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Há cada vez mais pacientes com cancro da mama a desistir da quimioterapia devido às reações do tratamento. O Cancro da mama é a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, depois do colo de útero.

Dados do Ministério da Saúde indicam que anualmente, pelo menos 800 mulheres perdem a vida por cancro da mama no país. Parte da estatística, até chega a diagnosticar a doença, mas mas abandona o tratamento. O fenómeno foi apresentado por activistas em uma palestra sobre a doença, promovida pelo Instituto Nacional de Saúde.

“Muitas param pelo caminho porque fizeram uma ou duas sessões de quimioterapia. Aquele processo do tratamento, as reacções e as pessoas acabam ficando com aquele peso e desanimam pensando que podem morrer no meio. A pessoa não pode desistir só porque está com as reacções do tratamento, reconhecemos que são fortes”, contou uma activista, que venceu a doença

O Observatório Nacional de Saúde diz haver condições técnicas para o país registar avanços significativos no combate à doença, mas deve ser conjugado com estratégias de comunicação para a saúde.

“Percebemos que cancro ainda é uma questão que carece de explicação e de apresentação à comunidade no geral. Então, há um nível de conhecimento, mas a maior parte da população ainda não tem um conhecimento de forma geral.”

O cancro da mama é considerado a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, sendo que a chegada aos hospitais em estágios avançados, é um dos principais desafios.

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Duas estudantes da Universidade Pedagógica de Maputo participaram na 83.ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica e integraram o júri do Prémio UNIMED Awards 2026, ao lado de jovens de universidades de diferentes países.

Duas estudantes da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) participaram na 83.ª edição da Mostra Internacional de Arte Cinematográfica, da Bienal de Veneza, realizada de 2 a 12 de Setembro, na Ilha do Lido, em Itália.

Sunésia da Érica, estudante de Jornalismo, e Carmen Augusto, de Artes Cénicas, representaram a instituição durante os dez dias do evento e integraram o júri do UNIMED Awards 2026, responsável pela selecção do melhor filme em competição.

O júri foi composto por 25 estudantes provenientes de 16 universidades, incluindo representantes de Moçambique, África do Sul, Palestina, Jordânia, Itália, Chipre e Espanha. Durante o processo de avaliação, os estudantes assistiram aos filmes em competição e participaram em debates para a escolha da produção vencedora.

No final, o júri distinguiu Look Back, do realizador japonês Hirokazu Koreeda, por considerar que a produção melhor reflecte valores associados à diversidade cultural, liberdade de expressão artística e promoção do diálogo intercultural.

O filme acompanha a relação entre duas jovens artistas, Fujino e Kyomoto, e aborda o impacto de uma paixão partilhada pela arte, destacando a diversidade como elemento de aproximação entre as pessoas.

Para Sunésia da Érica, a participação na Bienal de Veneza representou uma oportunidade de intercâmbio académico e cultural, para além do contacto com obras cinematográficas de diferentes países.

A estudante considera que a experiência permitiu conhecer outras realidades e trocar conhecimentos com estudantes de diferentes origens, contribuindo também para uma reflexão sobre o desenvolvimento da arte e do cinema em Moçambique.

Já Carmen Augusto descreveu a experiência como marcante, destacando o contacto com filmes de diferentes países e a oportunidade de interagir com estudantes e profissionais ligados ao sector cinematográfico.

A estudante de Artes Cénicas considera que a participação no evento lhe permitiu ampliar horizontes, conhecer diferentes culturas e ganhar inspiração para desenvolver os seus próprios projectos artísticos.

 

PRÉMIO PROMOVE DIÁLOGO INTERCULTURAL

O Prémio UNIMED, instituído em colaboração com a Bienal de Veneza, visa reconhecer filmes que demonstrem compromisso com uma sociedade mais aberta e inclusiva, baseada no reconhecimento e respeito pelas diferenças culturais.

A iniciativa foi criada em memória do Professor Franco Rizzi, antigo Secretário-Geral e fundador da UNIMED, em reconhecimento do seu trabalho na promoção do diálogo entre as duas margens do Mediterrâneo através da cooperação entre universidades euro-mediterrâneas.

