Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

Há cada vez mais pacientes com cancro da mama a desistir da quimioterapia devido às reações do tratamento. O Cancro da mama é a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, depois do colo de útero.

Dados do Ministério da Saúde indicam que anualmente, pelo menos 800 mulheres perdem a vida por cancro da mama no país. Parte da estatística, até chega a diagnosticar a doença, mas mas abandona o tratamento. O fenómeno foi apresentado por activistas em uma palestra sobre a doença, promovida pelo Instituto Nacional de Saúde.

“Muitas param pelo caminho porque fizeram uma ou duas sessões de quimioterapia. Aquele processo do tratamento, as reacções e as pessoas acabam ficando com aquele peso e desanimam pensando que podem morrer no meio. A pessoa não pode desistir só porque está com as reacções do tratamento, reconhecemos que são fortes”, contou uma activista, que venceu a doença

O Observatório Nacional de Saúde diz haver condições técnicas para o país registar avanços significativos no combate à doença, mas deve ser conjugado com estratégias de comunicação para a saúde.

“Percebemos que cancro ainda é uma questão que carece de explicação e de apresentação à comunidade no geral. Então, há um nível de conhecimento, mas a maior parte da população ainda não tem um conhecimento de forma geral.”

O cancro da mama é considerado a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, sendo que a chegada aos hospitais em estágios avançados, é um dos principais desafios.

Vídeos

NOTÍCIAS

A falta de pagamento de salários ao abrigo da Tabela Salarial Única (TSU) e o atraso no pagamento de subsídios de gestão estão a gerar descontentamento entre os juízes, que decidiram avançar com queixas-crime contra funcionários dos Ministérios das Finanças e da Função Pública.

Numa acção pouco comum, a Associação Moçambicana de Juízes submeteu, na quarta-feira, duas queixas-crime contra funcionários das Finanças e da Função Pública, alegando irregularidades no pagamento de salários e subsídios.

Uma das queixas foi apresentada na Procuradoria da Cidade de Maputo, onde os magistrados pedem a investigação de potenciais crimes de abuso de cargo, fraude e corrupção por parte dos gestores do sistema de pagamentos.

Em paralelo, a Associação Moçambicana de Juízes solicitou a intervenção da Procuradoria-Geral da República para intimar as instituições governamentais a reporem os salários retidos e a cumprirem escrupulosamente a lei.

Segundo a associação, entre os prejudicados estão juízes desembargadores já nomeados e magistrados com progressões aprovadas pelo Tribunal Administrativo.

Nos processos, a Associação Moçambicana de Juízes afirma que irá constituir-se assistente e que, nos próximos dias, vai indicar os seus mandatários judiciais.

Quanto aos magistrados que irão conduzir os processos, a associação assegura que os mesmos actuarão com integridade.

O Porto de Maputo prevê ultrapassar a marca de 17 milhões de toneladas de carga movimentada este ano, impulsionado pelo reforço da capacidade operacional com a entrada em funcionamento de dois novos guindastes móveis.

O anúncio foi feito pelo presidente executivo da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), Osório Lucas, durante a cerimónia de apresentação dos novos equipamentos, adquiridos mediante um investimento de 13,2 milhões de dólares, equivalentes a cerca de 11,3 milhões de euros.

Os dois guindastes, da marca Liebherr, elevam para oito o número de equipamentos móveis da mesma série disponíveis no Porto de Maputo. Segundo Osório Lucas, cada equipamento tem capacidade para movimentar entre 360 e 400 toneladas de carga por hora.

Os novos guindastes vão substituir gradualmente equipamentos que se encontram em operação há cerca de 11 anos, numa estratégia destinada a aumentar a produtividade, reduzir interrupções e melhorar o atendimento aos navios.

O responsável destacou o crescimento registado pelo porto nos últimos anos, que passou de volumes inferiores a 15 milhões de toneladas em operações directas para mais de 15 milhões actualmente.

