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O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola.

Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento Infantil, onde se mostrou disponível para responder às preocupações levantadas pelos deputados, relacionadas com áreas como saúde, educação e segurança.

O Chefe do Estado chamou a atenção para a responsabilidade das escolas, das famílias e das instituições do Estado na protecção e desenvolvimento das crianças, defendendo que nenhuma deve ser silenciada ou privada do direito de expor as suas preocupações.

Entre os problemas levantados pelos deputados estiveram as gravidezes precoces e as uniões prematuras. Sobre a matéria, Chapo recordou que estas práticas são puníveis por lei, mas reconheceu que persistem dificuldades na denúncia, sobretudo em determinadas comunidades e ambientes sociais.

O Presidente da República destacou igualmente a necessidade de combater a insegurança em Cabo Delgado, apontando o terrorismo como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e à continuidade da educação das crianças afectadas pelos deslocamentos.

“A primeira coisa que eu gostaria de fazer […] é resolver o terrorismo em Cabo Delgado”, afirmou Daniel Chapo, sublinhando que muitas crianças são obrigadas a deslocar-se constantemente, o que compromete a sua permanência na escola.

No encerramento da sessão, o Chefe do Estado determinou ainda que, antes da realização da IX Sessão do Parlamento Infantil, seja apresentado um balanço das recomendações feitas pelas crianças, indicando claramente o que foi cumprido e o que permanece por concretizar.

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Mais de dois mil vendedores informais manifestaram-se, esta quarta-feira, no Mercado Central, no município de Chibuto. O grupo nega abandonar os passeios. A Polícia foi chamada a intervir. Há dois detidos.

 A zona comercial de Chibuto acordou esta quarta-feira debaixo de protestos de vendedores informais. Pelo terceiro dia consecutivo, os comerciantes recusam-se a obedecer a ordem de retirada dos passeios, dada pela autarquia há três meses.

“Os vendedores ambulantes, nesse caso, que montam as coisas nos passeios, estão a ser retirados pelo Município, porque praticamente dizem que estão a fechar as vias de acesso”, explicou, Abdul Cadre, utente do Mercado Central.

Houve agitação e detenção de dois indivíduos.

“Nós queremos diálogo. Mas, por enquanto, o Conselho Municipal nunca apareceu aqui para falar conosco. Só manda polícias virem aqui nos torturar de uma forma desorganizada. Ontem levaram nossos dois colegas”, revelou um informal.

Os informais dizem que a condição para saírem dos passeios passa pela construção de mercados que alberguem a todos os vendedores. Ao todo são duas mil pessoas.

“Aqui eles precisam de banca para alguém ficar no lugar dele, mas já que não temos, não temos como fazer”.

O comércio esteve condicionado pela  manhã e a Polícia de Intervenção Rápida foi chamada ao local para repor a ordem. O vereador de actividades económicas de Chibuto disse que os vendedores insistem em desacatar as ordens.

“E acabamos recorrendo à polícia da PRM, ao nível do Comando Provincial, que era para nos ajudar a retirar os compulsivamente a esses vendedores. Tanto que, antes disso, de levarmos a cabo esta actividade, antes também tivemos que passar pelo mercado, estamos a falar do mercado central, onde comunicamos que a partir da segunda-feira precisariam de sair, precisariam de se retirar das vias públicas. O que vamos fazer será mesmo retirar da força e cada um saber escolher como se quer continuar a vender ou não” explicou, Gerlindo.

Um menor de  nove anos de idade foi encontrado morto num congelador em Macanwine,  no Município de Xai-Xai. As circunstâncias do crime ficam por esclarecer. A Polícia promete pronunciar-se em breve.

O menor de nove anos de idade foi encontrado esta quarta-feira  sem vida,  no interior de um frigorífico avariado na residência do pai,  no bairro Macanwine, no posto administrativo da Praia de Xai-Xai, província de Gaza.

“Ontem, naquela hora de 20 horas, fui ligado pelo  o chefe do quarteirão  a me dizer que tinha um corpo sem vida no congelador. Então, logo que eu cheguei aqui, de verdade, vi que o corpo estava no congelador. Então, logo liguei para a SERNIC e a Polícia. Então, apareceu a Polícia aqui e vimos que a criança de verdade estava morta”, disse um residente.

O corpo da menor foi descoberto quatro dias após o seu desaparecimento, já em estado avançado de decomposição. O crime chocou os moradores de Macanwine, que levantam suspeitas sobre possível envolvimento de pessoas próximas.

