Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
Na Beira, cidade cortada pelo rio Chiveve e marcada pela vida frenética das suas rotundas, nasceu há 71 anos Alberto da Barca. Geógrafo de formação (pela Universidade Eduardo Mondlane), trilhou os caminhos do ensino e da gestão pública, mas foi entre as páginas que encontrou a sua verdadeira morada. De 1988 a 2003, período em que o Estado detinha o monopólio da produção do livro escolar, Barca esteve totalmente ligado à Editora Escolar e à Distribuidora Nacional de Material Escolar (DINAME), com uma missão singular: levar o saber a cada canto do país. Ainda, por um ano, foi director interino do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE).
Entre 1989 e 2003, Alberto da Barca escreveu cerca de 30 livros, ilustrando a maioria com a mesma paixão com que escrevia, o que o coloca no panteão dos autores mais prolíficos de Moçambique, ombreando com a Angelina Neves e o mágico Mia Couto. A partir da década de 90, Barca tornou-se uma figura central no vibrante “renascimento” (no boom) da literatura infanto-juvenil moçambicana. Considerado, com justiça, um dos seus pioneiros, ao lado de luminares como Orlando Mendes, Angelina Neves e Machado da Graça, abriu picadas narrativas que encantaram gerações de crianças.
Os seus títulos ressoam na memória afectiva de muitos: o olhar curioso de “Um Cão em Maputo”, a simplicidade lúdica de “Bola Azul”, as lições de crescimento em “Crescer Mais”, as aventuras de “O Capitão Zhua”, a eloquência inusitada de “O discurso do Sr. Lápis”, o despertar para o mundo em “As Nossas Profissões” e a descoberta da riqueza natural em “Flora e Fauna de Moçambique”. Sob o pseudónimo Mambo Djóngwé, assinou a divertida sátira “Um Mosquito no Tribunal”, enquanto João Kuimba nos convidava a ler “Chico Ndaenda e Outros Contos”. A maioria dos livros ganhou vida nas colecções emblemáticas “Ler Mais” e “Conhecer Moçambique”.
Com o seu traço seguro e sensível, Alberto da Barca também ilustrou inúmeros manuais escolares, fixando na nossa memória colectiva imagens icónicas como a do poema “Fábula”, do mestre José Craveirinha, um casamento perfeito entre a força da palavra e a expressividade do desenho.
Surpreendentemente, Alberto da Barca silenciou a sua pena há mais de duas décadas, tornando-se um nome talvez distante para o cenário literário moçambicano contemporâneo. No entanto, a sua contribuição permanece indelével, um legado de livros que iniciaram crianças no fascinante mundo da escrita, que lhes ofereceram a liberdade de pintar e desenhar os seus próprios universos, que lhes contaram histórias que embalaram sonhos e despertaram a imaginação.
Esta conversa — há muito adiada pelos tempos incertos que a pandemia da Covid-19 teimou em nos impor —, desabrocha a propósito do Dia Mundial do Livro; e sendo o Alberto da Barca um fervoroso defensor do livro, um guardião da importância da leitura como janela para o mundo e alimento para a alma, eis que ela finalmente aconteceu.
Pedro Pereira Lopes [PPL]: O seu livro inaugural, “Um Cão em Maputo”, se distancia da literatura infanto-juvenil que subsequentemente marcou a sua produção. Quando e quais foram os factores determinantes nesta transição?
Alberto da Barca [AB]: Não considero que tenha havido alguma transição porque não deixei de escrever para a faixa etária que imaginei para “Um cão em Maputo”. Houve um processo de coabitação saudável, mas com prioridades claras.
PPL: No decurso das décadas de 1980 e 1990, num contexto de acesso ainda limitado ao universo do livro em Moçambique, quais foram as obras literárias infanto-juvenis que particularmente influenciaram a sua formação como leitor e, possivelmente, como futuro autor?
AB: Bom, começando pelas obras infanto-juvenis que influenciaram a minha formação como leitor, vale dizer que remontam do período colonial quando por influência de professores e amigos frequentávamos as bibliotecas escolares e a municipal e lia uma grande diversidade de títulos. Também trocávamos livros diversos entre amigos, colegas e vizinhos.