“Eu acho que vamos fazer mais de 17 milhões este ano”, afirmou Osório Lucas, citado pela Lusa.

O presidente executivo da MPDC salientou, contudo, que o aumento da capacidade depende não apenas da modernização dos equipamentos, mas também da preparação das equipas responsáveis pela operação, manutenção e segurança.

Neste contexto, defendeu a continuidade da formação dos trabalhadores, sublinhando que o aumento da produtividade não deve colocar em causa a segurança.

“Um resultado atingido à custa da segurança e da vida das pessoas não é um bom resultado”, advertiu.

Na mesma ocasião, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, considerou que a entrada em funcionamento dos novos guindastes representa um reforço da capacidade operacional e da competitividade do Porto de Maputo perante outros portos e corredores logísticos da região.

Para o governante, os equipamentos permitirão acelerar o atendimento aos navios, aumentar a fiabilidade dos serviços prestados aos clientes e melhorar a capacidade do porto para disputar cargas no mercado regional.

Matlombe defendeu, no entanto, que o crescimento da actividade portuária deve ser acompanhado por investimentos nos restantes segmentos da cadeia logística.

O ministro apontou a necessidade de reforçar as infra-estruturas ferroviárias, rodoviárias e fronteiriças, de modo a evitar que limitações fora do porto comprometam o escoamento de mercadorias.

O reforço da capacidade do Porto de Maputo surge, assim, num contexto de crescimento da actividade logística e de procura por maior eficiência na ligação entre Moçambique e os mercados da região.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu, moedas de 1 dólar com a efígie do Presidente Donald Trump, constituindo este o mais recente passo de uma campanha, sem precedentes, do multimilionário republicano para imprimir a sua marca pessoal nas instituições nacionais. As moedas foram cunhadas para assinalar o 250.º aniversário da fundação dos Estados Unidos, celebrado no corrente ano.

Um rolo com 25 moedas de 1 dólar encontrava-se disponível para venda por 61 dólares, um agravamento de 144% em relação ao seu valor facial, ao passo que um saco contendo 100 moedas custava 154,50 dólares.

 Quando o Departamento do Tesouro anunciou o plano, não se afigura claro se as peças teriam valor monetário ou se seriam de caráter puramente comemorativo; contudo, a Casa da Moeda dos EUA afirmou,  que as moedas se encontram, efectivamente, em circulação.

A decisão de colocar a efígie de Trump numa moeda com curso legal contraria a lei federal que proíbe que qualquer Presidente vivo surja na numismática americana. 

Ao longo do seu segundo mandato, Trump tem desafiado agressivamente precedentes e contestações judiciais na sua tentativa de reformular as instituições americanas, tendo, entre outras medidas, atribuído o seu nome ao Kennedy Center for the Arts e ordenado a demolição da Ala Leste da Casa Branca para dar lugar a um novo salão de baile.

A nova moeda ostenta o rosto de Trump numa das faces, acompanhado pelas palavras “Liberdade” e “Em Deus Confiamos”. 

Exibe ainda as datas 1776-2026, assinalando os 250 anos da independência dos Estados Unidos. O reverso da moeda apresenta uma versão do selo presidencial, representando uma águia que segura setas e um ramo de oliveira, sobreposta por um escudo com a inscrição “250”.

Esta iniciativa surge na sequência de outros esforços da administração Trump para estampar o seu nome e rosto na moeda americana. Em Maio, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, revelou que o seu departamento estudava um plano para emitir uma nova nota de 250 dólares com a efígie de Trump. 

Bessent admitiu, na altura, que tal medida exigiria que o Congresso alterasse a legislação vigente, que proíbe que figuras vivas apareçam nas notas de banco.

O Departamento do Tesouro dos EUA não respondeu, até ao momento, a um pedido de esclarecimento sobre se a nova moeda de 1 dólar viola a referida lei. Em Março, o Tesouro anunciou que as notas de papel dos EUA passariam a exibir a assinatura de Trump  mais uma estreia para um Presidente americano em exercício. 

