Transformar o Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, criar um Tribunal de Contas, garantir autonomia financeira ao poder judicial e reforçar a justiça eleitoral, bem como o combate à corrupção, são algumas das principais propostas constantes no Pacto pela Justiça e Estado de Direito Democrático.
O documento foi apresentado durante o Congresso da Justiça, realizado recentemente na cidade de Maputo, tendo o seu texto final sido tornado público esta sexta-feira pela Procuradoria-Geral da República.
Para responder aos desafios enfrentados pelo sector, o Segundo Fórum da Justiça, realizado há uma semana na capital do País, recomendou um conjunto de reformas estruturais consideradas essenciais para o fortalecimento do sistema judicial.
Entre as principais propostas destacam-se a transformação do Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, a conversão do Tribunal Administrativo em Supremo Tribunal Administrativo e a criação de um Tribunal de Contas.
Para além destas alterações institucionais, o documento de 18 páginas defende igualmente o reforço da independência dos tribunais, com enfoque na autonomia administrativa e financeira do poder judicial.
O pacto propõe ainda a constitucionalização da fixação de uma percentagem do Orçamento do Estado destinada ao sector da Justiça, de forma a garantir uma autonomia financeira efectiva e progressiva.
No capítulo eleitoral, o documento sublinha que a credibilidade dos resultados constitui uma condição essencial para a paz e estabilidade no País, alertando que Moçambique não deve continuar a enfrentar crises pós-eleitorais evitáveis através da implementação de reformas estruturais.
“O País não pode continuar a assistir a crises pós-eleitorais evitáveis, quando existem reformas que estão ao alcance do Estado”, refere o documento.
O Pacto pela Justiça dedica igualmente atenção ao combate à corrupção no sistema judicial, classificando o fenómeno como uma das mais graves ameaças ao Estado de Direito.
“A corrupção no sistema de justiça é a mais grave das traições ao Estado de Direito, porque subverte o único árbitro que os cidadãos têm para defender os seus direitos”, lê-se no documento.
Para enfrentar este problema, são propostas medidas como a criação de canais confidenciais de denúncia, o reforço da fiscalização das declarações patrimoniais dos magistrados e uma maior cooperação entre as instituições de justiça e a sociedade civil.
O Yango Group anunciou o lançamento da Yango Tech em África, expandindo a presença da empresa na região com um portfólio de soluções de inteligência artificial e infra-estrutura digital destinadas a empresas e organizações do sector público.
A expansão marca a entrada do Yango Group para implementações tecnológicas B2B e soluções de IA. A Yango Tech pretende concentrar-se em apoiar organizações na automatização de operações, modernização de infra-estruturas e adopção de ferramentas de inteligência artificial em sectores como mobilidade, saúde, serviços financeiros e retalho.
O portfólio africano da Yango Tech inclui programas de adopção de IA generativa, tecnologias para cidades inteligentes, soluções de digitalização na área da saúde e plataformas para serviços financeiros e comércio electrónico.
Segundo o comunicado a que “O País” teve acesso, a Yango Tech apoia organizações públicas e privadas na identificação de áreas onde a IA pode gerar valor mensurável, no desenvolvimento de roteiros de implementação, avaliação do retorno sobre investimento (ROI) e integração de ferramentas de IA nas operações diárias.
A oferta inclui ainda suporte à implementação, estruturas de governação de IA e programas de formação para executivos e equipas operacionais. “Os mercados africanos estão a demonstrar uma procura crescente por automação, modernização de infra-estruturas e aplicações práticas de inteligência artificial”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group.
“O objectivo da Yango Tech é ajudar organizações a implementar tecnologia de forma a melhorar a eficiência operacional e apoiar a transformação digital a longo prazo”, acrescentou.
O Governo argelino manifestou disponibilidade para apoiar a formação de quadros moçambicanos no sector farmacêutico e avançar, futuramente, com a transferência de tecnologia para a produção de medicamentos em Moçambique.
