O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola.
Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento Infantil, onde se mostrou disponível para responder às preocupações levantadas pelos deputados, relacionadas com áreas como saúde, educação e segurança.
O Chefe do Estado chamou a atenção para a responsabilidade das escolas, das famílias e das instituições do Estado na protecção e desenvolvimento das crianças, defendendo que nenhuma deve ser silenciada ou privada do direito de expor as suas preocupações.
Entre os problemas levantados pelos deputados estiveram as gravidezes precoces e as uniões prematuras. Sobre a matéria, Chapo recordou que estas práticas são puníveis por lei, mas reconheceu que persistem dificuldades na denúncia, sobretudo em determinadas comunidades e ambientes sociais.
O Presidente da República destacou igualmente a necessidade de combater a insegurança em Cabo Delgado, apontando o terrorismo como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e à continuidade da educação das crianças afectadas pelos deslocamentos.
“A primeira coisa que eu gostaria de fazer […] é resolver o terrorismo em Cabo Delgado”, afirmou Daniel Chapo, sublinhando que muitas crianças são obrigadas a deslocar-se constantemente, o que compromete a sua permanência na escola.
No encerramento da sessão, o Chefe do Estado determinou ainda que, antes da realização da IX Sessão do Parlamento Infantil, seja apresentado um balanço das recomendações feitas pelas crianças, indicando claramente o que foi cumprido e o que permanece por concretizar.
Faixa de Gaza é o lugar mais faminto da terra, alertou um porta-voz das Nações Unidas em Genebra, na sexta-feira. O responsável enfatiza que toda a população corre o risco de fome devido aos severos obstáculos à ajuda humanitária.
Jens Laerke, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, disse à imprensa, na última sexta-feira, que a Faixa de Gaza é a única zona do mundo onde toda a população corre o risco de fome.
Laerke explicou que, desde a reabertura da fronteira de Kerem Shalom, entre Israel e Gaza, há 10 dias, quase 900 caminhões de ajuda humanitária foram aprovados para entrar, mas, menos de 600 foram descarregados em Gaza.
O porta-voz ressalta ainda que um número ainda menor de carregamentos de ajuda foi distribuído na Faixa de Gaza, citando as rotas “congestionadas e inseguras”, bem como “atrasos significativos” no processo de aprovação.
O porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários enfatizou também que o número limitado de caminhões que chegam à Faixa de Gaza equivale a pouco mais do que um “gotejamento”.
Dados mais recentes indicam que a Faixa de Gaza tem pouco mais de dois milhões de habitantes, com um número de mortes que ultrapassa 50 mil.
O confronto marca a segunda final da Liga dos Campeões da história do PSG, que tenta conquistar o título inédito. Já o Inter busca sua quarta taça da principal competição de clubes da Europa, após vencer o último título na temporada 2009/10.
O Inter de Milão chega à final com uma campanha sólida: 14 jogos, 10 vitórias, três empates e apenas uma derrota, com 27 golos marcados e 11 sofridos. A equipa de Simone Inzaghi eliminou o Feyenoord, Bayern de Munique e Barcelona no mata-mata, com destaque para a semifinal contra os catalães, vencida com um agregado de 7-6.
O PSG, sob comando do técnico Luis Enrique, fez 16 jogos, com 10 vitórias, um empate e cinco derrotas. E como não se classificou directamente aos oitavos-de-final, passou pelos playoffs contra o Brest e depois superou Liverpool, Aston Villa e Arsenal.
Se por um lado, Luis Enrique destacou o peso histórico do momento e a força defensiva do Inter de Milão, por outro Simone Inzaghi afirmou que a equipa precisa de concentração e determinação, mas sem obsessão.
O técnico elogiou o elenco, com jogadores experientes e campeões, e disse que o Inter sabe como se comportar em decisões. Mais de 70 mil espectadores poderao assistir ao jogo.
Alberto Ferreira, candidato a Secretário-geral do PODEMOS, que obteve maior número de votos no escrutínio de 25 de Maio, mas que não foi consagrado vencedor, alegadamente por não ter atingido 50% dos votos, submeteu, na última sexta-feira, uma providência cautelar, ao Tribunal Judicial do Distrito Municipal Kamavota, com objectivo de travar a realização da segunda volta de eleições no PODEMOS.
No documento datado de 30 de Maio, Ferreira reitera que o partido está a forçar uma segunda volta baseada em argumentos não fundamentados nos estatutos da organização.
É que, os estatutos dizem “Salvo nos casos expressamente previstos nos Estatutos, as deliberações dos órgãos centrais do Partido são tomadas por maioria simples dos votos“, entende o requerente que a sua eleição foi efectuada com observância da maioria simples exigida, daí que solicita a suspensão imediata de qualquer tentativa de convocação ou realização de nova sessão eleitoral, bem como a validação da sua vitória.
