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Estados Unidos da América e Irão acordaram nesta segunda-feira  suspender  temporariamente os ataques militares e vão realizar conversações de alto nível no Qatar na terça-feira, numa tentativa urgente de salvar o frágil acordo de paz. A informação foi avançada pelo portal de notícias norte-americano Axios.

Na tentativa de resolver os diferendos em torno do estreito de Ormuz,  Teerão e Estados Unidos aceitaram suspender qualquer ataque e planeiam reunir-se no Qatar.

O avanço surge após vários dias de escalada de trocas militares que ameaçavam comprometer um memorando de entendimento provisório assinado em 17 de junho, destinado a pôr fim ao conflito iniciado no final de fevereiro e que perturbou o tráfego  na via marítima vital.

Nos termos deste acordo, Teerão comprometeu-se a garantir passagem segura a navios comerciais pelo estreito de Ormuz, enquanto Washington aceitou levantar o bloqueio aos portos iranianos.

Segundo meios de comunicação norte-americanos que citam altos responsáveis dos EUA,  no sábado o presidente norte-americano Donald Trump repetiu os avisos de ação militar total se os ataques iranianos contra navios forem retomados.

Segundo fontes diplomáticas, a reunião de terça-feira estava inicialmente prevista para a Suíça, para abordar questões mais amplas, incluindo o programa nuclear iraniano. 

Porém, após o aumento dos confrontos militares no fim de semana, o local foi transferido para o Qatar e a agenda foi reduzida especificamente ao impasse no estreito de Ormuz.

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A OMS alerta que o mundo atravessa um período considerado perigoso, marcado pelo surgimento de novas ameaças sanitárias e pela fragilidade da cooperação internacional. Os recentes casos de hantavírus e a epidemia de ebola dominaram os debates da Assembleia Mundial da Saúde, que iniciou, esta segunda-feira, em Genebra.

As duas emergências sanitárias chamaram a atenção dos participantes logo no primeiro dia do encontro da Organização Mundial da Saúde. Enquanto o surto de hantavírus no navio MV Hondius gerou preocupações internacionais, a situação do ebola na República Democrática do Congo continua a aumentar o receio sobre a capacidade global de resposta a crises de saúde pública.

A direcção da OMS considera que estes acontecimentos representam apenas parte de um cenário mais amplo. O director-geral da organização advertiu que “são apenas as crises mais recentes em nosso mundo, presa de múltiplas turbulências”, numa referência aos vários factores que pressionam os sistemas globais de saúde.

Durante a sessão, o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, reforçou a necessidade de cooperação entre os países e afirmou que “nenhum país se salva sozinho”. E proteger os demais é a melhor forma de proteger todas sociedades”. A declaração surge num momento em que persistem desafios ligados ao financiamento da OMS e à coordenação internacional de respostas sanitárias.

Além das questões ligadas às epidemias, a assembleia deverá discutir reformas na arquitectura global da saúde, negociações sobre futuras pandemias e divergências entre países. 

O presidente dos Estados Unidos da América diz que cancelou o ataque ao Irão previsto para esta terça-feira. Donald Trump afirma que a decisão surge após pedidos dos líderes do Golfo, mas alerta que devem estar preparados para um ataque total e em grande escala a qualquer momento, caso não se chegue a um acordo aceitável.

O presidente dos Estados Unidos anunciou o adiamento de um ataque ao Irão previsto para esta terça-feira, a pedido dos líderes do Qatar, Arabia Saudita e dos Emirados Árabes, numa altura em que decorrem negociações sérias com Teerão. 

O informe repentino foi feito  através das redes sociais, logo após o Irão ter dito que respondeu a uma nova proposta dos EUA destinada a pôr fim à guerra. 

Apesar de ter pausado a ofensiva, Trump reforçou que as negociações estão sob um prazo curto e manteve a ameaça, indicando que os Estados Unidos estão preparados para lançar um ataque total. 

Segundo escreve a Euronews, logo após a visita realizada à China, o estadista norte-americano fez uma série de avisos, afirmando que “o relógio está a contar” e ameaçou que não restará nada do Irão, caso um entendimento não seja alcançado rapidamente. 