A garantia foi apresentada à Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, durante a visita oficial que efectua à Argélia, no âmbito do reforço das relações de cooperação entre os dois países.
No quarto e último dia da visita, a dirigente moçambicana deslocou-se às instalações do Grupo Saidal, considerado um dos maiores complexos farmacêuticos do continente africano, onde se inteirou dos processos de produção e desenvolvimento de medicamentos.
Durante o encontro com os gestores da empresa e representantes do governo argelino ligados ao sector farmacêutico, Margarida Talapa procurou obter esclarecimentos sobre as perspectivas concretas de cooperação entre Moçambique e o Grupo Saidal, sobretudo no que diz respeito à exportação de medicamentos e eventual instalação de capacidades produtivas no país.
A presidente do Parlamento moçambicano recordou que o Governo de Moçambique já havia manifestado interesse em estabelecer uma parceria com a gigante argelina para o fortalecimento da indústria farmacêutica nacional, mas que até ao momento ainda não existia uma resposta definitiva sobre os mecanismos de cooperação pretendidos.
Em resposta, Ben Silmone, representante do governo argelino para o pelouro farmacêutico, assegurou que existem perspectivas concretas para a capacitação de profissionais moçambicanos e para a partilha gradual de tecnologia de produção de medicamentos. Contudo, evitou confirmar, para já, a abertura de uma sucursal do Grupo Saidal em território moçambicano.
“Existem perspectivas para formação de moçambicanos no sector e para partilha de alguma tecnologia”, afirmou o responsável argelino, sublinhando que o processo deverá evoluir de forma gradual e em coordenação com as autoridades dos dois países.
Por sua vez, a representante do Grupo Saidal, Salleli Feriel, explicou que estão em curso alguns procedimentos técnicos e administrativos para viabilizar as pretensões apresentadas por Moçambique no âmbito da cooperação farmacêutica bilateral.
A possível parceria surge numa altura em que Moçambique procura reduzir a dependência externa no fornecimento de medicamentos e fortalecer a capacidade nacional de produção farmacêutica, considerada estratégica para o sistema nacional de saúde.
A visita de Margarida Talapa à Argélia insere-se igualmente nos esforços de aprofundamento das relações diplomáticas, económicas e técnicas entre Maputo e Argel, com enfoque em sectores considerados prioritários para o desenvolvimento nacional.
Os conflitos entre pessoas deslocadas e comunidades acolhedoras estão a registar uma tendência de redução na província de Cabo Delgado, segundo a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), entidade que há cerca de cinco anos promove iniciativas de coesão social na região norte do país.
De acordo com a instituição, o principal foco de tensão continua a ser o acesso à terra, especialmente às machambas utilizadas para agricultura de subsistência, consideradas essenciais para a sobrevivência tanto das famílias deslocadas como das comunidades locais.
Alguns deslocados afectados pela violência armada relatam que a convivência inicial foi mais harmoniosa durante o período em que recebiam assistência humanitária regular, situação que, segundo dizem, mudou com a redução da ajuda.
“O ambiente daqui era bom quando recebíamos comida e outros donativos porque partilhávamos quase tudo, mas desde que parou a ajuda humanitária, a situação mudou. Algumas pessoas foram forçadas a devolver as machambas, e outras já foram avisadas para entregarem este ano”, afirmou Yaya de Camões, deslocado de Mocímboa da Praia.
Outros testemunhos apontam dificuldades na fase inicial da integração, sobretudo pela ausência de meios de subsistência e necessidade de recorrer à agricultura local. “Quando cheguei aqui não trouxe nada. Foi um período difícil, porque tinha de recorrer às hortas para conseguir comida”, relatou Carmona Cesário, deslocado de Quissanga.
Apesar dos desafios, as autoridades e organizações locais destacam que a convivência tem vindo a melhorar com o tempo, à medida que são implementados projectos de geração de rendimento e integração comunitária. A ADIN tem promovido iniciativas que incluem formação profissional, apoio a pequenos negócios e actividades agrícolas partilhadas entre deslocados e comunidades anfitriãs.