A UNIMED tem como objectivo promover a investigação e o ensino superior na região euro-mediterrânea, contribuindo para a cooperação científica, cultural, social e económica.

 

DOCENTE PARTICIPA EM CONFERÊNCIA SOBRE ÁFRICA

Ainda no âmbito da Bienal de Veneza, o docente da UP-Maputo, José dos Remédios, participou na Conferência Africa Chiama, que reuniu curadores, artistas e professores de Itália, Etiópia e África do Sul. Durante o encontro, o académico abordou a importância da diplomacia cultural e defendeu o papel do cinema como instrumento de aproximação entre cidadãos de diferentes continentes.

José dos Remédios revelou igualmente que a sua participação permitiu estabelecer contactos com profissionais do sector audiovisual, com vista à criação de novas oportunidades para estudantes da UP-Maputo.

Segundo o docente, os contactos estabelecidos poderão contribuir para levar mais estudantes da universidade à Bienal de Veneza e complementar a formação académica com experiências de carácter profissionalizante.

Alberto Iannuzzi, da Associação Cultural Controluce, que, em parceria com a União das Universidades do Mediterrâneo (UNIMED), assegurou questões logísticas relacionadas com a participação da delegação da UP-Maputo, destacou o intercâmbio como uma das principais dimensões da cooperação com Moçambique. Iannuzzi manifestou interesse em contribuir para a recolha, narração e promoção, através do cinema, de histórias moçambicanas com potencial de interesse internacional.

Por seu turno, a representante da UNIMED, Anne Laurence Pastorini, defendeu a importância de criar espaços de encontro entre estudantes de diferentes origens, considerando que o contacto entre jovens de diferentes países pode favorecer a troca de ideias e a construção de iniciativas voltadas para um mundo mais inclusivo e sustentável.

 

A Inspecção-Geral de Segurança Alimentar (IGSAE) apreendeu quantidades ainda não especificadas de bebidas alcoólicas em todos os estabelecimentos da Alex Botle Store. A operação deveu-se à violação do decreto que proíbe a venda de álcool aos domingos.

Uma equipa da Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica  realizou, no domingo, uma operação de fiscalização que culminou com a apreensão de grandes quantidades de bebidas alcoólicas em pelo menos cinco estabelecimentos comerciais, conhecidos como “Bottle Stores”, pertencentes ao empresário Alex.

“O trabalho feito foi em vários estabelecimentos comerciais, vulgo Alex, que está sediado na Machava, na Matola, concretamente na Witbank e também na zona da Mafurreira. Deste trabalho foi possível verificar, no terreno, que os estabelecimentos estão todos abertos a vender bebida alcoólica no domingo. Há dois tipos de bebidas, um vai para a cativação, em que recolhemos algumas amostras para fazer análise, e outro vai ser destruído, segundo o decreto”, explica a inspectora da IGSAE.

A apreensão deveu-se à violação do decreto 31/2025, de 11 de Setembro, que estabelece restrições na venda de bebidas alcoólicas aos domingos em determinados estabelecimentos comerciais. O empresário Alex questiona os procedimentos.

“Nós todos temos de ir à igreja, nós vamos à igreja de manhã, às 10h estamos a sair, estamos a trabalhar. Estamos a pedir, eu passar a fechar na segunda-feira ou terça-feira. Pelo que eu saiba, é que domingo é dia da família, e as famílias gostam de comprar um vinho, sentar em casa, beber junto com a família”, lamenta o proprietário dos estabelecimentos encerrados.

Foram recolhidas amostras das bebidas alcoólicas apreendidas para análise, sendo que as restantes quantidades serão incineradas.

Pelo menos 21 pessoas morreram num acidente que envolveu vários veículos na província do Cabo Ocidental, na África do Sul. Não há informação de vítimas moçambicanas.

O acidente ocorreu por volta da meia noite, na autoestrada N1, entre as localidades de Leeu Gamka e Prins Albert, a cerca de 380 quilómetros da cidade do Cabo, avançou a autoridade de gestão de tráfego Road Traffic Management Corporation.

A colisão envolveu dois táxis, miniautocarros normalmente usados pela população como transporte público, e um outro veículo.

Segundo as autoridades locais, informação preliminar aponta para 21 óbitos e um número indeterminado de feridos.