Em resposta a estes pronunciamentos, o Ministério da Defesa Iraninao advertiu aos EUA, esta terça-feira, para não cometerem nenhum erro estratégico nem de cálculos, pois as Forças Armadas Iranianas  têm o “dedo no gatilho” para responder de forma rápida, firme e poderosa a qualquer ofensiva. 

As autoridades garantem que , desta vez, a República Islâmica e as Forças Armadas se encontram numa posição de maior preparação em relação ao passado.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida estreou-se da melhor forma ao serviço da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, ao vencer a corrida de abertura da temporada de GT4 no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, em jornada pontuável para o Iberian Supercars e para o Campeonato de Portugal de Velocidade.

Ao volante do Toyota GR Supra GT4 EVO2, Almeida formou dupla com Francisco Mora numa prova de 50 minutos, em que a estratégia, a consistência e o trabalho de equipa foram determinantes para o resultado final.

Na primeira corrida do fim-de-semana, Mora e Almeida assumiram a liderança na fase decisiva da prova e geriram a vantagem até à bandeira de xadrez, vencendo a corrida à geral.

Cerca de 1000 pessoas, reassentadas na sequência das cheias registadas no final de 2025, beneficiaram-se da entrega de cabazes alimentares, no âmbito da campanha Rede Solidária. 

Trata-se de uma iniciativa da Fundação Vodacom  e a Vodafone M-Pesa, em parceria com a Plataforma Makobo e a iniciativa Chuva de Afectos, que visa apoiar as famílias provenientes dos bairros Fiche, Mazambanine, Tedeco e Jota, que, actualmente, estão reassentadas no bairro Filipe Samuel Magaia, em Estevel, onde enfrentam ainda grandes desafios de reintegração e acesso a meios básicos de subsistência. 

Através da campanha Rede Solidária, a Fundação Vodacom mobilizou cidadãos em todo o país para contribuir com donativos via carteira móvel M-Pesa. Os fundos arrecadados totalizaram, segundo o comunicado a que “O País” teve acesso,  246 488 meticais, valor que foi duplicado pela Fundação. 

A campanha contou ainda com uma contribuição significativa da Nokia, tendo sido, no total, angariados 1 397 cabazes, destinados a igual número de famílias. A preparação e distribuição dos cabazes foi assegurada por colaboradores voluntários da Vodacom.  

Segundo Cristina Azevedo, Directora da Fundação, a iniciativa demonstra o poder da solidariedade e da mobilização colectiva em momentos de maior necessidade. “A campanha Rede Solidária prova que, quando unimos esforços em torno de um propósito comum, conseguimos chegar mais longe e apoiar mais famílias. Tivemos muitas contribuições de cinco meticais, às vezes menos. Foram muitas pessoas a contribuir com o pouco que tinham, num gesto extraordinário de solidariedade e entreajuda, que foi verdadeiramente tocante”.

Para muitas famílias, os cabazes representam um apoio essencial num momento em que a subsistência diária permanece incerta. Leta Isaura Macuácua, residente na comunidade, expressou a gratidão das famílias.

A Confederação das Associações de Futebol da África Austral (COSAFA) tem uma nova liderança para o ciclo olímpico de 2026 a 2029. O dirigente tswana Tariq Babitseng foi eleito presidente da organização durante a Assembleia Geral realizada na capital zimbabweana, Harare.

Babitseng sucede ao angolano Artur Almeida e Silva, que cessou funções após a conclusão do seu mandato à frente do organismo desportivo regional. A eleição marca o início de uma nova era na gestão do futebol da África Austral, com promessas de maior dinamismo e modernização das competições.

Para além da eleição do novo timoneiro, a reunião magna definiu a restante composição do Comité Executivo. O malgaxe Alfred Randriamanampisoa assume o cargo de vice-presidente da federação regional.

O novo elenco executivo conta ainda com uma forte presença feminina na estrutura de decisão. Entre os novos membros destacados estão Brenda Kunda, da Zâmbia, e a dirigente angolana Irene Gonçalves, garantindo a representatividade e a continuidade do envolvimento de Angola nas esferas de decisão do futebol regional.

A nova equipa diretiva assume os comandos da COSAFA com o desafio imediato de expandir o calendário competitivo e fortalecer o desenvolvimento do futebol de formação em todos os países membros.