Cinco congoleses, incluindo duas crianças, terão ficado feridos durante confrontos entre manifestantes anti-imigração e estrangeiros em Durban. A Polícia deteve um estrangeiro acusado de ferir um agente.

Uma manifestação contra a presença de imigrantes sem documentos terminou em confrontos, na quinta-feira, na cidade portuária de Durban, na África do Sul, onde se registam, há várias semanas, protestos contra a imigração irregular.

Segundo a Polícia sul-africana, cerca de 100 manifestantes pertencentes a um grupo anti-imigração participaram numa operação que classificaram como uma “campanha de limpeza”, visando um acampamento onde se encontram centenas de estrangeiros, instalado em frente a um edifício governamental.

Durante os confrontos, pedras foram lançadas pelos dois grupos. A Polícia afirmou que uma das pedras, atirada por um estrangeiro, atingiu um agente, tendo o suspeito sido detido. As autoridades não divulgaram a identidade do detido nem outros detalhes sobre o caso.

Um dos líderes da comunidade estrangeira, o bispo Raphael, natural da República Democrática do Congo (RDC), afirmou à AFP que cinco cidadãos congoleses, incluindo duas crianças, ficaram feridos durante os confrontos.

“A marcha de hoje foi muito violenta. Eles encontraram-nos aqui e atacaram imediatamente o nosso povo. Não estamos a cometer nenhum crime por estarmos aqui. Isto é injustificável”, declarou.

De acordo com o bispo, os manifestantes estavam munidos de paus e tentaram avançar contra o acampamento, enquanto a Polícia procurava impedir o confronto entre os dois grupos.

Raphael afirmou ainda que as forças policiais utilizaram granadas de efeito moral para dispersar os manifestantes, o que, segundo ele, terá contribuído para os ferimentos registados.

Muitos dos estrangeiros instalados no local afirmam ser refugiados da RDC e dizem ter procurado protecção na sequência de actos de hostilidade contra imigrantes sem documentos na África do Sul.

 

VIOLÊNCIA AUMENTA

 

Durban tornou-se, nas últimas semanas, um dos principais focos de manifestações contra a imigração irregular no país. A tensão aumentou depois de grupos radicais anti-imigração terem estabelecido o dia 30 de Junho como prazo para que os imigrantes sem documentos abandonassem a África do Sul.

A vaga de protestos e confrontos já provocou a morte de pelo menos quatro estrangeiros, segundo dados da Polícia sul-africana, embora alguns governos estrangeiros apontem para um número superior de vítimas.

Mais de 200 mil pessoas terão abandonado a África do Sul, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados divulgados por governos africanos que organizaram o repatriamento dos seus cidadãos.

As autoridades sul-africanas enfrentam agora o desafio de conter a violência e, simultaneamente, responder às preocupações relacionadas com a imigração irregular, num contexto marcado pelo aumento das tensões entre comunidades estrangeiras e sectores da população local.

 

Empreiteiro solicita extensão do prazo de execução. Município de Maputo ainda não decidiu. As obras de saneamento e drenagem na cidade de Maputo, que se prolongam há cerca de três anos, poderão não terminar dentro do prazo inicialmente estabelecido. O empreiteiro responsável pelo projecto solicitou ao Município de Maputo a extensão do prazo de execução, estando o pedido ainda em análise.

De acordo com o contrato celebrado entre o Município de Maputo e o empreiteiro, as obras deveriam estar concluídas até 27 de Outubro do corrente ano. Entretanto, face aos constrangimentos registados durante a execução do projecto, a empresa solicitou a prorrogação do prazo.

O Director do Gabinete de Desenvolvimento Estratégico e Institucional do Município de Maputo, Danúbio Lado, confirmou a existência do pedido, explicando que o mesmo está a ser analisado do ponto de vista técnico.

Segundo Lado, a decisão sobre o deferimento ou indeferimento do pedido será tomada depois de uma verificação no terreno, com vista a avaliar a fundamentação apresentada pelo empreiteiro. Sem avançar o período adicional solicitado, o responsável assegurou que o município deverá pronunciar-se após a conclusão da avaliação técnica.

