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Há cada vez mais pacientes com cancro da mama a desistir da quimioterapia devido às reações do tratamento. O Cancro da mama é a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, depois do colo de útero.

Dados do Ministério da Saúde indicam que anualmente, pelo menos 800 mulheres perdem a vida por cancro da mama no país. Parte da estatística, até chega a diagnosticar a doença, mas mas abandona o tratamento. O fenómeno foi apresentado por activistas em uma palestra sobre a doença, promovida pelo Instituto Nacional de Saúde.

“Muitas param pelo caminho porque fizeram uma ou duas sessões de quimioterapia. Aquele processo do tratamento, as reacções e as pessoas acabam ficando com aquele peso e desanimam pensando que podem morrer no meio. A pessoa não pode desistir só porque está com as reacções do tratamento, reconhecemos que são fortes”, contou uma activista, que venceu a doença

O Observatório Nacional de Saúde diz haver condições técnicas para o país registar avanços significativos no combate à doença, mas deve ser conjugado com estratégias de comunicação para a saúde.

“Percebemos que cancro ainda é uma questão que carece de explicação e de apresentação à comunidade no geral. Então, há um nível de conhecimento, mas a maior parte da população ainda não tem um conhecimento de forma geral.”

O cancro da mama é considerado a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, sendo que a chegada aos hospitais em estágios avançados, é um dos principais desafios.

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O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou, na cidade de Vilanculo, província de Inhambane, o novo edifício do Tribunal Judicial do Distrito, uma infra-estrutura que deverá contribuir para o reforço da justiça e da segurança jurídica, particularmente numa região de forte potencial turístico e de investimento.

O Tribunal Judicial de Vilanculo existe há mais de 40 anos, tendo sido uma das primeiras instituições judiciais implantadas fora das cidades-capitais. Durante décadas, a instituição funcionou em condições precárias, dispondo de apenas uma sala de audiências e um gabinete, situação que obrigava magistrados e outros funcionários do sector da Justiça a trabalhar em espaços exíguos.

As antigas instalações eram igualmente vulneráveis aos ciclones que ciclicamente afectam o distrito de Vilanculo, colocando constrangimentos adicionais ao funcionamento da instituição.

Com a inauguração do novo edifício, o cenário deverá ser ultrapassado, abrindo espaço para melhores condições de funcionamento e de atendimento aos cidadãos.

Na cerimónia de inauguração, Daniel Chapo destacou a importância da nova infra-estrutura para o desenvolvimento económico do distrito, defendendo que a Justiça deve garantir segurança jurídica não apenas à população, mas também aos investidores.

O Chefe do Estado salientou que Vilanculo, enquanto destino turístico, necessita de um sistema judicial capaz de garantir previsibilidade e confiança aos cidadãos e aos agentes económicos.

“Não existe turismo competitivo sem segurança jurídica. Não existe investimento sustentável sem previsibilidade jurídica. Não existe confiança empresarial onde os contratos não são respeitados”, afirmou Daniel Chapo.

O Presidente acrescentou que a prosperidade duradoura depende igualmente da capacidade do Estado de resolver conflitos de forma célere e garantir protecção jurídica aos cidadãos, investidores e visitantes.

Para Daniel Chapo, o Tribunal Judicial de Vilanculo representa, por isso, muito mais do que uma simples infra-estrutura destinada ao funcionamento da Justiça, assumindo-se como parte integrante das condições necessárias ao desenvolvimento do distrito.

“Quem investe precisa de saber que os seus direitos serão respeitados. Quem trabalha precisa de saber que a lei o protege. Quem possui terra, propriedade ou empreendimento precisa de saber que os seus direitos não dependem da arbitrariedade de terceiros”, sublinhou.

Na mesma ocasião, o Presidente da República deixou uma orientação aos magistrados e funcionários do sector da Justiça, apelando para uma actuação que combine a tomada de decisões judiciais com a capacidade de promover a paz e a reconciliação.

Daniel Chapo defendeu uma Justiça que decida dentro dos prazos estabelecidos, mas que seja igualmente capaz de contribuir para a construção de consensos e para a resolução pacífica de conflitos entre pessoas e instituições.

A inauguração do novo Tribunal Judicial do Distrito de Vilanculo enquadra-se nos esforços do Governo de melhoria das infra-estruturas da Justiça e de criação de melhores condições para o acesso dos cidadãos aos serviços judiciais.

