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Chapo e Mnangagwa lançam primeira pedra para expansão do oleoduto Beira-Zimbábue

O Presidente da República, Daniel Chapo, e o seu homólogo do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, lançaram, esta quarta-feira, em Nhamatanda, província de Sofala, a primeira pedra para o projecto de aumento da capacidade de bombagem do oleoduto que liga o Porto da Beira, em Moçambique, ao Zimbábue.

A cerimónia marca o início de uma nova fase de expansão de uma infra-estrutura considerada estratégica para a segurança energética e a integração económica entre os dois países.

Infra-estrutura deverá elevar capacidade de transporte de combustíveis para cinco milhões de metros cúbicos por ano.

Intervindo na ocasião, Daniel Chapo destacou o significado histórico das relações entre Moçambique e Zimbábue, sublinhando que os dois países foram unidos pela luta de libertação nacional e pelos sacrifícios partilhados na conquista da independência.

Segundo o Chefe do Estado, o projecto representa mais do que a expansão de uma infra-estrutura de transporte de combustíveis, constituindo igualmente uma aposta no aprofundamento da cooperação económica entre os dois países e na integração regional da África Austral.

“Ontem, estivemos unidos na luta pela liberdade e pelas nossas independências. Hoje estamos unidos na construção da prosperidade dos nossos países e dos nossos povos irmãos”, afirmou.

O projecto prevê a construção de novas estações de bombagem em Nhamatanda, na província de Sofala, e em Muxúnguè, na província de Manica, com vista a elevar a capacidade instalada do oleoduto dos actuais três milhões para cinco milhões de metros cúbicos de combustível por ano.

A expansão ocorre em coordenação com investimentos do lado zimbabueano, nomeadamente no oleoduto que liga Feruka a Harare, permitindo aumentar a capacidade de transporte ao longo de toda a cadeia logística.

Para Daniel Chapo, o investimento deverá preparar a infra-estrutura para responder ao crescimento das necessidades energéticas dos dois países nas próximas décadas, impulsionado pela expansão urbana, indústria, mineração, agricultura, transportes, logística e comércio.

O Presidente moçambicano considerou o oleoduto uma “verdadeira artéria económica” entre Moçambique e Zimbábue, por contribuir para a segurança energética e para a circulação de combustíveis entre os dois países.

Chapo defendeu ainda que os corredores de desenvolvimento de Moçambique devem deixar de funcionar apenas como vias de trânsito de mercadorias e passar a constituir plataformas de desenvolvimento económico.

Neste contexto, apontou a necessidade de criação, ao longo dos corredores, de indústrias, centros logísticos, unidades de agro-processamento, zonas económicas especiais, zonas francas industriais, pequenas e médias empresas e novas oportunidades de emprego para a juventude e para as mulheres.

O Chefe do Estado sublinhou igualmente que o verdadeiro valor do investimento deverá ser medido pelo impacto na vida das populações, defendendo maior participação das empresas moçambicanas na cadeia de fornecimento e a criação de empregos qualificados, sobretudo nas províncias de Sofala e Manica.

Dirigindo-se às comunidades que vivem ao longo da infra-estrutura, Chapo apelou à sua participação na protecção do oleoduto, com particular atenção ao respeito pelas zonas e faixas de segurança.

“A geografia torna-se riqueza quando construímos infra-estruturas capazes de transformá-la em vantagem económica”, afirmou, defendendo a modernização dos portos, caminhos de ferro, estradas, oleodutos, sistemas energéticos e postos fronteiriços.

O Presidente da República enquadrou ainda o projecto na estratégia de integração económica da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), considerando que a integração regional deve ser materializada através de infra-estruturas que aproximem os centros de produção dos mercados e criem cadeias de valor transfronteiriças.

Na sua intervenção, Daniel Chapo recordou o papel desempenhado por Samora Machel e Robert Mugabe na construção da solidariedade entre Moçambique e Zimbábue, defendendo que a actual geração tem a responsabilidade de transformar a liberdade política conquistada pelos dois povos em prosperidade económica.

“Temos de transformar a liberdade política em prosperidade económica dos nossos povos. Temos de transformar a solidariedade histórica que os nossos povos têm em integração económica e transformar as nossas infra-estruturas em plataformas de desenvolvimento”, afirmou.

 

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