“A justiça que faça  o seu trabalho para investigar e para saber como é que foi o caso da morte da criança” disse.

“Não se sabe ao certo. Então, talvez a perícia feita pelas autoridades  apure a verdade, a veracidade dos factos. Porque  a criança tinha sangue lá no congelador, então, isso é meio suspeito”, afirmou outro morador que revelou recorrentes discussões entre a mãe e a avó do menor que chegaram à porta do tribunal.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Medicina Legal estiveram no local para realizar os procedimentos de averiguação. A Polícia está a investigar o caso e poderá se pronunciar nos próximos dias.

Nesta quinta-feira, às 17h00, será lançado o livro “A Última Oração do Judas”, de Sakharari, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

A ser apresentado pelo docente universitário Dionísio Bahule, conta com ilustrações do artista plástico Ernesto Polá e prefácio do professor Alberto Mathe.

Para Mathe, “A Última Oração do Judas”, de Sakharari, é um livro no qual “somos atraídos por um espaço textual que se desdobra em múltiplas camadas de significado. Este livro vai além de uma simples colectânea de poemas; ele se apresenta como uma arena onde a linguagem luta contra suas próprias limitações. A última confissão de Judas nunca é verdadeiramente ouvida, manifestando-se como um grito mudo, simbolizando a impossibilidade de comunicar plenamente a experiência humana. Nesse sentido, Judas deixa de ser apenas uma figura histórica e se torna um símbolo que desarticula as estruturas tradicionais de pensamento sobre o bem e o mal. O poeta convida o leitor a mergulhar em um jogo de palavras que se desenrola nas margens do silêncio, onde o que não é dito carrega um peso tão significativo quanto o que é dito. É o que se pode constatar na primeira secção do livro, intitulada “Queixumes e Labilidades do Judas”, na qual somos apresentados a um duplo movimento de desconstrução e recriação das figuras míticas e narrativas históricas. Nos poemas “Oração do Judas (I)” e “Oração do Judas (II)” reinventa-se o mito bíblico, deslocando-o para uma esfera colectiva e cosmológica, onde o sujeito poético busca tanto denunciar quanto reconstituir a experiência da traição e da redenção”.

Sobre o autor

Sakharari, pseudónimo de Eliseu Armando, nasceu em Maúa, Província de Niassa. A sua vida tem sido marcada por guerras e busca incessante pela paz interior, ou medo de novas guerras. É membro fundador do CEPAN – Clube de Escritores, Poetas e Amigos de Niassa. Faz parte da geração fundadora do Jornal Bioteca e Programa Artes e Reflexões, duas plataformas de difusão e lançamento de novos talentos na Província de Niassa. 

Sakharari participou na antologia poética “Joia-Niassa – Metáforas do Ventre”, (Papiro Editora, 2008).

Um homem espetou uma faca à sua esposa, no pescoço, em Dondo, na província de Sofala. O autor do crime cortou a traqueia, condicionado a respiração da vítima. A mulher está na sala de reanimação, e ele anda fugitivo.

O casal vivia junto há apenas oito meses, e o crime ocorreu durante uma briga pelo código de um telefone.

De acordo com uma fonte próxima do casal que não quis ser identificada, a discussão começou quando o marido desconfiou que a esposa estava, através de mensagens no Whatsapp, a trocar mensagens de carácter privado com outro homem.

Ele pediu o telefone para dissipar dúvidas. O telefone foi entregue, só que ela recusou partilhar os códigos, e o marido não conseguiu desbloquear o telemóvel.

A nossa fonte contou ainda que o marido ficou irritadíssimo, pois ele tinha acesso aos códigos anteriores e não entedia porque a esposa estava a recusar partilhá-los, tendo concluído que estava a ser traído. 

Começou a briga que culminou com o esfaqueamento.

O director dos Serviços de Urgência e Reanimação do Hospital Central da Beira, Hugo Hugo,  confirma que a mulher foi vítima de agressão física grave.

O estado clínico da paciente tende a melhorar, e os médicos já ensaiam eliminar a respiração artificial, mas com vigilância permanente.

A polícia está, desde que ocorreu o crime, na noite da passada segunda-feira, até este momento, à procura do autor, que anda fugitivo.