No contexto das décadas de 80 e 90, como bem disse, o acesso ao livro em geral era tão limitado que para além dos livros amarelados do tempo colonial, por vezes apareciam, nas livrarias do Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD), alguns poucos títulos de infanto- juvenis oriundos da União Soviética (sobretudo). Não vou aqui particularizar esta ou aquela obra (cujos títulos e autores já não me lembro), pois não faço hoje a mínima ideia. Na verdade, eu não diria que me influenciaram, mas sim que me inspiraram para escrever textos ajustados ao nosso contexto, textos moçambicanos.
PPL: A tessitura narrativa de “Um Cão em Maputo” (1990) evoca ressonâncias estilísticas com obras como “Os Molwenes”, de Isaac Zita, ou “O Regresso do Morto”, de Suleiman Cassamo. Pode comentar sobre possíveis diálogos estéticos conscientes ou inconscientes entre estas obras, ou se tais similitudes seriam meramente um reflexo do contexto social e cultural da época?
AB: “Um Cão em Maputo” foi sim publicado em 1990, mas foi escrito em 1986, se a memória não me trai. Quanto a possíveis diálogos estéticos, não é de espantar, num contexto em que nessa época, o mercado livreiro era extremamente escasso, e por via disso, as possibilidades de se ler e de se deixar influenciar pelo pouco que havia sido publicado era significativa. No caso do “Cão em Maputo”, apesar do livro ter sido publicado em 1990, o cenário fictício do enredo é o da segunda metade da década de 70 e início da década de 80.
PPL: Afinal, depois, não mais escreveu para os adultos. O que foi que aconteceu?
AB: Em termos literários escrevi o “Chico Ndaenda”, o qual é um livro de contos que vai ser reeditado este ano. O que aconteceu foi o seguinte: fora do contexto literário, escrevi dois livros de autoajuda na área de criação de pequenos negócios e vários títulos de livros de bolso na área da saúde, nutrição, dentre outras. Nos últimos 5 anos tenho escrito letras para músicas infanto-juvenis e para adultos. Algumas músicas para adultos já foram lançadas e as infanto-juvenis estão em processo de preparação.
PPL: A sua produção literária para crianças e jovens manifesta-se tanto na prosa quanto na poesia. Esta fluidez entre géneros representou uma progressão natural e intuitiva no seu processo criativo, ou integrou um projecto pessoal deliberado de explorar as diversas potencialidades da linguagem literária?
AB: Creio que foi uma progressão natural e intuitiva, mas enquadrada na percepção que eu tinha na época como profissional do livro escolar. As primeiras publicações ocorrem quando estávamos no sétimo ano (creio) da publicação do livro escolar do Sistema Nacional de Educação, caracterizado por ser de um único título de cada disciplina. Estava na hora de oferecer ao mercado, às escolas em particular, livros lúdicos de leitura complementar ao livro escolar. Portanto, para ser sincero, mais do que explorar as diversas potencialidades da linguagem literária no sentido lato da expressão, foi para atender a uma necessidade objectiva das bibliotecas escolares, a maioria delas até se resumiam em caixas simples que ficavam depositadas nas salas dos professores ou nos gabinetes também precários dos directores das escolas primárias sobretudo as do meio rural.
PPL: Os seus livros de poesia, como “As Profissões” e “Flora e Fauna de Moçambique”, ostentam uma clara vocação didáctica, em contraste com a natureza mais lúdica de “Crescer Mais”. Esta distinção reflectiu uma avaliação das necessidades pedagógicas e emocionais do público infantil moçambicano da época?
AB: Sim reflectiu, porque a ideia subjacente foi, em primeiro lugar, contribuir para a formação literária dos estudantes recorrendo a estratégias diferentes, mas, no fundo, complementares. Considerando que os livros de texto eram e são escritos sobretudo em prosa, achei que o recurso à poesia, para passar informação que normalmente é passada em prosa/texto corrido, poderia estimular um interesse extra pela leitura de textos concisos e quiçá mais divertidos.