A angolana Irene Gonçalves, vice-presidente para o futebol feminino da FAF, foi nomeada, ontem, para o Comité Executivo do Conselho das Associações de Futebol da África Austral (COSAFA) para o quadriénio 2026-2029, segundo uma nota publicada nas redes sociais Facebook.

“Hoje (domingo) fui nomeada para o Comité Executivo da COSAFA para o período 2026-2029, um passo que encaro com enorme sentido de responsabilidade e dedicação ao futebol angolano. Quero agradecer a todos pelo apoio ao longo deste percurso”, escreveu.

A dirigente sente-se “honrada por poder representar Angola neste novo desafio e por contribuir para levar o nome do nosso país mais longe no panorama do futebol africano e poder contribuir para o desenvolvimento do Futebol Feminino e empoderamento da mulher”.

Irene Gonçalves destacou a família, o actual presidente da FAF, Alves Simões, e os colegas da direcção pelo apoio na caminhada que resultou na nomeação para organismo regional. 

A antiga internacional não esqueceu, igualmente, alguns antigos dirigentes desportivos, como o malogrado Rui Mingas, Paixão Júnior e Carlos Hendrick.

“Este caminho começou há muitos anos e foi marcado por pessoas que confiaram em mim e deram-me oportunidades fundamentais. O Dr. Rui Mingas convidou-me para coordenar o desporto na Universidade Lusíada. Mais tarde, o Dr. Paixão Júnior convidou-me para assumir funções como coordenadora no Progresso Sambizanga, onde também integrei o corpo directivo. Depois, recebi o convite do General Carlos Hendrick para o Clube Desportivo 1.º de Agosto, onde dei continuidade ao meu percurso como dirigente desportiva. Cada etapa foi essencial para chegar até aqui”, reconheceu.

Transportadores de diversas rotas da Matola denunciam alegada exclusão no processo de atribuição de subsídios criados para reduzir o impacto da crise de combustíveis no sector dos transportes semi-colectivos. 

Os operadores afirmam que, apesar de efectuarem contribuições regulares às associações filiadas à Federação Moçambicana de Transportadores Rodoviários (FEMATRO), continuam fora dos mecanismos de compensação anunciados pelo Governo. As associações, entretanto, rejeitam as acusações e atribuem as críticas a indivíduos com interesses de criar instabilidade no sector.

As reclamações dos transportadores vão além da questão dos subsídios. Os operadores denunciam alegados esquemas de favorecimento e acusam algumas lideranças de privilegiarem grupos restritos no processo de selecção dos beneficiários. 

“Há um grupinho que eles escolhem entre eles, os chefes, então metem os carros. Alguns até metem carros que nem estão aqui a trabalhar, mas foram tratar licença e metem os carros como se estivessem a trabalhar”, denunciou o transportador, Timóteo, alegando irregularidades no processo.

A insatisfação também recai sobre a cobrança de taxas diárias canalizadas às associações, cujo retorno, segundo os operadores, continua por esclarecer. Alguns transportadores afirmam que, ao longo de vários anos de actividade, nunca receberam benefícios directos provenientes das contribuições efectuadas. 

“Se fizermos um cálculo simples, por exemplo, de dois mil carros a fazer uma contribuição diária, podemos ter mensalmente perto de três milhões de meticais. Onde é que está a ir esse dinheiro?”, questionou o transportador, Américo Tembe. Jorge Oliveira, reforçou que “sou transportador há mais de 30 anos, contribuo com essas taxas, mas nunca tive nenhum benefício”.

Os queixosos exigem maior transparência na gestão dos recursos arrecadados e admitem recorrer aos tribunais para exigir esclarecimentos. “Nós vamos levar a barra ao tribunal. Ele vai nos pagar o dinheiro que andou a recolher do nosso”, declarou o operador, Jacinto Morais, manifestando igualmente descontentamento com a permanência prolongada de algumas lideranças nas organizações.

As associações rejeitam categoricamente qualquer irregularidade e sustentam que a gestão dos recursos é feita de acordo com as necessidades internas das instituições. Segundo António Bambo, da Associação ULTRAMAP, as contribuições destinam-se ao funcionamento administrativo das organizações. 

