Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
A Avenida Julius Nyerere, próxima à Praça do Destacamento Feminino, na Cidade de Maputo, transformou-se num terminal de viaturas ligeiras dedicadas ao transporte de passageiros.
Apesar de ter ganho força nos últimos anos, a actividade é considerada ilegal pelo Conselho Municipal de Maputo. Como forma de desencorajar a prática, a Polícia Municipal decidiu desactivar a praça. A acção gerou contestação entre os transportadores, que, em protesto, estacionaram as viaturas e abandonaram o local.
Os transportadores afirmam que foram surpreendidos com a presença da Polícia Municipal e da Polícia da República de Moçambique que, mediante o uso da força, exigiram a retirada do local onde, segundo eles, garantem o sustento das suas famílias.
Os mesmos questionam a actuação da edilidade, lembrando que há um ano aguardam por uma resposta sobre o pedido de legalização da sua associação.
Além de procurarem legalizar a agremiação junto do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, os transportadores afirmam que existe um processo em curso na Procuradoria-Geral da República com o mesmo objetivo e estão, neste momento, à espera de uma resposta favorável.
“Tivemos a orientação do procurador sobre como proceder para a legalização da praça. É verdade que ainda não tivemos nenhuma resposta, mas ficámos surpreendidos com a atitude do Conselho Municipal”, explicou o porta-voz da Associação Resiliente da Kulhuvuka, agremiação que congrega mais de 100 transportadores que usam viaturas ligeiras.
Durante a acção da polícia, que visava desativar a praça e obrigar a retirada dos transportadores, uma pessoa ficou ferida e duas foram detidas por desobediência.
Entre dúvidas, incertezas e indignação, os transportadores do famoso “boleia paga” suspeitam que a decisão da edilidade esteja ligada a interesses individuais de certas figuras.
“É importante dizer que o Presidente Eneas Comiche, durante todo o seu mandato, passava por esta via todos os dias e nunca nos deu qualquer ordem de expulsão. Estranhamente, agora que temos um novo edil, que nem sequer passa por aqui, mas sim pela Avenida Marginal, dizem que temos de abandonar o local.”
Mais do que ilegal, o Conselho Municipal considera que a atividade dos “boleia paga” viola a postura de trânsito e explica que os transportadores foram previamente sensibilizados a abandonar o local.
Sem colaboração, segundo o porta-voz da Polícia Municipal, Naftal Lay, a polícia foi obrigada a recorrer à força para garantir a retirada dos operadores.
“Eles optaram pelo desacato e começaram a convidar outros operadores ilegais, que atuam noutras praças, para resistirem à ação de sensibilização que a Polícia Municipal estava a realizar de forma pacífica”, relatou Naftal Lay.
Sobre a alegada inércia da edilidade no processo de legalização da associação, Lay afirma que a acusação não procede, responsabilizando os próprios transportadores, que, segundo ele, nunca demonstraram interesse real.
“Ninguém, neste momento, está a contactar a Direção Municipal de Trânsito. O Conselho Municipal é um órgão amplo e há uma direção específica que lida com transportes e trânsito, é a essa entidade que devem dirigir-se”, sublinhou.
A Polícia Municipal promete desativar todas as praças ilegais da cidade de Maputo. Segundo Naftal Lay, a desativação da praça da Avenida Julius Nyerere faz parte de um processo mais amplo.
“Começámos com a da Julius Nyerere, mas a nossa ação não vai parar por aqui. Temos conhecimento da existência de outras praças ilegais nas imediações da Praça dos Combatentes e da Praça da Juventude, ambas também na Avenida Julius Nyerere, bem como noutros pontos onde esses operadores exercem a sua atividade”, advertiu.
O porta-voz confirmou o ferimento de uma pessoa e a detenção de três indivíduos, reiterando que a edilidade está aberta ao diálogo com os transportadores para a legalização da atividade e apelou a estes para que deixem de desafiar as autoridades.
A província da Zambézia, no centro do país, acolheu esta terça-feira a pré-conferência dos investidores designada ZAMVISÃO. Trata-se de uma iniciativa que tem em vista mobilizar investidores para a cadeia de arroz.
