitou no terceiro dia para que nós que estamos numa condição de separados de Deus estivemos reconciliados ”, disse Jorge Bata, pastor da Igreja Assembleia de Deus da Baixa.

Para os líderes religiosos, o diálogo deve prevalecer, sempre como o principal caminho para resolver os problemas.  Porque a Páscoa é uma das celebrações mais importantes para os cristãos, algumas igrejas, na capital, registaram um número desusado de crentes imbuídos no espírito pascal.

Quatro pessoas da mesma família morreram vítimas de incêndio, provocado por uma bobina de mosquitos, no bairro Magoanine A, na cidade de Maputo. Entre as vítimas está uma menor de 4 anos.

Foi uma bobina igual a esta, usada para espantar mosquito durante as noites, que se suspeita que tenha iniciado um incêndio nesta residência, sita no bairro Magoanine A, na cidade de Maputo. O resultado do incidente foram quatro mortes.

Tudo aconteceu na noite da última sexta-feira, a sexta santa, quando oito pessoas da mesma família dormiam. 

Porque a casa estava trancada, os vizinhos tiveram que partir parte da parede para retirar as vítimas.  Apesar das tentativas para salvar a todos, uma menor não conseguiu sair a tempo e morreu carbonizada.

O incêndio interrompeu os sonhos de três menores, de 4, 14 e 17 anos, das quais duas eram irmãs e que estavam de visita na casa. A dona da casa, que por sinal era tia das menores, acabou por perder na luta pela vida.

As outras três vítimas, por sinal filhas do casal, junto do pai, sobreviveram, tendo as meninas saído do hospital, faltando o chefe da família, que tem a saúde estável. A família está inconsolável. 

O município de Tete está a reabilitar os passeios, ao longo das principais  ruas e avenidas da cidade, que se encontram muito degradados. A intervenção inicial abrange as vias que estão praticamente intransitáveis devido ao estado acentuado de degradação.

Um conjunto de passeios, de diversas artérias da cidade de Tete, começou, há dias, a ser reabilitado, no quadro de uma iniciativa municipal, que visa a melhoria das condições de circulação e de mobilidade pedonal.

Alguns utentes louvam a iniciativa do município, mas outros questionam as más condições das estradas, onde estão a decorrer as obras de reabilitação  e  manutenção dos passeios.

“Devia ser primeiro a estrada, porque nós os automobilistas passamos mal mesmo. Quando chove, aqui é um assunto, mas o serviço é deles e não temos como. Mas, a iniciativa é bem vinda”, disse um automobilista. 

Os munícipes pedem igualmente melhorias das condições das vias de acesso nos bairros fora da zona cimento, cuja  transitabilidade é deficitária devido ao  excesso de crateras e buracos

“Seria bom também que esse trabalho fosse aos bairros, para agradecer ao povo que votou no presidente César de Carvalho. Não basta só fazer o trabalho dentro do cimento, tem que sair para fora”, recomendou um munícipe. 

A edilidade, através do pelouro de infraestruturas e trânsito, reconhece o problema  e explica que o plano irá abranger todas as ruas e avenidas da cidade, cuja transitabilidade está condicionada. 

“Como podem ver, nesta avenida, estamos a requalificar. Para ter acesso a um estabelecimento comercial, temos que ter em conta que temos essas pessoas com deficiência, por isso vamos deixar também algumas rampas, para facilitar a mobilidade dessas pessoas com deficiência”, avançou o vereador de infraestruturas e trânsito da cidade de Tete.   

A edilidade diz ainda que os trabalhos de requalificação dos passeios incluem  o alargamento das faixas de rodagem e colocação de pavé em locais tidos como críticos.

“Além de melhorar os passeios, estamos também a alargar a estrada, que antes tinha 12 metros e agora passa a ter 13. Contudo, não estamos a impedir a mobilidade de munícipes ou de pessoas com deficiência. Significa que ainda temos passeios que dá para a sua circulação”, acrescentou o vereador.  

O município de Tete não avança o orçamento  para execução das obras , mas garante conclusão até meados deste ano. 