“O dinheiro recolhido é dirigido para a funcionalidade da instituição, que tem trabalhadores, edifícios alugados e outras despesas internas”, explicou, acrescentando que “é difícil para alguém de fora saber qual é o dinheiro, a não ser que se sente e procure esclarecimentos”.

As organizações afirmam ainda estar abertas ao diálogo, mas consideram que algumas críticas resultam de falta de informação ou de tentativas de descredibilização das estruturas associativas. “As portas estão abertas para todos se aproximarem e dar as suas inquietações”, afirmou António Bambo.

Em reacção ao caso, a FEMATRO entende que a situação resulta de falhas de comunicação e garante que decorre um trabalho de orientação junto dos transportadores para facilitar a regularização documental exigida para o acesso aos subsídios. 

O vice-presidente da organização, Alexandre Gove, explicou que “já foi orientado às associações para reunirem com os proprietários das viaturas, na condição de lhes informar qual é o processo para juntar os documentos necessários para aceder à compensação”.

Apesar das garantias, a federação admite ainda não possuir um levantamento definitivo sobre o número de operadores que poderão beneficiar dos apoios. “Ainda não temos esse levantamento”, reconheceu Alexandre Gove, assegurando, contudo, que não haverá injustiças na implementação das compensações previstas.

Durante a recolha de informações, a equipa de reportagem assistiu ainda à entrega de uma intimação a um dos transportadores que contestam o processo, por alegada promoção de conflitos no sector.

A persistente escassez de combustíveis em Moçambique continua a gerar preocupação entre consumidores, empresários e especialistas, mesmo após a entrada em vigor dos novos preços dos derivados de petróleo no passado dia 7 de Maio. O tema dominou o debate do programa televisivo Pontos de Vista, onde analistas apontaram falhas estruturais no sistema de importação e criticaram a falta de comunicação das autoridades durante a crise.

O comentador Alberto da Cruz considera que a situação actual revela o fracasso do modelo centralizado de importação de combustíveis adoptado pelo País. Segundo o analista, o controlo rígido de preços imposto pelo Estado desencoraja os operadores privados e reduz a competitividade do sector.

“O mecanismo de preço rígido que o Estado adoptou cria desincentivo para quem quer importar combustível. Não há razão para vender a um preço inferior ao custo real de importação”, afirmou.

Da Cruz entende ainda que a excessiva centralização fragiliza a capacidade de resposta do mercado em períodos de crise.

“Como o sistema é bastante centralizado, não permite competitividade entre os actores. E quando não há competitividade, o sector deixa de ser resiliente”, acrescentou.

O comentador também questionou o silêncio das instituições financeiras sobre a alegada escassez de divisas, apontada por vários sectores como um dos factores que condiciona a importação regular de combustíveis.

“Se Moçambique está bem em termos de reservas internacionais, como dizem os relatórios do Banco Central e o Governo, então o que realmente está a acontecer?”, questionou.

Por sua vez, Hélder Joana criticou a ausência de comunicação institucional numa altura em que a população enfrenta longas filas nos postos de abastecimento e incertezas sobre o fornecimento.

“Numa situação de crise como a que estamos a viver, o primeiro elemento é comunicação. A Direcção Nacional de Combustíveis devia explicar claramente o que está a acontecer”, defendeu.

Segundo Joana, a falta de informação agrava a insegurança dos consumidores e alimenta especulações no mercado.

Os novos preços dos combustíveis foram anunciados pela Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) e entraram em vigor a 7 de Maio. A gasolina passou de 83,57 para 93,69 meticais por litro, representando um aumento de 12,11%, enquanto o gasóleo registou uma subida de 45,53%, passando de 79,88 para 116,25 meticais por litro.

O Governo justificou os reajustes com a pressão dos preços internacionais do petróleo e os efeitos da instabilidade geopolítica no Médio Oriente, particularmente o agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão.

O secretário de Estado em Cabo Delgado alertou para uma alegada perda de controlo das comunidades locais sobre a população, situação que, segundo afirmou, estaria a ser explorada por indivíduos desconhecidos e supostamente ligados a acções contra o Estado.

A preocupação foi manifestada na sede distrital de Metuge, durante a cerimónia de lançamento da campanha de comercialização agrícola, num momento em que persistem desafios de segurança associados ao conflito armado que afecta a província desde 2017.