Um total de 188 Estados-membros das Nações Unidas votaram para eleger Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Letônia e Libéria na terça-feira para servirem como membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

A votação exigiu apenas uma rodada de votação. Representantes das cinco nações começarão a servir no órgão da ONU responsável por manter a paz e a segurança internacionais em Janeiro de 2026 e continuarão seu trabalho até o final de 2027.

No grupo África e Ásia-Pacífico, o Bahrein recebeu 186 votos, a República Democrática do Congo (RDC) obteve 183 votos e a Libéria recebeu 181 votos, com a abstenção de um país.

No grupo da Europa Oriental, a Letônia recebeu 178 votos, enquanto 10 países se abstiveram.

No grupo América Latina e Caribe, a Colômbia recebeu 180 votos, com abstenções de 8 países.

Com excepção da Letônia, que assumirá um assento no Conselho pela primeira vez em sua história, todos os países eleitos já serviram anteriormente: Colômbia sete vezes, República Democrática do Congo duas vezes e Bahrein e Libéria uma vez cada.

A Delegada da Renamo em Nampula, Abiba Aba, nega haver uma contestação generalizada à liderança de Ossufo Momade. Abiba Aba disse ainda que a delegação da sua província não foi encerrada e os trabalhos decorrem normalmente. 

Abiba Aba, delegada da Renamo em Nampula, disse, nesta quarta-feira, que está em curso um diálogo entre a liderança do partido e os desmobilizados de guerra, para juntos encontrarem a solução dos problemas levantados.  A delegada diz ainda que não houve encerramento da sede da Renamo em Nampula. 

“É uma delegação grande e todos sabemos. A Renamo é também um partido reconhecido a nível nacional e internacional. Eu acho que se existe algum problema, é preciso haver uma sentada para se ultrapassar o problema.  A sentada está a acontecer na cidade de Maputo e, infelizmente, não pude ir, porque tenho alguns trabalhos pessoais”, explicou. 

Abiba Aba assumiu que pode haver um grupo descontente com Ossufo Momade, mas nega que seja um problema geral. “Estamos aqui nós, somos Nampulenses, Macuas de raiz. Estamos aqui porque Ossufo Momade existe. Estão aqui para receber a delegada da Renamo, nomeada pelo presidente Ossufo Momade”.  

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) incinerou, hoje, na cidade de Chimoio, província de Manica, cerca de 400 quilogramas de cannabis sativa, vulgarmente chamado “suruma”. Foram igualmente incinerados fármacos e bebidas de fabrico caseiro, cujo proprietário da indústria operava ilegalmente. 

O SERNIC diz que está a fazer de tudo para que Manica não seja um corredor de tráfico e consumo de drogas. Esta quarta-feira, procedeu-se à incineração de suruma, uma droga que é produzida, consumida e traficada de forma abundante na província.

Não é apenas a suruma que preocupa o SERNIC. Foi possível também desmantelar uma fábrica clandestina de bebidas, que também foram destruídas na lixeira de Chizombero.

O SERNIC revela que, nos últimos tempos, o consumo de drogas na província de Manica, especialmente na cidade de Chimoio, tem aumentado de forma preocupante. A situação é ainda mais alarmante porque há casos de uso de drogas até em ambientes escolares. Apesar disso, a instituição garante que está a intensificar acções para combater o problema.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o tiroteio perto de um centro de distribuição de ajuda humanitária no sul da Faixa de Gaza, que fez 27 mortos, uma situação que o seu porta-voz descreveu como inconcebível.

“É inaceitável que os civis arrisquem e, por vezes, percam a vida simplesmente à procura de comida”, disse Stéphane Dujarric aos jornalistas, citada por Notícias ao Minuto, reiterando o apelo para uma investigação independente e já exigida após incidentes semelhantes esta semana.

O Exército israelita anunciou que abriu uma investigação depois de a Cruz Vermelha ter confirmado a morte de 27 palestinianos após um tiroteio, ocorrido perto de um centro de distribuição de ajuda humanitária no sul da Faixa de Gaza.

Na manhã de ontem, os soldados israelitas “dispararam tiros de aviso (…) contra suspeitos que se aproximavam de uma forma que colocava a sua segurança em risco”, referiu Effie Defrin, porta-voz do Exército israelita.

“O incidente está sob investigação e vamos esclarecer completamente” o sucedido, acrescentou, indicando que o Exército “não estava a bloquear o acesso dos residentes de Gaza” aos pontos de distribuição de ajuda humanitária.