A pré-conferência acontece justamente na Zambézia por ser uma província que não tem um projecto estruturante visando o desenvolvimento, sendo que com o evento de investidores, designado ZAMVISAO, se reverta o cenário, tal como disse Pieter Letitre, consultor do programa.
“É muito importante, na minha experiência de 40 anos a fazer esse tipo de trabalho”, disse apresentando aquilo que chamou de “ingredientes para levar ao sucesso de um plano, de uma visão”.
“Em primeiro lugar, é ter um plano, claro, é ter um financiamento para a implementação, mas talvez o mais importante é ter um campeão, um líder ou líderes que façam com que os investidores, as instituições de financiamento, neste caso, tenham confiança na implementação e que façam com que todos estejam sempre na mesma direcção”, explicou Pieter Letitre.
Pio Matos e Manuel de Araújo, Governador da província e presidente do Conselho Municipal de Quelimane, anfitriões do evento, olham para a iniciativa com bastante optimismo no desenvolvimento.
O governador da Zambézia, Pio Matos, diz que o projecto pode dinamizar o agro-negócio e garante mobilizar investidores para tal. “É compromisso do Governo, através desta iniciativa de ZAMVISÃO, mobilizar investidores para virem e investirem na nossa província e assim alavancar a produção e automaticamente ajudar a revitalizar as grandes fábricas de processamento que se encontram na nossa província”, garantiu Matos.
Manuel de Araújo, por seu turno, observou que a província da Zambézia já teve planos estratégicos de desenvolvimento a anos atrás mas que os mesmos não foram cumpridos.
“Lembro-me também de ter participado, na cidade de Mocuba, numa conferência de investidores para a província da Zambézia. Foram dias árduos de discussão, de muita emoção, mas também de muito optimismo. As caras são as mesmas, tanto dos camponeses, como do sector privado, como do Governo, etc”, explicou De Araújo.
O presidente do Município de Quelimane diz ainda que já foram identificados projectos âncora, como o porto de Macuse, a barragem de Mugeba e outros. “Eu podia aqui elencar vários. Era importante que não voltássemos, daqui a 5 ou 10 anos, a sentarmos nesta ou numa outra sala para discutir as mesmíssimas questões, os mesmissimos desafios”, destacou.
Este pronunciamento do edil de Quelimane, Manuel de Araújo, vem justificar o facto de em Novembro de 2020 a província ter realizado uma conferência internacional de desenvolvimento mas que os ganhos não foram visíveis.
Na pré-conferência dos investidores designada ZAMVISÃO estiveram presentes o sector privado, camponeses da cultura de arroz , governo municipal e provincial visando desenhar Proposta de visão estratégica de desenvolvimento da Zambézia.
Centenas de vendedores do Mercado do Maquinino, na cidade da Beira, em Sofala, bloquearam, hoje, parte da avenida Armando Tivane, como forma de exigir a retirada de outros vendedores nas bermas da rodovia. A Polícia recorreu a disparos para repor a ordem pública.
Bloquear a avenida foi a forma que os vendedores do mercado de Maquinino encontraram para exigir a retirada dos informais na parte externa do mercado. É que muitos vendedores ocuparam parte da rodovia e do espaço reservado para o parqueamento de viaturas, o que, segundo os protestantes, prejudica as suas vendas dentro do mercado.
“Fizeram esse mercado aqui, para nós estarmos dentro e não fora. Agora, por que o mercado agora está fora? Nós sofremos para pagar senha lá [dentro do mercado], e quando não pagamos somos maltratados, mas aqui fora estão gorjetar [dar suborno] para serem deixados vender”, disse uma das manifestantes.
Os vendedores que comercializam os seus produtos na parte externa do mercado têm justificações diferentes para se fazerem no local. Alguns alegam não ter banca e outros dizem vender fora do mercado, porque é onde há maior movimento.
No interior do mercado, várias bancas vazias podem ser vistas, o que refuta a justificação de falta de espaço. “Há aqui muito espaço, que o município organizou para que todos pudéssemos ficar aqui dentro. Além disso, aqueles que estão lá fora do mercado correm riscos”, reclamou uma vendedora do mercado.
A Polícia tentou articular com os vendedores para removerem as barricadas na via, mas sem sucesso.