 

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) participou na cerimónia de conclusão do ciclo de regeneração da 1.ª Força de Reação Rápida (QRF) do Exército de Moçambique (FADM), realizada no Campo de Treino de Katembe, presidida pelo Comandante do Ramo do Exército das FADM, Major-General André Rafael Mahunguane.

A cerimónia marcou o culminar de um período de preparação orientado para o reforço das capacidades individuais e colectivas dos militares da 1.ª QRF do Exército, promovendo a coesão, a prontidão e a capacidade de resposta da força.

Ao longo do ciclo, foram abordadas áreas como a Formação Pedagógica, Táticas, Técnicas e Procedimentos, Comunicações, Close Quarter Battle, Tactical Combat Casualty Care, tiro com AKM e Dragunov , Tactical Site Exploitation e Prisoner Handling, entre outras componentes relevantes para a preparação operacional. Durante este período desenvolveu-se a capacidade de atuação coletiva, reforçando a coordenação, o trabalho em equipa, a disciplina e a aplicação integrada dos conhecimentos adquiridos.

O processo culminou num exercício final, durante o qual os militares foram chamados a aplicar, num cenário operacional, as competências desenvolvidas ao longo do ciclo. O exercício permitiu avaliar a capacidade da força para planear, coordenar e executar tarefas, colocando igualmente à prova a liderança, a tomada de decisão, a resistência física e psicológica e a capacidade de resposta perante diferentes situações.

Através de um acompanhamento contínuo, a EUMAM MOZ apoiou os militares e instrutores das FADM na consolidação dos conhecimentos e no aperfeiçoamento dos procedimentos, contribuindo para o reforço da prontidão, coesão e autonomia das forças moçambicanas para uma resposta mais eficaz aos atuais desafios de segurança, particularmente no contexto operacional de Cabo Delgado.

O candidato a Presidente do Brasil Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no financiamento de um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, numa investigação tornada pública hoje.

A abertura do inquérito foi determinada pelo juiz André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em julho passado, mas foi tornada pública hoje, após o presidente dessa instituição, Edson Fachin, retirar o sigilo do caso do Banco Master na noite de quinta-feira.

Na decisão, Mendonça escreve que a PF requereu a instauração das diligências para apurar “a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese” por Flávio Bolsonaro.

A acção decorre “no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro”, escreveu o juiz na decisão que autorizou a abertura do inquérito.

A Procuradoria-Geral da República, consultada por André Mendonça, não se opôs à abertura do inquérito, ao apontar “indícios de condutas ilícitas”, além de determinar a investigação de propostas legislativas do também senador, e agora candidato a Presidente, ou apoiadas por ele em defesa do Banco Master.

O financiamento da cinebiografia do seu pai é um calcanhar de Aquiles na campanha de Flávio, desde que o portal The Intercept Brasil revelou áudios em que pede dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso por fraude no sistema financeiro.

À época das revelações, Flávio Bolsonaro primeiro negou, depois admitiu ter pedido e recebido dinheiro de Vorcaro para financiar o filme, e prometeu, mas não cumpriu, fazer a prestação de contas financeiras do filme em até 30 dias.

Vorcaro ajudou a financiar Dark Horse em negociações e conversas diretas com Flávio Bolsonaro, que além de pedir dinheiro, também cobrou mais de uma vez que os pagamentos, segundo o cruzamento de informações da PF.

Uma das principais suspeitas dos investigadores é que parte dos recursos foram usados para as despesas do seu irmão Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde se encontra desde fevereiro de 2025.

O financiamento do filme Dark Horse é investigado em dois inquéritos no Supremo brasileiro, sendo o primeiro, relatado por Mendonça, trata do percurso e finalidade dos recursos feitas por Vorcaro para custear o longa-metragem.

O segundo inquérito, sob responsabilidade do juiz Flávio Dino, investiga se a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, de facto usou verba pública, entre elas de emenda parlamentar, para custear despesas com o filme.

Questionado hoje em conferência de imprensa, Flávio Bolsonaro associou o fim do sigilo e novas operações policiais autorizadas pelo STF, ao facto dele ter passado numericamente Lula da Silva, seu principal adversário, em algumas sondagens de intenção de voto.

 O Presidente da República,  Daniel Chapo, orientou o Governo do Distrito de  Funhalouro a privilegiar a viabilidade e o impacto económico dos  projectos na avaliação das candidaturas ao Fundo de  Desenvolvimento Económico Local (FDEL), defendendo que a  atribuição dos recursos deve contribuir para gerar renda, criar  emprego e dinamizar a economia local. 