Mais de 150 escolas, entre primárias, secundárias e técnicas na província da Zambézia, foram vandalizadas durante os protestos pós-eleitorais, em Dezembro de 2024. O sector da Educação diz que precisa de investimentos para a reposição dos danos
Os actos de vandalização pós-eleitoral em 2024 trouxeram danos incalculáveis ao sector da Educação na província da Zambézia. Num número total de quatro mil escolas, 158 foram afectadas. A Escola Secundária Engenheiro Filipe Jacinto Nyusi foi uma das escolas que não escapou à vandalização. Inaugurada no final do ano passado, em Mocuba, está agora destruída, com vidros partidos, carteiras destruídas e com o sistema de fios vandalizados.
Caunda Mutexomala, porta-voz da Direcção Provincial da Educação na Zambézia, arrolou várias escolas, e outras infraestruturas do sector da Educação que não escaparam à vandalização.
Além das escolas vandalizadas na sequência das manifestações pós-eleitorais, Zambézia continua a enfrentar o rasto de destruição causado pelo ciclone Freddy.
Chuvas torrenciais mataram pelo menos 115 pessoas no estado de Rivers, produtor de petróleo da Nigéria, de acordo com autoridades de emergência. A chuva intensa atingiu a cidade de Okrika, no sul da Nigéria, causando inundações e deslizamentos de terra que soterraram casas e arrastaram pessoas.
Equipas de resgate afirmam que mais corpos ainda estão a ser retirados dos escombros. As enchentes, que começaram no início desta semana, deixaram muitos moradores desabrigados e geraram pânico nas comunidades afetadas.
A Nigéria enfrenta frequentemente inundações sazonais, mas o planejamento urbano deficiente, os sistemas de drenagem bloqueados e as mudanças climáticas estão tornando os desastres mais frequentes e mortais. As autoridades agora exigem melhores infraestruturas e sistemas de alerta precoce.
As operações de resgate estão em andamento, mas o acesso às áreas remotas continua difícil devido às estradas danificadas e aos altos níveis de água.
Geny Catamo, Reinildo Mandava e Domingues são as ausências de vulto da convocatória dos Mambas para o jogo amigável diante da África do Sul, a 10 de Junho próximo. Os Mambas iniciam a preparação na próxima segunda-feira.
Com a Data-FIFA a aproximar-se, a selecção nacional de futebol recebeu convite da sua similar sul-africana para um jogo amigável, a ter lugar a 10 de Junho próximo.
Chiquinho Conde, seleccionador nacional, chamou 22 jogadores para esta empreitada que visa preparar os próximos compromissos, nomeadamente as eliminatórias para o Mundial-2026, bem como a fase final do CAN-2025, em Dezembro.
Dos 22 jogadores convocados, os maiores destaques vão para as ausências do capitão Dominguez, o extremo do Sporting, Geny Catamo, e o lateral-esquerdo do Atlético de Madrid, Reinildo Mandava.
Geny terá pedido para descansar depois da época desgastante no Sporting que culminou com a conquista da Liga Portuguesa e da Taça de Portugal, enquanto Reinildo Mandava vai participar do Mundial de Clubes, em Junho e Julho próximos, ao serviço do Atlético Madrid.
Em sentido contrário registam-se os regressos de Jonathan Muiomo, Dário Melo, Manuel Kambala e Luís Miquissone, que estiveram ausentes durante muito tempo das escolhas de Chiquinho Conde.
Ao todo são dois guarda-redes, oito defesas, cinco médios e sete avançados, chamados para o amigável do dia 10 de Junho. Os Mambas iniciam na segunda-feira a preparação para o jogo diante da África do Sul.
O antigo Presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila apareceu esta quinta-feira perante a imprensa em Goma, uma cidade do leste do país controlada pelo Movimento 23 de Março (M23), após reunir-se com líderes religiosos locais.
O declarado opositor do actual Presidente, Félix Tshisekedi, apresentou-se perante os jornalistas sem fazer declarações, na presença do porta-voz do grupo armado antigovernamental M23, Lawrence Kanyuka, numa das suas residências, onde recebeu líderes religiosos locais. Os religiosos enaltecem a vontade de Kabila de contribuir para a pacificação de RDC e manter a unidade e soberania do país.