As causas do acidente ainda não foram apuradas e estão a ser investigadas por peritos que se deslocaram ao local.

A República Democrática do Congo (RDC) já registou 7.022 casos de Ébola e 3.398 mortes desde o início do actual surto, considerado o pior da história do país. Apesar da expansão da doença para uma sétima província, as autoridades congolesas indicam que a propagação poderá ter atingido o pico.

O surto foi detectado em meados de Maio, na província de Ituri, no nordeste da RDC, e rapidamente se alastrou para outras regiões do leste e norte do país, algumas das quais afectadas por conflitos armados, fraca presença do Estado e limitações nas infra-estruturas de saúde.

Esta semana, o vírus foi confirmado em South-Ubangi, província que faz fronteira com a República Centro-Africana e a República do Congo.

Dos 7.022 casos registados, 1.671 pessoas recuperaram, segundo os dados mais recentes divulgados pelas autoridades congolesas.

O porta-voz do Governo da RDC, Patrick Muyaya, afirmou, no sábado, que o pico da epidemia terá sido atingido no início da terceira semana de Agosto. Segundo Muyaya, os principais indicadores apontam para uma redução progressiva do número de novos casos.

O responsável acrescentou que 10 das 61 zonas de saúde afectadas pelo surto não registam novos casos há pelo menos 21 dias, um indicador considerado positivo no controlo da transmissão.

 

ESCOLAS SOB VIGILÂNCIA 

A província de Ituri concentra a maioria dos casos e enfrenta agora uma preocupação adicional com a reabertura das escolas após as férias. Casos de Ébola foram detectados em estabelecimentos de ensino nos dias seguintes ao regresso às aulas, aumentando a preocupação entre pais, professores e profissionais de saúde. Em Bunia, capital de Ituri, pais manifestaram receio de que a doença possa ser transportada para as famílias através das crianças.

As escolas reforçaram as medidas de prevenção, incluindo a lavagem obrigatória das mãos com água e sabão, a redução do número de alunos por sala e campanhas de sensibilização sobre a necessidade de evitar o contacto físico. O Ébola é uma doença altamente infecciosa, transmitida principalmente através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas infectadas. Em casos graves, pode provocar hemorragias e falência de órgãos. Nos últimos 50 anos, a doença provocou mais de 15 mil mortes em África.

O actual surto na RDC é causado pela estirpe Bundibugyo. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, não existe actualmente vacina ou tratamento aprovado especificamente para esta estirpe, embora estejam em curso testes de diferentes vacinas e tratamentos.

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) participou na cerimónia de conclusão do ciclo de regeneração da 1.ª Força de Reação Rápida (QRF) do Exército de Moçambique (FADM), realizada no Campo de Treino de Katembe, presidida pelo Comandante do Ramo do Exército das FADM, Major-General André Rafael Mahunguane.

A cerimónia marcou o culminar de um período de preparação orientado para o reforço das capacidades individuais e coletivas dos militares da 1.ª QRF do Exército, promovendo a coesão, a prontidão e a capacidade de resposta da força.

 

Ao longo do ciclo, foram abordadas áreas como a Formação Pedagógica, Táticas, Técnicas e Procedimentos, Comunicações, Close Quarter Battle, Tactical Combat Casualty Care, tiro com AKM e Dragunov , Tactical Site Exploitation e Prisoner Handling, entre outras componentes relevantes para a preparação operacional. Durante este período desenvolveu-se a capacidade de atuação coletiva, reforçando a coordenação, o trabalho em equipa, a disciplina e a aplicação integrada dos conhecimentos adquiridos.

 

O processo culminou num exercício final, durante o qual os militares foram chamados a aplicar, num cenário operacional, as competências desenvolvidas ao longo do ciclo. O exercício permitiu avaliar a capacidade da força para planear, coordenar e executar tarefas, colocando igualmente à prova a liderança, a tomada de decisão, a resistência física e psicológica e a capacidade de resposta perante diferentes situações.

 

Através de um acompanhamento contínuo, a EUMAM MOZ apoiou os militares e instrutores das FADM na consolidação dos conhecimentos e no aperfeiçoamento dos procedimentos, contribuindo para o reforço da prontidão, coesão e autonomia das forças moçambicanas para uma resposta mais eficaz aos atuais desafios de segurança, particularmente no contexto operacional de Cabo Delgado.