Segundo beneficiários, estas acções estão a contribuir para a redução de tensões e para a criação de novas oportunidades económicas. “Recebi materiais para ensinar alunos e já formei seis jovens, que receberam ferramentas de trabalho como martelos, serras e outros equipamentos”, explicou Amisse Jamal, residente em Ancuabe.
Outros membros da comunidade afirmam que a relação entre deslocados e residentes locais evoluiu para uma convivência mais estável. “No início era complicado, mas com o tempo tornámo-nos sócios e hoje já percebemos que estas pessoas fazem parte daqui”, disse Bernardo Yapuanhaca, também residente em Ancuabe.
Alguns deslocados confirmam igualmente melhorias no acesso à terra e na integração social. “Na altura havia resistência, mas agora já conseguimos ter machambas e tudo está melhor. Tivemos de aprender a viver juntos”, afirmou Carmona Cesário.
Para outros, a convivência actual já é marcada por maior entendimento e partilha de práticas agrícolas e culturais entre comunidades. “Agora já aprendemos uns com os outros. Conhecemos as culturas da comunidade acolhedora e também partilhamos as nossas”, disse Rabia Ali, deslocada de Quissanga.
As autoridades consideram que a combinação entre apoio socioeconómico, formação e integração comunitária tem sido fundamental para reduzir tensões e promover a estabilidade social numa província ainda marcada pelos efeitos do conflito armado
O Governo autorizou a constituição de equipas técnicas para negociar vários projectos estratégicos no sector de transportes e logística, incluindo concessões ligadas ao Terminal de Cargas Perigosas de Dondo, Porto de Quelimane, Terminal de Combustíveis do Corredor de Savane e Corredor de Desenvolvimento de Mapinhane/Pafuri e Pafuri/Machecane. Apreciou também a resolução que propõe a atribuição do Título Honorífico de Herói da República de Moçambique ao falecido Tenente-General na Reserva Joaquim João Munhepe Muhlanga, entre outras matérias.
O Conselho de Ministros realizou esta terça-feira a sua 13.ª Sessão Ordinária, durante a qual apreciou e aprovou um conjunto de medidas consideradas estratégicas para a modernização da administração pública, gestão das infra-estruturas e reforço da eficiência institucional no país.
Entre as principais decisões da sessão destaca-se a aprovação do Decreto que cria a Central de Aquisições do Estado, Instituto Público (CAE, IP), entidade que passará a centralizar os processos de contratação pública em todo o território nacional. Segundo o Governo, a nova instituição visa assegurar maior eficiência, racionalização da despesa pública e transparência na gestão das aquisições do Estado.
No âmbito desta reforma, o Executivo aprovou igualmente alterações ao Regulamento de Contratação de Empreitadas de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, actualmente regulado pelo Decreto n.º 79/2022, de 30 de Dezembro. As mudanças pretendem melhorar a planificação dos concursos públicos, fortalecer os mecanismos de controlo e potenciar ganhos de economia de escala.
O Conselho de Ministros aprovou ainda o Decreto que estabelece os termos do contrato de concessão dos serviços de fornecimento, instalação e manutenção de equipamento de Inspecção Não Intrusiva, no quadro de uma parceria público-privada. O objectivo é introduzir novos sistemas tecnológicos de fiscalização e controlo em infra-estruturas estratégicas.
No sector da aviação civil, foi aprovado o novo Regulamento sobre Licenciamento de Operadores Aéreos Particulares, que revoga o Decreto n.º 38/2011, de 2 de Setembro. O diploma actualiza o regime jurídico aplicável aos operadores aéreos não comerciais, incluindo pessoas singulares e colectivas que realizam transporte aéreo ou trabalho aéreo sem fins lucrativos.
Outro ponto de destaque da sessão foi a profunda reestruturação do sector rodoviário nacional. O Governo aprovou a extinção do Fundo de Estradas, Fundo Público, integrando-o como património autónomo da Administração Nacional de Estradas (ANE, IP).