Há três dias que o antigo Chefe de Estado encontra-se em Goma, capital de Kivu Norte, província controlada pelo M23 a par de Kivu Sul. Na Quinta-feira, o Senado congolês, controlado pelo partido do actual presidente Felix Tshisekedi, aprovou a retirada de imunidade a Kabila que o actual governo acusa-o de traição, participação num movimento insurrecional, participação em crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Joseph Kabila classificou na sexta-feira a existência de uma “ditadura” promovida pelo Governo de Kinshasa e anunciou que vai se manter nos próximos dias em Goma.
Kabila, de 53 anos, que governou a RDCongo de 2001 a 2019, deixou o país no final de 2023, mas ainda possui uma importante rede de influência. Em abril, o antigo chefe de Estado já tinha anunciado à imprensa que iria retornar ao país “pela parte leste”, sendo que grande parte desta região está sob o controlo do M23, apoiado pelo Ruanda e o seu exército.
O leste congolês, uma região rica em recursos naturais na fronteira com o Ruanda, é dilacerado por conflitos há 30 anos. A violência nesta zona intensificou-se nos últimos meses com a tomada do M23 das grandes cidades de Goma e Bukavu, capitais das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.
Pelo menos 117 pessoas morreram e várias outras ainda estão desaparecidas, depois que fortes enchentes destruíram milhares de casas, no estado de Níger, na Nigéria, segundo autoridades de emergência da Nigéria.
Segundo a Reuters, foi, primeiro, anunciado 21 mortes, na quinta-feira, e só mais recentemente é que se chegou aos 117, uma subida bastante acentuada.
Nigéria é um país propenso a inundações durante a época chuvosa, que começa em Abril. Em 2022, a Nigéria sofreu sua pior onda de inundações em mais de uma década, que matou mais de 600 pessoas, deslocou cerca de 1,4 milhão e destruiu 440 mil hectares de terras agrícolas.
O incidente de inundação no estado de Níger ocorreu na quarta-feira à noite, e continuou até a manhã de quinta-feira.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, nesta Sexta-feira, no seu Gabinete, uma delegação da Associação dos Diplomatas de Moçambique (ADIMO), que o foi felicitar pela sua eleição e apresentar o plano das actividades comemorativas dos 50 anos da diplomacia moçambicana.
A visita insere-se nas celebrações do Dia do Diplomata, cuja efeméride é assinalada a 16 de Setembro, data em que Moçambique ocupou, pela primeira vez, o seu assento nas Nações Unidas como Estado independente.
Durante a audiência, os diplomatas saudaram o Chefe do Estado pela sua investidura e pela passagem dos 50 anos da independência nacional, marco que coincide com cinco décadas de diplomacia moçambicana.
“Viemos hoje à Presidência da República para saudar o Presidente da República, primeiro, pela sua eleição, porque depois da eleição é a primeira vez que nós viemos cá”, declarou Laura da Graça Guambe da Silva, presidente da direcção da ADIMO, em declarações à imprensa no final do encontro.
As comemorações foram oficialmente lançadas a 20 de Julho do ano passado, numa altura em que a ADIMO completava 21 anos de existência, e incluem uma série de eventos a decorrer ao longo deste ano.
Entre as actividades previstas no âmbito das celebrações, está a visita a membros honorários da associação, entre os quais se inclui o Chefe do Estado.
A presidente da ADIMO destacou que, nos termos dos estatutos da organização, o Presidente da República é considerado o diplomata número um e, por isso, integra a associação como membro honorário.
O ponto alto das celebrações está marcado para o dia 16 de Setembro próximo, data que simboliza a entrada de Moçambique na comunidade internacional. “Estas comemorações terão o seu ponto mais alto a 16 de Setembro de 2025, porque é a data que nós, pela primeira vez, sentámos, como um país independente, nas Nações Unidas, e por essa via escolhemos esta data para que passemos a comemorar o Dia do Diplomata no dia 16 de Setembro de cada ano”.
Laura da Silva referiu que Chapo acolheu a delegação com entusiasmo e reiterou o seu compromisso com a diplomacia moçambicana. “Ele recebeu-nos com muita euforia e alegria, saudou-nos, felicitou-nos pelo trabalho que estamos a desenvolver. Aliás, ele é membro, e a partir de hoje ele passa a ser o membro de iúri e de facto (por direito e por facto) da Associação dos Diplomatas de Moçambique, e estas actividades que nós estamos a desenvolver estaremos a desenvolver com o Presidente da República”
A dirigente sublinhou ainda que a associação saiu do encontro revigorada e comprometida com as orientações recebidas. “Então, nós estamos lisonjeados, como ADIMO, pelo acolhimento de Sua Excelência o Presidente da República, ouvimos a sensibilidade do Presidente da República, ouvimos as recomendações do Presidente da República e vamos implementar todas essas recomendações e conselhos de Sua Excelência o Presidente da República”.