“Quem fechar a estrada vamos cair em cima dele, não vamos permitir isso. Vocês têm toda a razão, mas perdem a razão por fecharem a estrada. Vocês têm que pensar em como resolver o problema sem prejudicar os outros”, apelou um agente da PRM.
Visto que o pedido da Polícia não foi acatado pelos vendedores, os agentes da PRM tiveram de remover as barricadas. Contudo, outros vendedores insistiam em bloquear a via, ameaçando a integridade física dos agentes, facto que levou a PRM a disparar para o ar com objectivo de repor a ordem.
No fim da manhã, a ordem foi reposta e a circulação regressou à normalidade.
A comissão do mercado de Maquinino disse que só falará à imprensa na quarta-feira, alegando que pretende, primeiro, discutir o assunto com os vendedores e a vereação dos mercados, a fim de encontrarem solução do problema.
A cantora portuguesa Maria João assinala 40 anos de carreira com o lançamento de “Abundância”, o seu mais recente álbum de originais, em colaboração com o pianista João Farinha.
O novo trabalho, o trigésimo primeiro da artista, foi gravado maioritariamente em Maputo, e é o resultado de uma parceria artística e cultural com o colectivo moçambicano TP50, com quem os músicos têm vindo a colaborar regularmente desde 2016.
Desde o início desta relação artística com o TP50, Maria João e João Farinha têm contribuído de forma consistente para a construção de pontes culturais entre países de língua portuguesa, levando a palco uma mistura rica de influências e identidades. Desta colaboração contínua surgiu, há três anos, o desejo de criar um álbum que reflectisse a diversidade cultural que a define — uma fusão viva entre as suas raízes portuguesas e moçambicanas.
Numa nota de imprensa, diz-se que o sonho torna-se agora realidade com o lançamento de “Abundância”, um disco que celebra de forma profunda a criatividade artística partilhada, a fusão de ritmos e línguas de Portugal e Moçambique (e não só), e a universalidade humanista da Arte.
O concerto de apresentação terá lugar no próximo dia 4 de Julho, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo.
“Abundância” explora a riqueza criativa de Maria João, cruzando influências africanas com sonoridades electrónicas, numa abordagem inovadora e emotiva.
A fase inicial da criação decorreu nos Aurora Estúdios, em Lisboa, com João Farinha e André Nascimento, sendo posteriormente concluída em Maputo, no Estúdio Ekaya. A gravação envolveu uma equipa diversificada de músicos moçambicanos, como Texito Langa, Valter Mabas, Cheny Wa Gune, o Coro TP50, e os cantores convidados José Mucavel e Stewart Sukuma.
Com produção de Luís Fernandes, o álbum inclui 10 faixas, muitas da autoria da própria Maria João. Entre os temas destaca-se “Esperança”, baseado num poema do escritor moçambicano e Prémio Camões, José Craveirinha, musicado por Maria João e João Farinha.
O show do dia 4 de Julho, na cidade de Maputo, conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português.
Na quinta-feira, às 17h30, no Business Lounge by Nedbank, Cidade de Maputo, a médica epidemiologista e consultora de saúde pública, Ivete Meque, lança o livro intitulado “De-Stress – Hábitos simples para cuidar da saúde mental e construir uma carreira gratificante”, publicado sob a chancela de Diário de uma Qawi.
“No livro, a autora conduz o leitor para uma jornada de descoberta sobre os efeitos negativos do stress crónico e como este desencadeia uma reacção inflamatória generalizada com efeitos negativos no organismo. O stress, quando não controlado, está associado ao desenvolvimento do burnout, doenças crónicas e uma quebra significativa da qualidade de vida, afectando tanto a saúde como o desempenho profissional”, adianta uma nota de imprensa, que acrescenta: “A obra tem como pivô o burnout, também conhecido como síndrome de esgotamento profissional, um fenómeno caracterizado por exaustão física e emocional, perda de motivação e redução do desempenho no trabalho. O resultado, escreve Ivete Meque, é uma baixa produtividade, ineficiência e insatisfação no trabalho e na vida . Não é um fenómeno raro e estima-se que três em cada quatro profissionais já alguma vez passaram por alguma experiência de burnout”.