Segundo o Executivo, a medida visa aumentar a eficácia, sustentabilidade e qualidade dos serviços prestados no sector das estradas, eliminando sobreposições institucionais e reforçando a coordenação operacional. Paralelamente, foi aprovado o novo Regulamento do Fundo de Estradas, adaptado à nova estrutura institucional.
Na sessão, o Conselho de Ministros apreciou também uma resolução que propõe ao Presidente da República, Daniel Chapo, a atribuição do Título Honorífico de Herói da República de Moçambique ao falecido Tenente-General na Reserva Joaquim João Munhepe Muhlanga. A resolução determina ainda a realização de Funeral de Estado e a observância de dois dias de Luto Nacional a contar da data do funeral.
Durante o período de luto, a Bandeira Nacional deverá ser içada a meia-haste em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares moçambicanas.
O Executivo autorizou igualmente a constituição de equipas técnicas para negociar, em regime de ajuste directo, vários projectos estratégicos no sector de transportes e logística, incluindo concessões ligadas ao Terminal de Cargas Perigosas de Dondo, Porto de Quelimane, Terminal de Combustíveis do Corredor de Savane e ao Corredor de Desenvolvimento de Mapinhane/Pafuri e Pafuri/Machecane.
Entre os parceiros envolvidos nas futuras negociações figuram a Petromoc, a CFM e o consórcio CODEMAPA, S.A.
Além das deliberações, o Governo apreciou informações relacionadas com a época chuvosa e ciclónica 2025/2026, incluindo a situação da cólera em algumas regiões do País, a preparação da XVI edição dos Jogos Desportivos Escolares, prevista para Inhambane em 2026, as tarifas de água potável a vigorarem a partir deste ano e a organização da III Conferência Internacional Crescendo Azul, marcada para os dias 11 e 12 de Junho de 2026.
A selecção nacional de futebol de sub-17 do nosso País enfrenta, nesta quarta-feira, a congénere de Angola, num duelo decisivo para as aspirações das duas equipas no Campeonato Africano das Nações (CAN) da categoria.
O encontro, agendado para as 18h00 (hora de Maputo), poderá definir o futuro dos “Mambinhas” na competição continental.
Inseridas no Grupo C, Moçambique e Angola chegam à última jornada da fase de grupos pressionadas pela necessidade de vencer para manterem vivas as esperanças de qualificação aos quartos-de-final e, consequentemente, continuarem na corrida por uma vaga no Campeonato do Mundo Sub-17.
A formação moçambicana ocupa actualmente a terceira posição do grupo, com os mesmos pontos que Angola, que segue no quarto lugar devido à diferença de golos. O cenário transforma o embate desta quarta-feira num verdadeiro “tudo ou nada”, numa altura em que qualquer deslize poderá significar o adeus prematuro à competição.
Além da obrigação de conquistar os três pontos, os Mambinhas estarão atentos ao desfecho do outro jogo do grupo, entre Tanzânia e Mali, resultado que poderá influenciar directamente as contas do apuramento.
Ainda assim, no seio da equipa técnica moçambicana prevalece a convicção de que o foco principal deve estar no desempenho da própria selecção dentro das quatro linhas.
Ao longo da fase de grupos, Moçambique demonstrou momentos de qualidade ofensiva e organização táctica, mas também algumas fragilidades defensivas que procurará corrigir diante dos angolanos.
A equipa técnica trabalhou nos últimos dias aspectos ligados à finalização e concentração defensiva, considerados fundamentais para um jogo de elevada intensidade emocional e competitiva.
Do lado angolano, a expectativa é igualmente elevada. Os “Palanquinhas” chegam ao confronto com o mesmo objectivo e prometem dificultar ao máximo as intenções moçambicanas, num clássico regional que historicamente costuma ser equilibrado nas competições juvenis africanas.
Para os jovens moçambicanos, uma eventual qualificação representaria um marco importante no processo de desenvolvimento do futebol de formação nacional, reforçando o trabalho realizado nos escalões jovens pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF).
