Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
Já está em liberdade condicional o motorista do transporte semi-colectivo de passageiros que causou a morte de 23 pessoas num aparatoso acidente de viação. A Procuradoria distrital de Gondola diz que o processo está ainda na fase de instrução.
Há cerca de um mês, 23 pessoas morreram após embate de um minibus e um camião, no posto administrativo de Cafumpe, em Gondola. A procuradoria distrital disse ter aberto um processo-crime para responsabilizar os autores do acidente.
“Os arguidos já foram constituídos arguidos e já foram apresentados no primeiro interrogatório. Foram ouvidos pela juíza de instrução criminal e, claramente, como é de direito, foi-lhes aplicado medidas de coação, que vão desde caução, termos de identidade de residência (…) Caução para o motorista do chapa 100 e o condutor do camião, que também está envolvido no acidente beneficiou-se do termo de identidade de residência”, explicou Fidelix Pedro- Procurador-chefe em Gondola.
Neste momento, decorre a busca de provas materiais para juntar ao processo que já está na fase de instrução.
“É a fase que vai permitir que se possa fazer mais averiguações e investigações e também para garantir que as vítimas e as famílias das vítimas possam formalizar processualmente as suas queixas, para que se possa garantir, eventualmente, as indemnizações …”, disse.
De referir que os dois motoristas envolvidos no sinistro saíram ilesos.
O Tribunal Judicial da Cidade de Tete condenou, esta terça-feira, a uma pena máxima de 24 anos de prisão, o homem que matou a esposa no final do ano passado, com recurso a paus e catana, motivado por ciúmes.
O crime aconteceu em Novembro do ano passado, quando a vítima despediu-se do seu marido, para um momento de diversão com as amigas e regressou no mesmo dia por volta das 23 horas.
Quando o marido perguntou porque chegara tão tarde, a vítima respondeu que a conversa aconteceria no dia seguinte, pois já era tarde. No entanto, os dois começaram a discutir e o marido, alegadamente movido por ciúmes, decidiu usar paus e catana para desferir golpes violentos contra a esposa.
A vítima foi socorrida e levada ao hospital distrital de Magoe, mas já sem vida.
Aquando da instrução dos autos, o arguido alegou, em sua defesa, que, ao agredir a esposa, não tinha a intenção de a matar e fê-lo de forma inconsciente, porque estava sob efeito de álcool
Contudo, as alegações não convenceram o Ministério Público, daí que a terceira secção do tribunal judicial da cidade de Tete concluiu que Finiasse Chiringa Chilauro agiu de forma intencional, e por isso, decidiu aplicar a pena máxima de 24 anos de prisão.
Familiares da vítima, dizem-se satisfeitos com a decisão do tribunal. A vítima tinha trinta e dois anos e era agente de serviço, afecta a escola secundária de Magoe na província de Tete.
Mais de 600 pequenos agricultores do distrito de Dondo em Sofala, beneficiaram, nesta terça-feira , de uma unidade de processamento de arroz, instalada em Mafambisse, com capacidade para sete mil e quinhentas toneladas por ano, assim como diversos insumos agrícolas e sementes de qualidade.
Com a unidade de processamento de arroz e a alocação de equipamentos e insumos agrários para o reforço da segunda época da campanha agrária 2024/25, o Governo espera melhorar bastante a colheita mecanizada.
“Por quê a colheita mecanizada, por causa do programa de agroindustrialização. Portanto, normalmente, a qualidade da matéria-prima para a indústria é garantida quando os processos iniciam desde a sementeira, gravura, lavagem e irrigação. Também a colheita mecanizada, porque estes instrumentos permitem colher, limpar e que o arroz esteja instantaneamente pronto para ser processado”, disse Nelson António, representante do Vale do Zambeze.
A alocação desta unidade de processamento foi acompanhada pela entrega de sementes de qualidade e 4 tratores com as respectivas alfaias agrícolas.
“Queremos saudar o executivo, porque trouxeram instrumentos que já há muito pedíamos. Gostaríamos que houvesse mais equipamentos do género, para dar seguimento a aquilo que é o nosso programa de produção, com vista a aumentar a produtividade”, disse um beneficiário.