PPL: E sobre o poema “Boneca de Pano”, cuja familiaridade poderia induzir à sua classificação como pertencente ao cancioneiro popular, revela-se, contudo, uma criação da sua autoria. Pode falar um pouco sobre este texto?
AB: O poema “Boneca de Pano” é contemporâneo do livro “Um Cão em Maputo”. Vivíamos na década de 80 um período de escassez de quase tudo, desde alimentos, roupas, livros e por aí vai. Tanto os meninos como as meninas inventavam os seus brinquedos, como ainda hoje o fazem; no caso das meninas, dentre os poucos materiais disponíveis, os que estavam mais à mão eram os panos velhos ou novos que se encontravam perdidos em casa ou no chão de uma costureira ou de um alfaiate, bons para se fabricar uma boneca de pano. Mas a ideia subjacente não foi somente a de se estimular a confecção de bonecas de pano. Foi, sobretudo, usar a boneca para passar uma mensagem sobre a importância do asseio e da diversão por via da dança. Procurei escrever um texto simples para ser facilmente memorizado, com suporte de uma música. Foi assim que depois musiquei essa letra. Notei recentemente que alguns versos foram alterados por iniciativa dos professores ou das próprias crianças, deturpando o sentido. Para a letra continuar a ser fiel ao original, decidi gravar a música para maior e melhor divulgação da mesma.
PPL: Para além da sua actividade como escritor, também ilustrou muitas das suas obras. A sua experiência sugere que existe uma facilidade inerente em transpor visualmente as narrativas concebidas pela própria pena? Quais as vantagens e desafios deste processo autoral integral?
AB: Na verdade, a ilustração de textos começou com os livros escolares. Apesar de não ter sido ilustrador profissional, na falta deles, para além de escrever textos didácticos, tive que os ilustrar. Foi nesse contexto que a ilustração das minhas obras acabou entrando nessa mesma linha de produção. Portanto, sem dúvida que como autor do texto, a grande vantagem é que fica bem mais fácil ilustrar de forma fiel ao sentido prático e objectivo dos mesmos.
PPL: A Editora Escolar alcançava tiragens expressivas, chegando a atingir dez mil exemplares por título. Contrariamente, a realidade contemporânea frequentemente regista tiragens modestas. Na sua perspectiva, a ausência de uma editora com a abrangência e o alcance da “Escolar” representa uma lacuna significativa no panorama editorial moçambicano actual?
AB: Sem dúvida! Na época as nossas tiragens eram significativas como resultado da convergência de dois factores fundamentais: o primeiro tinha a ver com o facto de contarmos com uma parceria muito bem-sucedida com a ASDI (organização sueca), que desde o primeiro momento esteve ao lado da componente editorial do livro escolar e do livro
complementar para-didáctico, que subsidiava a sua produção por via do fornecimento de papel, insumos e equipamento gráfico. Por outro lado, algumas ONGs se destacaram na compra e distribuição do livro infanto-juvenil pelas escolas primárias nalgumas províncias.
Hoje, não faço ideia se essa experiência muito positiva que tivemos ainda perdura ou não, pois estou desligado do livro escolar há mais de 20 anos.
PPL: Há anos que o AB não publica. A literatura deixou de ser interessante?
AB: É verdade, passei muitos anos sem escrever, ou melhor, sem publicar. Mas saiu, na semana passada, o meu livro mais recente, “Vamos Mudar de Conversa”, um livro de contos e crónicas que já se encontra nas principais livrarias de Maputo e certamente que também estará disponível em breve nas províncias. Outro livro de contos já está escrito e poderá ser publicado ainda este ano. Também existem novos textos infanto-juvenis em prosa e poesia para serem publicados logo que surjam editoras interessadas.
PPL: Quanto aos pseudónimos… Esses alter egos representavam uma faceta distinta da sua identidade autoral, explorando territórios temáticos ou estilísticos diversos da sua voz principal?
AB: Sim, usei pseudónimos nos textos infanto-juvenis por duas, a saber: a primeira porque procurei associar os nomes às temáticas dos textos, a segunda porque pretendia incentivar outros autores a escrever para esse público, livros que a editora iria publicar. Infelizmente não tivemos muito sucesso.