O livro é um convite à reflexão sobre os desafios do estilo de vida contemporâneo, marcado pelo frenesim da hiper-produtividade, pelo excesso de uso de ecrãs e pela pressão social para o sucesso material. Sem abdicar do sucesso pessoal e profissional, a autora oferece um caminho para que o leitor aprenda a priorizar a saúde mental, o bem-estar e o autocuidado. “O foco do livro é equipar, empoderar de conhecimentos e ferramentas cientificamente comprovadas que irão ajudar o leitor a superar o stress no trabalho, priorizar o autocuidado como grande aliado à produtividade e ao bem-estar”, explica Ivete Meque.
No centro da proposta do livro está a Regra dos 5D, desenvolvida pela autora, que inclui – Desacelerar, Desconectar e Movimentar, Descansar, Dieta Anti-Stress e Dharma (propósito de vida). Cada princípio é explorado com orientações práticas, baseadas na explicação pessoal da autora e nas mais recentes evidências científicas. O objectivo é ajudar o leitor a conciliar a produtividade e o bem-estar, e a construir uma rotina sustentável que promova a harmonia entre corpo e mente, bem-estar, resiliência e alinhamento com os seus valores e propósito de vida.
A Sessão de lançamento contará com a apresentação da médica Anett Belo.
Profissionais do sector cultural consideram urgente o fortalecimento das indústrias criativas no país. Para o efeito, salientam que os artistas devem adaptar-se às exigências do mercado nacional.
Num cenário em que o apoio às artes é limitado, a iniciativa Cultivarte, implementada pela Expertise France, em parceria com o Ministério da Educação e Cultura, juntou, em Maputo, vários profissionais para reflectirem sobre a sustentabilidade criativa no país. Com as actividades programadas, espera-se: “estruturar os sectores das indústrias culturais e criativas, nós temos feito actividades que tem finalidade de apoiar jovens empreendedores, empresas e instituições que estão activas no sector”, disse Mathieu Gardon-Mollard da Cultiv’arte
A fim de que o fortalecimento das indústrias culturais e criativas seja eficaz, de acordo com o Director do Franco-Moçambicano, o Governo é indispensável.
“O Governo é que pensa, elabora o quadro no qual, não tanto o CCFM, mas os profissionais da cultura evoluem”, explicou José Maria, Director do Franco-Moçambicano.
Ainda assim, a profissionalização do sector cultural moçambicano, entendem os profissionais do sector, só pode ser alcançada se os artistas conseguirem corresponder às dinâmicas sociais e do sector privado.
O programa de fortalecimento das indústrias culturais, em Moçambique, é financiado pela União Europeia e tem beneficiado intervenientes do sector criativo na elaboração e implementação de iniciativas culturais.
Ainda na Espanha, o Presidente da República reuniu-se, esta segunda-feira, com o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, e com o Presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez Pérez, à margem da IV Conferência Internacional das Nações Unidas sobre o Financiamento ao Desenvolvimento.
Os encontros inserem-se nos esforços de Moçambique para consolidar os laços de amizade e cooperação com a União Europeia e com o Reino da Espanha.
De acordo com uma nota da Presidência da República, as reuniões permitiram reafirmar o compromisso mútuo com uma parceria assente no respeito e interesse comum no desenvolvimento sustentável.
Os interlocutores destacaram a importância de aprofundar a colaboração em áreas estratégicas, reforçando o espírito de solidariedade e confiança mútua entre Moçambique, Espanha e a União Europeia.
O Partido Aliança Democrática (DA) diz que não vai tolerar corrupção do ANC no executivo sul africano. Por isso, vai, nesta terça-feira, apresentar acusações criminais contra a Ministra da Educação Superior da África do Sul, Nobuhle Nkabane, por mentir ao Parlamento.
Em um texto publicado na página web da DA, o partido condena o facto do Presidente “não tomar nenhuma medida contra a corrupção do ANC no executivo”, e garantiu usar “todos meios possíveis” para o combater.
“Amanhã, terça-feira, 1º de julho de 2025, antes do debate orçamentário do Ministro do Ensino Superior no NCOP, o DA apresentará acusações criminais contra o Ministro Nobuhle Nkabane por mentir ao Parlamento”, lê-se no comunicado publicado na página web da DA.