O governador de Sofala, que inaugurou a unidade de processamento de arroz e a entregou os equipamentos aos beneficiários, numa iniciativa que contou com a intervenção da agência de desenvolvimento do Vale do Zambeze e a açucareira de Mafambisse, referiu que: “No nosso entender, esta inauguração e alocação de equipamentos e insumos agrários, para o reforço da segunda época da campanha agrária 2024-2025 não representa apenas a materialização de um projecto industrial, mas representa uma clara demonstração de que o investimento privado, aliados aos objetivos estratégicos e políticos públicos, induz ao empreendedorismo, transforma a realidade, gera oportunidades, impulsiona o crescimento económico, a produtividade e a geração de renda e emprego nas nossas comunidades”.
A unidade de processamento de arroz possui ainda capacidade para produzir, através de outros equipamentos modernos, cinco mil toneladas de ração animal por ano.
A Confederação das Associações Económicas (CTA) desmente que o processo disciplinar contra Álvaro Massingue seja uma desobediência à providência cautelar do Tribunal. A agremiação diz que a acção contra o presidente da Câmara de Comércio de Moçambique veio muito antes da decisão judicial. Massingue sublinha que vai concorrer à presidência da CTA e vai submeter a sua candidatura hoje.
O braço-de-ferro entre o Conselho Directivo da CTA e a Câmara de Comércio de Moçambique, no quadro da eleição do novo presidente da agremiação dos empresários, parece estar longe do fim.
É que 24 horas depois de Álvaro Massingue ter acusado a actual direcção da Confederação das Associações Económicas de Moçambique de tentar o colocar fora da corrida eleitoral, através de um processo disciplinar e de desobedecer à decisão do Tribunal, a CTA reagiu.
Através de um comunicado, a CTA esclarece que o processo disciplinar foi instaurado contra Álvaro Massingue muito antes da despacho do Tribunal sobre providência cautelar.
“CTA foi notificada do Despacho da Providência Cautelar no dia 09 de Abril de 2025, tendo o processo disciplinar sido instaurado anteriormente, em 03 de Abril de 2025. Note-se que a respectiva investigação tinha iniciado em Dezembro último. Não se verifica, portanto, qualquer acto de desobediência, visto que, até à data da notificação da Nota de Acusação, nenhuma medida cautelar havia sido comunicada”
E mais: a agremiação diz que o processo disciplinar foi instaurado à luz dos estatutos da CTA e nenhuma ordem do Tribunal se sobrepõe a eles.
“Não é credível justificar que uma decisão do Tribunal, entidade que defenda a justiça, se coadune na prática de actos violadores de deveres estatutários e com indícios de crime. Porquanto o Tribunal não suspendeu os Estatutos e Regulamento Eleitoral da CTA. O alcance do Despacho da Providência – decisão provisória – não impede a aplicação das normas internas estatutárias, nem mesmo limita o poder estatutário de aplicar sanções disciplinares”.
Depois de se aperceber do pagamento de quotas para algumas associações pela Câmara de Comércio de Moçambique, a CTA afirma ter chamado Álvaro Massingue para se explicar em sede própria, mas ele não compareceu.
Por isso, argumenta a CTA, Massingue invoca a tese de solidariedade para com as outras associações, mas já é demasiado tarde.
“A invocação de solidariedade em contexto eleitoral, feita tardiamente no espaço mediático e não no processo disciplinar, revela uma tentativa de reconstrução da narrativa pós-decisão. Além disso, diversas associações que figuraram na lista de pagamentos negaram ter autorizado ou solicitado o apoio, e algumas delas já estavam com as quotas regularizadas, o que demonstra a falta de critério objectivo no suposto gesto de solidariedade, a falta de coordenação na prática da solidariedade e o conhecimento tardio em si mesmo que, afinal, o acto era de solidariedade”.
Ainda assim, por meio deste comunicado de imprensa, a Câmara de Comércio de Moçambique reafirma que Álvaro Massingue vai concorrer à presidência da CTA.
“A CCM manterá a sua candidatura à presidência da CTA. A submissão formal da candidatura será feita no dia 23 de Abril de 2025, às 08 horas”.