“Pelo contrário, estamos a permitir. É o Hamas que está a impedir esse acesso”, contrapôs, em referência ao grupo islamita palestiniano que governa o território desde 2007.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) confirmou a morte de 27 pessoas nos incidentes junto do centro de distribuição de ajuda humanitária, tal como já tinham informado anteriormente as organizações de socorro do território palestiniano.

“Ao início desta manhã, o hospital de campanha da Cruz Vermelha, com 60 camas, em Rafah (sul), recebeu um fluxo massivo de 184 doentes. Dezanove deles foram declarados mortos à chegada, e outros oito sucumbiram aos ferimentos pouco depois. A maioria dos doentes foi baleada”, descreveu o CICV em comunicado.

Os incidentes com tiros tornaram-se quase diários após uma fundação apoiada por Israel e pelos Estados Unidos ter estabelecido pontos de distribuição de ajuda humanitária dentro de zonas militares israelitas, um sistema que, segundo a organização, visa evitar o Hamas.

As Nações Unidas rejeitaram o novo sistema, alegando que não responde à crescente crise de fome no território e permite a Israel utilizar a ajuda humanitária como arma.

A organização em causa, a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), nomeou entretanto um pastor evangélico de direita, o reverendo Johnnie Moore, para a sua liderança.

Em comunicado, a entidade privada encarregada desde a semana passada de entregar ajuda humanitária a um único local no sul da Faixa de Gaza anunciou que o reverendo, nomeado comissário para a Liberdade Religiosa Internacional pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será o seu novo diretor-geral.

A Ucrânia classificou como ultimatos irrealistas os termos de paz apresentados pela Rússia, durante as negociações em Istambul, considerando que as propostas não vão pôr fim à guerra.

“Em vez de responder às nossas propostas construtivas em Istambul, a Rússia apresentou uma série de ultimatos que não contribuem para uma paz genuína”, frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, na rede social X, citado por Notícias ao Minuto.

Andriy Sybiga lamentou que “o formato de Istambul se tenha transformado em reuniões sobre trocas de prisioneiros de guerra”, sem “resultados tangíveis” para o fim da ofensiva russa lançada em Fevereiro de 2022.

A Rússia reconheceu que a resolução do conflito com a Ucrânia é “extremamente complexa”, um dia depois de novas conversações russo-ucranianas na Turquia terem terminado sem um acordo de cessar-fogo.

Os russos e os ucranianos reuniram-se em Istambul, na segunda-feira, para uma segunda ronda de negociações sob mediação turca, após uma primeira reunião em 16 de Maio.

No entanto, até agora, os esforços diplomáticos para encontrar uma saída para a ofensiva russa produziram poucos resultados, com Moscovo e Kiev a concordarem apenas com a troca de prisioneiros e de corpos de soldados mortos na frente de combate.

“A questão da resolução do conflito é extremamente complexa e envolve muitas ‘nuances'”, disse o porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Moscovo pretende, acima de tudo, “eliminar as causas profundas do conflito” para alcançar a paz com Kiev, referiu.

Peskov elogiou, no entanto, os acordos importantes alcançados em Istambul, garantindo que “o trabalho vai continuar”.

Segundo o memorando, publicado pelas agências noticiosas russas TASS e Ria Novosti, Moscovo exige uma “retirada completa” do exército ucraniano das regiões parcialmente ocupadas de Donetsk e Lugansk (leste) e de Zaporijia e Kherson (sul).

Tal retirada deve ocorrer antes do “estabelecimento de um cessar-fogo de 30 dias”.

Outras exigências incluem o “reconhecimento legal internacional” das quatro regiões e da península da Crimeia, anexada em 2014, como territórios russos, bem como a neutralidade da Ucrânia, numa altura em que Kiev pretende aderir à NATO.

Todas estas exigências maximalistas já foram rejeitadas no passado pela Ucrânia, que, por sua vez, pede a retirada do exército russo do território ucraniano, cerca de 20% do qual está ocupado por tropas de Moscovo.

Peskov também considerou improvável, num “futuro próximo”, um encontro entre Putin e os homólogos ucraniano, Volodymyr Zelensky, e norte-americano, Donald Trump, sugerido pela Turquia na segunda-feira e pedido por Kiev.

A Casa Branca disse que Trump estava pronto para se deslocar à Turquia para participar em tal cimeira.

Refira-se que mais de três anos depois, a guerra causou dezenas de milhares de mortos civis e militares dos dois lados, e o fim não parece estar à vista, como reconheceu hoje o porta-voz de Putin.

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