A nação desportiva moçambicana acompanha com expectativa o decisivo compromisso dos Mambinhas, numa partida que poderá manter vivo o sonho continental e mundial da nova geração do futebol nacional.
O sorteio da fase de grupos de qualificação à fase final do CAN do Uganda, Tanzania e Quénia, realizado esta terça-feira, colocou Moçambique no Grupo J, ao lado do Senegal, Sudão e Etiópia, numa caminhada que inicia em Setembro e termina em Março do próximo ano. A fase final terá lugar em Junho e Julho de 2027.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) realizou, nesta terça-feira, no Cairo, o sorteio oficial das eliminatórias de acesso ao Campeonato Africano das Nações (CAN 2027), definindo os caminhos das 48 selecções nacionais que vão disputar uma vaga na maior competição futebolística do continente africano.
Moçambique ficou inserido no Grupo J, considerado um dos mais competitivos da fase de qualificação, ao lado do Senegal, Sudão e Etiópia. A selecção nacional, orientada por Chiquinho Conde, terá pela frente o desafio de enfrentar uma das maiores potências do futebol africano da actualidade — o Senegal — além de duas selecções que têm demonstrado crescimento competitivo nos últimos anos.
Os “Mambas” entram nesta campanha embalados pelos sinais positivos apresentados nas últimas competições internacionais, incluindo a participação meritória no CAN 2023, realizado na Costa do Marfim, onde a equipa voltou a afirmar-se no panorama continental.
A expectativa da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) passa por consolidar esse crescimento e lutar por um dos dois lugares de apuramento directo disponíveis no grupo.
O Senegal surge como principal favorito do Grupo J. Liderada por jogadores de renome internacional e com um histórico recente de grande consistência competitiva, a selecção senegalesa continua a figurar entre as mais fortes de África.
Já o Sudão e a Etiópia representam adversários tradicionalmente difíceis, sobretudo nos jogos disputados fora de casa, onde factores climáticos e logísticos costumam pesar nas eliminatórias africanas.
Além de Moçambique, outras selecções dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) também conheceram os respectivos adversários. Angola integra o Grupo B, juntamente com Egipto, Malawi e Sudão do Sul, enquanto Cabo Verde ficou no Grupo K ao lado do Mali, Ruanda e Libéria. A Guiné-Bissau vai disputar o Grupo L, frente à Nigéria, Madagáscar e Tanzânia.
O sorteio confirmou igualmente a presença de algumas das maiores potências do continente distribuídas pelos diferentes grupos, entre elas Marrocos, Argélia, Tunísia, Costa do Marfim, Camarões, Mali e República Democrática do Congo.
De acordo com o regulamento da CAF, apenas as duas primeiras classificadas de cada um dos 12 grupos garantirão presença na fase final do CAN 2027, competição que será co-organizada por Quénia, Tanzânia e Uganda, entre 19 de Junho e 17 de Julho de 2027.
O calendário das eliminatórias será disputado em três janelas internacionais da FIFA. As jornadas 1 e 2 estão previstas para decorrer entre 21 de Setembro e 6 de Outubro de 2026. Já as jornadas 3 e 4 terão lugar de 9 a 17 de Novembro de 2026, enquanto as últimas duas rondas serão realizadas entre 22 e 30 de Março de 2027.
A Federação Moçambicana de Futebol deverá anunciar nas próximas semanas o plano de preparação da selecção nacional para os primeiros compromissos oficiais da campanha.
A expectativa entre os adeptos moçambicanos cresce em torno da possibilidade de os Mambas garantirem nova presença na fase final do CAN, reforçando o actual ciclo de crescimento do futebol nacional.
O presidente da empresa Jindal Steels, que explora carvão na província de Tete, compromete-se em investir mais em Moçambique. O compromisso foi assumido após Naveen Jindal ter-se reunido com Daniel Chapo em Maputo.