A acusação será liderada pela presidente do Conselho Federal do DA, Helen Zille , pelo vice-chefe do DA, Baxolile Nodada MP , e pelo porta-voz nacional do DA, Karabo Khakhau MP.
Dane Kondić, oficialmente contratado pelo Governo moçambicano como presidente da Comissão de Gestão Executiva da Linhas Aéreas de Moçambique foi, no sábado passado, anunciado como novo presidente do Conselho de Administração que vai liderar o processo de recuperação da companhia aérea Air Botswana. Ainda assim, a LAM diz que Dane Kondić vai continuar a liderar a gestão da companhia de bandeira. Os comentadores da Stv falam de fragilidade dos contratos de gestão nas empresas nacionais, por não activarem a exclusividade aos contratados.
Duas transportadoras nacionais africanas numa só esperança. A nomeação de Dane Kondić para conduzir e reestruturar a empresa Linhas Aéreas de Moçambique foi vista como uma decisão estratégica depois das sucessivas tentativas de resgate falhadas.
A nomeação no país ocorreu em Maio deste ano, com um mandato inicial de 12 meses. Kondić chega com a missão de transformar a LAM, enfrentando uma realidade de dificuldades financeiras e atrasos operacionais. A escolha do Governo moçambicano recaiu sobre o executivo em razão de seu histórico consolidado no sector de aviação internacional, incluindo passagens marcantes por companhias Air Serbia, onde liderou a transformação da antiga Jat Airways, num projeto moderno e rentável.
Através das suas páginas oficiais, a Air Botswana, empresa que enfrenta desafios semelhantes, incluindo frota limitada, baixa competitividade regional e limitações financeiras, anunciou a contratação de Dane Kondić como novo presidente do Conselho de Administração.
A decisão, conforme autoridades botswanesas, foi motivada pela necessidade de um gestor experiente capaz de reverter anos de ineficiências e reposicionar a companhia no mercado regional da África Austral.
E desta forma Dane Kondić acumula duas funções em duas empresas com contextos distintos. O Conselho de Administração da LAM, composto pelos novos accionistas, CFM, HCB e EMOSE, ainda não se pronunciou sobre o assunto.
LAM confirma que Kondić vai continuar a liderar processo de reestruturação
A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) garante que o presidente da sua Comissão de Gestão, Dane Kondić, vai continuar a liderar o processo de reestruturação da companhia de bandeira, tal como foi anunciado pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), em Maio último.
A LAM deu a garantia através de um comunicado de imprensa que deixou alguns segmentos confusos com o anúncio da contratação de Kondić para liderar o Conselho de Administração da Air Botswana.
De acordo com o comunicado do Conselho de Administração da LAM, o cargo a ser ocupado pelo australiano na Air Botswana não é executivo, podendo ser exercido em regime parcial, por ser de natureza consultiva.
Apesar deste anúncio, o Conselho de Administração da LAM escreve que as funções de Dane Kondić em Moçambique devem ser em regime de exclusividade, até porque foi apresentado como proposta ao australiano, que “foi acolhida com disponibilidade pelo próprio”.
“Encontram-se, neste momento, em curso conversações com o referido gestor para viabilizar a implementação desta decisão, considerada essencial para a continuidade do exercício das suas funções à frente da Comissão de Gestão”, escreve a LAM.
A decisão de exclusividade tomada pela LAM é porque a função de presidente da Comissão de Gestão da companhia de bandeira exige “dedicação exclusiva e um compromisso integral com os objectivos estratégicos da companhia”, segundo escreve.
A contratação de Dane Kondić pelo Conselho de Administração da LAM, agora composto pelos presidentes dos Conselhos de Administração dos CFM, HCB e EMOSE, constituía “uma decisão estratégica e sustentada na necessidade de, em virtude da situação actual da empresa, e depois de sucessivas tentativas de resgate falhadas, trazer para esta fase de transição, um gestor com uma vasta experiência internacional na gestão e reestruturação de companhias aéreas, assente nos mais elevados padrões internacionais da indústria de aviação”.

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