Enquanto isso, as obras deverão continuar a condicionar a circulação rodoviária na baixa da cidade. Entre 8 de Setembro e 25 de Outubro, o trânsito poderá enfrentar constrangimentos acrescidos no entroncamento entre as avenidas 25 de Setembro e Guerra Popular, duas das principais vias daquela zona da capital.

A intervenção ocorre numa altura em que se aproxima a época chuvosa, levando o município a defender a necessidade de acelerar os trabalhos para garantir o escoamento das águas pluviais. “Com esta intervenção pretendemos fazer a ligação para escoar a água da montante para jusante, na baía de Maputo”, explicou Danúbio Lado.

Apesar das obras, a Avenida 25 de Setembro não será totalmente encerrada ao trânsito. Contudo, o Município de Maputo recomenda aos automobilistas que optem por vias alternativas, com destaque para as avenidas Eduardo Mondlane, Guerra Popular e Josina Machel.

O prolongamento do projecto poderá, assim, significar mais tempo de obras e novos constrangimentos para os munícipes e visitantes, que aguardam pela conclusão das intervenções de saneamento e drenagem na cidade.

A Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) já desembolsou cerca de 25 milhões de meticais em indemnizações, cobrindo cerca de nove mil produtores nas duas últimas campanhas agrícolas. O balanço foi apresentado pelo administrador técnico-operacional da seguradora, Santos Magaia.

O responsável destaca a estratégia da empresa para mitigar o impacto dos eventos climáticos extremos no sector produtivo nacional.

Embora reconheça que o nível de adesão e de consolidação do seguro agrícola no país ainda se encontra numa fase incipiente, muito impulsionado pela complexidade técnica da avaliação de risco e estudos agrícolas prévios, a seguradora pública mantém uma visão optimista quanto à expansão deste ramo.

Para responder às especificidades do mercado, a Emose disponibiliza o produto em duas modalidades: o índice climático, que cobre riscos associados a anomalias meteorológicas (secas e precipitações extremas); e o índice de rendimento, que protege o produtor contra perdas directas na produtividade da colheita decorrentes de pragas ou doenças.

Segundo o administrador da empresa, este canal viabiliza a operacionalização do micro-seguro, tornando-o financeiramente acessível ao pequeno produtor.

Magaia destaca os apoios que estão a ser prestados no Norte do país. Na campanha 2024/2025, dos cerca de 7 mil agricultores segurados entre as províncias de Nampula e Zambézia, os produtores do distrito de Muecate (Nampula) registaram perdas significativas na cultura do amendoim e encontram-se a receber as respetivas indemnizações.

“A mensagem que queremos levar aos produtores é que, estando agregados, podem ter solução para os problemas climáticos e sanitários que enfrentam no campo”, disse o administrador Técnico-Operacional da Emose.

Ao marcar presença na Feira Internacional de Maputo (FACIM), a seguradora aproveita a grande concentração de decisores e investidores para reforçar a sua posição no mercado como entidade estratégica do agronegócio e da resiliência climática em Moçambique.

O Governo da província de Tete quer acelerar a diversificação da economia local e desafia o empresariado nacional a preparar-se para ocupar maior espaço nas cadeias de valor associadas à exploração dos recursos minerais.

O desafio foi lançado pelo governador da província de Tete, Domingos Viola, durante uma visita realizada à Feira Internacional de Maputo, FACIM, onde manteve contacto com instituições e empresas ligadas ao desenvolvimento económico da região do Vale do Zambeze.

Para o governante, a imagem de Tete como uma província essencialmente produtora de carvão deve ser ultrapassada. A aposta passa pela transformação dos recursos existentes em oportunidades de negócio, emprego e maior retenção de valor dentro da economia provincial.