A orientação foi transmitida hoje durante a Sessão Extraordinária do  Governo do Distrito de Funhalouro, alargada ao Conselho  Consultivo Distrital, no âmbito da visita de trabalho de três dias à 

província de Inhambane, realizada no quadro da agenda  presidencial de Governação de Proximidade. 

Daniel Chapo recomendou ainda que sejam prioritariamente  reavaliados os projectos já submetidos ao FDEL que não foram  financiados por insuficiência de recursos, em vez de se promover  uma nova fase de candidaturas. Segundo explicou, a duplicação  dos recursos disponíveis ao nível nacional permite aumentar o  número de projectos financiados, devendo-se valorizar os  proponentes que apresentaram as suas iniciativas antes do reforço  da disponibilidade financeira. 

O Chefe do Estado alertou igualmente para a necessidade de  evitar a concentração de recursos em poucos projectos de  elevado valor, defendendo uma distribuição capaz de produzir  maior impacto económico no distrito. Sublinhou que um  financiamento de menor dimensão pode, em determinadas  circunstâncias, produzir resultados superiores aos de projectos que  recebem valores mais elevados. 

“É importante avaliar projectos e não avaliar pessoas”, afirmou o  Presidente da República, advertindo que a selecção baseada  predominantemente no conhecimento pessoal dos candidatos  pode comprometer a recuperação dos recursos. Para Daniel  Chapo, a avaliação deve considerar a viabilidade dos projectos e,  simultaneamente, a capacidade dos proponentes para assegurar o  cumprimento das obrigações previstas nos contratos. 

Durante a sessão, o Chefe do Estado interagiu igualmente com  mutuários do FDEL e constatou a existência de iniciativas que já  estão a gerar postos de trabalho. “Ele está a empregar duas  pessoas; ele está a empregar uma pessoa; ela está a empregar  mais uma pessoa. É isto o que nós queremos com o FDEL”, afirmou,  felicitando os beneficiários pelos resultados alcançados. 

Daniel Chapo destacou também o cumprimento das obrigações  de reembolso por parte de vários mutuários, referindo que alguns já 

iniciaram a devolução dos recursos correspondentes aos primeiros  meses de financiamento. 

“Como dissemos, aqueles que cumprirem com 100 por cento vao  ter direito a mais financiamento. Aquele que não devolver, não vai  ter mais”, afirmou, sublinhando que o cumprimento das condições  estabelecidas no contrato será determinante para o acesso a  novos financiamentos. 

Na mesma sessão, o estadista solicitou informações detalhadas  sobre as dívidas relativas a horas extraordinárias e turno e meio nos  sectores da Educação e Saúde, subsídios dos líderes comunitários,  combatentes, alfabetizadores e idosos, bem como sobre a situação  da segurança alimentar perante a seca associada ao fenómeno El  Niño. Pediu ainda esclarecimentos sobre a cobertura de telefonia  móvel, o acesso à água, a delinquência juvenil, a situação  epidemiológica entre os jovens e a reparação de fontes de água  avariadas. 

O Presidente Daniel Chapo abordou igualmente as dificuldades de  combustível para a transferência de doentes de Funhalouro para  Massinga e, em casos que exigem cuidados especializados, para o  Hospital Provincial de Inhambane, defendendo que a alocação de  recursos deve considerar as especificidades e as distâncias de cada  distrito. 

O Chefe do Estado anunciou que as questões levantadas serão  aprofundadas com o Governo Distrital e sistematizadas numa matriz  de perguntas e respostas, enquanto apelou à população e às  estruturas locais para continuarem a trabalhar na superação dos  desafios, apesar das limitações financeiras e dos efeitos dos  diferentes fenómenos adversos que têm afectado o país. 

O Secretário-Geral da Frelimo lamentou as mortes registadas numa mina na zona de “Seis Carros”, no distrito de Vanduzi, em Manica. O político fala de interferência no funcionamento da mina, defendendo uma investigação às circunstâncias da retoma da exploração, que culminou na tragédia, após suspensão pelo Governo. Abubacar falava em Xai-Xai, no início de uma visita de trabalho à província de Gaza.