PPL: E o que pensa da actual Política do Livro do país? Quais os seus pontos fortes e as suas áreas de potencial melhoria?
AB: A única política do livro que sei que existe é a do livro escolar. Em relação ao livro literário não creio que exista. Se existe, não faço ideia da sua pertinência enquanto não tiver acesso à mesma.
PPL: Finalmente, considerando a presença simbólica do livro na bandeira e no brasão de armas de Moçambique, e na sua dupla condição de professor e escritor, acredita que o livro tem recebido a valorização condizente com a sua representação simbólica no contexto social e político actual do país?
AB: O livro, tanto o escolar como o de literatura em geral, constituem um grande desafio para o país, considerando os vários factores que interferem para cada um dos casos. O livro
escolar não cobre as necessidades actuais do país na sua plenitude em termos de quantidade e distribuição geográfica atempada. Em termos de qualidade, os erros detectados acabaram por pôr em causa a credibilidade dos livros escolares na totalidade. Vai ser necessário um profundo trabalho para se recuperar a confiança que foi, em grande medida, beliscada pelo que aconteceu.
No caso dos livros literários, vivemos momentos contraditórios. Se por um lado há um boom de publicações, por outro lado, não se assiste a um processo proporcional de compra e leitura.
Há necessidade urgente de se reverter este cenário, que deverá contar com o envolvimento conjunto directo das entidades que, de uma forma directa ou indirecta, trabalham (ou deviam) com o livro quer como instrumento de aprendizagem, quer como de cultura geral. Um papel crucial têm os professores, que deverão exigir e controlar as leituras recomendadas, e os pais ou encarregados de educação, que deverão acompanhar de perto os livros recomendados pela escola, por um lado, e outros recomendados no contexto familiar. Todos os lares deviam ter uma minibiblioteca. Faltam iniciativas de estímulo à leitura (por via de concursos vários começando por redacções, escrita e declamação de poemas com prémios a ser atribuídos aos melhores). Conheço duas organizações, uma na Beira e outra em Quelimane, com iniciativas muito positivas de promoção e divulgação do livro e da leitura. O ideal seria que tais iniciativas fossem replicadas à escala nacional. Não sei se haverá outras organizações similares, que eu não tenha conhecimento. Neste contexto, fica a pergunta: por que os municípios não têm um sector vocacionado para a temática do livro como um todo? Não seria nada de inédito, pois se há mais de 50 anos havia tal boa prática, por que será que não somos capazes de a manter e perpetuar? Quanto ao livro na nossa bandeira, creio que a intenção prioritária foi na perspectiva de se priorizar a educação e combater o analfabetismo. Para que esse desiderato seja alcançado, precisamos de redobrar esforços para dignificar esse símbolo, responsabilizando a todos os moçambicanos, mas deixando bem claro de quem é a responsabilidade primeira.
O funeral do Papa Francisco terá lugar na manhã de sábado, em Roma, na Praça de São Pedro, anunciou o Vaticano.
O líder da Igreja Católica será sepultado na Santa Maria Maior, como pediu num testamento simples e simbólico. A cerimónia contará com a presença de vários líderes mundiais.
O corpo do Papa foi colocado num caixão de madeira com interior de zinco.
Segundo o Vaticano, na manhã desta quarta-feira, a urna com os restos mortais do Bispo de Roma será levada em procissão até a Basílica de São Pedro, onde ficará exposta por três dias.
Durante esse período, fiéis do mundo todo poderão se despedir do Papa. A exposição será feita de forma mais discreta, uma vez que o Papa também aboliu a exigência de caixões elevados para exibição pública.
No sábado, após o funeral, o caixão vai ser imediatamente transferido para a Basílica de Santa Maria Maior, tal como Francisco deixou escrito.
O túmulo, escreveu o Papa argentino, deve ser na terra; simples, sem decoração particular e com a única inscrição: “Franciscus”.
O Hospital Geral de Quelimane está a beneficiar de reabilitação, depois de ter sido assolado pelo ciclone Freddy, em 2023. O investimento é de pouco mais de 3,5 milhões de dólares para 2 dos três lotes previstos. No final, espera-se um hospital moderno e com equipamentos de ponta para a assistência dos cidadãos.