“Em Tete, toda a gente repara no carvão mineral”, reconhece Viola, defendendo, contudo, a abertura de “outras áreas de investimento”. O Governador considera que a província dispõe de outros recursos minerais e de potencial em sectores como agricultura, turismo, energia e serviços.

A preocupação central é garantir que o crescimento da actividade extractiva tenha maior impacto sobre as empresas e comunidades moçambicanas. Segundo o dirigente, as empresas interessadas na exploração de recursos devem criar condições para que a população residente nas zonas de ocorrência dos recursos seja uma das primeiras beneficiárias da actividade económica.

Neste contexto, Viola destaca a importância do conteúdo local e da revisão do quadro legal da mineração. Na sua leitura, a legislação deve permitir que os moçambicanos participem de forma mais efectiva nas cadeias de fornecimento de bens e serviços às grandes empresas.

O sector privado nacional é, por isso, chamado a elevar a sua capacidade técnica e financeira para responder à procura criada pela mineração. A oportunidade, segundo o Governador, não está apenas na extracção, mas também nos serviços, fornecimentos e actividades complementares que gravitam em torno dos grandes projectos.

Mas Tete pretende ir além da mineração. Na agricultura, a província quer avançar para um modelo de produção comercial com maior especialização ao longo da cadeia de valor. A ideia é separar a produção da comercialização, permitindo que diferentes operadores se dediquem à produção, logística, transformação e colocação dos produtos no mercado.

O turismo surge igualmente como uma frente de diversificação. O rio Zambeze e a albufeira de Cahora Bassa são apontados como activos ainda subaproveitados. O Governo vê espaço para desenvolver actividades turísticas fluviais, restauração, alojamento e outros serviços, beneficiando também da proximidade do Parque Nacional de Mágoè.

É neste contexto que Tete prepara a Conferência Internacional de Investimento de Tete 2026, marcada para os dias 8 a 10 de Outubro, na cidade de Tete. O encontro pretende posicionar a província como um pólo competitivo de investimento nacional e internacional e apresentar oportunidades nos sectores da energia, mineração, agricultura, turismo, infra-estruturas, indústria e serviços. 

Sob o lema “Tete no Horizonte de Investimentos: Oportunidades para uma Nova Era de Desenvolvimento”, a conferência deverá servir também para apresentar projectos, mobilizar financiamento e estabelecer parcerias estratégicas entre investidores, empresas e instituições.

A agenda energética reforça a posição estratégica da província. Além da presença da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, estão em perspectiva novos investimentos estruturantes, com destaque para o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, considerado uma plataforma para a expansão da capacidade energética e para a industrialização.

Para o sector empresarial, a expectativa é que a conferência não se limite à apresentação de oportunidades, mas resulte em negócios concretos, maior participação das PME nacionais e criação de emprego.

O desafio colocado por Tete é, assim, transformar recursos naturais em cadeias de valor nacionais. Mais do que exportar matéria-prima, a província quer atrair investimento, desenvolver empresas locais e aumentar a parcela de valor que permanece na economia moçambicana.

A cidade de Maputo acolhe, desde  31 de Agosto até ao dia 5 de Setembro de 2026, a 16.ª edição do Kugoma– Fórum de Cinema Moçambique. O festival, já consolidado como um ponto de encontro fundamental para a divulgação e debate da arte cinematográfica no país, é um convite da Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique, ao público em geral, a juntar-se a esta grande festa do cinema.

A sessão de abertura do festival, realizada nesta quinta-feira, contou com a exibição do filme “O Ouro e o Mundo”, longa-metragem de ficção do realizador Ico Costa, filmado em Inhambane, com a presença do realizador, do co-produtor nacional e um dos jovens atores.

Entre os vários destaques da programação, salienta-se também um cine-concerto imperdível com a projeção do clássico do cinema mudo “The Great Train Robbery” (1903), realizado por Edwin S. Porter, acompanhado por uma banda que criará toda a banda sonora e os efeitos de foley ao vivo.