No mesmo documento, a Câmara do Comércio de Moçambique refere que: “A tentativa de afastar a CCM e o seu presidente é ilegal, antiética e evidencia uma manobra desesperada para obter vantagens eleitorais, com objectivo claro que distrair e manipular alguns membros”.
A agremiação presidida por Álvaro Massingue denuncia, ainda, que, neste jogo eleitoral, a CTA joga papel de jogador e árbitro.
“Os membros do Conselho Directivo que deliberam da CCM, possuem interesses directos nas eleições, sendo eles próprios concorrentes. Ao agirem assim, colocam-se na posição de juízes da sua própria causa, o que fere os princípios básicos de ética, imparcialidade e legalidade”.
E três das associações, que terão se beneficiado do pagamento de quotas por Álvaro Massingue, escreveram este documento ao Procurador-Chefe da Procuradoria Distrital da República de Kampfumo a pedir que seja instaurado um procedimento criminal contra o Conselho Directivo da CTA por desobedecer a decisão do Tribunal sobre a providência cautelar.
As eleições na CTA estão marcadas para o dia 14 de Maio.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano convocou o embaixador chinês, para expressar as suas “sérias preocupações” sobre a presença de combatentes chineses no exército russo e a assistência de empresas chinesas à Rússia no fabrico de armamento.
“O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Yevhen Perebyinis, sublinhou [ao embaixador chinês em Kiev] que a participação de cidadãos chineses nas hostilidades contra a Ucrânia ao lado do Estado agressor (Rússia), bem como o envolvimento de empresas chinesas na produção de equipamento militar na Rússia, são muito preocupantes e contradizem o espírito de parceria entre a Ucrânia e a China”, afirmou o ministério num comunicado, citado por Lusa.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sancionou, a 18 de Abril, três empresas chinesas, depois de ter acusado Pequim de fornecer armas à Rússia e de ter anunciado a existência de cidadãos da China a combater ao lado das forças russas.
O chefe de Estado impôs sanções à Beijing Aviation and Aerospace Xianghui Technology, à Rui Jin Machinery e à Zhongfu Shenying Carbon Fiber Xining, segundo a presidência ucraniana.
Zelensky disse ter recebido a confirmação dos serviços de informação e do Serviço de Segurança (SBU) de que a China estava a fornecer pólvora e artilharia à Rússia, uma alegação rejeitada por Pequim.
Anteriormente, o Presidente ucraniano anunciou no dia 08 de Abril a captura de dois cidadãos chineses a lutar ao lado das forças russas, indicando a seguir ter informações de que o número ascendia a várias centenas.
A diplomacia chinesa respondeu que nunca entregou armas letais à Rússia na guerra com a Ucrânia, criticando “acusações arbitrárias” e “manipulação política” a este respeito.
Pequim já rejeitara também o seu envolvimento na presença de cidadãos chineses nas forças de Moscovo.
Refira-se que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de Fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da antiga União Soviética – e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) suspendeu o tratamento de desnutrição de 650 mil mulheres e crianças, na Etiópia, esta semana, devido à grave escassez de financiamento, segundo informou a agência da ONU, citado pela revista Reuters.
O PMA recebe financiamento de 15 a 20 doadores, incluindo os Estados Unidos, entretanto, muitos deles cortaram o financiamento este ano, disse Zlatan Milisic, Diretor Nacional do PMA na Etiópia.
Segundo a Reuters, a agência recebeu isenções do congelamento da ajuda humanitária imposto pelo presidente americano Donald Trump, que interrompeu o trabalho humanitário em todo o mundo.
Mais de 10 milhões de pessoas na Etiópia sofrem com grave escassez de alimentos, incluindo 3 milhões de deslocados por conflitos e condições climáticas extremas, bem como refugiados do Sudão, devastado pela guerra, de acordo com o PMA.
Milisic disse que o PMA já havia reduzido as rações nos últimos meses, mas que suas operações estavam agora em um “ponto de ruptura” devido à grave falta de financiamento, forçando medidas mais drásticas.