A reabilitação em curso vai resolver os danos causados pela depressão tropical Freddy, em 2023, que destruiu grande parte das infraestruturas. A intervenção vai decorrer por lotes. O Lote 1 compreende o serviço de urgências, incluindo o banco de sangue, bloco administrativos e outros serviços.
Já o lote 2 é correspondente ao alpendre da casa mortuária, enfermaria de cirurgia e o novo laboratório clínico. O lote 3, por sinal o último, que vai incluir enfermarias de medicina e pediatria, maternidade, cozinha, aprovisionar, lavandaria e consultas externas, está dependente de injeção financeira.
O secretário de estado da Zambézia visitou, esta terça, os trabalhos em curso.
Todos os três lotes devem terminar até Dezembro deste ano, mas, devido a desembolsos condicionados por parte do parceiro que está a financiar as obras, a previsão de alargamento dos prazos da obra é uma certeza.
Devido às obras em curso, alguns serviços estão a ser suportados pelo Hospital Central de Quelimane.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutiu o conflito na Ucrânia, através de uma chamada telefónica, com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, segundo informou, esta segunda-feira, o Kremlin.
Putin delineou a posição da Rússia sobre a necessidade de abordar as “causas raiz” do conflito e garantir os interesses de segurança da Rússia, disse o Kremlin, citado por Reuters.
A CTA decidiu afastar Álvaro Massinga da corrida eleitoral para a presidência da agremiação, através de um processo disciplinar onde acusa o presidente da Câmara de Comércio de Moçambique de tentar manipular a sua eleição através de suborno e compra de consciência dos associados, entre outras várias infracções. A medida aplica-se a Câmara de Comércio de Moçambique.
O Conselho Directivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, acusou Massinga de tentar influenciar indevidamente as eleições marcadas para 8 de maio de 2025. Segundo a agremiação presidida por Agostinho Vuma, Massinga teria pago quotas em atraso de cerca de 34 associações membros, utilizando fundos de origem não esclarecida, com o intuito de garantir apoio eleitoral.
Esta segunda-feira, a CTA tornou pública uma deliberação que retira todos os direitos sociais à Câmara do Comércio de Moçambique por um ano, devida a referida conduta do seu representante:
Aplicar à Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), representada pelo Senhor Álvaro Massinga, a sanção de suspensão do exercício dos direitos sociais, nos termos do artigo 14. n.º 1, alínea c) dos Estatutos da CTA, pelo período de 12 (doze) meses, com efeitos imediatos. A sanção implica que durante esse período, a CCM perde o direito de exercício dos seus direitos sociais constantes do artigo 9.º dos Estatutos.
A CTA decidiu igualmente afastar Álvaro Massinga da corrida eleitoral para o dia 8 de maio, e de todos outros processos eleitorais que ocorrem no conjunto dos empresários por um ano.
Aplicar ao Senhor Álvaro Massinga, na qualidade de dirigente máximo da CCM e autor moral e material das Infracções apuradas, a sanção de inibição de participação em qualquer processo eleitoral da CTA, por via da CCM ou de qualquer outro membro da Confederação, durante o mesmo período de 12 (doze) meses.
Esta medida visa preservar a integridade institucional e a equidade do processo eleitoral, impedindo que, tendo actuado de forma dolosa para manipular o caderno eleitoral, o arguido venha a beneficiar de vias indirectas para contornar os efeitos da sanção disciplinar que lhe é aplicada, em razão de sua conduta pessoal e representativa.
O Documento carimbado e assinado por Agostinho Vuma aponta ainda que a agremiação irá mover um processo no Gabinete Central de Combate à Corrupção, contra Álvaro Massingue.
Para a Comunidade Mahometana, é com profundo pesar que recebeu a notícia do falecimento do líder da Igreja Católica e incansável defensor da paz, da justiça e da dignidade humana.