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia, este domingo, de querer passar uma ilusão de cessar-fogo, após o seu homólogo russo ter decretado tréguas na guerra com a Ucrânia durante a Páscoa.

Zelensky diz que, em várias direcções, na linha da frente, já houve 59 casos de bombardeamentos russos e cinco ataques por unidades russas.

O presidente ucraniano denuncia, ainda,  que a Rússia realizou dezenas de ataques com drones FPV. 

Zelensky afirma, por outro lado, que os seus homens estão a responder como o inimigo merece e que a Ucrânia vai continuar a agir de forma simétrica.

A terminar, Zelensky refere que a Rússia deve cumprir as condições de cessar-fogo, sendo que a proposta da Ucrânia de estender a trégua por 30 dias continua em cima da mesa.

Um juiz aprovou, esta semana, o julgamento de dois agentes da polícia da era do apartheid por alegado envolvimento no assassinato de três activistas estudantis em 1982.

O processo é inédito. Até agora, nenhum indivíduo havia sido responsabilizado pelo crime de apartheid.

O caso gira em torno de três jovens combatentes pela liberdade mortos em uma explosão em 1982. As vítimas faziam parte de um movimento de resistência que se opunha ao regime do apartheid, que impunha o governo exclusivamente branco e a dominação sobre a maioria negra.

Também esta semana, a África do Sul reabriu uma investigação sobre a morte de Albert Luthuli, ex-presidente do Congresso Nacional Africano (CNA) e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, morto em 1967.

A autoridade acusadora busca anular as conclusões de inquéritos anteriores sobre Luthuli. As autoridades da época concluíram que a morte de Luthuli foi resultado de um acidente.

O desenvolvimento ocorre mais de 30 anos depois que a África do Sul se tornou uma democracia e depois que uma comissão da Verdade revelou inúmeras atrocidades.

No coração da província de Inhambane, a Vila de Homoíne celebrou o seu 61.º aniversário com diversas atividades culturais e desportivas. Contudo, as comemorações foram acompanhadas por um forte apelo da população por soluções concretas para os desafios que marcam o quotidiano da vila. Entre os principais problemas estão as estradas degradadas, a falta de organização do transporte de passageiros e as condições precárias para os comerciantes locais. Estes desafios têm impactado diretamente a qualidade de vida dos munícipes, que agora pedem mais ações por parte das autoridades.

João Matavele, um residente de Homoíne, descreve com tristeza o estado das estradas que cortam a vila. “As estradas estão completamente esburacadas e, em dias de chuva, tornam-se verdadeiros rios de lama. É quase impossível transitar”, afirmou, sublinhando como a situação afeta não apenas a mobilidade, mas também o acesso a serviços essenciais, como escolas e unidades de saúde. “Há vezes que temos que caminhar grandes distâncias porque os transportes não conseguem passar. Isso afeta principalmente os idosos e as crianças, que são os mais vulneráveis”, acrescentou.

Ele também destacou o problema da poeira em dias de sol, que afeta diretamente a saúde dos moradores. “A poeira é constante e causa problemas respiratórios, principalmente nas crianças e nos idosos. Já perdi as contas de quantas vezes meus filhos ficaram doentes por causa disso”, lamentou. Para Matavele, a reabilitação das estradas é uma necessidade urgente, e ele pede ainda a organização do transporte de passageiros, que atualmente é caótico. “Os chapas param em qualquer lugar, bloqueando as vias e dificultando o trânsito. Precisamos de paragens adequadas para melhorar a mobilidade e garantir a segurança de todos”, apelou, enfatizando que uma melhor organização beneficiaria não apenas os condutores, mas toda a comunidade.

Maria Júlio, uma vendedora que ocupa os passeios no centro da vila, partilhou as dificuldades enfrentadas diariamente pelos comerciantes informais. “Trabalhamos sob sol intenso e chuvas torrenciais, sem nenhum tipo de proteção. É desumano. Nós precisamos de um mercado digno, onde possamos vender os nossos produtos sem medo de perder as mercadorias ou adoecer”, lamentou. Ela destacou como as condições precárias não afetam apenas o trabalho, mas também a qualidade dos produtos vendidos. “Quando chove, muitas mercadorias ficam molhadas e estragam. Isso gera prejuízo para nós, que já ganhamos tão pouco”, explicou.