O Secretário-Geral da Frelimo, Shakil Abubacar, defende, na tarde desta sexta-feira, uma investigação às circunstâncias que permitiram a retoma da actividade numa mina de ouro na zona de “Seis Carros”, em Vanduzi, província de Manica, onde foram registadas mortes, apesar de a área estar interditada.

Abubacar lamenta a perda de vidas humanas e considera que a tragédia poderia ter sido evitada, questionando como foi possível a retoma da actividade mineira numa área interdita.

“Como dissemos, a mina estava interdita e é preciso perceber como é que foi possível que as pessoas pudessem voltar a minerar numa situação daquelas”, afirmou.

O dirigente fala ainda de interferência no processo, particularmente naquela mina, defendendo o esclarecimento das circunstâncias que levaram à violação da interdição.

“Entendemos nós que há muita, podemos dizer, interferência no processo, particularmente naquela mina específica de Seis Carros”, disse Abubacar.

A insegurança, as práticas nocivas à saúde e os danos ao ambiente na zona da mina são, segundo o Secretário-Geral da Frelimo, outros sinais de alerta que exigem medidas sérias.

Abubacar afirma que foram utilizadas técnicas prejudiciais à saúde e que a actividade decorria sem a supervisão necessária.

“Estiveram lá de forma ilegal e sem a supervisão necessária, por isso que infelizmente tivemos mais uma vez essa tragédia que lamentamos”, declarou.

O Secretário-Geral da Frelimo diz que o partido continuará a acompanhar a situação e defende maior controlo e regulamentação da actividade mineira no país.

Segundo Abubacar, o Governo criou uma empresa mineira e procedeu à revisão da Lei de Minas com o objectivo de reforçar a regulamentação do sector.

Durante a sua passagem por Gaza, Abubacar dirigiu também um comício na sede do partido, onde destacou iniciativas de desenvolvimento distrital e desafiou os seus camaradas a recuperar a confiança da população.

O Secretário-Geral cumpre três dias de trabalho na província de Gaza, com passagem pelos municípios de Mandlakazi, Chibuto e Bilene.

O chefe da mobilização da Renamo criticou, hoje, a contestação à liderança de Ossufo Momade, defendendo ser tempo de os membros respeitarem estruturas e símbolos do partido, quando se aproxima a realização do Conselho Nacional.

“Estamos aqui para reafirmar que a Renamo de André Matsangaíssa, de Afonso Dhlakama e de Ossufo Momade está firme. Este é o momento de nos unirmos, abraçarmo-nos e respeitarmos a estrutura e os símbolos do partido”, disse Geraldo Carvalho.

O dirigente falava em Lichinga, capital da província do Niassa, norte de Moçambique, onde realiza uma visita de trabalho que inclui encontros com estruturas e lideranças partidárias a nível distrital, além da realização de comícios.

Na ocasião, Carvalho criticou a autoproclamada comissão de gestão da Renamo, formada por antigos guerrilheiros que têm ocupado sedes do partido, afirmando que este não é o momento de “rasgar capulanas [tecido identitário] e panfletos” da formação política.

“Este é o momento de parar e juntar-se ao partido, obedecer às normas do partido, porque é a Renamo que vai reunir”, afirmou.

Em 28 de agosto, a Renamo anunciou a realização do Conselho Nacional em 21 e 22 de outubro, em Maputo, para analisar a situação nacional e interna do partido, cuja liderança de Ossufo Momade é fortemente contestada.

Já na quarta-feira, os ex-guerrilheiros da Renamo que contestam a liderança de Momade voltaram a prometer ações para “resgatar” o partido, alertando que a convocação do Conselho Nacional constitui uma estratégia do atual líder para se manter no cargo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alertou, hoje, que o fenómeno El Niño já se formou e poderá provocar uma situação de seca severa nas regiões sul e centro do país, enquanto o norte poderá registar chuvas acima do normal.

Segundo o INAM, este poderá ser o El Niño mais intenso registado desde 1950, com impactos significativos sobre as condições climáticas e os diferentes sectores de actividade no país.

A época chuvosa poderá iniciar normalmente em Outubro, mas, a partir de Novembro, o cenário poderá alterar-se, à medida que os efeitos do El Niño começarem a fazer-se sentir. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê um défice de chuva em pelo menos 30 distritos, aumentando o risco de ocorrência de seca severa nas regiões sul e centro e de chuvas excessivas no norte.

As previsões apontam igualmente para uma probabilidade muito alta de ocorrência de ciclones, situação que poderá elevar o risco de inundações nas zonas das bacias dos rios Incomati, Búzi e Púnguè, bem como nas barragens do norte, na sequência de eventuais cheias.