Num comunicado, a Comunidade adianta que durante o seu pontificado, o Papa Francisco marcou o mundo com a sua humildade, coragem moral e um compromisso firme com os mais vulneráveis. O seu legado transcende fronteiras religiosas, sendo reconhecido como uma figura de conciliação, empatia e diálogo entre os povos e confissões.
“A Comunidade Mahometana presta especial homenagem à postura solidária de Sua Santidade em relação ao povo palestino. A sua voz, sempre clara e corajosa, denunciou a injustiça da ocupação e apelou incansavelmente à paz com justiça, ao reconhecimento da dignidade do povo palestino e ao respeito pelos seus direitos legítimos. Num mundo muitas vezes silenciado pelo medo ou pela indiferença, o Papa Francisco foi um farol de consciência e humanidade”, e conclui: “Neste momento de luto, unimo-nos em solidariedade aos nossos irmãos e irmãs católicos, e rendemos tributo a um homem que viveu a fé com verdade, promovendo o amor, o diálogo e a esperança”.
A China vai impor sanções contra funcionários, legisladores e dirigentes de organizações não-governamentais dos Estados Unidos que tiveram um “mau desempenho” nas questões de Hong Kong, anunciou nesta segunda-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
Em Março, os Estados Unidos sancionaram seis funcionários da China continental e de Hong Kong, que, alegadamente, estavam envolvidos em “repressão além-fronteiras” e em actos que ameaçavam corroer ainda mais a autonomia da cidade. Entre esses funcionários contavam-se o secretário da Justiça, Paul Lam, o director do gabinete de segurança, Dong Jingwei, e o antigo comissário da polícia, Raymond Siu, segundo escreve o Notícias ao Minuto.
Como retaliação, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou, nesta segunda-feira, em Pequim, que a China condenou veementemente os actos, qualificando-os como “desprezíveis”. Os Estados Unidos interferiram seriamente nos assuntos de Hong Kong e violaram os princípios do direito internacional, afirmou.
“A China decidiu impor sanções aos congressistas, funcionários e líderes de ONG dos EUA que tiveram um mau desempenho em questões relacionadas com Hong Kong”, disse Guo, acrescentando que a resposta foi dada de acordo com a lei anti-sanções estrangeiras, sem fornecer mais pormenores sobre quem está a ser visado.
Guo também emitiu um aviso sobre Hong Kong, dizendo que os assuntos da cidade semiautónoma da China não podem ser sujeitos à interferência dos EUA. Quaisquer acções consideradas erradas pelo Governo chinês relativamente a questões relacionadas com Hong Kong serão objecto de medidas firmes e de retaliação recíproca, afirmou.
As sanções impostas pelos EUA a funcionários em Março não foram as primeiras relacionadas com a antiga colónia britânica, que regressou ao domínio chinês em 1997. Durante o primeiro mandato presidencial de Donald Trump, o seu governo impôs sanções a Hong Kong e a funcionários chineses por minarem a autonomia de Hong Kong.
Em 2021, a administração do antigo Presidente Joe Biden impôs mais sanções a funcionários por causa da repressão de Pequim contra as liberdades políticas na cidade semiautónoma.
Desde que a China impôs uma lei de segurança nacional em 2020 para reprimir os protestos massivos contra o governo de 2019, as autoridades de Hong Kong processaram muitos dos principais activistas da cidade. Órgãos de comunicação social conhecidos por reportagens críticas sobre o governo encerraram na sequência de detenções dos seus quadros superiores. Dezenas de grupos da sociedade civil foram dissolvidos.
Nos últimos dois anos, as autoridades de Hong Kong emitiram mandados de captura para 19 activistas sediados no estrangeiro, com recompensas de 1 milhão de dólares de Hong Kong (cerca de 111 mil dólares) por informações que levassem à detenção de cada um deles. Alguns deles residiam nos Estados Unidos.
A repressão, que dura há vários anos, tem suscitado críticas de governos estrangeiros, especialmente porque, aquando da transferência de soberania em 1997, foi prometido à cidade que as suas liberdades civis de estilo ocidental e a sua semiautonomia se manteriam intactas durante pelo menos 50 anos.
Os governos de Pequim e de Hong Kong insistem que a lei é necessária para a estabilidade da cidade.