Para Maria, a criação de um mercado organizado não é apenas uma questão de conforto, mas de sobrevivência. “Muitas de nós dependemos deste trabalho para sustentar as nossas famílias. Se tivermos um espaço adequado, poderemos atender melhor os clientes, conservar os nossos produtos e, quem sabe, aumentar os rendimentos”, afirmou. Ela também apelou às autoridades locais para que priorizem a construção de infraestruturas básicas para os comerciantes. “Não estamos a pedir luxo, mas condições mínimas que nos permitam trabalhar com dignidade”, concluiu.

Jovial Setina, Presidente do Conselho Autárquico de Homoíne, reconheceu que a vila enfrenta grandes desafios. Segundo ela, a erosão tem sido um dos principais problemas, degradando as vias e dificultando a mobilidade dos munícipes. “Devido à erosão, temos as vias todas esburacadas. Além disso, enfrentamos falta de água e energia em várias zonas da vila, o que compromete a qualidade de vida dos nossos munícipes”, afirmou.

Apesar das dificuldades, Setina destacou alguns avanços realizados pelo conselho. “Conseguimos levar água para dois povoados e estamos a finalizar a construção de uma casa de espera para mães grávidas em Marengo. Também iniciámos a reabilitação de um troço de estrada que liga o Banco ao Hotel”, acrescentou. Esses pequenos avanços são vistos como passos importantes, mas ainda insuficientes para atender às necessidades da população.

No que diz respeito à arrecadação de receitas, a liderança local enfrenta desafios significativos. Segundo Setina, a vila arrecadou menos da metade do valor previsto no ano passado. “Tínhamos uma meta de 6 milhões de meticais, mas arrecadámos apenas cerca de 2,5 milhões. Isso afeta diretamente a nossa capacidade de realizar projetos importantes para os munícipes”, explicou. Apesar disso, a presidente destacou que novas estratégias estão a ser implementadas para melhorar a arrecadação. “Estamos a introduzir formas inovadoras de coleta de receitas, e acreditamos que isso trará resultados melhores nos próximos anos”, afirmou.

Embora os desafios sejam muitos, a liderança local está determinada a transformar Homoíne numa vila mais organizada e funcional. Setina apelou à população para que colabore com o conselho autárquico, sublinhando que o progresso depende de um esforço conjunto entre governo e cidadãos. “Estamos a trabalhar dia e noite para melhorar esta realidade. O nosso compromisso é garantir que Homoíne ofereça condições dignas para os seus habitantes”, garantiu.

Enquanto isso, os munícipes esperam que as promessas se traduzam em ações concretas. Estradas transitáveis, mercados organizados e serviços públicos de qualidade continuam a ser as principais demandas da população. Para os moradores, o futuro de Homoíne depende de lideranças comprometidas e de uma população ativa na busca por soluções que beneficiem a todos.

O 61.º aniversário da vila não é apenas um marco histórico, mas também uma oportunidade de reflexão sobre os rumos que Homoíne deve tomar. Entre as dificuldades e as esperanças, o desejo é claro: transformar simbolismo em progresso, garantindo que as comemorações do futuro sejam acompanhadas por um verdadeiro avanço no bem-estar da população.

Os transportadores de longo percurso dizem que mais do que agravar as sanções aos automobilistas, é preciso consciencializar o condutor sobre a importância do cumprimento das regras de trânsito e o respeito à vida. Já a Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária apela  à revisão urgente do código de estrada, para reduzir a sinistralidade rodoviária no país.

De acordo com o Plano de Acção de Segurança Rodoviária 2025, o transporte público de passageiros é que que mais vida seiva em acidentes, por isso direcionou muitas medidas para este sector de transporte. 