Segundo o dirigente, a presença de pessoas consideradas estranhas às comunidades locais está a comprometer os mecanismos tradicionais de vigilância e controlo social.

“A população não pode sair da sua aldeia por causa das pessoas que vieram de muito longe, nem sabemos de onde vêm”, afirmou.

Fernando de Sousa apelou aos líderes comunitários para reforçarem os mecanismos locais de monitoria e identificação de residentes e visitantes nas aldeias.

“Cada líder tem que criar um sistema de controlo. O sistema de banir aqueles malandros, ladrões”, declarou.

Como parte das medidas defendidas, os líderes locais deverão manter registos actualizados dos habitantes e acompanhar a permanência de visitantes nas comunidades.

“O líder tem a responsabilidade de saber quem está na aldeia, ter a lista da sua população e saber quem é o hóspede que chega e quanto tempo vai permanecer”, explicou De Sousa.

O dirigente acrescentou que, devido ao contexto de conflito armado na província, as comunidades devem adoptar uma postura permanente de vigilância.

“Nós temos regras porque estamos num conflito. A vigilância deve ser permanente”, reforçou.

Cabo Delgado continua a enfrentar uma situação de instabilidade provocada pela insurgência armada, que já causou milhares de mortes e deslocados internos nos últimos anos. 

Dados recentes da Organização Internacional para as Migrações (OIM) indicam que mais de 700 mil pessoas continuam deslocadas devido à violência na região norte do país. A situação tem levado as autoridades a reforçar medidas de segurança e mobilização comunitária em vários distritos considerados vulneráveis.

O Clube Desportivo 1.º de Agosto reforçou o plantel sénior feminino de basquetebol com a contratação de duas atletas moçambicanas apontadas como apostas estratégicas para a nova temporada: a base Sílvia Amadeu Veloso e a poste Suraya Rijal. 

As duas jogadoras chegam com perfis distintos, mas complementares, numa fase em que o emblema angolano procura manter-se entre as principais referências do basquetebol feminino africano.

Proveniente do Ferroviário de Maputo, Sílvia Veloso, de 27 anos e 1,72 metros de altura, destaca-se pela capacidade de organização ofensiva, leitura de jogo e experiência acumulada no campeonato moçambicano. A atleta deverá assumir funções importantes na condução da equipa, oferecendo maior estabilidade na armação e velocidade nas transições ofensivas.

A contratação é vista como um reconhecimento do crescimento competitivo do basquetebol feminino moçambicano, que nos últimos anos tem exportado talentos para campeonatos mais exigentes da região e do exterior.

Já Suraya Rijal regressa ao continente africano após uma experiência no Imortal Basquete Feminino, em Portugal. Com apenas 23 anos e 1,85 metros de altura, a poste moçambicana chega ao 1.º de Agosto trazendo maior presença física na zona interior, capacidade defensiva e experiência adquirida no basquetebol europeu.

Fontes ligadas ao clube consideram que a jovem atleta poderá desempenhar um papel importante no equilíbrio defensivo da equipa e no reforço das soluções ofensivas próximas do cesto, especialmente em competições internacionais.

O reforço do plantel acontece num momento em que o 1.º de Agosto procura recuperar protagonismo absoluto nas provas nacionais e continentais, num contexto de crescente competitividade no basquetebol feminino africano. A direcção técnica do clube aposta numa combinação entre experiência e juventude para consolidar um grupo capaz de disputar títulos em várias frentes.

Para analistas desportivos, a chegada das duas internacionais moçambicanas também reforça os laços históricos entre os campeonatos de Angola e Moçambique, considerados dois dos principais centros de desenvolvimento do basquetebol na África Austral.

“O mercado regional está cada vez mais competitivo e estas movimentações mostram que os clubes continuam atentos ao talento moçambicano, sobretudo no sector feminino”, considera a comentadora desportiva angolana Helena Pires.

Com a integração de Sílvia Veloso e Suraya Rijal, o 1.º de Agosto envia um sinal claro de ambição para a nova época: construir uma equipa equilibrada, competitiva e preparada para continuar a escrever páginas importantes na história do basquetebol feminino africano.

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