O Presidente da República, Daniel Chapo, iniciou esta segunda-feira, a sua primeira visita oficial à província de Tete, na qualidade de Chefe do Estado, com um comício popular no distrito de Moatize, marcando o arranque de uma jornada de governação que visa o acompanhamento directo das acções de desenvolvimento socioeconómico e o fortalecimento do diálogo com diferentes segmentos da sociedade.
Segundo adianta a nota da Presidência, o estadista foi recebido por uma multidão entusiástica e aproveitou a ocasião para lançar uma mensagem de união nacional, paz, amor e reconciliação.
No seu discurso, o Chefe do Estado sublinhou que leva para Tete e, a partir de Tete para todo o país, uma mensagem de “diálogo nacional inclusivo, paz, reconciliação nacional, harmonia, amor, perdão”, que considera elementos essenciais para o progresso de Moçambique.
O governante afirmou estar ciente das preocupações da população de Moatize e destacou o valor das mesmas como base para a acção governativa. “São essas preocupações que nos permitem trabalhar, as preocupações do povo é que servem de base para o nosso trabalho”.
Na nota da Presidência, pode-se ler que, entre os principais desafios apresentados pelos cidadãos constam o acesso limitado à água potável, estradas degradadas que dificultam o escoamento de produtos agrícolas, carência de professores e salas de aula, bem como a destruição de bens públicos durante manifestações violentas.
Num momento carregado de simbolismo, Chapo pediu à multidão que se colocasse de pé para, num minuto de silêncio, homenagear o Papa Francisco, falecido esta Segunda-feira. “Era um homem pelo diálogo inter-religioso, pela paz, pelo amor, pela reconciliação, pelo perdão, pela justiça social. Por isso, deixa-nos um grande legado que todos nós no mundo temos que seguir, o seu legado para que haja paz”, cita a nota da Presidência.
Ao agradecer à população de Moatize pela confiança depositada nas eleições do ano passado, o Presidente da República reiterou o seu compromisso de governar para todos os moçambicanos, sem discriminação de qualquer natureza. Enfatizou que a sua liderança é movida pelo espírito de servir e unir o povo moçambicano do Rovuma ao Maputo.
Chapo advertiu sobre os perigos do ódio e da violência, afirmando que tais práticas “não constroem, só destroem”. E acrescentou: “Nós, como Moçambique, para podermos desenvolver, a nossa base tem que ser a paz, a segurança, o amor entre irmãos, a reconciliação, porque só assim, unidos como um povo, do Rovuma ao Maputo, é que podemos desenvolver Moçambique”. A mensagem foi também uma resposta às manifestações violentas pós-eleitorais que resultaram em actos de vandalismo.
Chapo assegurou que todas as preocupações compiladas pela população foram registadas e servirão como referência para acções concretas do Governo. “Estas preocupações que escreveram na vossa mensagem vão servir de base para o nosso trabalho”, reiterou, incentivando a participação activa dos cidadãos no processo de desenvolvimento.
O Presidente da República reforçou o apelo à coesão nacional e ao envolvimento colectivo na construção de um país melhor. Disse que o Governo está comprometido em melhorar as infra-estruturas, investir na educação e assegurar condições dignas para todos. Reconheceu que o caminho é longo, mas possível com a união de esforços e espírito patriótico.
A visita a Tete prossegue com encontros com representantes locais, líderes comunitários, religiosos, empresariais e da juventude, reforçando o compromisso do Chefe de Estado com uma governação próxima das pessoas e centrada nas suas reais necessidades.
O executivo anunciou, hoje, três dias de Luto Nacional pela morte do Papa Francisco. O luto começa a ser observado a partir da meia noite do dia 24 de Abril de 2025.
De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, a decisão foi tomada “em reconhecimento da sua postura de humildade, do seu compromisso com os marginalizados e da sua incansável busca incansável pela paz”.
Durante o período do Luto Nacional, a bandeira Nacional e o Pavilhão Presidencial deverão ser içados a meia haste, em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares da República de Moçambique.
Líder da Igreja Católica desde 2013, Francisco perdeu a vida na madrugada desta segunda-feira, aos 88 anos.