O “O País” ouviu alguns transportadores sobre as medidas previstas no plano de acção, sobretudo no dispositivo de controle de velocidade. Para Edson Domingos o dispositivo até é bem vindo, mas defende a conscientização como prioritária, até porque os dispositivos são um gasto financeiro, mas também invoca a responsabilidade do automobilista.

A Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária diz que o plano de acção é bem vindo, mas peca pelo pouco envolvimento dos actores importantes no processo, e apela também à celeridade na revisão do Código de estradas.

A revisao do Código de Estradas prevê ainda a  instalação de câmaras de vigilância e sistemas de controlo de velocidade em lugares considerados “pontos negros”, como a EN1, na cidade de Maputo, em frente à Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane.

O Governo de Trump pondera reduzir significativamente a presença diplomática dos Estados Unidos da América em todo o mundo, e a sua proposta é fechar cerca de 30 embaixadas e consulados, mais da metade dos quais estão localizados em África.

A pretensão de Trump de reduzir a presença diplomática norte-americana no mundo faz parte de um plano mais amplo para cortar o orçamento do Departamento de Estado em quase 50%, com o objectivo de diminuir a ajuda externa em aproximadamente 75%.

De acordo com um documento interno do Departamento de Estado, citado pelo Africanews, o encerramento de embaixadas e consulados inclui Lesoto, Eritreia, República Centro-Africana, República do Congo, Gâmbia e Sudão do Sul.

Além desses países, a iniciativa dos Estados Unidos da América abrange consulados em Durban, África do Sul e Duala, nos Camarões. As responsabilidades nestes países podem ser transferidas para países vizinhos.

Os críticos da proposta expressam preocupação com o facto de que a redução da presença diplomática dos EUA em África poderá diminuir a influência americana no continente, especialmente à medida que outras as potências globais, como a China, continuam a expandir a sua presença.

O encerramento pode, também, prejudicar as relações diplomáticas, as parcerias económicas e a promoção dos valores democráticos.

O plano do governo de Trump inclui o encerramento de embaixadas em países europeus como Malta e Luxemburgo, bem como consulados em várias cidades da Europa e da Ásia, refere o Africanews.   

Essas mudanças propostas fazem parte de um esforço maior para optimizar as operações governamentais e reduzir os gastos federais.

A maior parte dos farmeiros zimbabweanos brancos, que viram suas terras expropriadas há 25 anos, recusam os termos de compensação em negociação com o Governo de Emmerson Mnangagwa, escreve a mídia sul-africana.

O Governo do Zimbabwe está há já alguns anos a negociar compensações a farmeiros brancos que viram suas terras expropriadas pelo Governo, uma acção que conta com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento, com mediação do antigo Presidente da República, Joaquim Chissano. 

Recentemente, o governo zimbabweano emitiu títulos de dívida pública a serem pagos em 10 anos, no valor de 308 milhões de dólares, a serem entregues aos farmeiros pela compensação. Mas a maior parte deles considera esta acção inaceitável, segundo escreve a New24 da África do Sul.

A News24 cita Deon Theron que representa um dos três grupos de farmeiros que estão a negociar as indemnizações.  Segundo ele, o governo tem acordo com 15% a 17% dos agricultores e a maioria rejeita os termos propostos.

O Zimbabwe quer chegar a um acordo com os agricultores, como parte de um esforço para reestruturar as suas dívidas e restaurar o acesso aos credores. O país está em incumprimento desde 1999 e deve mais de 21 mil milhões de dólares em credores, incluindo o Banco Mundial, o Clube de Paris e o Banco Africano de Desenvolvimento.

Nos esforços mediados por Joaquim Chissano o Zimbabwe terá chegado a acordo para pagar um total de 3,5 mil milhões de dólares em indemnizações aos farmeiros, mas o valor continua a ser contestado por uma parte dos beneficiários que querem muito mais.

O Governo Zimbabweano anunciou no início de Abril ter pago indemnizações a 378 agricultores pagos através de títulos da dívida de um total de 740 farmeiros que aceitaram este modelo de pagamento. Estima-se em mais de 4.5 mil os farmeiros que perderam suas terras e esperam pelas compensações no Zimbabwe.

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