O Bispo Emérito da Diocese dos Libombos descreve Papa Francisco como alguém que tinha um espírito de paz e reconciliação no relacionamento com os outros. Dom Dinis Sengulane diz que o país deve pegar nesta semente e regar. Já o Conselho Cristão de Moçambique entende que o Sumo Pontífice ensinou sobre tolerância religiosa.
O Bispo Emérito da Diocese dos Libombos, da Igreja Anglicana, lamenta a morte do Papa Francisco e diz que o mundo perdeu um príncipe da paz. Dom Dinis Sengulane considera Moçambique uma nação abençoada por ter sido visitada pelo Sumo Pontífice e mereceu várias orações por parte do Santo Padre.
O Bispo Emérito da Igreja Anglicana considera que Papa Francisco cumpriu a sua missão, e, agora, cabe a cada um seguir os ensinamentos por si deixados.
Já o Conselho Cristão de Moçambique considera que uma das grandes lições do Papa Francisco foi a tolerância religiosa. O Secretário-geral do Conselho Cristão de Moçambique, o Reverendo João Damião, defende que, só com a valorização dos ensinamentos do Papa Francisco, é que se pode manter vivo o seu legado.
A pregação do Papa Francisco quebrava as barreiras religiosas. A Comunidade Muçulmana lamenta a morte do Santo Padre e reconhece o seu papel na promoção da paz e reconciliação no mundo.
Páscoa abençoada para a basquetebolista moçambicana Chanaya Pinto, extremo que assinalou, no sábado, uma exibição monstruosa na vitória do Quinta dos Lombos sobre o Benfica, por 74-64.
A luz da ressurreição iluminou Chanaya Pinto que, fruto de 20 pontos, sete ressaltos, cinco assistências e sete roubos de bola (25,5 pontos de valorização), foi considerada a Jogadora Mais Valiosa (MVP).
A sua valorização foi de 25% durante os 36:53 minutos na quadra, tendo sido, de resto, a atleta mais utilizada pelo técnico José Leite.
Na quadra do Pavilhão Desportivo dos Lombos, a valorosa extremo concretizou um em três tiros exteriores (17% de aproveitamento), oito em 15 lançamentos de campo (53%) e um em dois na linha de lances livres (50%).
Os seus “targets” apontam, ainda, para cinco assistências, sete roubos de bola e dois “turnovers”.
Suraya Rijal, outra joia moçambicana que actua no Quinta do Lombos, contabilizou 10 minutos na quadra, tempo em que conseguiu um roubo de bola.
Neste duelo, que colocou o Quinta dos Lombos em vantagem de 1-0 no “play-off” das meias-finais, há a assinalar a exibição de Sara Joel Caetano.
A basquetebolista angolana contribuiu para a vitória do Quinta dos Lombos com 17 pontos, quatro ressaltos, uma assistência e cinco roubos de bola. Já Nahomis Hardy assinalou um duplo-duplo de 14 pontos, 11 ressaltos, uma assistência e três roubos de bola. Na formação do Benfica, destaque para Milica Ivanovic com 16 pontos, dois ressaltos, uma assistência e três roubos de bola.
Nas encarnadas, brilharam ainda Marcy Gonçalves (nove pontos, três ressaltos, duas assistências e um roubo de bola) e Raphaella Monteiro (20 pontos, quatro ressaltos, três assistências e um roubo de bola). O Benfica continua sem contar com os préstimos das bases Marta Martins e Inês Faustino.
O jogo 2 do “play-off” das meias-finais realiza-se no próximo dia 25 de Abril. Lembre-se que, em Março, o Quinta dos Lombos conquistou a Taça de Portugal de basquetebol feminino, tendo, curiosamente, vencido o Benfica (75-65) na final.
Maddi Utti, com 23 pontos, foi a grande figura da final e ajudou a formação de José Leite a vencer o jogo, que foi pautado pelo equilíbrio.
Esta foi a quarta Taça de Portugal conquistada pelo Quinta dos Lombos, que também já tinha vencido a prova rainha em 2010/11, 2019/20 e 2022/23.

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