Perante este cenário, a agricultura deverá continuar a sofrer os impactos das alterações climáticas. O sector está a preparar planos de mitigação para fazer face aos efeitos da seca e das cheias.

Na área da saúde, as autoridades prevêem também um aumento de casos de doenças como malária, diarreias, cólera, sarampo e meningite durante a vigência do El Niño.

As informações foram avançadas à margem do nono Fórum Nacional de Antevisão Climática, que decorreu esta sexta-feira, na cidade de Maputo.

A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para a persistência da corrupção, da violência e das violações dos direitos humanos no Sudão do Sul, a poucos meses das eleições previstas para Dezembro deste ano. A advertência surge depois de uma comissão de direitos humanos das Nações Unidas ter concluído que o país não registou progressos significativos na luta contra a corrupção e na estabilização política.

O Governo sul-sudanês pretende realizar as eleições em Dezembro, naquela que será a primeira votação desde a independência do país, conquistada há 15 anos. Entretanto, a situação política e de segurança continua marcada por fortes tensões entre as forças leais ao Presidente Salva Kiir e as ligadas ao líder da oposição, Riek Machar.

Segundo a comissão da ONU, o agravamento dos confrontos ocorre num contexto de colapso do acordo de partilha de poder entre os dois rivais políticos. A instabilidade tem sido acompanhada por graves violações dos direitos humanos, incluindo assassinatos, deslocamentos forçados, violência sexual e detenções arbitrárias.

A comissão considera que continuam ausentes várias condições necessárias para a realização de eleições pacíficas, livres e credíveis. O espaço político e cívico no país terá igualmente diminuído, dificultando a participação e a actuação de diferentes sectores da sociedade.

No domínio da corrupção, a ONU afirma que pouco mudou desde a publicação, no ano passado, de um relatório que denunciava o desvio de milhares de milhões de dólares provenientes das receitas petrolíferas por elites governamentais.

Os recursos, segundo o documento, terão sido desviados enquanto o país continuava com graves carências em áreas fundamentais, como educação, saúde e construção de instituições públicas.

O comissário da ONU, Carlos Castresana Fernandez, defendeu a realização de investigações independentes às alegadas violações e práticas de corrupção, alertando que a impunidade contribui para o agravamento da violência.

Por sua vez, a presidente da comissão, Yasmin Sooka, afirmou que os padrões de violação dos direitos humanos pouco se alteraram, enquanto o custo humano da crise continua a aumentar.

As eleições no Sudão do Sul já foram adiadas duas vezes, em 2022 e 2024, devido à incapacidade do Governo de criar as condições e estruturas necessárias para a sua realização.

A recente ordem do presidente queniano William Ruto para fechar pequenos negócios de propriedade de imigrantes gerou pânico no país. Mas agora, buscando reverter a situação, o Quénia alertou os trabalhadores estrangeiros de que eles têm 90 dias para regularizar sua situação.

O ministro das Relações Exteriores do Quénia insistiu que as novas regras não representam uma proibição total. Musalia Mudavadi afirmou: “O Quénia não está implementando uma proibição geral para estrangeiros que atuam em pequenos negócios, mas busca garantir que sua participação esteja em conformidade com o Protocolo do Mercado Comum da Comunidade da África Oriental e com a legislação nacional aplicável.”

O anúncio de Ruto gerou temores de que o Quênia pudesse presenciar o tipo de violência xenófoba vivenciada na África do Sul nos últimos meses. Nairóbi procurou dissipar essas preocupações.

Musalia Mudavadi afirmou: “O Quénia está aberto ao comércio em pequena e grande escala por parte de estrangeiros, desde que cumpram os requisitos de imigração, autorização de trabalho, registro e licenciamento. A abordagem do Quênia é, portanto, mais regulatória do que discriminatória.”

O anúncio inicial causou particular preocupação entre muitos burundianos que ganham a vida vendendo produtos nas ruas de Nairóbi.

No início da semana, centenas de burundianos acorreram à embaixada do Quénia, buscando retornar para casa. Em seguida, o ministro adjunto das Relações Exteriores do Quênia emitiu um pedido de desculpas, antes que o gabinete do presidente declarasse que “realizará um processo de regularização ordenado” nos próximos 90 dias para garantir que os migrantes possuam a documentação correcta.

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