Já há movimentações nos bastidores e vários nomes avançados para a sucessão do Papa Francisco. Destaque vai para o Presidente da Conferência Episcopal da Itália Dom Matteo Zuppi que foi atribuído pelo Estado o título de Cidadão Honorário de Moçambique, por ter sido um dos mediadores do diálogo que levou à Assinatura dos Acordos de Paz de Roma.
Logo após o funeral do Papa Francisco segue-se à escolha do seu sucessor. O conclave para o efeito é organizado pelo Camerlengo, o cardeal americano-irlandês Kevin Farrell.
É uma reunião que ocorre à porta fechada, que terá lugar na Capela Sistina, entre os 252 membros do Colégio de cardeais, dos quais apenas 138 cardeais é que têm poder de voto.
Durante a eleição do novo Papa, que se prevê que aconteça até 21 de Maio, os 252 cardeais ficam trancados dentro do Vaticano, sem comunicação com o exterior, para impedir alguma influência.
De acordo com o Vaticano, o novo Papa deverá ser um bom “pastor de almas”, teólogo e diplomata, além de falar várias línguas, em primeiro lugar o italiano, a língua oficial do Vaticano.
E já há nomes avançados pela imprensa internacional, daquele que poderá ser o Papa número 267.
Pietro Parolin
Italiano de 70 anos – secretário de Estado da Santa Sé, desde 2013, nomeado no primeiro ano do pontificado de Francisco, por muitos considerado o “número 2” do papa. É poliglota e acumula inúmeros serviços prestados à Igreja, quase 40 anos de experiência na diplomacia da Santa Sé.
Parolin teve papel importante na intermediação das negociações que levaram à retomada das relações de Cuba e EUA, em 2015.
Matteo Zuppi
Italiano de 69 anos: arcebispo de Bolonha, actual presidente da Conferência Episcopal Italiana, se tornou uma estrela ascendente nos últimos anos, com diversos gestos de acolhimento a casais homoafetivos e tendo sido escalado por Francisco para tentar mediar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Em 1990, Zuppi foi um dos mediadores que alcançaram o acordo de paz para encerrar mais de 16 anos de uma guerra civil em Moçambique, através da Comunidade de Santo Egídio do qual é co-fundador. E foi condecorado pelo Estado Cidadão Honorário de Moçambique.
Pierbattista Pizzaballa
Italiano de 60 anos, comanda desde 2016 o Patriarcado Latino de Jerusalém – uma das mais importantes arquidioceses católicas, com jurisdição sobre a Palestina, Israel, Jordânia e Chipre.
Desde o início da guerra entre Israel e Hamas, ele recorrentemente fez apelos pela paz e chegou a se oferecer em troca da libertação das crianças sequestradas pelo grupo palestino.
Luis Antonio Tagle
Filipino de 67 anos: tornado cardeal por Bento 16, é o pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização. Arcebispo emérito de Manila e proclamado cardeal em 2012. Tagle já foi apelidado de “o Francisco asiático” por conta de sua relação com os pobres.
Peter Turkson
Ganês de 77 anos – um cardeal católico ganês e prefeito-emérito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral no Vaticano.
Arcebispo emérito de Cape Coast, nomeado por João Paulo II, Turkson é o primeiro cardeal nativo da República Gana. Turkson reúne experiência, reconhecimento interno e um simbolismo poderoso: se eleito, será o primeiro Papa negro da história.
Jean Marc Aveline
Francês de 66 anos: o arcebispo de Marselha e supostamente o “favorito” do papa Francisco para sucedê-lo é conhecido pela dedicação às questões de migração e diálogo inter-religioso. Foi elevado ao cardinalato em 2022.
José Tolentino de Mendonça
Português de 59 anos: Prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação, o cardeal é poeta, teólogo e ex-bibliotecário da Santa Sé. Nomeado por Francisco em 2019, é considerado da ala progressista da Igreja, com forte actuação intelectual e afinidade com o pontífice falecido.
O anúncio dos resultados da votação é feito através de uma fumaça de chaminé, na capela Sistina, de duas cores: Branca – que significa a eleição do novo Papa ou Preta, que indica a necessidade de mais uma ronda de votação. O toque dos sinos da Basílica de São Pedro deverão confirmar a eleição.

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