 

A EUMAM MOZ mantém o compromisso de apoiar as Forças Armadas de Defesa de Moçambique através de formação especializada, mentoria e assessoria, contribuindo para o desenvolvimento sustentável de capacidades, a preparação operacional e o respeito pelos direitos humanos e pelo Direito Internacional Humanitário, em apoio à paz, segurança e estabilidade em Moçambique.

O Presidente da Guiné, Mamady Doumbouya, e o seu homólogo da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, acordaram em reforçar a cooperação bilateral em áreas como segurança, comércio e política.

Doumbouya chegou a Abidjan na sexta-feira, tendo mantido conversações com Ouattara. Durante um encontro realizado no domingo, os dois Chefes de Estado defenderam o aprofundamento das relações entre os dois países, com particular atenção para os desafios de segurança que afectam a região.

O Presidente guineense destacou a necessidade de fortalecer a cooperação no domínio da inteligência, considerando-a fundamental para fazer face ao crime transfronteiriço e ao terrorismo.

“Assim como vocês, estou convencido de que não pode haver desenvolvimento sem paz e estabilidade”, afirmou Doumbouya, defendendo maior intercâmbio de informações e uma acção conjunta entre os dois países.

Segundo um comunicado divulgado pelo gabinete de Alassane Ouattara, Doumbouya apontou igualmente o combate à mineração ilegal de ouro como uma questão estratégica para a região.

Um relatório divulgado em 2024 estima que até 40 por cento do ouro produzido em África não seja declarado, situação que representa milhares de milhões de dólares em receitas perdidas para os países africanos.

 

A Arábia Saudita condenou um ataque com drones contra o seu oleoduto Leste-Oeste, afirmando que a ofensiva foi lançada a partir do território iraquiano e provocou feridos e danos materiais.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita informou que o ataque atingiu infra-estruturas nas regiões de Riade e Medina. O Reino decidiu, para já, não responder militarmente, depois de o primeiro-ministro iraquiano ter solicitado o adiamento de qualquer acção de retaliação.

Segundo as autoridades sauditas, a decisão pretende dar ao Governo iraquiano tempo para adoptar medidas destinadas a impedir novos ataques contra a Arábia Saudita a partir do seu território.

O Ministério da Energia saudita anunciou, entretanto, o encerramento preventivo do Oleoduto Leste-Oeste, depois de este ter sido alvo de vários ataques. Equipas de emergência e técnicos foram mobilizados para avaliar os danos e garantir a segurança da infra-estrutura.

O oleoduto desempenha um papel estratégico para a Arábia Saudita, transportando petróleo bruto dos campos situados no leste do país para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, permitindo evitar a passagem pelo Estreito de Ormuz.

O Governo iraquiano condenou o ataque e saudou a decisão de Riade de adiar uma eventual retaliação. As autoridades iraquianas garantiram que o seu território e espaço aéreo não serão utilizados como plataforma para ataques contra outros países.

O primeiro-ministro iraquiano e comandante-em-chefe das Forças Armadas, Ali al-Zaidi, ordenou uma investigação urgente para identificar os responsáveis pelo ataque e prometeu que os envolvidos serão responsabilizados nos termos da lei.

Mais tarde, o porta-voz do comandante-em-chefe das Forças Armadas iraquianas, Sabah al-Numan, revelou que as investigações confirmaram que o ataque foi lançado a partir de um local situado na província de Maysan, no sul do Iraque.

Na sequência desta descoberta, foi ordenada a constituição de uma comissão de investigação no Comando de Operações de Maysan e a destituição do comandante militar da província.

O Governo iraquiano reiterou que não tolerará qualquer actividade que ameace a segurança do país ou prejudique as relações com Estados vizinhos e países amigos.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve, esta semana, na cidade da Beira, um técnico aduaneiro de nacionalidade moçambicana e dois motoristas zimbabueanos, suspeitos de envolvimento numa tentativa de desvio de cerca de 800 mililitros de combustível, mediante o uso de documentos falsificados.