Este ano, o festival partilha espaço com o FilmLab Moçambique, uma iniciativa de capacitação de jovens promovida pelo projeto REDE de Cinema e Audiovisual PALOP+TL .

Durante seis dias, a programação vai passar por três espaços culturais emblemáticos da capital: o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), o Museu Mafalala e o Centro Cultural Chapa 100.

Nesta 16.ª edição, o KUGOMA reforça o seu compromisso com a valorização do cinema moçambicano e africano, promovendo exibições de filmes, encontros com realizadores, oficinas e debates sobre o presente e o futuro da produção audiovisual.

O encerramento do festival será marcado por mais uma atividade da REDE de Cinema e Audiovisual PALOP+TL, que apresentará pela primeira vez, a sua plataforma online em atualização, e pela habitual Gala de Premiação, onde serão atribuídos o Prémio Novos Autores, destinado a destacar os talentos emergentes, e o Prémio Maxfilm Creative.

A entrada é livre e aberta a todo público, desde cinéfilos e profissionais do setor a estudantes e curiosos. A programação detalhada para cada um dos locais será disponibilizada 

Estão disponíveis 726 milhões de meticais da Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais para os próximos cinco anos. O valor é co-financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola e será gerido pelo Moza Banco.

É mais uma linha de financiamento que é colocada à disposição, com foco para a zona Rural. A província de Nampula foi o palco para a sua divulgação na manhã desta quinta-feira.  

“A Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais, é uma iniciativa estruturada pelo Governo da República de Moçambique, em parceria com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA),que  responde à um desafio central do nosso processo de desenvolvimento: fazer com que o financiamento chegue, de forma adequada, sustentável, responsável e com custos comportáveis, aos produtores, aos empreendedores e às empresas que geram bens e serviços, produção, emprego e rendimento no meio rural”, explicou Salim Valá, ministro da Planificação e Desenvolvimento.

A Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais conta com 726 milhões de meticais para os próximos cinco anos. O valor é co-financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, que também colocou dinheiro na primeira fase que decorreu de 2019 a Março de 2026.

Jaana Keitaanranta, directora do FIDA em Moçambique, deixou uma garantia: “como FIDA e o Governo aqui presente, faremos todos os esforços de apoiar para que este modelo seja referência, não só no país, mas também na região. Pedimos igualmente que continuem a dar especial apoio aos grupos de poupança e crédito produtivo,  que se tem desenvolvido bastante e tem tido um papel cada vez mais preponderante nas finanças rurais inclusivas.

O FIDA gera a nível internacional uma carteira de 315 milhões de dólares, dos quais, 90% são doações. Moçambique é para o FIDA o terceiro país que mais beneficia dos seus fundos.

O Moza Banco é a instituição confiada para gerir e disponibilizar os 726 milhões de meticais aos beneficiários. “É falar de atividades que sustentam e geram rendimento para muitas famílias moçambicanas e que se concentram precisamente em províncias como esta. Todos os destinatários têm que ter consciência que estes não são fundos perdidos, por estar envolvido a entidade do Estado não significa que nós não temos que devolver”, alertou Manuel Soares, Presidente da Comissão Executiva (PCE) do Moza Banco.

Nampula posiciona-se e na voz do chefe do Executivo provincial, Eduardo Abdula, diz que parte deste financiamento deve beneficiar o desenvolvimento do agricultor local.

“Queremos que esta linha ajude a mudar a forma como olhámos para o produtor rural, que este deixa de ser visto apenas como produtor de subsistência e tenha condições para transformar num verdadeiro empresário rural”.

No período da tarde, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, a sua comitiva e o PCE do Moza Banco deixaram as formalidades e fizeram-se ao distrito de Rapale para conhecer alguns beneficiários do Fundo de Desenvolvimento de Iniciativas Locais.

No ano passado, a margem financeira do Governo foi apertada, por isso dos mais de 356 mil projectos submetidos ao FDEL a nível nacional, foram aprovados e financiados 18.562. Este ano, o valor foi dobrado para ter mais beneficiários.  

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Galeria