O grupo indiano, Jindal, opera em Moçambique há cerca de 15 anos. O presidente daquela empresa, Naveen Jindal, foi recebido, na segunda-feira, pelo Presidente da República, Daniel Chapo e, na ocasião, manifestou o interesse.
“O ambiente de trabalho em Moçambique é muito acolhedor, é muito positivo e nós recebemos todo o apoio das pessoas e do governo. Então há uma cultura de trabalho muito boa e os moçambicanos são pessoas muito trabalhadoras. Então, é por isso que somos capazes de trabalhar aqui, podemos crescer e é por isso que equacionamos fazer mais investimentos em Moçambique”, disse Jindal.
O grupo Jindal detém a Vulcan Internacional, proprietária da Vulcan Moçambique, ax-Vale. Hoje, a Vulcan é uma das maiores exportadoras do País e opera na extração de carvão mineral e em projetos de geração de energia.
Vulcan Moçambique é o maior exportador de Moçambique e o maior empregador de Moçambique. E tivemos a oportunidade de conhecer Sua Excelência, o Presidente de Moçambique, o Sr. Chapo. E foi um óptimo encontro. Então, ele encorajou-nos a investir mais em Moçambique e nós garantimos-lhe que vamos investir muito em Moçambique”, disse o gestor.
Nigéria e Estados Unidos da América reforçaram operações militares conjuntas contra o grupo Estado Islâmico, no nordeste do território nigeriano. Os novos ataques mataram 20 terroristas, enquanto o país enfrenta uma escalada de violência, marcada por acções armadas e sequestros em massa.
As operações foram realizadas após serviços de inteligência identificarem movimentações e reagrupamentos de combatentes ligados ao grupo extremista. Segundo autoridades militares, a acção integra uma estratégia contínua para travar o avanço de grupos armados que operam em diferentes regiões do país.
Em comunicado, o Quartel-General de Defesa da Nigéria explicou que “múltiplos ataques aéreos foram realizados, resultando na eliminação de mais de 20 combatentes da Província do Estado Islâmico na África Ocidental”. A operação acontece poucos dias depois da morte de um dos principais líderes do grupo.
Por sua vez, o Comando Africano dos Estados Unidos confirmou o envolvimento na missão e afirmou que “a inteligência confirmou que os alvos eram militantes do ISIS”,acrescentando que não houve feridos entre as forças participantes na operação.
Apesar das ofensivas militares, a situação de segurança continua preocupante. Na semana passada, homens armados sequestraram 46 pessoas, a maioria crianças, durante ataques coordenados a escolas no sudoeste da Nigéria, aumentando os receios sobre a persistência da violência e da insegurança no país.
A OMS alerta que o mundo atravessa um período considerado perigoso, marcado pelo surgimento de novas ameaças sanitárias e pela fragilidade da cooperação internacional. Os recentes casos de hantavírus e a epidemia de ebola dominaram os debates da Assembleia Mundial da Saúde, que iniciou, esta segunda-feira, em Genebra.
As duas emergências sanitárias chamaram a atenção dos participantes logo no primeiro dia do encontro da Organização Mundial da Saúde. Enquanto o surto de hantavírus no navio MV Hondius gerou preocupações internacionais, a situação do ebola na República Democrática do Congo continua a aumentar o receio sobre a capacidade global de resposta a crises de saúde pública.
A direcção da OMS considera que estes acontecimentos representam apenas parte de um cenário mais amplo. O director-geral da organização advertiu que “são apenas as crises mais recentes em nosso mundo, presa de múltiplas turbulências”, numa referência aos vários factores que pressionam os sistemas globais de saúde.
Durante a sessão, o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, reforçou a necessidade de cooperação entre os países e afirmou que “nenhum país se salva sozinho”. E proteger os demais é a melhor forma de proteger todas sociedades”. A declaração surge num momento em que persistem desafios ligados ao financiamento da OMS e à coordenação internacional de respostas sanitárias.
Além das questões ligadas às epidemias, a assembleia deverá discutir reformas na arquitectura global da saúde, negociações sobre futuras pandemias e divergências entre países.

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