A operação resulta de investigações relacionadas com um crime ocorrido em Maio, quando cerca de 400 mililitros de diesel foram alegadamente desviados de um camião-cisterna que transportava combustível com destino à província de Manica. Na altura, terão sido igualmente utilizados documentos falsificados.

Segundo o SERNIC, o técnico aduaneiro receberia 1,7 milhões de meticais pela operação fraudulenta, valor que seria pago em duas fases: 500 mil meticais após o carregamento dos camiões e os restantes 1,2 milhões de meticais depois da chegada da carga ao destino final.

A detenção ocorreu depois de as autoridades receberem os documentos e de terem sido solicitados dois camiões que se encontravam estacionados num dos parques da cidade da Beira, à espera de autorização para o carregamento do combustível no recinto portuário.

Após o primeiro interrogatório, o tribunal aplicou medidas de coacção aos três suspeitos. Os dois motoristas zimbabueanos pagaram uma caução de 300 mil meticais cada e foram colocados em liberdade.

Já o técnico aduaneiro, por não ter conseguido pagar a caução de 600 mil meticais, permanece em prisão preventiva.

Em contacto com jornalistas, o indiciado negou ter conhecimento de que os documentos utilizados na operação eram falsos e atribuiu a responsabilidade à empresa para a qual trabalha. “Até então, a empresa não me disse em que parte os documentos eram falsos”, afirmou.

O SERNIC reafirma o compromisso de combater o crime em todas as suas formas e apela à colaboração dos cidadãos na denúncia de práticas ilícitas que possam lesar o Estado e a economia nacional.

 

Seis cidadãos nigerianos ligados a uma alegada rede criminosa organizada foram extraditados da África do Sul para os Estados Unidos da América, onde deverão responder por acusações de fraude electrónica e branqueamento de capitais.

Os seis homens, detidos na Cidade do Cabo em 2021, são acusados de integrar a rede criminosa conhecida como Black Axe, apontada pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) como uma das organizações envolvidas em crimes financeiros e cibernéticos à escala internacional.

Segundo as autoridades sul-africanas, os suspeitos terão lesado mais de 100 mulheres norte-americanas em mais de seis milhões de dólares, através de alegados golpes românticos praticados na internet.

Entre as vítimas estarão reformados e empresários que terão sido abordados através de plataformas digitais, onde os suspeitos terão desenvolvido relações afectivas com as vítimas antes de lhes solicitar dinheiro sob diferentes pretextos.

Os seis suspeitos foram entregues a agentes do FBI e do Serviço Secreto dos Estados Unidos, no Aeroporto Internacional da Cidade do Cabo, para serem transportados para os Estados Unidos, onde deverão responder judicialmente pelas acusações.

A porta-voz da polícia sul-africana, Katlego Mogale, confirmou que a transferência foi coordenada pela Interpol na África do Sul e envolveu a deslocação dos suspeitos de um centro de detenção para o aeroporto.

A Black Axe é apontada pelas autoridades internacionais como uma organização criminosa transnacional envolvida em diferentes modalidades de fraude, incluindo golpes românticos, esquemas relacionados com criptomoedas e falsas oportunidades de investimento.

A extradição ocorre numa altura em que as autoridades internacionais intensificam as operações contra redes criminosas da África Ocidental envolvidas em crimes cibernéticos e branqueamento de capitais.

Numa operação recente da Interpol contra organizações criminosas da região, foram detidas 58 pessoas e identificados 263 suspeitos alegadamente ligados a diferentes redes envolvidas em crimes financeiros semelhantes.

Na África do Sul, a operação incluiu buscas em sete locais na cidade de Joanesburgo, relacionados com uma rede suspeita de aplicar golpes românticos e de investimento contra reformados de países de língua inglesa.

Durante a operação, a polícia sul-africana deteve 39 pessoas, apreendeu activos avaliados em 2,67 milhões de dólares e bloqueou mais de 250 contas bancárias.

As autoridades dizem que as operações visam desmantelar as redes de branqueamento de capitais, identificar os principais suspeitos, recuperar bens obtidos de forma ilícita e reforçar a cooperação internacional no combate ao crime organizado e às fraudes financeiras praticadas através da internet.

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